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MÍSTICA QUE NOS EMBALA E REVIGORA!

Nem um atleticano de índole fria e distante (se é que existe um atleticano assim) seria capaz de não se emocionar com a vitória maravilhosa de ontem.

Pois não foi uma vitória qualquer. De uma só vez, demos uma voadora nos peitos do Fluminense, da CBF, do juiz da partida, da comissão de arbitragem e mais uma penca de tendenciosos imbecis deste país.

Foi, literalmente, uma conquista contra tudo e contra todos. Dentro de campo, na hora da onça beber água, o Fluminense não sabia o que fazer contra o rolo compressor em que se transformou um time de machos, de jogadores de brio, vestidos de preto e branco e dispostos a esfacelar a equipe-símbolo da vergonha em que se transformou o campeonato nacional.

E, por linhas tortas, foi o que aconteceu. Digo linhas tortas porque o Fluminense ainda conseguiu marcar dois gols. À sombra da razão, era para ter sido uma goleada de, no mínimo, uns 6 a 0. Mas eles têm um goleiro que, quando não defende, conta com uma trave amiga.

O juiz fez de tudo para atrapalhar a festa alvinegra. Anulou um gol legal do Ronaldinho, permitiu que Wellington Nem atacasse impedido, fingiu não ver uma agressão do Fred, entre outras artimanhas no meio de campo que não parecem decisivas, mas que enervam qualquer um que tenha sangue nas veias.

Foi um massacre. O Galo não negociou nenhum armistício e não aceitou bandeira branca. Qualquer resultado que não fosse a vitória seria um monumental castigo.

Do lado atleticano, Ronaldinho Gaucho foi o maestro. Mas teve a companhia de monstros como Leandro Donizeti, Bernard e Leonardo Silva. Mas como destacar só esses, sem  enaltecer o Jô, marcador de 2 gols, Marcos Rocha (que precisa treinar mais marcação), Victor, Réver, Júnior César, Pierre e Berola?

Por isso, como um atleticano emocionado e explodindo de orgulho, rendo as minhas homenagens a TODOS os jogadores e ao técnico Cuca. A nação alvinegra está vibrando nas ruas sabendo que briga ainda pelo bi-campeonato. Corações sangrando de amor explícito.

Para encerrar a crônica, divulgo aqui o que o Mike Palhano, nosso amigo que mora nos States, contou no twitter: antes do jogo, convidou alguns garotos cubanos (que brincavam na rua) para assistir à partida em sua casa. Pois qual não foi a sua surpresa ao constatar que os cubanos se encantaram tanto com o Galo que passaram a torcer como se fossem verdadeiros atleticanos. Pulavam e gritavam como se estivessem nas arquibancadas do Independência. Tenho certeza que foi um dia mágico para o Mike, ao curtir a vitória de seu time e, ao mesmo tempo, converter alguns cubanos para o bom caminho.O Galo é contagiante!

Vitória épica que nos reconduz ao caminho do título. Vitória que nos ensina, mais uma vez, a acreditar na mística de uma camisa que nos embala e revigora.

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PORTUGUESA 1 X 1 ATLÉTICO – CADÊ AQUELE FUTEBOL?

Não foi uma “quedinha” de produção. Não foi tão simples assim.

O futebol vistoso que o Galo jogou no primeiro turno está, neste momento, em alguma obscura galáxia do universo, menos por aqui.

Hoje o time depende de uma bola fortuita para marcar um gol. Nada de jogadas trabalhadas, de triangulações, de tabelas agudas em direção ao gol.

Chutões para a área e muita reza pra dar certo quase sempre se transformam em contra ataques perigosos. E olha que até Ronaldinho Gaúcho está rifando essas bolas.

No jogo contra a Portuguesa, o futebol foi nivelado por baixo. Se a Lusa foi um time limitado, o Atlético foi muito mais. E, após a expulsão de Leonardo Silva, só não levamos o gol da derrota porque Vítor fez defesas fantásticas, embora tenha falhado no primeiro tento. Mas compensou a falha com sobras.

Da mesma forma que não temos mais aquela avalanche no ataque, hoje o meio de campo, após a saída de Pierre, abriu geral, virou uma avenida. Felippe Soutto e Serginho só marcam com o olhar, ou no máximo, com um sopro. Por isso, a defesa sofreu o pão que o diabo amassou. Os caras entravam de todos os lados e escolhiam o canto, absolutamento sozinhos, sem marcação.

O empate foi uma benesse de Deus. O resultado mais justo seria a vitória da Portuguesa, sejamos sinceros.

O título está cada vez mais longe. Mas a Libertadores é perfeitamente possível. Para isso, é necessário impedir que a equipe permaneça nesta queda livre ladeira abaixo.

Algo precisa ser feito urgentemente, sob pena de, mais uma vez, morrermos na praia.

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O SECRETO SIGNIFICADO DE UMA VITÓRIA ROUBADA

É simples assim. Você acorda e a realidade te joga na cara o que você não quer lembrar. O pensamento que vem como uma pedrada é uma dessas verdades de Galvão Bueno: eu sabia!

Sim, eu sabia, você sabia, todos já sabíamos. Podem inventar até a décima-sexta pessoa do singular e do plural para conjugar, todo mundo já sabia: em algum momento, nós iríamos passar raiva, muita raiva, com a arbitragem. Eu não podia imaginar que viria com a agravante de ser no clássico, que iam cometer o pecado de nos roubar uma vitória de virada histórica, que ia ser um erro tão primário, estúpido mesmo, desses que nos faz pensar que vai mudar, se a gente assistir o VT algumas vezes.

Mas, que ia acontecer, isso era de conhecimento até do mundo mineral.

Então, caro amigo atleticano, o que fazer? Eu já assisti o VT e garanto: não mudou nada, lá só tem a burrice e a covardia vestidas de amarelo, a sorte e a safadeza vestidas de azul, e a garra e o talento em preto-e-branco.

Só me ocorreu uma coisa: tentar esquecer o crime perpetrado pelo mordomo, digo, o juiz, e me colocar nas chuteiras de quem pode resolver: os jogadores.

Nunca fui jogador de futebol. Na melhor das hipóteses, na infância, poderia ser tido como um “zagueiro-viril-mirim”, uma miniatura de Kanapkis. Isso e mais uma dose de juízo, e eu optei pela natação. Mas a gente aprende muito vivendo.

E, vivendo, eu consigo entender que os jogadores, depois que colocarem a cabeça no lugar, o que deve acontecer não antes de terça-feira, talvez quarta, vão perceber o que todos deveríamos estar gritando a plenos pulmões: QUE TIME SENSACIONAL!

As arbitragens vêm e vão, mas Ronaldinho fica. O VT não muda o golpe de tae-kwon-do do cavalinho azul, nem dá mais neurônios ou sinapses nervosas para o árbitro, mas os dois golaços, do nosso zagueiraço e do (ainda, ou de novo) maior craque que joga no Brasil, isso também continua gravado lá. No VT, nosso time continua se jogando em cada bola. As imagens da torcida, amputada no seu direito de ver o Galo fazer história, carregando o time na saída do CT, isso não se perde mais.

Que torcida é essa? E o cara do lado de lá? Tá jogando aquele tanto, outra vez? E o time deles? E o banco deles? Esses caras não param de correr? Essas vão ser as perguntas que TODOS os outros times vão se fazer, quando vierem jogar conosco ou nos receberem em seus estádios. O Galo bota medo, tem atitude de campeão, e não há juiz no mundo que nos tire isso. Se o time não perder isso, amigo atleticano, cada jogo começa com meia vitória. Hoje é preciso nos tirar três jogadores, mais a torcida e o árbitro dar mais doze minutos de lambuja, para empatar roubado.

No domingo, fui dormir líder, mas, antes de tudo, puto. Na segunda, acordei puto, mas, mais do que nunca, líder.

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FIGUEIRENSE 3 X 4 ATLÉTICO – A CANÇÃO DO GALO!

Quando o placar de 3 a 1 para o Figueirense iluminou o estádio Orlando Scarpelli, eu quase desliguei a televisão. Naquele momento, a equipe atleticana estava tão perdida em campo _ sobretudo a defesa _ que o destino da partida tendia mais para o quarto gol do Figueira do que para o segundo do Galo.

Bem acostumado com as vitórias seguidas neste ano, eu olhava a tela estupefato com mais uma bola inimiga estufando as nossas redes.

Foi bom enquanto durou, pensei, dentro do espírito trágico e pessimista que é da natureza do atleticano. Depois de tantos anos amargurando o coração com campanhas medíocres, o amor pelo clube permanece inacreditavelmente intacto. Mas a confiança nos diversos times montados nesses anos foi pro beleléu.

E justo quando um plantel reconquista a fé da torcida, eu o vejo ali, inerte e alquebrado ante um adversário apenas razoável, mas que já enfeitava jogadas para inflamar ainda mais a torcida. O Galo estava abatido e sem reação.

Sem reação? Ledo engano. Glorioso engano! Numa bola alçada por Ronaldinho Gaucho, Leonardo Silva sobe, cabeceia e inicia o verdadeiro canto do Galo. Uma canção que dignifica a raça, a verdadeira entrega, aquilo que se denomina “o coração na ponta da chuteira”. Uma melodia alvinegra cantada pela alma e pelos pés.

E os acordes se estenderam maravilhosamente afinados no cruzamento de Jô para a cabeçada redentora de Bernard, o baixinho com a maior estatura que eu já vi na vida. Um 3 a 3 inimaginável! Um empate obtido pela férrea recusa de aceitar a derrota.

Mas não foi só. Não bastava um empate para confortar a imensa nação atleticana de unhas roídas e de olho comprido na telinha. O time se mandou para o ataque, enquanto o time do Figueirense, tal como eu nos 3 a 1, queria desligar a televisão a todo custo.

Mas não deu tempo. Guilherme recebeu a bola na frente da área, levantou a cabeça, não tinha jogada, mas vislumbrou um lançamento para Serginho. Reparem no VT que a bola de Guilherme passou milimetricamente entre dois defensores do Figueira antes de chegar à Serginho. Este foi à linha de fundo e rolou para o mesmo Guilherme decretar o que seria a virada mais sensacional deste campeonato brasileiro.

Vitória maiúscula da garra, da raça, da reconstrução da verdadeira identidade do Clube Atlético Mineiro, cuja história foi feita de conquistas épicas alcançadas com muito suor e valentia!

Este é o Galo que eu conheci quando cheguei a Belo Horizonte com 7 anos de idade. Foi por este Galo que eu me apaixonei e, por causa dele, perdi empregos, namoradas e quase afundei casamentos. E outras “cositas mas”.

Este é o NOSSO Atlético. Independentemente de quem jogou mal ou bem, louvo a  fé inabalável na virada quase impossível. Homenageio os que honraram esta sagrada camisa e nos orgulharam como um bom filho orgulha o pai!

O líder permanece mais líder do que nunca… e não será qualquer um que nos derrubará! Tenham a certeza disso.

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ATLÉTICO 2 X 1 CORITIBA – 2ª DIVISÃO É A PQP!

O Coritiba nunca foi, historicamente, um dos adversários mais difíceis do Atlético e ontem não foi diferente. Eu esperava mais do time de Marcelo Oliveira, uma vez que ele vinha de resultados espetaculares fora de casa e a vitória o lançaria no meio dos que brigam por Libertadores. Portanto, era uma decisão para eles também.

Considerando sua tradição modesta, a equipe sulista faz uma campanha para lá de ótima.

Só que topou com um Galo empolgado e disposto a mandar a segunda divisão pra puta que pariu!

Não foi o Coritiba que jogou mal. Foi o Atlético que fechou todas as portas para o ataque mais positivo do campeonato brasileiro.

Cuca congestionou o meio, Pierre Cão Raivoso (outra fantástica atuação) teve a companhia mais constante de Felippe Soutto nos combates e até os atacantes voltavam para trás da linha da bola.

E, na retomada, a velocidade e o gás inesgotável de Bernard tratavam de configurar contra-ataques mortais e estabelecer quem é o lobo alfa na Arena do Jacaré.

O Coritiba tentou jogar e só conseguiu depois do gol de Berola, que permanece entortando os zagueiros. É o único jogador imprevisível do elenco e por isso mesmo, fundamental para destruir as defesas.

O time atleticano tem um grave defeito: quando assinala um gol, fica nervoso em campo e se retrai, mesmo que contrarie as ordens do treinador. E se retraindo, chama o oponente para o seu campo.

Exatamente quando o Coritiba mais pressionava, Leonardo Silva arrancou e chutou torto. Mas a sorte, matreira e dengosa, desta vez mudou de lado. A bola resvalou no zagueiro, enganou o goleiro e foi morrer no fundo das redes alviverdes.

Era o que faltava para o Galo retomar o controle da partida. Mesmo depois do gol sofrido no final, o time se mostrou maduro o suficiente para manter o placar, a distância do Z-4 e praticamente selar a sua permanência na série A.

A equipe, como um todo, se apresentou muito bem. Mas determinante mesmo para a vitória foi a garra, o sangue nos olhos dos jogadores e a plena consciência de que era a partida das suas vidas. Isso fez toda a diferença para dois times com objetivos distintos, mas igualmente importantes.

Quando se vê o Atlético jogando desta forma, é inevitável se perguntar porque, diabos, não atuou assim desde o início do campeonato.

Esperamos agora que a diretoria modorrenta, preguiçosa e incompetente se movimente para, sem barcas de saídas e de chegadas, reforce o time pontualmente para lutar por títulos e não ficar eternamente fugindo de rebaixamentos.

Não quero nunca mais comemorar fuga de segunda divisão! Isso é coisa para time pequeno!

Está me ouvindo, senhor Alexandre Kalil?

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AVAI 1 X 3 ATLÉTICO, PARA CONSOLIDAR A LIDERANÇA.

Quando os atacantes não fazem, as torres gêmeas vão lá e metem pra dentro.

Foi isso que aconteceu hoje.

Os zagueiros do Galo, não satisfeitos em defender a meta alvinegra, foram na área do Avaí e sacramentaram o placar de 3 a 1 a favor do Atlético.

Dentro de Florianópolis. Dentro do campo inimigo.

Uma vitória sem contestação.

Errou muitos passes? ok, errou. Levou o primeiro gol depois de uma blitz contra o Avaí? Levou.

E daí? O gol do Avaí só serviu para iludir os catarinenses, pois o comando da partida nunca, em nenhum momento, escapou dos pés atleticanos.

Perdendo ou ganhando, o Galo sempre deu as cartas. Em nenhum instante do jogo, deixou de atuar com zap e sete de copas escondidos na manga.

O Galo vem se destacando por um jogo extremamente sério e solidário.

Não tem firula, os atacantes voltam para marcar, os toques são de primeira sem privilegiar individualidades e a equipe tenta ser o mais aguda possível.

Não há críticas para a vitória sobre o Avaí, a não ser os excessos de passes errados.

Mas entendo que um time, quando é instruído a tocar de primeira, os passes equivocados tendem mesmo a crescer.

Você, que nunca jogou uma partida profissional, tente jogar de primeira numa pelada! Você vai entender o que estou querendo dizer.

Os dois times marcaram no campo adversário. Por causa da maior qualidade técnica, o Galo conseguiu se sair melhor na distribuição de bola partindo da defesa.

O Avaí nem tanto.

Mas o que sacramentou a vitória do Galo hoje foi a compactação do meio de campo, que não deu espaços ao time catarinense.

Tanto na defesa azulina, quanto no meio, o Avaí sofreu para armar jogadas. Sempre haviam dois ou três alvinegros a disputar cada bola dividida.

Isso é treinamento. Isso é metodologia de trabalho!

Não estou dizendo com isso que o time é o melhor do Brasil. Nem um dos melhores.

Mas quero dizer que faz tempo que não vemos uma equipe do Galo tão ajustada e afinada. E com jogadas ensaiadas! E com treinos de bolas paradas!

E isso não quer dizer que o time não precisa de reforços. Precisa muito!

Mas não posso negar que o conjunto atual tem enchido os olhos da torcida com passes de primeira, lançamentos rápidos, triangulações, 1-2 e uma recuperação fantástica de sua formação defensiva.

Enfim, gostei do jogo e principalmente da vitória, que certamente nos alçará à liderança do campeonato brasileiro neste momento.

Os destaques positivos são:

Réver, que marcou o segundo gol e nos livrou do sufoco. O capitão está a cada dia melhor. Disparou um festival de lençóis na zaga e sobretudo, foi cirúrgico nos desarmes durante toda a partida. Nota 9.

Leonardo Silva falhou, junto com Leandro, no primeiro e único gol do Avaí. Porém, no decorrer do jogo, soube se recuperar com sobras. Marcou o gol de empate e deu números finais à vitória atleticana em pleno Estádio da Ressacada. Dois gols de um zagueiro num mesmo jogo? O cara foi um monstro! Nota 9.

Richarlyson talvez tenha feito a melhor partida pelo Atlético. Esteve em todos os setores de campo, não errou passes e foi incisivo em direção ao gol. O cara está começando a tomar gosto pelas cores alvinegras. Nota 8.

O início está sendo muito bom.

Por causa da excelência de treinamento, não duvido que permaneça assim.

Alguém me viu dizer isso nos tempos do moleque?

Pois digo agora: Tanto defesa quanto meio e ataque estão recebendo tratamentos específicos.

E o Galo, além disso, e por conta disso, tem obtido uma vantagem que poucos notaram: VOLUME DE JOGO!

Foi uma vitória maiúscula.

Que seja consistente e estável!

Aguardo o seu comentário, caro amigo do L&N.

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VOCÊ PENSA QUE É SÓ HOMEM QUE ENTENDE DE FUTEBOL?

O Galo que vimos em campo domingo é bem diferente de algumas partidas atrás. Confesso que não gostei da dispensas de Ricardinho e Zé Luiz. O armador do Galo era meu queridinho, pela qualidade técnica e pelos lindíssimos passes com que servia seus companheiros.

O volante Zé Luiz, pelos clássicos que fez, praticamente anulando Montillo, e também por ter sido muito profissional na semana da morte de seu pai, honrando a camisa que vestia.

Mas preciso fazer justiça ao meio de campo do novo Galo. Esta turma da base entrou em campo sabendo exatamente quem era seu adversário. Criados no CT do Galo, os meninos sabem o que é enfrentar o Cruzeiro. E entraram com fome de bola.

Giovanni parece ter chegado para assumir de vez a camisa 10. Vem fazendo ótimas apresentações e foi peça importantíssima para o time. Mancine que o diga, pois foi justamente a segurança de Giovanni na armação que desobrigou-o de fazer aquele papel de voltar lá no meio de campo para buscar a bola. Com isso, foi mais produtivo.

Bernard, por sua vez, se ainda pode melhorar a parte técnica, não se pode reclamar da força de vontade, que fez muita diferença, sim senhores.

O lateral Patric, mesmo tendo feito o gol da vitória, não fez boa partida. Perdeu a grandissíssima maioria das bolas que lhe chegaram aos pés, procurou sempre os caminhos mais difíceis, e, além disso, foi péssimo marcador. O gol azul surgiu de uma bola que ele perdeu bisonhamente, propiciando contra-ataque fatal.

Na minha humilde opinião, Dorival deveria inverter as coisas: domingo, o lateral esquerdo Guilherme jogou mais preso e Patric jogou mais solto. Como parece ter mais fôlego para subir e voltar, talvez Guilherme devesse ser mais acionado na subida ao ataque e Patric devesse ficar mais fixo. Patric teve a sorte de ter Réver jogando muito bem, consertando várias lambanças que ele fez.

E Réver, por sua vez, teve a felicidade de contar com um Léo Silva muito bem na partida. Boa dupla de zaga, grazadeus! Vale também destacar a ótima fase de Felipe Soutto. Com ele no elenco, não vejo lugar para outro primeiro volante.

Serginho também jogou bem, marcou bem e saiu para o jogo apenas nos momentos mais seguros. No gol do cruzeiro, curiosamente estava fora de posição. Montillo driblou Soutto e abriu para Wallysson marcar para o timeco de estrelinhas.

Termino minha análise falando sobre a paupérrima participação de Daniel Carvalho. Ele, jogando como jogou, é o novo Diego Sousa: sonolento, barrigudo, foge do jogo, deixa buracos, não apóia o ataque, muito menos ajuda na marcação. A diferença de garra é abissal!

Enfim, foi uma boa apresentação, mas ainda não há nada definido. A não ser o que as evidências indicam: o freguês voltou e parece que agora é para ficar.

Vai pra cima deles, Galo!

NOTA DO BLOGUEIRO: O título desta crônica foi criado por mim porque fiquei fascinado pelo entendimento que a Ana tem de futebol. Portanto, não a considerem “metida”! O culpado é o blogueiro!! 🙂 🙂

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ATLÉTICO 1 X 1 UBERABA.

Apesar do empate amargo contra um Uberaba na rabeira da tabela de classificação, eu enxerguei progressos _ do meio para trás _ na performance da equipe alvinegra, se a compararmos ao domingo passado.

Neste setor, o time atuou mais compactado e não cedeu ao adversário aquela tradicional avenida pelo meio de campo. A zaga _ com o crescimento técnico de Leonardo Silva _ se mostrou mais estável, embora Réver, mais uma vez, tenha pecado por excesso de auto-confiança.

A escalação de Richarlyson na lateral esquerda, no momento, é a melhor opção que temos, mesmo que haja necessidade de muitos treinamentos para aprimorar os cruzamentos.

Na lateral direita, Bernard pode não ter feito um primor de partida, mas tem personalidade. E jogou improvisado. O garoto tem futuro, na minha opinião.

Renan Ribeiro está se posicionando melhor e evitou um gol certo só com a boa colocação.

Os quatro do meio de campo atuaram mais perto um do outro. Serginho fez uma boa partida e Toró, embora ainda fora de forma, não se acomoda em nenhum instante.

Os nossos problemas no jogo contra o Uberaba residiram na transição de bola da defesa para o ataque.

Ricardinho não foi o mesmo de outros jogos. Sem inspiração, não conseguiu enfiar aquelas bolas que o transformaram no maestro da equipe.

Renan Oliveira também não acertou sequer uma jogada ofensiva e acabou não municiando os homens de frente como deveria.

Ricardo Bueno tem uma dificuldade imensa de dar prosseguimento a uma tabela ou mesmo a uma simples condução de bola. O gol que marcou foi novamente pelo alto. Se Bueno tem uma virtude, a técnica de cabeceio é a que domina melhor.

Sobe com muita impulsão e sabe gerar velocidade na testada. Mas peca repetidamente em outros fundamentos, engessando a equipe naquele setor.

Jobson correu, se doou em campo, mas sem um companheiro que o auxilie, fica difícil demais.

Enfim, o Galo, do meio para a frente, não conseguiu ser contundente. E por isso mesmo, pouquíssimas oportunidades efetivas de gol surgiram.

Porque perder gols é uma coisa, mas não criar situações para marcar é muito mais grave. E é exatamente aí onde mora o perigo!

O congestionamento de defensores uberabenses na área impediu, até com certa facilidade, as tramas ofensivas do Atlético.

Trocas de passes inúteis, passes errados aos montes, cruzamentos ridículos e alçadas de bolas no vazio constituiram-se na principal característica da armação e do ataque alvinegros.

Depois daquele primeiro tempo primoroso contra o Guarani de Divinópolis, a impressão que se tem é que o time esqueceu a receita em casa.

E não consegue mais achá-la!

A valorização do conjunto _ com o reforço das jogadas individuais e não o contrário  _ é a impressão digital do técnico Dorival Júnior nas equipes que comanda.

Porém, não se sabe porque, ele não está conseguindo implantar no Galo o que já fez, durante anos, em outros clubes.

Vai entender!

Seria aquela cabeça de burro enterrada na Cidade do Galo?

E você, caro leitor e amigo, tem a resposta para isso?

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ATITUDE! A PALAVRA-CHAVE.

Coincidentemente, Dorival Júnior alterou radicalmente a escalação do Galo.

Digo coincidentemente porque, após o jogo contra o Ipatinga, eu supliquei pateticamente por mudanças (vide post de 13.03.2011) e, sinceramente, não esperava que ocorressem tão rápido.

Pois os treinadores costumam ser bitolados e cabeças-duras.

Porém, pelo que constato, Dorival Júnior não se enquadra nesta definição.

Ele, tanto quanto a grande maioria dos atleticanos, não estava satisfeito com a produção claudicante da equipe e logo tratou de tomar providências.

Providências estas que _ em qualquer empresa do nosso mundo real _ são tomadas sem demora se algo não vai bem.

Se eu, que sou um homem de logística, idealizo um determinado projeto e detecto boi na linha na sua execução, imediatamente procuro descobrir em que ponto a coisa desandou. E ajo _ sem nenhum constrangimento _ no sentido de corrigir uma ou mais pernas do plano, mesmo que às custas de algumas lamentações de pessoas que não se comprometeram.

Ou às custas dos meus próprios arrependimentos, se constato erro na origem da planilha de planejamento.

A mesmíssima atuação tem de ser levada para os campos de futebol. E Dorival Júnior provou que está antenado para a realidade da bola… ou do mundo em geral.

Muitos jogadores não se envolvem na planificação do treinador porque não querem mesmo remar a favor. Outros porque não passam por boa fase ou não têm condições técnicas de atender às aspirações da comissão técnica.

Mas de uma forma ou de outra, atitudes têm de ser tomadas. Ninguém pode manter uma equipe titular apenas porque se determinou, no início dos trabalhos, que aquela era a equipe titular.

Tem de ter a cabeça aberta o suficiente para entender quando se erra. E aí ter o bom senso e a humildade de reconhecer a pisada na bola e botar pra jogar o verdadeiro time de cima.

Se der certo, ótimo. Se não der, paciência. Seguiremos perseguindo a perfeição.

Num determinado momento, surpreendemente, as peças acabam encaixando e aí, meu amigo, é correr pro abraço!

Eu louvo a tomada de posição de Dorival Júnior. Se extrapolou ao exagerar nas alterações _ pois podemos ter problemas de entrosamento _ acertou na ação e na atitude.

Estava na hora de acontecerem fatos novos em uma equipe modorrenta, acomodada e sem inspiração.

Leonardo Silva (principalmente), Wesley, Eron, Toró, Jobson e Jackson têm a missão de carimbarem o selo da atitude de Dorival contra o Villa Nova, na Arena do Jacaré.

Se não forem perfeitos _ o que entenderemos _  pelo menos que se esforcem o máximo para ratificarem o acerto da decisão!

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IPATINGA 2 X 2 ATLÉTICO. QUANDO O TIME TITULAR DO GALO ENTRARÁ EM CAMPO?

Eu gostaria muito de saber quando é que o time principal do Atlético vai entrar em campo!

Pois não é possível que Dorival Júnior pense que o time que entrou em campo neste domingo é o titular.

O nosso treinador está mantendo jogadores _ mesmo sem jogarem bem _ como donos absolutos da posição, quando temos um elenco pronto para atuar.

Eu já fui jogador de futebol e sei que nada desmotiva mais um atleta do que ser esquecido na prateleira em prol de um outro que joga muito menos do que você.

Nesta equipe do Galo, no mínimo 50% do banco merece ser titular. No mínimo, 50% do time titular merece ser reserva!

E só na cabeça do Dorival Junior é que não entra essa constatação.

O nosso treinador se convenceu que o time que encerrou o ano passado _  de triste memória _ é a equipe titularíssima. E cada um tem lugar cativo!

O cara pode jogar mal, ser o pior em campo, chutar bola de canela, de tornozelo, matar bola de nariz, mas o lugar está garantido. E o resto do elenco que se estrepe em verde-amarelo!

O mestre Dorival Junior ignora todas as contratações. As dondoquinhas dele são estes que estão jogando e fim de papo.

Ora, façam-me o favor!

Muito mais importante do que treinadores teimosos é o Clube Atlético Mineiro.

Sou super a favor da manutenção do Dorival Júnior por 5 anos. Não estou detonando o técnico e nem iniciando nenhuma campanha para derrubá-lo.

Mas me reservo o direito de criticar quando entendo que as suas teimosias estão prejudicando o desempenho do Galo.

A escalação de Ricardo Bueno chega a ser patética! O técnico resolveu se arvorar de único entendido de futebol no mundo, quando todos sabem que esse jogador é uma aposta perdida.

A manutenção de Werley como titular em detrimento de Leonardo Silva é uma sacanagem explícita, feita para arrotar poder: “Aqui mando eu”!

Me digam: qual treinador ou torcedor em Minas Gerais faria esta escolha?

Só um louco varrido!

Fora isso, Wesley, Mancini ou qualquer outro do banco de reservas  merece a titularidade no lugar de Renan Oliveira, pois Renan Oliveira depois de elogiado é um perigo.

Enquanto é criticado, ele se esforça. Mas quando tem o trabalho reconhecido, ele amolece e se julga a bala que matou o Kennedy.

E Renan Ribeiro? Só porque vem da base e foi um dos que salvaram o time no ano passado, virou figura intocável?

Porra nenhuma! Vem falhando repetidamente nos últimos jogos! E hoje ele, mais uma vez, foi inseguro durante o jogo inteiro. Repito: durante o jogo inteiro!!

Eu nunca dei mamadeira para o Renan Ribeiro e nem forneci as suas papinhas no infantil, juvenil e júnior. Portanto, não me sinto obrigado a elogiá-lo para agradar aos que idolatram jogadores só porque vieram das categorias de base.

Para mim, um atleta que vem da base tem de ter um rendimento igual ou superior aos que vêm de fora. Abaixo disso, tem de comer banco ou nem isso.

Hoje, Renan Ribeiro deveria ter ido na bola para espalmá-la para córner, mas resolveu encaixá-la. Aí se deu mal.  Está fazendo escolhas erradas já há algum tempo.

Reconheço o seu valor, porém, acho que a hora do Giovani chegou. Mas sei que o Dorival Júnior vai mantê-lo como titular, pois ele mantém seus amigos como titulares sempre.

Joguem mal ou joguem bem. Sabe-se lá porque!

Isso é um “incentivo” espetacular para o grupo. Afinal, o que adianta se esforçar em busca da titularidade se você sabe que fulano tem título de propriedade da posição?

Hoje o Jobson jogou muito melhor do que Ricardo Bueno. Querem apostar que no próximo jogo Dorival Júnior vem com essa conversa fiada que o Ricardo Bueno treina muito bem e vai se recuperar com a torcida?

Ora, é o único cara no mundo que vê algo de bom nesse cara, pô!

Tanto o Jobson quanto o Magno Alves são milhões de vezes melhores!

Devido a qualidade do adversário, no qual tínhamos a obrigação de aplicar uma humilhante goleada _ mas que, ao contrário, fomos humilhantemente dominados no primeiro tempo _ nem vou comentar o jogo em seus detalhes.

Mas faço questão de deixar aqui o meu protesto pela teimosia de um técnico que tem tudo para fazer um excepcional trabalho, mas que vem, de forma surpreendente, metendo os pés pelas mãos.

Como é que pode um cara escolher um fusca 1.3, batido e lanternado, ao invés de uma Ferrari nova em folha?

Se isso não for burrice, eu não sei mais o que é…

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JOÃO 4 X 3 MARIA… JÁ ESTÁ VIRANDO SADISMO!

Os cruzeirenses já estão se acostumando com as derrotas frente ao Galo. A freguesia fiel só não compra fiado em nossa bodega porque não permitimos.

Não se vende fiado para quem não pode pagar.

Eles, a cada dia que passa, se curvam à verdadeira realidade dos dias de hoje.

Talvez porque o Atlético seja a equipe que mais venceu o cruzeiro em toda a sua constrangedora existência  pontuada por mudanças de nomes (Ypiranga, Palestra Itália e sei lá quantos mais) a cada falência.

Falia com um nome, inventava-se outro e vida que segue.

Não adianta apedrejar ônibus alvinegro, nem jogar, durante a partida, uma carreta de objetos para dentro do campo. E nem dar piti ou rasgar camisolas, que é um costume enraizado entre os azuis.

Muito menos fazer pressão. Pressão de menos de 10.000 pessoas em um estádio com capacidade para mais de 18.000 é café pequeno para jogadores que convivem com a grande Massa atleticana, infinitamente mais presente do que meros simpatizantes que se esforçam para, um dia, virar uma torcida razoavelmente decente.

A pseudo-pressão azul foi tão insuportável, mas tão insuportável que, mais uma vez, o Atlético foi lá e aplicou uma sonora traulitada nas moleiras de cabeças metidas a bestas do outro lado da lagoa.

Foi como uma inquisição atleticana em pleno século XXI. O ápice de sadismo dessa tortura medieval foi destruir o inimigo ante sua própria horda de simpatizantes.

Simpatizantes estes que eu vi, ao final do jogo, apesar da derrota acachapante, sorrirem  e se confraternizarem.

Venha me dizer que um atleticano sorri e se confraterniza após uma derrota do Galo  e eu lhe chamarei de mentiroso na bucha e na lata!

No jogo, bem que o cruzeiro tentou sair vencedor. Ao marcar o primeiro gol da partida, os azuis acreditaram que tudo estava escrito e sacramentado.

Só que se esqueceram que hoje o time alvinegro é um batalhão de xiitas dispostos a tudo pela vitória. Os olhos de cada jogador são injetados de sangue. E o sangue de cada um é vitaminado de raça e fome de vitórias.

Em dois minutos, a virada veio como um raio. O Galo não estava mal quando estava perdendo o jogo e ao virar o placar, a confiança se consolidou.

Não posso dizer que foi uma partida perfeita. Não posso dizer isso.

Ainda há muito que aperfeiçoar nesta equipe, embora a vontade demonstrada por todos já seja meio caminho andado.

Contudo, ninguém pode negar que a equipe de hoje é mais disposta a compartilhar responsabilidades em todos os setores do campo.

Responsabilidades e suor.

A entrada de Jackson na lateral foi uma grata surpresa, assim como as defesas de Renan Ribeiro foram determinantes para a vitória.

Leonardo Silva se afirmou, categoricamente, como companheiro do capitão Réver e Ricardinho, outra vez, deu uma aula de como atuar como meia de ligação.

Zé Luis não pode ser reserva nem aqui nem na China. Dorival Junior terá de se virar para arrumar um lugar para o Zé do Galo, pois não se bota no banco um valor tão grandioso.

No lugar de quem? Dorival que se vire. Você acredita mesmo que eu vá duvidar de um técnico que, num passe de mágica, acha um lateral como o Jackson no apagar das luzes? E se ele fez isso, não pode arrumar um lugar pro Zé?

Sou louco, meu amigo, mas não sou burro!

Tardelli voltou a ser Tardelli e Berola mudou a história da partida com o seu desrespeito total a uma coisa chamada defesa adversária.

E o melhor da tarde/noite: Wellington Paulista ficou revoltado com Diego Tardelli porque este, aos seus olhos, imitou um cruzeirense se maquiando.

Entendeu que foi uma humilhação à sua torcida. Em suma, vestiu a carapuça sem ninguém ter pedido.

Será que terão ataques histéricos toda vez que forem imitados?

Se for assim, Wellington Paulista terá de mudar de time, pois a preferência obsessiva em levar de 4 nos últimos jogos contra o Galo é, no mínimo, suspeita!

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BANCANDO O DORIVAL JUNIOR!

Com tantas opções para montar o time titular do Atlético, o que o técnico Dorival Junior estará pensando a respeito?

“Com os jogadores à minha disposição, é melhor armar o time defensivamente para explorar os contra-ataques?”

“Ou posiciono as peças de forma a priorizar um jogo mais ofensivo? Também tenho todas as condições de montá-lo assim”.

Meu caro e nobre Dorival Junior, você tem um monumental quebra-cabeças para resolver e eu não gostaria de estar no seu lugar, mesmo que essa sinuca de bico seja o sonho de todo treinador.

Na minha opinião, eu escalaria: Renan Ribeiro, Serginho, Réver, Leonardo Silva e Leandro; Zé Luis, Richarlyson, Toró (ou Ricardinho) e Diego Souza (ou Renan Oliveira); Tardelli e Mancini (ou Jobson ou Obina ou Neto Berola ou…).

Alguns hão de me perguntar: Serginho na lateral direita?

E eu respondo do mesmo jeito que o Zeca, do Galocast, responderia: Serginho já é um lateral direito, só ele é que não sabe disso!

Como volante, ele atua que nem barata tonta, correndo mais do que deve e cercando _ sem combater _ todos os lourenços do mundo. Fora aquelas bolas perdidas na zona do agrião que só fazem acelerar a nossa pressão arterial, quase provocando enfartes fulminantes nas arquibancadas.

E o restante do time eu escalei meio que tirando o meu da reta, pois usei os parenteses como estratégia para escalar um time e ao mesmo tempo não definí-lo. Perceberam a minha esperteza?

Sou bobo nada!!

Essa bomba está nas mãos do Dorival e ele ganha _ com muita justiça _ uma senhora grana para desarmá-la.

E você? Quer ajudar o Dorival? Está na hora, meu amigo!! Comente e escale o seu time.

(Lembrando que, na minha visão, ainda falta contratar um volante e um lateral esquerdo.)

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Créditos > A idéia desta crônica foi sugerida pela Stela Maris, leitora assídua do L&N.

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O GALO, COM ALEXANDRE KALIL, PENSA GRANDE NOVAMENTE.

Quando há algo para ser reforçado, tem de se reforçar, não importando o número de jogadores, mas sim a qualidade acrescentada ao plantel.

Nesta linha de ação, a diretoria do Atlético se mexeu bem antes dos concorrentes.

Quase que de uma só tacada, o presidente Kalil anunciou mais 3 contratações importantes: Leonardo Silva (ex-cruzeiro), Giovanni (ex-Grêmio Prudente) e Mancini (ex-Internazionale de Milão).

Leonardo Silva vem para compor dupla de zaga com Réver. A minha expectativa é que, baseada na altura dos dois _ ambos com mais de 1,90 de altura _ e na inegável capacidade de cabeceio aliada a um belo poder de destruição por baixo, esta zaga dará o que falar em 2011.

Tem tudo para se transformar, na prática, no melhor miolo de zaga do país, pois no papel, certamente já o é.

Mas Leonardo Silva, que vem de cirurgia e 6 meses de estaleiro, necessita de tempo para recuperar aquela velha forma que encheu os olhos de todos nós.

A contratação do xerifão foi nas barbas da diretoria cruzeirense, que, devido à penúria financeira em que se encontra, não teve cacife para bancar o zagueiro em suas fileiras. E nem forças de lutar por ele.

O Galo então foi até lá e o tomou como se toma pirulito de uma criança. Simples assim.

O meu receio é que haja revide do cruzeiro e a sua diretoria _ esperta que nem um filhote de preguiça africana _ acabe nos privando dos serviços de Ricardo Bueno, pois necessitam de centroavante por lá.

Aí sim, estaremos todos ferrados por aqui!!

Pior se levarem Diego Macedo ou Jackson. Mas vamos mudar de assunto, pois só de pensar nessas hipóteses o sangue me gela nas veias de tanto medo!

Giovanni chega para ser reserva de Renan Ribeiro.

Muitos dizem que é um apenas um goleiro mediano, mas nas duas partidas em que o vi atuar contra o Galo, ele simplesmente fechou o gol. Sem dúvida, foi o melhor em campo.

Então, só posso elogiar a sua contratação, pois pelo menos na minha visão, ele obteve 100% de aproveitamento. Que se dê bem por aqui.

Mancini, o último a ser anunciado por Kalil, talvez seja a grande contratação aos olhos da Massa, embora eu não esteja assim tão entusiasmado.

No meu ponto de vista, Leonardo Silva e Richarlyson foram aquisições muito mais valiosas.

Mas não posso deixar de louvar o esforço do Kalil e do Maluf, a dupla de aço do futebol brasileiro, em contratar um jogador de nível internacional.

Certamente, a sua vinda agregará valor à marca Clube Atlético Mineiro.

Quero dizer que quando via Mancini jogar pelo Roma, a minha opinião era drásticamente diferente. Lá ele jogou muita bola.

Mas na Inter _ e no Milan _ ele não jogou 10% daquilo que produziu na equipe romana. E lá se vão mais de 3 anos. Tempo demais para um meia-atacante permanecer em má forma técnica.

Torço para que dê certo e não critico a contratação. Se Dorival Junior a aprovou, deve ter planos consistentes para encaixá-lo em seu esquema de jogo.

E se funcionar, serei o primeiro a elogiá-lo. Mas neste momento, me reservo o direito de ficar aqui de butuca, matutando, matutando e pitando um cigarrinho de palha na beira do caminho.

Que Mancini, Geovanni e Leonardo Silva sejam muito bem vindos à nação alvinegra.

Que possam contribuir, cada um com o seu talento e aptidão, na grande jornada que encherá o coração da Massa de orgulho e comemorações.

E viva Alexandre Kalil, o herdeiro honrado de um honrado Elias Kalil. O herdeiro do pensamento grandioso dos anos 80, quando fomos, durante anos, o melhor time do Brasil e tínhamos o melhor presidente, da mesma forma que temos hoje.

Eu sei que Elias Kalil, lá no céu neste momento, enrolado numa enorme bandeira preta e branca, aponta para Belo Horizonte e diz, com a voz plena de orgulho genuíno:

Tá vendo aquele lá? É o meu filho Alexandre, que honra a minha memória todo santo dia!!

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