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ATLÉTICO 2 X 0 BAHIA. E OS PÉS PERMANECEM GRUDADOS NO CHÃO.

Não quero supervalorizar a vitória e muito menos desmerecer a sua importância.

Afinal, por causa disso, saímos da zona de rebaixamento. Pelo menos, momentaneamente. Mas nada nos garante que o time tenha engrenado definitivamente.

Não sabemos o que acontecerá no próximo jogo, contra o Atlético-GO fora de casa. Apostar em uma vitória do Galo em Goiânia é como jogar na sena e se endividar até no talo com a certeza de se tornar milionário.

A não ser pelos 3 pontos guardados zelosamente na sacolinha, não foi uma partida que nos inspire a ovacionar a equipe daqui para a frente.

Alguns jogadores ainda permanecem atuando dentro daquilo que os boleiros (aqueles que jogam ou jogaram de forma séria) definem como “jogando pedrinha”.

No presente caso, Mancini e Serginho.

Mancini, especialmente, teve a chance de se redimir no segundo tempo, quando assumiu a lateral direita. Naquele espaço de campo, não comprometeu, pois decidiu jogar apenas o feijão com arroz. Já não é capaz de produzir mais do que isso.

Só não incluo Renan Ribeiro nesta lista porque o jovem goleiro da base não foi exigido em nenhum momento do jogo.

E se a bola não vai nele, não tem como falhar.

Jogar sem goleiro é uma tragédia digna dos grandes dramas gregos! Dureza, viu!

No mais, o Galo se cuidou muito nos combates no meio de campo e eu não vi a zaga desguarnecida em nenhum momento.

Werley colou no Reinaldo e Triguinho cobriu seu lugar, sem falhas durante todo o jogo.

Daniel Carvalho soube distribuir as jogadas enquanto teve fôlego. O lançamento que fez para o segundo gol de Magno Alves pagou o ingresso.

Daniel Carvalho tem um potencial tão grande que nem ele mesmo sabe. E, por conta disso, não se valoriza.

Pelos dois gols marcados, um deles em um penalti que na hora achei que não existiu _ mas que, depois confirmei sua legalidade por VT _ Magno Alves foi o nome do jogo.

Além de jogadas agudas em direção ao gol. E quando estava crescendo ainda mais, foi retirado da partida pelo treinador. Vai entender.

Pierre também foi destaque. Das bolas que disputou, não perdeu uma sequer.

A realidade é que o Atlético atuou de forma consistente do meio para trás. E de forma improvisada e insegura do meio para o ataque.

A bem da verdade, o primeiro lance efetivo de gol aconteceu aos 45 minutos do primeiro tempo, quando o penalti foi marcado. Nada mais além disso.

Muito pouco para quem jogava em casa, com o apoio da torcida.

As chances se multiplicaram no segundo tempo, quando o Bahia se lançou ao ataque em busca do empate e foi surpreendido pelo primoroso lançamento de Daniel Carvalho, que encontrou Magno Alves livre para fazer o segundo gol.

E, logo depois, Bernard _ que deu muito mais velocidade às tramas de ataque _ perdeu uma chance de ouro, cara a cara com Thiago.

Essa vitória não me tira a certeza de que vamos brigar todo o tempo na parte de baixo da tabela, disputando com os times pequenos as migalhas que sobrarem.

Não temos equipe para mais do que isso, infelizmente.

Futebol é imprevisível, mas quando a incompetência da diretoria é exagerada e beira as raias da irresponsabilidade, é fácil fazer previsões seguras.

O que anseio é apenas escapar da segunda divisão. Não tenho mais nenhuma pretensão, pois não primo pela loucura.

Tomara que eu esteja enganado. E você, amigo leitor do L&N, qual a sua opinião?

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ATLÉTICO 3 X 0 ATLÉTICO-PR. UM BOM INÍCIO.

Um placar excelente para iniciar o Brasileirão.

Uma partida não tão boa assim, mas que deu pro gasto.

Analisando com a razão _ e não com o coração _ devo dizer que os titulares fizeram uma falta danada.

Na falta deles, aquela velocidade e entrosamento de jogos anteriores foram pro ralo.

Quem assistiu ao jogo deve ter notado que os jogadores, de posse da bola, esperavam o deslocamento do companheiro para passar a pelota. Isso não é o ideal, pois cadencia uma jogada que deveria ser veloz.

Em uma equipe coesa, o passe é dado de primeira, sem hesitação, pois a movimentação _ que é vista de rabo de olho por quem detém a bola _ é mecânica. Coisa treinada até enfarar.

O meio de campo concedeu espaços demasiados, o ataque não foi incisivo em suas tramas e os laterais não conseguiram apoiar ofensivamente como antes.

Mas temos de reconhecer que um time desfalcado de 5 titulares (praticamente meia equipe), não se ajusta da noite para o dia.

Por causa disso, valem demais os 3 pontos, independente de como foram alcançados.

Não estou dizendo que a equipe jogou mal. Estou dizendo que o Atlético não foi o que poderia ter sido se tivesse atuado com o conjunto inalterado.

Hoje o Galo impôs a qualidade de seu plantel, não de seu conjunto. O jogo foi decidido em jogadas de grande qualidade técnica individual.

No primeiro gol, um lançamento primoroso de Giovanni. No segundo e no terceiro, o alto senso de oportunismo de Magno Alves.

Fillipe Soutto só não foi tão bem como em outras oportunidades porque Dorival Junior situou Richarlyson como primeiro volante e o jovem alvinegro teve de se adaptar a uma posição na qual não vinha atuando.

A meu ver, mudanças demais para um setor tão importante.

Entretanto, para iniciar, foi fantástico. E ainda nos demos ao luxo de perder gols em profusão.

Como disse Adilson Batista, o placar hoje poderia ter sido de 6, caso ele tivesse optado por 2 volantes e 2 meias. E ele veio com 3 ou 4 volantes.

Os destaques positivos foram:

Renan Ribeiro não falhou uma vez sequer. Firme nas saídas de bola e em todas as situações de ataque adversário. Transmitiu segurança. Nota 8.

Réver não perdeu nenhuma dividida. O capitão vem atuando de forma inquestionável e soberana. E olha que quase marcou o quarto gol! Nota 9.

Giovanni, apesar de muito marcado, ainda conseguiu fazer a diferença no meio de campo. Embora não tão bem como em outras partidas, distribuiu o jogo a contento. Nota 8.

Magno Alves, quando foi contratado, eu li os maiores disparates _ e impropérios _ em blogs radicais. Verdadeiras tentativas de humilhação explícita para com o profissional que chegava. Para estes atleticanos, se não forem contratados  jogadores de “nome”, nada vale. Esquecem que os grandes ídolos do Galo foram exatamente os desconhecidos ou os que se encontravam “em baixa” na carreira. Exemplos: Dario, Nelinho (poucos sabem que Nelinho estava em baixa quando foi para o Galo), Tardelli e Marques!!! Afora uma dezena de outros grandes jogadores na mesma situação.

Pois o bom velhinho meteu dois gols e ainda fez grandes jogadas. Apesar de seus trinta e tantos anos, corre muito mais que muitos garotos. Nota 9!!

Os estreantes:

Guilherme não fez nada mais do eu esperava. Sem ritmo e sem senso de tempo e espaço, tentou o mais que pôde ajudar coletivamente a equipe. Não conseguiu, mas tem muito a contribuir.

Gilberto foi uma boa surpresa. Além de um jogo fluente, sem firulas, tem sangue no olho. Pura raça. Se persistir assim, será a cara do Galo.

Marquinhos Cambalhota não jogou, pois a bola não chegou aos seus pés em condições de qualquer boa jogada ou finalização. Não há como analisá-lo.

Menção especial para Bernard, que entrou no jogo e cobriu _ e corrigiu _ aqueles setores que davam espaços. O garoto pode não ser uma sumidade em técnica, mas dá um gás que vou te contar!!

Enfim, uma vitória muito bem vinda!

Que continuemos encarando cada jogo como se fosse uma decisão.

E o final será o retrato de nossa raça!

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O CLÁSSICO E O OXIGÊNIO QUE NOS RESTA EM 2011.

Não é porque o Galo perdeu o título que vou detonar tudo o que foi feito de bom neste campeonato mineiro que se encerra hoje.

Algumas revelações importantes surgiram com muito brilho.

Fillippe Soutto e Giovanni Augusto são crias da casa e devem ser valorizados no decorrer do ano. Se uma revelação é difícil de aparecer, quanto mais duas!

De todo modo, como venho sempre dizendo aqui, campeão ou não, a equipe necessita de reforços de talento, mas que, além da qualidade, tenham o mesmo espírito de luta da garotada.

Quanto ao jogo, gostei dos primeiros 15 minutos e de mais 15 minutos no meio do segundo tempo, quando parecia que o cruzeiro estava perdendo o fôlego.

Foi quando Magno Alves perdeu aquele gol na cara do Fábio, que, sem dúvida, lacraria a tampa do caixão azul. Não se pode perder um gol daqueles, ainda mais quando o jogador em questão é o mais experiente do grupo.

O Atlético jogou para empatar e se fechou lá atrás. Não acredito que tenha sido Dorival Júnior que posicionou o conjunto alvinegro desta forma.

Apesar das tantas vantagens de se possuir elencos muito jovens, um dos grandes males é este: na hora da maior pressão, os garotos esquecem o que foi dito no vestiário.

E o nosso meio de campo acabou não funcionando. Ao invés de impor o seu jogo e agredir o cruzeiro, recuou demais e deu campo ao adversário.

Com isto, não alimentou o ataque e sobrecarregou a defesa. Nenhum setor defensivo do planeta consegue sair incólume quando a bola não para no seu ataque. 90 minutos são minutos demais para não ser vazado, quando a bola, a todo momento, está voando dentro de sua área.

Na minha opinião, Renan Ribeiro falhou nos dois gols, principalmente no segundo, quando surpreendentemente botou só um jogador na barreira.

Marcos, do Palmeiras, quando era o melhor goleiro do Brasil e um dos melhores do mundo, nunca fez isso.

Essas coisas acontecem num rachão ou em uma brincadeira, não numa decisão de campeonato. Renan Ribeiro, um jovem goleiro em início de carreira, ousou fazer o que os melhores goleiros do mundo não cogitam nem em sonhos!

E levou o gol _ que tinha a obrigação de defender porque assumiu a responsabilidade _ que deu números finais ao placar de uma partida que o Galo não merecia mesmo vencer.

Que Renan Ribeiro aprenda que, se a barreira existe, é para ser usada em seu favor.

No mais, é esperar que a diretoria (ineficaz até agora no departamento de futebol), saiba agir de modo inteligente daqui para a frente.

Não resta dúvidas que Dorival Júnior conseguiu soluções para a equipe quando a grande maioria, inclusive eu, duvidava.

Vê-se claramente que hoje temos padrão de jogo, trocas de passes rápidos, combate no meio de campo, jogadas ensaiadas, etc…

Mas também está claro que NÃO temos um time confiável.

Eu chamo de “time confiável” aquela equipe que, quando entra em campo, você tem a mais absoluta certeza de que vai vencer. E que quando perde, você se surpreende.

Eu diria que hoje o Galo, quando pisa no gramado, a torcida não tem certeza de nada. Nem da vitória, nem da derrota.

Muito antes pelo contrário!!

Resta-nos agora a esperança de uma boa campanha no Brasileirão e uma conquista de Sul-Americano.

Temos gás para isso, caro amigo e leitor?

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ATLÉTICO 2 X 1 AMÉRICA. GAROTOS SE TORNANDO HOMENS!

O Galo com a escalação atual, se analisado com realismo e imparcialidade, não é um time forte, sejamos francos.

Mas gradualmente vai pegando confiança, que é o dopping mais poderoso que um jogador de futebol pode injetar nas veias… ou na mente.

E eu já vi muitíssimos times medianos que, numa sequência de vitórias, vão se inflando de auto-estima a ponto de brigar na ponta da tabela.

Vide o Borussia Dortmund, na Alemanha, que hoje se sagrou campeão alemão com um time feito de garotos extremamente inexperientes.

Vide a equipe do Galo de 1977, mesclada de mais juniores do que veteranos, que foi vice-campeã brasileira com 10 pontos à frente do campeão.

Não estou sendo ufanista e nem otimista demais. Estou depositando apenas um voto de esperança em um time de garotos que vai se firmando a cada dia que passa.

Pois ninguém pode negar que até a pouco tempo atrás, com jogadores rodados (como Zé Luis e Ricardinho), a meia cancha era a verdadeira avenida Afonso Pena com pouco trânsito.

Por ali passeavam os adversários como se estivessem em um footing de fim de semana. Um local para o lazer, assim como a Praça da Liberdade.

E os zagueiros, coitados, eram largados à própria sorte.

Mas nesta tarde-noite, o meio de campo alvinegro congestionou de verdade a frente da zaga e não permitiu que o América se criasse no primeiro tempo, quando eram onze contra onze.

E distribuiu o jogo com dinamismo e rapidez nos contra-ataques, em todos os lados do campo, com toques de primeira e em direção ao gol.

No segundo tempo, com a expulsão de Richarlyson no primeiro minuto, a equipe sentiu exageradamente e o América tomou conta da partida.

Não entendi porque se deixou dominar tão facilmente. Afinal, já cansei de ver times atuarem com dez contra onze e nem sempre a superioridade é tão flagrante.

O conjunto atleticano se encolheu demais e sofreu uma pressão inadmissível para quem tem apenas um jogador a menos.

Curiosamente _ e devemos agradecer ao América por isso _ foi o adversário que nos acordou com um gol que foi mais falha do Guilherme Santos do que mérito deles.

A partir daí, o Galo se recompôs e jogou como se estivesse com o mesmo número de atletas, que é o que deveria ter feito desde a estranhíssima expulsão do Richarlyson.

Os volantes se projetaram e encararam a defesa pernalonga. E com Magno Alves _ que vem queimando a língua dos fundamentalistas insanos _ empatou o jogo. Era o que bastava para a classificação.

Mas ainda viria uma surpresa dos pés de Serginho, que como um centroavante daqueles que fungam no cangote do beque, invadiu a área como um bólido e deu fim às esperanças americanas.

Em suma, um primeiro tempo e metade do segundo excelentes. Gostei do que vi e já não duvido que esta equipe esteja se ajustando de forma consolidada.

Os grandes destaques de hoje foram:

Serginho, que a exemplo do jogo passado, se fez onipresente em todos os quadriláteros das quatro linhas. E ainda marcou um golaço. E não errou UM passe sequer durante toda a partida!! Parece um sonho? Não, é o Serginho que vem ressuscitando seu futebol! Foi o melhor em campo disparado.

Fillipe Souto, que nunca jogou nos juniores o que está jogando no profissional. Perfeito na marcação, rápido na saída de bola e dono de uma categoria para poucos. Ele sabe o que fazer com a bola e, na maioria das vezes, não executa o óbvio. Dificilmente perderá a posição daqui para frente.

Réver, que está voltando à sua costumeira forma. Desarmou, gritou, impôs moral como o grande capitão que é, e não praticou nenhuma falta que pudesse tirá-lo da final. O velho Réver está de volta!

O destaque negativo foi o juiz Abade, que durante toda a partida tentou intimidar a equipe atleticana, como sempre fez em outros jogos.

Peço encarecidamente àquele atleticano safado que paquerou _ com evidente sucesso _ a mulher do Abade, que se identifique neste blog. Afinal, fomos prejudicados por sua causa, seu sacana!

Se o time repetir o futebol do primeiro tempo nos 180 minutos que teremos pela frente, não tenho nenhuma previsão pessimista contra o cruzeiro, o Barcelona tupiniquim eleito pela tendenciosa imprensa mineira.

Que venga las vulpejas azules!!!

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ATLÉTICO 7 X 1 AMÉRICA-TO – PRUDÊNCIA E CALDO DE GALINHA…

O adversário pode até não ser parâmetro para avaliar o potencial do Atlético, mas o América de Teófilo Otoni não é pior do que o Grêmio Prudente.

Quero dizer com isso que, se o Galo tivesse jogado o que jogou hoje naquele fatídico 0 a 0 contra a equipe paulista, com certeza estaria ainda na Copa do Brasil.

Faço essa comparação só para estabelecer um ponto de equilíbrio entre o pessimismo e o otimismo.

Posto-me com prudência em relação ao resultado em si e é bom evitar euforia. E mantenho as preocupações, pois é uma equipe mediana, ainda não confiável e com vários defeitos crônicos.

Precisa ser urgentemente reforçada. E se, quando reforçada, mantiver essa vontade do primeiro ao último minuto, aí sim, pode até perder, mas dará trabalho.

Todavia, não resta dúvida que o conjunto se encorpou, imprimindo uma velocidade surpreendente e uma compactação que não existia antes.

Os destaques positivos de hoje:

Mancini: Fez a sua melhor partida desde que chegou. Correu muito, fez um gol, deixou o Magno Alves na cara do goleiro e organizou o time pela esquerda. E a sua alegria de estar aqui novamente parece ser mesmo genuína. E isso está influindo positivamente em seu futebol.

Renan Ribeiro: O garoto fez defesas muito boas. Aquelas bolas que até bem pouco tempo entrariam, hoje ele não deixou entrar. Tomara que recupere a velha forma.

Magno Alves: O Magnata deitou e rolou neste jogo. Tudo que fez deu certo. Apesar de sua idade, tem um capacidade de arranque muito maior do que muitos jovens por aí.

Giovani Augusto: O menino é destaque não pelo futebol apresentado, embora tenha mostrado categoria, vigor físico e inteligência de jogo. Entrou muito bem no primeiro tempo e caiu no segundo. Mas na partida desta tarde/noite, na minha modesta opinião, foi a mais grata surpresa. Custo a crer que Jackson era o titular em seu lugar. O Dorival tem algumas coisas que não dão pra entender, essa é que é a verdade! Haja paciência!

Guilherme Santos: A cada jogo, uma maior consistência. Uma boa qualidade técnica, muita disposição e capacidade física. Com estas virtudes, o garoto vai fazendo a torcida esquecer a quase eterna lacuna da lateral esquerda.

Enfim, sem entusiasmo exagerado e sem nenhuma ilusão quanto às futuras performances da equipe, que é bastante limitada, posso dizer que enxerguei um bom crescimento técnico.

Desta vez, pela primeira vez no ano _ exceto aquele primeiro tempo contra o Guarani de Divinópolis _ o dedo do técnico apareceu na foto.

Os trabalhos durante a semana surtiram efeitos, pois durante todo o jogo (apesar de eventuais quedas de rendimento) o Galo foi um time mais organizado, lúcido e obediente taticamente.

Afinal, vimos jogadas, como a do segundo gol (de Mancini), em que os toques foram todos de primeira. E muitos outros lances na mesma dinâmica.

Será que podemos interpretar isso como resultado de um grupo mais “clean”, mais limpo de más influências?

Será que, por fim, pegamos o caminho certo? Ou ainda não?

É bom manter de pé aquele velho ditado que diz  “prudência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém”!

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ATLÉTICO 1 X 1 UBERABA.

Apesar do empate amargo contra um Uberaba na rabeira da tabela de classificação, eu enxerguei progressos _ do meio para trás _ na performance da equipe alvinegra, se a compararmos ao domingo passado.

Neste setor, o time atuou mais compactado e não cedeu ao adversário aquela tradicional avenida pelo meio de campo. A zaga _ com o crescimento técnico de Leonardo Silva _ se mostrou mais estável, embora Réver, mais uma vez, tenha pecado por excesso de auto-confiança.

A escalação de Richarlyson na lateral esquerda, no momento, é a melhor opção que temos, mesmo que haja necessidade de muitos treinamentos para aprimorar os cruzamentos.

Na lateral direita, Bernard pode não ter feito um primor de partida, mas tem personalidade. E jogou improvisado. O garoto tem futuro, na minha opinião.

Renan Ribeiro está se posicionando melhor e evitou um gol certo só com a boa colocação.

Os quatro do meio de campo atuaram mais perto um do outro. Serginho fez uma boa partida e Toró, embora ainda fora de forma, não se acomoda em nenhum instante.

Os nossos problemas no jogo contra o Uberaba residiram na transição de bola da defesa para o ataque.

Ricardinho não foi o mesmo de outros jogos. Sem inspiração, não conseguiu enfiar aquelas bolas que o transformaram no maestro da equipe.

Renan Oliveira também não acertou sequer uma jogada ofensiva e acabou não municiando os homens de frente como deveria.

Ricardo Bueno tem uma dificuldade imensa de dar prosseguimento a uma tabela ou mesmo a uma simples condução de bola. O gol que marcou foi novamente pelo alto. Se Bueno tem uma virtude, a técnica de cabeceio é a que domina melhor.

Sobe com muita impulsão e sabe gerar velocidade na testada. Mas peca repetidamente em outros fundamentos, engessando a equipe naquele setor.

Jobson correu, se doou em campo, mas sem um companheiro que o auxilie, fica difícil demais.

Enfim, o Galo, do meio para a frente, não conseguiu ser contundente. E por isso mesmo, pouquíssimas oportunidades efetivas de gol surgiram.

Porque perder gols é uma coisa, mas não criar situações para marcar é muito mais grave. E é exatamente aí onde mora o perigo!

O congestionamento de defensores uberabenses na área impediu, até com certa facilidade, as tramas ofensivas do Atlético.

Trocas de passes inúteis, passes errados aos montes, cruzamentos ridículos e alçadas de bolas no vazio constituiram-se na principal característica da armação e do ataque alvinegros.

Depois daquele primeiro tempo primoroso contra o Guarani de Divinópolis, a impressão que se tem é que o time esqueceu a receita em casa.

E não consegue mais achá-la!

A valorização do conjunto _ com o reforço das jogadas individuais e não o contrário  _ é a impressão digital do técnico Dorival Júnior nas equipes que comanda.

Porém, não se sabe porque, ele não está conseguindo implantar no Galo o que já fez, durante anos, em outros clubes.

Vai entender!

Seria aquela cabeça de burro enterrada na Cidade do Galo?

E você, caro leitor e amigo, tem a resposta para isso?

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ATLÉTICO 1 X 2 AMÉRICA.

Inquestionavelmente, o América mereceu vencer, pois esteve todo o tempo mais perto do gol de Renan Ribeiro e prestes a marcar em diversas oportunidades.

O Galo apenas rondou a área adversária e a maioria de seus chutes foi nas pernas da zaga americana.

E ainda contou com um penalti, que na minha visão, não existiu. Serginho claramente se jogou.

Talvez se Tardelli tivesse marcado, a história do jogo pudesse ter mudado. Mas não foi assim.

O Galo iniciou e terminou jogando de forma confusa e desequilibrada.

Em alguns momentos, tinha somente um ou dois jogadores na defesa para conter um contra-ataque de três ou quatro alviverdes.

O meio de campo, apesar de ter Zé Luis e Richarlyson jogando juntos, concedeu os mesmos espaços que concedera nos últimos jogos.

O combate é sempre de longe, como se estivesse marcando só com o olhar.

E esse posicionamento expôs a zaga ao ataque americano. Werley esteve mal e incita a torcida a pedir por Leonardo Silva, que já merece ser titular.

Réver também não fez uma boa partida, mas Réver é Réver, um dos maiores zagueiros do país.

Nas laterais, a coisa também não funcionou. Serginho, que no meu modo de entender futebol, é muito mais lateral do que meio de campo, continua com um defeito que irrita qualquer santo: erra passes incrivelmente fáceis em qualquer posição em que esteja jogando.

Na esquerda, Leandro jogou mal tanto defensiva quanto ofensivamente.

Renan Oliveira está, gradualmente, retomando o seu ritmo costumeiro. O Renan Oliveira que voltou forte do Vitória, está se tornando, de novo, aquele que saiu.

Neto Berola teve instantes de gênio, pontuados por momentos de ciscador dispersivo. Mas não desiste de nenhuma bola. É um lutador!

Gostei do esforço de Tardelli, mas não produziu o que se espera de um jogador de seu porte.

Nem Magno Alves nem Mancini solucionaram as carências do Galo em campo.

Muito menos Jackson.

E ao retirar Ricardinho de campo, Dorival Júnior privou a equipe de criatividade e cadência. Apostou na correria desenfreada e nos passes curtos e se deu mal.

Deixei para falar de Renan Ribeiro por último de propósito. Até em respeito ao goleiro que nos ajudou muito no ano passado.

Alguém em quem confio já me disse, certa vez, que um goleiro em início de carreira, quando é promovido, tende a fechar o gol.

Depois ele passa por uma fase decrescente, de queda de qualidade técnica e só depois é que retoma o ritmo de antes.

É o que está acontecendo com o nosso bom goleiro?

Hoje esteve irreconhecível durante o jogo. Extremamente inseguro. E falhou claramente no segundo gol de Fábio Júnior.

Na hora em que a bola saiu do pé do atacante americano, ele já estava quase agachado. Vá saber porque…

Talvez seja a hora de lançar o excelente Giovani, pelo menos por algum tempo, enquanto Renan Ribeiro retoma a velha forma.

Ele é jovem, mas é muito maduro. Vai entender que é uma atitude para preservá-lo. Doravante, voltará mais forte.

Enfim, apesar de possuir um plantel muito superior ao América, o Galo não teve a vontade que a equipe americana carregou para dentro de campo.

E essa vontade de vencer igualou as coisas na Arena do Jacaré.

A impressão que eu tenho é que os jogadores atleticanos botaram na cabeça que, escorados em sua qualidade indiscutível, basta entrar em campo para vencer a partida. E só!

Não é nada disso. Além da predominância técnica, há que se lutar por cada bola e entrar em cada dividida como se estivesse defendendo a própria vida.

Este sempre foi o espírito atleticano desde remotas eras.

De todo modo, tem males que vêm para o bem, como diz o surrado ditado.

O fato de ter perdido talvez seja o fator principal de motivação para a reação. Talvez agora os nossos atletas entendam que o time está muito longe, mas muito longe mesmo, de ser um conjunto capaz de grandes conquistas.

Tem ainda muita vela pra queimar, tenham a certeza disso!

Os jogadores têm de readquirir o gosto de atuar novamente como o fizeram no primeiro tempo contra o Guarani, porque depois daquele momento _ cá entre nós _ o Galo só fez decair.

Só esperamos que a farra pare por aqui.

Temos ainda um longo caminho para percorrer antes que possamos dizer: temos um time para disputar todos os títulos da temporada!

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GUARANI 2 X 4 ATLÉTICO – UM PRIMEIRO TEMPO BRILHANTE.

Bastaram os primeiros 45 minutos para o Galo sacramentar mais  uma vitória em Divinópolis.

Um primeiro tempo brilhante que encheu os olhos da torcida alvinegra. Perfeito em todos os setores.

Raça, velocidade, troca de passes de primeira, lançamentos, antecipações, triangulações, enfiadas de bola, 1-2, tabelas…

Antes do primeiro gol, a meta do Guarani já fora alvo de inúmeros ataques alvinegros.

Até que o penalti foi marcado em favor do Galo.

Penalti este que _ cá entre nós e que ninguém nos ouça _ foi mandrake além da conta. Se dependesse do zagueiro, que até tirou o corpo, Berola nem seria tocado. Mas Berola, vivo como ele só, procurou o corpo do dito cujo e se jogou.

O juiz foi na onda e marcou. O que podemos dizer? Que não somos os únicos a sermos penalizados com penaltis inexistentes?

Após o primeiro gol, o Galo deslanchou. Aquele futebol que esperamos durante todo o ano de 2010 apareceu como num passe de mágica.

Time rápido, time objetivo, time bem treinado. E os gols entrando da forma mais natural deste mundo.

As jogadas foram se sucedendo em ritmo alucinante, assim como num filme de ação.

Até que Neto Berola recebe um lançamento de Serginho e, com um toque de craque, encobre Fred e marca o quarto gol.

Sim, um lance de craque de um jogador que não é craque.

Aquela bola veio de lado e acelerada. Quando a bola está à sua frente, é fácil você dar um toque por debaixo dela e encobrir o goleiro.

Mas quando ela vem de lado e rápida demais, você corre o risco de errar o tempo e enviá-la para a lateral ou para a arquibancada. A não ser que você opte por dominá-la antes. E aí é outra história, pois depende muito do zagueiro que está fungando no seu cangote.

É por isso que digo que o gol de Berola pareceu fácil, mas foi difícil demais.

Acertar o contato do lado do pé com a bola para amaciá-la e encobrir o goleiro _ em um só movimento _ não é para qualquer um. Se fosse o peito do pé, seria um outro caso.

Para resumir a história, o Galo foi quase perfeito na primeira etapa… e uma negação absoluta no segundo tempo.

Como o jogo já estava ganho com sobras, é natural que sobrevenha o relaxamento. E aí a concentração mental vai pras cucuias.

Nessa hora, o corpo está ali em campo, porém, a cabeça já está curtindo o prazer de um banho frio para espantar o calor.

É quase impossível evitar. E sendo assim, o Galo foi outro completamente diferente no segundo tempo.

Destaques positivos:

No primeiro tempo, todos os jogadores foram tão bem, que fica muito difícil para mim destacar alguém. Talvez Ricardinho tenha sido mais uma vez o destaque do time, mesmo com todos atuando de forma tão brilhante.

Ricardinho está jogando este ano o que jogou em seus melhores momentos da carreira.

É o maestro da equipe, que dita o ritmo e ensina os tons. E não compromete a velocidade porque ele pode até não correr tanto, mas faz a bola correr muito.

Destaques negativos:

Ricardo Bueno: Até quando Dorival Júnior dará oportunidades a ele? Ricardo Bueno é o melhor zagueiro adversário que existe.

Diego Souza: Se colocou em campo de forma a ter a bola sempre longe dele. Não pôde ou não quis jogar.

Renan Ribeiro falhou no 1º gol do Guarani, mas não vou inserí-lo aqui como destaque negativo. Tem créditos demasiados.

Enfim, o que se deduz do jogo de ontem é que se o Galo repetir o primeiro tempo que realizou, será um páreo duro no Brasileirão e em todos os torneios que disputar.

Dorival Júnior está trabalhando muito todos os dias da semana e não somente na sexta-feira, como fazia o moleque do “proxeto” oco!

O cara é uma fera para montar times velozes e engrenados. E está repetindo aqui a mesma fórmula de sucesso que o catapultou para o topo da lista dos melhores técnicos deste país.

Eu estou muito otimista!

E você, caro amigo e leitor do L&N? Concorda comigo? Ou não?

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JOÃO 4 X 3 MARIA… JÁ ESTÁ VIRANDO SADISMO!

Os cruzeirenses já estão se acostumando com as derrotas frente ao Galo. A freguesia fiel só não compra fiado em nossa bodega porque não permitimos.

Não se vende fiado para quem não pode pagar.

Eles, a cada dia que passa, se curvam à verdadeira realidade dos dias de hoje.

Talvez porque o Atlético seja a equipe que mais venceu o cruzeiro em toda a sua constrangedora existência  pontuada por mudanças de nomes (Ypiranga, Palestra Itália e sei lá quantos mais) a cada falência.

Falia com um nome, inventava-se outro e vida que segue.

Não adianta apedrejar ônibus alvinegro, nem jogar, durante a partida, uma carreta de objetos para dentro do campo. E nem dar piti ou rasgar camisolas, que é um costume enraizado entre os azuis.

Muito menos fazer pressão. Pressão de menos de 10.000 pessoas em um estádio com capacidade para mais de 18.000 é café pequeno para jogadores que convivem com a grande Massa atleticana, infinitamente mais presente do que meros simpatizantes que se esforçam para, um dia, virar uma torcida razoavelmente decente.

A pseudo-pressão azul foi tão insuportável, mas tão insuportável que, mais uma vez, o Atlético foi lá e aplicou uma sonora traulitada nas moleiras de cabeças metidas a bestas do outro lado da lagoa.

Foi como uma inquisição atleticana em pleno século XXI. O ápice de sadismo dessa tortura medieval foi destruir o inimigo ante sua própria horda de simpatizantes.

Simpatizantes estes que eu vi, ao final do jogo, apesar da derrota acachapante, sorrirem  e se confraternizarem.

Venha me dizer que um atleticano sorri e se confraterniza após uma derrota do Galo  e eu lhe chamarei de mentiroso na bucha e na lata!

No jogo, bem que o cruzeiro tentou sair vencedor. Ao marcar o primeiro gol da partida, os azuis acreditaram que tudo estava escrito e sacramentado.

Só que se esqueceram que hoje o time alvinegro é um batalhão de xiitas dispostos a tudo pela vitória. Os olhos de cada jogador são injetados de sangue. E o sangue de cada um é vitaminado de raça e fome de vitórias.

Em dois minutos, a virada veio como um raio. O Galo não estava mal quando estava perdendo o jogo e ao virar o placar, a confiança se consolidou.

Não posso dizer que foi uma partida perfeita. Não posso dizer isso.

Ainda há muito que aperfeiçoar nesta equipe, embora a vontade demonstrada por todos já seja meio caminho andado.

Contudo, ninguém pode negar que a equipe de hoje é mais disposta a compartilhar responsabilidades em todos os setores do campo.

Responsabilidades e suor.

A entrada de Jackson na lateral foi uma grata surpresa, assim como as defesas de Renan Ribeiro foram determinantes para a vitória.

Leonardo Silva se afirmou, categoricamente, como companheiro do capitão Réver e Ricardinho, outra vez, deu uma aula de como atuar como meia de ligação.

Zé Luis não pode ser reserva nem aqui nem na China. Dorival Junior terá de se virar para arrumar um lugar para o Zé do Galo, pois não se bota no banco um valor tão grandioso.

No lugar de quem? Dorival que se vire. Você acredita mesmo que eu vá duvidar de um técnico que, num passe de mágica, acha um lateral como o Jackson no apagar das luzes? E se ele fez isso, não pode arrumar um lugar pro Zé?

Sou louco, meu amigo, mas não sou burro!

Tardelli voltou a ser Tardelli e Berola mudou a história da partida com o seu desrespeito total a uma coisa chamada defesa adversária.

E o melhor da tarde/noite: Wellington Paulista ficou revoltado com Diego Tardelli porque este, aos seus olhos, imitou um cruzeirense se maquiando.

Entendeu que foi uma humilhação à sua torcida. Em suma, vestiu a carapuça sem ninguém ter pedido.

Será que terão ataques histéricos toda vez que forem imitados?

Se for assim, Wellington Paulista terá de mudar de time, pois a preferência obsessiva em levar de 4 nos últimos jogos contra o Galo é, no mínimo, suspeita!

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ATLÉTICO 4 X 1 TUPI. O DEDO DO TREINADOR ESTÁ NA FOTO!

Um time cheio de virtudes e defeitos.

Ainda nos falta compactação nos setores _ principalmente no meio de campo _ e maior número de jogadas em toques de primeira, fora outros fundamentos que estruturam um bom time de futebol.

O preparo físico ainda não é o ideal e hoje o time se cansou sob um sol de fritar moleira.

Em contra-partida, as virtudes são flagrantes. Nos primeiros 20 minutos de jogo, o Galo alugou o campo do Tupi e construiu inúmeras jogadas agudas em direção ao gol.

As enfiadas de bola que não vimos em nenhum momento de 2010 _ talvez porque o moleque do projeto oco implodiu tudo por aqui _ se vê hoje até com certa facilidade.

E o melhor:  nem sempre vindas do meio de campo, mas também de atacante para atacante.

Depois do instante inicial de muita agressividade, o time cadenciou o ritmo e acabou, por uma dessas fatalidades do futebol, levando um gol quando era senhor absoluto do jogo.

E Dorival Junior, nos vestiários, mostrou porque é considerado um dos melhores treinadores deste país.

Numa decisão temerária e surpreendente _ porque quebra paradigmas _ substituiu 2 defensores (Patric e Werley) por 2 atacantes (Mancini e Neto Berola).

Serginho foi para a lateral-direita e Richarlyson para a zaga. A dupla de volantes que iniciou o jogo foi desfeita. Ricardinho e Renan Oliveira recuaram e compuseram a proteção à zaga, muito bem auxiliados pelo batalhão de atacantes que o Galo tinha em campo, todos voltando para ocupar espaços defensivos.

Um time feito para virar o jogo contra um Tupi com 10 jogadores, uma vez que seu artilheiro tinha sido expulso injustamente.

E Berola incendiou a partida. Além do gol relâmpago, partiu para dentro da defesa interiorana.

Os zagueiros adversários souberam nesse instante que aquele sol do Saara não seria o único a queimar-lhes os miolos.

Neto Berola aterrorizou a todos que ousaram aparecer na sua frente. E atropelou, sem nenhum respeito, um por um. E com direito a um golaço ao final da partida, merecido com todas as honras.

Na minha opinião, apesar de considerar Réver como o melhor em campo, o bom baiano foi o fator fundamental para a virada.

Richarlyson foi expulso _ também injustamente _ e desfalca o Atlético contra o cruzeiro. Uma perda e tanto.

Mas Zé Luis entrou tão bem em campo que ouso dizer que não vamos sentir tanto assim a falta dele.

Devido às “malucas”, mas bem vindas, substituições promovidas por Dorival Junior no segundo tempo, a equipe teve uma característica estranha aos nossos olhos por causa da quantidade de jogadores atuando fora de suas posições de origem.

Mas, por incrível que pareça, manteve os posicionamentos bastante organizados nas quatro linhas e se tornou até um conjunto criativo.

Ter um técnico que entende do riscado e enxerga o jogo faz toda a diferença. Apesar do pouco tempo de trabalho, posso dizer que o Galo já mudou o seu DNA. Entretanto, ainda falta muito para atingir o ideal.

Os destaques positivos:

Réver – Absoluto em todas as jogadas defensivas, ainda encontrou tempo para ajudar o ataque.

Ricardinho – Talvez esteja jogando o que ainda não tinha jogado por aqui. É um comandante ali no meio. Os jogadores, a qualquer hora, vão acabar batendo continência para ele.

Neto Berola – A sua grande arma é a imprevisibilidade. Em cada jogada, um enredo diferente. Belíssima partida.

Magno Alves – Fez um péssimo primeiro tempo, mas se recuperou no segundo ao fazer 2 gols. Se bobear, ele mete para dentro da casinha mesmo!

Destaques negativos:

Serginho – Precisa urgentemente aprimorar os passes, pois se continuar assim, corre o risco de virar banco.

Mancini – Ainda está irreconhecível. Até tropeçar na bola ele tropeçou, embora tenha feito bons lançamentos. Mas está totalmente fora de ritmo.

Enfim, mais um jogo aonde pudemos detectar progressos. Só de ver a equipe atuar percebe-se o labor diário dos muitos treinamentos, inclusive aprimoramento de fundamentos, os quais normalmente não são aplicados no profissional.

O dedo do técnico está bastante nítido na foto!

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ESTAMOS NO CAMINHO CERTO!

Como Dorival Junior e o presidente disseram, as contratações estão sendo feitas de forma pontual, ou seja, cirurgicamente direcionadas a reforçar os setores mais frágeis da equipe.

Primeiro, Kalil anunciou a contratação de Patric, um eficiente (mas não brilhante) lateral direito vindo do Avaí, de Santa Catarina.

Embora não seja uma sumidade, Patric tem a seu favor a juventude (21 anos),  além de ser forte na marcação.

Depois, Alexandre Kalil anunciou Toró, um volante cuja renovação de contrato o moleque não aprovou no Flamengo. E se o moleque, burro do jeito que é, não aprovou, é sinal que o cara é bom.

E é mesmo. Eu já vi Toró jogar muitas e muitas vezes. É um guerreiro em campo. Não se dá por vencido em nenhum momento da partida. Além disso, é ligeiro na saída de bola e fecha o meio de forma primorosa.

Acreditem: Toró será muito útil na temporada 2011.

Hoje, o nosso presidente fez mais duas comunicações: as contratações de Richarlyson e Magno Alves.

A surpreendente aquisição do ex-volante do São Paulo desmente a maioria dos veículos de imprensa, os quais davam como certa a ida do jogador para o Fluminense.

E como Dorival Junior pretende imprimir maior velocidade à equipe, Richarlyson cairá como uma luva em seu esquema. Ele é, hoje,  um dos volantes mais rápidos do país.

Voluntarioso, raçudo e vencedor, Richarlyson terá um papel fundamental na mudança do DNA tático atleticano, tenham a certeza disso.

Quanto aos homófobos de plantão, que veem nele uma presença homossexual numa equipe de machões, eu lembro 2 pontos fundamentais, até mesmo para que não sejamos levianos e/ou desumanos:

1 – A pecha que ele carrega jamais foi confirmada na prática. Levantam-se suspeitas, mas ninguém tem certeza de nada. Ele, inclusive, nega de pés juntos.

2 – E mesmo que seja, o que importa é a glória do Galo. Eu, tanto quanto você, quero ser campeão brasileiro e da Libertadores independentemente da opção sexual _ não confirmada _ de um jogador que pode ser decisivo neste objetivo.

Magno Alves tem 35 anos. Atacante, fez um campeonato brasileiro bastante produtivo pelo Ceará. Para se ter uma idéia, 4 clubes do Brasil aspiravam a sua contratação.

Insisto: Dorival necessita de opções para mudar um jogo ou virar um placar adverso, coisa que hoje não temos. Magno Alves é uma boa pedida para uma ocasião assim.

Além destes anúncios já publicados, o presidente Kalil promete um grande presente de Natal para a torcida atleticana.

Se eu bem conheço o presidente, este jogador de alto nível já está contratado, senão ele simplesmente ficaria calado que nem um túmulo. Silêncio profundo, a menina dormiu.

Somando-se a este presente, mais 3 contratações de boa qualidade já estão praticamente sacramentadas, segundo Eduardo Maluf, que deu entrevista à Rádio Globo nesta data.

Conforme eu escrevi em crônica anterior, a prioridade é do meio para trás. O nosso treinador quer uma muralha no sistema defensivo para poder atacar em paz!

E eu concordo sob todos os ângulos.

Estamos no rumo certo. Maluf está fazendo um excepcional trabalho nos bastidores e por isso, poderemos lutar pelos títulos que a apaixonada torcida atleticana merece.

As esperanças estão de volta! UFA!

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