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ATLÉTICO 2 X 0 CALDENSE – UM TEMPO DE BOM FUTEBOL.

O Atlético jogou um belo futebol no primeiro tempo e, no intervalo, arrumou as malas, embarcou e se mandou dali.

Só assim para explicar o apagão que baixou sobre o time no segundo tempo.

Se na segunda etapa não houve nada de bom, então vamos comentar a primeira.

Quer queira, quer não, há de se reconhecer que o Cuca faz um belo trabalho de montagem e posicionamento das peças disponíveis.

Padrão de jogo é um detalhe importante que costuma passar longe da Cidade do Galo nos últimos anos, porém, este time o possui.

Coberturas, ultrapassagens, linhas de defesa precisas, movimentações e deslocamentos de ataque, 1-2, triangulações… tudo isso eu vi no primeiro tempo.

É claro que falta muito, não estou dizendo que não. Mas não é, nem de longe, aquele amontoado de atletas correndo atrás de uma bola, como foi nos tempos do moleque e do Dorival Júnior.

A Caldense não é um oponente com peso suficiente para que a equipe atleticana seja avaliada de forma segura.

Mas, vendo o time alvinegro desenvolver seu jogo rápido no meio com Escudero e o incansável Bernard, assessorados por Leandro Donizeti e Pierre, pode-se dizer que a esperança já é embrionária.

Ontem, Pierre não foi o mesmo. Mas o cara jogou no sacrifício, com uma virose.

Enquanto Leandro Donizeti abria uma chapelaria (até chapéu de peito ele deu), Bernard foi um show a parte. Melhor em campo, ainda marcou um golaço, de falta. Richarlyson, como sempre, foi o pior.

Renan Ribeiro fez uma monumental defesa, mas, por conhecê-lo bem, sei que não posso confiar. No dia que ele fizer seguidas partidas boas, esquecerei dos péssimos jogos seguidos que produziu. Uma só defesa não é o suficiente para apagar os frangaços, as falhas e os pontos jogados no lixo em decorrência disso.

Enfim, foi um bom primeiro tempo. E ponto final. Não houve segundo!

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CORAGEM, CARÁTER E FIBRA… TRADUZINDO: DORIVAL JUNIOR!

Dorival Junior, em 12 jogos comandando o Atlético, obteve 21 pontos, ou seja, 58,3% de aproveitamento.

Em contra-partida, o  moleque irresponsável, em 24 jogos (o dobro), conseguiu os mesmos 21 pontos, com vergonhosos 29,2% de aproveitamento.

E pra ser sincero, 21 pontos obtidos por obra e graça do Divino Espírito Santo, que atendeu as preces contritas e desesperadas de milhões de atleticanos.

Porque, cá entre nós, o nosso amontoado de jogadores _ perdidos como num episódio de “Lost” _  não tinha gabarito nem para alcançar esse número.

A falta de treinamento, as noites passadas grudado nas mesas de poquer (que o impediam de exercitar a equipe pela manhã), a caixa de areia do Antônio Mello (que detonou coxas e panturrilhas de mais de 50% do elenco), as substituições malucas e obscenas, as escalações de frangueiros juramentados, etc, etc, etc… >>>

>>> deram lugar ao trabalho sério desenvolvido por Dorival Junior. Em todos os sentidos. Até no tratamento educado que ele usa no contato diário com os jogadores.

Tratamento este que antes era na base de palavrões e intimidações. Tanto que, nas entrelinhas das entrevistas, os atletas fazem questão de destacar o respeito com que são tratados agora.

O que não acontecia antes.

Quando ocorreu a demissão do moleque (muito tardiamente), faltavam 12 rodadas para o término do campeonato.

Analisando a situação antes de aceitar o convite alvinegro, certamente Dorival Junior dissecou o contexto, pois não é bobo nem nada.

Viu que o time tinha um aproveitamento de apenas 29%. Para sair do buraco, teria que, no mínimo, dobrar a produtividade.

Convenhamos, era uma tarefa hercúlea para qualquer técnico deste país, ainda mais quando este técnico não precisava passar por isso.

Afinal, ele vinha de 2 títulos importantes só em 2010, sem falar  na conquista da série B de 2009 pelo Vasco.

Escorado nos louros da glória, Dorival podia muito bem agradecer o convite e se mandar para Cancun, aonde curtiria, de barriga pro sol, as praias de areia branca e águas  calientes do Caribe, além de se deliciar com a cultura maia em Chichen Itza.

Sem a pressão de 8 milhões de fanáticos torcedores a martelar sua cabeça.

Mas não. Mesmo sabendo do tamanho do abacaxi que tinha de descascar em menos de 3 meses, ele aceitou o desafio. Inacreditavelmente.

E o enorme abacaxi está a 3 pontos de ser servido devidamente descascado!

E ainda se deu ao luxo de produzir um milagre: mudou a cara do time da água para o vinho em poucos dias de trabalho.

Nas últimas 10 rodadas, o Galo possui a 2ª melhor campanha do brasileirão, atrás apenas do Grêmio.

Então, meu amigo, só nos resta dizer MUITO OBRIGADO, DORIVAL!!

Nós, da nação atleticana, NUNCA esqueceremos a sua coragem, seu caráter e sua fibra!!

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ATLÉTICO 4 X 1 FLAMENGO. EXPLODE, CORAÇÃO!

Uma vitória maiúscula de um time solidário em todos momentos do jogo.

Uma vitória para aquecer e explodir os nossos corações alvinegros!

Vencemos com raça, com amor, com sangue no olho e com o coração na ponta da chuteira.

Dorival Junior conseguiu penetrar na alma dos jogadores e retirar de cada um a essência mais profunda do que significa vestir esta camisa adorada.

E eles se doaram em campo de uma maneira que ainda não tinha sido vista neste campeonato.

A raça que demonstraram desde o primeiro minuto, além da incrível vontade de vencer, também miravam um alvo na beirada do campo. Uma figura patética, um personagem de filmes de terror.

Exatamente como eu havia dito na prévia do confronto, no post anterior:

“Nada no universo energiza mais um atleta do que se ver frente a frente, numa partida de futebol, com o causador principal de suas amarguras.”

Pois bem. O Galo meteu 4 gols como poderia ter metido 6 ou 7 no time desse moleque irresponsável, o incompetente que nos colocou numa situação constrangedora na tabela de classificação.

E, enquanto a equipe de Dorival Junior jogava coletivamente, ocupando espaços e se deslocando com rapidez, o Flamengo atuava como o Atlético de sua triste época: tímido, abatido  e totalmente exposto a turbulências.

Apesar de um início meio claudicante, o Galo jogou muito nesta noite.

Leandro, por exemplo, fez a sua melhor partida pelo alvinegro mineiro e Renan Ribeiro pôde assegurar ao pseudo-treinador do Flamengo que ele perdeu uma gigantesca oportunidade de promover um gigantesco goleiro.

E se o tivesse valorizado naquele tempo, certamente não teríamos deixado escapar tantos pontos de forma imbecil.

A bola que o nosso jovem goleiro defendeu numa cabeçada de Val Baiano foi vital. Se aquela bola entrasse, o jogo se tornaria dramático, não duvidem.

Compactação e velocidade nos contra-ataques. Há tempos eu não via o time se utilizar desses dois fatores fundamentais. Pois hoje eu vi!

Entretanto, os primeiros vinte minutos do segundo tempo encontraram um Atlético acuado na defesa, sem saída para os contra-golpes e errando seguidos passes em áreas perigosas do campo.

Havia necessidade de um jogador que amaciasse a bola, organizasse o jogo e municiasse os atacantes. Com esse intuito, Dorival Junior lançou mão de Ricardinho, o atleta ideal para esse tipo de jogo.

E a bola ficou redonda novamente! Poucos minutos depois, Tardelli, que na minha visão ainda não é craque, fez um gol que foi uma verdadeira obra de arte. Um gol não de craque, mas de cracaço!

E a nossa alegria, dois minutos depois, virou pura loucura, quando Renan Oliveira invadiu a área como um bólido, dividiu com o goleiro e guardou a criança nos fundos das redes.

O mesmo Renan Oliveira que me causou uma renantite aguda durante tanto tempo. O mesmo jogador para o qual eu reservava as críticas mais ácidas. E não me arrependo, ele as merecia.

Mas o garoto voltou da Bahia movido a acarajé apimentado, com outra atitude dentro das quatro linhas. Hoje ele corre, marca, lança, divide e encara o jogo como uma coisa séria. Seja muito bem vindo de volta, Renan. Assim dá gosto vê-lo!

Além dos dois gols, ele ainda foi o autor da jogada do primeiro. Objetivamente falando, Renan Oliveira foi o nome do jogo, não há que se discutir.

Apesar de Réver, Zé Luis e Werley terem sido verdadeiros monstros no gramado e Tardelli ter jogado uma partida impecável, se deslocando em todas as partes do campo.

Obina, por mais respeito que tenha demonstrado ao Flamengo na não comemoração do gol, correu como se o rubro-negro fosse objeto de todo o seu ódio. Hoje o nosso bom baiano atuou com a faca nos dentes.

Destaco também Rafael Cruz, Serginho e Diego Souza da forma mais positiva possível, pois deram um sangue danado em busca da vitória e foram muito importantes na obtenção deste fantástico resultado.

E quero exaltar o acerto das substituições de Dorival Junior, embora Mendez tenha entrado mal. Mas tenho muita fé neste jogador. Quem viver, verá.

Enfim, para encerrar, foi um castigo merecido para quem ludibriou milhões de atleticanos apaixonados.

Mas o castigo desta vez veio montado na Ferrari mais veloz. Não vermelha, mas preta e branca, da cor exata do que pulsa orgulhosamente em nosso peito!

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ATLÉTICO-GO 2 X 3 ATLÉTICO.

Eu confesso que este não é o melhor momento para escrever esta crônica.

Talvez fosse mais racional  dormir algumas horas e conceder o tempo que a adrenalina exige para se tornar menos traiçoeira nas palavras do ser humano.

Mas eu não consigo, meus amigos!

Comentar uma vitória do Galo é o mesmo que um orgasmo simultâneo de um casal apaixonado, pois fazer amor com amor é milhões de vezes melhor que o sexo casual.

Entretanto, nem a adrenalina da alegria pode me tirar a consciência de nossas limitações, embora eu tenha enxergado uma nítida melhora no desempenho da equipe.

Melhoramos sim, na troca de passes, nas triangulações, na aproximação, nas tabelas, no 1-2, na paciência e na humildade de recomeçar a jogada quando algo não dava tão certo assim…

Certamente essa melhora se deve à conversa do Dorival Junior ao pé do ouvido de cada um. Pois treino que é bom, ele não teve tempo de ministrar.

Mas a facilidade com que o sistema defensivo do Galo insiste em tomar gols é preocupante. É como se fosse uma espada apontada permanentemente sobre as nossas cabeças ou uma bomba da Al-Qaeda prestes a explodir na nossa sala.

E o pior: ela sempre acaba explodindo na nossa cara!

Na verdade, o Galo, em nenhum momento do jogo foi pior que o Atlético-GO.

Perdeu os costumeiros rebotes? Sim, perdeu.

Roubou poucas bolas? Sim, poucas foram roubadas.

Porém, tivemos um fator positivo que não tínhamos em outros jogos: em termos defensivos, uma relativa melhora na pegada no meio de campo, embora a defesa tenha de treinar exaustivamente um posicionamento melhor.

Nada que nos faça entusiasmar, mas que nos leva à uma reflexão importante: Seria o Dorival Junior um mágico para amenizar um defeito que o “moleque” não conseguiu identificar em 9 longos meses?

Não, Dorival não fez mágica nenhuma. É que o “moleque” achava que bastava levantar os braços e dizer “abracadabra” que tudo se realizava. Trabalho e repetição, promotores da transformação dos sonhos em realidade no futebol, não existiam.

Tá bom, o time ainda tem muito o que melhorar, eu concordo. E bota muito nisso. Há muito o que se fazer nos próximos dias.

Mas, mesmo assim, foi gratificante ver que Diego Souza correu muito mais que em outros jogos, que o Réver marcou um golaço de bicicleta e que Renan Oliveira fez a jogada do terceiro gol aos 47 minutos do segundo tempo, depois de excelente assistência de Diego Souza.

Muitos acham que a minha renantite aguda é gratuita e prima pela pura pirraça.

Pois eu esclareço: Não é não! É fruto apenas da somatória de atuações ridículas de Renan Oliveira com a camisa do Galo.

Mas nesta noite, ele foi o cara que contribuiu com a vitória diretamente. E por isso, eu louvo a sua volta e o elogio. Que seja feliz desta vez.

Enfim, jogando bem ou jogando mal, mesmo que seja contra um time de pouco poderio técnico como o Atlético-GO, valeu a vitória. Ah, como valeu!

Não vou estender as críticas à performance do time, pois estou muito satisfeito com mais 3 pontos na sacolinha, embora mantenha a preocupação quanto à queda.

Porém, não é saudável sofrer por antecipação.

Torçamos para que Deus seja, no fundo, um atleticano. Masoquista pra caramba, mas atleticano!

Galo sempre!

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CEARÁ 0 X 0 ATLÉTICO.

A multa de rescisão que o Atlético deve ao pseudo-treinador anterior deveria, por uma questão moral, ser paga ao Dorival Junior como luvas.

Principalmente por sua alucinada coragem de assumir um time que não sabe absolutamente nada do jogo coletivo, aquele em que 11 jogadores fazem circular a bola entre si.

E quando perdem sua posse, procuram ocupar espaços _ por zona ou individualmente _ de forma organizada, fazendo com que, em cada disputa, o número de atletas do time seja sempre maior do que o do adversário.

E quem consegue ver isso na equipe do Galo? Eu não vejo, você vê?

Ontem, os primeiros 25 minutos foram totalmente do Ceará, que jogou sozinho. Um treino de ataque contra defesa.

Se o jogo fosse contra uma equipe mais forte, seguramente teríamos tomado uns dois gols pelo lombo afora.

Posteriormente, o Galo conseguiu igualar as ações e a posse de bola, mais por conta do esforço individual dos jogadores do que sustentados por um sistema de jogo (ou algo que se pareça com um padrão qualquer).

No segundo tempo, o Atlético voltou melhor e teve um certo domínio em alguns instantes. Ricardo Bueno, que entrara no lugar de Daniel Carvalho (mais uma vez contundido), perdeu um gol feito depois de driblar dois adversários.

E depois disparou a fazer lançamentos para o Ceará. Incrível como Ricardo Bueno sempre escolhe rifar a bola entre o companheiro e o oponente, ao invés de entregá-la limpa.

Obina não conseguiu jogar, mas a sua presença na área incomoda os zagueiros. Mas entendo a entrada do Berola, porque Obina e Ricardo Bueno são como água e óleo. Não se misturam e não se complementam.

Berola entrou para corrigir esse problema e fazer a bola chegar ao centroavante. Mas ele, quando tem a oportunidade, lança a bola para si mesmo.

Enfim, não gostei do que vi em todo o jogo e em todos os setores.

Como eu disse anteriormente, Dorival Junior suará sangue para fazer esse time jogar um futebol apenas razoável.

Se eu fosse seu assistente, a primeira dica que lhe sopraria seria uma solução emergencial:

_ Dorival, reforce a defesa urgente. Não pelo meio, pois já temos por ali dois volantes. Reforce pelas laterais, pois Diego Macedo e Eron são incapazes de tomar até pirulito de uma criança. Coloque 4 zagueiros em linha, como fazem os times europeus e como o Internacional já jogou por aqui.

Esta seria a minha dica para resolver o problema imediatamente. A partir daí, Dorival Junior implantaria uma nova saída de bola para o ataque.

Até mesmo _ hipótese meio assustadora  _  com Diego Macedo pela direita, sem obrigação de marcar. Posteriormente, já tendo outros laterais, retomaria o esquema atual.

Pois se continuarmos sem marcação nas laterais, vamos perder os jogos com uma facilidade tão grande que estaremos na segunda divisão várias rodadas antes do término do campeonato. Infelizmente.

O nosso treinador deve estar muito preocupado. Enxerga os pontos fracos do time, sabe como corrigí-los, mas não tem tempo de treinar o grupo por causa dos dois jogos por semana.

E a sua jornada não será nada fácil, devo admitir.

Desejo-lhe toneladas de sorte, Dorival. Estaremos sempre com o Galo aonde o Galo estiver, mas confio na sua capacidade de mantê-lo no melhor lugar.

Galo sempre!

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REALIDADE OU FICÇÃO? – PARTE 1 – FILMAGENS SUSPENSAS! CORTA!

Um clube tentando resgatar sua grandiosidade, um profissional buscando a notoriedade ofuscada  por fracassos recentes.

Um gigante adormecido, um protagonista  relutante. Na ficção, todo um cenário para uma película marcada por cenas de superação, bravura e conquistas.

Mas, quando aplicado à realidade, foi um filme que ganhou destaque por uma produção de custo elevado, regado a retóricas, mudanças de script, e acima de tudo, inacabada.

Personagens que nunca demonstraram total empatia, por mais que fizessem puro “jogo de cena” para demonstrar o contrário: Clube Atlético Mineiro e Vanderley Luxemburgo.

‘Filmagens’ suspensas! Chegou ao final a passagem de Luxemburgo no Galo!

Com total apoio dos cinéfilos, leia-se torcedores, o ganhador de cinco estatuetas nacionais chegou à Minas Gerais com toda pompa de um artista que ainda considera viver o estrelato.

Assim, firmou um acordo vultuoso para ser o ator principal de um enredo que poderia ter ganho o nome de ‘Ressurreição’.

Era para ser ‘Uma mente Brilhante’, mas tornou-se “Mentiras e Trapaças’.

‘Engano Fatal’!

As cenas iniciais, captadas a nível regional, trouxeram um alento aos espectadores.

A conquista do Campeonato Mineiro serviu apenas para municiar ainda mais ‘O Poderoso Chefão’. Estaria traçado ‘O Caminho das Estrelas’? Não!

Aos poucos, o Atlético se tornou ‘O Exército das Sombras’ e sucumbiu. ‘A Colina dos Homens Perdidos’.

Veio o Campeonato Brasileiro e com ele, ‘A Grande Ilusão’.

Os coadjuvantes foram praticamente todos trocados, e um novo elenco ficou à disposição, no entanto, “Sem Novidades no Front’.

Alvejado, humilhado, abatido, o Galo é hoje o clube que mais perdeu dentro do certame nacional: são 15 revezes em 24 jogos disputados.

E o torcedor, atônito, se auto-questiona: qual o real motivo para tamanha apatia, ‘Balada dos Soldados’ ou ‘A Patrulha Perdida’?

Será?

Décimo oitavo colocado, o Atlético vive agora ‘Dias de Fogo’, e precisa encontrar, urgente, ‘Uma Luz nas Trevas’.

E agora torcedor, desistir?  ‘E o Vento Levou’ suas esperanças?

A Massa clama que não!

Alexandre Kalil, seja o ‘Pequeno Grande homem’, e interprete ‘Fugindo do Inferno’.

Quanto ao ex-treinador, a claquete bateu para você, Luxemburgo. ‘Vergonha’!!!

‘Retroceder nunca, Render-se Jamais’.

‘ESPERANÇA E GLÓRIA’.

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OS ERROS FATAIS DE VANDERLEI LUXEMBURGO.

Luxemburgo pousou nas montanhas das Gerais recebido com festas pela Massa.

E não era para menos. Afinal, tratava-se do treinador mais vencedor do futebol brasileiro.

Para nós, carentes de títulos importantes, era como se fosse um Rei Midas, cujo toque transformaria até os nossos sonhos em ouro.

Porém, não foi o que aconteceu.

A auto-suficiência de Luxemburgo o torna temerário demais. O seu ego inflado é como uma venda em seus olhos, impedindo-o de ver o que a grande maioria enxerga.

E, por isso mesmo, cometeu erros fatais que fizeram ruir o castelo de cartas denominado “O projeto”.

A bem da verdade, o tal “projeto” nunca passou de um nome pomposo para definir o que seria _ soubemos depois _ uma total ausência de ferramentas eficazes para o alcance de objetivos concretos.

Para elucidar esse argumento, vamos aos principais erros de avaliação e de ação de Luxemburgo, sob o meu ponto de vista:

1 – Fez uma verdadeira limpa na equipe antiga, que se não era a melhor do mundo, mantinha um entrosamento bastante razoável. Seria muito mais fácil encaixar gradualmente as novas peças que chegavam do que formar um novo time entrosado da noite para o dia. Mas, incrivelmente vaidoso, esta foi a opção que ele escolheu.

Agiu assim em pleno andamento do campeonato brasileiro e cobrindo as lacunas com jogadores piores do que os que saíram.

2 – Ignorou o combate no meio de campo. Manteve o time jogando com apenas um volante pegador em plena era da marcação. Para justificar, disse que a seleção de 1970 também jogava assim, com Clodoaldo na cabeça de área. Ora, o esquema da inesquecível seleção é separada do futebol dos nossos dias por “apenas” 40 anos. De lá para cá, tudo mudou. Não restou pedra sobre pedra.

3 – A tão propagada fama de estrategista não vingou por aqui. A famosa leitura de jogo, da qual tanto se orgulhava, não funcionou. Aliás, nem deu o ar de sua graça. A maioria das substituições não surtiu efeito nenhum, muito antes pelo contrário. Muitas vezes, serviu para sepultar de vez as chances que o time tinha em campo.

4 – Alguém, em sã consciência, pode dizer qual o esquema de jogo de Vanderlei Luxemburgo? Se titubear, não vale.

9 meses depois, ainda temos um time que parece ter se encontrado ontem, pela primeira vez. O excesso de troca na utilização dos jogadores criou um clima de instabilidade no grupo. E Luxemburgo, para piorar a situação, criticava publicamente o atleta. Ele foi o primeiro a pulverizar a segurança mental do grupo. E foi incapaz de criar uma forma consistente de jogar.

5 – O precário preparo físico foi determinante para o desfecho. A maldita caixa de areia de Antônio Mello, além de vitimar coxas e panturrilhas, atingiu em cheio a comissão técnica na noite de ontem. Para mim, a utilização da caixa de areia é a mesma coisa que sair queimando bruxas por aí. Coisas da Idade Média sendo aplicadas no século XXI.

Eu sei que, além dos mencionados aqui, existem outros momentos em que Luxemburgo trocou os pés pelas mãos. Mas vou deixar que os leitores do L&N façam, a respeito, os seus comentários sempre muito pertinentes.

O que peço a todos os atleticanos é que, passada a tempestade representada por um pseudo-treinador de futebol,  apoiem incondicionalmente o nosso time daqui para a frente.

A mudança, no meu entender, veio muito tarde. Poderia ter vindo bem antes. Mas o tempo que nos resta é suficiente para escapar da degola?

Eu acredito que ainda temos tempo. E você?

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ATLÉTICO 2 X 3 VITÓRIA. ADEUS, LUXEMBURGO!

O coração está tão triste que eu confesso não ter condição nenhuma de fazer uma boa análise do jogo.

Satisfaço-me tão somente com a luta dos jogadores, que correram como loucos atrás do resultado.

Só quero dizer que a saída de Ricardinho, o único ser pensante em campo _ e o único capaz de dar alguma qualidade às tramas de ataque _ foi fundamental para que, após o 3º gol do Vitória, não mais conseguíssemos esboçar reação consistente.

E talvez, com ele em campo, tivéssemos feito o 3º antes deles.

Porém, naquele momento, a vida inteligente no meio de campo do Galo tinha ido embora para o vestiário.

Nós estamos numa situação grave demais.

Estamos às portas da 2ª divisão, levados por um treinador irresponsável, que destruiu o pouco entrosamento que tínhamos dispensando jogadores que, se não eram craques, eram os responsáveis pela boa campanha do ano passado.

E cá entre nós, são melhores que muitos que os substituiram.

E o pior, promoveu as mudanças já com o campeonato brasileiro em pleno andamento. E demorou séculos para preencher as lacunas no elenco. E muitas dessas vagas foram mal e porcamente cobertas.

Luxemburgo quis fazer um time só dele, de forma que ninguém dissesse depois que ele obteve sucesso aproveitando jogadores de Celso Roth.

Pura vaidade. Luxemburgo destilou o mais ignóbil sentimento de egoísmo que já vi em toda a minha vida.

Ele não pensou em uma nação que o recebeu tão bem, pelo contrário, ele foi capaz de defender só o seu próprio umbigo em detrimento de 8 milhões de atleticanos.

E, por causa disso, hoje somos obrigados a conviver com o monstro da 2ª divisão, que se aproxima tão ameaçadoramente que já podemos sentir o seu bafo fedorento.

Pois, para nós, a esperança vem do que vemos em campo. E em campo, a bem da verdade, não estamos enxergando absolutamente nada.

Eu não culpo o presidente Kalil. Numa hora dessas, ele deve estar mais triste do que eu, do que você, do que todos nós.

Frustrado em sua paixão e em todo o investimento, que foi altíssimo.

Ele quis trazer o Galo de volta ao topo.  Ninguém pode negar.

Alexandre Kalil lutou para honrar Elias Kalil, seu pai dileto. E eu o louvo por isso, mesmo que caiamos para a segunda divisão.

O L&N sempre manterá o respeito a Alexandre Kalil, por tudo que tentou fazer de bom para a nossa bandeira.

Reconheço e valorizo cada gota de suor que o presidente deixou na sede de Lourdes e na Cidade do Galo.

O seu único erro _ em cujo erro eu também incorreria _ foi contratar Vanderlei Luxemburgo e a sua comissão técnica.

E quando o contratou, eu também fiz festa. Mas a minha festa acabou faz tempo.

E se tenho alguma crítica  a fazer a Alexandre Kalil, é a de que ele poderia ter demitido esse arremedo de técnico há 6 ou 7 rodadas atrás.

Pois hoje constatei que os jogadores querem. Mas ele não quer. Não por vontade própria, já que ele não é louco. Mas por não saber qual caminho tomar para fazer acontecer a reação.

O pior perdido é aquele que não sabe que está perdido, porque a cada movimento errado envereda ainda mais pela trilha da ignorância.

E a nossa trilha já desembocou em precipício!

Já chega, presidente Kalil, com todo o respeito que este blogueiro tem pelo senhor. Ouça a nossa súplica só desta vez, pelo amor que tem ao Clube Atlético Mineiro!

Pare de defender o indefensável!

Grite conosco: ADEUS, LUXEMBURGO!, antes que seja tarde demais!

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PACTO REAL OU SÓ PRA INGLÊS VER?

Ontem, quinta-feira, logo após chegarem de Curitiba, os jogadores se reuniram no Hotel do CT, conversaram sem a presença da comissão técnica e obtiveram a permissão do treinador para convocar a imprensa.

Ricardinho, Réver, Obina e Diego Tardelli representaram os demais.

Pontos principais:

1 – Os jogadores decidiram abrir mão da proximidade de suas famílias e vão concentrar-se durante 15 dias na Cidade do Galo, só saindo para viajar para os jogos fora. Querem se conhecer melhor e se unir com o objetivo de reagir no campeonato.


2 – Declararam que TODOS  são culpados. Isentaram tanto o presidente quanto o técnico.


3 – Diego Tardelli disse que o Galo tem um dos melhores elencos do Brasil, mas que ainda não provaram isso dentro de campo.


4 – Ricardinho chegou a estipular um prazo de 15 dias para que o Atlético saia da situação incômoda na tabela.


Eu, particularmente, gostei da atitude dos jogadores, certamente influenciados por Ricardinho, que é bom- caráter e exerce liderança positiva no grupo.

Se foi uma iniciativa deles, só deles, sem pitaco da comissão técnica, tenho mais é que acreditar em sua autenticidade e evitar fazer juizo de valor.

O fato não deixa de ser auspicioso, na minha opinião.

Afinal, na pasmaceira em que se converteu o clube, apesar de sapatadas frequentes de adversários muitas vezes medíocres (como o último), é de se elogiar o surgimento de qualquer fato novo.

Mas me reservo o direito de ficar quietinho no meu canto. Vou ficar de butuca e com o olho comprido, como dizia meu saudoso avô.

Pois palavras que geram esperança são sempre boas de se ouvir. Mas o que quero ver é mudança de atitude dentro de campo!

Então, que venha logo o domingo, para que possamos avaliar a reunião da quinta!

E você, o que achou do pacto feito pelos jogadores? Qual é a sua opinião?

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NOVA CARTA AO PRESIDENTE ALEXANDRE KALIL.

colunadaanacris1Prezado senhor Alexandre Kalil,

Há quase um mês, enviei-lhe uma carta. Procurei escrever de forma respeitosa como achei que deveria, sincera como não saberia deixar de ser. Isso foi no final da décima quinta rodada do Campeonato Brasileiro de 2010.

Hoje volto a lhe escrever. Sete rodadas depois de ter escrito pela primeira vez, tenho agora a pele alvinegra ainda mais esfolada. Ouço bem mais chacotas por onde quer que ouse passar vestindo minha camisa. E, por mais que eu evite, por mais que eu queira manter a calma, começo a me perguntar se você, Alexandre Kalil, tem qualquer respeito por mim.

Ah, você nem sabe quem eu sou? Eu lhe digo: sou torcedora do Clube Atlético Mineiro. Meu clube não se chama Vanderlei Luxemburgo. Respeito a história dele, mas não é por ele que torço, não é em nome dele que chego em casa mais cedo, cansada, e vejo cada partida com o coração na goela. Não é por ele que eu ia ao Mineirão e agora vou a Sete Lagoas.

Veja você, o que me intriga mesmo é saber que 31,8% de aproveitamento em 22 rodadas não são vergonha suficiente para ameaçar o emprego de uma comissão técnica.

Em qualquer clube, 13 derrotas em 22 partidas seriam suficientes para derrubar pelo menos 2 técnicos.

Mas o que estamos assistindo (e tomara que seja mesmo uma ilusão de ótica bem sem-vergonha) é um técnico mandando e desmandando no clube, mesmo demonstrando não saber ao menos para onde seu nariz aponta. O Galo por quem torço e sofro parece um navio ao sabor das marés, enquanto seu capitão se diverte em um cassino improvisado no convés.

Eu me segurei ao máximo, eu tentei me convencer do contrário, mas agora não dá mais: Vanderlei Luxemburgo está perdidinho da Silva e continua dando tiros para todos os lados. Escala mal, substitui mal e ainda acha que está sendo perseguido pela torcida e pela imprensa. Ah, tenha dó!

Quando era pequena, escutei estes versinhos que jamais me saíram da mente: “Tropeiro só fala em burro, carreiro só fala em boi. Moça só fala em namoro, velho só fala o que foi”. Luxa ainda é bem jovem, mas então por que só sabe falar do que já fez, do que já foi? Não é de passado que se faz futuro. Não é com discursinho barato nem com desculpas esfarrapadas que se sanam problemas.

BURRO PENSANDO: COMO É QUE SAIO DESSA?

Sinceramente, senhor Alexandre Kalil, eu acho que você deve fidelidade ao Clube Atlético Mineiro. Se tiver que escolher entre o Galo e aqueles que fazem mal ao Galo, não titubeie. E não me refiro apenas ao técnico Vanderlei Luxemburgo.

O grande volume de lesões e o mau preparo físico de vários jogadores, mesmo depois de tanto tempo treinando, não é coisa normal. Descasque seu abacaxi, desate o nó que tiver que desatar, faça o que tiver que fazer, pague multas, despache para bem longe uma canoa cheinha só de nego imprestável, mas livre o Galo deste pesadelo.

Faça alguma coisa, antes que seu nome vá para o ralo, lá para as páginas vergonhosas de nossa história, antes que você tatue seu nome em nosso livro como o presidente que chegou prometendo grandes conquistas e nos levou para as profundas dos quintos.

Atenciosamente (e bem menos pacientemente),

Ana Cristina Gontijo

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ATLÉTICO 1 X 0 GRÊMIO PRUDENTE. OS 3 PONTOS TAMBÉM VALEM JOGANDO MAL.

Se o Galo venceu e obteve os 3 pontos, pouco me importa se jogou bem ou mal…

Mas…

… devo reconhecer que jogando mal desta forma, a confiança que a torcida tem em uma recuperação segura e firme vai pras cucuias.

Porque nós podemos até gostar de uma vitória mesmo não jogando bulhufas. Afinal, se somam 3 pontos e, a cada resultado positivo, o risco de rebaixamento se torna mais longíquo.

Porém, é duro constatar que os 8 meses de trabalho do sr. Vanderlei Luxemburgo no Galo só serviram para piorar a equipe.

E não foi só piorar, não senhor!

Ao detonar o elenco antigo, em pleno campeonato, sem nenhum planejamento responsável, o “mestre dos mestres” conseguiu pulverizar qualquer resquício de esquema tático que porventura existia.

Pois ele foi incapaz de criar um esquema inteligente que superasse o antigo.

E o resultado que vemos hoje é um rol de jogadores bons, alguns deles de alto gabarito, nos dando a impressão de nunca terem jogado juntos.

E não são 8 dias! São 8 MESES!

De muito trabalho? Talvez. Até acredito. Mas será mesmo um trabalho bem feito e eficaz?

Confesso que sou cético quanto a isso pelo simples fato de que, se esse trabalho  fosse produtivo, algo de bom já teria sido demonstrado.

Hoje a equipe jogou um razoável primeiro tempo, embora não tenha sido incisiva dentro da área, aonde as coisas acontecem.

A bem da verdade, apesar do ilusório domínio, só tivemos uma chance real de gol nesse período.

Os comentaristas do L&N não acham pouco demais para um time tão badalado, jogando em seus domínios contra o Grêmio Prudente (que por mais que mereça o nosso respeito) é uma equipe pequena e inexpressiva?

Pois bem, as esperanças de uma melhora acentuada se concentraram no segundo tempo.

E o que aconteceu? Por falta de pernas, o time simplesmente morreu em campo! Durma-se com um barulho desses!

8 meses treinando, 8 meses se preparando fisicamente, 8 meses de “muito trabalho” para um segundo tempo ridículo contra o Grêmio Prudente, simplesmente porque o nosso time só aguenta correr 45 minutos!

Onde está a tão famosa preparação física do Galo? Cadê o Mello, de quem se dizem maravilhas, apesar de sua aterrorizante e traumatizante caixa de areia?

Não fosse a clarividência de Ricardinho _ ao achar Obina bem posicionado na área aos 41 minutos da segunda etapa _ estaríamos, mais uma vez ,  deitando a cabeça inchada no travesseiro.

Depois desta partida, eu pergunto a vocês (e por favor, me respondam de forma sincera): qual o grau de confiança que este time nos passa?

E hoje eu tive uma certeza que, paradoxalmente, me assusta ainda mais: os jogadores lutam muito em campo!!!

E se lutam muito, aonde está aquele propagado complô contra o treinador sugerido sutilmente por ele mesmo?

Não existe complô porra nenhuma, minhas amigas e meus amigos. A incapacidade de fazer essa equipe jogar está no próprio treinador, que não consegue transformar em realidade a sua verborragia infindável.

E aí, para encobrir a sua incompetência,  começa a procurar chifres em cabeça de cavalo!

Custo a crer que estou aqui descendo a lenha em um treinador que, bem ou mal, acabou de obter 3 pontos para a nossa sacolinha.

Mas o que está me apavorando verdadeiramente são os próximos compromissos, principalmente os fora de casa.

Pois a continuar com Fabiano no lugar de Mendez, a manter o louco Diego Macedo na lateral direita, a permanecer não se importando com a marcação no meio de campo, a persistir colocando Berola na reserva… ah, amigos, a nossa dor de cabeça só aumentará.

Eu, tanto quanto vocês, esperava muito mais. Muito mais.

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ATLÉTICO 2 X 3 SÃO PAULO. E 3 RAZÕES PARA O FRACASSO.

A hora é de reflexão sim, mas também de ação.

A nossa situação, depois de mais uma derrota, é séria demais para que nenhuma atitude seja tomada.

Não estou dizendo que tem de botar o Luxemburgo porta a fora, mas grande parte do que está acontecendo é sim de responsabilidade dele.

Se ele sair, o que eu duvido, não teremos ninguém à disposição no mercado dos professores. Isso é um fato inquestionável.

Por outro lado, sob pena de sermos tachados de omissos, não podemos permanecer do jeito que está, o que também é um fato inconteste.

Então estamos numa sinuca de bico? Sim, estamos numa monumental sinuca de bico!

E POR VÁRIAS RAZÕES. Uma delas foi a atitude ingênua de menosprezar a importância do volante defensivo, aquele que protege a defesa como um pitt bull.

Ter a seleção de 1970 como exemplo de esquema a ser utilizado 40 anos depois é, no mínimo, uma agressão à nossa inteligência.

A época de “cerca-lourenço” ficou lá pelos idos da década de 1980.

De lá para cá, o futebol se tornou muito mais físico do que técnico, embora nenhum atleta consiga jogar, do meio para frente, se não possuir um mínimo de habilidade.

A série de derrotas e a cascata de pontos perdidos na competição são fruto da fragilidade de nosso meio de campo. E eu vejo que até as pessoas que não entendem de futebol repetem o mesmo refrão.

Pois o fato é tão acintoso que salta aos olhos de qualquer um!

Mas um treinador, 5 vezes campeão brasileiro, resolveu, insanamente, ignorar uma lei básica no ludopédio do esporte bretão: aquela que diz que futebol se ganha no meio de campo!!!

Ontem, no primeiro tempo, o time foi bem. Mas o que mais chamou a atenção foi a correria, a garra imposta pelo Galo. E o esquema tático? Ora, todos sabem que o nosso time não tem esquema tático.

Mas a bem-vinda correria, que fez com que o Galo virasse o placar, desgraçadamente retirou do time o fôlego que precisava para imprimir o mesmo ritmo no segundo. E o pior: por falta de pernas, toda a capacidade de reação evaporou!

E aí encontramos a segunda razão para o fracasso sempre repetido: O preparo físico da equipe é deficiente demais para quem almeja algo. E não é de hoje não. Estamos com problemas nessa área desde o primeiro jogo.

Isso faz com que jogadores como Eron _ que ontem fez um primoroso primeiro tempo _ caiam tanto de produção na etapa final, como aconteceu.

O curioso é que tivemos, neste ano, uma longa pré-temporada e uma inter-temporada de 1 mês por causa da parada da Copa do Mundo.

Ou seja, em situação normal, o time estaria voando na ponta dos cascos. Porém, inexplicavelmente, não está! Será a caixa de areia do Mello? Ou uma caixa de ineficácia no setor de preparação física?

E a terceira razão que justifica o limbo em que estamos: as substituições promovidas pelo professor são uma tragicomédia à parte. Na maioria das vezes, no decorrer do campeonato, ao invés de fazerem bem ao time, fizeram mal. Essa é que é a verdade.

Ontem ocorreu mais uma vez. Até um cego sabia que Ricardinho não poderia nunca ser substituído por Mendez. Isso travaria o time e tiraria dele toda a condição de transição de bola da defesa para o ataque.

E foi exatamente o que aconteceu, mais uma vez.

Mendez deveria ter entrado no lugar do Fabiano e feito dupla no meio com Ricardinho. Simples assim.

E a cereja do bolo da incompetência foi a saída de Berola para a entrada do insosso, invisível e improdutivo Ricardo Bueno. Se ainda tínhamos alguém (Berola) capaz de construir jogadas de perigo no ataque, mesmo jogando mal, a nossa chance se diluiu como bolhas de sabão levadas pelo vento.

Com a entrada de Bueno, Obina também sumiu, o que é mais do que lógico. Não há centroavante que consiga jogar se a bola não chega nele. O contrário corresponderia ao milagre da multiplicação dos pães!

E não espere que a bola chegue aos seus pés ou na sua cabeça se você tem ao lado um Ricardo Bueno da vida.

Enfim, mais uma derrota facilmente evitável. Mais um vagão de ouro entregue aos bandidos por nossa própria incapacidade de avaliação e principalmente, de ação.

Só sei que o pânico começa a se insinuar em nossas mentes apaixonadamente atleticanas.

E, com isso, confesso que a palavra “projeto”  já me dá calafrios dignos de uma febre amarela!

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GOIÁS 1 X 3 ATLÉTICO. UFA! ATÉ QUE ENFIM UMA VITÓRIA.

Um primeiro tempo de dar calo no olho! Mas Ricardinho foi lá e arredondou a bola na segunda fase!

Confesso que eu temi o pior na primeira etapa. Bolas matadas na canela, gol do Goiás aos 4 minutos, o tradicional espaço no meio de campo, a bola não chegando ao ataque porque não havia meia de ligação…

A coisa permaneceu horrorosa até Obina sofrer o penalti. Foi como se um oásis com água fresca e tâmaras de polpas doces surgisse de repente no calor de Goiânia.

A alegria dos jogadores foi tanta que era palpável há mais de 950 quilômetros de distância. Por conta disso, ao final do primeiro tempo, o time que mais incomodou (e quase meteu o segundo) foi o Galo.

O que é a cabeça do ser humano, não é? Uma pitada de confiança em seu próprio taco faz uma diferença atroz! Ou seja, músculo e habilidade não representam nada sem o preparo psicológico que disciplina o cérebro.

O fator “confiança” em futebol ou em qualquer esporte é mais importante do que o talento! Acreditem, eu digo isso com conhecimento de causa. Já estive nas quatro linhas por muitos anos.

Um perna de pau confiante em si mesmo rende muito mais do que um craque instável com auto-estima baixa.

Quando Ricardinho entrou em campo substituindo Jackson _ que não jogou ou não pôde jogar _ a impressão que eu tive é que a bola ficou mais redonda, mais macia, mais esférica.

Muitos acusam Ricardinho de lentidão. Porém, se não fosse a cadência imposta por ele hoje, nós estaríamos amargando mais uma derrota.

E lento ou rápido, nenhum jogador pode ser ignorado se a sua ausência ou presença faz tanta diferença.

O fato é que, apesar de o Galo não fazer uma boa partida durante os 90 minutos (pelo menos, não a ponto de nos deixar mais otimistas), fizemos o mais importante: vencer o jogo e chegar aos 17 pontos, o que parecia inatingível, por mais triste que possa parecer.

Claro que o segundo tempo foi muito melhor. Mas não posso, em sã consciência, dizer que foi ótimo. Longe disso!

O segundo gol foi achado no milimétrico lançamento de 40 metros de Ricardinho, que não satisfeito, ainda lançou Obina para o penalti do terceiro gol.

O penta campeão do mundo coleciona 9 assistências e 4 gols dos 21  feitos pelo Galo, ou seja, 62% dos gols saíram de seus pés, segundo informações do  Leo Gomide, jornalista mineiro sediado em São Paulo e importante colunista deste L&N.

Hoje, como sempre, Rever se destacou (e bote destaque nisso) na defesa. Aliás, foi o capitão. E a braçadeira lhe caiu muito bem, diga-se de passagem. Tomara que continue envergando-a, mesmo com o retorno de Tardelli.

Serginho bateu todos os recordes de passes errados que eu já vi no Galo. Seria até interessante conferir estatisticamente, pois foi um verdadeiro absurdo.

E tome contra-ataque. Já passou da hora do Luxemburgo avaliar seriamente.

Fabiano também não marcou e não armou. Não fez uma jogada sequer que pudesse dizer, ao final do jogo, que contribuiu para a equipe.

Berola, na minha opinião, foi um dos melhores em campo, apesar de ter sumido do jogo nos 30 minutos iniciais. Mas se aparecer, a partir daí, com as jogadas espetaculares que fez, estará mais do que perdoado. E sempre será ovacionado.

O garoto é simplesmente imarcável quando enfrenta o zagueiro com a bola bem dominada. Parece um quiabo babento!

Enfim, não gostei do jogo, mas aplaudo de pé a vitória. Quem dera que jogássemos mal e vencessemos todas as partidas.

Seria sensacional!

Vamos pra cima deles, meu Galo querido!

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ATLÉTICO 1 X 2 PALMEIRAS.

Não vou pedir a cabeça do Luxemburgo, pois a torcida do Galo se divide entre o sim e o não.

Além disso, se demitir Luxemburgo, qual o técnico que vamos contratar, não é?

Este é o principal argumento dos que defendem a manutenção do tal “projeto”.

Ok, eu os respeito e entendo que dificilmente conseguiremos contratar um técnico de bom nível, se olharmos com atenção o mercado dos “professores”.

Então, vamos continuar com Luxemburgo mesmo, que é simplesmente “O” melhor. Não temos outra alternativa… ou temos?

Hoje o time estava quase completo. Mesmo assim, não conseguiu trocar 3 passes seguidos sem perder a bola! Vejam bem,  não estou falando de jogadas de ataque rápido, com movimentações e deslocamentos inteligentes, nem nada.

Já não tenho o atrevimento de pedir tanto, pois isso parece estar acima da capacidade do nosso time e do nosso treinador.

Falo apenas de meros passes, que são os fundamentos mais simples do futebol! E nem estou exigindo distâncias de 40, 50 metros não! Falo de passes de 4 ou 5 metros.

Para quem me lê, devo esclarecer uma coisa: neste momento, não estou com raiva, ou arrancando os cabelos ou destroçando o fiofó com a unha não!

O sentimento que me move neste exato instante é o de extrema frustração meio que expandida numa tristeza maior que o mundo.

Pois sei que, a continuar “fingindo jogar” _ sinto dizer isso _ NÃO VAMOS VENCER NINGUÉM!

Neste momento, a julgar pela performance de hoje, o nosso destino está mais para a Z-4 do que para o G-4. Quem discordar, pode me xingar! Fiquem à vontade.

Estou tão triste que adoraria que um atleticano abraçado ao projeto do professor entrasse no L&N e detonasse as minhas críticas.

Talvez eu conseguisse dar um up na minha esperança escorado na discordância dele!

A minha frustração e a minha tristeza não são baseadas nos erros de passes que citei, ou na total inexistência de esquema, ou na extrema lentidão de um time no qual um jogador demora uma enormidade só para descobrir aonde está o seu companheiro.

Pois isto, por si só, é a mais clara comprovação de que não existe treinamento específico para os setores da equipe. É como se os jogadores se reunissem pela primeira vez.

E também não é porque o time não tem nenhum tipo de sincronização (nem no ataque, tampouco na defesa), nada de jogadas ensaiadas ou até mesmo porque não tem a mínima idéia de como atacar o adversário.

Tanto que o nosso gol hoje foi por puro acaso. Revejam a reação do Berola e verão do que eu estou falando. Nem ele acreditou que tinha feito o gol.

É uma verdadeira tática zero somada a esquema zero! Ou seja, nada vezes nada!

Mas o que me incomoda profundamente é a total falta de sangue, de garra, de comprometimento de alguns jogadores.

Enquanto alguns botam os bofes pra fora, outros nem sequer suam a camisa.

Enquanto alguns chegam ao vestiário depois do jogo cheirando a suor ardido, outros ainda conservam os odores perfumados de  Armani’s e Azarro’s.

É isso que dói! É isso que incomoda a alma guerreira do atleticano.

Pois vai contra tudo aquilo em que sempre acreditamos e a maioria de nossos times sempre confirmou em campo.

Além da catequização diária dos pais atleticanos, que sempre buscam na garra extremada, o maior argumento para convencer o filho a adotar e amar o manto sagrado.

As nossas mais diletas e sagradas tradições estão indo pro ralo com esse time sangue de barata!

O nosso orgulho está sendo pulverizado, após cada derrota vergonhosa,  por palavras bonitas que têm o intuito de mascarar o trabalho técnico mal feito.

E vamos aguentar tudo isso sim. NÃO TEMOS SAÍDA (?). Afinal, não existe no mercado nenhum professor capaz de dar uma virada na situação caótica em que o Galo está.

Temos hoje um dos melhores elencos do Brasil. Ok. Fazer o que com ele se não conseguimos formar um time, MESMO TENDO O “MELHOR” TÉCNICO DO PAÍS?

Simplesmente esperar o pior? PASSIVAMENTE?

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FLAMENGO 0 X 0 ATLÉTICO.

Rever foi perfeito do princípio ao fim e descobrimos que, finalmente, temos um excelente goleiro.

Tanto Réver quanto Fábio Costa consertaram o que tinham de consertar.

Se antes as bolas difíceis de defender entravam, hoje não entram mais.

Se antes aquelas bolas sobravam para os atacantes adversários, hoje sobram para Réver, absoluto no meio da zaga.

Eron deu mais sangue que todos os renomados homens “biônicos” de 6 milhões de dólares. O menino tem personalidade e num determinado momento, abriu os braços reclamando da passividade do time.

Gostei de sua bravura, de sua braveza e de sua personalidade. Tem futuro.

Só não gostei de sua substituição, mas entendo que pode ter sido por cansaço. Afinal, o ritmo do junior é mais maneiro que o profissional.

Lima saiu de campo contundido na cabeça e Cáceres entrou lento e sem encontrar o seu posicionamento. Mas melhorou muito no segundo tempo.

Jataí continua não decepcionando e permanece rápido no combate. O seu jogo é de um Zé Luis mais novo.

Serginho tem de melhorar muito em relação ao Serginho de tempos atrás.

Ricardinho se esforça e temos de reconhecer que, com mais de 30 anos, corre mais que muitos novinhos. Pelo menos não foge da responsabilidade, ao contrário de muitos.

Diego Souza está assistindo aos jogos em cadeira vip. Fez duas jogadas importantes no jogo todo. Convenhamos, é muito pouco para quem foi recebido com tanta festa e tanta esperança.

No meu entender, deveria ter sido substituído por Berola ainda no primeiro tempo, coisa que não aconteceu nem na segunda etapa, inexplicavelmente.

Tardelli foi um dos piores em campo, como também o foi em outras partidas. Não sei o que se passa com o artilheiro de 2009. Parece que se deu, à revelia de todo mundo,  um período de férias.

Tardelli não divide, não dá combate quando perde a bola (o que é constante), não contribui com a equipe em nenhum momento. E ainda é capitão! Piada sem graça!

O gol que perdeu, cara a cara com o goleiro do Flamengo, poderia ter trazido 3 pontos para a nossa sacolinha. Mas não trouxe, porque errou bizonhamente.

Enfim, o Galo jogou mal no primeiro tempo. Errava muitos passes e não conseguia concatenar jogadas de ataque, apesar de as melhores chances terem sido nesta etapa.

Esperava o Flamengo em seu campo e só não foi vazado porque o time carioca é, neste ano, muito limitado.

Os espaços no meio de campo continuam sendo o nosso maior problema.

No segundo tempo, melhorou. Mendez entrou e passou a combater com muita vontade, além de se projetar para o ataque. Esse cara ainda vai nos dar muitas alegrias, anotem o que falo.

O Galo se acertou um pouco mais.  Adiantou a marcação, pressionou o Flamengo, dominou as ações no meio de campo e só não ganhou o jogo por conta da falta de pontaria de nossos jogadores.

Aliás, as melhores oportunidades de gol foram de jogadores de meio de campo e não dos atacantes.

Gostei dessa alternativa. Algo novo no esquema do Luxemburgo. Os volantes se adiantam em trocas rápidas de passes e pegam de surpresa a defesa adversária.

Tanto que Jataí e Serginho, em momentos diferentes, estiveram na cara do goleiro flamenguista.

No meu ponto de vista, não há que se desesperar. As vitórias estão difíceis de acontecer, é verdade. Mas virão, tenham a certeza disso.

Apesar das burrices e das invenções!

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CARTA AO PRESIDENTE KALIL.

CRÔNICA ESCRITA POR ANA CRISTINA GONTIJO ESPECIALMENTE PARA O L&N.

Prezado senhor presidente Alexandre Kalil,

É com muito respeito que escrevo esta carta. Não existe, nestes chãos de nosso Brasil, outro homem que eu gostaria de ver à frente de nossa nação alvinegra. É com segurança que sempre defendo seu nome, certa de que você tem sido incansável na busca por defender nossas cores, nosso escudo. Portanto, não me sinto órfã de presidente.

Acontece que estou com medo, logo eu, que não costumo deixar-me abater por coisa pouca. Acredito que todo trabalho sério será recompensado e sou sempre a primeira a pedir calma quando, ao meu lado, as pessoas agem como se tudo estivesse vindo abaixo. Fico irritada quando esses tais soltam xingamentos em golfadas, como se nosso mundo preto e branco estivesse sempre a ponto de se extinguir em algum abismo multicor.

Eu não. Eu sou serva da esperança. Chego a ser chamada de boba, ingênua, por sempre acreditar no impossível. Mas, presidente, cá entre nós, a verdade é que eu estou com medo. De ontem para hoje eu não dormi bem. Sonhei com futebol, reorganizei o time em campo, escalei a equipe que eu quis e fiz as substituições que eu gostaria de ter visto. Depois de um sono atribulado, acordei duas horas mais cedo do que deveria, cansada e triste. Por isso resolvi escrever.

Chegou o momento em que começo a duvidar de minha voz quando digo que o Galo não vai cair. Por favor, não me leve a mal. É que ainda guardo o gosto amargo do que nos aconteceu em 2005. A ferida, ainda lembro, foi difícil de fechar. A cicatriz que carrego é feiosa e, por favor, eu não quero outra. Ontem li que Corinthians e Vasco foram os últimos dois grandes clubes rebaixados, em 2007 e 2008 e que, ao final da décima quinta rodada, tinham 19 e 16 pontos, respectivamente. É por isso que estou com medo.

É claro que não vou abandonar a luta, não deixarei de vestir minha camisa e apoiar o time, sempre. Há muitos anos argumento que não ando atrás de títulos, e é verdade. Não troco meu escudo nem por cinco mil tríplices coroas. Se lhe escrevo, Alexandre Kalil, é exatamente porque não tenho para onde ir. É aqui que eu quero ficar. Já não poderia aprender a amar outro escudo, nem vestir outras cores. Minhas cordas vocais já não saberiam cantar outro hino. E um juramento eu faço: meus lábios jamais saberão o gosto de beijar outra bandeira.

Não estou aqui para lhe dar conselhos. Já faz um tempo que me demiti de ser dona da verdade e, de mais a mais, não sei o que se passa nos bastidores do clube. Não saberia opinar sobre uma possível demissão da comissão técnica, nem sobre mudança no esquema de treino. Tenho, sim, alguns questionamentos. Por exemplo, se um lateral direito é muito melhor que o outro, por que ele continua no banco de reservas? Se um esquema com três zagueiros não funciona, por que o treinador continua utilizando-o? Se um jogador não é goleiro, por que ele veste a camisa 1, se sempre aprendemos que todas as peças são importantes em um time? São perguntas que me acompanham ao longo da semana e seguem martelando após cada apresentação da equipe.

Quero terminar esta carta dizendo que lhe desejo sabedoria para conduzir este momento à frente de nosso Galo. Se você, como nosso comandante, também está confuso e talvez (apenas talvez) com medo, peça paz, coragem e sabedoria do Alto para realizar seu trabalho. Por favor, apenas prometa que não deixará de lutar e de colocar os interesses do clube acima de quaisquer interesses individuais. Nós precisamos de seu pulso firme. Precisamos de suas decisões e esperamos que sejam sensatas. Só você pode fazer com que a realidade do nosso Galo não se distancie cada vez mais das palavras que cantamos no hino.

Existe uma nação ao seu lado e não iremos a parte alguma. Mesmo que já não sejamos tantos, mesmo que já não sejamos tão fortes, mesmo feridos, nós, os que ficarmos, seremos um povo que não foge à luta!

Um abraço alvinegro,

Ana Cristina Mendes Gontijo

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SANTOS 2 X 0 ATLÉTICO. MAIS UMA DERROTA E TUDO CONTINUA BEM?

Vamos morrer abraçados com um mito que a própria torcida do Galo criou?

Ou está na hora de mudar definitivamente?

Cara, meu amigo, meu irmão, confesso que eu cansei de comentar derrotas!

Eu cansei de ver adversários passearem em nosso meio de campo como se fossem turistas ocasionais.

Estou cansado de ver adversários limitados dançarem em nosso meio de campo como se fossem bailarinos argentinos encenando os tangos de Gardel.

Estou cansado de tantas derrotas seguidas e sempre com as mesmas desculpas que trazem à socapa um tom de verdades absolutas, mas que contêm a mentira deslavada da mais pura incompetência.

Amigas e amigos, eu me cansei de verdade!

Eu nunca tinha visto uma campanha mais pífia com os melhores jogadores que o clube poderia contratar.

Se fosse com Bilu, Mexerica, Rodrigo Fabri, Edson, Juninho, Marinho, Jorge Luis, eu até entenderia, juro.

Mas com os jogadores que temos hoje é simplesmente uma pantomina, uma comédia de horrores que somos obrigados, como atleticanos, a deglutir como se tudo fosse a coisa mais natural do mundo.

Ora, bolas! CHEGA de tantas derrotas!

Jogando bem ou jogando mal, eu quero mais é vencer, como o nosso hino canta.

Podem me dizer que o Galo jogou o primeiro tempo de uma forma razoável, mas cá entre nós… ganhou?

Podem até tentar me convencer que o Galo fez um segundo tempo bom a partir dos 20 minutos, mas eu pergunto: venceu?

Independente da roubalheira do juiz, que deu um penalti só porque o defensor não arrancou o braço (pois só assim evitaria o penalti), quem, em sã consciência, diria que o Galo merecia vencer hoje?

Ora, façam-me o favor! É tempo demais que o Kalil dá a um técnico que só veio aqui para exercitar a sua empáfia, mais nada!

Com jogadores qualificados, a equipe não é uma equipe. Ainda continua jogando como um bando em campo, sem qualquer organização.

Não tem jogadas ensaiadas, não tem aproximação, não se ajusta em nenhum setor.

E a culpa é de quem? Deixo para vocês a resposta!

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ATLÉTICO 3 X 1 GUARANI DE CAMPINAS. OLHA A REAÇÃO AÍ, MINHA GENTE!

Quem diria, em sã consciência, que o Jataí algum dia consertaria esse time?

Pois é, meus amigos, consertou.

A entrada do jogador da base atleticana no segundo tempo sanou os problemas que vínhamos tendo no primeiro, quando vivemos o mesmo drama novelesco de tantos e tantos jogos.

Na lateral esquerda não existia ninguém. O Luxemburgo, na impossibilidade de contar com Leandro e Fernandinho, simplesmente improvisou Ricardinho por ali.

E tome ataque pela esquerda! Ricardinho fazia apenas figuração, sem verdadeiramente atuar como ala esquerdo, só tentando desarmar o adversário com o olhar.

Quem caía por ali na sua cobertura era Lima, totalmente entregue às baratas.

Depois Luxemburgo trouxe Werley para o seu lugar (e Lima foi para o centro da zaga) e a coisa pareceu fluir um pouco melhor.

Mesmo jogando mal, o Galo perdeu oportunidades raras de fazer o seu gol. Mas o Guarani também desperdiçou.

Mas eis que no segundo tempo, Luxemburgo teve a brilhante idéia de lançar Jataí no jogo. E aí, se restabeleceu o velho ditado: O QUE É DO HOMEM O BICHO NÃO COME!!

Rápido nos botes e incansável na cobertura dos laterais, Jataí reorganizou o meio de campo.  Jogou como se fosse um veterano e não como um garoto recém-promovido das categorias de base.

Depois de sua entrada, ninguém mais se criou por ali. O menino estava em todos os lugares, como um ogro mágico.

E propiciou ao time do Galo a liberdade de jogar bola, sem ficar correndo atrás do adversário, como em outras jornadas.

Quando Luxemburgo tirou Berola de campo, eu o xinguei até a última de suas gerações.

Como pode um técnico retirar de campo o atacante mais agudo, o mais impetuoso, o mais produtivo?

Só muito depois é que fiquei sabendo que Berola sentiu uma fisgada na coxa. Então, Luxa, desculpe os palavrões e impropérios deste blogueiro, por favor.

Obina entrou e fez o dele, assim como Tardelli já tinha enfiado dois gols na caçapa do bugre paulista.

No segundo tempo, o Galo dominou o jogo do princípio ao fim e outro resultado que não fosse a vitória seria uma tremenda injustiça.

Ricardinho foi, disparadamente, o melhor em campo, na humilde opinião deste blogueiro. Jataí, Lima, Serginho (que fez a jogada mais bonita da partida), Tardelli e Rafael Cruz também se sobressaíram.

Em especial, Rafael Cruz, que fez a sua estréia com a camisa do Galo, jogou muito bem. Defendeu, atacou e deu um passe primoroso para o primeiro gol de Tardelli. Além de saber, como poucos,  efetuar cruzamentos.

Anotem: o homem é fera! Está há anos-luz na frente de Diego Macedo!

Diego Souza fez o seu melhor jogo com a camisa alvinegra, apesar de não ser ainda, um dos melhores em campo.

E o que eu mais gostei: a comemoração dos jogadores do Galo. De todos!

Demonstraram ali que não tem corpo mole, que não tem essa de trairagem!

Os caras querem jogo!

Enfim, um bom resultado que pode ser o início real de nossa retomada, embora ainda sem aquele jogo consistente e fluente que todos queremos ver!

Vamos pra cima deles, meu Galo querido!

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ATLÉTICO 1 X 0 GRÊMIO PRUDENTE. FOI NO SUFOCO, MAS VENCEMOS!!

Quando todos os astros entravam em conjunção para sacramentar mais um resultado negativo do Galo, eis que, no derradeiro minuto, no “cerrar das cortinas” (como diriam os antigos narradores), o pé encantado de Ricardinho decretou a vitória tão ansiada.

Depois de mais de 500 minutos em jejum, o mais importante objeto do futebol, a bola, seguiu rasteirinha por entre uma floresta de pernas vermelhas e foi se aninhar, caprichosamente, no conforto das redes do bom time paulista.

Se o empate persistisse, seria injusto demais.

Apesar de estar longe do ideal, o time demonstrou raça e coragem. Mas a vitória suada e dramática não pode nos iludir, nem colocar uma venda em nossos olhos.

Continuamos com os mesmos problemas, sem tirar nem por, essa é que é a verdade.

O nosso meio-de-campo é pouco marcador e ontem, em especial, Serginho conseguiu fazer a sua pior partida com a camisa alvinegra. Mesmo assim, foi um dos que mais batalharam em campo.

O Atlético não consegue estabelecer um padrão claro de jogo. Não se vê triangulações, 1-2, tabelas…

E a rapidez de contra-ataque, que até bem pouco tempo atrás, era a nossa arma mais letal, desapareceu.

Talvez com Berolla a tenhamos de volta. Pois de todos os nossos atacantes, é o mais rápido. E ontem, Berolla, no entendimento deste blogueiro, foi o melhor em campo.

Desestruturou, com todas as letras, o sistema defensivo do Grêmio Prudente. Pois ele não é de fazer a mesma jogada duas vezes seguidas e nem de estar sempre no mesmo lugar.

Neto Berolla possui uma qualidade que o pseudo-padrão de jogo do Galo deveria ter e não tem: IMPREVISIBILIDADE.

Alguns jogadores foram muito importantes na vitória: Fábio Costa foi um deles, ao defender uma bola dificílima ao final do jogo. Se aquela bola entra, meus amigos, adeus. Até mais ver, au revoir!

Ricardinho, além do gol salvador, jogou muito bem, assim como Lima. E embora eu destaque tecnicamente alguns, devo elogiar a dedicação de todos, pois correram muito em busca da vitória, do primeiro ao último minuto de jogo.

Alguns com mais qualidade, outros com menos. Mas todos honraram o manto com a sua garra.

Resta agora dar padrão tático e técnico ao conjunto. E quem tem de descascar esse abacaxi é o treinador Luxemburgo, pois quase nunca se vê um time do Galo estabelecer estratégias de ataque com tanta dificuldade.

Vida longa às vitórias do Galo! Mas, se todas forem como esta, metade da nação atleticana não viverá para contar a história!

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DAQUI A POUCO, O ATLÉTICO ENFRENTA O GRÊMIO PRUDENTE, PELA COPA SUL-AMERICANA.

Desta vez pela Copa Sul-Americana, o Galo entra em campo para superar a 1ª fase da competição, que é o primeiro passo para a Libertadores de 2011, devido às circunstâncias incômodas na tabela do Brasileirão.

Dificilmente lograremos encerrar o campeonato no G-4, se analisarmos com a cabeça fria e os pés fincados no chão.

Para nós, a esperança que resta se chama Copa Sul-Americana.

E nesta disputa, o Galo tem de se lançar de corpo inteiro. Ou melhor, corpo e alma inteiros para uma jornada que nos reabilite de tantos vexames.

Que na partida desta quarta-feira, consiga resgatar a auto-estima do atleticano, que anda mais em baixa do que a quase perdida fé em Vanderlei Luxemburgo.

A escalação do Atlético, no Ipatingão, será baseada no 3-5-2: Fábio Costa, Werley, Jairo Campos e Lima; Diego Macedo, Serginho, João Pedro, Ricardinho e Fernandinho; Diego Souza e Ricardo Bueno.

Com toda sinceridade, para mim o 3-5-2 não é um esquema defensivo. Muitas vezes, é muito mais ofensivo que o 4-4-2. Tudo depende da atuação dos alas.

Quando eles são bons e produtivos, o time se torna mais agressivo e compactado. Quando não, a vaca arruma as malas e vai embora sem despedidas inúteis.

Zé Luis e Daniel Carvalho, lesionados no joelho, não jogam. Cáceres está no Paraguai para uma partida festiva pela seleção de seu país. Custava pedir dispensa, capitão?

E Diego Tardelli está na seleção do Brasil nos EUA.

Eu vi alguns instantes do empate entre Grêmio Prudente e cruzeiro no último domingo.

Congestionaram o meio de campo e travaram o time azul-piscina.

Com toda a certeza do mundo, eu posso afirmar, sem medo de errar: farão o mesmo contra nós! Posicionarão neste setor um batalhão de jogadores dispostos a vender caro a derrota.

Ali no meio, justamente aonde somos deficientes no combate, na pegada e na distribuição dos jogadores em campo.

E nessa região, a cobra vai fumar, não se iludam!

Vanderlei Luxemburgo terá a chance de mostrar que ainda é um técnico de alto nível. Esperamos dele o pulo do gato!

Aguardaremos aquela sacada genial que eliminará, de uma vez por todas, a previsibilidade de nossas jogadas e retire o gesso que imobiliza as pernas de nossos atletas.

A falta de entrosamento deixa a equipe lenta porque os jogadores não se conhecem e necessitam de segundos a mais para pensarem as jogadas, pois não sabem onde o outro está.

E não conseguimos cadenciar o jogo porque perdemos bolas perigosíssimas que propiciam ao adversário contra-ataques mortais.

E aí a cadência vai pro ralo, uma vez que passamos a correr mais do que a bola, tentando corrigir erros infantis.

Enfim, agora é torcer, mas torcer muito para que vençamos o Grêmio Prudente e sigamos vivos no torneio.

Sendo assim, vamos pra cima deles, meu Galo querido!

(Estranharam as imagens do post? Um grande esquadrão e grandes campeões do nosso passado glorioso. A intenção é que o espírito vencedor deles baixe sobre os nossos atuais jogadores! E que o imortal Telê Santana projete uma luz sobre Luxemburgo!).

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