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NO OLHO DO FURACÃO!

O Galo jogou bem o primeiro tempo, mas o Botafogo atuou melhor.

Mas, na segunda etapa o Galo tomou conta do confronto de uma forma acachapante. Contando com Ronaldinho Gaucho _ o melhor em campo _  em mais um dia inspirado, o Atlético cravou a bandeira no Independência e berrou: aqui quem manda somos nós!

Porém, após a virada, a equipe deitou sobre os louros. O penalti foi um castigo grande demais para um time  que não merecia empatar, mas que agiu como se já tivesse vencido.

E aí surgiu a imprevisibilidade de Neto Berola, que voltava após 108 dias afastado. Depois de defender chutes rasteiros de Bernard e Jô, Jefferson nunca esperaria uma bola cavada. Mas, foi o que Neto Berola fez, com o sangue frio de um matador ou a insanidade de um louco, bendito louco que é!

O maravilhoso gol de Berola nos deu o simbólico “título” de campeões do primeiro turno, com 82,4% de aproveitamento. O número, por si só, já estampa o quanto é fantástica a jornada. Nunca houve campanha mais espetacular na história do campeonato brasileiro.E dos 9 últimos brasileirões, 7 campeões do 1º turno abiscoitaram a taça ao final.

A mídia nacional está petrificada. Ao Galo é dedicado o maior tempo nos programas esportivos de TV e rádio e aí petrificados ficamos nós, pouco acostumados com isso.

A ficha caiu para aqueles que analisavam com desdém o início avassalador do Atlético, pois o tempo foi passando, as vitórias se repetindo e o equilíbrio do time se consolidando cada vez mais. Línguas foram queimadas e mentes retrógradas expandidas a forceps.

O Galo já passou por todas as situações. Já saiu perdendo e virou. Saiu vencendo e manteve. Já levou gol de empate ao final da partida e mesmo assim, ganhou…

A verdade é que a equipe está iluminada! Iluminada sim, mas ainda não é campeã de nada! Estatísticas não nos fazem campeões e nem nos garantem campanha parecida no 2º turno. Podem sinalizar tendências, mas só se transformarão em realidade dentro de campo, no calor da pegada, no sangue nos olhos e no brio de cada jogador.

O que os jogadores têm de fazer? Precisam trazer para o segundo turno toda a experiência e adrenalina acumuladas no primeiro e recomeçar como se o placar marcasse zero a zero. Manter a humildade e respeitar todos os adversários. Respeitá-los é uma coisa, temê-los é outra.

É preciso que os nossos jogadores se blindem psicologicamente contra os elogios intermináveis da imprensa. Tem hora que um elogio pode ser infinitamente mais destrutivo do que uma crítica pesada.

Não se iludam, jogadores do Galo! O CLUBE ATLÉTICO MINEIRO ESTÁ NO OLHO DO FURACÃO! E, por causa disso, armadilhas das mais variadas versões e disfarces  podem estar sendo armadas ardilosamente.

Se vocês, atentos, não perderem o foco e permanecerem com a faca afiada entre os dentes, nada será capaz de nos tirar o verdadeiro título de campeão nacional.

E aí, meus amigos, estaremos juntos em dezembro para pararmos Belo Horizonte por 3 ou 30 dias numa festa que o Brasil nunca assistiu na vida. E os que não são atleticanos sequer podem imaginar!

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ATLÉTICO 3 X 0 DEMOCRATA/GV

Ou o Atlético corrige urgentemente o índice de passes errados ou os passes errados serão causa de choro e ranger de dentes em 2012.

Porque não há defesa que resista a constantes bolas perdidas na linha do meio de campo e na entrada da zona do agrião.

Fosse o Democrata um time de qualidade técnica idêntica aos grandes deste país e a história teria sido outra.

Fora isso, a equipe tem nítida dificuldade de tramar jogadas inteligentes no ataque. Falta criatividade.

E na falta de um toque de classe que ilumine mentes e jogadas, ficam trocando bolas sem nenhuma imaginação na intermediária.

Hoje, esse jogo morno e monótono só foi quebrado com a entrada de Neto Berola, que não tem paciência para esse estilo e parte para dentro da defesa adversária.

E foi o que salvou a partida. E ainda meteu dois golaços.

Por isso mesmo, Neto Berola, na minha modesta opinião, foi o único destaque positivo de um jogo chato de assistir. Destaques negativos houveram aos montes, sobretudo em relação à apatia e falta de vontade demonstradas. E em alguns momentos, até seriedade.

A verdade é que depois que Bernard se contundiu, aquela velocidade dos primeiros jogos desapareceu como num passe de mágica.

Com Bernard em campo, Guilherme e André não jogariam juntos. Seria um ou outro, pois eles não se entendem e ocupam o mesmo espaço.

Para terminar, não consigo confiar na força do time na forma em que está. Sem reforços, vamos cortar um dobrado.

E nesta semana, Eduardo Maluf _ que dissera haver contratações importantes nas duas últimas semanas _ se desmentiu sem um pingo de vergonha e declarou que estas não chegarão para o campeonato mineiro. Até aí, vá lá, pois o mineiro não é lá essas coisas.

O problema é que, não contratando para o regional, estaremos fragilizados em grande parte da Copa do Brasil (se seguirmos em frente) e uma parcela importante do campeonato brasileiro.

E, pelo que vejo, apesar de Kalil prometer não repetir os enganos anteriores, a coisa está se encaminhando na mesma direção e com os mesmos erros de avaliação ocorridos em 2010 e 2011.

Nem burro tropeça no mesmo lugar duas vezes. Mas a diretoria do Galo…

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Assistam aos gols da partida:

CORINTHIANS 2 X 1 ATLÉTICO. FALTOU CONFIANÇA!

Até quando o Galo vai levar gols no apagar dos holofotes?

Pela milésima vez, aconteceu o que todos os atleticanos temem, assim como gato escaldado tem medo de água fria.

E desta vez, ressuscitamos um mastodonte barrigudão da era do gelo, que deu apenas um chute a gol. E marcou.

O Atlético não se posicionou em campo da forma como o Cuca imaginou. A intenção _ de congestionar o meio e partir em estocadas rápidas _ era boa, mas não deu certo. A entrada de Serginho no lugar de Berola e a liberação de Carlos César para agredir pela direita só complicou o que antes era simples.

Bastava manter o mesmo time que vinha jogando, com evidentes ganhos em termos de conjunto desde o início do jogo.

Quando Cuca efetivou a entrada de Mancini, a vaca foi pro brejo de vez. Mancini está mal, retarda as jogadas e acaba travando todo o sistema de ligação defesa/ataque que a equipe ainda possui.

No atual estágio do campeonato, nada mais danoso para o Galo do que lançar Mancini em campo.

E Triguinho, que substituiu Richarlyson, fez a pior partida desde a sua contratação. O primeiro gol do Corinthians foi em seu setor. Era dele a obrigação de não permitir o cruzamento daquela bola. Mas permitiu e deu no que deu.

E nem Berola entrou bem. O pior que pode acontecer a um time é levar um contra-ataque quando você está armando o seu próprio contra-ataque e um jogador perde inesperadamente uma bola que poucos de seu time acreditam que perderá.

E aí o contra-golpe adversário pega o sistema defensivo adiantado, mal posicionado e de calças na mão. Foi exatamente o que Berola provocou infantilmente.

Embora esteja claro que o Atlético foi prejudicado pela arbitragem, que não expulsou Alessandro por uma agressão escandalosa, e a má vontade de aplicar regras iguais para os dois times, acredito que o resultado, em si, não foi injusto.

A partir do momento em que o Galo fez o gol, o Corinthians sentiu tremendamente. Era o momento exato de matar o jogo. Mas não foi o que o Atlético fez. E ainda, para agravar a história, contou com as substituições equivocadas de Cuca, que debilitaram a equipe em campo.

E depois abdicou do ataque para ser dominado inteiramente pelo time paulista. Quando um time opta por sofrer pressão na casa do adversário, com tudo contra _ até o juiz _ é só questão de tempo a bola estufar as redes. Não dá outra!

E foi o que aconteceu. O Galo, inconscientemente, procurou e achou a derrota por ter tomado a trilha errada. Embora não tenha faltado raça, faltaram personalidade e confiança para encarar o líder fora de casa. É duro, mas é a verdade.

Vamos agora para a guerra contra o Botafogo. Além da vitória _ que é de nossa responsabilidade _ que os outros jogos nos favoreçam, para que possamos seguir para a última rodada já classificados.

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URGÊNCIA URGENTÍSSIMA NO GALO!

Quando faltam 14 rodadas para acabar o campeonato e seu clube necessita de 7 vitórias para escapar do rebaixamento…

Você constata que, desde o início do Brasileirão, as ações no departamento de futebol se mostraram tão ridículas e ineficazes, que, mais uma vez, empurraram o clube para a beira do abismo…

Você assiste uma equipe, carente de técnica e raça, ser derrotada por um time mediano em terreno neutro (sim, pois o Serra Dourada estava praticamente vazio) e não encontrar forças para reagir…

E que, mesmo precisando vencer a todo custo, o técnico substitui o atacante Berola por um volante, Richarlyson, limitadíssimo, que não acerta um lançamento, se posiciona mal em campo e não sabe se ataca ou defende, mesmo não sabendo atacar ou defender…

Depois de analisar estas questões e outras mais _ não levantadas neste post _ você, como pessoa realista que é, só pode concluir que:

O GALO NÃO ESCAPA DA SEGUNDA DIVISÃO EM 2012!!

Para que isso não aconteça, algo de novo tem de acontecer urgentemente. Algo que mude as coisas da água para o vinho.

Faltam só 14 rodadas. Se continuarmos empurrando o destino com a barriga, esperando que um milagre surja do nada para nos salvar, estaremos ferrados em dezembro. Ou bem antes.

Nem o Cuca garante que o Galo não será rebaixado. Maluf “acha” que este ano não passaremos pelo sufoco do ano passado. Ele “acha”!

Já vi cara morrer ao ultrapassar em uma curva fechada, onde ele “achou” que não toparia com uma carreta crescendo à sua frente.

Eu tenho a impressão que a diretoria capitulou diante da intransponibilidade dos problemas, mesmo que estes tenham nascido de sua própria incompetência.

A diretoria, estática e burra, entregou pra Jesus. Estão todos, neste momento, em uma igreja qualquer orando fervorosamente para que Deus conserte a merda que fizeram.

Só que as coisas não funcionam assim.

Então, é bom o presidente Alexandre Kalil ir tratando de decretar “estado de sítio” na Cidade do Galo!!

Consciências sacudidas, compromissos reafirmados e o resgate do profissionalismo devem estar na ordem do dia. Em todas as direções, em todos os escalões, como num mutirão, com todos na mesma rota e com um mesmo pensamento.

O regime de urgência urgentíssima tem de imperar imediatamente, sob pena de acordarmos assistindo aos jogos do Galo nas terças e nas sextas-feiras!

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AMÉRICA 1 X 3 ATLÉTICO. PODERIA TER SIDO DE MAIS!

O Atlético assistiu ao mediano time do América jogar até os 33 minutos do primeiro tempo, quando, coincidentemente, Ricardo Bueno foi substituído.

Isso quer dizer que Ricardo Bueno é culpado pelo deprimente desempenho da equipe nesta fase do jogo?

Não se pode culpar um atacante quando o zagueiro fura uma bola ou o lateral erra passes em cima de passes. Seria muita injustiça, pois futebol é um esporte coletivo.

Mas o fato é que Ricardo Bueno, por não se posicionar como referência na área e não conseguir sequer dominar uma bola fora dela, implode completamente o desenho tático que o técnico tenta implantar.

E quando ele mata de canela ou tropeça na bola lá na frente, o quadrado do meio de campo e a defesa ficam totalmente expostos ao perigo, sem reação, tal e qual uma marca de batom na cueca enterra de vez qualquer chance de defesa.

Foi isso o que ocorreu enquanto Ricardo Bueno esteve em campo.

A partir do momento em que Dorival Júnior o substituiu por Berola, as coisas se ajustaram principalmente nos contra-ataques, que tornaram-se muito mais incisivos, muito mais mortais em trocas rápidas de passes de primeira.

Dorival percebeu o que ocorreu e gostou do que viu. Por isso, no segundo tempo, situou a equipe mais atrás para explorar justamente os velozes contra-ataques comandados, às vezes por Renan Oliveira, em outras por Giovanni.

Além de propiciar espaços para as arrancadas de Berola e Mancini.

E jogando assim, o Galo poderia ter aplicado uma sonora goleada no América hoje. Porém, com a entrada de Daniel Carvalho, a equipe tornou-se lenta e inoperante. Ele cadenciou demais o que antes era veloz.

Que o América considere como presente de páscoa uma diferença de apenas 2 gols, pois tinha caixa para mais uns 3, no mínimo.

Não que o conjunto atleticano seja uma maravilha. Está há anos-luz dessa condição.

A equipe tem deficiências monumentais. Para ser sincero, reconheço que este time, da forma como está, não briga por nada este ano!

Pode ser forte perante um América Mineiro, mas será fraco diante dos grandes deste país.

Repito o que venho dizendo: Sem reforços de qualidade, vamos sofrer que nem cachorro sem dono.

Os destaques de hoje, sob o ponto de vista deste modesto blogueiro, são:

Berola, que apesar de não ter enchido os olhos da Massa (como já fez outras vezes), mudou a história da partida. Marcou um, deu a assistência para o outro e ainda infernizou a defesa americana com as suas estrepolias. Pode ter os seus defeitos, mas é tão atrevido que beira a insanidade.

Serginho permanece errando passes de 2 metros, mas desta vez desandou uma correria em campo que contagiou os companheiros. Se multiplicou e deu a impressão de ter sido clonado e se tornado onipresente. E foi, merecidamente, premiado com um gol importantíssimo.

Não vou citar destaques negativos. Todos sabem quem foi. O cara já está sendo tão achincalhado pelos alvinegros que eu me recuso a apedrejá-lo publicamente. Não há mais razões para isso.

Dorival Júnior, a partir de agora, tem de preservar o rapaz de mais humilhações.

Em suma, foi um jogo que começou de uma maneira que sinalizava um desastre e acabou com um belo resultado.

Antes assim!

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ATLÉTICO 1 X 2 AMÉRICA.

Inquestionavelmente, o América mereceu vencer, pois esteve todo o tempo mais perto do gol de Renan Ribeiro e prestes a marcar em diversas oportunidades.

O Galo apenas rondou a área adversária e a maioria de seus chutes foi nas pernas da zaga americana.

E ainda contou com um penalti, que na minha visão, não existiu. Serginho claramente se jogou.

Talvez se Tardelli tivesse marcado, a história do jogo pudesse ter mudado. Mas não foi assim.

O Galo iniciou e terminou jogando de forma confusa e desequilibrada.

Em alguns momentos, tinha somente um ou dois jogadores na defesa para conter um contra-ataque de três ou quatro alviverdes.

O meio de campo, apesar de ter Zé Luis e Richarlyson jogando juntos, concedeu os mesmos espaços que concedera nos últimos jogos.

O combate é sempre de longe, como se estivesse marcando só com o olhar.

E esse posicionamento expôs a zaga ao ataque americano. Werley esteve mal e incita a torcida a pedir por Leonardo Silva, que já merece ser titular.

Réver também não fez uma boa partida, mas Réver é Réver, um dos maiores zagueiros do país.

Nas laterais, a coisa também não funcionou. Serginho, que no meu modo de entender futebol, é muito mais lateral do que meio de campo, continua com um defeito que irrita qualquer santo: erra passes incrivelmente fáceis em qualquer posição em que esteja jogando.

Na esquerda, Leandro jogou mal tanto defensiva quanto ofensivamente.

Renan Oliveira está, gradualmente, retomando o seu ritmo costumeiro. O Renan Oliveira que voltou forte do Vitória, está se tornando, de novo, aquele que saiu.

Neto Berola teve instantes de gênio, pontuados por momentos de ciscador dispersivo. Mas não desiste de nenhuma bola. É um lutador!

Gostei do esforço de Tardelli, mas não produziu o que se espera de um jogador de seu porte.

Nem Magno Alves nem Mancini solucionaram as carências do Galo em campo.

Muito menos Jackson.

E ao retirar Ricardinho de campo, Dorival Júnior privou a equipe de criatividade e cadência. Apostou na correria desenfreada e nos passes curtos e se deu mal.

Deixei para falar de Renan Ribeiro por último de propósito. Até em respeito ao goleiro que nos ajudou muito no ano passado.

Alguém em quem confio já me disse, certa vez, que um goleiro em início de carreira, quando é promovido, tende a fechar o gol.

Depois ele passa por uma fase decrescente, de queda de qualidade técnica e só depois é que retoma o ritmo de antes.

É o que está acontecendo com o nosso bom goleiro?

Hoje esteve irreconhecível durante o jogo. Extremamente inseguro. E falhou claramente no segundo gol de Fábio Júnior.

Na hora em que a bola saiu do pé do atacante americano, ele já estava quase agachado. Vá saber porque…

Talvez seja a hora de lançar o excelente Giovani, pelo menos por algum tempo, enquanto Renan Ribeiro retoma a velha forma.

Ele é jovem, mas é muito maduro. Vai entender que é uma atitude para preservá-lo. Doravante, voltará mais forte.

Enfim, apesar de possuir um plantel muito superior ao América, o Galo não teve a vontade que a equipe americana carregou para dentro de campo.

E essa vontade de vencer igualou as coisas na Arena do Jacaré.

A impressão que eu tenho é que os jogadores atleticanos botaram na cabeça que, escorados em sua qualidade indiscutível, basta entrar em campo para vencer a partida. E só!

Não é nada disso. Além da predominância técnica, há que se lutar por cada bola e entrar em cada dividida como se estivesse defendendo a própria vida.

Este sempre foi o espírito atleticano desde remotas eras.

De todo modo, tem males que vêm para o bem, como diz o surrado ditado.

O fato de ter perdido talvez seja o fator principal de motivação para a reação. Talvez agora os nossos atletas entendam que o time está muito longe, mas muito longe mesmo, de ser um conjunto capaz de grandes conquistas.

Tem ainda muita vela pra queimar, tenham a certeza disso!

Os jogadores têm de readquirir o gosto de atuar novamente como o fizeram no primeiro tempo contra o Guarani, porque depois daquele momento _ cá entre nós _ o Galo só fez decair.

Só esperamos que a farra pare por aqui.

Temos ainda um longo caminho para percorrer antes que possamos dizer: temos um time para disputar todos os títulos da temporada!

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ATLÉTICO 2 X 0 AVAÍ

Se estivéssemos no ano passado, eu diria que dificilmente vi o time jogar tão mal uma etapa inicial de partida.

Mas como neste ano de 2010 nos acostumamos a ver a equipe jogar um futebol de categoria duvidosa, já não salta aos olhos tamanha mediocridade.

Virou paisagem para nós.

O que se notou de positivo desde a saída de bola é que o Galo está lutando  muito mais do que no tempo do pseudo-técnico que só tinha gogó.

Mas futebol que é bom…

Ontem, na primeira etapa, quem levou mais perigo foi o Avaí. Não fosse Renan Ribeiro, cada dia melhor, estaríamos ferrados e mal pagos.

Em um dos lances, Renan Ribeiro, com grande elasticidade, levou o drible mas conseguiu dar um tapinha na bola, o que fez com que Roberto chutasse de canela e errasse o gol vazio.

Em outra, a nossa zaga abriu e o cara encheu o pé. Renan segurou firme, sem rebote.

E ainda defendeu uma bola dificílima no segundo tempo, quando se esticou todo para espalmá-la para córner.

Seguramente, posso dizer que “habemus” goleiro! E um goleiraço, por sinal. E pensar que gastamos uma grana dobrada com Fábio Costa, Marcelo… e deixamos, por conta dos seguidos frangos, preciosos pontos para trás.

Pontos estes que hoje fazem uma falta danada!

Dorival mexeu na equipe no intervalo e mudou o panorama da partida.

Berola _ que substituiu Daniel Carvalho _ enlouqueceu a defesa do time catarinense. Deu o passe de calcanhar para o gol de Rafael Cruz e ainda fez o segundo, depois de um lançamento espetacular de Diego Souza.

Se Berola atuasse 100% concentrado em todas as jogadas, seria um dos principais atacantes do futebol brasileiro. Mas não é assim, ele alterna jogadas de craque com lances bizonhos.

Tomara que Dorival Junior tome providências com uma conversinha ao pé do ouvido.

Os erros de passes permanecem se repetindo de segundo em segundo. O nosso time perde bolas com uma facilidade inacreditável.

E os espaços no meio de campo continuam escandalosamente escancarados. A verdade é que Dorival Junior, apesar de ter melhorado o jogo coletivo, ainda não conseguiu implantar um sistema à sua imagem e semelhança.

E nem houve tempo para isso, sejamos justos.

Mas sinais positivos se notam sim. Os jogadores estão mais irmanados e se ajudando em campo. Ontem, Daniel Carvalho, em um contra-ataque do Avaí, foi dar combate em nossa área porque os zagueiros estavam no ataque.

Embora suor e luta não estejam em falta na era Dorival, os atletas foram tão mal treinados durante tanto tempo, que a impressão que eu tenho é que em todos os jogos são reunidos pela primeira vez.

Assim como uma pelada de fim de semana.

Mas o importante é que vencemos e se não fosse a vitória do Atlético-GO, já estaríamos hoje respirando ares bem menos poluídos.

E se continuar somando pontos jogando mal como ontem, deixaremos a Z-4 dentro de pouco tempo.

Isso é o que importa nesse momento.

Nada mais.

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ATLÉTICO 3 X 2 ATLÉTICO-GO.

Quem poderia esperar um futebol rápido, envolvente e atrevido do Atlético hoje? Não olhe para mim, meu amigo, pois eu não tinha a mínima expectativa de que isso pudesse acontecer.

Mas a primeira etapa foi assim. O Galo, surpreendemente, entrou em campo com 3 atacantes (quando se esperava 3 zagueiros) e produziu jogadas que há muito tempo não assistíamos.

Tanto no meio quanto no ataque, o Galo foi rápido. Toques de primeira, lançamentos ágeis e troca de passes produtivos.

O primeiro gol de Diego Tardelli foi uma pintura. Neto Berola, inteligentemente, passou sobre a bola sem tocá-la e Tardelli, ligado no lance, ficou na cara do goleiro. E tocou no canto, de canhota, numa bola que não é tão simples como muitos imaginam.

E o Galo prosseguiu dominando como se fosse um treino na Cidade do Galo. Até que levou o gol de empate, numa falha contumaz de nossa defesa. Outra vez os zagueiros bateram cabeça e sofremos mais um gol bobo.

Mas Neto Berola foi lá e sofreu o penalti, que Tardelli converteu. E Ricardo Bueno foi lá e meteu o terceiro, de cabeça.

E parecia que tínhamos ganhado o jogo. Afinal, estava tão fácil!

Mas eis que surge, no segundo tempo, aquela cabeça de burro itinerante, que acompanha todos os nossos goleiros aonde quer que vão, seja em Minas, no Brasil ou no Nepal.

Fábio Costa vacilou, a bola quicou à sua frente, ele achou que dava, mas não deu. A bola passou que nem uma bala e foi parar nos pés do atacante goianense, que só tocou para o gol. Parece praga!

Até os 25, 30 minutos do segundo tempo, só deu Atlético Goianense, mas, convenhamos,  sem nítidas chances de gol. E o Galo parecia ter perdido o norte.

Até que entrou Diego Souza. Não porque ele jogou tanta bola que travou o Atlético-GO. Não. Foi apenas coincidência.

Depois que ele entrou, a equipe goianense cansou ou desistiu. Ou foi porque o Galo recebeu ânimo novo com João Pedro e Fabiano, além de Diego Souza.

A estréia de Diego Souza valeu por seu esforço, mas ele está longe da forma ideal. Perdeu o tempo de bola, perdeu a noção de tempo e espaço e está, flagrantemente, acima do peso e fora de ritmo de jogo.

Mesmo assim, bateu uma falta com perigo e quase meteu a bola nas redes após driblar o zagueiro, numa jogada de craque. Sinal de que, em muito pouco tempo, poderá render o que esperamos dele.

Enfim, o Atlético foi muito insinuante na primeira etapa, mas não soube sustentar o astral no segundo tempo.

Talvez pela falta de ritmo, que parece ser o mesmo problema de todos os times nessa reestréia no campeonato brasileiro.

OS DESTAQUES: Zé Luis, Serginho, Ricardinho e Neto Berola.

AS BELAS SURPRESAS: Neto Berola, que é um jogador atrevido e abusado, e Ricardo Bueno, que além de oportunista, é habilidoso.

CUIDADOS ESPECIAIS: A nossa defesa, que apesar de bem protegida por Zé Luis e Serginho, ainda assim quase confessou o crime. Falhou seguidamente, principalmente no segundo tempo.

PROMESSA: Não vou mais falar de Werley.

Foram 3 pontos conquistados e já subimos para o 13º lugar. Já é algo muito positivo.

Mas continuo alertando: antes que os reforços entrem EM FORMA e sejam escalados, é bom ter paciência. MUITA paciência!

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