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ATLÉTICO 4 X 2 NACIONAL/NS – CUCA E SUAS IDÉIAS DE JERICO…

Do mesmo jeito que constrói uma equipe, Cuca a desconstrói em questão de minutos.

Para ser exato, em questão de 45 minutos.

Pois no primeiro tempo, todo aquele entrosamento que o time vinha adquirindo no decorrer dos jogos foi pro ralo. A entrada do lateral direito Carlos César no meio provocou uma catastrófica mudança de ritmo, de tal monta que travou o time por completo.

Ora, Carlos César mal consegue render bem em sua posição de origem, vai deslanchar na meia? Desculpe-me o termo, mas isso foi idéia de jerico do treinador. Invenção de um professor Pardal masoquista doido para sabotar o próprio trabalho.

Resultado: Foi a pior partida do Galo neste ano. Pelo menos, enquanto Carlos César esteve em campo.

Mancini, que entrou em seu lugar, retirou o gesso que envolvia o meio e recolocou as coisas em seus lugares. Embora persistisse jogando mal, a equipe se distribuiu melhor em campo e o domínio do jogo surgiu naturalmente, mesmo levando o segundo gol.

Nessas alturas, a virada era mera questão de tempo, apesar de jogarmos com a zaga mais exposta do que em jogos anteriores. Não porque Filippe Soutto não esteja à altura da titularidade _ ele, por estar sem jogar, perdeu ritmo _ mas porque Pierre é praticamente insubstituível neste time.

E Pierre jogando com Leandro Donizeti _ que, inquestionavelmente, marca milhões de vezes melhor que Soutto _ forma uma parede de proteção muito difícil de ser superada, ao mesmo tempo que libera os meias para atacar sem medo.

Guilherme deu uma assistência e fez um gol consciente. Mas errou demais durante toda a partida. Errar tanto contra um Nacional da vida é uma coisa. Mas fazer o mesmo contra equipes fortes pode ser fator determinante de uma derrota.

Uma curiosidade: mal reconheço Danilinho em campo. Lento física e mentalmente, pisando na bola, sem mobilidade e sobretudo, sem aquela velocidade que sempre foi o seu ponto forte. Cadê o Danilinho, campeão e maior ídolo do Tigres do México?

Destaques do jogo: Pela regularidade nos 90 minutos, Leandro Donizeti. Pelos gols, André.

Uma novidade bem vinda: Neto Berola, apesar de ser puxado, agarrado e quase esgoelado, NÃO CAIU, pasmem os senhores. E, por não cair, armou um cruzamento primoroso para o quarto gol. Houve uma conversinha ao pé do ouvido lá na Cidade do Galo?

Enfim, uma partida teoricamente fácil quase jogada no lixo pelo treinador, responsável absoluto pela pífia atuação do time, sobretudo no primeiro tempo. Se depois corrigiu _ e tinha mesmo a obrigação de corrigir as besteiras que fez _ eu reputo como queima gratuita de, pelo menos, uma substituição.

Vai entender o que se passa na cabeça de um técnico. Céu de brigadeiro pela frente e o cara, insanamente, muda a rota para o meio de uma tempestade de granizo, com raios e trovoadas. Durma-se com um barulho desses…

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