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ATÉ BREVE, MINEIRÃO!!

TEXTO ESCRITO PELO JORNALISTA E ATLETICANO LEO GOMIDE, COM EXCLUSIVIDADE PARA O LANCES&NUANCES.

Minas Gerais, terra de Tiradentes, Drummond, Guimarães Rosa, Clube da Esquina, entre tantos outros.
Minas de suas dimensões geográficas, rica por seus minérios, por sua cultura, culinária, pelo ‘mineirês’, pela receptividade de sua gente.
Minas que abençoou uma tradição, formou uma legião de seguidores, e cravou uma paixão no seu  povo.

Minas do Clube Atlético Mineiro.

Minas, que a partir de 6 de junho de 2010, mesmo que indiretamente, escreve uma nova página na história do Maior das Alterosas.
Minas que hoje se despede do ‘velho’ estádio Governador Magalhães Pinto.
No início da década de 30, o Galo fez do estádio na Olegário Maciel, o seu ‘Alçapão’, no entanto, a segunda casa, ou melhor, o quintal dos atleticanos, passou a ser depois de 1965 o Mineirão, o Gigante da Pampulha, ‘La Galoneira’, ou qualquer codinome criado pela Massa.

Neste domingo, o Atlético faz o seu último jogo no ‘antigo’ estádio.
Exigências para a Copa do Mundo de 2014, fazem com que o Mineirão passe por um longo período de reformas.
Mineirão, palco de inúmeras glórias, mas de alguns percalços.
Para os atleticanos mais antigos, estar no Mineirão neste domingo representa um viagem no túnel do tempo.

O Mineirão de 1971, de Renato, Humberto Monteiro, Grapete, Vantuir, Oldair; Vanderlei, Humberto Ramos; Ronaldo, Dario, Beto, Romeu, Spencer, Tião. O esquadrão de Telê que explode a nação alvinegra aos 30 do segundo tempo. Galo, o primeiro campeão nacional.
Aos atleticanos mais superticiosos, ao apito final da partida contra o Ceará, o momento de orar, e pedir para que alguns fantasmas sejam ‘expulsos’ do Mineirão, junto a toneladas de concreto que alí se formarão.

Mineirão da final do Brasileiro de 1977, banhado por lágrimas. Galo: o primeiro e único vice-campeão brasileiro invicto da história.
Mineirão do fatídico 27 de novembro de 2005, a maior mancha no currículo do Clube Atlético Mineiro, o rebaixamento para Série B.
Mineirão da volta por cima: quase um ano depois, o Glorioso retorna para onde nunca deveria ter deixado: Atlético 4×0 São Raimundo, 07 de novembro de 2006.

Mineirão de façanhas alvinegras: 1969, único time do mundo a derrotar a Seleção Brasileira.
Mineirão que coroou um Rei: Reinaldo, 255 gols pelo Galo.
Mineirão de João Leite, Kafunga, Cerezo, Luizinho, Vanderlei Paiva, Dario.
Atleticanos mais contemporâneos, o Mineirão dos títulos da Conmebol, das tabelinhas de Marques e Valdir ‘Bigode’, Marques e Guilherme.
Mineirão do maior vencedor do Estado: Atlético, 40 vezes campeão mineiro.
Mineirão do Clube Atlético Mineiro, o seu Terreiro.
O Mineirão muda, mas o bom filho à casa torna!

Até breve, Mineirão.

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O DIA EM QUE 1 GOL VALEU POR 132!!!

CRÔNICA  ESCRITA PELO JORNALISTA E ATLETICANO LEO GOMIDE EXCLUSIVAMENTE PARA O L&N.

O que seria do homem sem o poder da imaginação?

Ter a capacidade de formar uma imagem, que não está sob o alcance da sua retina, arquitetar uma figura, criar uma cena…

Pois bem, não fosse isso, eu nunca teria vibrado em nenhum dos 132 gols feitos por Marques Batista de Abreu vestindo a gloriosa camisa do Clube Atlético Mineiro. [Mas não foram 133? ESPERE!]

Destas 132 oportunidades em que a bola estufou as redes, em praticamente toda sua totalidade, meu poder de criatividade teve de se aguçar ainda mais.

Afinal, era ouvir pelo rádio e imaginar como tudo teria acontecido. Um desafio prazeroso e gratificante, e que depois era contemplado com a obra exata ‘descrita’ pela televisão.

Porém, nestes 12 anos em que o Calango declarou ser um integrante da Massa e jurou amor eterno ao Galo, os deuses do futebol me reservaram um momento único e eterno: ver ‘in loco’ o último capítulo dessa história.

Tudo aconteceu no dia 02 de maio de 2010, final do campeonato mineiro!

Com o Mineirão lotado, pleonasmo para o atleticano, senti na pele a emoção de ver o ídolo ovacionado pela nação alvinegra, e para completar, assistir à última vez em que Marques balançou as redes do Gigante da Pampulha.

Foi o dia em que 1 gol valeu por 132!

Como se 132 narrações estivessem ecoando nos meus ouvidos em fração de segundos!

Algo entusiástico!

Como todo bom e fanático atleticano, a vida não poderia ter me privado de ter, enfim, na retina, um gol do ídolo.

Olê, Marques!

(Autor: Leo Gomide)

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OLÊ, MARQUES… OLÊ MARQUES…

Imagino que quando Marques entrou naquele avião em São Paulo com destino a Belo Horizonte em 1997, só existiam dúvidas e ansiedade em sua mente.

Nada no mundo seria capaz de antever o seu destino. Ia de encontro ao desconhecido em terras estranhas, berço de sotaques e culturas com as quais jamais havia convivido.

Vinha de uma passagem de sucesso pelo Flamengo e outra apagada pelo São Paulo. Naquele momento, sentado na estreita poltrona do avião, Marques deve ter descansado a cabeça no encosto e fechado os olhos, enquanto o avião se movimentava suavemente para taxiar em busca do futuro.

Não havia ainda como saber que em Minas Gerais, Marques, tempos depois, se tornaria o maior ídolo dos jovens atleticanos e um dos grandes para os mais antigos.

O décimo-segundo jogador que mais vezes vestiu o manto sagrado (369 vezes), o que mais partidas disputou nos campeonatos brasileiros (190), o marcador do gol número 1000 (em campeonatos brasileiros) e o nono maior artilheiro da história do Galo, com 133 gols.

Foi campeão da Taça Conmebol em 1997 e vice-campeão brasileiro em 1999. Fora dois títulos mineiros e um da Copa Centenário.

Mas não foram as conquistas que o elevaram à condição de ídolo. A massa atleticana tem uma característica toda dela. Não adianta ser craque, marcar gols e ser o melhor em campo em todos os jogos. Isso traz sim o respeito, mas não a idolatria.

Para ser um ídolo, o jogador tem de se doar por inteiro no campo de jogo, buscando a vitória em todas as divididas, mesmo que o suor seja feito de sangue.

Marques morreu muitas vezes em muitas partidas defendendo essa camisa adorada. E a amou como poucos jogadores a amaram.

Isto sim fez dele o monumental ídolo que é.

Nas vezes em que esteve fora, no Japão, o que se ouvia quando voltava era: _Vou retornar ao Galo. Só não jogo lá se não me quiserem.

Simples assim. Não havia leilão, não havia insegurança, não se falava de outros times para os quais Marques gostaria de ir. Nada. Nunca houve especulações para a sua recontratação.

Para fechar com o Galo, ele abriu mão de valores substanciais e perdoou dívidas significativas, que outro qualquer não perdoaria.

Tudo para vestir a sua segunda pele, a camisa que parece ter sido feita para ser envergada e respeitada por ele. E poucos a honraram como ele a honrou.

Este foi o seu destino. Ser um dos maiores de todos os tempos dentro de um clube grandioso e idolatrado pela torcida mais fanática do mundo.

Mas, naquele instante em São Paulo, em 1997, dentro do avião taxiando na pista, Marques não sabia de nada disso.

Ainda de olhos fechados, com o futuro incerto, sentiu que a aeronave tomava impulso para a decolagem.

E Marques, um dos maiores ídolos do Galo,  mas ainda sem saber que o seria, levantou vôo para a glória.

Obs. 1 – Marques não teve o contrato renovado com o Atlético e, por isso, se despediu dos gramados. O ídolo merece uma homenagem do tamanho de sua importância. Nós estaremos atentos a isso.

Obs. 2 – Esta crônica é uma reedição, pois já tinha sido publicada anteriormente aqui mesmo no L&N. Por isso, alguns números podem estar desatualizados.

MUITO OBRIGADO POR TUDO, MARQUES. JAMAIS O ESQUECEREMOS!!

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ATLÉTICO 1 X O DEMOCRATA-GV

Não é de hoje que o Democrata-GV é um osso duro de roer. Tanto, que parece ter titânio em seu núcleo.

Sempre foi assim e cheguei hoje à conclusão que sempre será. Eita time enjoado para se enfrentar, sô!

Porém, que ninguém nos ouça, hoje o Galo colaborou para as dificuldades.

Jogou um primeiro tempo de razoável pra bom, mas não deu sorte nas finalizações. Obina, curiosamente, jogou longe do gol, lançando bolas e tentando cruzamentos. Confesso que não entendi.

No segundo tempo, quase entregamos o ouro ao bandido. Após o gol, inexplicavelmente o time recuou, perdeu o meio de campo e os rebotes passaram a ser todos dominados pelo Democrata-GV.

Vez ou outra uma jogada de ataque, principalmente depois que Marques entrou. Aliás, foi dele o lance do gol. Junior teve muita categoria ao colocar a bola lá no cantinho, em meio a milhares de pernas adversárias.

Não vou cornetar o time hoje, apesar de um jogo meio claudicante, que, de certa forma, abala a confiança da torcida.

Convenhamos, este time que defendeu as nossas cores na tarde deste sábado está vindo de uma maratona de viagens que nem o Munaier, do Terreirão, suportaria, caso tivesse ele que correr mais de 90 minutos atrás de uma bola.

O Galo entrou em campo cansado e sem treinar alguns setores. O ataque, por exemplo, formado por Obina e Muriqui, só jogou nesta formação hoje. Nunca antes haviam jogado juntos, sem Tardelli.

Então, não estou desesperado. Deixa a equipe descansar, treinar e aí veremos novamente aquele Galo que jogou contra o cruzeiro em ação.

Algumas considerações pontuais:

_ Cáceres melhorou muito, apesar de ainda não estar em sua forma ideal. Mas já começa a mostrar porque Kalil lutou tanto para contratá-lo. Hoje foi o melhor da defesa. E com que categoria sai jogando.

_ Júnior correu muito do primeiro ao último minuto, dos 90 em que esteve em campo. Está, gradualmente, recuperando o nível do princípio do campeonato brasileiro do ano passado.

_ Aranha ainda vai matar um do coração. Esperem e verão. Espero que não seja um de vocês, meus amigos. E nem eu!

_ Se eu fosse Luxemburgo, lançava Marques no lugar do Tardelli, enquanto este estiver lesionado. Marques tem uma grande virtude: é lúcido!

_ Outro dia a Stella Maris disse aqui que o Evandro joga muito melhor como segundo volante do que como armador. E não é que ela tem razão? Eu reparei que quando ele volta para marcar, é muito mais útil à equipe. Quando se adianta, erra passes até de 3 metros. Vai entender…

_ Os juizes mineiros continuam confundindo futebol com volei. Qualquer encostadinha, lá vem o senhor árbitro correndo, todo serelepe, já metendo a mão no bolso para puxar o cartão. É um festival infindável de cartões. Cáceres e Jairo CAMpos, coitados, devem estar estupefatos, sem saber direito como lidar com esse vedetismo todo, pois estão acostumados com futebol de homens, apitado ao estilo europeu.

Apesar da vitória magra e raquítica, entendo que o Galo tinha poucas condições físicas de jogar bem. Entretanto, há que se treinar muito para que o time adquira um padrão que possa suportar esse tipo de percalço.

Principalmente quando se constata que apenas dois jogadores, Tardelli e Correa, fazem tanta falta à equipe. Não era para fazer tanta falta assim, uai!

Será este um sinal que temos um time, mas não temos um plantel?

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OLÊ, MARQUES… OLÊ, MARQUES…

Imagino que quando Marques entrou naquele avião em São Paulo com destino a Belo Horizonte em 1997, só existiam dúvidas e ansiedade em sua mente.

Nada no mundo seria capaz de antever o seu destino. Ia de encontro ao desconhecido em terras estranhas, berço de sotaques e culturas com as quais jamais havia convivido.

Vinha de uma passagem de sucesso pelo Flamengo e outra apagada pelo São Paulo. Naquele momento, sentado na estreita poltrona do avião, Marques deve ter descansado a cabeça no encosto e fechado os olhos, enquanto o avião se movimentava suavemente para taxiar em busca do futuro.

Não havia ainda como saber que em Minas Gerais, Marques, tempos depois, se tornaria o maior ídolo dos jovens atleticanos e um dos grandes para os mais antigos.

O décimo-segundo jogador que mais vezes vestiu o manto sagrado (369 vezes), o que mais partidas disputou nos campeonatos brasileiros (190), o marcador do gol número 1000 (em campeonatos brasileiros) e o nono maior artilheiro da história do Galo, com 191 gols.

Foi campeão da Taça Conmebol em 1997 e vice-campeão brasileiro em 1999. Fora dois títulos mineiros e um da Copa Centenário.

Mas não foram as conquistas que o elevaram à condição de ídolo. A massa atleticana tem uma característica toda dela. Não adianta ser craque, marcar gols e ser o melhor em campo em todos os jogos. Isso traz sim o respeito, mas não a idolatria.

Para ser um ídolo, o jogador tem de se doar por inteiro no campo de jogo, buscando a vitória em todas as divididas, mesmo que o suor seja feito de sangue.

Marques morreu muitas vezes em muitas partidas defendendo essa camisa adorada. E a amou como poucos jogadores a amaram.

Isto sim fez dele o monumental ídolo que é.

Nas vezes em que esteve fora, no Japão, o que se ouvia quando voltava era: _Vou retornar ao Galo. Só não jogo lá se não me quiserem.

Simples assim. Não havia leilão, não havia insegurança, não se falava de outros times para os quais Marques gostaria de ir. Nada. Nunca houve especulações para a sua recontratação.

Para fechar com o Galo, ele abriu mão de valores substanciais e perdoou dívidas significativas, que outro qualquer não perdoaria.

Tudo para vestir a sua segunda pele, a camisa que parece ter sido feita para ser envergada e respeitada por ele. E poucos a honraram como ele a honrou.

Este foi o seu destino. Ser um dos maiores de todos os tempos dentro de um clube grandioso e idolatrado pela torcida mais fanática do mundo.

Mas, naquele instante em São Paulo, em 1997, dentro do avião taxiando na pista, Marques não sabia de nada disso.

Ainda de olhos fechados, com o futuro incerto, sentiu que a aeronave tomava impulso para a decolagem.

E Marques, um dos maiores ídolos do Galo,  mas ainda sem saber que o seria, levantou vôo para a glória.

(Parabéns, Xodó, pelo seu aniversário. Muito obrigado por tudo que já fez por nós.)

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