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MINHA AVENTURA “HOLLYWOODIANA” NA FINAL

Texto escrito pelo atleticano Marco Aurélio GV.

quandoamassafala...

Chegou o dia mais esperado por todos torcedores do Galo: o dia da grande final da Copa Libertadores da América! A quarta-feira, 24 de julho de 2013 foi tensa para todo atleticano que se preza. Antes, na sexta-feira anterior, eu levei o Michel, meu filho, para passar a noite na fila a fim de comprar o ingresso para o jogo que seria no Mineirão. Esse estádio que eu tanto temia… Pelo visto, o sacrifício dele valeu a pena.

Agora começa o meu drama – com final feliz, claro – particular. A Regina teve a brilhante ideia (surgida depois da derrota fora de casa contra o dito Olimpia) de irmos ao cinema na hora do jogo. Dessa vez, queria ficar longe dos gritos alheios, do ambiente tenso que pairava na cidade e, enfim, estava mesmo fugindo do pau. Relembrando a música: “Eu não nasci pra sofrer!”. Meu pensamento egoístico era um só: “Se ganharmos, ótimo, mas se perder, eu não sofro tanto, como já sofri tantas vezes com esse time…”.

E assim fizemos. Deixei meu escaravelho em lugar nobre e, por volta de 8 e pouco da noite fomos fazer compras no BH Shopping. Quando lá chegamos, obviamente, tratamos logo de comprar ingressos para a sessão das 10 da noite – hora em que o jogo iria começar – e “partiu compras!”. Para piorar, o filme era do Super-Homem e dublado! Quer martírio maior? Mas, não tinha outro filme para o horário e tive de me contentar.

Antes da sessão de cinema, é evidente que desliguei o celular. Não queria saber de nada vindo de fora (do Marcelo, meu irmão, do Evandro, meu amigo ou de um dos dois filhos que sempre me enviavam mensagens por celular quando o Galo metia gol ou para lamuriar) e então tentei me concentrar no péssimo filme, se é que consegui. Fim do filme.

Pouco mais de meia-noite. Religo o celular na esperança de encontrar notícia boa. Nada. Nenhuma mísera mensagem seja positiva ou negativa! Meu pessimismo vem à tona: era sinal claro de que o Galo tinha perdido. Voltei-me para a Regina, ainda na saída da sala e praguejei redundantemente: “Sabia que aquela praga de time iria perder naquela praga de estádio! Sabia!”. O silêncio no meu telefone era sintomático. Cabisbaixo, fomos até os boxes de pagamento do estacionamento, em frente ao Carrefour e lá vi que um cara que ouvia seu rádio. Morrendo de medo, ousei perguntar-lhe: “Quanto ficou o jogo?”. Ele, então me respondeu: “Tá na prorrogação!” Não acreditei no que ouvia, era muito para meu coração abalado! Optei por ver um filme para fugir do jogo e ainda estava na prorrogação? Pelo menos, aquilo significava que o Galo tinha vencido o jogo pelo placar necessário, comentei com a patroa. Já era um alento. Pegamos o carro e direto para casa.

E essa volta para casa? Que via sacra! Que tormento, martírio, sufoco, expectativa, enfim, nem Hitchcock poderia pensar num roteiro assim! Como meu carro não tinha rádio, enquanto descia a BR, rumo ao Sion, onde moro, fiquei com a janela bem aberta, atento aos foguetes e sons de euforia. Subimos a rua Patagônia e vimos uns meninos gritando. Regina disse que eram cruzeirenses comemorando a derrota. Para minha própria surpresa, um desconhecido otimismo me fez rebater a suspeita dela e disse que eram atleticanos. Ficamos na dúvida e tocamos para frente. Nunca a rua Patagônia foi tão longa assim! O que estaria acontecendo durante aquele meio tempo? Chegamos na Praça Alaska e peguei a Bandeirantes, não sem antes entrar no posto, onde um bando de gente assistia às cobranças de penalidades! O silêncio ali era perturbador. Estamos perdendo, só pode… Confirmei com um cara se era pênalti mesmo e ele confirmou, com cara de desconfiado. Isto refreou meu tênue otimismo. Saí do posto. Fiquei mudo. Não podia acreditar que iríamos perder de novo um título nos pênaltes. E eu que queria evitar o sofrimento, não consegui. Desci a Bandeirantes, peguei a avenida Uruguai, onde moro. O silêncio na avenida continuava pesado, lúgubre até…

Já estava me conformando com o pior quando entrei na garagem do meu prédio. Ouvi um grito: “Chupa, Galo!”. Um safado de um Maria por certo comemorava nossa derrota. Para não fugir à regra, falei para a Regina: “Perdemos!”.Pegamos o elevador… Um grito vindo de fora! Outro grito! Outro! Chega rápido, sexto andar! Chega logo! Nem quis saber de segurar a porta para a esposa, como sempre faço, fui logo entrando em casa e ligando a TV.

Não é que Hollywood resolveu me usar de novo? Na horinha exata que eu liguei a TV, a bola beijava a forquilha do travessão de Victor! É CAMPEÃO! É CAMPEÃO!!!! Surge na tela da TV o símbolo do meu time amado: “CLUBE ATLÉTICO MINEIRO – CAMPEÃO DA TAÇA LIBERTADORES 2013” .

Tinha que ser comigo! Tinha que ser! Nem se eu cronometrasse, mas os deuses quiseram que eu chegasse em casa EXATAMENTE na hora da bola bater na trave e o Victor correr para o abraço final!

O abraço que nos tirou o peso da derrota eterna, da humilhação constante e da chacota interminável! Passamos para a outra margem do rio! Cruzamos o mar sem morrer!

FINALMENTE, ADENTRAMOS O CLUBE DOS VITORIOSOS, de onde nunca mais vamos sair!

Invoquei o Márcio, meu irmão, a mamãe que sempre torceu como nós para o clube amado dela, meus tios atleticanos, o querido Fábio Fonseca e, enfim, saudei e agradeci aos Céus pela vitória mais hollywoodiana que um time do planeta já teve! Tinha que ser com o MEU TIME! Mas foi e agora respiro aliviado porque, como disse, 2013 foi o divisor de águas: o primeiro ano do resto de nossas atleticanas vidas!

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2013, O ANO EM QUE NOS LIVRAMOS DE TODAS AS ZICAS

colunarobertolopes2Como diria o filósofo: Autoriza o árbitro Patrício Polic, Riascos parte para a bola, ele vai com o pé direito, bateu…

E tome reticências.

Parou tudo. Nem o Super-Homem faria o mundo voltar a girar imediatamente. Se a Lois Lane tivesse morrido na hora do pênalti, estaria frita.

Parecia roteiro de cinema, caro amigo atleticano: o ano começou marcado pelo 13, o que nos fez apelidar esses mágicos 365 dias de “Dois Mil e Galo”. Ora, se para atleticano que se preze, até dia 13 é de se comemorar, e a hora de 13:13 é sempre motivo de alegria, o que dizer de um ano que é o primeiro treze de um milênio novo?

Pois é: Dois Mil e Galo começou com o torcedor cheio de esperança, acreditando que até os astros estavam conspirando para que as coisas começassem a mudar PRA VALER, com títulos, sem bater na trave, como foi em 2012. Aliás, não ouvi de ninguém, mas tenho certeza de que, quando o mundo não terminou em 21/12/2012, teve atleticano virando a folhinha, mirando o 13 e pensando: agora, vai!

A quantidade de vezes em que o 13 se repetiu neste ano (além do número do ano em si) é incrível. O Galo começou sua caminhada na Libertadores num dia 13, e chegou a uma final marcada para uma data em que os dígitos somavam 13. Um novo Papa foi escolhido: “Papa Francisco”, com treze letras, como tinha que ser. Há um monte de outras pequenas coincidências – para quem é mais pragmático – ou sinais – para os esotéricos: o Galo seria – e foi – o décimo-terceiro clube brasileiro numa final de Libertadores, assim como Cuca foi o décimo-terceiro técnico brasileiro a ser campeão. O juiz que apitou o primeiro jogo da final era – adivinhem? – o décimo-terceiro árbitro argentino a apitar uma final de Libertadores. Tem mais um monte de 13 escondidos por aí, é só procurar.

VINHODOROBERTOLOPESO meu registro particular aconteceu no final de semana que ficou ensanduichado entre a quase tragédia do Paraguai e a redenção do Mineirão: estava com minha mulher e um casal de grandes amigos atleticanos em um restaurante e pedi um vinho da adega, sem nunca tê-lo experimentado e sem ter informação nenhuma sobre ele, exceto pelo conselho do sommelier. Quando chegou o vinho, a garrafa era numerada, e o número da minha garrafa era 1365. Não bastasse começar com 13, 65 também é múltiplo de 13, e 1365 é igual a 105 vezes 13. Cento e cinco anos de Galo, vezes Galo. Foi demais para mim, e eu soltei um palavrão para o sommelier que, incrédulo, diante da minha explicação matematicamente atleticana, tomou a garrafa da minha mão, olhou o número, e disse: – Caramba, não acredito! Vai, Galo! Essa é nossa!

Ele me devolveu a garrafa com o cuidado de quem carrega um bebê de 10 dias, e eu a guardei até o dia da final, com rolha e tudo. A foto está aí do lado.

Agora, ao que interessa: neste ano em que tudo é 13, e 13 é Galo, nosso roteiro escrito lá de cima – tenho dúvidas se por Roberto Drummond ou por Hitchcock, que eu suspeito que seja atleticano – estava montado para fazer uma drenagem linfática na alma calejada do torcedor do Galo, lembrando-o de como é acreditar sempre, saber, do fundo da alma, que vai dar certo.

Começamos a Libertadores contra o clube brasileiro que mais vezes venceu o torneio. Tinham tradição, nós não. Atropelamos, com um lance de gênio de R10, que deveria passar a se auto-numerar R13.

Registramos a maior goleada de um time brasileiro em terras argentinas, e consagramos de vez Bernard, que foi à seleção e não saiu mais. Saiu do Galo, mas o Galo não saiu dele, um dia volta.

Vencemos a altitude criminosa da Bolívia. Com Serginho em campo, dando o passe para o gol da vitória. Só isso já era estranho o suficiente para fazer o atleticano desconfiar de que algo estava mesmo diferente.

Nas oitavas de final, quis o destino que o São Paulo cruzasse outra vez nosso caminho, e a imprensa não se acanhou em apresentar prognósticos que tiraram o sono dos atleticanos: iríamos ficar por ali mesmo. Só que não. Duas vitórias, uma de virada e uma de lavada, e a tradição deu lugar à competência.

Fomos ao México jogar num campo de brinquedo e conseguimos um empate em 2 a 2, no último lance do jogo, depois de estarmos perdendo por 2 a 0. Ali, algo começava a mudar definitivamente: num daqueles momentos em que tudo dava errado antes de Dois Mil e Galo, a bola, ao invés de bater na trave e ir para fora, entrou. Não apareceu um zagueiro para tirar. O juiz não marcou falta ou perigo de gol. Aos 46 do segundo tempo. Será?

No Horto, achamos que era só esperar passar os 90 minutos, mas nosso roteiro estava num daqueles momentos cruciais. Que São Paulo, que nada, o Tijuana é que era o Jason e tentou ressuscitar aos 46 do segundo tempo, com um pênalti que teve o peso de décadas de má sorte. Eu não acreditei, acho que ninguém entendeu direito quando o juiz saiu correndo apontando para a marca da cal. Muita gente foi embora, como que fugindo de todo um passado de frustrações e “quases”. Só que não. A canhota salvadora do nosso goleiraço Victor foi a machadada que cortou a cabeça do Jason mexicano. E nosso roteirista, nos dois jogos contra o Tijuana, nos fez ver que nossa zica de perder nos minutos finais – jogos, classificações, títulos – estava extinta.

Semifinais e finais foram capítulos parecidíssimos, com desvantagem de dois gols na ida, vantagem de dois gols na volta,  sempre nos minutos finais, para acabar com o coração de qualquer ser humano. Teve apagão. E pênaltis, amigo! Pênaltis! Contra o NOB, nos livramos da zica dos pênaltis, em que sempre éramos desclassificados. E, porque não dizer, das semifinais, onde tantas vezes caímos no Brasileiro e das quais nunca passamos na Copa do Brasil. Outra zica histórica expurgada.

Na final, tivemos a ajuda do Sobrenatural de Almeida, que corrigiu a teimosia de Cuca, deu um cartão vermelho pro Richarlyson e colocou Junior Cesar na lateral esquerda, além de ter se unido a um exército de atleticanos já desencarnados para puxar o pé do atacante paraguaio naquele lance inesquecível. E, pra ficar perfeito, vivemos também  a redenção maior: pênaltis, no Mineirão, no mesmo gol onde, em 1978, o Galo conseguiu errar mais cobranças do que o São Paulo e perder o título do Brasileiro de 1977. Era o que faltava, não falta mais. O roteiro que decretou o fim de todas as zicas estava completo.

O mundial? um detalhe para mostrar que, mesmo sem zica, o time precisa jogar bola, e esquadrão nenhum do mundo está imune a atitudes equivocadas como foi a do Cuca, abandonando o barco antes da hora.

Ah, é mesmo, voltemos ao Riascos. E aquele dia, no Horto, depois que o Riascos partiu para a bola? Onde você estava? O que sentiu? O que fez?

Eu estava lá, olhando sem querer olhar, quase na linha da pequena área daquele gol que o Victor defendia. Lembro de, nos segundos que antecederam a cobrança, pensar naquela torcida indo embora triste e afastar o pensamento: não, hoje não. A bola marretada pela canhota do Victor veio na minha direção e eu demorei alguns décimos de segundo para entender o que tinha acontecido. Caída a ficha, pulei no pescoço do meu pai, flamenguista que me levou ao Mineirão nas primeiras vezes que vi o Galo jogar. Dei um grito que deve estar ecoando na cabeça dele até hoje. Não foi um grito de Galo, de gol, de “defendeu”, de nada disso, foi só um grito do fundo da alma, coisa meio animal. Se eu tivesse que apostar numa tradução, acho que gritei, na língua dos homens de Neanderthal: sai, Zica! Aqui é Galo, porra!

Feliz Dois Mil e Sempre, Galo. Que você nunca mais deixe de acreditar. Da minha parte, EU ACREDITO!

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A MARCA DA CAL SÓ EXISTE PARA OS OUTROS?

árbitro-do-futebol-23562317Nas últimas 4 partidas do Galo pelo campeonato brasileiro, já são 4 penalidades máximas escandalosas, em sequência, não marcadas pelos juízes.

Afora os penaltis, estamos sendo prejudicados durante o jogo com faltas invertidas e aplicação de critérios diferenciados em relação a disciplina, ou seja, um rigor excessivo com nosso time e uma venda nos olhos para as agressões dos adversários.

Não procuro aqui nenhuma proteção ao Galo. Nós não precisamos disso. O que busco é uma arbitragem correta e honesta.  Pensei que este ano não haveria necessidade da campanha #DEOLHONOAPITO. Mas, pelo andar da carruagem, a coisa pode desandar.  Temos de gritar antes que seja tarde.

Porque está claro que os fracos juízes brasileiros estão afim de ferrar o Galo!

Será por causa da recusa do Alexandre Kalil em tê-los apitando os jogos do Atlético contra o São Paulo na Libertadores?

Ou será que a CBF se sentiu magoada ao ser acusada de “fraca” no episódio Conmebol/Independência/Mineirão na final da Libertas e está mexendo os fios no teatro de bonecos?

Eu não acredito na lisura das pessoas que comandam o futebol brasileiro. Também não acredito na imparcialidade da Rede Globo de Televisão, que manda e desmanda nesta competição.  É a Rede Globo que enfia a mão no bolso e em troca, define as regras não só fora de campo, mas dentro também!

O Brasil é o país da corrupção em todos os setores, sejam lá públicos ou privados.  Então porque eu deveria acreditar que o nosso futebol é puro e ilibado? Não sou tão ingênuo assim.

Para você pensar como eu, basta assistir ao vídeo abaixo.  Verá que os penaltis são tão visíveis que qualquer leigo apontaria a marca de cal.

Porque  então os juízes, cheios de cursos de arbitragem,  não apontaram?

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SEMPRE POR UM TRIZ

colunadaanacris1Quando meu telefone apitou anunciando que a venda dos ingressos para a final da Libertadores seria na manhã seguinte, eu havia acabado de chegar a Belo Horizonte. Então no sábado, depois de um dia inteiro na fila gritando Gaaaaalo e conversando com aqueles tantos atleticanos, meus melhores amigos das últimas 7 horas, tive certeza de que eu não era a única a acreditar de verdade que sairíamos campeões. A boa expectativa era geral.

Cada um dos quatro dias seguintes pareceram ter sido feitos de quarenta anos. E, agora que tinha chegado o dia, eu não tinha certeza se estava pronta. Mas firmei o corpo, ergui os olhos e me convenci de que enfim tinha chegado a hora de ser campeã.

Na porta do Mineirão, durante toda a tarde e início de noite, milhares de pessoas cantavam o hino do Atlético, em ritmo de festa. Parecia que nós é que tínhamos a vantagem dos dois gols. Que torcida corajosa!

Encontrei um monte de gente conhecida, abracei, cantei, pulei, entrei, sentei. O primeiro tempo de jogo foi amarrado e, de tanto nervosismo, comecei a passar mal do estômago. Ainda não tinha pensado que fosse real a hipótese de não fazermos dois gols. Durante o dia, havia encontrado um olimpista que carregava uma taça de isopor e lhe disse, com muita convicção, que eu sabia que ganharíamos o jogo. A única dúvida era por qual diferença. E agora o gol não vinha. E agora me faltava ar.

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Foi do banheiro que tomei conhecimento do primeiro gol. Senti as paredes do Mineirão tremendo e um barulho ensurdecedor. Se não fosse terremoto, era gol. Era gol! Nenhum remédio no mundo seria capaz de melhorar meu estômago em cinco segundos como aquele chute do Jô. Lavei o rosto e senti as pernas falharem. Ajoelhei-me no chão do banheiro e, com as mãos abertas em cruz, sozinha, senti a falta de um abraço atleticano.

Quis abraçar minha irmã. Aquela que me levou ao primeiro jogo do Galo quando eu tinha dez anos. Ela, que dividiu comigo tantas alegrias, mas também tantas batalhas perdidas, estava agora em uma fazenda, sem telefone, sem televisão, sem internet. Uma família de atleticanos a convidou para assistir à final com eles. Porém, antes do jogo, seus três filhinhos caíram no sono e começou a chover muito. Não havia como sair.

Então ela se lembrou de que em algum armário de algum quarto daquele casarão havia uma televisãozinha preto e branca, com tela de seis polegadas. Era um aparelho muito antigo, mas, sendo do Paraguai, devia estar interessado em ver o jogo também. Televisão ligou, mas não sintonizou. Minha irmã prendeu um chumaço de bombril na antena e voilá! Começou o jogo. E, tudo o que vimos em cores, ela viu no preto e branco do nosso mundo atleticano.

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Estávamos separadas, mas sofríamos do mesmo jeito com aqueles quase gols o tempo todo. Sempre associei os quases do Galo àquele verso do Chico que diz que “para sempre é sempre por um triz”. E é assim que continua a ser.

Foi por um triz que empatamos o jogo de ida contra o Tijuana, nas quartas de final, com aquele gol do Luan. Foi por um triz que a perna esquerda do Victor defendeu o pênalti de Riascos no jogo de volta. Na semifinal, foi por um triz que o zagueiro do Newels’ Old Boys errou o corte e a bola foi parar nos pés do Guilherme. Alguns minutos antes, um tiro do Guilherme não tinha entrado, por um triz. E agora a bola passou bem pertinho da trave, só que do lado de dentro. Por um triz. Na final, o gol do Olímpia também não saiu por pouco: um escorregão improvável de Ferreyra, após driblar nosso goleiro. E aquela bola no finalzinho do segundo tempo, cabeceada por Leonardo Silva, entrou preguiçosa, quase querendo não entrar. Foi por muito pouco.

Dois a zero para nós. Nos trinta minutos de prorrogação, as traves estavam mais teimosas do que criancinha que não quer comer. Eram chutes sem fim, mas o gol fechou a boca. Não deixava entrar nada, talvez porque soubesse que era dia de voltarmos a 05 de março de 1978 e curarmos aquela ferida aberta no peito de todo atleticano, mesmo os que não eram nascidos. Decisão por pênaltis. A perda daquele título nacional foi por um triz.

Mas agora havia de ser diferente, curador. Naquele último pênalti cobrado pelo Olímpia, a bola que bateu no travessão transformou, por um triz, nossa história para sempre.

anaeirmaO Mineirão explodiu e só depois é que fui saber que minha irmã tinha estado sozinha, com aquela alegria toda que não cabia no peito, sem ter com quem dividir. Lembro-me de todas as vezes em que, juntas, nós quase, quase, quase ganhamos tudo, e agora ela estava longe da festa. Penso que, assim como eu, foi por pouco que ela não morreu. E, se existem atleticanos vivos no mundo, aos milhões, pergunte a cada um deles como é que ainda estão vivos. Todos dirão que o coração quase parou de bater para sempre. Foi por um triz.

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COM A PALAVRA, JONES GUERRA AGRADECE

colunadoGuerraO meu agradecimento vai para a Fox Sports, canal detentor das transmissões da Copa Libertadores de 2013. Não sou de ficar babando ovo de imprensa, mas esta empresa merece um MUITO OBRIGADO de um atleticano das antigas.

A Fox Sports abraçou o GALO desde o inicio e a maioria dos seus integrantes não colocou o GALO em segundo plano. Claro que quando os clubes de Rio e São Paulo ainda disputavam o torneio, eles dividiam suas atenções para todos. Mas não vi, em nenhum momento, alguma gozação ou critica maldosa, mesmo tendo, na equipe da Fox, jornalistas que torcem para outros times.

A Fox, através dos programas Fox Rádio e o De Primeira, além dos jogos, ficaram sempre ao lado do GALO. É só ver a quantidade de VTs que eles passaram, além de vários vídeos e chamadas deles. Obviamente que havia o interesse comercial, mas mostravam que também acreditavam e incentivavam nas oitavas e até a final da Libertadores.

Já xinguei e muito, critiquei e zoei demais a imprensa, mas nunca, NUNCA mesmo na minha vida vi uma emissora jogar junto com o GALO. Com o abraço que a Fox Sport deu no GALO, outras emissoras como Globo, Sportv e Band, para não ficarem pra trás e perder pontos no Ibope, foram obrigadas a acompanhar. E a Fox Sports até hoje permanece com VTs, programas e chamadas para a campanha do GALO.

Obrigado, FOX SPORTS. Ganharam meu reconhecimento e um espectador até que pisem na bola! Não sei o nome da turma, mas parabéns a todos. Críticas nós do Atlético aceitamos, ou seja, nós mesmos somos críticos ferrenhos do GALO, mas não aceitamos nada que nos prejudique em um jogo ou o nosso CLUBE.

A maioria da imprensa acha que somos bobos e inocentes! ESTAMOS DE OLHO.

Lembro aos amigos atleticanos: nós estamos classificados para a Libertadores de 2014, Recopa e Mundial. Estamos prontos para disputar bem o Brasileirão e a Copa do Brasil. EU ACREDITO.

Um abraço de Jones Guerra.

A DESCOBERTA DO TESOURO ATLETICANO NA CONQUISTA DA LIBERTADORES

Texto escrito por Bruno Oliveira.

quandoamassafala...

O que o atleticano viveu na quarta-feira, com a conquista da Copa Libertadores da América, foi mágico. Algo que se sente poucas vezes na vida ou que muitos, mesmo ao conquistar a Libertadores, nunca terão a oportunidade de vivenciar. Uma singularidade que desarranja toda a normalidade e joga o nosso ser num abismo. Experiência tão sublime que nos abre para uma realidade mítica e nos desperta para aquilo que há fora de nós, um outro.

Se uma Madeleine produziu no narrador de Proust a doce lembrança de uma memória involuntária, algo que se apresenta sem ser chamado, mas, por isto mesmo, sempre presente, a taça da Libertadores da América, quando erguida pelo capitão Réver, evocou no atleticano uma experiência parecida. Se em Proust o que se reviveu foi a infância passada em Combray, na quarta-feira foi a rememoração e a celebração, não do título em si – importante, pois recolocou, de fato e de direito, o Atlético entre os grandes da América – mas de uma sombra que sempre acompanha o atleticano e, em razão desta qualidade, pouco notada. Não porque é desconhecida ou desvalorizada, mas, por ser muito cara ao atleticano, ela é preservada como um tesouro esquecido para que ninguém possa encontrar, ou melhor, um tesouro que só se revelaria quando a memória involuntária do atleticano fosse despertada.

Este tesouro estava tão bem guardado que ele é a chave para responder ao inquietante desconcerto do repórter do Impedimento, que veio cobrir a final da Copa Libertadores em BH, ao constatar que “jamais havia presenciado uma festa de título que se estendesse por todo o dia seguinte” http://impedimento.org/de-virote-mas-ainda-precisando-acordar/

O tesouro do atleticano, a sua sombra, não é outro senão a memória coletiva alvinegra. Sem cair em qualquer análise antropológica ou psicológica do homo atleticanus, porém, com um toque de metafísica, o que o acompanha é a lembrança de um rosto. Não qualquer rosto, mas um rosto singular, o rosto do pai, da mãe, avô, avó, tio, tia e amigos que foram fundamentais na construção do nosso amor pelo Atlético. Uma das singularidades deste rosto é o fato de já ter sido tocado pela morte, de estar onde já não há de lutar para estar.

O fanatismo e a paixão atleticana surgem deste rosto singular, um rosto que tem nome, é verdade, mas que é capaz de encontrar outros rostos e dar molde a uma memória coletiva, um todo. O rosto do pai do presidente Alexandre Kalil, quando este – após o fim do jogo, num momento catártico, característica da essência do ser atleticano – afirmou a repórteres ter sido o finado Elias Kalil que nos havia dado a Libertadores, é também o rosto da minha avó, torcedora fanática, que me presenteava, nos meus aniversários, com idas à capital para ver o Galo. Foram eles, os nossos mortos atleticanos, que nos deram não apenas o título da Libertadores, mas também romperam o silêncio para resgatar a nossa vida e nos lembrar: “estamos aqui e sempre estaremos ao lado de vocês, somos as sombras, nós acreditamos Atlético.”

A força do “Eu acredito”, mantra entoada pela Massa atleticana, que ainda ecoa no Mineirão, mesmo três dias após terminado o jogo, vem deles. Por isso, amigo repórter do Impedimento, a comemoração do despertar causado pelo título só começou, pois a celebração da nossa memória coletiva, o nosso tesouro, será para sempre.

Abraços, Bruno Oliveira.

FINAL SERÁ NO INDEPA OU NO MINEIRÃO? DR. JARBAS RESPONDE.

JarbasO dr. Jarbas Lacerda sempre surge naqueles momentos em que o nosso conhecimento não é suficiente para entender com clareza o que se passa. Neste caso, ele estudou profundamente o regulamento que norteia a Copa Libertadores da América e indica em qual estádio será a final em Belo Horizonte.

Vamos ao que ele disse no twitter:

O Galo vai jogar a final no Independência ou no Mineirão? Bom, analisando-se o regulamento da competição, temos algumas conclusões: sigam:

1 – O art. 9º do regulamento prevê que a aprovação do Estádio para as partidas depende de dois requisitos: condições de jogo e capacidade.

2 – A condição de jogo é o item mais importante considerado pela Conmebol. Porque? Mesmo havendo capacidade, não há jogo sem condições de segurança.

3 – Todos os estádios indicados pelos clubes dependem de prévia aprovação pela Conmebol. Os dois estádios indicados pelo Atlético (Mineirão e Indepa) estão aprovados pela Conmebol para os jogos da Libertadores.

4 – O item 9.2 prevê que nenhuma partida pode se realizar em local que não tenha capacidade para 10.000 torcedores, além de condições de jogo (padrão FIFA).

5 – O item 9.4 do regulamento é claro em exigir capacidade mínima de 40.000 lugares para jogos finais, segundo inspeção feita pela Conmebol.

6 – O item 9.11 confere a possibilidade de veto a estádio que não reúna condições de conforto e segurança, mas não veda capacidade inferior.

7 – Conclusão: a) o Indepa está aprovado pela CONMEBOL em relação ao requisito principal, condições de conforto e segurança; b) não atende ao mínimo de capacidade, mas este requisito pode ser flexibilizado pela Comissão Técnica da CONMEBOL. Há possibilidade de se jogar a final do Indepa? Sim, mas isto é decisão exclusiva da Comissão Técnica da Conmebol.

Afinal, onde será a final?

Creio que a CONMEBOL não vai aprovar a final no Indepa por termos em Minas outro estádio em totais condições em relação aos dois requisitos exigidos: a) condições de conforto e segurança e b) capacidade de público.

Portanto, preparem-se para assistir a final do Libertadores 2013 direto do Estádio Governador Magalhães Pinto, o MinasArenão! É lá que vai ser. Abraços.

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DENÚNCIA: QUEREM NOS MATAR DE RIR!

Inacreditavelmente, o cruzeiro emitiu uma nota oficial esculachando a Minas Arena, sua “parceira” no Mineirão. Não sabemos ainda se é um plano maquiavélico para nos matar de rir _ desconfio de genocídio _ ou se trata apenas de mais um caso de marido traído pelo amigo mais chegado.

Vamos à nota:

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Uma pergunta que não quer calar: UAI, O MINEIRÃO NÃO ERA DO CRUZEIRO??

Alguns comentários:

1 – Custei a crer que um CD com o hino do Galo conseguiu abafar os cânticos de mais de 30.000 pessoas. Só posso intuir o seguinte: o torcedor cruzeirense se calou para ouvir o hino sagrado. Aí sim, eu concordaria. É lindo mesmo, obrigado.

2 – Um contrato de 25 anos com multa de rescisão em torno de cem milhões de reais é um entrave quase intransponível para as pretensões do cruzeiro de pular fora do barco nessa altura do campeonato.

3 – Para ser curto e grosso, não acredito em uma vírgula desta nota oficial. Nada do que alegam seria suficiente para rescindir um contrato “tão lucrativo”, como foi divulgado pelo Gilvan na época. Ninguém mata a galinha de ovos de ouro por tão pouco. Quando o dinheiro é alto, senta-se à mesa e conversa-se… sem necessidade de emitir notas oficiais.

O cruzeiro chegou à mesma conclusão que Alexandre Kalil! O Mineirão para públicos menores dá um baita prejuízo. E só agora constataram a bobagem que fizeram. O dr. Jarbas Lacerda (que estudou profundamente o assunto) proclamou aos 4 ventos essa verdade, como se fosse um mantra! E, ao invés de ser ouvido pelos cruzeirenses, foi execrado.

Neste ano, ironicamente, quem salvou o cruzeiro de um rombo maior foi o Atlético, ao jogar duas vezes no Mineirão lotado!

Para encerrar, um ditado antigo e muito verdadeiro: mentira tem perna curta! Cadê os 3 milhões por jogo?

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GALO, BI-CAMPEÃO MINEIRO!

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Não adiantou a mobilização da torcida cruzeirense, que aspirava, com um time apenas mediano, ser campeão. Embora tenham o direito de sonhar, não possuem equipamento para chegar lá.

Não adiantou o movimento da imprensa mineira, que deveria ser neutra, mas não é.

Se formos analisar o jogo, o cruzeiro entrou para lutar pela vitória e o Galo parecia esperar que o resultado caísse em suas mãos sem esforço.

Ledo engano. A auto confiança excessiva quase custou-lhe um placar que poderia ser muito mais feio no primeiro tempo.

A falta de Pierre no meio de campo abriu um espaço que nem o próprio cruzeiro esperava. Digo mais uma vez: Pierre joga com o escudo do Galo no lugar do coração! E inflama o time, transmite raça, injeta sangue nos olhos de todo o time. Pierre é um pittbull necessário, é aquela dose de malícia que todo cara do bem tem de ter para não ser engolido pela malandragem.

O time não jogou bem só por causa do Pierre? Claro que não. Embora o Cuca tenha dito, no decorrer da semana, que o Atlético estava muito focado, os 90 minutos não mostraram isso. Na verdade, o Galo jogou só pro gasto.

O Galo não sabe jogar apenas se defendendo. Isso é fato. E o Atlético só se defendendo é um time muito inferior àquele que joga agredindo o tempo todo. Se tivesse feito isso, o panorama da partida teria sido outro.

Ainda bem que não perdemos o título mineiro. Caso tivesse ocorrido, a equipe entraria contra o Tijuana com o astral comprometido. Mesma coisa que dizer que a morte de uma barata destrói o mental de uma manada de elefantes, devido à diferença da importância dos títulos.

Mas, no futebol, isso é a mais absoluta verdade. Futebol é psicológico. Futebol é cabeça! Eu já joguei, eu sei. Se houver algo de dúvida em relação ao seu próprio potencial, você não consegue jogar tudo que sabe! As pernas tremem.

Mas, enfim, somos bi-campeões mineiros. Desta vez, em cima de uma equipe cheia de arrogância e vaidade.Tomara que o lado azul se iluda com o elenco que tem e não contrate reforços.

Melhor assim. Sinal que iniciamos uma longa dinastia no lado de cá das montanhas.

E vamos agora em busca do título das Américas. Chega de campeonato rural! Temos de pensar grande!!!

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JORNALISMO SÉRIO É ISSO?

No rastro de uma notícia sensacionalista dada pelo Portal UOL, que acusa o técnico Cuca de ser o responsável pela não convocação de Ronaldinho Gaucho _ por contar ao Felipão sobre supostos atrasos e farras do jogador _  uma mensagem pipocou oportunamente na internet. Vejamos a seguir:

Sob uma pseudo aura de credibilidade (que só ele acha que tem), o sr. Jaeci Carvalho costuma soltar bombas imaginárias que quase nunca se concretizam na vida real. As chamadas bombas do Jaeci só divertem a moçada, ninguém leva a sério. São traques atirados aleatoriamente para captar audiência. Mas vamos deixar os programas dele em paz. São risíveis. Vamos tratar do tweet que ele postou hoje.

Vejam:

jaeci

Considero essa mensagem puro veneno destilado pelas costas, pois lança no ar uma dúvida que não existe! Primeiro porque Felipão não disse nada disso. E segundo, porque Cuca já desmentiu tudo aquilo que o site do UOL noticiou, inclusive dizendo que Felipão só ligou, tempos atrás, para saber do ombro do Bernard. Mais nada. Mesmo assim, o sr. Jaeci não foi capaz de conter sua vaidade borbulhante, mesmo às custas de contaminar o ambiente.

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O DIA EM QUE MINHA MÃE SE TORNOU ATLETICANA

colunarobertolopesNa campanha do Galo de 1999, a partir das oitavas de final, eu adotei um ritual. Como morava no Rio de Janeiro, vinha todo final de semana que tinha jogo, ia ao Mineirão e pegava a estrada direto para voltar depois dos jogos. Chegava ao RJ de madrugada, sempre feliz.

Naquele ano, pra quem se lembra, os mata-matas eram em três jogos, sendo os dois últimos na casa do time que tinha feito melhor campanha. O Galo chegou à final contra o Corinthians, um jogo no Mineirão, dois em SP.

Vim para BH, obviamente. Na saída para comprar os ingressos, perguntei para minha mãe e para minha irmã se não queriam ir comigo. Não há notícia de qualquer uma delas em um estádio antes disso. Disse para a minha mãe que ela ia se apaixonar pela torcida do Galo. Ela se animou, acho que mais pela minha empolgação do que por qualquer outra coisa – mãe é mãe – e decidiu ir. Ficou toda feliz quando emprestei para ela uma das minhas camisas do Galo, para ela poder ir vestida a rigor. Minha irmã, flamenguista como meu pai, disse que ia também, mas se recusou a vestir uma camisa do Galo.

Minha mãe gostava de futebol, mas nunca tinha declarado torcida para nenhum time. Dizia que torcia para a seleção – e como torcia, ficava doidinha. Era comum ouvir ela explicando, depois de alguma vitória do Brasil: “Isso é bonito demais, gente!”

Aliás, se tinha Brasil escrito em algum lugar do uniforme, podia ser seleção de qualquer coisa, purrinha ou copo d’água, ela torcia, e muito.

A paixão da minha mãe era essa: o Brasil. O esporte era só um meio de comunicação com a pátria. Não é difícil entender porque uma mulher que era 100% a favor da liberdade e foi presa, grávida de nove meses, no auge da ditadura, gostava tanto de poder gritar Brasil sem medo.

Pois lá foi ela, vestida de preto-e-branco, mais por amor ao filho do que por amor ao Galo. Naquele dia estiveram em campo 90 mil atleticanos. Chegamos bem mais cedo, para ter certeza de pegar um bom lugar na arquibancada, e então tivemos tempo de saborear a torcida durante muito tempo antes do jogo.

O Galo fez um gol com 1 minuto de jogo. Não me esqueço da cena da Gaviões abaixando o bandeirão correndo para ver o que tinha acontecido.

O Galo deu um show e ganhou por 3×2. A torcida deu um show maior  ainda e, cantando o hino, ganhou mais uma integrante, minha mãe. Vestida em preto-e-branco, ela explicou: “Isso é bonito demais, meu filho!”, e me agradeceu muitas vezes, depois desse dia, por ter proporcionado a ela a visão tão próxima de 90 mil amores incondicionais.

Julia se foi num dia 13, no ano de 2011. Sofreu um AVC logo depois de passar a madrugada torcendo para a seleção brasileira de vôlei. Sempre brasileira. Sempre minha mãe. Atleticana desde uma vez, em 1999, até morrer.

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DEPENDÊNCIA TARDELLIANA E O LU(I)XO DO MINEIRÃO.

diego-tardelli-comemora-gazeta-press-436SOBRE O JOGO:

Eu tinha dúvidas sobre a real importância de Bernard e Tardelli no dinamismo tático da equipe atleticana. Hoje não tenho mais. Os dois jogadores, mais Ronaldinho Gaucho, são os responsáveis diretos pelo jogo criativo, veloz e envolvente que o Galo desenvolvia até então.

Com suas ausências, a equipe empobreceu tecnicamente de uma tal forma que no jogo contra o Villa Nova custou a estabelecer um domínio claro das ações em campo. Pelo contrário, em alguns momentos, o Villa é que ditou o ritmo.

Em elenco com as  ambiciosas aspirações do Galo este ano, deveria existir reservas à altura dos titulares para que o time não sentisse tanto. Só como exemplo, peguem o plantel do Corinthians. Saem dois ali e o time não sente nem cosquinha. Têm reservas que mantêm o nível, o esquema e a fluidez de jogo.

Essa hiper-dependência de dois jogadores não é um bom sinal para o Atlético. Embora quase incomparáveis tecnicamente, deveriam ter peças de reposição com as mesmas características.

Até que Bernard tem em Luan um substituto que produz razoavelmente pelo lado esquerdo, embora corra mais do que raciocina. Mas Tardelli está absolutamente descoberto.

SOBRE O MINEIRÃO:

Considero o Mineirão um curral de luxo que trata gado holandês como gado pé duro. Com o ingresso na mão, a torcida enfrentou gargalos para entrar no estádio e algumas pessoas, apesar de terem chegado bem antes do início do jogo, só conseguiram assistí-lo aos 40 minutos do 1º tempo. Um absurdo de incompetência. Um verdadeiro acinte ao consumidor. E o pior, impunemente!

Segundo o dr. Jarbas Lacerda, o Galo deverá receber apenas 43% da renda. Isso traduz fielmente a ação entre amigos que o governo mineiro estabeleceu no estado. O protagonista do espetáculo _ que leva 48.000 pagantes ao estádio _ é o clube. Entretanto, quem ganha é a empreiteira. Absurdo dos absurdos!

Os pouco mais de 8.000 ingressos de renda exclusiva da Minas Arena (anel inferior) não foram vendidos, deixando vazios na arquibancada. A empreiteira carioca não se interessou em vendê-los. Seriam mais de R$ 1.300.000,00  a serem reduzidos nos pagamentos (R$ 3.700.000,00) que o governo, idiotamente, realiza todo santo mês.

Por ter esse montante garantido, a Minas Arena não se move para vender ingressos. Afinal, com um contrato assinado no qual a empreiteira entrou com a p… e todos nós (povo, clubes e governo) com a bunda, que interesse haveria? Às custas de amigos políticos, botaram o burro na sombra!

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FUTEBOL, COISA DE RICO

Texto escrito por Marcelo Vargas, caricaturista que atende no twitter @CopoSujoDoGalo. Infelizmente, ele não vai ao clássico.

Colaboração de Tiago Gomes.

avatar-tristeLembra quando a gente ia ao Mineirão? A gente e mais aquele tanto de pé-rapado, sacolejando no balaio pela Antônio Carlos afora? A gente chegava e ficava concentrado do lado de fora, de chinelo, camisa pirata do time, comendo churrasquinho de gato, bebendo cerveja semi-gelada do isopor do ambulante, ouvindo música do som dos carros, falando alto e se acotovelando na multidão? É, o Mineirão já foi desse jeito!

Foi no início da década de 10, do século XXI, que tudo mudou. Fecharam o Mineirão, quebraram tudo lá dentro e reconstruiram, e desde então só quem estiver montado na bufunfa é que pode entrar. Nos dias de hoje, a gente só fica sabendo o que rola do lado de lá dos cercados através da televisão, das revistas e da internet. Só entram ricaços, artistas e convidados. Tipo um Castelo de Caras.

Por causa disso, todos os antigos hábitos tiveram que mudar. Agora que o Mineirão é lugar de rico, de bacana e de magnata, esse negócio de vender tropeiro seria um erro conceitual. Desse tempo em diante, o rango de estádio foi substituido pela Alta Gastronomia. Nada de bares, do tropeiro, do pão com pernil e cebola, cerveja e refri.

Agora o negócio é comida de patrão. Lagosta, escargô, cordeiro à moda dos Alpes, guardanapo de seda, tintos italianos para as senhoritas, whisky do mais puro escocês para os valetes. Agora tem lugar marcado, o mâitre o acompanha até a sua mesa. Volta e meia o garçon pode lhe pedir a atenção: “Seu time acaba de marcar um gol, senhor. Sugiro um Veuve Clicquot para acompanhar”, e o quarteto de violinos toca um trechinho do hino do clube.

Quem optar por assistir ao jogo de seu confortável assento revestido do mais macio couro de cabras albinas da Capadócia, naquele local onde em eras passadas já existiu uma arquibancada, pode contar com o serviço dos vendedores ambulantes.

Devidamente uniformizados com fraques e gravatas borboleta, com seu carregado sotaque britânico e munidos de suas bandejas de prata, eles lhe oferecem água Perrier meticulosamente gelada, um guardanapinho com suas iniciais bordadas para segurar a garrafinha, para o senhor não molhar os dedos, ou um petit gateau para degustar enquanto aprecia o match.

Depois da partida, todos são convidados para o baile que ocorre no lobby central, com direito a valsa, acepipes e canapés, onde os distintos senhores podem puxar o saco do governador, do senador ou dos acionistas majoritários das grandes corporações, e falar mal daquele diretorzinho que só tem três carros. E na hora de ir embora, o manobrista exige apenas a pequena gorjeta de cinquenta reais.

Mas isso tudo que lhe conto agora é só o que eu ouvi falar. Sou do tempo em que o Mineirão era de todo mundo e qualquer um podia frequentá-lo. Agora estão dizendo que o Mineirão evoluiu. E naquela época, me diziam que antigamente é que o futebol era elitizado. Acho que a ideia é justamente essa, um processo de volta às origens. Uma evolução pra trás! Já tiraram os não-ricos da roda. Agora falta chamar goleiro de goalkeeper e proibir a entrada de pretos (a não ser que seja pra trabalhar, claro).

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NÚMEROS DO MINEIRÃO SÃO ESTARRECEDORES!

Paulo Gustavo Blanc, analista de sistemas, se debruçou sobre os números (valores) do Mineirão e, neste texto, esclarece ao público as condições em que o Mineirão foi entregue à iniciativa privada, em detrimento de uma administração própria, gerenciada pela ADEMG.

Vamos ao que o Paulo Blanc tem a dizer:

Tenho acompanhado pela internet as questões da PPP do Mineirão e este assunto tem chamado muito minha atenção por causa do impacto financeiro que pode ter no Galo.

Fiz uma análise do anexo V do Edital, que fala sobre a remuneração da concessionária e as compartilho agora com o público.

A forma de cálculo da remuneração é bem complicada, envolve uma série de situações e indicadores, mas basicamente podemos dizer o seguinte:

Há duas remunerações que a Minas Arena tem direito:

1) São 120 parcelas que o governo do Estado repassará à Minas Arena para pagar o empréstimo de 400 e tantos milhões feito com o aval do governo do Estado. Estas parcelas são reajustadas anualmente pela TJLP + 2,3%.

2) Há também uma garantia de receita líquida de R$ 3,7 milhões por mês pelo tempo da concessão, ou seja, 25 anos, que serão corrigidas anualmente pela inflação. A exigência para garantir este mínimo é que a Minas Arena atenda requisitos mínimos de desempenho, como entregar a obra no prazo e manter o estádio em condições adequadas de uso, ou seja iluminação, higiene, sistema hidráulico, etc. Se a Minas Arena cumprir os requisitos de desempenho, a única hipótese de sua receita líquida ficar abaixo de R$ 3,7 milhões é se a operação do Mineirão der prejuízo. Neste caso, a Minas Arena continua recebendo os R$ 3,7 milhões do governo do Estado, mas obviamente tem que descontar o valor de prejuízo para chegar à sua receita líquida.

Considerando que é pouco provável o prejuízo da Minas Arena, já que os gastos de uso do estádio são cobrados diretamente da renda (gerada pelos clubes), vamos simplificar e entender que a sua garantia mínima é de R$ 3,7 milhões por mês.

Então, este valor é para remunerar o investimento que a Minas Arena fez na obra (estimado em uns R$ 200 e poucos milhões, mas ninguém sabe com certeza quanto disso foi realmente gasto na obra) e também para remunerar os serviços relevantes que a concessionária prestará ao povo do estado de Minas Gerais durante o período de concessão ao manter um dos mais modernos estádios do mundo em plenas condições de uso (favor perceber a ironia).

Em números, esta segunda remuneração representa 3,7 x 12 meses x 25 anos = R$ 1,110 bilhão de renda garantida. Se considerarmos que o investimento da Minas Arena foi de R$ 250 milhões, chegamos a uma taxa de juros mensal de 1,94% ao mês ou 19% ao ano. Pode até não parecer muito para alguns, mas quando lembramos que estamos vivendo uma situação no país de taxa de juros real abaixo de 2% ao ano, um rendimento mínimo garantido de 19%aa é fantástico.

Uma coisa que não ficou clara para mim é quanto foi a parcela de investimento da Minas Arena fora os R$ 400 milhões emprestados pelo BNDES. Pelo que entendi, ninguém sabe exatamente quanto foi, já que os R$ 200 e poucos milhões foram baseados em uma estimativa do governo de quanto custaria toda a obra menos o empréstimo do BNDES. E também não consegui achar em lugar nenhum informação se a Minas Arena fez algum empréstimo com BNDES ou com qualquer outro banco para bancar esta parte. Algum leitor tem alguma informação clara sobre isso?

Bom, os dados acima são de estarrecer. Eu não consigo entender como a Minas Arena foi o único consórcio que apresentou proposta para um negócio tão rentável.

PS: fiz minhas análises com base nos documentos no link http://www.compras.mg.gov.br/licitacoes-em-destaque/233-ppp-mineirao. Quem se interessar em checar as informações, é só acessá-lo.

Paulo Blanc

Nota do blogueiro: CPI DO MINEIRÃO JÁ!

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SAIBA PORQUE OS SENADORES QUEREM O GALO JOGANDO NO MINEIRÃO!

“Política é a ciência da governação de um Estado ou Nação e uma arte de negociação para compatibilizar interesses.”

Em qualquer atividade, a política se mostra presente quando você precisa angariar apoios em torno de um projeto bem sedimentado. Uma política bem realizada abre as mentes para as pessoas ouvirem o que você tem a dizer e a valorizarem o conteúdo do que você lhes propõe.

Se você tem crédito com a sua esposa, você pode, “politicamente”, negociar a liberação de todas as sextas-feiras dos próximos 10 anos! Não custa tentar, embora certamente não vá conseguir. Mas a simples tentativa demonstra que, até dentro de nossas casas, a política existe.

Até agora, eu falei da Política como essência de convivência e negociação entre pessoas e povos. Esta é absolutamente necessária! Política é uma coisa boa.

Porém, ainda não falei do outro lado da política, onde senadores usam de seus cargos e poderes para pressionarem de forma mesquinha uma instituição de futebol sagrada para mais de 6 milhões de pessoas!

Vou nominar, pois não tenho medo deles: trata-se do senador Aécio Neves e do senador que caiu de para-quedas no Senado Federal (às custas da morte do titular), chamado zezé perrela. O primeiro, multimilionário por família e sabe-se lá o que mais. O segundo, investigado pela Polícia Federal, dono de uma fazenda de mais de 60 milhões de reais obtida da noite para o dia enquanto o clube que presidia está mais quebrado que arroz de terceira. Convive com escândalos diários, como o  fornecimento fraudulento (em licitação) de marmitas para presídios estaduais e federais e outras coisas mais.

Esses caras se julgam no direito de obrigar o Clube Atlético Mineiro a jogar no Mineirão, mesmo que às custas de prejuízos claros e evidentes para o clube. Motivo? Necessitam cumprir o orçamento previsto e dar satisfação à sociedade para não perderem poder (voto = poder). E dependem fundamentalmente do Galo para que o plano tenha sucesso. No planejamento que fizeram, o Atlético era a principal fonte de receita. De repente, não é mais. Estão desesperados.

Vejam o Plano de Negócios que faz parte da PPP (Parceria Público Privada). Trata-se de uma projeção de faturamento utilizando públicos de 2004 a 2009 como base. E qual a maior torcida? Claro que é a do Galo!.

(Clique sobre a imagem para expandí-la – Imagem divulgada na Internet pelo Zeca1908, autor do Espora Afiada).

Como podem ver, a média do público alvinegro foi de 56%. A do cruzeiro, de 44%. O governo pode abrir mão de um público tão significativo? Claro que não. Sem o Galo, o Estado vai ter de continuar pagando o mínimo contratado à Minas Arena por seculae seculorum, pois a tal empresa oportunista não produzirá receita suficiente, está mais do que óbvio.

SEM O GALO, TODO O PROJETO FEITO POR POLÍTICOS  INCOMPETENTES, QUE DERAM O MINEIRÃO DE BANDEJA À INICIATIVA PRIVADA, VAI POR ÁGUA ABAIXO!

A Minas Arena, que não gastou um tostão furado de seu próprio bolso, pois a grana saiu do BNDES, não precisa nem se mover para receber, todo santo mês, no mínimo 3 milhões e meio do Estado! E nesse início, parece que muito mais!

Explico, com as palavras do Dr. Jarbas Lacerda:

“1 – Minas Arena vai receber no 5º dia útil de Fevereiro, a título de remuneração fixa, a quantia de R$7.752.632 já com a correção!

2 – No 5º dia útil de Março, a Minas Arena vai receber dos cofres públicos, a título de remuneração fixa, a quantia de R$7.723.331,00!”

Está claro que:

1 – O governo e os senadores citados pressionam o Galo para que jogue no Mineirão porque só assim se livrarão de perdas políticas. Querem trocar o prejuízo deles pelo nosso! No Mineirão, só o Estado pode entrar pelo cano. A Minas Arena está mais do que garantida, mesmo que durma 24 horas por dia. Não existe risco para eles.

2 – Por uma questão moral, há a OBRIGAÇÃO de instaurar uma CPI que investigue TUDO sobre a licitação do Mineirão, mesmo que o presidente Kalil tenha se declarado contra. As suspeitas de que os senadores Aécio Neves e zezé perrela têm ligação com a Minas Arena são escancaradas demais para serem ignoradas! Esse duto escandaloso de dinheiro público não pode seguir impune. #CPIDOMINEIRÃOJÁ

3 – Por fim, o Galo joga aonde quiser. Tem estádio, tem torcida e não depende de contratos lesivos ao patrimônio público. O Galo, hoje, NÃO TEM O DIREITO de ser fantoche de nenhum político!

ELES NÃO CONTAVAM COM O CONTRATO COM A BWA, NO INDEPENDÊNCIA, essa é que é a verdade. Acharam que regras escravagistas seriam impostas ao Galo da mesma forma que foram enfiadas goela abaixo do cruzeiro. E agora apelam para medidas sujas que forcem o Clube Atlético Mineiro a se render.

Senhores senadores, NÓS, ATLETICANOS, NÃO PERMITIREMOS QUE ISSO ACONTEÇA! SOMOS FORTES DEMAIS PARA VOCÊS!

Entenderam agora a diferença entre a arte da Política (com letra maiúscula) e a podridão dos politiqueiros?

(Há muito mais que se dizer a respeito. Nos próximos dias, estaremos detalhando tudo).

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O NECESSÁRIO RESGATE DE UMA HISTÓRIA DE GLÓRIAS.

Esta é a mais nova seção do Lances&Nuances, honradamente inaugurada por José Gama Jr., advogado militante na área empresarial com atuação em todo o Brasil e residente em Belo Horizonte.

Bendita a internet que deu asas à imaginação de blogueiros, bendito o twitter que permite que tantos falem tanto em tão pouco espaço, e que mesmo assim sejam ouvidos por muitos. Enfim, bendita a tecnologia que permite que hoje você esteja lendo este texto, e permite que não fiquemos todos à mercê de poucos que se julgam donos do direito de informar e que lutam, ainda, por um pretenso monopólio das informações e das opiniões. Como se as opiniões pudessem ser aprisionadas e direcionadas.

Enfim, digo isso porque nunca dantes li tantos textos de tão boa qualidade sobre o momento do Galo, e a grande maioria desses textos não é da chamada grande mídia. São blogueiros, são atleticanos apaixonados.  São pessoas normais, que vivem, amam, torcem e sentem. E emitem suas opiniões.

Nada contra, e demonstro aqui todo o meu respeito a todos os jornalistas que honram suas profissões, que são independentes e que ousam perguntar, informar, emitir opiniões sem ter preocupações em agradar ou desagradar alguém.  Mas sinto que no atual momento do Galo, o papel  cumprido pelos blogueiros e por todos esses “desconhecidos” que assinam seus textos e publicam na internet, dando a cara para muitas vezes tomar muita porrada, é muito mais nobre do que grande parte da imprensa esportiva mineira. Imprensa esta que em sua maioria não ousa criticar os atuais mandatários, que não põe o dedo na ferida, que parece crer que o “sobrenatural” é o culpado pela atual situação do Galo. E que tenta de todo modo fazer com que o atleticano acredite nesse “sobrenatural”.

Exceções existem, claro, e não posso cometer a injustiça de não ressalvar alguns jornalistas abnegados que, muitas vezes até usando a própria internet (já que alijados da grande mídia), ainda honram seus diplomas e enfrentam os poderosos dirigentes, informando e emitindo suas opiniões com isenção e destemor.

A controvérsia causada por recentes textos que afirmam que o Galo já não é mais um time grande, é salutar. E necessária. E foi bom que foi feita por jornalistas do chamado “eixo RJ-SP”. Até porque raramente veríamos algo parecido ser feito pela imprensa daqui.

Acompanhando o Galo de bem perto desde 1980 (quando também se deu o início de um sem-número de erros de arbitragem, propositais ou não, que nos custaram vários títulos), sinto no ar um certo desânimo por parte do torcedor do Atlético. Um ar de que realmente nos apequenamos, de que não somos mais o melhor time das Minas Gerais e nem um dos melhores e maiores do Brasil e do mundo.

Se é certo que nessa década a sucessão de trapalhadas de administrações que primam pela incompetência nos fazem hoje comemorar permanência na primeira divisão (mesma Série A da qual o Galo foi líder do ranking elaborado pela CBF durante tantos anos), muito mais certo é que nossa história, nem tão longínqua assim, ainda é de glórias. E tais glórias não podem ser apagadas. Não podem ser esquecidas.

Se nosso próprio presidente vem a público (na sua última entrevista ao programa Bastidores, Rádio Itatiaia) dizer que a última vez que o Galo teve time foi em 1980,  _ quando, por coincidência, o seu digníssimo pai era o Presidente _ certo é que a história do Galo merece ser resgatada. O que dizer então das participações do Galo nos brasileirões de 83, 85, 86, 87, 90, 91, 94, 97, 99, 2001? Isso para não aprofundar muito a pesquisa e para não falar de outras competições.

Para que os atleticanos de hoje olhem para seu clube e vejam a dimensão que essa nação alvinegra tem no mundo todo, a história do Galo precisa ser contada (aos mais novos recomendo o livro do Ricardo Galupo, Raça e Amor, dentre tantas outras publicações sobre o Galo). E bem contada. Um clube centenário não vive só de presente. Vive de passado, de presente e principalmente de futuro.

Não, não somos pequenos. Sim, ainda somos uma das maiores forças do futebol nacional. E mundial.

Se recentemente não vieram títulos de expressão, é bom lembrar que o próprio Santos também amargou mais de quarenta anos sem títulos expressivos. Alguém ousou, por isso, chamar o Santos (outrora de Pelé e cia) de time pequeno? E o que dizer do nosso rival, que foi o último dos grandes times (os chamados times do extinto clube dos 13) a ganhar um brasileirão (não me venham com essa de Taça Brasil, por favor)? Ou do Palmeiras, que assim como o Corinthians, também amargou décadas na fila sem ganhar nem um simples título paulista? Eram clubes pequenos nessa época? Lógico que não.

Não, não somos pequenos. Sim, temos sofrido com administrações pequenas. Administrações tacanhas, que acham que inventaram o Clube Atlético Mineiro, que desprezam a história do Galo, que são indignas de nossa grandeza, que não representam nosso amor ao Galo. Amor esse que não tem medidas.

Aos profissionais historiadores e atleticanos, fica a missão: vamos mostrar aos atleticanos mais jovens o quão grande é e sempre foi (e sempre será) o nosso Galo.

Aos dirigentes, atuais e futuros, fica o pedido: respeitem a grandeza do Clube Atlético Mineiro!

José Gama Jr.

Nota do blogueiro: Para os que se interessarem em escrever nesta seção, enviem seus textos para o email roberto.cfilho@globo.com , que serão analisados com toda atenção que merecem.

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ATÉ BREVE, MINEIRÃO!!

TEXTO ESCRITO PELO JORNALISTA E ATLETICANO LEO GOMIDE, COM EXCLUSIVIDADE PARA O LANCES&NUANCES.

Minas Gerais, terra de Tiradentes, Drummond, Guimarães Rosa, Clube da Esquina, entre tantos outros.
Minas de suas dimensões geográficas, rica por seus minérios, por sua cultura, culinária, pelo ‘mineirês’, pela receptividade de sua gente.
Minas que abençoou uma tradição, formou uma legião de seguidores, e cravou uma paixão no seu  povo.

Minas do Clube Atlético Mineiro.

Minas, que a partir de 6 de junho de 2010, mesmo que indiretamente, escreve uma nova página na história do Maior das Alterosas.
Minas que hoje se despede do ‘velho’ estádio Governador Magalhães Pinto.
No início da década de 30, o Galo fez do estádio na Olegário Maciel, o seu ‘Alçapão’, no entanto, a segunda casa, ou melhor, o quintal dos atleticanos, passou a ser depois de 1965 o Mineirão, o Gigante da Pampulha, ‘La Galoneira’, ou qualquer codinome criado pela Massa.

Neste domingo, o Atlético faz o seu último jogo no ‘antigo’ estádio.
Exigências para a Copa do Mundo de 2014, fazem com que o Mineirão passe por um longo período de reformas.
Mineirão, palco de inúmeras glórias, mas de alguns percalços.
Para os atleticanos mais antigos, estar no Mineirão neste domingo representa um viagem no túnel do tempo.

O Mineirão de 1971, de Renato, Humberto Monteiro, Grapete, Vantuir, Oldair; Vanderlei, Humberto Ramos; Ronaldo, Dario, Beto, Romeu, Spencer, Tião. O esquadrão de Telê que explode a nação alvinegra aos 30 do segundo tempo. Galo, o primeiro campeão nacional.
Aos atleticanos mais superticiosos, ao apito final da partida contra o Ceará, o momento de orar, e pedir para que alguns fantasmas sejam ‘expulsos’ do Mineirão, junto a toneladas de concreto que alí se formarão.

Mineirão da final do Brasileiro de 1977, banhado por lágrimas. Galo: o primeiro e único vice-campeão brasileiro invicto da história.
Mineirão do fatídico 27 de novembro de 2005, a maior mancha no currículo do Clube Atlético Mineiro, o rebaixamento para Série B.
Mineirão da volta por cima: quase um ano depois, o Glorioso retorna para onde nunca deveria ter deixado: Atlético 4×0 São Raimundo, 07 de novembro de 2006.

Mineirão de façanhas alvinegras: 1969, único time do mundo a derrotar a Seleção Brasileira.
Mineirão que coroou um Rei: Reinaldo, 255 gols pelo Galo.
Mineirão de João Leite, Kafunga, Cerezo, Luizinho, Vanderlei Paiva, Dario.
Atleticanos mais contemporâneos, o Mineirão dos títulos da Conmebol, das tabelinhas de Marques e Valdir ‘Bigode’, Marques e Guilherme.
Mineirão do maior vencedor do Estado: Atlético, 40 vezes campeão mineiro.
Mineirão do Clube Atlético Mineiro, o seu Terreiro.
O Mineirão muda, mas o bom filho à casa torna!

Até breve, Mineirão.

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ATLÉTICO 2 X 1 VASCO. HÁ MOTIVOS PARA PREOCUPAÇÃO?

Confesso que não senti a firmeza de um campeão ontem, no Mineirão.

O resultado foi excelente, mas aquele time que deveria encostar o Vasco no paredão e acabar com ele sem piedade em seu próprio terreiro, eu não vi.

O Galo fez um primeiro tempo de ataques e contra-ataques rápidos com Tardelli e Muriqui sendo acionados muito bem por Ricardinho e Correa. E dessa forma sairam os dois gols, como poderiam ter surgido mais, não fossem a furada de Muriqui e outras oportunidades perdidas. Se convertidas, teriam matado o jogo naquele instante.

O Galo necessita urgentemente de acertar o pé nas finalizações, caso contrário, irá nos custar muito caro, anotem o que eu digo!

Ainda no primeiro tempo, o meio de campo, compactado, não permitiu que o Vasco se criasse, mas a defesa voltou a dar sinais de instabilidade.

Quem se destacou de forma razoável foi Jairo CAMpos. Os outros defensores estão apenas se esforçando muito, porém, sem a consistência que se espera deles.

Talvez um 4-3-3 com Cáceres e Benitez ao lado de Jairo CAMpos seja uma boa solução para formar uma barreira alí atrás. Não sou contra Werley, mas ele está caindo de produção a cada jogo que passa, principalmente nas bolas aéreas. Ele não desgruda do chão!

Na segunda etapa, o Galo simplesmente desapareceu. O Vasco tomou as rédeas da partida e só não empatou por obra e graça de nosso Pai Celeste.

O meio de campo se abriu de vez e por ali o time carioca deitou e rolou. Muriqui e Tardelli ficaram isolados na frente e só recebiam chutões como lançamentos. Impossível jogar assim.

E Aranha voltou a demonstrar insegurança nas saídas de bola. Ele só espalmou no susto aquela bola do lance de gol do Vasco porque antes tinha saído para interceptá-la no tempo errado.

Teve de voltar para debaixo do gol e aí a cabeçada o pegou sem equilíbrio. Soltou-a nos pés do atacante deles e deu no que deu. Gol do Vasco.

Afora outras saídas equivocadas que estabeleceram um pandemônio em nossa área. O que houve com Aranha? Esqueceu tudo que tinha aprendido nesses últimos jogos?

Coelho voltou mal, Werley não sobe no cabeceio e Leandro também não produziu nada de especial para o time.

Zé Luis e Correa, para mim, foram os únicos que mantiveram a mesma pegada nos dois tempos. Correa, então, está cada dia melhor.

Fabiano não entrou em campo ontem. Foi uma peça nula na marcação, na armação e no ataque. Está na hora do genrão virar um espectador privilegiado ali ao lado do campo, sentado entre os reservas.

Ricardinho jogou uma etapa só, como a maioria. E Tardelli e Muriqui, quando tiveram a posse de bola, foram rápidos e eficientes. Mas sem bola nenhum atacante  joga e foi o que aconteceu na última etapa da partida.

Junior e Evandro entraram depois, mas não foram capazes de alterar o panorama. Evandro até piorou tudo, pois está lento e sem ritmo, além do obstáculo intransponível de suas próprias limitações.

Enfim, por pouco não atiramos um jogo ganho no ralo!

Pode ser o cansaço da jornada pesada das duas últimas semanas. Os jogadores não tiveram tempo de descansar, oprimidos por jogos, viagens e treinamentos. Temos de reconhecer que é perfeitamente possível.

Agora terão uma semana pela frente, sem o frenesi de duas competições paralelas… por enquanto. Porque vem aí a Sul-Americana, desta vez com vaga para a Libertadores.

Por este motivo, o plantel precisa ser reforçado, pois serão duas batalhas  simultâneas disputadas com o grupo principal. Não há como evitar.

Ganhamos os 3 pontos, foi ótimo e tal, porém, não há que se fazer vista grossa para as nossas falhas no campo de jogo.

Se quisermos ser campeões de uma competição tão difícil _ talvez a mais difícil do mundo _ , temos de melhorar significativamente.

E temos todas as condições para isso… espero.

E você, o que acha? Temos motivos para preocupações?

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O PRIMEIRO AMOR SEMPRE FICA!!

Como uma bela e charmosa mulher, a taça do campeonato brasileiro bate à nossa porta, nos olha com olhos apaixonados e murmura sensualmente: _ Vem, me conquiste, me tome em seus braços e me leve pra casa! Quero ser sua outra vez!

Há 39 anos ela nos espera, sôfrega e excitada. Nesse período, flertou e dormiu com muitos, enquanto não provávamos a nossa capacidade de chegar e assumí-la de vez. A taça, tal qual algumas pessoas, também é volúvel.

Mas ninguém esquece o primeiro amor, aquele que a conquistou com um maravilhoso gol de falta de Oldair contra o São Paulo e outro de Dario no Maracanã, contra o Botafogo.

O primeiro amor sempre fica, como diz o ditado popular, não exatamente com essas palavras. Ela sempre há de se lembrar do carinho tateante com que a possuímos e jamais esquecerá o extase da descoberta.

No  mundo animal, a fêmea espera que o macho comprove, nas contendas com os outros machos, que é o que carrega o gene mais poderoso e só aí ela se entrega, lânguida e pronta.

Pois é assim que queremos conquistá-la e levá-la para o aconchego da Cidade do Galo. Vamos medir forças contra o que há de melhor no futebol brasileiro, ainda mais quando os patrocínios cresceram este ano e por isso, existem clubes com plantéis muito mais fortes do que em anos anteriores.

Para cinco ou seis equipes, as condições de conquista estão equiparadas. Dentre elas, a do Galo.

A equipe já está em um nível muito bom e ainda será reforçada consistente e significativamente. E temos um técnico capacitado para nos levar de forma segura até o topo.

O Vasco é o primeiro desafio. Daqui a algumas horas, o Atlético estréia as suas armas de combate na arena dos que lutam pelo amor da princesa. Daquela que nos entregou a sua primeira noite de amor e que não nos esqueceu jamais.

O Luxemburgo sabe da importância de se começar bem a jornada. Os jogadores conhecem a responsabilidade. Não há segredos. O time é praticamente o mesmo da derrocada contra o Santos, mas também o mesmo da vitória aqui no Mineirão.

Eu tenho a mais absoluta certeza da vitória. O jogo contra o Santos foi um acidente que acontece nas melhores famílias.

Que o Vasco abra o olho se não quiser levar uma  goleada.

Pois a moça linda, aquela que não nos esqueceu, nos espera ansiosa!

E a nossa saudade é tanta que, desta vez, ninguém nos segura!

Que venha o campeonato brasileiro com todos os seus obstáculos. Vamos atropelar a tudo e a todos!

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DAQUI A POUCO, ATLÉTICO X SANTOS. E VAMOS VENCER!

Está chegando a hora da decisão na Copa do Brasil.

É agora que vai se estabelecer a diferença entre meninos e homens. Entre puberdade e maturidade. Entre brincadeira lúdica e seriedade.

Se a onça está com sede, ela vai beber água é agora. Pois não há mais tempo de pensar em nada que não seja atropelar o Santos nesta quarta-feira com o jogo bem jogado das últimas partidas e seguir para o confronto na vila Belmiro com um polpudo saldo na poupança.

O Santos não é imbatível. Se você botar os nomes dos jogadores  do Peixe no papel, não dá para acreditar que estão fazendo esse sucesso todo.

Do meio para trás, o time paulista é apenas razoável. Nada que salte aos olhos ou acelere os batimentos cardíacos.

Do meio para frente, ao contrário, é uma equipe de respeito e há de se tomar todos os cuidados em todos os minutos, todos os segundos, todos os décimos e centésimos de segundos.

Pois são realmente ensaboados. Ou por outra, são encardidos até na medula. O Santos é hoje, o time com o melhor aproveitamento de chances de gol dentro de um jogo.

Então, toda atenção é pouca. A equipe atleticana precisa, neste jogo, de muito mais concentração do que técnica. Porque técnica é algo natural e inerente aos habilidosos, mas concentração mental é característica dos vencedores.

O nosso time já melhorou, da água para o vinho, o conjunto e a dinâmica de jogo. Luxemburgo também já deu um jeito na compactação do meio de campo e no posicionamento dos defensores.

E o ataque também está funcionando, pois está criando incontáveis chances de gol durante as partidas.

O que está faltando, _ e que é a minha principal preocupação _ é botar as bolas para dentro da casinha. Estamos perdendo gols inacreditáveis.

Se os gols que perdemos contra Sport e Ipatinga entrarem contra o Santos, iremos para a Vila Belmiro só para administrar os 90 minutos, tenham a certeza disso.

Nós temos um trunfo a nosso favor quase inigualável. É o nosso treinador, Luxemburgo. Ninguém conhece mais o adversário do que ele e se existe  alguém capaz de dar um nó de marinheiro nas pernas dos meninos da Vila, este alguém chama-se Vanderlei Luxemburgo.

E eu acredito nisso, uma vez que o nosso time tem uma característica bastante alentadora: além de muito técnico, é raçudo. Não entrega a rapadura sem luta.

Hoje, Junior deu a seguinte declaração: “Será o confronto da experiência contra a juventude. Que vença a experiência!”

Sendo assim, que os alevinos (pois filhote de peixe é alevino) tremam em um  Mineirão com mais de 40.000 torcedores atleticanos ecoando o grito de Galoooooo durante todo o embate.

Eu já vi times muito mais experientes amarelarem que nem camaleão no Minera. Pois não duvido nada que aconteça novamente. Afinal, esses garotos não são ET’s vindos de outro planeta como nos filmes de George Lucas.

Quero ver a massa travar a respiração dos alevinos e transformar seus joelhos em gelatina!!!

Só para complementar, Luxemburgo relacionou os seguintes jogadores para a escaramuça:

Goleiros: Aranha e Carini
Laterais: Carlos Alberto, Júnior e Leandro
Zagueiros: Benítez, Cáceres, Jairo Campos e Werley
Volantes: Correa, Fabiano, Jonílson e Zé Luís
Meias: Evandro, Giovanni, Ricardinho e Renan Oliveira
Atacantes: Diego Tardelli, Marques e Muriqui

Convenhamos, não dá para este blogueiro dar um “chute” na escalação, porque Luxemburgo surpreende a todos nós, repetidamente.

Mas os comentaristas deste L&N podem fazer as suas apostas.

Qual será o time que entrará em campo para mais uma batalha da Copa do Brasil neste ano de 2010? Vamos encarar o Santos no 4-4-2 ou no 3-5-2?

Arrá! Peguei todo mundo agora, né??

Uma sugestão: Vamos gritar o nome do ZÉ LUIS antes de todos os outros. O cara perdeu o pai ontem e mesmo assim, se apresentou para a guerra. Não é para qualquer um. É só para quem tem sangue no olho!!

Vamos pra cima deles, meu Galo querido!

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