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COISA DOS MORTOS

Texto escrito por Luiz Sérgio Grossi.

quandoamassafala...

Depois de tudo o que enfrentamos até o combate final, era mais do que previsível que filmes antigos passassem diante de nossos olhos na última quarta-feira.

Deixei de acreditar em superstições e mandingas há algum tempo mas, ainda assim, confesso que durante essa Libertadores, algumas superstições voltaram a me atormentar (como acreditar que a camisa do Galo usada em todos os jogos da primeira fase tinha efeito no desempenho do time).

Felizmente, algumas derrotas dentro da própria competição me trouxeram de volta à realidade e me permitiram ter a honra de a camisa usada durante o último jogo ser escolhida, aleatoriamente, dentre as minhas muitas camisas alvinegras, pela minha filhota de 2 anos.

Enfim, quero dizer que o que aconteceu de quarta para quinta no mineirão, em minha humilde opinião, não foi coisa de Deus. Acredito, também há algum tempo, que Deus não deve se envolver nesse tipo de coisa. Caso contrário, estaria sempre fazendo uma escolha por frustrar grandes grupos de torcedores. E assim sendo, Deus seria um anti-atleticano ao longo de todos esses anos, o que é um pensamento ridículo.

Prefiro acreditar que Deus não se envolve nesse tipo de parada.

Para mim, o que aconteceu lá foi coisa dos mortos! Dos vários atleticanos que já se foram e que lá estiveram na quarta à noite.

Aquele lance capital que sempre nos eliminou ou nos tirou o título, aconteceu. Mas era tanta gente acreditando e evocando os mortos que eles foram lá e deram uma rasteira no Ferreyra, logo que ele driblou o Victor. Eu tinha chamado pelo Zezé (meu pai e responsável por todo esse amor que tenho pelo Glorioso e que nos deixou há 2 anos) dois minutos antes (Zezé, desce daí! Tá difícil e o time tá precisando de você!).

E ele veio! E certamente não veio sozinho pois conversei com alguns amigos ontem que me disseram ter também evocado os seus pais, já falecidos, em vários momentos da partida. Certamente o Ferreyra foi derrubado por mais de um atleticano invisível. Seria muita pretensão acreditar só no Zezé. Mas isso não foi obra de espírito atleticano fraco não! Depois dessa “rasteira coletiva do além”, eu e todos tivemos certeza de que era nosso, e o gol iria sair, como saiu! O resto é HISTÓRIA! Já foi escrita!

E nos aguardem, bibas de Munique! Estamos chegando! Chegou a hora da massa amarela de Dortmund retribuir nossa torcida!

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MOMENTO ETERNO! OBRIGADO!

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47 minutos do 2º tempo, em pleno Independência, quartas de final da Copa Libertadores da América. Penalti para o Tijuana. O gol decretaria a desclassificação do melhor time do torneio.

Na arquibancada, com o radinho colado ao ouvido, Paulo, cego desde que nasceu, sente o coração parar. E, pelo silêncio nervoso, percebe o desespero que invadiu a nação atleticana. A algazarra frenética de antes se converte em murmúrios agonizantes.

Paulo nunca quis tanto enxergar como agora. Queria ver o rosto do pai, que está ao lado e é o responsável pelo seu atleticanismo. Só sente o braço dele e a mão trêmula apertando seu ombro. Dizem que os cegos não veem a matéria, mas enxergam a  alma. Por isso, Paulo “ouve” as orações de cada alvinegro presente no estádio. Sente a aflição, a angústia do sofrido atleticano, que esperava uma goleada que não aconteceu.

Pelo contrário, aos 47 minutos do segundo tempo, o Galo está com um pé fora das Libertadores. Depois de tanta luta, depois de tanta esperança, o Galo estará, mais uma vez, alijado das grandes conquistas. Oh, meu Deus, não permita isso!

Pelo radinho, Paulo sabe que Riascos, do Tijuana, se prepara para a batida. Não alimenta sonhos. Victor nunca defendeu um penalti com a camisa do Galo. Projeta dar um abraço carinhoso em seu pai, seu protetor, quando o Atlético for eliminado. O velho está sofrendo muito.

Riascos corre para a bola e bate no meio do gol. Victor pula para a direita, mas, com o pé esquerdo, defende o penalti mais importante de toda a história do Clube Atlético Mineiro!!!

O Galo está classificado! O Galo, pela primeira vez, está nas semifinais da Copa Libertadores da América!

Paulo está nas nuvens. Pula, grita, agradece aos céus. Abraçado ao pai, olha o campo _ sem ver _ à procura do herói. Não sabe se Victor é negro ou branco, mas sabe que, negro ou branco, é um dos heróis da nossa história. É um vencedor. E estes não têm cor e nem raça.

Por isso, Paulo grita com a voz embargada e com lágrimas escorrendo pelo rosto: OBRIGADO, VICTOR, MELHOR GOLEIRO DO BRASIL! OBRIGADO POR NOS MANTER GRANDES!

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TEMOS DE NOS REINVENTAR!

Já passou da hora de o Galo reagir de uma vez por todas.

Se não for na bola, tem de ser na raça jogando feio, não importa, bola pro mato que o jogo é de campeonato. O que não pode acontecer é o que está acontecendo: estacionamos perto dos 50 pontos e dali não saímos nem que a vaca tussa!

Da mesma forma que o primeiro turno foi uma maravilha, o segundo está sendo um pesadelo. O esquema tático montado por Cuca, o mesmo que surpreendeu todo o Brasil, agora não passa de um plano de jogo previsível e fácil de ser contido.

Se a nossa saída de bola é com Marcos Rocha, os adversários congestionam aquele lado do campo e pronto, não há mais saída de bola por ali.

Se Bernard é a válvula de escape pela esquerda, botam ali um, dois e até três marcadores enfileirados na caça ao baixinho.

Enfim, marcaram todos os nossos pontos fortes e se queremos sair desse labirinto, temos de nos reinventar faltando apenas 12 rodadas para o final.

Que o Cuca bote a cuca pra pensar, pois do jeito que está não pode ficar. Se for necessário substituir jogadores que claramente perderam rendimento, que substitua!

Se é preciso alterar o sistema de jogo para adquirir mais competitividade, que o faça. Algo de novo necessita ser implantado para ontem, do contrário, estaremos correndo o risco real de, além de perdermos o título, perdermos também a vaga para a Libertadores.

E aí, meu amigo, seria o pior dos mundos para uma torcida que sonhou tanto este ano após o início avassalador que trouxe tantas esperanças aos corações alvinegros.

E se a queda de produção não for proveniente de técnica ou esquema tático manjado e sim de perda de foco do elenco, o presidente Kalil tem de entrar no circuito imediatamente, coisa que em 2009 ele não fez e deu no que deu.

Não podemos repetir 2009. Afinal, não há termos de comparação da equipe que temos hoje com aquela de 3 anos atrás.

A gordura que possuíamos escorreu por entre os dedos em 7 rodadas. Não importa mais, temos de seguir em frente ao invés de nos quedarmos diante de um muro de lamentações.

Mas seguir em frente de uma forma diferente é essencial nessa hora!

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CRUZEIRO 2 X 2 ATLÉTICO – PITIS SELVAGENS.

Um clássico jogado sob as vistas de uma torcida que protagonizou cenas da mais animalesca selvageria.

Ônibus do Galo apedrejado, policial ferido, brigas entre facções, tiros de copos d’água ao alvo (neste caso, o juiz), etc etc.

Enfim, um clima de guerra civil no Independência e fora dele. As boas regras de civilidade foram rasgadas e jogadas no lixo em nome do desespero suicida que a campanha do Atlético lhes provoca.

Estão em 8º lugar na tabela quando deveriam, com o time que possuem, estar na zona de rebaixamento. E, ao invés de comemorarem, se unham e se imolam em praça pública. Freud estudou profundamente a histeria e certamente teria a explicação na ponta da língua, se vivo fosse. Porém, como analisar pitis e rasgações de camisolas não é o nosso papel, vamos ao jogo:

Desde o primeiro toque na bola, via-se claramente que ambos os times estavam pilhados em campo. O Galo tentando suplantar o rival na técnica e o cruzeiro compensando suas limitações com muita correria.

Mesmo após o gol do cruzeiro, a sensação do atleticano era de que o gol de empate surgiria a qualquer momento, pois a equipe em campo não se abalou. A cada minuto que passava, o time melhorava.

Quando o intervalo veio com o empate assegurado, a virada era apenas uma questão de tempo. Só não sabíamos que teríamos 2 jogadores expulsos antes de acontecer. Bernard, se fosse mais experiente, não teria entrado na provocação. Em contrapartida, as faltas de Pierre foram necessárias.

E aí, com nove em campo, Ronaldinho Gaucho arrancou do meio de campo e fez um dos gols mais bonitos de sua carreira já recheada de gols antológicos. Naquele momento, a virada era fato!

Os 3 pontos estariam na sacolinha, não fosse um erro crasso do juiz, ao não marcar falta claríssima de Montillo em Guilherme. No prosseguimento da jogada, o cruzeiro empatou quando tínhamos apenas 8 jogadores no gramado. Júnior César estava sendo atendido fora de campo.

Um empate com gosto amargo de ressaca, pois era um jogo ganho com direito a firulas, mesmo com um jogador a menos.

Num ambiente hostil, com tudo contra, o Galo mostrou personalidade e atitude. Em termos físicos, deu tudo o que tinha pra dar. Foi em cada bola com apetite de forte candidato ao título e perdeu 2 pontos por uma fatalidade.

Fatalidade esta provocada por um juiz fraco, que se omitiu em lance importante e influiu diretamente no placar. Mas não seja por isso, seguiremos na jornada como líderes e donos do terreiro.

E quanto às constrangedoras cenas que fariam corar até o capeta, espero que o cruzeiro seja punido com uns 10 jogos sem torcida ou sem mando de campo. Nesse caso, terá valido a pena perdermos os 2 pontos em troca de uma ida segura da barquinha azul para a segundona.

Uma troca razoável!

(As fotos do post de hoje são uma homenagem à iniciativa da torcida atleticana em levar seu apoio ao time na porta do CT da Cidade do Galo, já que não podia entrar no Independência. São atitudes de extremado amor que nos emocionam e nos estufam o peito de orgulho. Esta é a nossa torcida, companheiro!)

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ATLÉTICO 5 X 1 NÁUTICO – QUE ESSA LUTA SEJA ETERNA!

Alguns dirão que foi uma goleada construída sobre um adversário fraco, candidato em potencial a cair para a segunda divisão.

Pois eu digo que em futebol não existe isso. O Bahia veio aqui e arrancou dois pontos do Galo. Ontem, a Portuguesa ganhou do mesmo São Paulo que havia nos vencido.

Portanto, pontuo a goleada sobre o Náutico _ que não é fraco _ com o mesmo valor de qualquer outra vitória, seja contra os mais fortes, seja contra os chamados “fracos”.

Diante de uma torcida impaciente e louca para disparar o botão da vaia, o Galo jogou mal os primeiros 28 minutos. Porque exatamente 28 minutos? Porque tinha em campo um Richarlyson mais preocupado em levantar a bola em lançamentos malucos, do que em mantê-la na grama, que é onde ela gosta de ficar. Afinal, como dizia um técnico antigo, a bola é feita de couro de vaca e vaca gosta é de grama.

A coragem de Cuca em trocá-lo ainda na primeira etapa é digna de elogios, pois a partir da substituição, a história da partida tomou novos rumos e impôs ao Náutico o enfrentamento da verdadeira equipe do Atlético e não aquela contra quem media forças até então. Louve-se a capacidade de leitura de jogo do treinador.

E, a partir daí, consolidar a goleada foi apenas questão de tempo. Para quem foi ao Independência para ver Ronaldinho Gaúcho, viu o futebol atrevido do melhor em campo: Bernard. O garoto, após a perda de 2 gols feitos contra o São Paulo, não se abateu e buscou brio para se superar. Isso é para poucos. Chama-se personalidade e vergonha na cara! Fez ontem a sua melhor partida pelo Atlético.

Jô, apesar de não marcar, deu um trabalho incrível aos zagueiros timbus. Além disso, ainda cavou um penalti que não existiu, a bem da verdade. Se não fôssemos tão garfados no decorrer dos jogos, eu lamentaria. Mas sabemos que o retrospecto é muito diferente.

Também merece destaque especial o Serginho que ontem não foi Serginho. E por não sê-lo, acertou todos os passes, lançamentos, cabeçadas, ganhou todas as divididas e ainda arrumou tempo para quase marcar um gol de placa. Posso dizer que, não fosse Serginho entrar no lugar de Richarlyson, o resultado não seria o mesmo. Ele acertou a equipe em questão de minutos. A César o que é de César.

Embora o time se ressinta da presença de um grande goleiro, creio que Cuca está no caminho certo. Vê-se claramente que o conjunto de jogadores tem padrão de jogo, consciência para compactar-se, recomposição rápida sem a bola. Mas ainda peca nos contra-ataques, quando surpreende o adversário com o calção na mão. Falta precisão no penúltimo ou no último passe.

Não posso esquecer de destacar a atuação de Leandro Donizeti, um verdadeiro buldogue na proteção à zaga, mas que também sai jogando com qualidade. Donizeti na reserva de Richarlyson é uma piada que se conta para rir, mas que provoca prantos desesperados. No meu entender, Pierre e Donizeti formam uma das melhores duplas de volantes deste país. E, até aqui, Cuca não usufrui de seus serviços. Não dá para entender.

Um Júnior César vibrante, raçudo e participativo só reforça o acerto de sua contratação. Parece que foi criado dentro da Cidade do Galo, tal a sua identificação com a camisa alvinegra.

Enfim, 3 pontos se acomodaram na sacolinha. Estamos na vice-liderança de um campeonato longo e desgastante, porém, se o Atlético permanecer lutando por cada bola como se fosse a última, a esperança de grandes conquistas se manterá viva.

O Galo está encarando o início deste brasileirão com muita seriedade e dedicação, como se estivesse na reta final. Como disse Ronaldinho Gaúcho, ao final do jogo: “Vai ser difícil parar a gente!” Que esse espírito não se perca no decorrer da jornada!

Ainda falta muito chão pela frente! Que sigamos unidos pelo Galo!

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Assista aos melhores momentos:

PALMEIRAS 0 X 1 ATLÉTICO – NEM JUIZ, NEM CBF

Onde está aquele time sem garra, que passeava em campo, que não se importava com o número de gols que tomava?

Onde se encontra a equipe que errava passes de 3 metros, que não se recompunha sem a posse de bola e o meio de campo era uma verdadeira avenida por onde os adversários desfilavam?

Se você sabe a resposta, não me diga. Eu não quero saber. Quero é que aquele estado de espírito _ que nunca foi atleticano _ nunca mais passe perto da Cidade do Galo.

O que eu e todos nós ansiamos é ver a equipe que vimos ontem. Esta sim, encara um Palmeiras dentro de São Paulo e, com um jogo coletivo e de personalidade, domina a partida e vence adversário, juiz e CBF num pacote só.

Vencemos, mas fomos garfados descaradamente. Fizemos 3 gols legais para valer um. Não houve falta no gol do Jô (depois de monumental lançamento de Ronaldinho Gaúcho) assim como não existiu impedimento no gol de Rafael Marques. Fora as seguidas faltas inventadas perto de nossa área com a nítida intenção de oferecer  _ numa bandeja de ouro _ o empate ao Palmeiras.

Depois da contratação de RG49, as forças malignas escondidas nas sombras se juntaram para uma vingança à luz do dia. A atuação do árbitro ontem foi escancaradamente tendenciosa. Parecia instruído por superiores, não fazendo a mínima questão de ser sutil. Não havia nele nenhum temor de punição.

Há de se tomar medidas severas agora para não chorar depois. O presidente Alexandre Kalil tem de protestar formalmente  (mesmo na vitória) e divulgar o mais que puder esse roubo descarado. Não pode se limitar apenas aos poucos caracteres do tweet de ontem à noite.

Após a partida contra o Bahia, eu me manifestei no twitter. Preocupado, eu convocava a torcida atleticana de diversas correntes de pensamento para se juntar. Inclusive, desbloqueei todos aqueles com os quais, por um motivo ou outro, me desentendi. Penso que nenhum desentendimento é superior ao nosso amor pelo Atlético. Se queremos realizar os nossos velhos sonhos, temos de criar um ambiente de união para nos tornarmos fortes. Uma união acima de pessoas ou pontos de vista.

SEM ISSO, O GALO SERÁ PREJUDICADO SEM COMPAIXÃO, TENHAM A CERTEZA!

Quanto ao jogo contra o Palmeiras, o Atlético, apesar de um início claudicante, gradualmente foi tomando conta das ações e se impondo. Com uma defesa segura e protegida por Pierre e Richarlyson, além da recomposição de Danilinho e Bernard, o Palmeiras não encontrou espaços para as suas tramas.

Com uma dinâmica de jogo coletivo em todos os setores e com a raça dos grandes esquadrões atleticanos, cada bola foi recuperada como se fosse um território em disputa numa guerra.

Ronaldinho estreou em grande estilo. Livre para transitar em todos os lados, distribuiu o jogo, cadenciando e dinamizando de acordo com o que a partida pedia. Enfiou bolas entre a zaga, e ainda, colaborou na marcação ao ocupar espaços sem a bola.

E quero fazer justiça ao Danilinho. Ontem eu entendi muito bem porque Cuca não o tira do time: hoje Danilinho é o jogador mais tático do Atlético. Ouso dizer que, sem ele, até a liberdade de atuação de Ronaldinho Gaucho estaria comprometida. Isso porque ele cobre o lado direito de campo, do meio de campo e em alguns momentos, até os zagueiros. E esse nunca foi o seu papel anteriormente. Está jogando em uma posição onde não aparece para a torcida _ e daí a insatisfação _ mas que é fundamental para a compactação da equipe.

Pierre novamente mostrou para Felipão o que ele perdeu. Foi um monstro em campo! O “baixinho” Pierre ganha até bolas de cabeça disputadas com jogadores muito mais altos do que ele. A vontade de vencer é tanta que dota seus pés de molas e multiplica sua impulsão!

Destaco também a dupla de zaga, Réver e Rafael Marques, que estão se convertendo numa verdadeira muralha ali atrás. Não será fácil para os adversários marcarem gols no Galo. Assim como não será fácil para as defesas impedirem Jô de marcá-los. Foi, no final das contas, uma ótima contratação.

Enfim, todos os atletas, independentemente de terem atuado bem ou mal, deixaram sangue e suor no gramado.

Vitória maiúscula, do tamanho do nosso orgulho!

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Veja os melhores momentos:

ATLÉTICO 1 X 1 BAHIA – FRUSTRANTE!

Um primeiro tempo impecável que merecia gols em profusão, mas que não aconteceram.

Um segundo tempo no mesmo nível até no momento do gol. A partir daí, o time fez o que sempre faz: tremeu nas bases, cedeu espaços, recuou mesmo estando em pleno Independência e acabou castigado.

Castigado por uma única bola, por um único chute, por somente uma jogada de perigo do Bahia. Só uma e… foi gol.

Uma bola defensável que Giovanni deixou entrar. Não foi frango, mas foi falha.

O nosso goleiro vinha em franca recuperação, fazendo a torcida esquecer da provável contratação de um jogador para a posição. Mas ele mesmo, Giovanni, se encarregou de nos lembrar. Há, sim, a necessidade de um goleiro de alto nível para fazer com que esse tipo de falha desapareça definitivamente.

Certamente, não será Renan Ribeiro que solucionará o problema. Na minha opinião, é muito pior que Giovanni.

Mas não perdemos 2 pontos só por isso. Os últimos 30 minutos foram horrorosos. Tudo aquilo que foi apresentado no primeiro tempo foi para o espaço. Era como se nunca tivesse acontecido.

Foram sequências de chutões, de passes errados e de lançamentos improdutivos.

Marcos Rocha não acertou sequer um lateral. Quando o via jogando aquele bolão no América, ano passado, cheguei a crer em um novo jogador. Agora concluo que, no Galo, ele é e sempre será o mesmo.

Danilinho precisa urgentemente dizer a que veio. Parece que desaprendeu a jogar. É uma sombra opaca do que foi antigamente.

Richarlyson, se não era lá essas coisas na lateral esquerda, muito menos no meio. Não protege a zaga, é confuso em seu posicionamento e não acrescenta nada de novo ou de criativo ao meio de campo.

Mas houve destaques positivos. Jô, por exemplo, fez uma boa estréia e, no meu entender, é melhor que André. Juninho entrou muito bem e Réver esbanjou categoria. Rafael Marques é muito aplicado e Pierre, como sempre, quase nunca erra jogada.

Foi um empate frustrante. Perdemos a oportunidade de liderar o campeonato com 100% de aproveitamento, o que daria moral e confiança ao grupo.

Por outro ângulo, o fato de termos visto um time tão vulnerável já na 3ª rodada do Brasileirão não possibilita que a nossa diretoria _ que não é um primor de agilidade _ durma em berço esplêndido. Ainda há tempo para correções e a entrada de Ronaldinho Gaucho na próxima partida, contra o Palmeiras, pode arredondar a bola naquele setor e dar o ritmo que o Atlético necessita.

Se falta à equipe um jogador que enfie as bolas entre a zaga, faça lançamentos agudos em direção ao gol ou que surpreenda o adversário, agora não falta mais.

Mas só isso não basta. Se fosse há sete anos, Ronaldinho Gaucho carregaria esse time nas costas com uma perna só. Mas hoje, embora continue sendo um armador acima da média, já não tem a explosão fantástica daqueles tempos.

Portanto, é bom se prevenir. É salutar agir com ambição e reforçar pontualmente o conjunto, antes que nos encontremos novamente em situação desconfortável na tabela.

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Veja os melhores momentos:

MAIS UM TELEFONEMA, MENOS UM PEPINO…

Numa manhã fria de inverno em Porto Alegre, o presidente Giovanni Luigi do Internacional tem um baita pepino pra resolver: empurrar o atacante Jô para algum time que o aceite. Seu treinador já não vai mais utilizá-lo, devido aos atos de indisciplina e baixo rendimento em campo. Afinal, em 36 jogos, o distinto matador anotara apenas 6 gols.

Faz rascunhos e anotações, preocupado. Pensa em algum time de Portugal: “Não, eles não são mais tão ingênuos. Tá certo que contratam qualquer barca brasileira, mas o Jô já deve estar falado por lá…”

Verifica o noticiário, dá uma lida no Zero Hora e olha o movimento da manhã da capital gaúcha.

Para e pensa: “Quem são hoje os dirigentes mais idi… digo, mais ingênuos do futebol brasileiro tchê?”

Três nomes vêm à cabeça. O primeiro, Arnaldo Tirone, presidente do Palmeiras. “O cara contratou Ricardo Bueno e pediu vaquinha pra torcida dele pagar o tal do Wesley, que nem é lá grandes coisas… vou ligar pra ele”

– Alô Tirone? Aqui é Luigi, companheiro, como está?

– Ah, muito problema por aqui Luigi, Felipão é osso duro de roer.

– É, sei bem como é, tchê. Amigo, tenho um atacante aqui muito bom, mas nosso treinador não quer mais. Mas tem muita qualidade, é ótimo, já jogou no Corinthians, vc deve lembrar, o Jô.

– Ah sim… bom garoto ele né?

– Err… claro, claro, ótimo garoto. Qualidade fantástica, imagina ele numa dupla com o Barcos! Vai tirar nossa vaga pra Libertadores!

– Mas não andou tendo umas indisciplinas por aí?

– Nãao, nada demais, coisa de menino. Conversei com ele, ótimo garoto, o problema foram algumas influências, você sabe… a noite de Porto Alegre, mulheres lindas…

– Sabe o que é Luigi, o orçamento aqui não está lá grandes coisas, você deve acompanhar pelos noticiários e o Felipão é meio linha dura…

– Sei , sei…

– E tem a coisa do Wesley, estamos gastando muito com ele machucado. Quem sabe de uma próxima fazemos negócio?

– Com certeza. É uma pena amigo, pois o Jô resolveria todos os seus problemas!

– Não tenho dúvidas. Um abraço Luigi!

– Outro.

Luigi desliga o telefone, coça a cabeça preocupado, contempla a vista do Guaíba de sua janela e pensa: “Tenho mais dois nomes. Não custa tentar”.

O telefone toca em BH.

– “Alô Kalil. Aqui é Luigi, tudo bem?”

– Luigi? Não conheço.

– Presidente do Internacional, Alexandre, meu querido.

– Ah sim. Internacional. Aquele time vermelho né? Como vai?

– Por aqui tudo bem. Olha Kalil, sei que você está formando um bom time aí né, campeão invicto, vai dar trabalho no Brasileirão hein… cof cof … desculpa, é o ar frio aqui, o inverno, sabe como é né amigo? Mas enfim…

– Fala logo que estou com pressa. Muito trabalho aqui no Atrético, a turciduAtrético é muito chata e tá me cobrando e…

– Sim, sim… Bem, como eu ia dizendo, seu time é fortíssimo e tenho um atacante aqui que nosso treinador não vai utilizar e pensei ser um ótimo reforço pra vocês. O Jô, aquele do Corinthians, ótimo garoto, qualidade inquestionável…

– Jô? É aquele gordinho?

– Não, não… está em ótima forma! Vai te ajudar muito aí, pode confiar!

– Espera aí um pouco.

Kalil tenta tapar o telefone, mas se ouve ele perguntar a alguém que está próximo.

– O presidente do Grêmio ta me oferecendo um jogador aqui, tal de Jô. Só conheço aquele gordinho. Esse Jô jogou no Cruzeiro?

Alguém sussura que não, mas que pode trazer que é um ótimo jogador e o Atlético tem tradição em recuperar jogadores.

– Recuperar? Ótimo, manda trazer. Mesmo não tendo jogado no Cruzeiro, se é pra recuperar é aqui mesmo, porque temos CT e…

Kalil retorna ao telefone

– Ô Mario…

– Luigi, Kal…

– Sim, sim, Luigi… é tudo italiano mesmo. Você é presidente do Palmeiras né?

– Inter…

– Aqui no Atrético a gente recupera muito jogador. Sabe como é, temos o melhor CT do Brasil. Temos estrutura. Temos hotel. Temos médico. E se é bom pode mandar vir pra cá!

– Kalil, meu amigo, você não sabe o ótimo negócio que fez! Esse ano você será campeão hein! Quem dera eu ter aqui no Inter um time com Dudu Cearense, Richarlyson… aliás, como joga esse sujeito hein?! André, Guilherme… meu Deus!

– Poisé, aqui no Atrético é assim, a gente contrata e vamo ser campeão.

– Eu sei, eu sei… bom Kalil, foi ótimo negociar com você! Conte sempre com o Internacional, somos parceiros! Grande abraço.

Luigi desliga o telefone, dá uma boa risada e aliviado diz a seus assessores:

“- E dizem que não há mais bobo no futebol hein…”

Olha pro seu rascunho e vê que nem precisou ligar pro terceiro nome da lista, que era uma presidenta que usa vermelho e preto…

(Obs: O texto acima não tem compromisso nenhum com a informação. É pura obra de ficção e não dispõe de informação alguma. É um diálogo totalmente INVENTADO e se houver alguma semelhança com a realidade é mera coincidência.)

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CEGUEIRA E INOPERÂNCIA!

Caímos ontem da mesma forma que cairíamos na fase seguinte, caso nos classificássemos contra o Goiás.

Nada de novo no reino da fanfarronice e da inoperância… e mais uma Copa do Brasil se vai por pura incompetência.

O Atlético é um time fraco, com jogadores desmotivados e uma base de 2011 que já tinha provado seu valor… ou a falta dele.

O comportamento da equipe, no segundo tempo, mostra bem que nem um estádio de primeiro mundo, quase lotado de atleticanos, consegue resgatar a fibra dos que recebem grana alta para vestir (e desonrar) esta camisa. Brio não se arranca a fórceps!

Tudo com a anuência passiva de Kalil e Maluf, que permanecem imobilizados em suas poltronas confortáveis. A mesma passividade repetidamente demonstrada pelos jogadores. Eles se miram no exemplo vindo do comando do clube?

Kalil, inclusive, voltou a afirmar, em entrevista ao Leo Gomide após o jogo, que a base de 2011 é boa! Pasmem os senhores!

Declarações como essa escancaram a imensa distância entre o que a diretoria vê e o que efetivamente acontece nos gramados. É como se vivessem em outro planeta.

Desde a primeira crônica de 2012, eu venho alertando: não temos time para fazer bonito este ano!

E após cada vitória sobre equipes pequenas e fracas, eu reafirmava: não temos time para fazer bonito este ano!

E, assim como eu, atleticanos racionais de todas as vertentes entoavam o mesmo mantra: não temos time para fazer bonito este ano!

Estamos todos cegos. Só Kalil e Maluf, do alto de sua arrogância e fanfarronice, conseguem enxergar algo de bom nesse entulho.

Pois eu digo que os enganos cometidos até agora nos levarão à disputa da segunda divisão em 2013, não tenham dúvidas.

E nós é que somos os cegos…

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ATLÉTICO 1 X 0 TUPI – TUDO IGUAL, TUDO INSOSSO!

Repetir o exaustivamente repetido há mais de 2 anos é tedioso!

É desagradável para quem critica, para o criticado e para o leitor, que não vê nada de novo.

Descrever o jogo contra o Tupi é como tentar narrar VT’s dos vários jogos acontecidos este ano.

Depois daquelas 3 ou 4 boas partidas de início de temporada, a coisa desandou. E, pelo jeito, não tem volta.

Um amontoado de jogadores correndo atrás da bola, sem lenço e sem documento. E o pior, essa desorganização está minando o futebol dos poucos que têm qualidade. Afinal, ruindade é contagiosa!

Não existiram destaques positivos na vitória magra e insossa sobre o Tupi. Tampouco aqueles que enterraram a equipe contra o Goiás se redimiram. Só para constar, Richarlyson deveria ser inscrito no Guinness Book como o jogador mais ridículo dos últimos anos na Cidade do Galo.

O que pensávamos antes, continuamos pensando hoje: o Atlético não tem time para fazer bonito no campeonato brasileiro. Com o atual perfil, tem condições de vencer apenas umas 4 equipes da série A. E olhe lá!

Isso significa que brigaremos para não cair. DE NOVO!!

A única novidade deste sábado ocorreu fora de campo, porque dentro não acontece nada de produtivo. O dono da verdade e dos destinos nada promissores do Galo, Sua Majestade Alexandre Kalil, decidiu culpar a imprensa pelas críticas ao time, como se a equipe estivesse jogando o fino da bola e, mesmo assim, sendo massacrada.

Pois eu afirmo que a imprensa mineira é, em grande parte, constituída por bundões sem compromisso com a verdade e com os votos de sua profissão. Mas de maneira alguma podem ser responsabilizados pela mediocridade visceral de um time que não sabe defender, não sabe armar e não sabe atacar.

E não são, sobretudo, culpados por contratações estapafúrdias que, ao invés de reforçarem o conjunto, enfraqueceram-no ainda mais.

Sentar em cima do rabo para falar do rabo alheio é fácil. Não assumir as próprias responsabilidades é constrangedor!

Mas Kalil prefere se escorar em palavras nesse momento. Palavras totalmente dissociadas de ações efetivas.

Porém, quando esse mesmo time já estiver desclassificado na Copa do Brasil e com cadeira cativa na zona do rebaixamento do campeonato nacional, todos verão que foi um jogo de cena para defender o indefensável. Nós já vimos esse filme antes!

Quando palavras não são precedidas de ações concretas, tornam-se o que sempre foram: PALAVRAS OCAS, VÃS DESCULPAS DE QUEM NÃO ESTÁ CAPACITADO PARA ASSEGURAR SUCESSO AO CLUBE!

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Assista aos melhores momentos:

APÓS CONFRONTAR CONTRATO DO GALO COM LICITAÇÃO, ESPECIALISTA DÁ BOAS NOTÍCIAS.

Demorei a falar sobre o contrato BWA/Atlético porque não sou advogado e as teias e armadilhas invisíveis de cláusulas e alíneas sempre me pregaram peças. Consultei muitos especialistas, mas nenhum me convenceu tanto quanto o dr. Jarbas Lacerda, através de suas mensagens no twitter.

Jarbas Lacerda é advogado, professor do curso de Direito do Pitágoras e doutorando em Direito na Universidade de Buenos Aires. Para seguí-lo no twitter, clique aqui

Vamos ao seu parecer, divulgado no twitter:

“Analisados o edital, contrato de concessão e contrato BWA/Atlético:

1º) Edital de licitação é regra para escolha do concessionário (Lei 8666/93)

2º) A cláusula 5.7 do edital NÃO PROÍBE A PARTICIPAÇÃO DE CLUBES DE FUTEBOL, mas de pessoas físicas que integram essas entidades!

3º) Se proibisse (clube) feriria o direito de igualdade, salvo se o clube não pudesse explorar o futebol (Art.30,II lei 8666/93).

4º) A exemplo da legalidade da participação dos clubes, o Botafogo de Regatas é o gestor do Engenhão! Legal!

5º) Vencida a fase de licitação (escolha), feita a concessão, aplica-se a lei 8987/95, que regula as concessões públicas no Brasil.

6º) A concessionária não pode transferir a concessão ou alterar sua composição de sócios sem autorização do Estado (Art.35 lei 8987)

7º) No contrato de concessão (claúsula 12) está previsto como direito da concessionária exercer a atividade com “ampla liberdade” e prevê ainda que a concessionária possa constituir fundo para viabilizar a concessão e sua administração.

8º) No edital, no contrato de concessão ou no contrato do Atlético/BWA não está previsto prazo de 27 anos, mas de 10 com prorrogação!

9º) O contrato Atlético/BWA constituiu uma Sociedade em Conta de Participação (SCP) PREVISTA NO ART. 991 do Código Civil Brasileiro.

10º) O contrato Atlético/BWA prevê que a sócia ostensiva BWA (Arena Independência S/A) seja a ÚNICA administradora do estádio.

11º) O Atlético é o sócio participante do Fundo constituído pela SCP e tem participação nos lucros líquidos ou prejuízos na ordem de 45%.

12º) A Cláusula 11.1 do Contrato Atlético/BWA prevê que os direitos sobre a exploração não podem ser cedidos a outros sem autorização do Atlético.

13º) A cláusula 2.1.1 prevê o contrato Atlético/BWA inicialmente por dez anos, podendo ser prorrogado se isto acontecer com a concessão!

14º) De onde saiu “27 anos”? É o prazo estimado previsto na concessão de direito de uso América/Estado MG para recuperação do valor investido.

15º) Qualquer outra agremiação poderá utilizar o estádio? Sim, desde que pague pelo uso na forma determinada pela gestora Arena independência.

16º) A cláusula 11.12 determina que o Atlético deve mandar TODOS os seus jogos no Independência, salvo pelo cumprimento de pena ou incapacidade do estádio!

17º) A SECOPA vai suspender ou cassar a concessão? Quem pode fazer isto é o Estado de MG através da Advocacia Geral do Estado e devem fazê-lo sempre que o contrato de concessão for violado, é o que manda o art. 35 da Lei de Concessões (Art. 35 lei 8987/95).

CONCLUSÃO: o negócio jurídico É VÁLIDO e NÃO FERE o edital da concessão e nem mesmo o contrato de concessão! Pode ser contestado na justiça? Todo ato jurídico pode ser questionado na justiça! Cassá-lo é outra história!

O cruzeiro pode ir à justiça? O cruzeiro não participou da licitação, não integra a concessão e nem mesmo o contrato atual!

MORAL DA HISTÓRIA: os demais clubes estão tentando justificar sua ineficiência em face da habilidade do Atlético neste caso, POIS É INEGÁVEL QUE O CLUBE FOI MAIS COMPETENTE E UTILIZOU AS REGRAS JURÍDICAS A SEU FAVOR.”

O advogado Jarbas Lacerda esmiuçou o contrato e confrontou-o com as regras da licitação de uma forma que permite o perfeito entendimento dos leigos, como eu.

Muito obrigado, dr. Jarbas. O céu de brigadeiro se aproxima. Deixem sua opinião, amigos do L&N.

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ALGUMAS HIPÓTESES E UMA SAÍDA

Agora você procura uma explicação. Seu time perdeu um clássico por 6 a 1. Nas semanas que antecederam o confronto, era apontado como favorito. O outro time havia vencido apenas 2 das últimas 18 partidas. Seu time estava invicto em casa no segundo turno do campeonato.

A primeira hipótese é dolorosa demais para aceitar: os atletas que você aplaudiu de pé nos últimos jogos eram muito ruins e você foi enganado. Eles são péssimos e você não percebeu. A vergonha é sua.

Melhor ir para a segunda hipótese: os caras entregaram o jogo. Se eles quisessem, teriam vencido. Mas não quiseram. Essa teoria preserva seu faro de técnico, mas leva a um novo impasse. Não quiseram ganhar porque se venderam ou foi por descaso, por preguiça?

Se foram comprados, você pode reagir de várias formas. Indignar-se como faz com relação a toda corrupção do país, pedir a punição dos crápulas, denunciar e fazer seu papel de cidadão.

Ou então você poderá, de certa forma, sentir-se aliviado porque, no fim das contas, o seu time era bom como você pensou que fosse, mas o cara ama dinheiro mais do que tudo (vergonha pra ele) e, uma vez descoberto e punido, tudo se resolve e a vida segue.

Mas, e se tinham condições de ganhar o jogo, se ninguém pagou dinheiro algum e mesmo assim o resultado foi esse? O que fazer com uma constatação dessas? Então os jogadores simplesmente desprezaram o seu escudo por nada?

Não, impossível. Impossível pensar que os jogadores manchariam uma história que você ama tanto sem receber, hipoteticamente, alguns milhões em troca. Nesse caso, a revolta de alguns se tornaria maior, ao ver sua paixão desprezada a troco de nada.

Independentemente de qual dessas hipóteses o torcedor acredita, é preciso tomar providências.

Qualquer que tenha sido o motivo da derrota por 6 a 1 para um time que não ganhava de ninguém, torna-se claro que o trabalho precisa ser repensado e ganhar novo rumo. E, para começar a rever esses caminhos, o jornalista Mário Marra faz alguns apontamentos:

“Entendo que Alexandre Kalil simplifica muito a conversa quando fala em atuar diretamente e apenas no bolso dos jogadores.
 Em algum lugar da caminhada, em algum ponto da relação com os jogadores, é necessário que eles saibam da grandeza e do passado do clube.
 É necessário pontuar com cada um o que representa um clássico da dimensão de um Atlético x Cruzeiro.
 Não deve ser só em “dinheirês” a conversa. 
É preciso criar nos jogadores alguma identificação com a instituição. (…) Para entender que é necessário voltar a crescer é preciso não se iludir.” (fonte: blogdomarra)

Investigue-se o que tiver que ser investigado. Mas que isso não sirva para desviar o olhar de tudo aquilo que precisa ser consertado há muito tempo e que não tem nada (ou talvez tenha tudo) a ver com o clássico de 04/12/2011.

NOTA DO BLOGUEIRO: Todas as possibilidades que a autora citou se restringem ao terreno das hipóteses, retratando aqui as dúvidas que já estão nas ruas. Não há nenhuma acusação a quem quer que seja. Todos os envolvidos são inocentes até que se prove o contrário.

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O ATLETICANO HOJE É UM ZUMBI SEM RUMO!

Levar de 6 faz parte do futebol. O que não faz parte do jogo é a apatia e a IRRESPONSABILIDADE com que foi jogado.

Poucas vezes na vida me senti tão envergonhado como ontem. Que sejamos goleados por outros adversários, mas por cruzeiro e Flamengo não dá pra engolir. Para a nação atleticana, isso é inadmissível!

Afora o fato de que, ali em campo, tínhamos a melhor defesa do returno contra o pior ataque. O ataque do cruzeiro, até então, era de riso ou de raiva. Não fazia nem cosquinhas.

Tínhamos todas as ferramentas para alcançar uma vitória ansiada pela torcida e despachar o cruzeiro para a segunda divisão, porém, a garra, a raça e a vergonha na cara foram esquecidas em casa.

É extremamente simples encontrar o motivo da mais vexamosa derrota do Atlético na história desse clássico:

O CRUZEIRO ENTROU E JOGOU, ENQUANTO O GALO JÁ ESTAVA DE FÉRIAS!

Os jogadores do Atlético não deram a menor bola para a torcida, que esperava deles algo parecido com hombridade e amor à camisa.

Para eles, que formam o plantel mais caro da história alvinegra, a meta já tinha sido alcançada na vitória contra o Botafogo. E só isso já bastava!

Tento compreender esse posicionamento, pois o jogador não é torcedor. Mas, por outro lado, não entendo porque, como profissional, não tenha defendido com honra a camisa que é PAGO PARA DEFENDER em todas as circunstâncias, valendo pontos ou não.

E muito bem pago, por sinal.

A de ontem não valia nada, mas mesmo assim, deveria ter sido encarada, no mínimo, com ética e profissionalismo.

O que não ocorreu. Uma decepção gigantesca que nos envergonha a todos.

E que nos faz encarar o Atlético de uma forma mais amarga daqui para a frente.

Nós somos o amor que oxigena o clube, mas talvez sejamos os únicos. Talvez sejamos um Dom Quixote da vida, lutando uma batalha sem glória e sem honra.

Temo que, tal e qual Dom Quixote, tenhamos fechado os olhos para a realidade porque a realidade é dolorosa demais para nós!

O atleticano, nesta segunda-feira, é um zumbi sem rumo!

E o pior: HUMILHADO!

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A seguir, a entrevista do Kalil concedida hoje, na sede do Atlético.

REFLEXÕES E A PERGUNTA: VOCÊ CONFIA NESTE TIME?

É inegável que o Atlético, no segundo turno, está fazendo uma campanha diferente e mais produtiva.

Mas, pensando cá com os meus botões, comparando com os resultados iniciais do primeiro turno, só a vitória sobre o Bahia foi diferente do início do campeonato, quando ocorreu um empate em Pituaçu.

De diferente mesmo, só a postura do time em campo, com uma atitude mais aguerrida, que sempre foi típica do Clube Atlético Mineiro.

E porque não foi assim desde o começo? É uma pergunta que certamente deixará muitos jogadores gaguejando à procura de uma resposta convincente.

Os próprios jogadores admitem que o time foi apático durante o transcorrer da maior parte da disputa e essa preguiça é que detonou o clube na tabela de classificação.

Ora, cabe apatia em uma equipe de profissionais que ganha uma fábula mensalmente?

Ou é justamente essa montanha de dinheiro que os tornam preguiçosos?

Isso não tem sentido, pois se assim fosse, Messi _ que ganha muito mais _ não correria feito um louco em campo, como faz. E outros exemplos que estão aí na nossa cara.

E fico pasmo quando um jogador _ como um Cristóvão Colombo descobrindo a América _ diz que a postura e a atitude do time mudaram.

Essa declaração é o reconhecimento mais flagrante que, no reino da Dinamarca, havia algo de tão putrefato, que foi capaz de paralisar pernas e brio de atletas.

O que desmotivaria um sujeito que recebe mensalmente, em dia, valores não inferiores a 40 mil e muitos deles próximos de 250 mil reais?

Se trouxermos isso para próximo da nossa vida comum, é grana para um apartamento ou um carro de luxo por mês. POR MÊS!

E mesmo assim, essa equipe que aí está, deixou escapar sob os seus olhos inúmeras oportunidades de fazer história ostentando o manto alvinegro.

Este é o time mais caro de toda a vida centenária do Clube Atlético Mineiro!

E, junto com o de 2010, certamente o que mais decepcionou.

Pois, das equipes ruins que o Atlético montou em outros anos, nós não esperávamos muita coisa mesmo. A nossa expectativa era tão baixa quanto o rendimento do conjunto em campo.

A VERDADE: Foi um altíssimo investimento jogado no ralo. Não há, no grupo do Galo, nenhum jogador diferenciado que justifique essa grana toda.

E o pior, a equipe não deu liga, não se encaixou.

Vai sobrevivendo aos trancos e barrancos e se mantendo às custas de milhões de orações contritas ao Deus Pai Todo Poderoso, que, aliás, tem coisas muito mais importantes a fazer neste mundo do que ficar impedindo que bolas entrem no nosso gol.

Se você, caro atleticano, não pensa como eu, me responda com toda sinceridade de que é capaz:

Você confia neste time?

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HOJE O GALO JOGA!

Imagino o sentimento frustrante de um técnico ao analisar o elenco do Galo e procurar os onze menos piores para escalar.

Não que todos os jogadores sejam ruins, de fato.

No papel, é um time de respeito, com nomes consagrados. E o cara só consagra seu nome fazendo por onde, dando retorno em campo.

Então, algo já realizaram de bom.

Em algum momento de suas carreiras, esses mesmos jogadores viveram dias de glória. Algum dia bem distante, é certo. E bota distante nisso, diga-se de passagem.

Mas aqui, no SPA atleticano, o que se vê é um amontoado de atletas fora de forma, matando bola de canela, errando passes de 2 metros e suspirando pelo apito final do juiz para se encontrarem, o mais cedo possível, com o grande amor de suas vidas: uma cerveja trincando de gelada e uma deliciosa cachacinha de Salinas!

E a imensa nação atleticana que se exploda em preto e branco!

Para o jogo contra o Bahia, eu não carrego nenhum sentimento de vitória antecipada.

Já se vão longe os dias em que, quando o Galo jogava, o dia nascia esplendoroso e o sol jorrava uma luz diferente sobre as nossas cabeças.

Já se passou o tempo em que, no dia em que o Atlético entrava em campo, o nosso bom humor não dependia de um bom café da manhã ou de uma noite excitante de sexo criativo com a mulher amada, bonita, cheirosa e carinhosa.

A verdade é que hoje nós torcemos para o Galo não jogar, pois só assim manteremos o coração em seu devido lugar, sem o receio de que ele saia pela boca e desapareça, quicando feito bola, por algum bueiro de uma rua qualquer.

Contudo, hoje o Galo joga!

E entrará em campo com Renan Ribeiro, Mancini, Réver, Werley e Triguinho; Pierre, Soutto, Serginho e Daniel Carvalho; Berola e Magno Alves.

Serginho é o grande erro desta escalação. É um atleta que estaria melhor correndo os 800 metros de alguma olimpíada do que compondo o meio de campo de um clube grande.

Renan Ribeiro é outro que não inspira nenhuma confiança. Para chegar a um nível razoável, tem de comer muito feijão.

Tivesse o Atlético investido em excelentes goleiros _ e não nos Guilhermes e Andrés da vida _ estaríamos hoje longe dessa lama em que nos chafurdamos rodada após rodada.

Não vou analisar esquema, pois seria uma perda de tempo. No Galo, esquema só funciona na preleção do técnico, no conforto e no aconchego do SPA Resort Cidade do Galo. Dentro de campo, que é onde a onça bebe água, às vezes dá certo. Na maioria, não dá!

Com uma simples vitória, o Atlético sai, momentaneamente, da zona do rebaixamento.

O que já seria um alento, dado as nossas sempre humildes aspirações anuais.

Você pode estar perguntando: depois de tantas críticas contundentes, o que nos resta?

Resta-nos persistir no papel de uma das torcidas mais fanáticas do planeta e apoiar o time sem vaias durante o jogo.

Resta-nos criticar através dos blogs, pelo Facebook, pelo twitter, por telefone, em manifestações públicas e até por sinais de fumaça.

Pois a diretoria do clube que move uma nação de milhões de atleticanos tem a obrigação vital de nos trazer de volta a alegria e o prazer de assistir o Galo jogar!

O presidente Kalil _ eleito por aclamação _ tem o dever de nos devolver aquele sol e aquela luz dos quais fomos privados _ como em um eclipse _ e que não nos iluminam mais.

Nunca deixaremos de ser atleticanos, é certo. É mais fácil o mundo acabar em 2012 do que um atleticano renegar o seu clube, a sua história e a cor de seu coração.

Mas nós também somos filhos de Deus. Nós, mais do que qualquer torcida neste país, merecemos acordar na manhã de uma partida, plenos de brilho nos olhos e no sorriso só de saber que “HOJE O MEU GALO JOGA”!

Nós e nossos filhos!

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GALOCAST – O MAIS PURO ATLETICANISMO EM ÁUDIO.

Quando alguns atleticanos se reuniram em julho de 2008 para levar ao ar o primeiro programa atleticano de debates em podcast na internet, devem ter se sentido bandeirantes em vias de iniciarem uma aventura em busca de esmeraldas em selvas fechadas.

Não esmeraldas verdes, mas pretas e brancas.

O Galocast, como foi batizado, nascia naquele instante para debater  as questões do Clube Atlético Mineiro de forma democrática e incisiva. Coisa de atleticanos para atleticanos.

Hoje, distante 3 anos daquele julho de 2008, o Galocast já lançou mais de 100 programas, contando, inclusive, com convidados ilustres como Marques, Diego Alves, Gilberto Silva, Rogério Micale até chegar em Alexandre Kalil, na comemoração da centésima apresentação.

As feras alvinegras desbravaram um terreno inóspito movidos tão somente por um amor alucinado pelo Galo, senhor absoluto das Alterosas.

E compartilham o mais puro atleticanismo em áudio de bom som, aproximando torcedores de todas as regiões do país e do mundo. E aqueles que ainda não os conheciam, estão conhecendo agora.

Lembro-me da entrevista com o Alexandre Kalil, no Galocast nº 100, que bateu recordes de audiência. Num determinado momento, após ser apertado pelos entrevistadores, Kalil passou a defender a permanência de Luxemburgo (aquele moleque safado) com unhas e dentes.

Naquela altura, as coisas não iam bem dentro de campo, com o Galo na rabeira do campeonato e descambando perigosamente para a 2ª divisão. E o presidente, insanamente, ainda insistia em manter o sujeito empregado.

Após discorrer uma longa argumentação em favor da triste e desprezível figura, Kalil tomou um fôlego estratégico, virou-se para o Zeca e perguntou: E você, Zeca, o que faria no meu lugar?

O Zeca nem piscou: _ Eu o demitiria!

Foi um momento emblemático para mim. Estava claro: o Galocast tinha conteúdo e personalidade suficientes para preservar a sua independência de opinião e de senso crítico. E mantém esta postura inalterada até hoje.

Os loucos do Galocast são poucos, mas valem por muitos. Os participantes efetivos são o Zeca @zeca1908, Pedro Coutinho  @couttinho, Popó Fred @popofred Rodrigo @galokombi, Vinny   @VinnyGaloCast , Alexandre Cotta @AlexandreCotta  e Luiz Felipe @cojakpiu .

A equipe  já teve outros nomes, principalmente o do jornalista Leo Gomide @leogomide, que hoje trabalha na rádio Estadão/ESPN Minas.

O Igor Assunção @igortep também já fez parte de seus quadros.

Um time de atleticanos transloucados que decidiram divulgar o Galo a qualquer custo e apesar de todas as dificuldades. Porque certamente nada foi fácil, muito menos confortável.

Mas, atropelando obstáculos, já fabricaram e venderam camisas, entrevistaram celebridades, transmitiram inúmeras coletivas na Cidade do Galo e por aí afora.

Os caras são bravos, como bravos são os atleticanos de luta.

E é um orgulho para nós a simples existência do Galocast. Tão simples quanto as coisas que nos são mais caras!

Lembretes:

1 – Quem quiser patrocinar o Galocast, entre em contato com o Zeca @zeca1908. Condições especiais para quem soube aqui no L&N.

2 – O link para assistir aos programas: www.galocast.com.br

3 – O twitter do Galocast: @galocast

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GRÊMIO PRUDENTE 2 X 1 ATLÉTICO.

Um placar perfeitamente passível de ser revertido na Arena do Jacaré!

Certo?

Errado!!

Com esta equipe e com esta escalação, meu amigo, não dá para confiar absolutamente em nada.

Eu ficaria temeroso de reverter a vantagem até contra o Íbis, considerado o pior time do mundo.

Um time que não tem padrão de jogo, não consegue fazer uma tabela objetiva, não atua no 1-2 se aproximando e se compactando, não se desloca para receber lançamentos, não ocupa espaços…

Uma equipe que, com pouquíssimas exceções,  está pouco se lixando para ganhar ou perder.

A atuação do Galo nesta noite em Presidente Prudente foi tão pífia, mas tão pífia, que devemos levantar as mãos para os céus e agradecer de joelhos por não ter levado um sapeca de 3 ou 4.

Pois fomos inoperantes diante da “fortíssima” equipe do Prudente, lanterna do campeonato paulista e virtualmente rebaixada para a segunda divisão do estadual.

E mesmo assim, levamos um vareio de bola daqueles de perder o rumo de casa!

A defesa não se entende e principalmente, não é protegida pelo meio de campo.

No espaço que volantes e meias dão para o adversário _ com aquela marcação de cerca-lourenço _ se constrói facilmente um aeroporto com uma pista de pouso a se perder de vista.

Treinador (principalmente), goleiro, laterais, zagueiros, volantes, meias (existiram hoje?) e atacantes foram dignos de pena.

A falta de colaboração de uns com os outros dentro de campo chega a ser escandalosa… e muitíssimo suspeita.

Confesso que, em toda a minha vida de atleticano, eu vi poucos times tão ruins quanto este que jogou contra o Grêmio Prudente.

É um time de segunda divisão, desorganizado, sem comando e sem ação.

Um time sem poder de revide e desprovido totalmente de armas que possam surpreender o adversário no campo de jogo.

E mais previsível do que as broncas dos nossos pais.

Temos uma equipe sem sal e sem sabor.

Um amontoado de jogadores que não sabem sequer qual o companheiro está ao seu lado. E olha que tem mais de 3 meses de treinamentos exaustivos (?).

O cara recebe a bola e fica procurando a quem passá-la. E aí torna lenta qualquer jogada. Muito parecido com o que tínhamos no ano passado, quando o Galo era treinado por aquele moleque irresponsável e viciado em pôquer.

De duas uma: OU É FALTA DE TREINAMENTO ADEQUADO OU É AMBIENTE RUIM!

Para quem já labutou nesse meio durante tantos anos, posso dizer, com todas as letras:

Algo cheira muito mal no reino da Dinamarca!

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MUITO OBRIGADO, AMIGO! VALEU DEMAIS, OBINA!

O exterminador de marias está indo embora!

O homem que aportou aqui disposto a honrar a camisa atleticana e a se matar em campo em busca das vitórias cumpriu com as duas premissas.

Nos honrou e morreu muitas vezes em campo, além de marcar gols decisivos.

Em 2010 nós ficamos fora da zona do rebaixamento por um jogo e meio, se é que posso definir assim.

Não fossem os 3 golaços de Obina contra o cruzeiro, em Uberlândia, as coisas teriam azedado pro nosso lado.

A partir de hoje, a Cidade do Galo estará um pouco mais vazia e os nossos corações mais apertados pela partida iminente não de um craque, mas de um ser humano digno, humilde e generoso.

Obina era como um amigo da família que nos carregava para dentro de campo com ele.

Pode-se dizer que o bom baiano não tem tanta intimidade assim com a bola, pois a esfera dengosa prefere aqueles que a tratam com a mesma suavidade com que um homem apaixonado acaricia o corpo da mulher amada.

Pode-se comentar que Obina não é um velocista e dificilmente supera um zagueiro esperto no pique.

Mas jamais alguém poderá dizer que Obina não tem o faro do gol.

Nunca alguém dirá que Obina não amedronta os adversários, pois muitos dos que estão do outro lado da lagoa, neste exato instante,  pagam promessas e elevam orações de graças aos céus pela benção recebida. Afinal, o terror sempre presente em seus pesadelos está indo para a China.

Obina jogou pouco tempo no Galo. Poderia ter jogado mais. O Galo e Obina têm muito em comum.

Obina tem a cara do Atlético assim como o Atlético é o seu ninho perfeito, o que acolhe, alimenta e aquece.

Na Cidade do Galo, o atacante mais carismático que o Galo teve nos últimos anos _ exceto Marques _ estava feliz.

Mas o poder do dinheiro em um mundo capitalista não prioriza a felicidade. Por isso, o seu direito de ir e vir saiu de suas próprias mãos para cair nos bolsos de quem pagou milhões para tê-lo.

A mesma verba que impõe rumos e destinos. E o destino imposto a ele é a China, certamente regiamente remunerado, mas mesmo assim um porto de parada forçada. E talvez amarga, pois merecia um centro futebolístico melhor.

Mas, enfim, não há mais nada que se possa fazer, pois a hora da despedida chegou e encurtou a nossa convivência. É duro ver um amigo partir para longe, mas é irreversível. Então, só nos resta dizer:

Você deixará muitas saudades por aqui, Obina. Muito obrigado por tudo. Esteja certo que sempre terá o nosso respeito e a nossa gratidão.

VALEU, OBINA! QUE DEUS O PROTEJA SEMPRE!

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Escrito entre o preto e o branco (todo atleticano sabe)

TEXTO ESCRITO POR ANA CRISTINA GONTIJO, COLUNISTA DO L&N.

2010 despede-se da história do Clube Atlético Mineiro como um gigante malvado, fortão e metido a besta que tentou botar banca, fez de tudo para macular nosso livro, mas acabou fraco, raquítico.

Agora sai de fininho, falando baixo, pedindo desculpas. Este ano, filho de uma ronca e fuça, entregou-nos seus últimos dias feito um vilão em fim de novela, fingindo de bonzinho para ver se esquecemos o que ele nos fez.

Agradecemos o mimo, o alívio das últimas vitórias e a esperança das novas contratações, mas pronto, já deu. Não queremos mais nada com 2010, embora reconheçamos que nesses meses aprendemos muitas coisas; crescemos fortes.

O último ano da primeira década do terceiro milênio não passa de um coitado. Ele tombou, o alvinegro mineiro vive. O gato é o bicho que tem sete vidas, mas, verdade seja dita, é vivendo o dia-a-dia do meu Galo que assisto à beleza de renascer tantas vezes, sempre inteiro.

Hoje, dia 31 de dezembro, nós atleticanos arregaçamos as mangas, percebemo-nos fortes e espichamos os olhos para tentar enxergar o próximo ano pela fresta que se abre.

Vem aí a próxima década, aquela que nos devolverá a grandeza roubada por dirigentes maus caráteres, jogadores desinteressados e indignos de vestir nossa camisa.

A década que toca nossa campainha esconde muitos segredos. Olhamos para este punhado de anos a nos convidar para o baile: “coreografem-nos, inventem-nos, dancem-nos!” Convite aceito.

Nas arquibancadas, cantaremos o hino como se fosse um grito de guerra. Unidos, dançaremos a coreografia dos vencedores.

Juntos, filhos, pais, mães, amigos, irmãos, nossa voz se fará única, celebrando a mais pura alegria: a de levar nosso escudo junto ao peito, aquelas três letrinhas que valem mais do que dez mil tríplices coroas.

Que 2011 desvele cenários jubilosos, que nossos guerreiros tenham orgulho da camisa que veste sua nudez e os faz realmente grandes. E que nossa torcida reviva seus dias de glória, porque o Clube Atlético Mineiro é e sempre será grande.

Por fim, e principalmente, que jamais novamente precisemos pedir raça aos jogadores, porque eles saberão que esta é a marca da nossa história. Raça é uma palavra que se esconde em nossa camisa, nas fibras do tecido, ali entre as listras pretas e as brancas. Nós sabemos. Pergunte a qualquer atleticano: ele já nasceu sabendo!

Feliz nova década ao senhor das alterosas, soberano alvinegro, o Galo de nossas vidas.

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MAIS UM CONTRATADO: WESLEY, EX-GRÊMIO PRUDENTE.

O novo contratado do Atlético não é nenhum craque.

Joga de meia-atacante ou atacante, tem 29 anos e, em toda a sua carreira, a equipe de maior expressão que integrou foi o Grêmio Prudente, pelo qual marcou 10 gols no campeonato brasileiro.

Convenhamos, Wesley não tem um currículo invejável, pelo contrário, prima pela modéstia, se considerarmos a sua idade.

Todavia, mesmo assim, Dorival Junior viu nele um perfil adequado para compor o elenco do Galo em 2011.

Então, eu deduzo que algo de bom o atleta tem.

Aliás, o Atlético nao foi o único interessado nele. O Fluminense também estava na parada.

Então, já que foi aprovado pelo treinador que nos tirou de uma gelada e que, indubitavelmente, entende muito de futebol, desejo ao Wesley toda sorte do mundo com a camisa alvinegra.

Que tenha muito sucesso por aqui!

Para que os atleticanos tenham um pouco mais de informações sobre a nova aquisição, posto abaixo 2 vídeos contendo 4 gols do jogador.

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Neste vídeo, Wesley marca os dois gols do Grêmio Prudente na derrota de 3 a 2 para o São Paulo:

Agora Wesley marca os dois gols do Grêmio Prudente no empate em 2 a 2 contra o Ceará, em Fortaleza. O primeiro deles foi um golaço!