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BAHIA 1 X 1 ATLÉTICO. PERDEMOS 2 PONTOS.

O Atlético não reeditou as suas melhores partidas, mas fez o suficiente para perder um balaio de gols, jogando fora a possibilidade de, no mínimo, subir para a terceira posição na tabela de classificação.

No primeiro tempo, o Galo jogou razoavelmente até os 30 minutos. Depois, o Bahia reagiu e agrediu de uma forma mais incisiva do que vinha fazendo até então.

Giovanni Augusto não conseguiu realizar a transição da defesa para o ataque e a equipe se ressentiu tremendamente disso. Afinal, um dos pontos fortes do conjunto residia justamente neste quesito.

Toró muito mal em todos os aspectos, perdia a bola lá na frente e não voltava a tempo de recuperar a bola.

O lado positivo que posso registrar é que o time hoje tem uma personalidade mais aguerrida e lutadora. Os atletas buscam suprir as deficiências de momento com muita dedicação e uns se doam pelos outros.

Muito em função do exemplo de Réver e Leonardo Silva, dois jogadores que demonstram uma sede de vitória acima da média.

No segundo tempo, um penalti mandrake marcado por um péssimo juiz, impôs ao Atlético a obrigação de se abrir e partir para cima do Bahia.

Mesmo sem jogar bem, com jogadas confusas no meio de campo e perdas infantis de bola, o Galo buscou pressionar o time baiano.

No intervalo do jogo, eu tuitei que esta partida seria perfeita para Daniel Carvalho mostrar serviço, pois o Bahia concedia espaços na defesa que um jogador habilidoso como ele poderia explorar.

Dito e feito. Dorival Júnior, pensando igual a mim, mandou-o a campo e ele, Daniel Carvalho,  assumiu a responsabilidade de municiar os atacantes e deu a assistência para o gol de empate, de Neto Berola.

Fora a falta que bateu, que resultou no segundo gol, legítimo, mas mal e porcamente anulado.

E lançou magistralmente Magno Alves para este desperdiçar mais uma grande chance frente a frente com o goleiro. E outras jogadas mais.

Para mim, jogando apenas 30 minutos, Daniel Carvalho se constituiu no grande nome do jogo por tudo que produziu hoje.

E não atuou só com a bola no pé. Voltou para marcar, tentou ser rápido nos contra-golpes, e preencheu espaços quando não tinha a posse de bola.

Resta saber se ele está disposto a repetir a dose nas próximas oportunidades.

No mais, reconheço que a equipe atleticana cria muitas chances de gol, o que é extremamente digno de elogios.

Mas, em compensação, desperdiça quase todas. E aí os elogios vão pro ralo e críticas ferozes tomam seu lugar.

Dentro das circunstâncias do jogo, foi um péssimo resultado. Se considerarmos a cascata de empates que aconteceram nas outras partidas, pior ainda. Se tivéssemos vencido, estaríamos em uma posição bastante favorável, na cola do São Paulo.

De todo modo, botamos um pontinho na sacolinha, o que nos mantém no G-4.

Mas temos de seguir melhorando. E temos muito a progredir.

Muito trabalho e muita fé. E outro tanto de apoio!

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ATLÉTICO 1 X 1 UBERABA.

Apesar do empate amargo contra um Uberaba na rabeira da tabela de classificação, eu enxerguei progressos _ do meio para trás _ na performance da equipe alvinegra, se a compararmos ao domingo passado.

Neste setor, o time atuou mais compactado e não cedeu ao adversário aquela tradicional avenida pelo meio de campo. A zaga _ com o crescimento técnico de Leonardo Silva _ se mostrou mais estável, embora Réver, mais uma vez, tenha pecado por excesso de auto-confiança.

A escalação de Richarlyson na lateral esquerda, no momento, é a melhor opção que temos, mesmo que haja necessidade de muitos treinamentos para aprimorar os cruzamentos.

Na lateral direita, Bernard pode não ter feito um primor de partida, mas tem personalidade. E jogou improvisado. O garoto tem futuro, na minha opinião.

Renan Ribeiro está se posicionando melhor e evitou um gol certo só com a boa colocação.

Os quatro do meio de campo atuaram mais perto um do outro. Serginho fez uma boa partida e Toró, embora ainda fora de forma, não se acomoda em nenhum instante.

Os nossos problemas no jogo contra o Uberaba residiram na transição de bola da defesa para o ataque.

Ricardinho não foi o mesmo de outros jogos. Sem inspiração, não conseguiu enfiar aquelas bolas que o transformaram no maestro da equipe.

Renan Oliveira também não acertou sequer uma jogada ofensiva e acabou não municiando os homens de frente como deveria.

Ricardo Bueno tem uma dificuldade imensa de dar prosseguimento a uma tabela ou mesmo a uma simples condução de bola. O gol que marcou foi novamente pelo alto. Se Bueno tem uma virtude, a técnica de cabeceio é a que domina melhor.

Sobe com muita impulsão e sabe gerar velocidade na testada. Mas peca repetidamente em outros fundamentos, engessando a equipe naquele setor.

Jobson correu, se doou em campo, mas sem um companheiro que o auxilie, fica difícil demais.

Enfim, o Galo, do meio para a frente, não conseguiu ser contundente. E por isso mesmo, pouquíssimas oportunidades efetivas de gol surgiram.

Porque perder gols é uma coisa, mas não criar situações para marcar é muito mais grave. E é exatamente aí onde mora o perigo!

O congestionamento de defensores uberabenses na área impediu, até com certa facilidade, as tramas ofensivas do Atlético.

Trocas de passes inúteis, passes errados aos montes, cruzamentos ridículos e alçadas de bolas no vazio constituiram-se na principal característica da armação e do ataque alvinegros.

Depois daquele primeiro tempo primoroso contra o Guarani de Divinópolis, a impressão que se tem é que o time esqueceu a receita em casa.

E não consegue mais achá-la!

A valorização do conjunto _ com o reforço das jogadas individuais e não o contrário  _ é a impressão digital do técnico Dorival Júnior nas equipes que comanda.

Porém, não se sabe porque, ele não está conseguindo implantar no Galo o que já fez, durante anos, em outros clubes.

Vai entender!

Seria aquela cabeça de burro enterrada na Cidade do Galo?

E você, caro leitor e amigo, tem a resposta para isso?

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ATITUDE! A PALAVRA-CHAVE.

Coincidentemente, Dorival Júnior alterou radicalmente a escalação do Galo.

Digo coincidentemente porque, após o jogo contra o Ipatinga, eu supliquei pateticamente por mudanças (vide post de 13.03.2011) e, sinceramente, não esperava que ocorressem tão rápido.

Pois os treinadores costumam ser bitolados e cabeças-duras.

Porém, pelo que constato, Dorival Júnior não se enquadra nesta definição.

Ele, tanto quanto a grande maioria dos atleticanos, não estava satisfeito com a produção claudicante da equipe e logo tratou de tomar providências.

Providências estas que _ em qualquer empresa do nosso mundo real _ são tomadas sem demora se algo não vai bem.

Se eu, que sou um homem de logística, idealizo um determinado projeto e detecto boi na linha na sua execução, imediatamente procuro descobrir em que ponto a coisa desandou. E ajo _ sem nenhum constrangimento _ no sentido de corrigir uma ou mais pernas do plano, mesmo que às custas de algumas lamentações de pessoas que não se comprometeram.

Ou às custas dos meus próprios arrependimentos, se constato erro na origem da planilha de planejamento.

A mesmíssima atuação tem de ser levada para os campos de futebol. E Dorival Júnior provou que está antenado para a realidade da bola… ou do mundo em geral.

Muitos jogadores não se envolvem na planificação do treinador porque não querem mesmo remar a favor. Outros porque não passam por boa fase ou não têm condições técnicas de atender às aspirações da comissão técnica.

Mas de uma forma ou de outra, atitudes têm de ser tomadas. Ninguém pode manter uma equipe titular apenas porque se determinou, no início dos trabalhos, que aquela era a equipe titular.

Tem de ter a cabeça aberta o suficiente para entender quando se erra. E aí ter o bom senso e a humildade de reconhecer a pisada na bola e botar pra jogar o verdadeiro time de cima.

Se der certo, ótimo. Se não der, paciência. Seguiremos perseguindo a perfeição.

Num determinado momento, surpreendemente, as peças acabam encaixando e aí, meu amigo, é correr pro abraço!

Eu louvo a tomada de posição de Dorival Júnior. Se extrapolou ao exagerar nas alterações _ pois podemos ter problemas de entrosamento _ acertou na ação e na atitude.

Estava na hora de acontecerem fatos novos em uma equipe modorrenta, acomodada e sem inspiração.

Leonardo Silva (principalmente), Wesley, Eron, Toró, Jobson e Jackson têm a missão de carimbarem o selo da atitude de Dorival contra o Villa Nova, na Arena do Jacaré.

Se não forem perfeitos _ o que entenderemos _  pelo menos que se esforcem o máximo para ratificarem o acerto da decisão!

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DO MEU AMOR, DO SEU AMOR: UM AMOR MAIOR.

Difícil falar de um amor sem lembrar-se do que o motivou. Lá estava ele, segurando forte minhas mãos, com o coração saltitando e a felicidade em apresentar-me a casa do que seria, após aquele dia, um amor eterno e avassalador em minha vida.

Com os portões ainda fechados, rodeamos os seus muros e cada detalhe era explicado da forma mais clara e simples possível. Pessoas que nunca havíamos conhecido passavam ao nosso lado desejando sorte, sorrindo, cumprimentando e cantando. Era um lugar mágico, lugar dos sonhos de criança. Um mundo fantástico onde somente os bons de coração seriam capazes de habitar. Não existia tristeza, havia apenas sorrisos e abraços. Era uma multidão de grandes amigos.

Antes de prosseguirmos, ele falava emocionado dos grandes momentos que já havia presenciado naquele lugar. Sabem quando dizemos assim: “essa é uma história para contar para os nossos filhos?” Era exatamente isso que estava acontecendo. Aquela era a hora certa de contar e se orgulhar por ter vivido ali tantos momentos sublimes.

Conversamos mais um pouco e, enfim, entramos naquela grande casa. Lugar imenso onde mais de cem mil pessoas poderiam entrar, cantar e fazer daquele espaço uma grande festa. Meus olhos brilhavam e, juntando cada pedaço daquele quebra-cabeça de uma história centenária, já me orgulhava do que aprendera e, mais ainda, de quem me ensinara.

No meu mundo fantástico, aquele era o lugar perfeito. Assim, tornou-se, naquele dia, a minha segunda casa. No meio de todos aqueles corações alvinegros e em seus ombros, eu estava: amando inexplicavelmente o meu GALO. Do nosso amor: um amor maior.

Enfim, 2011 chegou e com ele a esperança renovada. Assim afirmou meu pai: “este é o ano do Glorioso”. Quaisquer que sejam as notícias, especulações ou contratações referentes ao Galo e até de outros clubes, lá está ele, sempre disposto a discutir, dar sugestões, palpites e ideias. Feliz sou eu em poder contar todos os dias com suas experiências de vida.

Muito conservador, dias atrás ele balbuciou: “Não gostaria de ver no meu time um jogador que já nos roubou, referindo-se ao Mancini”. Mancini pode até tê-lo feito quase enfartar com seu futebol tosco na sua primeira passagem pelo nosso Galo, mas, para ele, a revolta era por ter causado mal ao Clube Atlético Mineiro. Bastava olhar para a expressão de seu rosto para entender exatamente o que queria dizer.  Ele prosseguiu: “respeito e confio em meu presidente. Aceito, esperando uma nova postura”.

Leonardo Silva foi a contratação que mais o agradou. Afirmava com toda certeza que aquela seria a zaga dos olhos de todos os clubes. Um xerife e um capitão. Lá estava a sua esperança. Richarlyson, por sua vez, ganhou apenas a frase: “que honre a camisa com raça, que sei que ele tem, e não se deixe levar pela boca maldita da imprensa e por torcedores indefinidos”. Jobson também o agradou. Para ele, Obina cederá ao atacante seu lugar e teremos um banco de grande qualidade.

Ao falar no banco de reservas, este foi altamente elogiado. “Hoje temos peça de reposição. É assim que se conquistam títulos. Com Dorival no comando e o elenco contratado, o lado fresco terá que nos aturar muito este ano”. Dando risadas, ironizou: “se bem que eles nos aturam mesmo sem motivos”.

Evidente que todos os seus pensamentos e opiniões eram fundamentados por sua experiência. Eu, apesar de acrescentar e discutir minhas percepções, ouvia, respeitava e, muitas vezes, até mudava minhas opiniões. Claro que não estava sempre certo, mas tinha o meu respeito e aceitação, como sempre. Com argumentos fundados, está sempre disposto a me orientar.

Não poderia terminar este texto sem falar de Alexandre Kalil. Hoje temos planejamento, base de qualquer projeto. Consciência nas contratações e sabedoria para administrar. Não me atreveria imaginar o dia em que não contarmos mais com sua audácia e inteligência, mas tenho absoluta certeza que quando esse dia chegar, sentirei o mesmo que o meu pai pelo Sr. Elias Kalil. Com grandes homens, continuaremos escrevendo nossa grande história.

Assim somos eu e meu pai: Atleticanos. Termino esse texto com as belas palavras de Chico Pinheiro: “Se eu nascesse milhões de vezes, milhões de vezes seria atleticano”. E, se eu pudesse escolher, milhões de vezes escolheria o mesmo pai. Meu amor maior.

Que tenhamos um ano de grandes conquistas. E Viva o Galo!

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