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ESTAMOS NO CAMINHO CERTO!

Como Dorival Junior e o presidente disseram, as contratações estão sendo feitas de forma pontual, ou seja, cirurgicamente direcionadas a reforçar os setores mais frágeis da equipe.

Primeiro, Kalil anunciou a contratação de Patric, um eficiente (mas não brilhante) lateral direito vindo do Avaí, de Santa Catarina.

Embora não seja uma sumidade, Patric tem a seu favor a juventude (21 anos),  além de ser forte na marcação.

Depois, Alexandre Kalil anunciou Toró, um volante cuja renovação de contrato o moleque não aprovou no Flamengo. E se o moleque, burro do jeito que é, não aprovou, é sinal que o cara é bom.

E é mesmo. Eu já vi Toró jogar muitas e muitas vezes. É um guerreiro em campo. Não se dá por vencido em nenhum momento da partida. Além disso, é ligeiro na saída de bola e fecha o meio de forma primorosa.

Acreditem: Toró será muito útil na temporada 2011.

Hoje, o nosso presidente fez mais duas comunicações: as contratações de Richarlyson e Magno Alves.

A surpreendente aquisição do ex-volante do São Paulo desmente a maioria dos veículos de imprensa, os quais davam como certa a ida do jogador para o Fluminense.

E como Dorival Junior pretende imprimir maior velocidade à equipe, Richarlyson cairá como uma luva em seu esquema. Ele é, hoje,  um dos volantes mais rápidos do país.

Voluntarioso, raçudo e vencedor, Richarlyson terá um papel fundamental na mudança do DNA tático atleticano, tenham a certeza disso.

Quanto aos homófobos de plantão, que veem nele uma presença homossexual numa equipe de machões, eu lembro 2 pontos fundamentais, até mesmo para que não sejamos levianos e/ou desumanos:

1 – A pecha que ele carrega jamais foi confirmada na prática. Levantam-se suspeitas, mas ninguém tem certeza de nada. Ele, inclusive, nega de pés juntos.

2 – E mesmo que seja, o que importa é a glória do Galo. Eu, tanto quanto você, quero ser campeão brasileiro e da Libertadores independentemente da opção sexual _ não confirmada _ de um jogador que pode ser decisivo neste objetivo.

Magno Alves tem 35 anos. Atacante, fez um campeonato brasileiro bastante produtivo pelo Ceará. Para se ter uma idéia, 4 clubes do Brasil aspiravam a sua contratação.

Insisto: Dorival necessita de opções para mudar um jogo ou virar um placar adverso, coisa que hoje não temos. Magno Alves é uma boa pedida para uma ocasião assim.

Além destes anúncios já publicados, o presidente Kalil promete um grande presente de Natal para a torcida atleticana.

Se eu bem conheço o presidente, este jogador de alto nível já está contratado, senão ele simplesmente ficaria calado que nem um túmulo. Silêncio profundo, a menina dormiu.

Somando-se a este presente, mais 3 contratações de boa qualidade já estão praticamente sacramentadas, segundo Eduardo Maluf, que deu entrevista à Rádio Globo nesta data.

Conforme eu escrevi em crônica anterior, a prioridade é do meio para trás. O nosso treinador quer uma muralha no sistema defensivo para poder atacar em paz!

E eu concordo sob todos os ângulos.

Estamos no rumo certo. Maluf está fazendo um excepcional trabalho nos bastidores e por isso, poderemos lutar pelos títulos que a apaixonada torcida atleticana merece.

As esperanças estão de volta! UFA!

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EXERCITANDO A FUTUROLOGIA COM O PLANTEL DO GALO – PARTE 2

Nestes tempos de inércia absoluta do futebol, quando o que se movimenta é a especulação alucinada da mídia e dos torcedores _ ao invés dos jogadores correndo atrás de uma bola  _ o L&N deu uma parada estratégica de quase uma semana para aguardar os acontecimentos.

Porém, tanto Kalil quanto Maluf são como um túmulo lacrado. E estão cobertos de razão.

Neste mercado disputado que nem briga de foice num quarto escuro, a melhor estratégia é o trabalho camuflado por entre as sombras.

Todavia, por causa de uma palavra aqui, outra palavrinha ali, um interesse acolá, sempre escapa algo para se ler nas entrelinhas.

A cabeça do Dorival Junior, a cada dia que passa, vai se tornando mais transparente. O seu olhar crítico em relação às posições carentes do Galo é o mesmo da maioria massacrante dos atleticanos: A prioridade de reforços é do meio de campo para trás.

Dorival Junior quer alterar o perfil do Galo em campo e equilibrar os setores, dando ao time uma maior consistência defensiva ao mesmo tempo em que proporciona grande desenvoltura no ataque.

Para que isso ocorra com sucesso, contratações pontuais serão fundamentais, pois não se pode equilibrar o desequilibrável. Com o elenco que temos hoje, mesmo que se treine 24 horas por dia, não há Cristo que dê jeito nas nossas deficiências gritantes.

Rafael Cruz, Diego Macedo, Alê, Jackson, Jheimy, Fernandinho, Ricardo Bueno, Fabiano (que, infelizmente, vai renovar contrato), Aranha, Fábio Costa, entre outros, não são jogadores dignos de vestir a camisa atleticana. São ruins demais.

Na minha concepção, já teriam sido dispensados ou emprestados sem rodeios inúteis e sem perda de tempo.

As posições críticas da equipe _ todo mundo sabe _ são as laterais e o meio-campo defensivo (volantes de contenção). Talvez a zaga tenha a necessidade de um zagueiro mais alto que Werley para fazer dupla com Réver. Ok.

Mas isso não significa dizer que a armação e o ataque estão excelentes ou que não precisam de reforços. Longe disso. Acredito que, dependendo das oportunidades de mercado, jogadores mais rápidos serão contratados do meio para a frente.

Pois Dorival quer acabar de vez com a extrema lentidão do time. E quem não quer? O Galo, desde priscas eras,  sempre primou pela velocidade do contra-ataque mortal.

O resgate do estilo rápido e incisivo é a tarefa que o nosso treinador se propôs… com novos jogadores.

Nada de estrelas, como disse Alexandre Kalil. Nada de vedetes para rebolarem nas quatro linhas.

O que precisamos é de atletas com vontade de vencerem às custas de muito suor, se somando aos grandes nomes que o grupo já tem.

Sinalizando neste sentido, está aí a contratação de Toró, ex-Flamengo, que se concretizará na semana que vem, salvo algum problema de última hora.

Sinceramente _ que me perdoem os que querem contratações de estrelas  _ neste ano de ressaca moral que se inicia, eu não quero buscar ninguém no aeroporto!

Torço por muita qualidade no elenco, mas qualidade sem luta não adianta nada. Na mesma linha de raciocínio, muita luta sem qualidade também dará com os burros n’água. Para obter sucesso, não existe uma coisa sem a outra.

Então espero que Dorival Junior saiba misturar estes dois ingredientes essenciais assim como um talentoso chef francês prepara um sofisticado prato à base de frutos do mar.

Com sabedoria e equilíbrio!

E você, caro leitor, qual a sua opinião a respeito?

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SÃO PAULO 4 X 0 ATLÉTICO. UMA DESPEDIDA FRUSTRANTE.

Na prévia deste jogo eu consegui errar praticamente tudo.

Pois na ocasião eu deduzia _ acho que de forma lógica  _ que o time com a obrigação de correr atrás de um resultado positivo seria o Atlético.

Afinal, o São Paulo já não aspirava a mais nada e o Galo ainda lutava pela Sul Americana.

Entretanto, o que eu vi foi um tricolor _ mesmo desfalcado _ correndo muito em busca da vitória, assistido de camarote VIP por uma equipe desinteressada, fria e doida para o jogo acabar desde o primeiro minuto da partida.

Nada funcionou, começando pela inoperância da zaga formada por Jairo Campos e Cáceres, entre outras fragilidades flagrantes.

E o paraguaio, para cúmulo do ridículo, acreditou que o juiz não daria a vantagem na falta de Serginho e abandonou o combate, praticamente entregando o gol a Ilsinho.

Decisão infantil demais para um veterano de várias copas do mundo.

Rafael Cruz fez o que qualquer atleticano duvidava: conseguiu jogar pior do que antes!

E forçou Dorival Junior a improvisar um atacante, com todos os cacoetes de atacante, a atuar na lateral direita, talvez pela primeira vez na vida. Um verdadeiro desperdício de talento.

E o Galo não se acertou em nenhum momento do jogo. Vamos ser sinceros: levamos um sonoro vareio de bola do São Paulo.

Temi por uma goleada histórica, de 6, 7 ou 8, tal a facilidade com que os sãopaulinos invadiam a nossa área e ficavam cara a cara com Renan Ribeiro.

É duro levar de quatro e constatar que o melhor em campo foi o nosso goleiro!

Apesar da derrota, o Clube Atlético Mineiro se despede do campeonato em 13º lugar, classificado para a Sul Americana e à frente do moleque rubro-negro.

Mas ficam muitas lições desta triste jornada. Na minha opinião, Dorival Júnior terá um trabalho árduo pela frente, pois tem uma base de grandes nomes e pouco futebol. Ou seja, uma suntuosa pompa para uma festinha com quibes e empadinhas!

O principal desafio será equilibrar este time em seus vários setores, principalmente nas laterais e no meio de campo defensivo.

Aproveitar o que tem de bom no elenco e reforçar o que não tem. Inclusive goleiro reserva, que estamos em falta.

Para finalizar, dizer que a temporada de 2011 tem de ser tratada radicalmente ao contrário de 2010.

E para que isso aconteça, tanto os titulares quanto os reservas têm de ser muito bons no que fazem, não importando se são operários, craques ou aqueles para os quais resta apenas o trabalho sujo.

Um time é feito de vários estilos e características, cada um acrescentando algo ao outro, desde que seja competente. Cabe ao técnico encaixar as peças de tal modo que a engrenagem funcione no seu todo.

Mas com jogadores meia-boca em posições importantes nesta engrenagem, é impossível qualquer treinador alcançar o caminho para o sucesso.

E assim o desequilíbrio fica evidente, como nesta despedida frustrante!

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REALIDADE OU FICÇÃO? – PARTE 1 – FILMAGENS SUSPENSAS! CORTA!

Um clube tentando resgatar sua grandiosidade, um profissional buscando a notoriedade ofuscada  por fracassos recentes.

Um gigante adormecido, um protagonista  relutante. Na ficção, todo um cenário para uma película marcada por cenas de superação, bravura e conquistas.

Mas, quando aplicado à realidade, foi um filme que ganhou destaque por uma produção de custo elevado, regado a retóricas, mudanças de script, e acima de tudo, inacabada.

Personagens que nunca demonstraram total empatia, por mais que fizessem puro “jogo de cena” para demonstrar o contrário: Clube Atlético Mineiro e Vanderley Luxemburgo.

‘Filmagens’ suspensas! Chegou ao final a passagem de Luxemburgo no Galo!

Com total apoio dos cinéfilos, leia-se torcedores, o ganhador de cinco estatuetas nacionais chegou à Minas Gerais com toda pompa de um artista que ainda considera viver o estrelato.

Assim, firmou um acordo vultuoso para ser o ator principal de um enredo que poderia ter ganho o nome de ‘Ressurreição’.

Era para ser ‘Uma mente Brilhante’, mas tornou-se “Mentiras e Trapaças’.

‘Engano Fatal’!

As cenas iniciais, captadas a nível regional, trouxeram um alento aos espectadores.

A conquista do Campeonato Mineiro serviu apenas para municiar ainda mais ‘O Poderoso Chefão’. Estaria traçado ‘O Caminho das Estrelas’? Não!

Aos poucos, o Atlético se tornou ‘O Exército das Sombras’ e sucumbiu. ‘A Colina dos Homens Perdidos’.

Veio o Campeonato Brasileiro e com ele, ‘A Grande Ilusão’.

Os coadjuvantes foram praticamente todos trocados, e um novo elenco ficou à disposição, no entanto, “Sem Novidades no Front’.

Alvejado, humilhado, abatido, o Galo é hoje o clube que mais perdeu dentro do certame nacional: são 15 revezes em 24 jogos disputados.

E o torcedor, atônito, se auto-questiona: qual o real motivo para tamanha apatia, ‘Balada dos Soldados’ ou ‘A Patrulha Perdida’?

Será?

Décimo oitavo colocado, o Atlético vive agora ‘Dias de Fogo’, e precisa encontrar, urgente, ‘Uma Luz nas Trevas’.

E agora torcedor, desistir?  ‘E o Vento Levou’ suas esperanças?

A Massa clama que não!

Alexandre Kalil, seja o ‘Pequeno Grande homem’, e interprete ‘Fugindo do Inferno’.

Quanto ao ex-treinador, a claquete bateu para você, Luxemburgo. ‘Vergonha’!!!

‘Retroceder nunca, Render-se Jamais’.

‘ESPERANÇA E GLÓRIA’.

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OS ERROS FATAIS DE VANDERLEI LUXEMBURGO.

Luxemburgo pousou nas montanhas das Gerais recebido com festas pela Massa.

E não era para menos. Afinal, tratava-se do treinador mais vencedor do futebol brasileiro.

Para nós, carentes de títulos importantes, era como se fosse um Rei Midas, cujo toque transformaria até os nossos sonhos em ouro.

Porém, não foi o que aconteceu.

A auto-suficiência de Luxemburgo o torna temerário demais. O seu ego inflado é como uma venda em seus olhos, impedindo-o de ver o que a grande maioria enxerga.

E, por isso mesmo, cometeu erros fatais que fizeram ruir o castelo de cartas denominado “O projeto”.

A bem da verdade, o tal “projeto” nunca passou de um nome pomposo para definir o que seria _ soubemos depois _ uma total ausência de ferramentas eficazes para o alcance de objetivos concretos.

Para elucidar esse argumento, vamos aos principais erros de avaliação e de ação de Luxemburgo, sob o meu ponto de vista:

1 – Fez uma verdadeira limpa na equipe antiga, que se não era a melhor do mundo, mantinha um entrosamento bastante razoável. Seria muito mais fácil encaixar gradualmente as novas peças que chegavam do que formar um novo time entrosado da noite para o dia. Mas, incrivelmente vaidoso, esta foi a opção que ele escolheu.

Agiu assim em pleno andamento do campeonato brasileiro e cobrindo as lacunas com jogadores piores do que os que saíram.

2 – Ignorou o combate no meio de campo. Manteve o time jogando com apenas um volante pegador em plena era da marcação. Para justificar, disse que a seleção de 1970 também jogava assim, com Clodoaldo na cabeça de área. Ora, o esquema da inesquecível seleção é separada do futebol dos nossos dias por “apenas” 40 anos. De lá para cá, tudo mudou. Não restou pedra sobre pedra.

3 – A tão propagada fama de estrategista não vingou por aqui. A famosa leitura de jogo, da qual tanto se orgulhava, não funcionou. Aliás, nem deu o ar de sua graça. A maioria das substituições não surtiu efeito nenhum, muito antes pelo contrário. Muitas vezes, serviu para sepultar de vez as chances que o time tinha em campo.

4 – Alguém, em sã consciência, pode dizer qual o esquema de jogo de Vanderlei Luxemburgo? Se titubear, não vale.

9 meses depois, ainda temos um time que parece ter se encontrado ontem, pela primeira vez. O excesso de troca na utilização dos jogadores criou um clima de instabilidade no grupo. E Luxemburgo, para piorar a situação, criticava publicamente o atleta. Ele foi o primeiro a pulverizar a segurança mental do grupo. E foi incapaz de criar uma forma consistente de jogar.

5 – O precário preparo físico foi determinante para o desfecho. A maldita caixa de areia de Antônio Mello, além de vitimar coxas e panturrilhas, atingiu em cheio a comissão técnica na noite de ontem. Para mim, a utilização da caixa de areia é a mesma coisa que sair queimando bruxas por aí. Coisas da Idade Média sendo aplicadas no século XXI.

Eu sei que, além dos mencionados aqui, existem outros momentos em que Luxemburgo trocou os pés pelas mãos. Mas vou deixar que os leitores do L&N façam, a respeito, os seus comentários sempre muito pertinentes.

O que peço a todos os atleticanos é que, passada a tempestade representada por um pseudo-treinador de futebol,  apoiem incondicionalmente o nosso time daqui para a frente.

A mudança, no meu entender, veio muito tarde. Poderia ter vindo bem antes. Mas o tempo que nos resta é suficiente para escapar da degola?

Eu acredito que ainda temos tempo. E você?

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ATLÉTICO 2 X 3 VITÓRIA. ADEUS, LUXEMBURGO!

O coração está tão triste que eu confesso não ter condição nenhuma de fazer uma boa análise do jogo.

Satisfaço-me tão somente com a luta dos jogadores, que correram como loucos atrás do resultado.

Só quero dizer que a saída de Ricardinho, o único ser pensante em campo _ e o único capaz de dar alguma qualidade às tramas de ataque _ foi fundamental para que, após o 3º gol do Vitória, não mais conseguíssemos esboçar reação consistente.

E talvez, com ele em campo, tivéssemos feito o 3º antes deles.

Porém, naquele momento, a vida inteligente no meio de campo do Galo tinha ido embora para o vestiário.

Nós estamos numa situação grave demais.

Estamos às portas da 2ª divisão, levados por um treinador irresponsável, que destruiu o pouco entrosamento que tínhamos dispensando jogadores que, se não eram craques, eram os responsáveis pela boa campanha do ano passado.

E cá entre nós, são melhores que muitos que os substituiram.

E o pior, promoveu as mudanças já com o campeonato brasileiro em pleno andamento. E demorou séculos para preencher as lacunas no elenco. E muitas dessas vagas foram mal e porcamente cobertas.

Luxemburgo quis fazer um time só dele, de forma que ninguém dissesse depois que ele obteve sucesso aproveitando jogadores de Celso Roth.

Pura vaidade. Luxemburgo destilou o mais ignóbil sentimento de egoísmo que já vi em toda a minha vida.

Ele não pensou em uma nação que o recebeu tão bem, pelo contrário, ele foi capaz de defender só o seu próprio umbigo em detrimento de 8 milhões de atleticanos.

E, por causa disso, hoje somos obrigados a conviver com o monstro da 2ª divisão, que se aproxima tão ameaçadoramente que já podemos sentir o seu bafo fedorento.

Pois, para nós, a esperança vem do que vemos em campo. E em campo, a bem da verdade, não estamos enxergando absolutamente nada.

Eu não culpo o presidente Kalil. Numa hora dessas, ele deve estar mais triste do que eu, do que você, do que todos nós.

Frustrado em sua paixão e em todo o investimento, que foi altíssimo.

Ele quis trazer o Galo de volta ao topo.  Ninguém pode negar.

Alexandre Kalil lutou para honrar Elias Kalil, seu pai dileto. E eu o louvo por isso, mesmo que caiamos para a segunda divisão.

O L&N sempre manterá o respeito a Alexandre Kalil, por tudo que tentou fazer de bom para a nossa bandeira.

Reconheço e valorizo cada gota de suor que o presidente deixou na sede de Lourdes e na Cidade do Galo.

O seu único erro _ em cujo erro eu também incorreria _ foi contratar Vanderlei Luxemburgo e a sua comissão técnica.

E quando o contratou, eu também fiz festa. Mas a minha festa acabou faz tempo.

E se tenho alguma crítica  a fazer a Alexandre Kalil, é a de que ele poderia ter demitido esse arremedo de técnico há 6 ou 7 rodadas atrás.

Pois hoje constatei que os jogadores querem. Mas ele não quer. Não por vontade própria, já que ele não é louco. Mas por não saber qual caminho tomar para fazer acontecer a reação.

O pior perdido é aquele que não sabe que está perdido, porque a cada movimento errado envereda ainda mais pela trilha da ignorância.

E a nossa trilha já desembocou em precipício!

Já chega, presidente Kalil, com todo o respeito que este blogueiro tem pelo senhor. Ouça a nossa súplica só desta vez, pelo amor que tem ao Clube Atlético Mineiro!

Pare de defender o indefensável!

Grite conosco: ADEUS, LUXEMBURGO!, antes que seja tarde demais!

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NOVA CARTA AO PRESIDENTE ALEXANDRE KALIL.

colunadaanacris1Prezado senhor Alexandre Kalil,

Há quase um mês, enviei-lhe uma carta. Procurei escrever de forma respeitosa como achei que deveria, sincera como não saberia deixar de ser. Isso foi no final da décima quinta rodada do Campeonato Brasileiro de 2010.

Hoje volto a lhe escrever. Sete rodadas depois de ter escrito pela primeira vez, tenho agora a pele alvinegra ainda mais esfolada. Ouço bem mais chacotas por onde quer que ouse passar vestindo minha camisa. E, por mais que eu evite, por mais que eu queira manter a calma, começo a me perguntar se você, Alexandre Kalil, tem qualquer respeito por mim.

Ah, você nem sabe quem eu sou? Eu lhe digo: sou torcedora do Clube Atlético Mineiro. Meu clube não se chama Vanderlei Luxemburgo. Respeito a história dele, mas não é por ele que torço, não é em nome dele que chego em casa mais cedo, cansada, e vejo cada partida com o coração na goela. Não é por ele que eu ia ao Mineirão e agora vou a Sete Lagoas.

Veja você, o que me intriga mesmo é saber que 31,8% de aproveitamento em 22 rodadas não são vergonha suficiente para ameaçar o emprego de uma comissão técnica.

Em qualquer clube, 13 derrotas em 22 partidas seriam suficientes para derrubar pelo menos 2 técnicos.

Mas o que estamos assistindo (e tomara que seja mesmo uma ilusão de ótica bem sem-vergonha) é um técnico mandando e desmandando no clube, mesmo demonstrando não saber ao menos para onde seu nariz aponta. O Galo por quem torço e sofro parece um navio ao sabor das marés, enquanto seu capitão se diverte em um cassino improvisado no convés.

Eu me segurei ao máximo, eu tentei me convencer do contrário, mas agora não dá mais: Vanderlei Luxemburgo está perdidinho da Silva e continua dando tiros para todos os lados. Escala mal, substitui mal e ainda acha que está sendo perseguido pela torcida e pela imprensa. Ah, tenha dó!

Quando era pequena, escutei estes versinhos que jamais me saíram da mente: “Tropeiro só fala em burro, carreiro só fala em boi. Moça só fala em namoro, velho só fala o que foi”. Luxa ainda é bem jovem, mas então por que só sabe falar do que já fez, do que já foi? Não é de passado que se faz futuro. Não é com discursinho barato nem com desculpas esfarrapadas que se sanam problemas.

BURRO PENSANDO: COMO É QUE SAIO DESSA?

Sinceramente, senhor Alexandre Kalil, eu acho que você deve fidelidade ao Clube Atlético Mineiro. Se tiver que escolher entre o Galo e aqueles que fazem mal ao Galo, não titubeie. E não me refiro apenas ao técnico Vanderlei Luxemburgo.

O grande volume de lesões e o mau preparo físico de vários jogadores, mesmo depois de tanto tempo treinando, não é coisa normal. Descasque seu abacaxi, desate o nó que tiver que desatar, faça o que tiver que fazer, pague multas, despache para bem longe uma canoa cheinha só de nego imprestável, mas livre o Galo deste pesadelo.

Faça alguma coisa, antes que seu nome vá para o ralo, lá para as páginas vergonhosas de nossa história, antes que você tatue seu nome em nosso livro como o presidente que chegou prometendo grandes conquistas e nos levou para as profundas dos quintos.

Atenciosamente (e bem menos pacientemente),

Ana Cristina Gontijo

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ATLÉTICO 3 X 1 GUARANI DE CAMPINAS. OLHA A REAÇÃO AÍ, MINHA GENTE!

Quem diria, em sã consciência, que o Jataí algum dia consertaria esse time?

Pois é, meus amigos, consertou.

A entrada do jogador da base atleticana no segundo tempo sanou os problemas que vínhamos tendo no primeiro, quando vivemos o mesmo drama novelesco de tantos e tantos jogos.

Na lateral esquerda não existia ninguém. O Luxemburgo, na impossibilidade de contar com Leandro e Fernandinho, simplesmente improvisou Ricardinho por ali.

E tome ataque pela esquerda! Ricardinho fazia apenas figuração, sem verdadeiramente atuar como ala esquerdo, só tentando desarmar o adversário com o olhar.

Quem caía por ali na sua cobertura era Lima, totalmente entregue às baratas.

Depois Luxemburgo trouxe Werley para o seu lugar (e Lima foi para o centro da zaga) e a coisa pareceu fluir um pouco melhor.

Mesmo jogando mal, o Galo perdeu oportunidades raras de fazer o seu gol. Mas o Guarani também desperdiçou.

Mas eis que no segundo tempo, Luxemburgo teve a brilhante idéia de lançar Jataí no jogo. E aí, se restabeleceu o velho ditado: O QUE É DO HOMEM O BICHO NÃO COME!!

Rápido nos botes e incansável na cobertura dos laterais, Jataí reorganizou o meio de campo.  Jogou como se fosse um veterano e não como um garoto recém-promovido das categorias de base.

Depois de sua entrada, ninguém mais se criou por ali. O menino estava em todos os lugares, como um ogro mágico.

E propiciou ao time do Galo a liberdade de jogar bola, sem ficar correndo atrás do adversário, como em outras jornadas.

Quando Luxemburgo tirou Berola de campo, eu o xinguei até a última de suas gerações.

Como pode um técnico retirar de campo o atacante mais agudo, o mais impetuoso, o mais produtivo?

Só muito depois é que fiquei sabendo que Berola sentiu uma fisgada na coxa. Então, Luxa, desculpe os palavrões e impropérios deste blogueiro, por favor.

Obina entrou e fez o dele, assim como Tardelli já tinha enfiado dois gols na caçapa do bugre paulista.

No segundo tempo, o Galo dominou o jogo do princípio ao fim e outro resultado que não fosse a vitória seria uma tremenda injustiça.

Ricardinho foi, disparadamente, o melhor em campo, na humilde opinião deste blogueiro. Jataí, Lima, Serginho (que fez a jogada mais bonita da partida), Tardelli e Rafael Cruz também se sobressaíram.

Em especial, Rafael Cruz, que fez a sua estréia com a camisa do Galo, jogou muito bem. Defendeu, atacou e deu um passe primoroso para o primeiro gol de Tardelli. Além de saber, como poucos,  efetuar cruzamentos.

Anotem: o homem é fera! Está há anos-luz na frente de Diego Macedo!

Diego Souza fez o seu melhor jogo com a camisa alvinegra, apesar de não ser ainda, um dos melhores em campo.

E o que eu mais gostei: a comemoração dos jogadores do Galo. De todos!

Demonstraram ali que não tem corpo mole, que não tem essa de trairagem!

Os caras querem jogo!

Enfim, um bom resultado que pode ser o início real de nossa retomada, embora ainda sem aquele jogo consistente e fluente que todos queremos ver!

Vamos pra cima deles, meu Galo querido!

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ZAGUEIRO REVER É DO GALO!!

Alexandre Kalil anunciou hoje a contratação do zagueiro Rever pelo Galo.

Rever iniciou sua trajetória futebolística pelo Paulista de Jundiaí – SP, aonde foi campeão da Copa do Brasil em pleno Maracanã.

Em 2008, foi contratado pelo Grêmio de Porto Alegre e se projetou como um dos melhores zagueiros do país, inclusive tendo marcado vários gols de cabeça naquele ano.

Em janeiro de 2010, o Grêmio foi obrigado a vendê-lo ao Wolsfburg da Alemanha por 5 milhões de euros, pois constava uma cláusula em seu contrato que impunha ao clube gaúcho a venda, caso houvesse proposta neste valor.

Rever tem 1,93 de altura, 84 kgs e 25 anos de idade. Alto, forte, voluntarioso e zagueiro-artilheiro, tem tudo para cair como uma luva no sistema defensivo do Galo, setor mais criticado do time.

Na minha modesta opinião, o novo jogador atleticano possui plenas condições de estar na seleção que disputará a próxima Copa do Mundo no Brasil.

Mais uma vez, Alexandre Kalil faz das tripas coração para atender os anseios da massa alvinegra. E mais uma vez nós o agradecemos pelo esforço hercúleo em resgatar as glórias de nossa história e trazê-las de volta aos tempos atuais.

Pois Rever é caro. Tão caro que muitos times o queriam (como Grêmio, Flamengo, Palmeiras, Fluminense e cruzeiro, dentre outros) mas não tiveram cacife para contratá-lo e foram forçados a jogar a toalha no meio do round.

O diretor de futebol do cruzeiro na época, valdir barbosa, chegou a dizer que “Rever é impossível para nós”.

Mas não foi impossível para Kalil e sua equipe. Como não será impossível o Galo estar no G-4 ao final deste campeonato.

Impossível mesmo é um atleticano deixar de ser atleticano!! Tudo o mais é acessível para Kalil, Gropen, Maluf e Cia.

Seja bem vindo, Rever. Que nos ajude na nossa caminhada, pois precisamos muito, zagueirão!

(Últimas informações dão conta que o Rever assinará contrato de 4 anos com o Galo, que comprou seus direitos econômicos, provavelmente em parceria. Na medida em que forem sendo divulgados novos fatos, exporemos aqui.)

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ATLÉTICO 0 X 1 CEARÁ. OLHANDO O MUNDO DO FUNDO DE UM POÇO…

Você, no meu lugar, analisaria este jogo de que forma?

Você tentaria dissecar o esquema tático do Atlético em campo?

Ou analisaria cada jogador e sua função estratégica dentro das quatro linhas, dando nota a cada performance?

Diga-me, meu amigo, com toda a sinceridade de que você é capaz. Você o faria?

Se a sua resposta é “nenhuma das opções oferecidas”, então você pensa o mesmo que eu.

Sabe porque?

Porque não houve estratégia nenhuma, não houve esquema tático nenhum e muito menos performance individual.

Houve sim um amontoado de pseudo-jogadores correndo que nem peladeiros atrás de uma bola de meia, tal e qual amadores em um campo de terra batida.

Eu não sou mágico para encontrar algo de bom ou produtivo em um time em que  os jogadores dão a impressão de terem se conhecido apenas uma hora antes do jogo, depois de um churrasco regado a muita cerveja.

Eu vi Lima e Jairo Campos batendo cabeça na mesma bola. O que é isso? Falta de treinamento de setores.

Eu vi Coelho e Diego Macedo disputando o mesmo espaço. O que é isso? Falta de treinamento de ultrapassagem.

Eu vi Ricardinho segurar a bola demasiadamente sem ter a quem servir. O que é isso? Falta de treinamento de movimentação e deslocamento.

Cada um tem de saber o que fazer em campo. Cada um tem de saber as suas funções e até um especialista em futebol de botão sabe disso.

E os nossos jogadores sabiam? Se a resposta for sim, tem boicote no ar, meu amigo!

Pois não é possível que jogadores profissionais de renome deem um espetáculo vexatório diante de uma torcida tão apaixonada e não consigam levar a campo o que treinaram no CT.

Não é possível que um grupo de atletas tão bem remunerado religiosamente em dia, usufruindo da melhor estrutura de treinamentos do país, dê como retorno ao clube uma décima-oitava posição no campeonato brasileiro com 5 derrotas em 7 jogos!

E na zona de rebaixamento! E podemos reclamar alguma injustiça ou até mesmo roubo de juizes despreparados? Nem uma vírgula!

Estamos olhando o mundo de dentro de um poço por nossa própria culpa!

E se o técnico Vanderlei Luxemburgo reclama que alguns estão lhe furando o olho, tem algo de podre no reino da Dinamarca. Pois TODOS estão correndo pouco e jogando NADA.

Além do mais, ninguém boicota ninguém sem motivos! Em algum instante dessa caminhada de 5 meses, uma palavra errada aqui, outro excesso de vaidade ali, podem ter desgastado os caras.

Lembrem-se que quase o mesmo time que atuou  hoje foi o que venceu o Santos jogando um futebol de primeiríssima qualidade e ocupando todos os espaços em campo com uma garra danada.

Eu vi a entrevista de Luxemburgo. Não concordo com o que ele disse. Afinal, o comandante é ele e a ele deve ser imputada a responsabilidade de manter o grupo unido e comprometido.

Se o comprometimento não existe mais, a comissão técnica tem sim explicações a dar. Não é simplesmente jogando a batata quente nas mãos (ou pés) dos subordinados, não senhor.

Alguma coisa aconteceu nos bastidores da Cidade do Galo. E deve ser grave o bastante para gerar tanta omissão dos jogadores. Então, nós temos o direito de saber o que aconteceu. E vamos acabar sabendo, tenham a certeza.

E, além do mais, houve falha de planejamento estratégico. Está na cara de qualquer um.

Se não, como se explica a dispensa de Correa e Jonilson sem nenhuma cobertura? Ou a contratação de jogadores piores do que os que saíram?

Ora, algum de vocês seria capaz de argumentar que Diego Macedo é melhor que Carlos Alberto? E olha que Carlos Alberto foi, na minha opinião, uma das dispensas justas.

Não vou culpar Kalil. Ele está fazendo todo o possível e desconfio que está tentando até o impossível. Mas precisa urgentíssimo de um diretor de futebol para auxiliá-lo.

Luxemburgo está metendo os pés pelas mãos na avaliação dos novos contratados. Tirando Neto Berola, que mostrou alguma competência em poucos minutos, nada foi bem feito. Muito menos, a contratação do pseudo-goleiro Marcelo.

Se não forem feitas contratações pontuais e certeiras, o discurso ensaiado de todas as coletivas, em algum momento, não terá mais sustentação.

Pois a massa está sofrida e decepcionada. Muito mais do que imaginam os de dentro do Galo.

E, caso se concretize essa falta de ação no mercado, sinto muito repetir o título da crônica de 26.05.2010:

PAREM DE FANTASIAR! COM ESTE TIME, NÃO VAMOS A LUGAR ALGUM!!

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ATLÉTICO 1 X 3 FLUMINENSE. MAIS UMA DECEPÇÃO.

Juro que quando Muriqui meteu aquele gol aos 2 minutos do primeiro tempo, eu pensei que fôssemos disparar uma goleada no time carioca.

Nem de longe imaginei que, a partir dali, só assistiríamos ao Fluminense jogar. Do segundo ao nonagésimo minuto, o Galo ficou paralisado nas quatro linhas.

Baixou um iceberg  sobre o time e os cérebros congelaram.

Quando Gum subiu naquela bola (e Werley novamente não) e empatou o jogo, já dava para antever o final.

Pois o Galo não reagia. Parecia o mesmo time que levou de 4 do Grêmio Prudente, só que naquela ocasião jogava fora.

Ontem atuava em pleno Mineirão, amparado por sua torcida.

Entretanto, isso não está fazendo mais diferença. O time perdeu aquela atitude de vencedor, que até bem pouco tempo tinha e nem os gritos vindos da arquibancada conseguem mais tocar os brios da equipe em campo.

O sistema defensivo do Galo, o mais vazado do campeonato, não tem a proteção do meio de campo. Ontem, no primeiro tempo, só Zé Luis combatia. Fabiano, Junior e Ricardinho só cercavam e tentavam marcar com a sombra ou com um sopro.

Os laterais não se sentiam seguros de partir para o ataque. Qual lateral busca ajudar o setor ofensivo quando sabe que não terá nenhuma cobertura lá atrás?

Coelho chegou a fazê-lo e em todas as ocasiões levou contra-ataque nas costas.

A entrada de Diego Macedo no meio de campo, fora de sua posição, só fez agravar o panorama. Não marcou, não organizou e por fim, não jogou.

O meio de campo do Galo é o pior setor do time. Não municia o ataque e não dá sustentação à defesa, que, por si só, já não é essa maravilha toda.

Werley não tem impulsão, Lima voltou depois de 2 anos sem jogar (e, por incrível que pareça, foi melhor que Werley) e o Marcelo é mais um goleiro meia boca que adicionamos ao plantel.

As saídas de Jonilson, Correa e Carlos Alberto seriam justificáveis se nós tivéssemos outros. Mas não temos. Mendez só poderá jogar em agosto, idem Daniel Carvalho e nos falta um volante marcador ao estilo Zé Luis para jogar ao lado dele ou substituí-lo, quando necessário.

Outro dia eu vi o Luxemburgo dizer que, para ele, a marcação se faz com preenchimento de espaço e não com efetivo combate. É o que eu estou vendo acontecer no Atlético.

Os adversários passeiam pela meia cancha sem serem incomodados.

Eu, sinceramente, estou muito preocupado. O time está sem padrão, sem pegada e o pior, sem alma.

Perder uma partida de futebol com o coração na ponta da chuteira faz parte do jogo e não machuca tanto. Mas perder do jeito que estamos perdendo revolta até o mais frio dos homens.

Do jeito que essa equipe está atuando, nós não estamos sendo derrotados. Nós estamos entregando o jogo de presente.

Depois de todo esforço do nosso presidente, que falta dar a vida para que este clube ressurja, é uma comédia de pastelão o que estamos assistindo.

Kalil não tem culpa nenhuma. A entrega dele chega a ser emocionante. Está tirando água de pedra e fazendo milagres todos os dias.

Mas eu não estou vendo a recíproca partir de onde mais conta: dos vestiários, da união dos jogadores, das preleções e da obediência tática.

Este sim é o ponto nevrálgico onde tudo acontece. E onde dói mais.

E tenham a certeza, jogadores do Clube Atlético Mineiro, está doendo muito!

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DAQUI A ALGUMAS HORAS, O GALO ENFRENTA O GRÊMIO PRUDENTE.

Para enfrentar o Grêmio Prudente, em Presidente Prudente, Luxemburgo adotará novamente o 3-5-2.

Aranha, Benitez, Werley e Jairo CAMpos; Coelho, Zé Luis, Correa, Fabiano e Junior; Tardelli e Muriqui.

Este é o time escalado para mais uma batalha. É praticamente o mesmo time que, da última vez em que foi utilizado, venceu o Ipatinga em Ipatinga.

E que, se tivesse sido usado em Santos, não teríamos perdido da forma como perdemos.

O 3-5-2, embora dê a impressão que é um sistema defensivo radical, na verdade é um esquema que solidifica a defesa sim, mas abre inúmeras possibilidades de ataques pelas laterais, pois libera os alas para apoio aos atacantes.

Além disso, torna o meio de campo mais congestionado, dificultando as ações ofensivas do adversário.

O Atlético não tem um histórico de boas partidas jogadas nesse esquema. Mas, com Luxemburgo, apenas em um jogo não foi bem, se não me engano.

Em Presidente Prudente, há de se ter todos os cuidados do mundo. O Grêmio Prudente vem de uma goleada humilhante de 6 a 1, em Florianópolis, para o Avaí.

Então vem mordido e disposto a se redimir frente ao Galo.

O Atlético, que antes tinha a justificativa do cansaço, agora já não tem mais. A semana foi proveitosa, o time descansou e está completo, sem desfalques.

Não existe, a não ser a grama louca do estádio em Prudente, nada que impeça a segunda vitória rumo ao título do brasileiro.

É o mesmo adversário que enfrentaremos na primeira partida pela sul americana, cujo título dará vaga na Libertadores 2011.

A sul americana tem hoje a mesma importância de uma Copa do Brasil. E não dá para disputar um torneio como este com reservas ou times mistos.

E nós temos capacidade para disputar simultâneamente dois torneios importantes com a mesma equipe titular? Claro que não.

Por isso é vital que se tenha, daqui para a frente, no mínimo, dois jogadores de alto nível para cada posição.

E nós temos? Não, não temos. Hoje o nosso time titular é infinitamente superior ao reserva, embora este seja muito melhor que os titulares que tivemos em eras recentes, antes de Kalil retomar as rédeas do clube.

Chegamos à conclusão de que precisamos de reforços. Ricardo Bueno e Diego Macedo já chegaram. Mendez vem em julho. Outros estão em plena negociação.

Enfim, a diretoria está se movimentando. Enquanto isso, o Grêmio Prudente nos espera em São Paulo.

Então, só nos resta partir pra dentro deles, meu Galo!

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ATLÉTICO 2 X 0 IPATINGA. SOMOS CAMPEÕES!!!

O grito, há 3 anos preso na garganta, está solto nas ruas de Belo Horizonte novamente.

É CAMPEÃO! É CAMPEÃO! É CAMPEÃO!

O projeto de Kalil e Vanderlei Luxemburgo, que era para ser de médio a longo prazo, já deu frutos no primeiro campeonato que disputou, há pouco mais de 3 meses iniciado.

Os dois melhores times de Minas se enfrentaram hoje e o Atlético trancou todas as portas possíveis à boa equipe do Vale do Aço.

Não houve condescendência nenhuma. Não houve perdão.

Por respeitar o Ipatinga, o Galo acabou não lhe dando chances, nem sequer nos chutes de longa distância. Não lhe concedeu o direito de resposta.

O Ipatinga foi saboreado, mastigado e deglutido sem sustos de última hora.

A consistência desse time é flagrante. Sabe o que faz em campo, sabe distinguir a melhor jogada e não dá sopa pro azar.

Na perda de posse de bola, a recomposição é imediata. Voltam quase todos e só mesmo Tardelli e Muriqui permanecem à frente. E olha que nem sempre.

Seriedade, suor e competência. Talvez sejam as três palavras que melhor definem o time do Galo hoje em dia.

Não há jogada perdida e não existe esmorecimento. A dinâmica de jogo é a mesma do primeiro ao último minuto.

Cada dividida é disputada como se fosse o último pão nos guetos judaicos de Berlim, durante a segunda guerra mundial.

Hoje se podia perder de até 1 a 0. Mas não. A equipe entrou em campo como se necessitasse da vitória. Como se a vitória fosse essencial para colocar a faixa no peito. E não era!

Jogou uma decisão como se deve jogar uma decisão. Nem mais nem menos.

Intensificou a pegada no meio de campo, não deu espaços aos atacantes do Ipatinga e partiu para cima da equipe adversária como verdadeiro time grande que é.

E quando no segundo tempo, o Ipatinga voltou com o propósito de agredir mais, o Galo ajustou as peças na defesa e valorizou todos os contra-ataques.

Foi assim que fizemos o primeiro gol, quando Jairo CAMpos tomou a bola, serviu a Correa  e este, de forma maravilhosa, lançou Muriqui nas costas do zagueiro.

Então foi só rolar para Tardelli, que estufou as redes para arrancar o primeiro grito de campeão da massa.

Fora as chances que perdemos, principalmente a de Muriqui, que no exato instante de marcar, pisou na bola e permitiu que o goleiro a defendesse para a linha de fundo.

Mas não há espaço para críticas hoje. Muriqui, na opinião deste blogueiro, foi um dos melhores em campo.

Todos foram muito bem. Há que se curtir o título. A nação atleticana, neste momento, está vibrando e festejando o título mineiro.

Ainda mais quando o gol do título, o gol que sacramentou tudo, foi do maior ídolo da massa nos últimos tempos.

Marques entrou faltando 15 minutos e, aos 42 da segunda etapa, após um passe magistral de Ricardinho, tocou para o fundo das redes.

Tirou a camisa, hasteou-a na bandeirinha de córner e agitou-a em reverência enternecida à nação atleticana. E terminou o jogo chorando de emoção. Chorei junto com ele.

É o último campeonato mineiro de Marques. Quis o destino que ele marcasse o segundo gol da decisão. O Messias é um predestinado.

Tomara que ele encerre a carreira carregando no peito a faixa de campeão brasileiro de 2010.

O Galo, enfim,  foi campeão novamente.

Libere suas lágrimas, meu irmão atleticano. Eu já deixei que as minhas molhassem meu rosto e oxigenassem o meu sangue e meu coração.

É a melhor maneira de extravasar o sentimento absurdo de amor pela camisa mais linda do mundo.

A camisa que nós amamos é campeã. Nós somos campeões!!

E, se não nos segurarem com táticas anti-desportivas este ano, vamos beliscar mais troféus por esse Brasil afora.

Parabéns, presidente Kalil. Parabéns Luxemburgo.

Parabéns, meu Galo querido. Você merece!!! Nós merecemos!!

(Talvez você não tenha tido a oportunidade de ler o post da prévia do jogo, porque eu o escrevi poucas horas antes de sair para o Mineirão. Sugiro lê-lo, pois se trata de uma homenagem ao povo atleticano, especialmente para os exilados distantes do nosso Galo querido.)

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IPATINGA 2 X 3 ATLÉTICO. UM TIME EM CRESCIMENTO? QUE NADA. JÁ CRESCEU!!

Não venham me dizer que o Atlético está em formação. Não me digam que o Atlético ainda está adquirindo conjunto.

Não concordo mais com esses argumentos. O que eu vi hoje, novamente, me faz crer que o time já sabe como jogar junto, tem vários esquemas de jogo, e em suas várias alternâncias, cada jogador tem a exata noção do que fazer em campo.

Embora não tenha jogado bem os 90 minutos da partida, eu gostei do Galo do primeiro ao último minuto.

Eu explico: Quando no início, o Ipatinga teve um leve domínio e acabou marcando através de um gol contra de Fabiano, mesmo assim admirei o posicionamento do nosso time.

E depois do gol, notei que o time não se desesperou. Continuou na mesma toada, sem perder o foco. Toques pra lá, toques pra cá e enfiadas de bola rasteiras para os atacantes. Mais toques pra lá, mais toques pra cá e outra enfiada perigosa.

Quando se vê isso, tenham a certeza: é treinamento. Muito treinamento.

E não sei se vocês repararam. Os toques de primeira se multiplicaram e as triangulações se tornaram frequentes. O único que permanece mais tempo com a bola é Ricardinho, que hoje jogou o que há muito não jogava.

E ele tem mesmo que segurar a bola, às vezes, porque sempre vai procurar a melhor opção de ataque. E precisa saber quem está se deslocando em melhores condições. Em 90% das jogadas, ele serviu ao melhor colocado e bem que deixou alguns na cara do gol.

E na cara do gol perdemos gols feitos. Umas duas com Tardelli (inclusive uma de cabeça a meio metro do goleiro), outras tantas com Muriqui e até com Werley perdemos gols hoje.

Isso sim me preocupa. Porque não basta jogar bem e criar chances a todo momento. Há de se  convertê-las em gol, que é a razão do futebol.

Em razão do desperdício de tantos lances, o resultado foi de “apenas” 3 a 2. Se o Galo tivesse transformado em gol 50% das chances que criou, o placar final seria tão elástico quanto uma calça de training velha.

Por isso, eu reafirmo que gostei do Galo do primeiro ao último minuto. Mesmo quando cedeu espaço ao Ipatinga no segundo tempo e este empatou em novo gol contra, desta vez do Zé Luis, o Galo estava tão bem postado em campo que eu não duvidei nem por um segundo que o terceiro gol sairia.

Ou mesmo que não saísse, mas o que eu estava prestando atenção era nas tramas do meio, nas encostadas de bola, nos lançamentos de primeira, no nível de inteligência das estratégias de ataque e até mesmo nas coberturas dos laterais.

E o que constatei é que o Galo está se tornando um conjunto bastante interessante. Hoje os atletas jogam uns perto dos outros. A compactação no meio está vibrante, sem brincadeiras e sem preguiça.

Nesse momento decisivo, a dimensão da importância da jornada está na cabeça de cada um, cristalizada pelas preleções de um técnico que, a cada dia que passa, confirma toda a sua competência.

Neste time, ninguém deixa de correr. Ninguém se omite. Jogue mal ou jogue bem, você sente que o time transforma cada dividida num prato de comida.

O Galo, de novo, venceu e convenceu.

Hoje, excepcionalmente, vou dar notas aos jogadores. Peço aos caros amigos do L&N, que deem seus pitacos (concordando ou não comigo).

Aranha: Não falhou uma única vez. Seguro para nós e para os jogadores. Nota 9,5.

Carlos Alberto: Tem lá suas deficiências de cruzamentos. Mas foi, como sempre, um raçudo em campo. Nota 7.

Werley: Quase marca um gol. E defendeu muitos. Nota 9.

Jairo CAMpos: Ninguém se cria com ele. Nota 9,5.

Leandro: Muito atuante na defesa, onde foi bem. Só erra passes demais. Nota 7.

Junior: Entrou e deu o passe para o terceiro. Nota 8.

Zé Luis: O cara tem um fôlego de gato e uma excelente saída de bola. Muita gente duvidou quando eu elogiei veementemente a sua primeira passagem  pelo Galo. Aí está a confirmação. É um senhor volante. Nota 10.

Correa: Tem um gás e uma garra que nos farão muita falta se não renovar o contrato. Nota 9,5.

Benitez: Entrou no lugar de Correa e fechou o lado direito. Nota 8.

Fabiano: Não errou tantos passes, mas deixa o combate no meio para os outros. Nota 7.

Jonilson: Até atacar o Jonilson atacou, para surpresa do Ipatinga. Nota 8.

Ricardinho: Na minha modesta opinião, foi um dos melhores em campo. Tem um estilo diferente do que a torcida está acostumada, mas dá passes precisos. E hoje foi muito mais contundente, com enfiadas de bolas perigosíssimas. Prefiro tê-lo no meu time do que jogando contra. Nota 9,5.

Tardelli: Marcou um gol, deu o passe para o segundo, produziu jogadas interessantes e só não fez mais um porque o goleiro deles é ágil demais. Nota 9,5.

Muriqui: E eu lá vou criticar um cara que marca dois gols para o Galo em partida decisiva? Nota 10 nele!

O juiz Salvio Spínola: Excelente. É um juiz de futebol e não de tênis, como os daqui. Nota 10.

É isso. Força, meu Galo, vamos detonar o Santos!!!

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DAQUI A POUCO, IPATINGA X ATLÉTICO.

Hoje é mais um dia de decisão.

A massa atleticana de Ipatinga e a que segue de Belo Horizonte para aquela cidade se encontrarão no Ipatingão e lá se converterão numa só voz.

A voz que é um ronco, um urro de paixão. Esta voz caliente é que acalentará o Galo dentro de campo, na batalha desta tarde.

Portanto, o Atlético, o clube que mais títulos conquistou na história mineira, estará jogando em solo pátrio.

O título está a um palmo da mão, mas para assegurá-lo, o Galo terá de unir forças dentro de campo da mesma forma que as torcidas de Belo Horizonte e Ipatinga se unirão fora dele.

Se repetir a atuação de Recife, o Atlético certamente será o vencedor do confronto.

O Ipatinga não é um time bobo. Muito antes pelo contrário. Prova disso é que massacrou o cruzeiro em pleno Mineirão, atropelando juiz, bandeirinhas e tudo que lhe surgiu pela frente.

Se voltar a jogar no mesmo nível, o bicho vai pegar. Não será fácil vencer o valente time do Vale do Aço, com moral pra dar e vender.

De uma coisa eu tenho certeza: será uma partida eletrizante do princípio ao fim.

O esquema defensivo do Galo está se acertando a cada jogo. O sistema com 3 zagueiros tem protegido a área de uma forma que não acontecia antes.

Por isso, Luxemburgo deve dar seguimento e adotá-lo novamente, embora, até este momento, a escalação ainda seja uma incógnita.

Escalação esta que, provavelmente, terá: Aranha, Benitez, Jairo CAMpos e Werley; Carlos Alberto, Zé Luis, Fabiano, Correa e Junior (Leandro); Tardelli e Muriqui.

Entretanto, não se surpreendam se a equipe não for esta. Luxemburgo costuma pregar peças no adversário e a gente vai junto no susto.

Na tarde deste domingo ensolarado, os jogadores têm de entrar em campo sabendo da importância deste título para a nação atleticana.

Será apenas o início de um trabalho, mas se for coroado com uma faixa de campeão, dará consistência a todo planejamento de Kalil e Luxemburgo.

Sei que o título mineiro não é tão expressivo quanto os outros. Mas é importante aos olhos e ao coração da massa, que verá nele um justo fator de crescimento de sua auto-estima em Minas Gerais.

Os azuizinhos fingem desprezar o campeonato daqui, porém, após a fragorosa e vergonhosa desclassificação, até manifestações de protesto já fizeram no lado afrescalhado da lagoa.

Ok, ok, tá certo que foram chiliques histéricos de rasgar a camisola com as unhas, mas mesmo este tipo de piti afeminado também pode ser considerado uma  manifestação de protesto, não é verdade?

Enfim, vamos para o jogo e tomara que a preleção do Luxa seja de arrepiar mentes e corações dos atletas.

Vamos pra cima deles, meu Galo querido!!!

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PEDIDO DO L&N: Presidente Kalil, até hoje a Loja Virtual do Galo não foi liberada para que os atleticanos do interior comprem as novas camisas. Com toda a razão, eles estão se sentindo desprestigiados.

Por favor, libere a LOJA VIRTUAL, presidente. A nação atleticana não é feita só de belohorizontinos!!!

O LANCES&NUANCES SEM FRESCURAS!

É sempre bom esclarecer alguns pontos que, na cabeça de alguns, podem ficar nebulosos diante do posicionamento crítico do L&N em relação aos últimos jogos do Galo.

1 – O L&N, pelo fato de criticar a performance do time, a produção de alguns jogadores e a atuação da comissão técnica em jogos pontuais, não está se colocando, de forma alguma, contra o projeto a longo prazo de Kalil e Luxemburgo. Pelo contrário, estará sempre a favor porque acreditamos ser uma das poucas oportunidades que temos de nos livrarmos das consequências trágicas de tantos anos sob a incompetência insana de dirigentes podres, que quase destruíram o Galo.

É importante salientar que, em sua grande maioria, os post’s publicados neste blog  são de elogios e apoio às contratações, à administração do Kalil (o melhor presidente que tivemos nos últimos vinte e tantos anos), ao trabalho do Luxemburgo e ao time em geral.

Todavia, quando criticamos, é justamente para que a exata noção da diferença entre a realidade e a fantasia não se perca no emaranhado de elogios irreais.

Elogiar sempre, mesmo quando o time não é merecedor, só para demonstrar um apoio questionável, não encontra respaldo por aqui.

O atleticanismo não pode ser exercido dessa forma. O costume de tapar o sol com a peneira não pode ser (e nunca foi) a solução para problemas em qualquer ramo de atividades.

Quando a crítica é justa, exercê-la é ainda a melhor maneira de apoiar incondicionalmente o Clube Atlético Mineiro.

2 – O L&N, mesmo quando critica reiteradamente determinado jogador, NUNCA torcerá contra ele no campo de jogo só para que se confirmem as suas previsões. Isso não seria ético, não seria de bom-senso e principalmente, não honraria o escudo alvinegro que carregamos no coração.

Na verdade, sempre torcemos para que aqueles jogadores que não rendem o que deles se espera, possam se redimir perante a torcida com atuações convincentes e resgatem toda a esperança depositada neles.

Um dos maiores prazeres do atleticano é ter a língua queimada mais cedo ou mais tarde, pois isso significará que, de onde menos se esperava,  surgiu um elemento de força dentro de campo, evitando-se assim recorrer a contratações onerosas ao clube.

Porém, enquanto esse tipo de jogador de poucos minutos de bom rendimento continuar produzindo pouco e não contribuindo com a equipe (com ou sem a bola), continuará sendo criticado do mesmo jeito que antes… ou até mais.

3 – O L&N se posta visceralmente contra as vaias enquanto a bola rola, sejam elas direcionadas para toda a equipe ou só para determinado jogador. Em todos os post’s anteriores, nos quais a vaia foi assunto,  o nosso posicionamento sempre foi de total repúdio a esse tipo de comportamento.

A torcida do Galo nunca se mostrou adepta às vaias e os últimos acontecimentos têm desmentido essa afirmativa. Sabe-se lá porque. Esperamos que essa praga desapareça de nossas arquibancadas o mais rápido possível e não encontre nunca mais o caminho de volta.

Aqui é um reduto de atleticanos ferrenhos, alucinados e em estado terminal. Aqui vivemos às custas de aparelhos. E estaremos com o Galo aonde ele estiver, cada dia mais forte e vingador.

Seja em qual condição for de pressão e temperatura!

Pois aqui é Galo até na alma. E sem frescuras, porque frescura é coisa de maria!!!

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O GALO MUDOU A CARA NA INTERNET…

Projetado por Gabriel Azevedo, Diogo Albernaz , Ernesto Zarovitch e Cristiano Bunte, o novo site do Galo está de cara nova na Internet.

Coisa bacana demais, digna dos atleticanos de todos os lugares do mundo. Não perde para ninguém em design, interatividade ou em outros quesitos importantes no mundo virtual.

Além de todas as novidades, há também a possibilidade de se ter um email com o seu login e mais @galo.com.br.

Não deixe de visitá-lo. O endereço é: http://www.atletico.com.br/site/.

Também a direita desta página, tem o link (Novo Site do Galo), onde se pode clicar.

No novo site do Galo, seção multimídia, Galo2.0, o Lances&Nuances foi indicado como um dos blogs atleticanos. Muita honra para este blogueiro.

Parabéns pela mudança, meu Galo! É mais um orgulho da era Kalil.

O Galo está se modernizando e buscando interação total com a massa alvinegra.

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A FMF MERECE UM PÉ NA BUNDA! QUE OS JUNIORES JOGUEM O RESTANTE DO CAMPEONATO!

Depois de mais uma palhaçada de um juiz do quadro da FMF, que expulsou o Leandro, do Galo, numa jogada que nem falta foi;

Depois de constatar que o árbitro usou novamente de critérios distintos para a condução do jogo, uma vez que qualquer faltinha do Galo virava faltona e as do América/TO nem interrompiam a jogada;

Após verificar que só uma pessoa insana, dessas que comem sanduíche de patê de vidro moído, poderia ter a desfaçatez de  dar prosseguimento ao jogo em um campo mais alagado que a lagoa da Pampulha;

NÓS CHEGAMOS À SEGUINTE CONCLUSÃO:

Nós estamos sendo roubados em conta-gotas, minados minuto a minuto, dentro de um campeonato caipira que não traz benefício nenhum ao Galo se conquistá-lo ou não.

Neste momento, o campeonato mineiro só serve para desgastar os jogadores e tirar o foco da Copa do Brasil e mais para a frente, da Sul-Americana.

O cruzeiro tomou conta da FMF e apita os jogos do Atlético por telefone!!!

O apitador em campo não passa de um boneco de ventríloquo, um pau mandado a serviço da enseada das garças.

Então, se é assim, que botemos os juniores para jogar e um ou outro profissional que tenha de pegar ritmo de jogo atue de vez em quando.

Ou até mesmo, para não deixar de treinar o time de cima para a Copa do Brasil, que este só jogue contra equipes menores. Que os clássicos sejam disputados pelos juniores, sem a presença da torcida alvinegra.

Pois a FMF recebe percentual das rendas. E percentual de zero é zero.

Que a Federação Mineira passe a depender somente das rendas da torcida cor de rosa para ver o que é bom pra tosse!  Se depender só deles, até quando a FMF vai continuar funcionando? Não dou um ano! Percentual de mixaria é mixaria!

O Leandro foi expulso e terá de cumprir a automática? Ué, mas o Wellington Paulista também o foi e não teve de cumprir nada disso.

Que o Atlético entre com uma liminar devidamente assinada por um juiz atleticano (já que virou bagunça, vamos participar dela!) e transforme a suspensão automática em 5 cestas básicas!

Porque vale para eles e não vale para nós? Afinal, a absolvição do cruzeiro no caso Wellington Paulista agora virou jurisprudência!!

Nós podemos sim, dar um fim nessa festa corrupta e desavergonhada que tomou de roldão os bastidores do Mineiro. Afinal, somos o clube que sustenta a FMF com rendas altas.

Nós podemos acabar com esta mesada em dois tempos. Basta querermos!

Como um verme parasita, a FMF está chupando o nosso sangue de canudinho.

Se o Kalil decidir jogar com juniores, este blog estará ao lado de nosso presidente.

Disputar um campeonato sem credibilidade nenhuma, e que nem o título nos renderá algo de bom, só serve para desestabilizar o Galo e matar todo mundo de raiva.

Ainda mais se considerarmos as armações que o cercam e que só nos prejudicam.

Não, meus amigos, não vale a pena!

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BIENVENIDO, CACERES. NUESTRA CASA ES SU CASA!

CÁCERES, DE VOLTA À SUA CASA.

Meu caro Cáceres,

Antes que você pegue esse avião que o trará de volta para o calor da torcida atleticana, receba esta carta de um atleticano (não acrescentarei o adjetivo “fanático” porque incorrerei num pleonasmo de todo tamanho) que torceu muito por sua contratação.

Aliás, eu não torci não, zagueirão. Foi muito mais que isso. Dentre outras coisas, eu cheguei a dormir em frente ao computador esperando a twitada de nosso presidente, o que me valeu um torcicolo dos diabos no dia seguinte.

Alguns amigos meus espalharam por aí que eu fiz mandingas em encruzilhadas, visitei terreiros de macumba, fiz promessas impossíveis, mas não acredite nisso. Tudo é intriga da oposição e de amigos que gostam mais da piada do que conservar amizades antigas.

Pois é, Cáceres. Eu sou um dos milhões de atleticanos que sofreram com a nossa queda para a segunda divisão em 2005, ano fatídico em nossa história. Nunca nos daremos o direito de esquecer esse momento, pois se isso acontecer um dia, poderemos cair na mesma cilada.

E você estava lá, jogando numa equipe fraca e anêmica. Mas nunca esmoreceu. Nunca entregou a rapadura, mesmo quando os seus colegas de time desanimavam e perdiam o jogo sem honrar essa camisa de tantas glórias. A anemia não o atingiu e logrou ser um gigante no meio de pigmeus.

Você sempre lutou até o último fôlego. Com raça, com classe e com um senso de colocação dentro da área que nunca vi em outro zagueiro que não fosse o Luisinho. Você já viu o Luisinho jogar? Ah, meu amigo, um dia você vai ver algum vídeo que mostre o Luisinho jogando. Que maravilha! Formariam a zaga dos sonhos, se você fosse da mesma geração que ele.

E a torcida do Galo nunca se esquece daqueles que honram o manto, como você o fez, apesar da queda e da tragédia.Você foi um dos poucos que mantiveram o respeito e a idolatria da massa porque respeitou a camisa e morreu por ela muitas vezes em campo.

Poucos mereceram tanto o título de ídolo da massa.  Por isso, xerifão, o queremos de volta. Queremos que você transmita aos mais novos o que é ter gana de vencer, o que é subir na disputa por uma bola com um adversário muito maior que você e mesmo assim ganhar a jogada apenas na impulsão e na vontade.

Ansiamos, capitão, que você volte a gritar com os caras que não estão na mesma sintonia da vitória a todo custo. No fundo no fundo eu gostaria, meu amigo, que você lhes desse uma porrada bem dada pela cara afora, mas eu sei que isso pode se transformar numa expulsão. Então não o faça. Só dê uma bronca em portunhol e o cara vai entender só pelas faíscas de seus olhos de guerreiro.

Eu e uma turma boa aqui do blog L&N torcemos como nunca pela sua contratação, companheiro. E milhões de atleticanos ferrenhos pelo mundo afora. Você não imagina o quanto a sua volta é importante para o momento que vivemos. Um momento de retomada de nosso orgulho promovido pelo nosso presidente Kalil.

Ah, por falar nisso, sabia que agora nós temos presidente? Pois é, meu camarada, agora o temos. Que coisa boa, né? Um presidente que luta pelo Galo, que conhece os anseios da torcida, que respeita a camisa preta e branca como se ela estivesse vestindo o seu próprio pai, Elias Kalil.

Hoje Elias só a veste no céu. Mas grita Galooooo com a mesma força com que nós gritamos aqui em baixo. E, tenho certeza, protege o nosso presidente, que é muito caro para nós.

O título desta carta, prezado amigo, foi inspirado em uma frase dita por um grande amigo, o Jota Paraná, quando parecia que você viria, dias atrás, e não veio. Ele também, de longe, vibrou com o seu retorno à Cidade do Galo.

Então não resisti: Bienvenido, Cáceres. Nuestra casa es su casa. Bonito demais, né não? E é de coração.

E se você disse, como eu li, que a única proposta que lhe interessava era a do Atlético, então, meu amigo, prepare seu coração para a chegada em Confins.

Você navegará nos braços da massa. Seja feliz conosco, Cáceres. É tudo que podemos desejar. E agradecer sua volta.

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AGORA ALGUÉM DUVIDA QUE OBINA É MELHOR QUE ETO’O?

Pelo twitter, Kalil comunicou à massa que Obina vem aí para reforçar o Galo.

Investimento do Galo: Zero.

Escorado por um grupo de investidores que decidiram apostar no jovem centroavante, Kalil fechou o negócio em torno de R$ 1,7 milhão por 50% de seus direitos. O Galo terá uma participação (não divulgado o percentual) em caso de venda futura.

Certamente muitos atleticanos não gostaram desta contratação e têm todo direito de não gostar. Afinal, Obina sempre foi uma personagem folclórica no Flamengo e custou a se firmar entre os 13 ou 14 titulares do time.

Foi emprestado, ano passado, ao Palmeiras, quando lá se encontrava Luxemburgo. E, nos jogos que assisti, ele foi muito bem, inclusive marcando gols decisivos.  Até que se meteu a  trocar socos com o zagueiro Maurício e foi dispensado.

Eu não comungo com os que não gostaram da contratação. Na minha opinião, Obina tem muito a crescer ainda como centroavante, mas é um nome excelente para a equipe.

É novo ainda (27 anos) e tem um faro de gol respeitável. Pode render muito com Tardelli ao seu lado, dentro de campo, e, principalmente, com Luxemburgo fora dele.

Aliás, Obina foi uma indicação do próprio Luxemburgo. Os dois se deram muito bem no Palmeiras.

O novo atacante do Galo vem cercado de desconfianças por grande parte da torcida, mas Tardelli também veio assim, embora não neste nível.

Se formos fuçar mais profundamente no baú do futebol, Dadá Maravilha também aportou por aqui de uma maneira muito pior. Outro exemplo, desta vez mais recente, é Jonilson, em quem ninguém acreditava (inclusive eu) e acabou tostando a nossa língua.

Tanto quanto o grupo de investidores (mas sem meter a mão no bolso a não ser para comprar ingressos para vê-lo), eu também aposto todas as minhas fichas no folclórico baiano para voltarmos a jogar com um centroavante rompedor na área.

O Galo sempre jogou assim e fez de muitos centroavantes jogadores de seleção brasileira. Querem um exemplo? Guilherme, que era terceiro reserva no Vasco e aqui ele arrebentou a boca do balão. E acabou convocado, lembram-se?

Obina só é folclórico porque é sincero, simples e humilde. Diz o que pensa sem antever maldade nas pessoas. E acaba pagando um preço por isso. Da minha parte, eu adoro gente assim. São pessoas que olham direto nos seus olhos e dizem as coisas na bucha, sem enrolações. Sem querer transformar um delicioso arroz com ovo mole em risoto de prole de galinha à la Paris.

Dentro de uns 4 meses, Obina terá um concorrente sério a enfrentar: Reinaldo, que está se recuperando de lesão na Cidade do Galo. Este é um senhor centroavante, tenham a certeza disso. Para mim, muito melhor que Kleber Pereira, que muitos queriam por aqui, apesar de ganhar 220 mil/mês com 34 anos de idade.

Eu torço muito para que Obina se consagre com o sagrado manto do Atlético.  Quanto mais gols fizer, melhor para nós.

Parabéns, presidente Kalil, por esta contratação. Não temos de sair em busca de medalhões e nem de nego que já está com o burro na sombra em termos financeiros.

Nosso negócio é fazer um time forte dentro de campo e muito mais forte ainda na mente e no coração. Queremos jogadores que não gostem de perder nem jogo de porrinha. São estes os que viram ídolos da nação alvinegra.

Então, a partir de hoje, para mim, Obina é melhor do que Eto’o sim. E tenho dito.

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