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UMA CULTURA ESPORTIVA PROIBIDA!

Em sua vida profissional, não se meta a fazer aquilo que não entende bulhufas, senão você se transformará numa cópia fiel dos construtores do Independência, dos que comandam a Secopa e dos empresários da BWA.

Dos construtores do Independência porque estes, além de colocarem grades que deixaram 6.000 pessoas a verem navios ao invés do jogo, ainda criaram com a sua absurda incompetência, pontos cegos em outros locais do estádio que impedem de ver um jogador batendo escanteio. Ou seja, aumentam extorsivamente os preços dos ingressos, mas não oferecem um serviço minimamente à altura.

Da Secopa porque só vivem tentando esconder o sol com a peneira, como se fazer política fosse sinônimo de mentir a todo momento. Não é, mas talvez no Brasil o termo correto seja esse mesmo, uma vez que político é a classe mais desacreditada pela população. Política e mentira se fundiram numa só palavra.

Além de não resolver os problemas estruturais e de visibilidade do Independência, a Secopa ainda se mete nas coisas do estádio, como na negociação do aluguel com o cruzeiro e agora, em conjunto com a BWA, na proibição de entrada de faixas e bandeiras.

E o motivo alegado para essa proibição é justamente aquele que não foram capazes de oferecer ao público pagante: VISIBILIDADE!!! Pasmem os senhores!

Alegam que as bandeiras atrapalham a visibilidade. E os pontos do estádio (além daqueles 6.000 lugares), que mesmo sem bandeira sem nada, o torcedor tem de se contorcer que nem um macaco para ver alguma coisa? Escondem o rabo para mexerem no rabo alheio.

Sorrateiramente, tentam transferir para a torcida a clara responsabilidade pelos erros crassos _ e vexamosos _ cometidos na reforma do estádio. E desta forma, criam condições para a colocação de painéis publicitários. Ok, sou totalmente a favor de se faturar com os painéis, mas não à custa do fim de uma cultura esportiva. Porque cargas dágua não pensaram nisso antes?

Só espero que, na elitização obscena que estão tentando impor à torcida atleticana, a Massa não tenha que frequentar o estádio vestida a rigor, com ternos, gravatas e afins. E que os palavrões não sejam punidos com prisão; e que a comemoração de um gol não seja restrita a palmas contidas e sorrisos amarelos vigiados por câmeras.

Senhores políticos e empresários da BWA, nós somos a torcida do povão e disseminada nas favelas de Belo Horizonte. Nós somos, orgulhosamente, a cachorrada! Mas vocês não nos conhecem porque são estranhos ao meio. E como tal, não têm a mínima noção dos disparates que cometem!

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Abaixo, a nota de repúdio da Força Jovem Atleticana:

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A ALMA DO GALO

Há alguns meses escrevi um texto para o L&N, no qual comentei que ainda não havíamos concluído um jogo que ocorreu há muitos anos. O tempo parece ter parado ali, naquela fatídica final de campeonato contra o São Paulo (campeonato brasileiro de 1977).

Aos que não se lembram _ ou os que talvez nem eram nascidos naquela época _ saibam que fomos vice-campeões invictos. Fizemos uma campanha memorável. Éramos, de longe, o melhor time do campeonato. E perdemos sem termos perdido. Na verdade, não perdemos: entregamos o que era nosso.

Precisamos urgentemente descobrir o que aconteceu. Por que deixamos o campeonato que estava em nossas mãos ser levado por um time muito inferior, mas que lutou muito mais, mostrou muito mais raça e vontade de vencer? Porque aquele time que nos representava não seguiu nosso ideal? Deixar-se vencer, em nossa própria casa!  Bastava um mísero golzinho, Galo. Os deuses do futebol ainda não nos perdoaram.

Quem estava no Mineirão naquela tarde-noite sabe do que estou falando. Temo,  inclusive, que o Galo tenha morrido naquele dia e o que vaga por este mundo é apenas uma caricatura, um espectro, um zumbi, uma sombra, sei lá. Na verdade, creio que o corpo ainda sobrevive; e, de alguma forma misteriosa para mim, foi a alma do Galo que se viu despojada… e vagueia, sem saber para onde ir.

Então é isso, enfim entendi! O Galo perdeu sua alma. E isto aconteceu lá, naquele jogo, quando então teve início toda esta nossa história, que desde então é marcada por tragédias.

Talvez, Galo, sua alma esteja bem perto, mas você não consegue vê-la. Sua alma o aguarda, mas você não se empenha em encontrá-la. Insiste em viver apartado dela. Mostrou isso muito bem na última partida que jogou neste ano de 2011. Esta última goleada que você sofreu nada mais é do que a continuação daquele jogo de 1977. Você tem sido pusilânime, Galo!

Os jogadores que entraram em campo nesta goleada vergonhosa, simplesmente não sabem o que é a alma do Galo. Jogam por si mesmos, assim como os soldados que lutam numa guerra, não para defender seu povo, sua nação e os ideais da mesma. Lutam por si e para si. A estes se dá o nome de mercenários.

Galo, você ainda nos deve o campeonato de 1977. Você ainda não terminou aquele jogo. Enquanto não voltar lá, ao gramado, e reconquistar aquele campeonato que  permitiu que nos levassem, continuará assim, como um corpo moribundo, caído, chutado, cuspido, escarrado e pisado. E pior: inerte!

Galo: devolva-nos o que é nosso. Queremos a alegria, a autoestima, o amor próprio, os nossos valores e nossos ideais. Galo: devolva-nos a nossa vida. Devolva-nos você!

Assinado: sua alma, a Massa!

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