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ATLÉTICO 2 X 2 PONTE PRETA – FRUSTRA, MAS NÃO DESMERECE.

Não quero criticar um técnico que é o maior responsável pela montagem e acerto desse timaço que o Atlético é hoje.

Cuca pinçou contratações acertadíssímas, analisou as características de cada jogador e o lançou exatamente onde produz bem na engrenagem. É o responsável direto pela liderança e pela fluidez com que a equipe joga.

Por isso é que me espantei com a forma como Cuca abriu o time ontem. A entrada de Guilherme no lugar de Serginho foi uma grande sacada, pois a equipe empatava a partida. Ok. Naquele momento, tudo o que se pedia era ousadia e ele ousou no instante certo.

Entretanto, após o segundo gol, era premente uma substituição mais conservadora, que retomasse o poder de combate no meio de campo. Uma boa pedida seria Soutto no lugar de um atacante. Mas não, Cuca seguiu abrindo ainda mais e lançou Berola e Leonardo.

E aí toda a responsabilidade pela proteção à defesa ficou à cargo de um só volante, Leandro Donizeti. Foi quando a Ponte Preta, contando com espaços em profusão e uma sorte rara, empatou o jogo.

Eu não entendi a intenção. Um 2 a 1 contra Ponte Preta ou contra o Fluminense é a mesma coisa neste campeonato tão difícil. Golear a Ponte não traria resultados práticos. Afinal, guardar 3 pontos na sacolinha é o que importa, seja vencendo o Íbis ou ganhando do Barcelona. E se for de meio a zero… vale também.

Enfim, foi um deslize que, à luz da razão, serve como lição e pode até revigorar a concentração do time, se estiverem com a cabeça forte para não se abaterem. E não empana, de modo algum, o excepcional trabalho que Cuca faz. Frustra, mas não desmerece.

O Fluminense também empatou e o Grêmio encostou. Embora tenhamos ganhado apenas 2 pontos dos últimos 6 disputados, ainda somos líderes. E agora temos pela frente uma pedreira chamada Corinthians que, além de poderoso elenco, conta com a subserviência da Comissão de Arbitragem da CBF.

Bem que podíamos estar viajando para São Paulo com uma gordura de 4 pontos para o segundo colocado, mas, se não foi possível, paciência. É seguir em frente com toda garra e com todo apoio do mundo.

Espero que o Galo esteja disposto a afiar as esporas novamente e voltar a vencer. Se isso ocorrer em território paulista, será uma vitória épica!

Eu creio nisso! E você, amigo, acredita? Sua opinião é importante.

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Assistam aos melhores momentos:

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ATLÉTICO 2 X 2 CRUZEIRO – PELO AMOR DE DEUS, NÃO DEIXEM CHUTAR!

Tivesse o Galo repetido no segundo tempo o que tinha feito no primeiro, e hoje estaríamos comemorando uma goleada, sem nenhuma dúvida.

Na primeira etapa, o Atlético sufocou o cruzeiro, que só conseguiu dar um chute a gol, assim mesmo do meio da rua. O Galo, por sua vez, jogando com raça, combatendo em todos os quadrantes do campo e agredindo incansavelmente, sufocou o time das garças. Além dos dois gols, poderia ter convertido outros.

No segundo tempo, o Atlético diminuiu o ritmo e mesmo assim não foi pior que o cruzeiro. Foi um jogo parelho, essa que é a verdade. E o cruzeiro contou com a complacência do árbitro, que viu a agressão covarde de Roger Surfistinha em Danilinho e aplicou somente o cartão amarelo. A cor do cartão foi a mesma de sua coragem. Naquelas alturas, a expulsão de uma garça seria a decretação da vitória do Galo.

O Atlético deveria ter mantido o embalo alucinante do primeiro tempo, mas não o fez. E foi aí que o caldo entornou. Um time que tem Renan Ribeiro como goleiro, não deve se dar ao luxo de administrar o resultado. Ter Renan sob as traves é como ter uma espada sobre as cabeças dos defensores, pois não podem deixar chutar, nem cabecear, nem cruzar… enfim, são obrigados a terem 100% de acertos durante os 90 minutos, coisa impossível de acontecer no futebol. Se errar uma, a bola entra, pois lá atrás o goleiro é uma peneira.

Desta vez, nem precisou de falha da zaga. Renan Ribeiro se incumbiu de fabricar a lambança toda sozinho, se confundindo no tempo de bola e permitindo que o atacante cabeceasse com o gol vazio. A ÚNICA bola na direção do gol entrara!! Aliás, como em muitas outras ocasiões nestes últimos dois anos.

Nós temos o pior goleiro da série A. Se bobear, temos o pior goleiro das séries A e B. Não tem no futebol brasileiro um arqueiro tão inseguro. Entrar na disputa do campeonato nacional com Renan Ribeiro é um verdadeiro SUICÍDIO!

Renan Ribeiro tem o raro dom de ressuscitar adversários mortos em campo. Não fosse aquela falha ridícula e o cruzeiro estaria tentando empatar até agora. Mas pelo contrário, com o gol se encheu de esperança e acordou em campo na mesma proporção que o Galo sentiu o golpe e se retraiu.

Mesmo assim ainda tivemos, nos pés de Guilherme, a chance de fazer 3 a 1. E por perder 2 gols, Guilherme foi vaiado. Foi um dos melhores em campo, mas foi vaiado, na minha opinião, injustamente.

Quero ressaltar o retorno de Bernard, que jogando bem ou mal, imprime uma dinâmica de jogo veloz ao conjunto alvinegro. O garoto é atrevido e não tem medo de cara feia.

Fillipe Soutto jogou bem, mas quando o cruzeiro reforçou o meio e igualou as ações por ali, o garoto se perdeu na marcação. É muito bom com a bola nos pés, mas peca na pegada. Leandro Donizeti fez muita falta, principalmente na segunda etapa, quando houve a necessidade de um espanador na frente da zaga.

Porém, se eu fosse Cuca, estudaria a possibilidade de lançar Soutto à frente de Pierre e Donizeti.

Continuo pensando o mesmo: O Atlético precisa se reforçar para o Brasileirão. Pelo menos, 4 contratações. Independentemente de grandes nomes, mas de titulares produtivos.

Sobretudo de um bom goleiro. Não para operar milagres, mas, pelo menos, fazer as defesas difíceis que Renan Ribeiro não faz. Acontecendo isso, não entregaremos jogos fáceis como os de ontem e nem correremos o risco de infartar a cada bola alçada sobre a área… ou de chutes do meio de campo.

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Assista aos melhores momentos da partida.

VILLA NOVA 1 X 2 ATLÉTICO – AVENTURAS NO PASTO.

O que dizer de um jogo disputado em um verdadeiro pasto?

Para se jogar futebol profissional, precisa-se de, no mínimo, um gramado decente. No estádio Castor Cifuentes, gramado decente é expressão intraduzível do dialeto mandarim ou tupi-guarani. E não entendo como, tanto o Villa Nova quanto a prefeitura de Nova Lima, não sentem vergonha de ofertar essa porcaria ano após ano, sem que nada seja feito para resolver o problema.

E olha que não estou falando de todo o estádio não. Estou me referindo somente ao gramado! O povo de Nova Lima merece coisa melhor, com certeza.

Tecnicamente, o jogo de hoje se assemelhou a uma pelada de amigos barrigudos e com as caras cheias de cachaça.

Devido às condições do campo, foi um festival de chutões dos dois lados. E esse comportamento tem uma certa lógica. Afinal, quando a bola está no ar, não há o sacrifício de dominá-la quicando que nem louca num gramado horroroso.

Não estou livrando o Atlético de críticas por sua baixa performance neste domingo. Não sou, nem de longe, um daqueles que tentam tapar o sol com a peneira, pois a minha maior preocupação não são os 100% de aproveitamento contra times fracos do fraco campeonato mineiro.

O que me martela a cabeça é saber em qual nível estamos em comparação com os times fortes do campeonato brasileiro, isso sim. E a cada jogo que passa, eu fico mais com a pulga atrás da orelha.

Reconheço que o preparo físico do Galo está ótimo e isso é um fator promissor. O time, depois de uma viagem estafante ao Mato Grosso do Sul, conseguiu superar o Villa Nova em termos de condicionamento, mesmo que este tenha descansado durante a semana.

Como podem notar, não fiz uma análise do jogo em sua parte tática e tampouco analisarei a partida em suas várias nuances. Eu já fui jogador de futebol e não rendia nem 10% da minha capacidade quando atuava em campos parecidos com o do Villa. Era como se a bola ficasse oval… e bola oval, caro amigo, é coisa de futebol americano. Então, não quero fazer aquilo que eu não gostaria que fizessem comigo.

Ressalto a atuação de Leandro Donizeti, que parece jogar bem até em campo de cascalho e cacos de vidro. Desarma sem falta, ganha todas as divididas, não erra passes e ainda encontra fôlego para encostar no ataque. É, sem sombra de dúvidas, a melhor das recentes contratações do Galo. Grata surpresa!

Destaco também a garra e a disposição da equipe para buscar a virada. Não fosse este comprometimento, teríamos saído de Nova Lima amargando a primeira derrota no lombo.

Enfim, o que sei com a mais absoluta certeza, é que temos de melhorar muito. E bota muito nisso!

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ATLÉTICO 4 X 2 NACIONAL/NS – CUCA E SUAS IDÉIAS DE JERICO…

Do mesmo jeito que constrói uma equipe, Cuca a desconstrói em questão de minutos.

Para ser exato, em questão de 45 minutos.

Pois no primeiro tempo, todo aquele entrosamento que o time vinha adquirindo no decorrer dos jogos foi pro ralo. A entrada do lateral direito Carlos César no meio provocou uma catastrófica mudança de ritmo, de tal monta que travou o time por completo.

Ora, Carlos César mal consegue render bem em sua posição de origem, vai deslanchar na meia? Desculpe-me o termo, mas isso foi idéia de jerico do treinador. Invenção de um professor Pardal masoquista doido para sabotar o próprio trabalho.

Resultado: Foi a pior partida do Galo neste ano. Pelo menos, enquanto Carlos César esteve em campo.

Mancini, que entrou em seu lugar, retirou o gesso que envolvia o meio e recolocou as coisas em seus lugares. Embora persistisse jogando mal, a equipe se distribuiu melhor em campo e o domínio do jogo surgiu naturalmente, mesmo levando o segundo gol.

Nessas alturas, a virada era mera questão de tempo, apesar de jogarmos com a zaga mais exposta do que em jogos anteriores. Não porque Filippe Soutto não esteja à altura da titularidade _ ele, por estar sem jogar, perdeu ritmo _ mas porque Pierre é praticamente insubstituível neste time.

E Pierre jogando com Leandro Donizeti _ que, inquestionavelmente, marca milhões de vezes melhor que Soutto _ forma uma parede de proteção muito difícil de ser superada, ao mesmo tempo que libera os meias para atacar sem medo.

Guilherme deu uma assistência e fez um gol consciente. Mas errou demais durante toda a partida. Errar tanto contra um Nacional da vida é uma coisa. Mas fazer o mesmo contra equipes fortes pode ser fator determinante de uma derrota.

Uma curiosidade: mal reconheço Danilinho em campo. Lento física e mentalmente, pisando na bola, sem mobilidade e sobretudo, sem aquela velocidade que sempre foi o seu ponto forte. Cadê o Danilinho, campeão e maior ídolo do Tigres do México?

Destaques do jogo: Pela regularidade nos 90 minutos, Leandro Donizeti. Pelos gols, André.

Uma novidade bem vinda: Neto Berola, apesar de ser puxado, agarrado e quase esgoelado, NÃO CAIU, pasmem os senhores. E, por não cair, armou um cruzamento primoroso para o quarto gol. Houve uma conversinha ao pé do ouvido lá na Cidade do Galo?

Enfim, uma partida teoricamente fácil quase jogada no lixo pelo treinador, responsável absoluto pela pífia atuação do time, sobretudo no primeiro tempo. Se depois corrigiu _ e tinha mesmo a obrigação de corrigir as besteiras que fez _ eu reputo como queima gratuita de, pelo menos, uma substituição.

Vai entender o que se passa na cabeça de um técnico. Céu de brigadeiro pela frente e o cara, insanamente, muda a rota para o meio de uma tempestade de granizo, com raios e trovoadas. Durma-se com um barulho desses…

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O QUE PENSA DUDU CEARENSE.

O que se passou na cabeça de Dudu Cearense quando, em uma jogada isolada no treino, disparou a aplicar pontapés em Leandro Donizeti?

Sim, não foi uma entrada dura na bola ou na canela que pudesse ser chamado de combate desleal, mas que, no fundo, tivesse o benefício da dúvida. Nada disso.

Foi uma sequência de pontapés desferidos acima da linha do joelho, quando a bola não era mais alvo de disputa.

Golpes que seriam muito bem vindos no UFC de Dana White, não em treinos de times profissionais.

Repito: qual pensamento maquiavélico se apossou de Dudu Cearense naquele momento?

“Opa, agora eu pego esse cara que me tomou a posição!” Epa, aí você erra a suposição, Cearense, pois Leandro Donizeti tomou a vaga que era de Fillipe Soutto, não sua.

“Vou ensinar a esse jogador não disputar a bola com tanta gana. Afinal, isso aqui é só um treino!” Pois fique você sabendo, Dudu Cearense, que se tivéssemos 11 como ele, que treinam como jogam, não estaríamos há 2 anos lutando para não cair.

“Porra, que cotovelada foi essa? Vou pro revide!” Se você analisar o lance friamente, Leandro Donizeti protegeu a bola de forma firme, exatamente como ele faz nos jogos. Mas não houve nem sombra de cotovelada.

Na minha opinião, Dudu Cearense está desgastado na reserva e sem chances, a curto prazo, de assumir a posição. E se julga com capacidade para ser titular, pois, afinal, é um atleta de nome, já esteve até na seleção brasileira, já jogou na Europa… etc e tal.

Porém, nas vezes em que entrou, não rendeu nem 10% daquele futebol de explosão, vigoroso e objetivo que possuía antes. Não passou nem perto.

De duas, uma: ou quer impor uma escalação goela abaixo ou pretende forçar uma saída do clube.

Se for a 1ª opção, sem chance.

Se for a 2ª, talvez seja a exata interpretação do que pensa 90% da torcida, que sabe mais do histórico de Dudu Cearense como assíduo chinelinho do DM do que como um produtivo jogador de futebol.

Talvez seja a hora de defenestrar mais um repatriado que só comeu e bebeu no SPA.

Mas, por favor, sem perder dinheiro. Que joguem duro e não repitam o caso Diego Souza. Chega de queimar milhões de euros a toda hora!

Colabore com a sua opinião, caro leitor do L&N.

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Vejam as imagens e tirem suas próprias conclusões:

AMÉRICA-TO 1 X 2 ATLÉTICO – MELHORANDO AOS POUCOS.

“Não dá pra saber se um time é realmente bom disputando o campeonato mineiro. Mas dá pra saber quando ele é ruim!” Frase do Zeca, do Galocast, ontem, no twitter.

Concordo plenamente com essa definição. E seguindo por essa linha, o jogo de ontem não oferece dados suficientes para que eu possa avaliar a equipe atleticana.

Só sei que não é ruim. Em compensação, eu não sei se é boa. O adversário foi extremamente limitado, embora tenha dado um trabalho danado.

Porém, algumas considerações saltam aos olhos:

1 – O sistema defensivo está muito mais consistente com a presença de dois cães de guarda vigiando a cabeça de área. Além de marcarem, Pierre e Leandro Donizeti se revezam no apoio ao ataque. Donizeti, por exemplo, foi o cara que mais fez lançamentos corretos durante o jogo.

2 – Apesar de a zaga americana falhar constantemente, Fábio Noronha fez defesas espetaculares. Estava sempre bem posicionado e atento. Bastou a nossa zaga falhar para Renan Ribeiro, mal colocado, levar o gol. E, pelo que deduzo da reação da torcida, a culpa não é dele. É da zaga. A culpa nunca é dele.

Desde os tempos de jogador, aprendi que um bom goleiro é aquele que corrige erros da zaga, que em algum momento, falhará, com certeza. São nessas horas que o goleiro vai lá e conserta tudo. Mas isso é utopia em nossa equipe. Uma quimera distante demais da realidade.

3 – Tendo um sistema defensivo sólido, o time atacou sem medo. Às vezes, com 7 jogadores rondando a área americana. E foi aí que apareceu o jogo técnico e de toques rápidos de Escudero. Apesar de perder gols em profusão, o gringo foi utilíssimo para o time. E volta constantemente para recompor o meio. Cada vez mais, me convenço que a sua contratação foi excelente.

4 – Dos jogadores mais avançados, Danilinho foi o que destoou em meio aos baixinhos rápidos e de toques de primeira. Ainda está com a musculatura travada. Ainda não fazem 3 meses que ele participou da final do campeonato mexicano e foi o melhor em campo. Portanto, não é decadência técnica. Na minha opinião, é puramente físico.

5 – Richarlyson é um arremedo de jogador de futebol. Não sabe cruzar, erra passes ridículos, não ataca, não defende… e ainda perde penalti. Pior não foi perder o penalti, foi desperdiçar o rebote com o gol escancarado à sua frente. Está difícil entender porque Triguinho não joga.

6 – Por fim, destaco as atuações de Pierre, Leandro Donizeti, Escudero e André. E gostei de ver Guilherme e Mancini voltando nitidamente mais magros. É sinal de que resolveram focar a Cidade do Galo como centro de treinamento e não como um SPA.

Não é o time dos nossos sonhos. Na minha opinião, falta ser reforçado no gol, na lateral esquerda e falta um meia de ligação. Talvez um atacante viesse a calhar. Mas, sem dúvida, é uma equipe que parece ser melhor que a do ano passado.

Torçamos por isso!

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Vejam os gols da partida:

ATLÉTICO 2 X 0 BOA ESPORTE – DEU PRO GASTO.

Para um início de temporada, com os jogadores sem ritmo de jogo, fisicamente muito abaixo do ideal e um entrosamento ainda embrionário, até que o Atlético não foi tão mal assim.

Assistimos jogadas interessantes em meio a outras pífias. A equipe não jogou bem, é verdade, mas perna pesada e panturrilha endurecida são talvez maior obstáculo do que o próprio adversário, mesmo que este também esteja retomando as atividades.

Em termos de proposta tática, a entrada de Leandro Donizeti no lugar do bom Fillipe Souto aumentou o poder de pegada e compactou o meio e, de certa forma, blindou a defesa de forma mais sólida.

Perde um pouco de qualidade na saída de bola, mas assegura a um time apenas modesto uma maior consistência defensiva. Se tivéssemos um timaço exuberante, uma equipe tecnicamente confiável _ que retém a bola em seus pés e comanda as ações em campo  _ eu seria o primeiro a clamar por Soutto no meio.

Mas não é o que acontece. E se a nossa realidade é esta, tem mais que continuar com Donizeti, infinitamente mais marcador que Soutto. Este acabará cavando um lugar mais à frente, onde poderá desenvolver o seu toque de bola de pouca marcação.

A intenção de Cuca de reforçar a cabeça de área para suportar os avanços dos alas _ fora possibilitar aos meias encostarem no ataque _ às vezes dava certo e em outras não.

Em relação aos laterais, Carlos César soube usufruir da boa retaguarda e rendeu bem, inclusive dando o passe para o primeiro gol. Ao contrário, na esquerda, Richarlyson só faz reconfirmar as suas limitações. Em alguns momentos da partida, simplesmente não defende e nem ataca. A sua manutenção é algo surreal, tipo uma pintura de Salvador Dali.

Quanto aos meias, gostei da atuação de Escudero, que se lança ofensivamente, mas volta rapidinho para recompor o meio. O gringo vai ajudar muito a equipe na temporada.

Em termos práticos, uma boa vitória, sem dúvida. Mas, ficou bem nítida a necessidade de qualificar o grupo para objetivos mais expressivos.

Se é só para ganhar o título mineiro, ótimo. Pelo preguiçoso ritmo de atuação da nossa diretoria, parece ser essa a principal meta para 2012.

Mas se, ao contrário, a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro estiverem na pauta de conquistas, há de se pensar grande agora. NÃO DEPOIS…

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