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UBERABA 0 X 3 ATLETICO. SINCERIDADE?

É grande a vontade de elogiar a equipe do Galo e dizer que daqui pra frente tudo será diferente.

Que vontade eu tenho! Não me lembro da última vez que a elogiei e a crítica contumaz é amarga e sempre desagradável. É gostoso elogiar o Galo. É triste criticá-lo.

Se eu fosse alheio ao destino do Clube Atlético Mineiro, ficaria mais simples despejar um monte de palavras bonitas por aqui, enaltecer a grandiosidade da torcida em tom contrito, emocionado e emocionante e aumentar ainda mais os acessos do L&N. Que bacana!

Como um atleticano eterno _ pois não acredito que a morte seja capaz de mudar essa condição  _ eu me importo visceralmente com o destino do Atlético. E é exatamente por isso que prefiro criticar agora do que ver o Galo nos mesmos constrangedores patamares de 2010 e 2011.

E o L&N, de novo (depois daquela parada de agosto/2011), é um dos mais visitados nesse mundo virtual. Já foi, por muitas vezes _ neste 2012, inclusive _ o mais acessado blog esportivo do WordPress no Brasil em dias específicos (ou posts pontuais). Sempre que acontece, eu demonstro com links e tudo mais no twitter. E estes números são resultado de pura credibilidade, pois nem bonito o L&N é.

Ele se escora inteiramente no conteúdo e não na aparência. Portanto, abro mão de obter mais acessos às custas de demagogia e enganações em relação à real situação da equipe atleticana. O L&N não precisa disso.

Todo esse rodeio para REPETIR _ com as explicações que os leitores merecem _ aquilo que venho dizendo há tempos: O Clube Atlético Mineiro, a persistir nessa toada, tem o script pronto para UTILIZAR O ANO DE 2012 FUGINDO DA SEGUNDA DIVISÃO! E ler estas palavras não é nada agradável, sei disso.

É uma equipe que, a cada dia que passa, piora mais. Por isso, os 100% de aproveitamento não me iludem nem um pouco. Jogando desse jeito, nem se eu quisesse ser enganado, eu conseguiria.

Quando vejo um Uberaba pela frente, analiso como se estivesse medindo forças com Fluminense, São Paulo, Internacional, etc. e aí, meu amigo, não há como esconder a fragilidade do nosso time, ainda mais quando ele é alterado em todos os jogos. E em alguns casos, sem motivo aparente.

O campeonato mineiro não altera em nada o dia de amanhã, esta que é a verdade. Aqui sempre seremos bambambam, mas no Brasileirão, a coisa muda de figura. Lá, o buraco é mais embaixo.

Ver o primeiro tempo hoje foi de dar arrepios na espinha. No segundo, melhorou razoavelmente, sobretudo com as entradas de Mancini e Filippe Soutto. A bola ficou mais redonda e conseguiu deslizar no gramado horroroso do Uberabão. Tanto que o domínio exercido a partir de então foi acachapante.

Apesar de todos os erros de posionamento, de passes e visível falta de conjunto (até hoje?), uma evolução foi flagrante: Guilherme vem subindo de produção. Marcou um gol e ainda deu uma assistência milimétrica para Mancini. Bom que seja assim.

Mas a falta de reforços naquelas posições que sempre clamamos por aqui ainda será causa de grande tristeza entre a nação atleticana.

Alexandre Kalil e Eduardo Maluf estão brincando com fogo, ao se omitirem nesse aspecto. A torcida do Galo mudou o perfil e não é mais aquela figura inerte que entrava muda e saía calada. Hoje adquiriu voz e personalidade para questionar e protestar contra a ineficácia.

Há urgência urgentíssima para se contratar! Até um cego “vê”, pois está escancarado em som e imagem.

Só não sei se a diretoria terá a sensibilidade de entender, agir e gravar seus nomes para sempre na história alvinegra!

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AMÉRICA 1 X 2 ATLÉTICO

Pela primeira vez este ano jogando contra um time de razoável capacidade, o Atlético decepcionou.

Logicamente, não estou analisando pelo resultado, pois este foi excelente.

Analiso, isto sim, pela performance demonstrada em campo, que não foi nada boa para um time que enfrentou um América com 10 jogadores desde os 40 minutos do primeiro tempo.

Confesso que esta partida me trouxe, com mais clareza, a dimensão do poderio alvinegro para 2012.

E não gostei do que vi, pois com o que temos, não disputaremos títulos e nem ao menos Libertadores. E não falo do mineiro, é óbvio. Com este time que aí está, podem tirar o cavalinho da chuva.

Volto a repetir: há necessidade urgente de 3 reforços. Um para a lateral esquerda, um meia de ligação de jogo rápido e um goleiro.

Não é de hoje que venho martelando nessa tecla. E insisto mais uma vez porque, como eu disse, a partida contra o América cristalinizou as deficiências. A necessidade de encorpar a equipe está escancarada para todo mundo ver, menos para a diretoria.

Atipicamente, o post deste domingo analisará individualmente os jogadores:

RENAN RIBEIRO: É um bom garoto, que merece todo o nosso respeito como pessoa.

MARCOS ROCHA: Marcou o gol da vitória e parabéns por isso. Mas durante o jogo inteiro, não fez nada que pudesse ser chamado de bom. De ruim teve muito.

RÉVER: Precisa aprender a jogar simples. Inventou e complicou.

RAFAEL MARQUES: O mais seguro por ali. Não enfeita nada.

RICHARLYSON: É um bom garoto, que merece todo o nosso respeito como pessoa.

(GUILHERME): A sua melhor atuação pelo Galo. Até que enfim mudou algo com a sua entrada. Marcou o gol de empate, ok, mas antes já tinha participado de bons lances individuais, tabelando, lutando e driblando. Parece que está recuperando a forma.

PIERRE: A raça de sempre. É um guardião aguerrido da defesa. Não concedeu espaços e cobriu as duas laterais. Algumas vezes, até as costas da zaga. Saiu por causa do cartão amarelo.

(SERGINHO): Depois de um longo inverno, Serginho continua sendo o mesmo Serginho. Isso basta para descrever a sua atuação.

LEANDRO DONIZETI: O melhor em campo. Rápido no bote, nunca chega atrasado na dividida. Errou apenas um passe durante 90 minutos, além de um número de desarmes impressionante. Tem personalidade e não tem medo de cara feia.

ESCUDERO: Abaixo do nível das atuações anteriores, mas é um atleta utilíssimo para o jogo coletivo. Colecionou mais uma assistência (para o segundo gol).

MANCINI: Quando Cuca botou na cabeça que Mancini pode ser um bom meia-armador, devia estar brincando. Mancini ainda continua devendo muito.

(DANILINHO): Um peso leve que dá a impressão de estar pesado. Ainda com pouca mobilidade, tem de treinar muito para recuperar-se fisica e tecnicamente. Cadê aquela velha velocidade?

NETO BEROLA: Não foi decisivo e pelo jeito, vai demorar a voltar a sê-lo.

ANDRÉ: Atuar como pivô vem sendo o seu forte neste ano. Mas nem isso conseguiu hoje. Perdeu bolas bobas, não deu seguimento às jogadas e só concluiu uma vez.

Enfim, esperamos um mínimo de clarividência de Kalil e sua equipe para que analisem de forma realista as necessidades do time. Ou para ele está tudo bem?

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Assista aos melhores momentos da partida:

AMÉRICA-TO 1 X 2 ATLÉTICO – MELHORANDO AOS POUCOS.

“Não dá pra saber se um time é realmente bom disputando o campeonato mineiro. Mas dá pra saber quando ele é ruim!” Frase do Zeca, do Galocast, ontem, no twitter.

Concordo plenamente com essa definição. E seguindo por essa linha, o jogo de ontem não oferece dados suficientes para que eu possa avaliar a equipe atleticana.

Só sei que não é ruim. Em compensação, eu não sei se é boa. O adversário foi extremamente limitado, embora tenha dado um trabalho danado.

Porém, algumas considerações saltam aos olhos:

1 – O sistema defensivo está muito mais consistente com a presença de dois cães de guarda vigiando a cabeça de área. Além de marcarem, Pierre e Leandro Donizeti se revezam no apoio ao ataque. Donizeti, por exemplo, foi o cara que mais fez lançamentos corretos durante o jogo.

2 – Apesar de a zaga americana falhar constantemente, Fábio Noronha fez defesas espetaculares. Estava sempre bem posicionado e atento. Bastou a nossa zaga falhar para Renan Ribeiro, mal colocado, levar o gol. E, pelo que deduzo da reação da torcida, a culpa não é dele. É da zaga. A culpa nunca é dele.

Desde os tempos de jogador, aprendi que um bom goleiro é aquele que corrige erros da zaga, que em algum momento, falhará, com certeza. São nessas horas que o goleiro vai lá e conserta tudo. Mas isso é utopia em nossa equipe. Uma quimera distante demais da realidade.

3 – Tendo um sistema defensivo sólido, o time atacou sem medo. Às vezes, com 7 jogadores rondando a área americana. E foi aí que apareceu o jogo técnico e de toques rápidos de Escudero. Apesar de perder gols em profusão, o gringo foi utilíssimo para o time. E volta constantemente para recompor o meio. Cada vez mais, me convenço que a sua contratação foi excelente.

4 – Dos jogadores mais avançados, Danilinho foi o que destoou em meio aos baixinhos rápidos e de toques de primeira. Ainda está com a musculatura travada. Ainda não fazem 3 meses que ele participou da final do campeonato mexicano e foi o melhor em campo. Portanto, não é decadência técnica. Na minha opinião, é puramente físico.

5 – Richarlyson é um arremedo de jogador de futebol. Não sabe cruzar, erra passes ridículos, não ataca, não defende… e ainda perde penalti. Pior não foi perder o penalti, foi desperdiçar o rebote com o gol escancarado à sua frente. Está difícil entender porque Triguinho não joga.

6 – Por fim, destaco as atuações de Pierre, Leandro Donizeti, Escudero e André. E gostei de ver Guilherme e Mancini voltando nitidamente mais magros. É sinal de que resolveram focar a Cidade do Galo como centro de treinamento e não como um SPA.

Não é o time dos nossos sonhos. Na minha opinião, falta ser reforçado no gol, na lateral esquerda e falta um meia de ligação. Talvez um atacante viesse a calhar. Mas, sem dúvida, é uma equipe que parece ser melhor que a do ano passado.

Torçamos por isso!

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Vejam os gols da partida:

CORINTHIANS 2 X 1 ATLÉTICO. FALTOU CONFIANÇA!

Até quando o Galo vai levar gols no apagar dos holofotes?

Pela milésima vez, aconteceu o que todos os atleticanos temem, assim como gato escaldado tem medo de água fria.

E desta vez, ressuscitamos um mastodonte barrigudão da era do gelo, que deu apenas um chute a gol. E marcou.

O Atlético não se posicionou em campo da forma como o Cuca imaginou. A intenção _ de congestionar o meio e partir em estocadas rápidas _ era boa, mas não deu certo. A entrada de Serginho no lugar de Berola e a liberação de Carlos César para agredir pela direita só complicou o que antes era simples.

Bastava manter o mesmo time que vinha jogando, com evidentes ganhos em termos de conjunto desde o início do jogo.

Quando Cuca efetivou a entrada de Mancini, a vaca foi pro brejo de vez. Mancini está mal, retarda as jogadas e acaba travando todo o sistema de ligação defesa/ataque que a equipe ainda possui.

No atual estágio do campeonato, nada mais danoso para o Galo do que lançar Mancini em campo.

E Triguinho, que substituiu Richarlyson, fez a pior partida desde a sua contratação. O primeiro gol do Corinthians foi em seu setor. Era dele a obrigação de não permitir o cruzamento daquela bola. Mas permitiu e deu no que deu.

E nem Berola entrou bem. O pior que pode acontecer a um time é levar um contra-ataque quando você está armando o seu próprio contra-ataque e um jogador perde inesperadamente uma bola que poucos de seu time acreditam que perderá.

E aí o contra-golpe adversário pega o sistema defensivo adiantado, mal posicionado e de calças na mão. Foi exatamente o que Berola provocou infantilmente.

Embora esteja claro que o Atlético foi prejudicado pela arbitragem, que não expulsou Alessandro por uma agressão escandalosa, e a má vontade de aplicar regras iguais para os dois times, acredito que o resultado, em si, não foi injusto.

A partir do momento em que o Galo fez o gol, o Corinthians sentiu tremendamente. Era o momento exato de matar o jogo. Mas não foi o que o Atlético fez. E ainda, para agravar a história, contou com as substituições equivocadas de Cuca, que debilitaram a equipe em campo.

E depois abdicou do ataque para ser dominado inteiramente pelo time paulista. Quando um time opta por sofrer pressão na casa do adversário, com tudo contra _ até o juiz _ é só questão de tempo a bola estufar as redes. Não dá outra!

E foi o que aconteceu. O Galo, inconscientemente, procurou e achou a derrota por ter tomado a trilha errada. Embora não tenha faltado raça, faltaram personalidade e confiança para encarar o líder fora de casa. É duro, mas é a verdade.

Vamos agora para a guerra contra o Botafogo. Além da vitória _ que é de nossa responsabilidade _ que os outros jogos nos favoreçam, para que possamos seguir para a última rodada já classificados.

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LÁ VAMOS NÓS PARA MAIS UMA BATALHA!

Sabendo que depois do jogo contra o Flamengo, o Galo enfrentará o Internacional em Porto Alegre, fica claro que a partida contra o time dos urubus cariocas é vital para as nossas pretensões.

Se alguma pretensão ainda existe.

Se, por desgraça, perdermos esses próximos 6 pontos, afundaremos de vez na zona do rebaixamento e de lá só sairemos por obra e graça de Nosso Senhor Jesus Cristo… se Ele deixar de lado assuntos muito mais importantes para nos ajudar.

Contudo, se o Galo vencer o Flamengo, parte com a auto-estima renovada para a batalha contra os gaúchos.

Infelizmente, Neto Berola está fora do embate. É o único jogador do elenco com características formatadas para o contra-ataque veloz. Sem ele, perdemos este trunfo.

Réver ainda é dúvida. Caso não jogue, o indefectível e eterno Werley tomará seu lugar.

Magno Alves e André retomaram condições de jogo, enquanto Guilherme e Marquinhos Cambalhota não treinaram hoje por causa de dores musculares.

Guilherme, certamente, por ter corrido uma barbaridade (?) contra o Atlético-GO!?!

Desta forma, o provável Atlético desta quarta-feira será:

Renan Ribeiro, Serginho (Mancini), Réver (Werley), Leonardo Silva e Triguinho; Pierre, Filippe Soutto, Richarlyson (Renan Oliveira) e Daniel Carvalho; Magno Alves e André.

Renan Oliveira está recuperado e como se dá muito bem contra o Flamengo, está relacionado.

Muitas dúvidas em muitos setores. Mas, ultimamente, não temos que nos preocupar com isso. Seja qual for a equipe escalada, o filme não muda: nunca é comédia. Sempre é um dramalhão digno de Ingmar Bergman!

De todo modo, espero que o time se supere e vença nem que seja de meio a zero, para afastar-se cada vez mais do apavorante polígono da humilhação explícita.

Vamos pra cima deles, Galo!

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ATLÉTICO 2 X 0 BAHIA. E OS PÉS PERMANECEM GRUDADOS NO CHÃO.

Não quero supervalorizar a vitória e muito menos desmerecer a sua importância.

Afinal, por causa disso, saímos da zona de rebaixamento. Pelo menos, momentaneamente. Mas nada nos garante que o time tenha engrenado definitivamente.

Não sabemos o que acontecerá no próximo jogo, contra o Atlético-GO fora de casa. Apostar em uma vitória do Galo em Goiânia é como jogar na sena e se endividar até no talo com a certeza de se tornar milionário.

A não ser pelos 3 pontos guardados zelosamente na sacolinha, não foi uma partida que nos inspire a ovacionar a equipe daqui para a frente.

Alguns jogadores ainda permanecem atuando dentro daquilo que os boleiros (aqueles que jogam ou jogaram de forma séria) definem como “jogando pedrinha”.

No presente caso, Mancini e Serginho.

Mancini, especialmente, teve a chance de se redimir no segundo tempo, quando assumiu a lateral direita. Naquele espaço de campo, não comprometeu, pois decidiu jogar apenas o feijão com arroz. Já não é capaz de produzir mais do que isso.

Só não incluo Renan Ribeiro nesta lista porque o jovem goleiro da base não foi exigido em nenhum momento do jogo.

E se a bola não vai nele, não tem como falhar.

Jogar sem goleiro é uma tragédia digna dos grandes dramas gregos! Dureza, viu!

No mais, o Galo se cuidou muito nos combates no meio de campo e eu não vi a zaga desguarnecida em nenhum momento.

Werley colou no Reinaldo e Triguinho cobriu seu lugar, sem falhas durante todo o jogo.

Daniel Carvalho soube distribuir as jogadas enquanto teve fôlego. O lançamento que fez para o segundo gol de Magno Alves pagou o ingresso.

Daniel Carvalho tem um potencial tão grande que nem ele mesmo sabe. E, por conta disso, não se valoriza.

Pelos dois gols marcados, um deles em um penalti que na hora achei que não existiu _ mas que, depois confirmei sua legalidade por VT _ Magno Alves foi o nome do jogo.

Além de jogadas agudas em direção ao gol. E quando estava crescendo ainda mais, foi retirado da partida pelo treinador. Vai entender.

Pierre também foi destaque. Das bolas que disputou, não perdeu uma sequer.

A realidade é que o Atlético atuou de forma consistente do meio para trás. E de forma improvisada e insegura do meio para o ataque.

A bem da verdade, o primeiro lance efetivo de gol aconteceu aos 45 minutos do primeiro tempo, quando o penalti foi marcado. Nada mais além disso.

Muito pouco para quem jogava em casa, com o apoio da torcida.

As chances se multiplicaram no segundo tempo, quando o Bahia se lançou ao ataque em busca do empate e foi surpreendido pelo primoroso lançamento de Daniel Carvalho, que encontrou Magno Alves livre para fazer o segundo gol.

E, logo depois, Bernard _ que deu muito mais velocidade às tramas de ataque _ perdeu uma chance de ouro, cara a cara com Thiago.

Essa vitória não me tira a certeza de que vamos brigar todo o tempo na parte de baixo da tabela, disputando com os times pequenos as migalhas que sobrarem.

Não temos equipe para mais do que isso, infelizmente.

Futebol é imprevisível, mas quando a incompetência da diretoria é exagerada e beira as raias da irresponsabilidade, é fácil fazer previsões seguras.

O que anseio é apenas escapar da segunda divisão. Não tenho mais nenhuma pretensão, pois não primo pela loucura.

Tomara que eu esteja enganado. E você, amigo leitor do L&N, qual a sua opinião?

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ATLÉTICO 0 X 1 SÃO PAULO.

O jogo teve uma característica que saltou aos olhos: o São Paulo povoou meio de campo e defesa e esperou o Atlético em seu campo. E utilizou os contra-golpes rápidos para levar perigo à meta de Renan Ribeiro.

Isso funcionou no primeiro tempo, quando o Atlético, mesmo com maior volume de jogo, foi inferior ao São Paulo em organização tática.

Toró, mal posicionado em campo, foi anulado por ele mesmo. Giovanni não conseguiu se livrar da forte marcação paulista e junto com Mancini, perdia bolas que ofereciam os contra-ataques ao São Paulo.

Justamente o que o tricolor havia se proposto: jogar no erro do Galo.

Nessa etapa da partida, o meio de campo exerceu marcação frouxa. Soutto e Richarlyson não acertavam o passo e nem alternâncias.  Leandro, na lateral, muito menos. Até agora não entendo porque Guilherme Santos, infinitamente superior, não joga.

Patric foi muito bem, essa é que é a verdade, apesar de a maioria não gostar dele. Na jogada do penalti (claro, por sinal), não deveria ter se jogado. Se persistisse, seria gol certo.

Mas, no conjunto, o Atlético não estava mal, embora tenha começado a correr somente após o gol adversário, aos 22 minutos. Esboçou uma reação, mas não conseguiu guardar a criança na casinha.

Com Dudu Cearense estreando no lugar de Soutto (lesionado), Berola no de Mancini e Serginho no de Toró, o Galo voltou para o segundo tempo disposto a mudar a história do jogo.

E aí, sim, encaixou a marcação e dominou com autoridade, empurrando a equipe tricolor para o seu próprio campo. Muito mais organizado nas quatro linhas, o Atlético sufocou do princípio ao fim.

Mas falta ao Galo um repertório de jogadas rasteiras de ataque e isso  limita enormemente o seu poderio ofensivo.

Não se pode depender só de jogadas aéreas. E parece que o time ficou meio que viciado nestes lances por causa do sucesso alcançado nas duas primeiras partidas.

Embora importantes, são apenas um complemento e não a essência.

A essência de ataque são tramas, trocas de passes, ultrapassagens, bolas enfiadas, cruzamentos à meia altura ou rasteiros, etc, etc. Tudo aquilo que desnorteia os zagueiros. E isso o Galo não apresentou ontem, mesmo com o monumental domínio do jogo.

Leonardo Silva jogou de zagueiro e centroavante. Aliás, mais de centroavante do que de zagueiro. Eu gostei dessa ousadia do Dorival, pois pode se converter em mais uma alternativa tática.

Pois um time que quer ser campeão tem de possuir, obrigatoriamente, um extenso rol de possibilidades treinadas à exaustão. Do contrário, ao ser marcado naquilo que tem de mais forte, deixa de oferecer perigo.

Assim como Sansão, que tinha os cabelos como única fonte de força. E ao vê-los cortados, se ferrou em verde-amarelo.

Tenho repetido aqui e no twitter que o Atlético necessita de reforços. Não pela derrota de ontem, mas pela alta performance que um campeonato tão árduo exige.

E, vendo uma partida como esta, contra um grande time do país, é muito mais fácil identificar as carências.

Na minha opinião, não há mais tempo para a diretoria ficar cochilando em berço esplêndido. É premente a contratação de um camisa 10 que distribua e organize o jogo de forma ágil e fluente. E que Giovanni jogue um pouco mais atrás, na sua posição de origem.

E é preciso contratar um jogador com faro de gol, que ame a grande área e que tenha um estilo agudo em direção à meta adversária.  Um daqueles fominhas que causam insônia nos beques.

Estamos marcando presença de forma muito tímida na grande área. Ontem, a bola pererecou várias vezes na zona do agrião e não tinha uma bendita alma ali, para empurrar para dentro ou construir uma boa jogada.

Enfim, apesar da derrota, nada está perdido, assim como não tem nada ganho. Muitos vão perder e ganhar, inclusive o São Paulo.

Portanto, há muito que se fazer para o nosso destino ser esplendoroso. E para que isso aconteça, a diretoria tem a obrigação de se mexer com mais agilidade e não apenas ficar assistindo contratações de reforços dos adversários todos os dias.

Afinal, entramos nessa para ganhar ou para fazer figuração?

Qual a sua opinião, caro amigo do L&N?

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AVAI 1 X 3 ATLÉTICO, PARA CONSOLIDAR A LIDERANÇA.

Quando os atacantes não fazem, as torres gêmeas vão lá e metem pra dentro.

Foi isso que aconteceu hoje.

Os zagueiros do Galo, não satisfeitos em defender a meta alvinegra, foram na área do Avaí e sacramentaram o placar de 3 a 1 a favor do Atlético.

Dentro de Florianópolis. Dentro do campo inimigo.

Uma vitória sem contestação.

Errou muitos passes? ok, errou. Levou o primeiro gol depois de uma blitz contra o Avaí? Levou.

E daí? O gol do Avaí só serviu para iludir os catarinenses, pois o comando da partida nunca, em nenhum momento, escapou dos pés atleticanos.

Perdendo ou ganhando, o Galo sempre deu as cartas. Em nenhum instante do jogo, deixou de atuar com zap e sete de copas escondidos na manga.

O Galo vem se destacando por um jogo extremamente sério e solidário.

Não tem firula, os atacantes voltam para marcar, os toques são de primeira sem privilegiar individualidades e a equipe tenta ser o mais aguda possível.

Não há críticas para a vitória sobre o Avaí, a não ser os excessos de passes errados.

Mas entendo que um time, quando é instruído a tocar de primeira, os passes equivocados tendem mesmo a crescer.

Você, que nunca jogou uma partida profissional, tente jogar de primeira numa pelada! Você vai entender o que estou querendo dizer.

Os dois times marcaram no campo adversário. Por causa da maior qualidade técnica, o Galo conseguiu se sair melhor na distribuição de bola partindo da defesa.

O Avaí nem tanto.

Mas o que sacramentou a vitória do Galo hoje foi a compactação do meio de campo, que não deu espaços ao time catarinense.

Tanto na defesa azulina, quanto no meio, o Avaí sofreu para armar jogadas. Sempre haviam dois ou três alvinegros a disputar cada bola dividida.

Isso é treinamento. Isso é metodologia de trabalho!

Não estou dizendo com isso que o time é o melhor do Brasil. Nem um dos melhores.

Mas quero dizer que faz tempo que não vemos uma equipe do Galo tão ajustada e afinada. E com jogadas ensaiadas! E com treinos de bolas paradas!

E isso não quer dizer que o time não precisa de reforços. Precisa muito!

Mas não posso negar que o conjunto atual tem enchido os olhos da torcida com passes de primeira, lançamentos rápidos, triangulações, 1-2 e uma recuperação fantástica de sua formação defensiva.

Enfim, gostei do jogo e principalmente da vitória, que certamente nos alçará à liderança do campeonato brasileiro neste momento.

Os destaques positivos são:

Réver, que marcou o segundo gol e nos livrou do sufoco. O capitão está a cada dia melhor. Disparou um festival de lençóis na zaga e sobretudo, foi cirúrgico nos desarmes durante toda a partida. Nota 9.

Leonardo Silva falhou, junto com Leandro, no primeiro e único gol do Avaí. Porém, no decorrer do jogo, soube se recuperar com sobras. Marcou o gol de empate e deu números finais à vitória atleticana em pleno Estádio da Ressacada. Dois gols de um zagueiro num mesmo jogo? O cara foi um monstro! Nota 9.

Richarlyson talvez tenha feito a melhor partida pelo Atlético. Esteve em todos os setores de campo, não errou passes e foi incisivo em direção ao gol. O cara está começando a tomar gosto pelas cores alvinegras. Nota 8.

O início está sendo muito bom.

Por causa da excelência de treinamento, não duvido que permaneça assim.

Alguém me viu dizer isso nos tempos do moleque?

Pois digo agora: Tanto defesa quanto meio e ataque estão recebendo tratamentos específicos.

E o Galo, além disso, e por conta disso, tem obtido uma vantagem que poucos notaram: VOLUME DE JOGO!

Foi uma vitória maiúscula.

Que seja consistente e estável!

Aguardo o seu comentário, caro amigo do L&N.

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JOÃO 2 X 1 MARIA. E NÃO É QUE ESTAMOS EVOLUINDO DE VERDADE?

A segurança dos jogadores do Galo foi tão consistente, que eu achei, sinceramente, que o resultado seria uma goleada.

E tivemos oportunidades para fechar o caixão hoje, pois quase todos os ataques do Atlético foram incisivos e perigosíssimos para a meta de Fábio.

Eu gostei do que vi. Não vou dizer agora que é o melhor time do Brasil, porque isso seria uma sandice digna de internação no Galba Velloso.

Mas garanto que a equipe, parafraseando Mancini, daqui para frente venderá caro qualquer eventual derrota.

Desde a saída de Zé Luis e Ricardinho, poucas vezes eu vi, nos últimos anos, um time com tanta gana de vencer.

A equipe está compensando flagrantes falhas de qualidade com uma garra impressionante.

Os caras estão disputando cada dividida com o coração na mão, com a alma na ponta da chuteira. Os atletas do Galo estão tirando bola rasteira de cabeça!

Esse é o verdadeiro Galo, esse é o espírito que sempre norteou as nossas jornadas! É esse amor dentro de campo que sonhamos rever!

Hoje, depois do espetacular gol do Mancini _ digo espetacular porque eu sei o quão difícil é marcar um gol daqueles _ o Atlético se resguardou na defesa até sofrer o empate, numa bobeira de Patric no ataque.

Após o gol de empate, o Atlético partiu outra vez para cima do cruzeiro.

Passes rápidos, triangulações, 2-1, lançamentos enfiados entre os zagueiros, tranquilidade na saída de jogo, poucos passes errados…

Enfim, uma equipe de operários, sem grandes nomes, mas que se doaram em cada palmo do gramado, em cada pulsação de suas veias.

A verdade é que o Galo, amparado e aquecido pelo coração preto e branco de seus garotos da base, se agigantou nas quatro linhas. E jogou sem medo e sem respeito.

E demonstrou ser um time muitíssimo bem treinado. Não pelo resultado, mas pelo contexto.

Ninguém mais levanta a cabeça (e atrasa a jogada) para ver quem está ao lado para receber o passe. O movimento é automático. Toma lá, dá cá.

Vi lançamentos no vazio que o Guilherme Santos sequer olhou para quem estava lançando. E a bola chegou ao seu destino, quer seja nos pés do Magno Alves, quer seja nos pés de Mancini. E outros mais.

Entretanto, quando Daniel Carvalho entrou em campo, foi como se o tempo parasse. Lento e omisso, contribuiu para a perda do meio de campo no segundo tempo. Não tem o perfil para fazer parte de um time veloz.

Aos que diziam que não jogamos contra ninguém até agora, hoje medimos força contra o Barcelona das Américas, considerado pela mídia transloucada e imbecil como o melhor time da América do Sul.

E pra ser absolutamente sincero, o América deu muito mais pressão!

É duro destacar os melhores jogadores do Galo hoje sem cometer injustiças.

Mas eu, na minha modesta opinião, diria que Mancini (um primoroso primeiro tempo), Serginho e principalmente Giovanni, foram os donos da partida.

Mancini talvez tenha feito a sua melhor partida pelo Atlético. O cara, contagiado pela garra da garotada, correu como um menino. Além de meter um golaço e de distribuir o jogo no ataque. Nota 9.

Serginho novamente se desdobrou. Num determinado momento, eu o vi na área do cruzeiro e segundos depois, tomando uma bola do Ortigoza na nossa linha de fundo. Inacreditável! E não errou passes. Em futebol, treinamento é tudo! Nota 9,5.

Giovanni marcou com competência, tomou porrada, foi pra dentro dos caras,  lançou bolas preciosas para os atacantes, jogou perto da área adversária, cobriu a zaga e a lateral esquerda e ainda, para coroar o seu show particular, provocou a expulsão de Montillo. Este foi nota 10!

Faço uma menção honrosa em defesa de um jogador que a torcida vaia com a maior facilidade do mundo: Patric. Jogou muito o garoto! Errou? Sim, no lance do gol do cruzeiro.

Mas qual outro jogador dentro de campo deu mais sangue que ele? E meteu o gol da vitória, ainda por cima. E quase fez o terceiro! Ora, vamos estragar mais um? Deixa o cara jogar, pô!

Eu era contra a sua manutenção. Não sou mais. Não sou burro de defender idéias só para dizer que estou certo.

Enfim, foi um jogo bem jogado. Em alguns momentos, o Galo me deu a impressão de um time super experiente.

Porque isso? É a força do vestiário, minha gente!! É o técnico que incute na mente da equipe o que ela será dentro de campo.

E isso é para poucos! Salve Dorival Júnior!

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NESTE DOMINGO, O ATLÉTICO ENFRENTARÁ O AMÉRICA-MG.

Curiosamente, apesar de tantas contratações caras para o setor, o meio de campo atleticano será todo formado por jovens promessas vindas das categorias de base.

Fillipe Soutto vem atuando muito bem. Surpreendentemente bem, eu diria.

Serginho já é profissional há algum tempo e vem subindo de produção aos poucos, embora continue presenteando os adversários com seus inacreditáveis erros de passes de 2 metros.

Quanto a Renan Oliveira, apesar de ter feito 2 gols na última partida, eu tenho cá as minhas restrições em relação à sua escalação. Só joga quando quer e, na maioria da vezes, não quer. Costuma fazer das quatro linhas um travesseiro confortável para pegar no sono. Mas conta com uma sólida  _ e assustadora _ preferência do treinador. Vai entender!

Giovanni entrou muito bem no jogo passado e apresentou, em alto estilo, as suas credenciais à torcida do Galo. Tem um ritmo dinâmico, habilidade com a bola e visão de jogo. Custo a crer que um jogador deste nível estivesse escondido na Cidade do Galo.

Se Giovanni agarrar a chance com personalidade, tem tudo para tornar-se titular absoluto da equipe e passar de coadjuvante a protagonista. Ouso dizer que ele pode vir a ser a solução da armação da meiuca atleticana. Uma solução caseira e muitíssimo bem vinda.

Contra o América amanhã à tarde na Arena do Jacaré, o Atlético atuará na seguinte formação:

Renan Ribeiro, Patric, Réver, Leonardo Silva e Guilherme Santos; Fillipe Soutto, Serginho, Renan Ribeiro e Giovanni; Mancini e Ricardo Bueno.

Considerando as características dos jogadores que estarão em campo, acredito que a movimentação incessante das peças constituirá o fator principal do plano tático de Dorival Júnior.

Compactação no meio e saída rápida para o ataque explorando, principalmente, a velocidade de Mancini e Giovanni. Ricardo Bueno não conta. Este certamente fará de tudo para travar o time. É a sua missão aqui na terra.

Espero sinceramente que a performance do time seja parecida com a do último domingo, mas não serei pego de calças na mão se não for.

Afinal, embora estejamos quase no final de abril, ainda estamos montando esquema tático, armando padrão de jogo, escolhendo jogadores…

Em suma, vivemos um janeiro em pleno abril!

Apesar de tudo, vamos pra cima deles, meu Galo!

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ATLÉTICO 7 X 1 AMÉRICA-TO – PRUDÊNCIA E CALDO DE GALINHA…

O adversário pode até não ser parâmetro para avaliar o potencial do Atlético, mas o América de Teófilo Otoni não é pior do que o Grêmio Prudente.

Quero dizer com isso que, se o Galo tivesse jogado o que jogou hoje naquele fatídico 0 a 0 contra a equipe paulista, com certeza estaria ainda na Copa do Brasil.

Faço essa comparação só para estabelecer um ponto de equilíbrio entre o pessimismo e o otimismo.

Posto-me com prudência em relação ao resultado em si e é bom evitar euforia. E mantenho as preocupações, pois é uma equipe mediana, ainda não confiável e com vários defeitos crônicos.

Precisa ser urgentemente reforçada. E se, quando reforçada, mantiver essa vontade do primeiro ao último minuto, aí sim, pode até perder, mas dará trabalho.

Todavia, não resta dúvida que o conjunto se encorpou, imprimindo uma velocidade surpreendente e uma compactação que não existia antes.

Os destaques positivos de hoje:

Mancini: Fez a sua melhor partida desde que chegou. Correu muito, fez um gol, deixou o Magno Alves na cara do goleiro e organizou o time pela esquerda. E a sua alegria de estar aqui novamente parece ser mesmo genuína. E isso está influindo positivamente em seu futebol.

Renan Ribeiro: O garoto fez defesas muito boas. Aquelas bolas que até bem pouco tempo entrariam, hoje ele não deixou entrar. Tomara que recupere a velha forma.

Magno Alves: O Magnata deitou e rolou neste jogo. Tudo que fez deu certo. Apesar de sua idade, tem um capacidade de arranque muito maior do que muitos jovens por aí.

Giovani Augusto: O menino é destaque não pelo futebol apresentado, embora tenha mostrado categoria, vigor físico e inteligência de jogo. Entrou muito bem no primeiro tempo e caiu no segundo. Mas na partida desta tarde/noite, na minha modesta opinião, foi a mais grata surpresa. Custo a crer que Jackson era o titular em seu lugar. O Dorival tem algumas coisas que não dão pra entender, essa é que é a verdade! Haja paciência!

Guilherme Santos: A cada jogo, uma maior consistência. Uma boa qualidade técnica, muita disposição e capacidade física. Com estas virtudes, o garoto vai fazendo a torcida esquecer a quase eterna lacuna da lateral esquerda.

Enfim, sem entusiasmo exagerado e sem nenhuma ilusão quanto às futuras performances da equipe, que é bastante limitada, posso dizer que enxerguei um bom crescimento técnico.

Desta vez, pela primeira vez no ano _ exceto aquele primeiro tempo contra o Guarani de Divinópolis _ o dedo do técnico apareceu na foto.

Os trabalhos durante a semana surtiram efeitos, pois durante todo o jogo (apesar de eventuais quedas de rendimento) o Galo foi um time mais organizado, lúcido e obediente taticamente.

Afinal, vimos jogadas, como a do segundo gol (de Mancini), em que os toques foram todos de primeira. E muitos outros lances na mesma dinâmica.

Será que podemos interpretar isso como resultado de um grupo mais “clean”, mais limpo de más influências?

Será que, por fim, pegamos o caminho certo? Ou ainda não?

É bom manter de pé aquele velho ditado que diz  “prudência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém”!

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ATLÉTICO 2 X 1 VILLA NOVA. E UMA PUTA PULGA ATRÁS DA ORELHA!

É muito difícil analisar um jogo do Atlético quando ele se apresenta tão mal.

Sobretudo no primeiro tempo, quando levou um verdadeiro vareio de bola.

Parecia que o Villa Nova jogava em casa, diante de sua torcida.

A defesa batia cabeça, o meio se omitiu e o ataque foi completamente inoperante. Padrão de jogo passou longe, mas muito longe mesmo.

Foi como um amontoado de jogadores treinados pelo moleque irresponsável. Existem no mundo poucas coisas mais desagradáveis.

Confesso que, naquele momento, eu imaginei o Galo enfrentando São Paulo, Santos, Flamengo, Corinthians, Fluminense… e tremi nas bases!!

Na volta do vestiário, as coisas mudaram pouco, é verdade, mas o suficiente para vencer o Villa, um time não mais que modesto.

A manutenção de Ricardo Bueno na equipe foi como se Dorival Júnior desafiasse a torcida: “Vaiem o rapaz, mas eu confio nele”.

Na jogada de Mancini, que fez a sua melhor partida depois do retorno da Itália, Bueno subiu mais de um metro para cabecear aquela bola e igualar o placar.

Muita impulsão e muita técnica de cabeceio naquele lance específico. Porém, continuo a manter a mesma desconfiança em relação à sua performance.

É muito difícil acreditar em um jogador que trava a maioria das jogadas e erra 90% do que faz… ou tenta fazer.

Nós achamos o segundo gol. Para que ele acontecesse, nada foi concatenado, nada foi tramado, nada vezes nada. Apenas um sorte absurda nos acréscimos de um jogo em que o empate parecia sacramentado.

Um gol contra raríssimo, tirado da cartola de Mr. X.

Por estar com um time tão alterado em relação às outras partidas, o Galo penou por falta de entrosamento.

E este pouco ou quase inexistente conjunto me preocupa muito para a sequência da Copa do Brasil.

Neste momento, o retorno de Ricardinho é algo assim como o auxílio de uma lamparina para atravessar, no escuro total, uma pinguela sobre o abismo. Não é somente importante, é FUNDAMENTAL.

Hoje não destaco nenhum jogador, com exceção de Mancini. E olha que este destaque é feito só por conta de seu tremendo esforço em mostrar alguma evolução.

Ainda não está 100%, mas constato que melhorou muito em comparação com a sua última atuação.

Enfim, eu não esperava nada maravilhoso do Galo, mas o rendimento foi tão pífio que superou as mais pessimistas previsões deste blogueiro. Na verdade, uma puta pulga se instalou, na maior cara de pau, atrás da minha orelha!

Aquela velocidade tão ansiada por Dorival Júnior não respondeu a chamada. Aliás, nem velocidade, nem cadenciamento, nem organização, nem tabelas, nem…

Enquanto o jogo rolava, Kalil tuitou a chegada de Guilherme, ex-cruzeiro.

Na minha opinião, é um bom jogador que pode dar um toque de inteligência ao ataque atleticano.

Mas não vai resolver tantos problemas sozinho.

Laterais capacitados, um volante rápido e produtivo, um meia armador de qualidade e mais um atacante de peso são contratações indispensáveis e verdadeiramente vitais para a temporada.

Se não forem feitas, passaremos por maus bocados este ano. Anotem o que lhes digo.

E você, caro leitor e amigo, o que acha disso tudo? Concorda comigo ou não?

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IPATINGA 2 X 2 ATLÉTICO. QUANDO O TIME TITULAR DO GALO ENTRARÁ EM CAMPO?

Eu gostaria muito de saber quando é que o time principal do Atlético vai entrar em campo!

Pois não é possível que Dorival Júnior pense que o time que entrou em campo neste domingo é o titular.

O nosso treinador está mantendo jogadores _ mesmo sem jogarem bem _ como donos absolutos da posição, quando temos um elenco pronto para atuar.

Eu já fui jogador de futebol e sei que nada desmotiva mais um atleta do que ser esquecido na prateleira em prol de um outro que joga muito menos do que você.

Nesta equipe do Galo, no mínimo 50% do banco merece ser titular. No mínimo, 50% do time titular merece ser reserva!

E só na cabeça do Dorival Junior é que não entra essa constatação.

O nosso treinador se convenceu que o time que encerrou o ano passado _  de triste memória _ é a equipe titularíssima. E cada um tem lugar cativo!

O cara pode jogar mal, ser o pior em campo, chutar bola de canela, de tornozelo, matar bola de nariz, mas o lugar está garantido. E o resto do elenco que se estrepe em verde-amarelo!

O mestre Dorival Junior ignora todas as contratações. As dondoquinhas dele são estes que estão jogando e fim de papo.

Ora, façam-me o favor!

Muito mais importante do que treinadores teimosos é o Clube Atlético Mineiro.

Sou super a favor da manutenção do Dorival Júnior por 5 anos. Não estou detonando o técnico e nem iniciando nenhuma campanha para derrubá-lo.

Mas me reservo o direito de criticar quando entendo que as suas teimosias estão prejudicando o desempenho do Galo.

A escalação de Ricardo Bueno chega a ser patética! O técnico resolveu se arvorar de único entendido de futebol no mundo, quando todos sabem que esse jogador é uma aposta perdida.

A manutenção de Werley como titular em detrimento de Leonardo Silva é uma sacanagem explícita, feita para arrotar poder: “Aqui mando eu”!

Me digam: qual treinador ou torcedor em Minas Gerais faria esta escolha?

Só um louco varrido!

Fora isso, Wesley, Mancini ou qualquer outro do banco de reservas  merece a titularidade no lugar de Renan Oliveira, pois Renan Oliveira depois de elogiado é um perigo.

Enquanto é criticado, ele se esforça. Mas quando tem o trabalho reconhecido, ele amolece e se julga a bala que matou o Kennedy.

E Renan Ribeiro? Só porque vem da base e foi um dos que salvaram o time no ano passado, virou figura intocável?

Porra nenhuma! Vem falhando repetidamente nos últimos jogos! E hoje ele, mais uma vez, foi inseguro durante o jogo inteiro. Repito: durante o jogo inteiro!!

Eu nunca dei mamadeira para o Renan Ribeiro e nem forneci as suas papinhas no infantil, juvenil e júnior. Portanto, não me sinto obrigado a elogiá-lo para agradar aos que idolatram jogadores só porque vieram das categorias de base.

Para mim, um atleta que vem da base tem de ter um rendimento igual ou superior aos que vêm de fora. Abaixo disso, tem de comer banco ou nem isso.

Hoje, Renan Ribeiro deveria ter ido na bola para espalmá-la para córner, mas resolveu encaixá-la. Aí se deu mal.  Está fazendo escolhas erradas já há algum tempo.

Reconheço o seu valor, porém, acho que a hora do Giovani chegou. Mas sei que o Dorival Júnior vai mantê-lo como titular, pois ele mantém seus amigos como titulares sempre.

Joguem mal ou joguem bem. Sabe-se lá porque!

Isso é um “incentivo” espetacular para o grupo. Afinal, o que adianta se esforçar em busca da titularidade se você sabe que fulano tem título de propriedade da posição?

Hoje o Jobson jogou muito melhor do que Ricardo Bueno. Querem apostar que no próximo jogo Dorival Júnior vem com essa conversa fiada que o Ricardo Bueno treina muito bem e vai se recuperar com a torcida?

Ora, é o único cara no mundo que vê algo de bom nesse cara, pô!

Tanto o Jobson quanto o Magno Alves são milhões de vezes melhores!

Devido a qualidade do adversário, no qual tínhamos a obrigação de aplicar uma humilhante goleada _ mas que, ao contrário, fomos humilhantemente dominados no primeiro tempo _ nem vou comentar o jogo em seus detalhes.

Mas faço questão de deixar aqui o meu protesto pela teimosia de um técnico que tem tudo para fazer um excepcional trabalho, mas que vem, de forma surpreendente, metendo os pés pelas mãos.

Como é que pode um cara escolher um fusca 1.3, batido e lanternado, ao invés de uma Ferrari nova em folha?

Se isso não for burrice, eu não sei mais o que é…

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ATLÉTICO 1 X 2 AMÉRICA.

Inquestionavelmente, o América mereceu vencer, pois esteve todo o tempo mais perto do gol de Renan Ribeiro e prestes a marcar em diversas oportunidades.

O Galo apenas rondou a área adversária e a maioria de seus chutes foi nas pernas da zaga americana.

E ainda contou com um penalti, que na minha visão, não existiu. Serginho claramente se jogou.

Talvez se Tardelli tivesse marcado, a história do jogo pudesse ter mudado. Mas não foi assim.

O Galo iniciou e terminou jogando de forma confusa e desequilibrada.

Em alguns momentos, tinha somente um ou dois jogadores na defesa para conter um contra-ataque de três ou quatro alviverdes.

O meio de campo, apesar de ter Zé Luis e Richarlyson jogando juntos, concedeu os mesmos espaços que concedera nos últimos jogos.

O combate é sempre de longe, como se estivesse marcando só com o olhar.

E esse posicionamento expôs a zaga ao ataque americano. Werley esteve mal e incita a torcida a pedir por Leonardo Silva, que já merece ser titular.

Réver também não fez uma boa partida, mas Réver é Réver, um dos maiores zagueiros do país.

Nas laterais, a coisa também não funcionou. Serginho, que no meu modo de entender futebol, é muito mais lateral do que meio de campo, continua com um defeito que irrita qualquer santo: erra passes incrivelmente fáceis em qualquer posição em que esteja jogando.

Na esquerda, Leandro jogou mal tanto defensiva quanto ofensivamente.

Renan Oliveira está, gradualmente, retomando o seu ritmo costumeiro. O Renan Oliveira que voltou forte do Vitória, está se tornando, de novo, aquele que saiu.

Neto Berola teve instantes de gênio, pontuados por momentos de ciscador dispersivo. Mas não desiste de nenhuma bola. É um lutador!

Gostei do esforço de Tardelli, mas não produziu o que se espera de um jogador de seu porte.

Nem Magno Alves nem Mancini solucionaram as carências do Galo em campo.

Muito menos Jackson.

E ao retirar Ricardinho de campo, Dorival Júnior privou a equipe de criatividade e cadência. Apostou na correria desenfreada e nos passes curtos e se deu mal.

Deixei para falar de Renan Ribeiro por último de propósito. Até em respeito ao goleiro que nos ajudou muito no ano passado.

Alguém em quem confio já me disse, certa vez, que um goleiro em início de carreira, quando é promovido, tende a fechar o gol.

Depois ele passa por uma fase decrescente, de queda de qualidade técnica e só depois é que retoma o ritmo de antes.

É o que está acontecendo com o nosso bom goleiro?

Hoje esteve irreconhecível durante o jogo. Extremamente inseguro. E falhou claramente no segundo gol de Fábio Júnior.

Na hora em que a bola saiu do pé do atacante americano, ele já estava quase agachado. Vá saber porque…

Talvez seja a hora de lançar o excelente Giovani, pelo menos por algum tempo, enquanto Renan Ribeiro retoma a velha forma.

Ele é jovem, mas é muito maduro. Vai entender que é uma atitude para preservá-lo. Doravante, voltará mais forte.

Enfim, apesar de possuir um plantel muito superior ao América, o Galo não teve a vontade que a equipe americana carregou para dentro de campo.

E essa vontade de vencer igualou as coisas na Arena do Jacaré.

A impressão que eu tenho é que os jogadores atleticanos botaram na cabeça que, escorados em sua qualidade indiscutível, basta entrar em campo para vencer a partida. E só!

Não é nada disso. Além da predominância técnica, há que se lutar por cada bola e entrar em cada dividida como se estivesse defendendo a própria vida.

Este sempre foi o espírito atleticano desde remotas eras.

De todo modo, tem males que vêm para o bem, como diz o surrado ditado.

O fato de ter perdido talvez seja o fator principal de motivação para a reação. Talvez agora os nossos atletas entendam que o time está muito longe, mas muito longe mesmo, de ser um conjunto capaz de grandes conquistas.

Tem ainda muita vela pra queimar, tenham a certeza disso!

Os jogadores têm de readquirir o gosto de atuar novamente como o fizeram no primeiro tempo contra o Guarani, porque depois daquele momento _ cá entre nós _ o Galo só fez decair.

Só esperamos que a farra pare por aqui.

Temos ainda um longo caminho para percorrer antes que possamos dizer: temos um time para disputar todos os títulos da temporada!

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DO MEU AMOR, DO SEU AMOR: UM AMOR MAIOR.

Difícil falar de um amor sem lembrar-se do que o motivou. Lá estava ele, segurando forte minhas mãos, com o coração saltitando e a felicidade em apresentar-me a casa do que seria, após aquele dia, um amor eterno e avassalador em minha vida.

Com os portões ainda fechados, rodeamos os seus muros e cada detalhe era explicado da forma mais clara e simples possível. Pessoas que nunca havíamos conhecido passavam ao nosso lado desejando sorte, sorrindo, cumprimentando e cantando. Era um lugar mágico, lugar dos sonhos de criança. Um mundo fantástico onde somente os bons de coração seriam capazes de habitar. Não existia tristeza, havia apenas sorrisos e abraços. Era uma multidão de grandes amigos.

Antes de prosseguirmos, ele falava emocionado dos grandes momentos que já havia presenciado naquele lugar. Sabem quando dizemos assim: “essa é uma história para contar para os nossos filhos?” Era exatamente isso que estava acontecendo. Aquela era a hora certa de contar e se orgulhar por ter vivido ali tantos momentos sublimes.

Conversamos mais um pouco e, enfim, entramos naquela grande casa. Lugar imenso onde mais de cem mil pessoas poderiam entrar, cantar e fazer daquele espaço uma grande festa. Meus olhos brilhavam e, juntando cada pedaço daquele quebra-cabeça de uma história centenária, já me orgulhava do que aprendera e, mais ainda, de quem me ensinara.

No meu mundo fantástico, aquele era o lugar perfeito. Assim, tornou-se, naquele dia, a minha segunda casa. No meio de todos aqueles corações alvinegros e em seus ombros, eu estava: amando inexplicavelmente o meu GALO. Do nosso amor: um amor maior.

Enfim, 2011 chegou e com ele a esperança renovada. Assim afirmou meu pai: “este é o ano do Glorioso”. Quaisquer que sejam as notícias, especulações ou contratações referentes ao Galo e até de outros clubes, lá está ele, sempre disposto a discutir, dar sugestões, palpites e ideias. Feliz sou eu em poder contar todos os dias com suas experiências de vida.

Muito conservador, dias atrás ele balbuciou: “Não gostaria de ver no meu time um jogador que já nos roubou, referindo-se ao Mancini”. Mancini pode até tê-lo feito quase enfartar com seu futebol tosco na sua primeira passagem pelo nosso Galo, mas, para ele, a revolta era por ter causado mal ao Clube Atlético Mineiro. Bastava olhar para a expressão de seu rosto para entender exatamente o que queria dizer.  Ele prosseguiu: “respeito e confio em meu presidente. Aceito, esperando uma nova postura”.

Leonardo Silva foi a contratação que mais o agradou. Afirmava com toda certeza que aquela seria a zaga dos olhos de todos os clubes. Um xerife e um capitão. Lá estava a sua esperança. Richarlyson, por sua vez, ganhou apenas a frase: “que honre a camisa com raça, que sei que ele tem, e não se deixe levar pela boca maldita da imprensa e por torcedores indefinidos”. Jobson também o agradou. Para ele, Obina cederá ao atacante seu lugar e teremos um banco de grande qualidade.

Ao falar no banco de reservas, este foi altamente elogiado. “Hoje temos peça de reposição. É assim que se conquistam títulos. Com Dorival no comando e o elenco contratado, o lado fresco terá que nos aturar muito este ano”. Dando risadas, ironizou: “se bem que eles nos aturam mesmo sem motivos”.

Evidente que todos os seus pensamentos e opiniões eram fundamentados por sua experiência. Eu, apesar de acrescentar e discutir minhas percepções, ouvia, respeitava e, muitas vezes, até mudava minhas opiniões. Claro que não estava sempre certo, mas tinha o meu respeito e aceitação, como sempre. Com argumentos fundados, está sempre disposto a me orientar.

Não poderia terminar este texto sem falar de Alexandre Kalil. Hoje temos planejamento, base de qualquer projeto. Consciência nas contratações e sabedoria para administrar. Não me atreveria imaginar o dia em que não contarmos mais com sua audácia e inteligência, mas tenho absoluta certeza que quando esse dia chegar, sentirei o mesmo que o meu pai pelo Sr. Elias Kalil. Com grandes homens, continuaremos escrevendo nossa grande história.

Assim somos eu e meu pai: Atleticanos. Termino esse texto com as belas palavras de Chico Pinheiro: “Se eu nascesse milhões de vezes, milhões de vezes seria atleticano”. E, se eu pudesse escolher, milhões de vezes escolheria o mesmo pai. Meu amor maior.

Que tenhamos um ano de grandes conquistas. E Viva o Galo!

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O GALO, COM ALEXANDRE KALIL, PENSA GRANDE NOVAMENTE.

Quando há algo para ser reforçado, tem de se reforçar, não importando o número de jogadores, mas sim a qualidade acrescentada ao plantel.

Nesta linha de ação, a diretoria do Atlético se mexeu bem antes dos concorrentes.

Quase que de uma só tacada, o presidente Kalil anunciou mais 3 contratações importantes: Leonardo Silva (ex-cruzeiro), Giovanni (ex-Grêmio Prudente) e Mancini (ex-Internazionale de Milão).

Leonardo Silva vem para compor dupla de zaga com Réver. A minha expectativa é que, baseada na altura dos dois _ ambos com mais de 1,90 de altura _ e na inegável capacidade de cabeceio aliada a um belo poder de destruição por baixo, esta zaga dará o que falar em 2011.

Tem tudo para se transformar, na prática, no melhor miolo de zaga do país, pois no papel, certamente já o é.

Mas Leonardo Silva, que vem de cirurgia e 6 meses de estaleiro, necessita de tempo para recuperar aquela velha forma que encheu os olhos de todos nós.

A contratação do xerifão foi nas barbas da diretoria cruzeirense, que, devido à penúria financeira em que se encontra, não teve cacife para bancar o zagueiro em suas fileiras. E nem forças de lutar por ele.

O Galo então foi até lá e o tomou como se toma pirulito de uma criança. Simples assim.

O meu receio é que haja revide do cruzeiro e a sua diretoria _ esperta que nem um filhote de preguiça africana _ acabe nos privando dos serviços de Ricardo Bueno, pois necessitam de centroavante por lá.

Aí sim, estaremos todos ferrados por aqui!!

Pior se levarem Diego Macedo ou Jackson. Mas vamos mudar de assunto, pois só de pensar nessas hipóteses o sangue me gela nas veias de tanto medo!

Giovanni chega para ser reserva de Renan Ribeiro.

Muitos dizem que é um apenas um goleiro mediano, mas nas duas partidas em que o vi atuar contra o Galo, ele simplesmente fechou o gol. Sem dúvida, foi o melhor em campo.

Então, só posso elogiar a sua contratação, pois pelo menos na minha visão, ele obteve 100% de aproveitamento. Que se dê bem por aqui.

Mancini, o último a ser anunciado por Kalil, talvez seja a grande contratação aos olhos da Massa, embora eu não esteja assim tão entusiasmado.

No meu ponto de vista, Leonardo Silva e Richarlyson foram aquisições muito mais valiosas.

Mas não posso deixar de louvar o esforço do Kalil e do Maluf, a dupla de aço do futebol brasileiro, em contratar um jogador de nível internacional.

Certamente, a sua vinda agregará valor à marca Clube Atlético Mineiro.

Quero dizer que quando via Mancini jogar pelo Roma, a minha opinião era drásticamente diferente. Lá ele jogou muita bola.

Mas na Inter _ e no Milan _ ele não jogou 10% daquilo que produziu na equipe romana. E lá se vão mais de 3 anos. Tempo demais para um meia-atacante permanecer em má forma técnica.

Torço para que dê certo e não critico a contratação. Se Dorival Junior a aprovou, deve ter planos consistentes para encaixá-lo em seu esquema de jogo.

E se funcionar, serei o primeiro a elogiá-lo. Mas neste momento, me reservo o direito de ficar aqui de butuca, matutando, matutando e pitando um cigarrinho de palha na beira do caminho.

Que Mancini, Geovanni e Leonardo Silva sejam muito bem vindos à nação alvinegra.

Que possam contribuir, cada um com o seu talento e aptidão, na grande jornada que encherá o coração da Massa de orgulho e comemorações.

E viva Alexandre Kalil, o herdeiro honrado de um honrado Elias Kalil. O herdeiro do pensamento grandioso dos anos 80, quando fomos, durante anos, o melhor time do Brasil e tínhamos o melhor presidente, da mesma forma que temos hoje.

Eu sei que Elias Kalil, lá no céu neste momento, enrolado numa enorme bandeira preta e branca, aponta para Belo Horizonte e diz, com a voz plena de orgulho genuíno:

Tá vendo aquele lá? É o meu filho Alexandre, que honra a minha memória todo santo dia!!

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