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MISTÉRIOS E ENCANTOS DA TORCIDA MAIS LINDA!

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São na arquibancada alvinegra que se desenrolam os lances mais gloriosos e emocionantes de uma partida de futebol.

Cada coração pulsa nervosa e apaixonadamente. Cada atleticano corre para receber o lançamento de Ronaldinho Gaucho, pula para cabecear aquela bola alçada na área, se desloca na diagonal para cobrir o lateral e voa junto com o Victor para operar mais um milagre. Tudo isso num espaço que mal cabe o seu próprio corpo. Mas não é o corpo, é a alma que se desloca aqui e ali!

Como não emocionar-se vendo imagens de um garotinho de 6, 7 ou 8 anos com o semblante contraído e lágrimas deslizando pelo rosto sabendo, de antemão, que ele nunca viu o Galo campeão brasileiro?

Como não enternecer-se quando um atleticano se destaca com os olhos fechados, contrito, terço entre as mãos erguidas para o céu e cantando, a plenos pulmões, o hino do Atlético?

Como não comover-se quando se nota o avô, o filho e o neto abraçados, comemorando um gol? Será este o segredo do inesgotável crescimento de uma torcida que não coloca a faixa no peito há tanto tempo? Um amor tão grandioso e latente que é transmitido, por si só, aos descendentes? Um vírus do bem que contagia de paixão e persiste de geração em geração?

E as mulheres vestidas com o manto na arquibancada… são as mais lindas do mundo! As expressões faciais que emanam de uma atleticana na cadência dos cânticos alvinegros e no compasso da batalha travada em campo a fazem mais bela que as mais belas de Hollywood. Como são lindas, meu Deus!

Por entre minhas próprias lágrimas de alegria e gratidão a esse esquadrão de honra que nos representa dentro das quatro linhas, pude ver isso e muito mais. Vi a Massa febril, vibrante e principal cúmplice de uma vitória apoteótica. Com a sua energia incansável, literalmente entrou em campo e disputou cada bola dividida. Não foi com o pé, foi com o coração!

Com uma torcida como essa, o Galo não joga com 12. Joga com 22. Duplica em campo.

Para obter-se a definição exata da Massa alvinegra, há que aprofundar-se em estudos da alma humana. Existem perguntas demais sem respostas. Porém, pensando bem, talvez resida aí o maior encanto da torcida mais encantadora do mundo. Melhor deixar no ar os seus mistérios.

Chico Pinheiro tem razão. Não torcemos por um clube de futebol. Somos atleticanos!! Há uma sutil diferença.

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ATLÉTICO 1 X 2 PALMEIRAS.

Não vou pedir a cabeça do Luxemburgo, pois a torcida do Galo se divide entre o sim e o não.

Além disso, se demitir Luxemburgo, qual o técnico que vamos contratar, não é?

Este é o principal argumento dos que defendem a manutenção do tal “projeto”.

Ok, eu os respeito e entendo que dificilmente conseguiremos contratar um técnico de bom nível, se olharmos com atenção o mercado dos “professores”.

Então, vamos continuar com Luxemburgo mesmo, que é simplesmente “O” melhor. Não temos outra alternativa… ou temos?

Hoje o time estava quase completo. Mesmo assim, não conseguiu trocar 3 passes seguidos sem perder a bola! Vejam bem,  não estou falando de jogadas de ataque rápido, com movimentações e deslocamentos inteligentes, nem nada.

Já não tenho o atrevimento de pedir tanto, pois isso parece estar acima da capacidade do nosso time e do nosso treinador.

Falo apenas de meros passes, que são os fundamentos mais simples do futebol! E nem estou exigindo distâncias de 40, 50 metros não! Falo de passes de 4 ou 5 metros.

Para quem me lê, devo esclarecer uma coisa: neste momento, não estou com raiva, ou arrancando os cabelos ou destroçando o fiofó com a unha não!

O sentimento que me move neste exato instante é o de extrema frustração meio que expandida numa tristeza maior que o mundo.

Pois sei que, a continuar “fingindo jogar” _ sinto dizer isso _ NÃO VAMOS VENCER NINGUÉM!

Neste momento, a julgar pela performance de hoje, o nosso destino está mais para a Z-4 do que para o G-4. Quem discordar, pode me xingar! Fiquem à vontade.

Estou tão triste que adoraria que um atleticano abraçado ao projeto do professor entrasse no L&N e detonasse as minhas críticas.

Talvez eu conseguisse dar um up na minha esperança escorado na discordância dele!

A minha frustração e a minha tristeza não são baseadas nos erros de passes que citei, ou na total inexistência de esquema, ou na extrema lentidão de um time no qual um jogador demora uma enormidade só para descobrir aonde está o seu companheiro.

Pois isto, por si só, é a mais clara comprovação de que não existe treinamento específico para os setores da equipe. É como se os jogadores se reunissem pela primeira vez.

E também não é porque o time não tem nenhum tipo de sincronização (nem no ataque, tampouco na defesa), nada de jogadas ensaiadas ou até mesmo porque não tem a mínima idéia de como atacar o adversário.

Tanto que o nosso gol hoje foi por puro acaso. Revejam a reação do Berola e verão do que eu estou falando. Nem ele acreditou que tinha feito o gol.

É uma verdadeira tática zero somada a esquema zero! Ou seja, nada vezes nada!

Mas o que me incomoda profundamente é a total falta de sangue, de garra, de comprometimento de alguns jogadores.

Enquanto alguns botam os bofes pra fora, outros nem sequer suam a camisa.

Enquanto alguns chegam ao vestiário depois do jogo cheirando a suor ardido, outros ainda conservam os odores perfumados de  Armani’s e Azarro’s.

É isso que dói! É isso que incomoda a alma guerreira do atleticano.

Pois vai contra tudo aquilo em que sempre acreditamos e a maioria de nossos times sempre confirmou em campo.

Além da catequização diária dos pais atleticanos, que sempre buscam na garra extremada, o maior argumento para convencer o filho a adotar e amar o manto sagrado.

As nossas mais diletas e sagradas tradições estão indo pro ralo com esse time sangue de barata!

O nosso orgulho está sendo pulverizado, após cada derrota vergonhosa,  por palavras bonitas que têm o intuito de mascarar o trabalho técnico mal feito.

E vamos aguentar tudo isso sim. NÃO TEMOS SAÍDA (?). Afinal, não existe no mercado nenhum professor capaz de dar uma virada na situação caótica em que o Galo está.

Temos hoje um dos melhores elencos do Brasil. Ok. Fazer o que com ele se não conseguimos formar um time, MESMO TENDO O “MELHOR” TÉCNICO DO PAÍS?

Simplesmente esperar o pior? PASSIVAMENTE?

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GRÊMIO PRUDENTE 4 X 0 ATLÉTICO. E UM BATALHÃO DE PULGAS NA ORELHA…

Quando você, daqui a vinte anos, contar para os seus filhos ou netos, o que aconteceu hoje em Presidente Prudente, eles duvidarão a princípio, mas serão convencidos pelo registro frio da história.

Mas quando você, ao completar a informação, disser que o Atlético perdeu de 4 sem esboçar a mínima reação dentro de campo, como se fosse um bando de sanguessugas se contorcendo perdidas nas quatro linhas, eles acreditarão?

Dificilmente, porque esse não é o nosso DNA. Ao narrar-lhes os detalhes verdadeiros deste jogo, daqui a vinte anos, você corre o risco de ter a sua palavra posta em dúvida.

Porque o Galo não é invencível e pode perfeitamente perder uma batalha. Mas ninguém acredita que o nosso time será derrotado sem luta e sem honrar a genética alvinegra.

Na verdade, ainda estou tentando me convencer que levamos uma sonora goleada de um time chamado Grêmio Prudente, que até pouco tempo atrás se denominava Grêmio Barueri e que acabou de levar uma sapatada de 6 a 1 em Florianópolis na semana passada.

Uma vergonhosa derrota, que abala a nossa confiança nas conquistas projetadas em nossa mente para este ano.

Pois se o time que vimos jogar hoje, sem alma e sem sangue, consegue perder para um Grêmio Prudente com a maior facilidade do mundo, o que esperar diante de clubes muito mais poderosos?

Não vou comentar quais jogadores entregaram o ouro ao bandido. Não vou transformar este espaço num stand de caça às bruxas.

Mesmo porque hoje não existiu nenhum jogador que tenha sobressaído dos demais com um futebol pelo menos razoável. Não. Os destaques, se houveram, foram todos negativos. Cada um pior que o outro.

Ao final do primeiro tempo, quando já estávamos com 4 gols no lombo, eu já previa a derrota acachapante.

Eu sabia que o segundo tempo seria só para cumprir tabela e as regras do jogo, o que acabou se concretizando, por mal dos pecados.

E porque eu sabia? Por causa da expressão corporal e facial de nossos atletas.

Pareciam anestesiados por uma dose cavalar de calmantes e barbitúricos, incapazes de avaliar o verdadeiro sentido daquela derrota.

Não se cobravam, não discutiam e não se empenhavam. Os rostos estavam frios, distantes e alheios. Como se aquela partida fosse apenas um mero compromisso lúdico entre amigos  num fim de semana.

Esta postura foi o que mais me preocupou no dia de hoje. Perder de 4 a 0 está nos scripts das melhores famílias. Não há como evitar uma goleada aqui ou acolá em um campeonato tão difícil.

Mas perder de 4 como se estivesse ganhando o jogo dói profundamente nas almas atleticanas.

E coloca algumas pulgas na orelha.

A primeira pulga: Sabemos que alguns jogadores estão em fim de contrato, tais como Benitez, Carlos Alberto e outros. Será que estes, sabendo que estão saindo, já não dão o sangue de antes? E se isso é verdade, porque continuam jogando?

A segunda pulga: Luxemburgo tem mesmo o grupo na mão? Não estou dizendo que não tem. Só estou perguntando. Afinal, perguntar não ofende…

E a terceira pulga: O comprometimento (e o compromisso) do grupo de jogadores com o projeto do Kalil e do Luxemburgo já está fazendo água ou é apenas um acidente de percurso?

Enfim, são várias conjecturas que assomam à mente quando se perde de uma forma nada digna.

Claro está que o time necessita de reforços, mas de que adiantará os reforços chegarem se vão encontrar por aqui um time sem brio e sem vontade de vencer?

Você, que me lê, pensa diferente? Eu estou enganado?

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KALIL: TIME GRANDE NÃO TEME TIME GRANDE

Fala-se muito que o Santos é imbatível.

Pois eu lhes digo, nem o Santos de Pelé, que foi o melhor conjunto de futebol que já vi jogar na vida, era imbatível!

O Santos de hoje tem problemas nas laterais, principalmente na esquerda (Leo vai, mas não volta), e irregularidades na zaga, que tem pouca recuperação. Se batidos no primeiro lance, não conseguem dar novo bote. E a proteção à zaga é deficiente.

Como diz José Luiz Gontijo, grande jornalista mineiro, os meninos da vila, que foram catapultados à condição de deuses do futebol atual, são só 3. Ganso, Robinho e Neymar.

E 3 jogadores jamais serão capazes de carregar os outros 8 nas costas em nenhum time do mundo.

O que faz a diferença no Santos são estes 3. Mas eles não são 11.

E vão encarar um time experiente e com moral depois da vitória contra o Sport, que é um time forte jogando em seus domínios.

Não me digam que o Sport é um time inferior. Em 2008 também era chamado assim e, no entanto,  meteu os ferros em todas as equipes ditas “superiores” no Recife.

Acreditem, vencer qualquer time pernambucano em seu campo não é tarefa para qualquer um. É por isso que estou valorizando tanto a vitória de quarta-feira passada.

Voltando ao assunto Santos, da mesma forma que a juventude do time é fator positivo por causa da velocidade e do fôlego infindável, também constitui um grande ponto de interrogação.

Quem poderá dizer que, na reta de chegada da Copa do Brasil e enfrentando um grande time em um mineirão lotado, essa inexperiência não vai fazer de suas pernas uma geléia?

Portanto, razão tem o presidente Kalil, quando diz:

“O Santos é mais um adversário. Vem como a sensação do futebol brasileiro, mas sabemos exatamente o tamanho do Atlético e o Santos também sabe. Não tememos o Santos. Acho que time grande não teme time grande”.

Pois é, moçada. O Galo não teme o Santos e nem ninguém. Aqueles que estão com receio de uma fragorosa derrota, podem jogar esse sentimento na lixeira. Delete-o imediatamente.

Se o Santos vir para Minas pensando que vai degustar um saboroso mamão-com-açúcar, os alevinos nem crescerão para virar peixes.

Pois, para mim, filhote de peixe é alevino.

E se passarmos pelo Santos, podem preparar a festa!!!

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