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O RETORNO DE UMA DINASTIA

TEXTO ESCRITO EXCLUSIVAMENTE PARA O L&N PELO ATLETICANO MAURÍCIO MINAS.

Definição: O termo dinastia corresponde a um período em que príncipes, reis e rainhas pertencentes a uma mesma família real permanecem no poder.

Como em uma dinastia o poder é transmitido de forma hereditária , uma mesma família permanece, muitas vezes, durante décadas no trono de uma nação.

Em Minas, houve uma dinastia que reinou durante décadas. Uma dinastia que era formada por uma família única, de laços soberanos e coração igualmente alvinegro.

Essa dinastia se estendeu por décadas e foi sucedida pelos reis Mário de Castro, Guará, Lôla, Vantuir, Dario, Reinaldo, Cerezo, Èder Aleixo, Luizinho, Guilherme, Marques, dentre tantos outros reis desta nação verdadeiramente alvinegra.

E durante um período recente, não houve herdeiro que a honrasse. Não houve sucessor digno para conduzí-la.

Mas a dinastia alvinegra está novamente estabelecida, liderada por um presidente que conhece muito bem o termo, herança de Elias viva no coração de Alexandre, este sim O Grande.

No sábado passado, fomos testemunhas de mais um feito destes novos reis, que voltam a honrar este trono. Apesar de recente presença no reino, Don Obina, Chanceler Tardelli, Imperador Réver e o jovem príncipe Renan Ribeiro honram o manto que vestem e a bandeira atleticana tremula alto novamente.

Se ainda não temos domínio total e absoluto sobre o território brasileiro, a ordem está novamente estabelecida em nosso solo mineiro.

E a expansão alvinegra continua em busca de novas e ousadas conquistas.

E a dinastia atleticana, finalmente restabelecida.

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MUITO OBRIGADO, AMIGO! VALEU DEMAIS, OBINA!

O exterminador de marias está indo embora!

O homem que aportou aqui disposto a honrar a camisa atleticana e a se matar em campo em busca das vitórias cumpriu com as duas premissas.

Nos honrou e morreu muitas vezes em campo, além de marcar gols decisivos.

Em 2010 nós ficamos fora da zona do rebaixamento por um jogo e meio, se é que posso definir assim.

Não fossem os 3 golaços de Obina contra o cruzeiro, em Uberlândia, as coisas teriam azedado pro nosso lado.

A partir de hoje, a Cidade do Galo estará um pouco mais vazia e os nossos corações mais apertados pela partida iminente não de um craque, mas de um ser humano digno, humilde e generoso.

Obina era como um amigo da família que nos carregava para dentro de campo com ele.

Pode-se dizer que o bom baiano não tem tanta intimidade assim com a bola, pois a esfera dengosa prefere aqueles que a tratam com a mesma suavidade com que um homem apaixonado acaricia o corpo da mulher amada.

Pode-se comentar que Obina não é um velocista e dificilmente supera um zagueiro esperto no pique.

Mas jamais alguém poderá dizer que Obina não tem o faro do gol.

Nunca alguém dirá que Obina não amedronta os adversários, pois muitos dos que estão do outro lado da lagoa, neste exato instante,  pagam promessas e elevam orações de graças aos céus pela benção recebida. Afinal, o terror sempre presente em seus pesadelos está indo para a China.

Obina jogou pouco tempo no Galo. Poderia ter jogado mais. O Galo e Obina têm muito em comum.

Obina tem a cara do Atlético assim como o Atlético é o seu ninho perfeito, o que acolhe, alimenta e aquece.

Na Cidade do Galo, o atacante mais carismático que o Galo teve nos últimos anos _ exceto Marques _ estava feliz.

Mas o poder do dinheiro em um mundo capitalista não prioriza a felicidade. Por isso, o seu direito de ir e vir saiu de suas próprias mãos para cair nos bolsos de quem pagou milhões para tê-lo.

A mesma verba que impõe rumos e destinos. E o destino imposto a ele é a China, certamente regiamente remunerado, mas mesmo assim um porto de parada forçada. E talvez amarga, pois merecia um centro futebolístico melhor.

Mas, enfim, não há mais nada que se possa fazer, pois a hora da despedida chegou e encurtou a nossa convivência. É duro ver um amigo partir para longe, mas é irreversível. Então, só nos resta dizer:

Você deixará muitas saudades por aqui, Obina. Muito obrigado por tudo. Esteja certo que sempre terá o nosso respeito e a nossa gratidão.

VALEU, OBINA! QUE DEUS O PROTEJA SEMPRE!

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EXERCITANDO A FUTUROLOGIA COM O PLANTEL DO GALO – PARTE 1.

Como havia prometido, vamos partir para um exercício de futurologia em relação ao plantel do Galo para 2011.

Vamos dividir em 2 post’s para que um não fique demasiadamente longo.

Sendo assim, vamos lá:

1 – OS QUE SEGUIRÃO NO GALO:

Renan Ribeiro: Foi a salvação da lavoura este ano. E isto diz tudo sobre o seu valor.

Réver: Indubitavelmente, a melhor contratação do Galo em 2010.

Werley: Se não aparecer um time europeu para comprá-lo, segue confortavelmente.

Lima: Foi muito útil na temporada. Sempre deu conta do recado quando foi chamado.

Sidimar: Uma das revelações das categorias de base. Não tem boa altura e é lento. Mas permanecerá.

Leandro: Será um bom reserva ano que vem.

Eron: Prata da casa, o garoto seguirá no plantel de profissionais. Não está descartada uma venda para o exterior, mas nada de concreto, por enquanto. (Obs: Fiquei sabendo hoje que Eron entrou na justiça contra o Atlético. Não se sabe o que o motivou a tomar esta atitude).

Serginho: Não fez uma temporada das melhores, mas é patrimônio valioso do clube.

Zé Luis: Um dos mais importantes jogadores este ano, seguirá firme como titular.

Rafael Jataí: É cria da casa e deve receber oportunidades.

Mendez: Tem contrato até final de 2012 e, embora não tenha apresentado nada por estar fora de forma, pode perfeitamente  se recuperar neste tempo que terá pela frente.

Ricardinho: Pelas informações que tenho, é um líder positivo, daqueles que tanto dentro como fora de campo, conseguem levantar o moral do grupo. Tem contrato até final de 2012 e dificilmente será rescindido.

Renan Oliveira: O garoto entrou nos eixos do jeito que a Massa queria. Se valorizou muito como patrimônio do Galo.

Diego Souza: Não há dúvidas quanto a sua permanência. E deve melhorar muito o seu rendimento.

Daniel Carvalho: Constantemente no Departamento Médico por várias contusões, tem contrato até o fim de 2011. Difícil sair.

Wendell: Permanece, mas vai ter de aprender a jogar coletivamente. Do contrário, pode entrar para o time dos emprestados.

Neto Berola: Alternou boas e más apresentações, mas é um trunfo fundamental para o esquema de Dorival Junior. 2011 pode ser o ano de sua afirmação no cenário nacional.

Tardelli: Se não pintar nenhuma proposta que balance o presidente Kalil, terá a oportunidade de fazer uma campanha vitoriosa no time que o tirou do quase ostracismo no Flamengo.

Obina: O homem-gol foi decisivo quando mais precisamos dele, principalmente contra o cruzeiro, em Uberlândia. Não há chances de ficarmos sem o folclórico artilheiro.

2 – OS QUE ESTÃO NA BERLINDA:

Cáceres: Não foi feliz em seu retorno. Lento física e mentalmente, não foi nem de longe o xerifão que conhecíamos. Não se sabe se fica ou se sai. Tem contrato longo.

Jairo Campos: O grande zagueiro que vimos jogar quando chegou sumiu e ninguém viu. É outro que está na berlinda.

Rafael Cruz: Conta com uma certa simpatia de Dorival Junior. Pode ser que fique no elenco, mas está sub-judice.

Fábio Costa: Tem contrato até o fim de 2011 e dificilmente o Santos o receberá de volta antes do encerramento. Há chances de permanecer no plantel ganhando mensalmente um dinheiro fácil, como aconteceu este ano depois da promoção de Renan Ribeiro.

No próximo post, debateremos OS QUE PODEM SER EMPRESTADOS OU DISPENSADOS E AS PROVÁVEIS CONTRATAÇÕES.

Aguardo a sua participação, caro (a) amigo (a). Concordando ou discordando, dê a sua opinião, por favor.

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ATLÉTICO 3 X 1 GOIÁS. ESCAPAMOS, MAS A HORA DA REFLEXÃO CHEGOU!

Neste momento, é melhor curtirmos a permanência na primeira divisão do que criticar o jogo ruim que o Galo desenvolveu hoje.

Talvez até motivado pelo nervosismo que a obrigação de vencer provoca. Pode ser.

O Goiás, mesmo com o time reserva, deu um calor danado no Atlético, que se mostrou frágil principalmente no meio de campo, por onde os goianos armaram as suas principais jogadas sem serem incomodados.

Mas, enfim, não vou me estender na análise da partida, embora o resultado tenha sido excelente e nos livra do terror da queda.

Eu não consigo comemorar este fato como se fosse um título, mas obviamente estou aliviado, assim como a grande Massa alvinegra. Pior seria se tivéssemos caído.

Todavia, chegou o momento de refletir sobre os motivos que nos levaram a estar na zona de rebaixamento por mais de 20 rodadas em um campeonato de 38.

Chegou aquela hora que os dirigentes precisam fazer um balanço sincero, olho no olho, com o objetivo de identificar onde, como e porque o clube correu tantos riscos este ano.

Riscos que não tínhamos o direito de ter corrido. Por um triz, quase que uma administração séria _ como há muitos anos não possuíamos _  leva o glorioso Clube Atlético Mineiro para um naufrágio catastrófico em todos os sentidos.

Financeiros, inclusive.

E Alexandre Kalil não merece algo assim. Longe disso.

Muito menos a nação atleticana o merece. O torcedor alvinegro, mais do que qualquer outro torcedor neste país ou no mundo, é o mais apaixonado animal racional que existe.

Quando o time mais precisou, ele lotou a Arena do Jacaré e apoiou durante os 90 minutos, seja sob um sol inclemente ou debaixo de temporal.

Tudo para impedir a iminente queda. E mesmo diante das várias derrotas em nossa casa, o atleticano, frustrado,  saía xingando cobras e lagartos, mas não se permitia faltar no jogo seguinte.

Pois ele sabe que o grito de guerra  de cada um é essencial para compor o urro gutural que brota do coração da massa alvinegra.

E a torcida, que grita Galo nas dificuldades, quer gritar Galo também nas campanhas vitoriosas e nos títulos há tanto tempo desaparecidos.

Para que isso aconteça, há de se refletir. Erros e acertos deverão ser postos na mesa e avaliados com rigor e olhar crítico.

Decisões amargas devem ser tomadas para que 2011 se converta na nossa redenção.

Pois chega de sofrer tanto! O coração não aguenta mais tantos percalços!

Obs: Nesta semana, discutiremos o plantel do Galo no L&N. Preparem-se para participar.

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PALMEIRAS 0 X 2 ATLÉTICO.

O Galo fez uma partidaça!

Não, não fez. Eu estou brincando, obviamente.

O Galo jogou a continha do chá, como disse (no twitter) o meu amigo Marco Lúcio Faria, autor do excelente blog Conteúdo Diverso (link ao lado).

Deu pro gasto, como diria a maioria.

Nos primeiros 15 minutos, qualquer observador atento entenderia _ equivocadamente _ que o Palmeiras é que estava nas últimas posições na tabela, não o Atlético.

Pois o time verde de São Paulo corria uma enormidade enquanto o Galo só cercava e fazia pose para fotos.

Sinceramente, não entendi a atitude em um momento tão grave.

Mas a partir daí, a equipe alvinegra resolveu se esforçar um pouco mais e acabou tomando as rédeas do jogo.

A mudança de astral coincidiu com a entrada de Neto Berola, que quer queiram quer não, é um jogador endiabrado e altera a temperatura e a pulsação da partida.

Pode não ganhar todas e perder bolas ridículas. Pode até ser meio aloprado e dispersivo, admito. Mas o Galo precisa de atletas como ele, esta é que é a verdade.

Hoje Tardelli estava jogando um simples feijão com arroz. O que é muito bom também.

Mas Berola botou um ovo com gema mole por cima. E acrescentou um tomatezinho italiano, com algumas gotinhas de azeite para aprimorar o sabor.

O fato é que Neto Berola facilitou a nossa vida hoje, pois não jogamos quase nada.

Custo a crer que existem atleticanos que não gostam dele. Eu os respeito. Porém, já tivemos jogadores parecidos com o baiano _ em estilo _ que se tornaram ídolos eternos da Massa.

Buião e Vaguinho são apenas dois bons exemplos de atletas que estão incluídos nesta categoria. Quando desembestavam pela direita com a bola dominada, só eram parados a tiros.

E ambos estiveram na seleção brasileira quando os jogadores do eixo Rio/SP tinham preferência e camarote VIP.

Na realidade, o que vi de bom hoje? Um surpreendente toque de bola.

E o que isso significa? O mesmo que dizer que o trabalho de Dorival Junior é melhor do que pensávamos.

O time jogou mal, mas se manteve numa linha tática organizada, com coberturas em todos os setores. Eu vi, apesar de uma partida ruim, um conjunto equilibrado em Araraquara.

Pode-se questionar excesso de passes errados, jogadas equivocadas, zagueiro carregando e perdendo bolas fáceis, espaços no meio, etc.

Todavia, não dá mais para dizer que o Galo não tem padrão de jogo, como no tempo do moleque irresponsável.

Mas os times que têm padrão de jogo também erram. E o Galo hoje errou demais. Ainda existem deficiências gravíssimas que Dorival Junior só corrigirá em 2011. Principalmente nas laterais.

Se o time reserva do Palmeiras fosse mais forte, estaríamos todos desesperados neste instante.

Mas ganhamos e sabemos que 3 pontos são o calmante mais eficaz do mundo desde que o futebol foi inventado.

O Avaí venceu o Atlético-GO e foi a 40 pontos, 2 apenas abaixo do Atlético. Não foi um bom resultado para nós. Se o Avaí tivesse perdido, o que o tal do Roman _ juiz que prometeu processar o Kalil _ fez de tudo para evitar, nós estaríamos praticamente livres.

Em contra-partida, o Goiás perdeu e está matematicamente rebaixado. Isso garante que iremos enfrentar um clube sem nenhuma ambição no próximo domingo.

E, provavelmente, mediremos forças com um São Paulo sem chances de se classificar para a Libertadores no apagar das luzes do campeonato brasileiro de 2010.

O nosso caminho não é dos mais difíceis por conta do fator psicológico.

Mas se não mantivermos o foco no jogo sério, corrido e pegado _ e dando a devida importância às nossas claras limitações _ podemos transformá-lo em um drama digno dos filmes de Ingmar Bergman.

Pode até ser com final feliz, mas mesmo assim um drama de arrancar o tampo da cabeça sem anestesia!

É um simples alerta, senhores jogadores. Nada que os senhores não superem com muita luta e MUITA RAÇA!!!

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ATLÉTICO 4 X 1 FLAMENGO. EXPLODE, CORAÇÃO!

Uma vitória maiúscula de um time solidário em todos momentos do jogo.

Uma vitória para aquecer e explodir os nossos corações alvinegros!

Vencemos com raça, com amor, com sangue no olho e com o coração na ponta da chuteira.

Dorival Junior conseguiu penetrar na alma dos jogadores e retirar de cada um a essência mais profunda do que significa vestir esta camisa adorada.

E eles se doaram em campo de uma maneira que ainda não tinha sido vista neste campeonato.

A raça que demonstraram desde o primeiro minuto, além da incrível vontade de vencer, também miravam um alvo na beirada do campo. Uma figura patética, um personagem de filmes de terror.

Exatamente como eu havia dito na prévia do confronto, no post anterior:

“Nada no universo energiza mais um atleta do que se ver frente a frente, numa partida de futebol, com o causador principal de suas amarguras.”

Pois bem. O Galo meteu 4 gols como poderia ter metido 6 ou 7 no time desse moleque irresponsável, o incompetente que nos colocou numa situação constrangedora na tabela de classificação.

E, enquanto a equipe de Dorival Junior jogava coletivamente, ocupando espaços e se deslocando com rapidez, o Flamengo atuava como o Atlético de sua triste época: tímido, abatido  e totalmente exposto a turbulências.

Apesar de um início meio claudicante, o Galo jogou muito nesta noite.

Leandro, por exemplo, fez a sua melhor partida pelo alvinegro mineiro e Renan Ribeiro pôde assegurar ao pseudo-treinador do Flamengo que ele perdeu uma gigantesca oportunidade de promover um gigantesco goleiro.

E se o tivesse valorizado naquele tempo, certamente não teríamos deixado escapar tantos pontos de forma imbecil.

A bola que o nosso jovem goleiro defendeu numa cabeçada de Val Baiano foi vital. Se aquela bola entrasse, o jogo se tornaria dramático, não duvidem.

Compactação e velocidade nos contra-ataques. Há tempos eu não via o time se utilizar desses dois fatores fundamentais. Pois hoje eu vi!

Entretanto, os primeiros vinte minutos do segundo tempo encontraram um Atlético acuado na defesa, sem saída para os contra-golpes e errando seguidos passes em áreas perigosas do campo.

Havia necessidade de um jogador que amaciasse a bola, organizasse o jogo e municiasse os atacantes. Com esse intuito, Dorival Junior lançou mão de Ricardinho, o atleta ideal para esse tipo de jogo.

E a bola ficou redonda novamente! Poucos minutos depois, Tardelli, que na minha visão ainda não é craque, fez um gol que foi uma verdadeira obra de arte. Um gol não de craque, mas de cracaço!

E a nossa alegria, dois minutos depois, virou pura loucura, quando Renan Oliveira invadiu a área como um bólido, dividiu com o goleiro e guardou a criança nos fundos das redes.

O mesmo Renan Oliveira que me causou uma renantite aguda durante tanto tempo. O mesmo jogador para o qual eu reservava as críticas mais ácidas. E não me arrependo, ele as merecia.

Mas o garoto voltou da Bahia movido a acarajé apimentado, com outra atitude dentro das quatro linhas. Hoje ele corre, marca, lança, divide e encara o jogo como uma coisa séria. Seja muito bem vindo de volta, Renan. Assim dá gosto vê-lo!

Além dos dois gols, ele ainda foi o autor da jogada do primeiro. Objetivamente falando, Renan Oliveira foi o nome do jogo, não há que se discutir.

Apesar de Réver, Zé Luis e Werley terem sido verdadeiros monstros no gramado e Tardelli ter jogado uma partida impecável, se deslocando em todas as partes do campo.

Obina, por mais respeito que tenha demonstrado ao Flamengo na não comemoração do gol, correu como se o rubro-negro fosse objeto de todo o seu ódio. Hoje o nosso bom baiano atuou com a faca nos dentes.

Destaco também Rafael Cruz, Serginho e Diego Souza da forma mais positiva possível, pois deram um sangue danado em busca da vitória e foram muito importantes na obtenção deste fantástico resultado.

E quero exaltar o acerto das substituições de Dorival Junior, embora Mendez tenha entrado mal. Mas tenho muita fé neste jogador. Quem viver, verá.

Enfim, para encerrar, foi um castigo merecido para quem ludibriou milhões de atleticanos apaixonados.

Mas o castigo desta vez veio montado na Ferrari mais veloz. Não vermelha, mas preta e branca, da cor exata do que pulsa orgulhosamente em nosso peito!

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GUARANI DE CAMPINAS 0 X 0 ATLÉTICO. UM PÉSSIMO RESULTADO!

O Galo tinha tudo para fazer 3 pontos contra o Botafogo. Não o fez.

Tinha tudo para abiscoitar 3 pontos contra o Guarani. Também não logrou êxito.

Nas duas últimas partidas, apesar da necessidade absurda de somar pontos, de 6 disputados só levou 1.

Desta maneira, fica realmente difícil! Quase impossível, para ser franco.

Será que aquele gol do Botafogo está revirando as cabeças dos jogadores atleticanos até hoje a ponto de, como uma kriptonita, pulverizar a força mental do grupo?

Pois eu não vi, nesta partida, a mesma auto-confiança que captei nos embates contra o cruzeiro (primeiro tempo) e Botafogo.

O que enxerguei foi um time inseguro, com medo de ousar, com seguidos passes errados e uma série de jogadas bizonhas.

Se no primeiro tempo não matou o jogo, na segunda etapa quase entregou o ouro aos bandidos!

Em determinado momento, os nossos atletas de meio viraram atacantes e abandonaram os zagueiros à sua própria sorte.

Posso afirmar, com plena convicção, que o melhor defensor do mundo não conseguiria render nem 10% de seu futebol atuando pelo Galo. É impossível!

Nesta noite, a dupla de zagueiros alvinegros não enfrentou somente o Guarani de Campinas. Enfrentou também o nosso ataque, que perde bolas com uma facilidade inacreditável!

Pois Tardelli, Obina e Diego Souza se converteram nos principais municiadores dos contra-ataques bugrinos.

Lances que poderiam resultar em gol alvinegro eram desperdiçados no nascedouro, sem efetivamente levarem perigo ao gol de Emerson, que só fez grandes defesas no início do jogo.

A bola gira pra cá, gira pra lá, mas as jogadas agudas em direção às redes adversárias não existem.

E lá vem Tardelli perdendo outra jogada e tome contra-ataque! Ah, se não fosse Renan Ribeiro…

A equipe só deu sintonia fina às tramas de ataque quando Renan Oliveira entrou no lugar do assistente vip dentro do gramado, Diego Souza.

Pois Renan Oliveira, com atitude de gente grande, ocupou espaços, lutou em campo, se movimentou e arredondou passes e lançamentos.

Enfim, poucas vezes eu vi o Atlético jogar tão mal contra um time de segunda categoria, como o Guarani, que os campinenses me perdoem a sinceridade.

O time persiste não dando liga e temo que na reta final, quando todas as forças deveriam se unir dentro de campo como um mutirão, o gás, tanto físico quanto mental, esteja se esvaindo. Oxalá eu esteja errado.

Os destaques positivos são Renan Ribeiro, com um milagre no primeiro tempo, Réver, Werley e Renan Oliveira.

Os destaques negativos são RAFAEL CRUZ, Leandro, Alê, Mendez, Diego Souza e Tardelli.

Já começo a rezar. Se repetirmos a partida de hoje contra os próximos adversários, escaparemos só mesmo com muita proteção dos deuses alvinegros.

E, nesta altura do campeonato,  não posso garantir que eles não estejam tremendamente irritados.

Eu não quero, com isso, desiludir ninguém, meus amigos. Mas o respeito à inteligência de cada leitor me impede de ficar aqui fantasiando e inventando balelas.

Se você pensa diferente, opine a respeito. Este espaço é democrático e aceita os mais diversos pontos de vista.

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ATLÉTICO 0 X 2 BOTAFOGO.

Esta crônica talvez se torne uma das mais contestadas neste 1 ano de existência do L&N. Certamente muitos não concordarão comigo.

Porque eu vou elogiar o time, ao invés de criticá-lo ferozmente, mesmo tendo plena consciência de que a nossa situação se tornou muito mais grave do que antes.

Estamos em um momento que não podemos nos dar ao luxo de deixar oportunidades de somar pontos escorrerem por entre os dedos.

Entretanto, foi o que aconteceu na partida de ontem. E mesmo assim, eu não vou descer a lenha na equipe.

Um time que lutou, de forma organizada, do princípio do jogo até os 30 minutos do segundo tempo, quando se abateu com o primeiro gol do Botafogo.

A partir daí, o desespero travou as mentes dos jogadores e o segundo gol era mera questão de tempo acontecer, pois o time do Galo abriu mão de sua força defensiva para se lançar em busca do empate.

O Galo jogou muito bem, embora tenha desperdiçado a chance de enfiar uma goleada de mão cheia no time carioca, que se transformou numa pedra em nosso sapato. Aliás, uma pedra não, já virou um rochedo de 1 tonelada!

Para se ter uma idéia, no instante do primeiro gol, o Atlético tinha 70% de posse de bola contra 30% do Botafogo, que não sabia o que fazer em campo.

O comentarista Nori Noriega, do Sportv, disse que o Galo caiu na armadilha do Botafogo, quando minutos antes tinha dito que o clube do Rio estava totalmente perdido. Chamo isso de oportunismo de quem não entende de futebol e sai por aí soltando pérolas ridículas em rede nacional.

O Galo não enredou em armadilha nenhuma. A verdade é que o resultado caiu no colo do Botafogo quando este fazia das tripas coração para segurar o empate. Neste momento, eles devem estar ajoelhados, contritos, agradecendo ao Pai Santíssimo e a todos os santos!

O Atlético dominou as ações em todos os setores do campo. O time de Dorival Junior é completamente diferente daquele do moleque irresponsável.

A pegada é firme, as coberturas dos laterais são automáticas, o preparo físico melhorou muito e a transição de defesa/meio e ataque tem muito mais velocidade.

Pena que perde tantos gols feitos. Obina precisa tornar a jogar o feijão com arroz de antes. Simplicidade é tudo num centroavante rompedor.

Tardelli necessita ser mais agudo em direção ao gol, como foi em 2009.

A água de coco e o sol inclemente de Salvador fizeram bem a Renan Oliveira, que melhorou muito a sua atitude dentro de campo. Não estou falando de futebol, pois deste ele tem a manha. Estou falando de sangue nas veias!

Enfim, para ser franco, eu gostei do time, embora persistam as falhas no meio de campo, aonde ainda cedemos espaços em demasia. Mas bem menos do que antes, quando se marcava só com o pensamento e um sopro, de vez em quando.

Faltam agora somente 6 partidas, das quais temos de vencer 3 e empatar pelo menos uma. Ou seja, a nossa produtividade terá de ser acima de 50%.

Eu ainda acredito. E você, caro amigo, o que pensa a respeito?

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ATLÉTICO 1 X 1 PALMEIRAS

_ Um goleiro inseguro e fraco.

_ Um time desinteressado em dividir as bolas, muito menos em correr em busca da vitória.

_ Nada dá certo porque nenhum jogador  se doa em campo, ninguém está ali para botar o pezinho em dividida.

_ Cada atleta está pensando mais na balada do que na sua profissão, até porque o técnico é um zero a esquerda, omisso e incompetente.

Este ERA o time do moleque irresponsável, o grande projeto furado do “enganador-mor” do futebol brasileiro.

Mas não é o objetivo de Dorival Junior.

Dorival é sério, trabalhador e presente. Trabalha duro a semana inteira (todos os dias e não só na sexta-feira), conversa com os jogadores, troca idéias, bota para jogar os melhores, não dá murro em ponta de faca e não se sustenta na base da garganta.

Hoje o Galo atuou com o time reserva. Mesmo assim, apesar dos sustos, deu um calor danado no time titular do Palmeiras. Hoje os atletas correm, dividem, suam sangue em busca da vitória.

Alguns são, claramente, limitados tecnicamente. Contudo, mesmo estes ajudam o conjunto. Fazem parte da estrutura e com ela contribuem com o seu quinhão de esforço.

Nem parecem os mesmo jogadores que, por tanto tempo, zanzavam como um grupo de zumbis dentro das quatro linhas.

É por isso que eu louvo o empate de hoje. E não porque tenha jogado um futebol primoroso, um futebol perfeito e fluente em todas as suas linhas.

Não, não sou um analista tão alucinado assim. Sou um atleticano ferrenho, daqueles que torcem contra o vento, mas na hora de destrinchar o jogo, eu procuro interpretá-lo da forma como aconteceu.

Mas ninguém pode negar que o Atlético vem apresentando, desde a chegada de Dorival Junior, um jogo mais coordenado, mais organizado e com as peças  mais ajustadas em campo.

Isso acontece com o time titular e se repete na formação reserva, como ocorreu hoje.

Pode-se dizer que o Galo empatou o jogo em casa ou atuou mal, mas já não temos o direito de afirmar que foi um bando em campo, como até bem pouco tempo.

Existe princípio, meio e fim na equipe. Um desenho tático lógico.

Na partida de hoje, o Galo encarou o Palmeiras de igual para igual. E Renan Ribeiro e Deola foram as principais figuras no gramado.

Renan Ribeiro, ratificando a sua condição de titular absolutíssimo, fez defesas fantásticas e deu segurança à zaga, como nenhum outro goleiro nos últimos anos.

A pegada no meio é completamente diferente de antes. É firme e concatenada. Vai um, fica o outro. Se você for, eu lhe cubro. Não significa dizer que a marcação no meio está 100%. Longe disso. O crescimento será gradual e constante.

A equipe se tornou mais rápida, até a reserva. Sabem porque? Por aquilo que eu falei repetidamente aqui no L&N: quando os jogadores sabem aonde está o seu companheiro, basta dar o toque.

Não há necessidade de ficar procurando desesperadamente um cara vestido de preto e branco para tentar o lançamento. Isso atrasa o jogo e cede contra-ataques.

Treinamento bem aplicado é e está sendo a solução. E uma conversinha motivadora aqui e outra ali. Mais nada. Acreditem em mim, eu já estive lá dentro.

Algumas peças se destacaram hoje. Para aquele que acha que Cáceres foi culpado no gol do Kléber,  eu gostaria de vê-lo impedindo um gol com o atacante de frente e você tentando alcançar a bola e ao mesmo tempo, cortá-la para trás ou para o lado.

É praticamente impossível, amigo. Cáceres foi o porto seguro da defesa hoje. Não perdeu um lance sequer.

Zé Luis foi outro gigante no meio, assim como Mendez. Aliás, Mendez está se recuperando. Quem viver, verá este equatoriano dar muitas alegrias à Massa.

Nos destaques negativos, Diego Macedo cada dia pior, tanto quanto Jairo Campos e Ricardo Bueno.

No mais, espero que na segunda partida, a arrogância típica do Palmeiras seja um imenso trunfo a nosso favor. Posso garantir que eles saíram daqui se sentindo classificados.

Mas se o Galo, daqui há quinze dias, já estiver fora de perigo no campeonato brasileiro, o Palmeiras pode se deparar com o nosso time titular.

E aí a cobra vai fumar um belo charuto cubano!

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CRUZEIRO 3 X 4 ATLÉTICO. E TODA ARROGÂNCIA FOI CASTIGADA!

Sabem aquele vizinho que se acha o gostosão do pedaço e é arrogante até não mais poder?

Sabem aquele colega de trabalho que arrota as maiores besteiras como se fossem a mais pura expressão da genialidade?

Eu tenho certeza de que vocês sabem, pois já passaram por isso. E quem não teve de tolerar uma pessoa assim em algum momento da vida?

Pois foi exatamente o que suportamos antes do clássico: um vizinho destilando arrogância e um colega de trabalho com a empáfia transbordando pelo ladrão.

Mas a certeza que eles tinham da vitória foi pro ralo com a rapidez de um Fórmula 1.

E não foi uma derrota de 1 ou 2 não!

Foi de 4, atendendo aos insistentes pedidos dos próprios cruzeirenses, porque, sei lá por quais motivos, é essa a posição preferida deles.

Não estou tripudiando sobre os derrotados, mas não existe nada melhor nesse mundo do que saborear uma vitória sobre o mauricinho da rua G, quando o mauricinho da rua G canta vitória antes da hora.

Ganhar do cruzeiro é o supremo prazer da vida de quem tem o sangue preto e branco.

Ah, meus amigos, é como fazer amor com a Cameron Diaz. E se isso é tripudiar, então estou tripudiando mesmo e pronto!

Mas vamos à história do jogo:

O Galo entrou em campo concentrado. Congestionou o meio de campo e não permitiu que os moços azuis, principalmente Montillo, o tal cabalero azul (é cada apelido delicado que vou te contar!), fizessem algo de produtivo.

E quando o Atlético já metia 2 a 0, o juiz marcou um penalti que só ele, em sua criativa imaginação, viu.

Ainda bem que a arrogância traiu Montillo, que tentou uma cavadinha para humilhar Renan Ribeiro. E o tiro saiu pela culatra.

O castigo veio a jato, logo a seguir, com Obina dividindo uma bola cruzada por Serginho e botando a terceira bolinha na caçapa.

O primeiro tempo foi do Galo até os 30, 35 minutos. Compacto no meio, forte nas pegadas e com todos os atletas se ajudando, não se incomodou em jogar feio na defesa ou em qualquer lugar aonde a bola fosse objeto de disputa.

Se a equipe tivesse ido para o intervalo sem levar aquele gol do Gilberto, a história do segundo tempo teria sido outra.

Mas levou. E isso fez com que o cruzeiro se motivasse e se apegasse a uma centelha de esperança.

Esperança esta muito reforçada pela atuação do trio de árbitros, que vestiu a camisa do clube do lado assoreado da lagoa desde o início do jogo.

Faltas inventadas, cartões amarelos em profusão só para os jogadores alvinegros, vistas grossas para as faltas do cruzeiro, 5 marcações de impedimentos inexistentes, etc, etc, etc.

Isso significa dizer que o Galo, além de enfrentar uma boa equipe (que, sem dúvida, o cruzeiro é) também enfrentou quem tinha a obrigação de ser imparcial e não foi.

Nós temos ainda vários problemas de conjunto e de postura. Se não os tivéssemos, o resultado teria sido uma sonora goleada.

No mínimo, 4 a 1. Pois a partir do quarto gol, desceu aquela névoa costumeira na cabeça dos jogadores, que se distanciaram uns dos outros e não persistiram na pegada que imprimiam antes, além de se retraírem ainda mais.

A verdade é que houve uma certa acomodação.

Deram espaço novamente e o cruzeiro aproveitou o cochilo para marcar mais dois.

O incrível é que, ao encostar no placar, a equipe azul se cansou. E não incomodou da forma como vinha fazendo desde o apito inicial da segunda etapa.

E o Galo pôde respirar novamente. Dos 35 minutos até o fim do jogo, foi o único momento em que o Galo não levou sufoco, por mais curioso que possa parecer.

E quase marcou o quinto gol em um contra-ataque rápido com Daniel Carvalho, que só não converteu porque não tem o pé direito.

Não vou ressaltar os destaques do Galo, porque a vitória foi de todos e posso cometer injustiças. Louvem-se a luta e a raça demonstradas pelo time.

Contudo, não falar das atuações de Réver e de Obina  também seria injusto.

Réver foi o melhor jogador da partida. O capitão alvinegro se multiplicou em campo. Tanto pelo alto quanto por baixo, foi um monstro. E gritou com todos o tempo inteiro. Posso dizer que é o zagueiro dos sonhos atleticanos. Uma verdadeira muralha ali atrás.

E a presença de Obina na área foi fundamental para o resultado. Ao marcar 3 gols em uma partida tão importante, Obina se consolidou como um verdadeiro ídolo da Massa.

Enfim, espero que o Galo aproveite este resultado espetacular para se fortalecer mentalmente.

Agora fora da zona de rebaixamento, tem tudo para se distanciar e consolidar uma firme recuperação sob o comando inteligente de um técnico de verdade.

O manto sagrado está sendo respeitado novamente, depois de quase ter sido rasgado por um moleque irresponsável.

É a hora da retomada. É a hora de partir para as cabeças, meu Galo!

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ATLÉTICO 2 X 0 AVAÍ

Se estivéssemos no ano passado, eu diria que dificilmente vi o time jogar tão mal uma etapa inicial de partida.

Mas como neste ano de 2010 nos acostumamos a ver a equipe jogar um futebol de categoria duvidosa, já não salta aos olhos tamanha mediocridade.

Virou paisagem para nós.

O que se notou de positivo desde a saída de bola é que o Galo está lutando  muito mais do que no tempo do pseudo-técnico que só tinha gogó.

Mas futebol que é bom…

Ontem, na primeira etapa, quem levou mais perigo foi o Avaí. Não fosse Renan Ribeiro, cada dia melhor, estaríamos ferrados e mal pagos.

Em um dos lances, Renan Ribeiro, com grande elasticidade, levou o drible mas conseguiu dar um tapinha na bola, o que fez com que Roberto chutasse de canela e errasse o gol vazio.

Em outra, a nossa zaga abriu e o cara encheu o pé. Renan segurou firme, sem rebote.

E ainda defendeu uma bola dificílima no segundo tempo, quando se esticou todo para espalmá-la para córner.

Seguramente, posso dizer que “habemus” goleiro! E um goleiraço, por sinal. E pensar que gastamos uma grana dobrada com Fábio Costa, Marcelo… e deixamos, por conta dos seguidos frangos, preciosos pontos para trás.

Pontos estes que hoje fazem uma falta danada!

Dorival mexeu na equipe no intervalo e mudou o panorama da partida.

Berola _ que substituiu Daniel Carvalho _ enlouqueceu a defesa do time catarinense. Deu o passe de calcanhar para o gol de Rafael Cruz e ainda fez o segundo, depois de um lançamento espetacular de Diego Souza.

Se Berola atuasse 100% concentrado em todas as jogadas, seria um dos principais atacantes do futebol brasileiro. Mas não é assim, ele alterna jogadas de craque com lances bizonhos.

Tomara que Dorival Junior tome providências com uma conversinha ao pé do ouvido.

Os erros de passes permanecem se repetindo de segundo em segundo. O nosso time perde bolas com uma facilidade inacreditável.

E os espaços no meio de campo continuam escandalosamente escancarados. A verdade é que Dorival Junior, apesar de ter melhorado o jogo coletivo, ainda não conseguiu implantar um sistema à sua imagem e semelhança.

E nem houve tempo para isso, sejamos justos.

Mas sinais positivos se notam sim. Os jogadores estão mais irmanados e se ajudando em campo. Ontem, Daniel Carvalho, em um contra-ataque do Avaí, foi dar combate em nossa área porque os zagueiros estavam no ataque.

Embora suor e luta não estejam em falta na era Dorival, os atletas foram tão mal treinados durante tanto tempo, que a impressão que eu tenho é que em todos os jogos são reunidos pela primeira vez.

Assim como uma pelada de fim de semana.

Mas o importante é que vencemos e se não fosse a vitória do Atlético-GO, já estaríamos hoje respirando ares bem menos poluídos.

E se continuar somando pontos jogando mal como ontem, deixaremos a Z-4 dentro de pouco tempo.

Isso é o que importa nesse momento.

Nada mais.

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ANALISANDO DESEMPENHOS DO ÚLTIMO JOGO…

Vamos à análise do desempenho de cada jogador no último jogo:

Renan Ribeiro: O primeiro gol do Atlético-GO foi uma pedrada indefensável. Mas o jovem goleiro deveria saber que o batedor goiano só cobra as faltas daquele jeito. Então, poderia ter armado a barreira de forma a fechar o meio e não o ângulo esquerdo. Questão de experiência, que ele não tem ainda. No segundo gol, demorou a sair no abafa. Mas se comportou bem no restante do jogo. Nota 7.

Diego Macedo: A melhor partida com a camisa do Galo. Do primeiro ao nonagésimo minuto, correu muito. Era a válvula de escape que o Galo tinha para contra-atacar ou sair jogando. Talvez tenha sido, por isso, o jogador que mais pegou na bola. Dentre as dezenas de passes que deu, só errou um. Nota 8.

Réver: Algumas falhas de posicionamento ou de perda de tempo de bola, mas mesmo assim, jogou bem. Marcou um golaço, um dos mais bonitos do campeonato. Por isso, nota 8.

Werley: Tem uma vantagem sobre os outros zagueiros do elenco. É o mais rápido, não se pode negar. Os seus grandes problemas são a falta de impulsão para o cabeceio e a péssima saída de bola. Prefere rifar uma bola dominada do que dar o passe no pé. Entre falhas e acertos, nota 7.

Coutto: Não comprometeu em uma posição estranha para ele. E não foi culpado no segundo gol do adversário. Ele não alcançaria o atacante nem que tivesse um motor no pé. Mas se limitou a guardar posição e não serviu de opção ao ataque em nenhum momento. Nota 6.

Fernandinho: Não fez nada de melhor do que Coutto faria. Está sem noção de tempo e espaço por causa do longo tempo de inatividade. Porém, é mais incisivo no ataque. Nota 5.

Zé Luis: Está errando muitos passes, embora a sua presença na cabeça de área seja um alento para os zagueiros. Destrói bem, mas entrega mal. Está, gradualmente, aperfeiçoando a sua parceria com Alê. Nota 7.

Alê: Tem um jogo muito parecido com o de Zé Luis, com uma qualidade de passe bastante razoável. Jogou sempre com muita raça, procurando fechar a zona do agrião. Nota 7,5.

Renan Oliveira: Entrou sem ritmo no lugar de Alê, mas mesmo assim conseguiu chegar na bola antes do goleiro e entregá-la _ com açucar e com afeto _ ao Ricardo Bueno para a feitura do gol da vitória. Só por isso, nota 8.

Serginho: Ainda não se encontrou nesta temporada. Levou um cartão amarelo absolutamente desnecessário, além de não acertar passes de 5 metros. Pior, perde a bola constantemente e compromete todo o sistema defensivo. Tem potencial, mas não está demonstrando. Nota 4,5.

Ricardinho: Na atual circunstância, Ricardinho é fundamental para a equipe. Ele tranquiliza ali no meio porque tem clarividência, sabe aonde enfiar a bola. E não se limita a trocar passes laterais. Além disso, está correndo que nem um garoto. Parece que conseguiu escapar da caixa de areia do Mello. Nota 8,5.

Diego Souza: A exemplo de Diego Macedo, fez a sua melhor partida pelo Atlético. Muito mais vibrante que em outras oportunidades, fez um gol e deu o passe magistral para Renan Oliveira fazer a jogada do terceiro. E ainda recompôs o meio. Que melhore cada dia mais. Nota 8.

Obina: Correu muito, procurou se desmarcar, lutou pela bola como se fosse um prato de comida, mas nada que fez deu certo. Não está recebendo a bola entre os zagueiros, em progressão, daquele jeito que todo atacante rompedor gosta. Mas sempre vale pela luta. Nota 6,5.

Ricardo Bueno: Substituiu Obina e talvez tenha participado mais das tramas de ataque porque é leve e se desloca com uma facilidade maior. Mas precisa melhorar muito para se tornar um atacante letal. Fez o gol da vitória e por isso, recebe uma nota 7,5.

Dorival Junior: Escalou muito bem o time para o início de jogo e fez as substituições corretas no decorrer da partida. Mesmo que tivesse perdido, era o que ele tinha em mãos para mudar algo. Tem uma leitura de jogo muito mais apurada do que o “moleque”, que chegou aqui com a fama de ser o bambambam neste quesito e só fez besteira. Nota 9.

Pronto. A partir de agora, eu gostaria de ler os comentários dos leitores do L&N e verificar se as suas análises e notas são parecidas _ ou não _  com as minhas.

Galo sempre!

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ATLÉTICO-GO 2 X 3 ATLÉTICO.

Eu confesso que este não é o melhor momento para escrever esta crônica.

Talvez fosse mais racional  dormir algumas horas e conceder o tempo que a adrenalina exige para se tornar menos traiçoeira nas palavras do ser humano.

Mas eu não consigo, meus amigos!

Comentar uma vitória do Galo é o mesmo que um orgasmo simultâneo de um casal apaixonado, pois fazer amor com amor é milhões de vezes melhor que o sexo casual.

Entretanto, nem a adrenalina da alegria pode me tirar a consciência de nossas limitações, embora eu tenha enxergado uma nítida melhora no desempenho da equipe.

Melhoramos sim, na troca de passes, nas triangulações, na aproximação, nas tabelas, no 1-2, na paciência e na humildade de recomeçar a jogada quando algo não dava tão certo assim…

Certamente essa melhora se deve à conversa do Dorival Junior ao pé do ouvido de cada um. Pois treino que é bom, ele não teve tempo de ministrar.

Mas a facilidade com que o sistema defensivo do Galo insiste em tomar gols é preocupante. É como se fosse uma espada apontada permanentemente sobre as nossas cabeças ou uma bomba da Al-Qaeda prestes a explodir na nossa sala.

E o pior: ela sempre acaba explodindo na nossa cara!

Na verdade, o Galo, em nenhum momento do jogo foi pior que o Atlético-GO.

Perdeu os costumeiros rebotes? Sim, perdeu.

Roubou poucas bolas? Sim, poucas foram roubadas.

Porém, tivemos um fator positivo que não tínhamos em outros jogos: em termos defensivos, uma relativa melhora na pegada no meio de campo, embora a defesa tenha de treinar exaustivamente um posicionamento melhor.

Nada que nos faça entusiasmar, mas que nos leva à uma reflexão importante: Seria o Dorival Junior um mágico para amenizar um defeito que o “moleque” não conseguiu identificar em 9 longos meses?

Não, Dorival não fez mágica nenhuma. É que o “moleque” achava que bastava levantar os braços e dizer “abracadabra” que tudo se realizava. Trabalho e repetição, promotores da transformação dos sonhos em realidade no futebol, não existiam.

Tá bom, o time ainda tem muito o que melhorar, eu concordo. E bota muito nisso. Há muito o que se fazer nos próximos dias.

Mas, mesmo assim, foi gratificante ver que Diego Souza correu muito mais que em outros jogos, que o Réver marcou um golaço de bicicleta e que Renan Oliveira fez a jogada do terceiro gol aos 47 minutos do segundo tempo, depois de excelente assistência de Diego Souza.

Muitos acham que a minha renantite aguda é gratuita e prima pela pura pirraça.

Pois eu esclareço: Não é não! É fruto apenas da somatória de atuações ridículas de Renan Oliveira com a camisa do Galo.

Mas nesta noite, ele foi o cara que contribuiu com a vitória diretamente. E por isso, eu louvo a sua volta e o elogio. Que seja feliz desta vez.

Enfim, jogando bem ou jogando mal, mesmo que seja contra um time de pouco poderio técnico como o Atlético-GO, valeu a vitória. Ah, como valeu!

Não vou estender as críticas à performance do time, pois estou muito satisfeito com mais 3 pontos na sacolinha, embora mantenha a preocupação quanto à queda.

Porém, não é saudável sofrer por antecipação.

Torçamos para que Deus seja, no fundo, um atleticano. Masoquista pra caramba, mas atleticano!

Galo sempre!

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CEARÁ 0 X 0 ATLÉTICO.

A multa de rescisão que o Atlético deve ao pseudo-treinador anterior deveria, por uma questão moral, ser paga ao Dorival Junior como luvas.

Principalmente por sua alucinada coragem de assumir um time que não sabe absolutamente nada do jogo coletivo, aquele em que 11 jogadores fazem circular a bola entre si.

E quando perdem sua posse, procuram ocupar espaços _ por zona ou individualmente _ de forma organizada, fazendo com que, em cada disputa, o número de atletas do time seja sempre maior do que o do adversário.

E quem consegue ver isso na equipe do Galo? Eu não vejo, você vê?

Ontem, os primeiros 25 minutos foram totalmente do Ceará, que jogou sozinho. Um treino de ataque contra defesa.

Se o jogo fosse contra uma equipe mais forte, seguramente teríamos tomado uns dois gols pelo lombo afora.

Posteriormente, o Galo conseguiu igualar as ações e a posse de bola, mais por conta do esforço individual dos jogadores do que sustentados por um sistema de jogo (ou algo que se pareça com um padrão qualquer).

No segundo tempo, o Atlético voltou melhor e teve um certo domínio em alguns instantes. Ricardo Bueno, que entrara no lugar de Daniel Carvalho (mais uma vez contundido), perdeu um gol feito depois de driblar dois adversários.

E depois disparou a fazer lançamentos para o Ceará. Incrível como Ricardo Bueno sempre escolhe rifar a bola entre o companheiro e o oponente, ao invés de entregá-la limpa.

Obina não conseguiu jogar, mas a sua presença na área incomoda os zagueiros. Mas entendo a entrada do Berola, porque Obina e Ricardo Bueno são como água e óleo. Não se misturam e não se complementam.

Berola entrou para corrigir esse problema e fazer a bola chegar ao centroavante. Mas ele, quando tem a oportunidade, lança a bola para si mesmo.

Enfim, não gostei do que vi em todo o jogo e em todos os setores.

Como eu disse anteriormente, Dorival Junior suará sangue para fazer esse time jogar um futebol apenas razoável.

Se eu fosse seu assistente, a primeira dica que lhe sopraria seria uma solução emergencial:

_ Dorival, reforce a defesa urgente. Não pelo meio, pois já temos por ali dois volantes. Reforce pelas laterais, pois Diego Macedo e Eron são incapazes de tomar até pirulito de uma criança. Coloque 4 zagueiros em linha, como fazem os times europeus e como o Internacional já jogou por aqui.

Esta seria a minha dica para resolver o problema imediatamente. A partir daí, Dorival Junior implantaria uma nova saída de bola para o ataque.

Até mesmo _ hipótese meio assustadora  _  com Diego Macedo pela direita, sem obrigação de marcar. Posteriormente, já tendo outros laterais, retomaria o esquema atual.

Pois se continuarmos sem marcação nas laterais, vamos perder os jogos com uma facilidade tão grande que estaremos na segunda divisão várias rodadas antes do término do campeonato. Infelizmente.

O nosso treinador deve estar muito preocupado. Enxerga os pontos fracos do time, sabe como corrigí-los, mas não tem tempo de treinar o grupo por causa dos dois jogos por semana.

E a sua jornada não será nada fácil, devo admitir.

Desejo-lhe toneladas de sorte, Dorival. Estaremos sempre com o Galo aonde o Galo estiver, mas confio na sua capacidade de mantê-lo no melhor lugar.

Galo sempre!

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PACTO REAL OU SÓ PRA INGLÊS VER?

Ontem, quinta-feira, logo após chegarem de Curitiba, os jogadores se reuniram no Hotel do CT, conversaram sem a presença da comissão técnica e obtiveram a permissão do treinador para convocar a imprensa.

Ricardinho, Réver, Obina e Diego Tardelli representaram os demais.

Pontos principais:

1 – Os jogadores decidiram abrir mão da proximidade de suas famílias e vão concentrar-se durante 15 dias na Cidade do Galo, só saindo para viajar para os jogos fora. Querem se conhecer melhor e se unir com o objetivo de reagir no campeonato.


2 – Declararam que TODOS  são culpados. Isentaram tanto o presidente quanto o técnico.


3 – Diego Tardelli disse que o Galo tem um dos melhores elencos do Brasil, mas que ainda não provaram isso dentro de campo.


4 – Ricardinho chegou a estipular um prazo de 15 dias para que o Atlético saia da situação incômoda na tabela.


Eu, particularmente, gostei da atitude dos jogadores, certamente influenciados por Ricardinho, que é bom- caráter e exerce liderança positiva no grupo.

Se foi uma iniciativa deles, só deles, sem pitaco da comissão técnica, tenho mais é que acreditar em sua autenticidade e evitar fazer juizo de valor.

O fato não deixa de ser auspicioso, na minha opinião.

Afinal, na pasmaceira em que se converteu o clube, apesar de sapatadas frequentes de adversários muitas vezes medíocres (como o último), é de se elogiar o surgimento de qualquer fato novo.

Mas me reservo o direito de ficar quietinho no meu canto. Vou ficar de butuca e com o olho comprido, como dizia meu saudoso avô.

Pois palavras que geram esperança são sempre boas de se ouvir. Mas o que quero ver é mudança de atitude dentro de campo!

Então, que venha logo o domingo, para que possamos avaliar a reunião da quinta!

E você, o que achou do pacto feito pelos jogadores? Qual é a sua opinião?

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ATLÉTICO 2 X 3 SÃO PAULO. E 3 RAZÕES PARA O FRACASSO.

A hora é de reflexão sim, mas também de ação.

A nossa situação, depois de mais uma derrota, é séria demais para que nenhuma atitude seja tomada.

Não estou dizendo que tem de botar o Luxemburgo porta a fora, mas grande parte do que está acontecendo é sim de responsabilidade dele.

Se ele sair, o que eu duvido, não teremos ninguém à disposição no mercado dos professores. Isso é um fato inquestionável.

Por outro lado, sob pena de sermos tachados de omissos, não podemos permanecer do jeito que está, o que também é um fato inconteste.

Então estamos numa sinuca de bico? Sim, estamos numa monumental sinuca de bico!

E POR VÁRIAS RAZÕES. Uma delas foi a atitude ingênua de menosprezar a importância do volante defensivo, aquele que protege a defesa como um pitt bull.

Ter a seleção de 1970 como exemplo de esquema a ser utilizado 40 anos depois é, no mínimo, uma agressão à nossa inteligência.

A época de “cerca-lourenço” ficou lá pelos idos da década de 1980.

De lá para cá, o futebol se tornou muito mais físico do que técnico, embora nenhum atleta consiga jogar, do meio para frente, se não possuir um mínimo de habilidade.

A série de derrotas e a cascata de pontos perdidos na competição são fruto da fragilidade de nosso meio de campo. E eu vejo que até as pessoas que não entendem de futebol repetem o mesmo refrão.

Pois o fato é tão acintoso que salta aos olhos de qualquer um!

Mas um treinador, 5 vezes campeão brasileiro, resolveu, insanamente, ignorar uma lei básica no ludopédio do esporte bretão: aquela que diz que futebol se ganha no meio de campo!!!

Ontem, no primeiro tempo, o time foi bem. Mas o que mais chamou a atenção foi a correria, a garra imposta pelo Galo. E o esquema tático? Ora, todos sabem que o nosso time não tem esquema tático.

Mas a bem-vinda correria, que fez com que o Galo virasse o placar, desgraçadamente retirou do time o fôlego que precisava para imprimir o mesmo ritmo no segundo. E o pior: por falta de pernas, toda a capacidade de reação evaporou!

E aí encontramos a segunda razão para o fracasso sempre repetido: O preparo físico da equipe é deficiente demais para quem almeja algo. E não é de hoje não. Estamos com problemas nessa área desde o primeiro jogo.

Isso faz com que jogadores como Eron _ que ontem fez um primoroso primeiro tempo _ caiam tanto de produção na etapa final, como aconteceu.

O curioso é que tivemos, neste ano, uma longa pré-temporada e uma inter-temporada de 1 mês por causa da parada da Copa do Mundo.

Ou seja, em situação normal, o time estaria voando na ponta dos cascos. Porém, inexplicavelmente, não está! Será a caixa de areia do Mello? Ou uma caixa de ineficácia no setor de preparação física?

E a terceira razão que justifica o limbo em que estamos: as substituições promovidas pelo professor são uma tragicomédia à parte. Na maioria das vezes, no decorrer do campeonato, ao invés de fazerem bem ao time, fizeram mal. Essa é que é a verdade.

Ontem ocorreu mais uma vez. Até um cego sabia que Ricardinho não poderia nunca ser substituído por Mendez. Isso travaria o time e tiraria dele toda a condição de transição de bola da defesa para o ataque.

E foi exatamente o que aconteceu, mais uma vez.

Mendez deveria ter entrado no lugar do Fabiano e feito dupla no meio com Ricardinho. Simples assim.

E a cereja do bolo da incompetência foi a saída de Berola para a entrada do insosso, invisível e improdutivo Ricardo Bueno. Se ainda tínhamos alguém (Berola) capaz de construir jogadas de perigo no ataque, mesmo jogando mal, a nossa chance se diluiu como bolhas de sabão levadas pelo vento.

Com a entrada de Bueno, Obina também sumiu, o que é mais do que lógico. Não há centroavante que consiga jogar se a bola não chega nele. O contrário corresponderia ao milagre da multiplicação dos pães!

E não espere que a bola chegue aos seus pés ou na sua cabeça se você tem ao lado um Ricardo Bueno da vida.

Enfim, mais uma derrota facilmente evitável. Mais um vagão de ouro entregue aos bandidos por nossa própria incapacidade de avaliação e principalmente, de ação.

Só sei que o pânico começa a se insinuar em nossas mentes apaixonadamente atleticanas.

E, com isso, confesso que a palavra “projeto”  já me dá calafrios dignos de uma febre amarela!

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GOIÁS 1 X 3 ATLÉTICO. UFA! ATÉ QUE ENFIM UMA VITÓRIA.

Um primeiro tempo de dar calo no olho! Mas Ricardinho foi lá e arredondou a bola na segunda fase!

Confesso que eu temi o pior na primeira etapa. Bolas matadas na canela, gol do Goiás aos 4 minutos, o tradicional espaço no meio de campo, a bola não chegando ao ataque porque não havia meia de ligação…

A coisa permaneceu horrorosa até Obina sofrer o penalti. Foi como se um oásis com água fresca e tâmaras de polpas doces surgisse de repente no calor de Goiânia.

A alegria dos jogadores foi tanta que era palpável há mais de 950 quilômetros de distância. Por conta disso, ao final do primeiro tempo, o time que mais incomodou (e quase meteu o segundo) foi o Galo.

O que é a cabeça do ser humano, não é? Uma pitada de confiança em seu próprio taco faz uma diferença atroz! Ou seja, músculo e habilidade não representam nada sem o preparo psicológico que disciplina o cérebro.

O fator “confiança” em futebol ou em qualquer esporte é mais importante do que o talento! Acreditem, eu digo isso com conhecimento de causa. Já estive nas quatro linhas por muitos anos.

Um perna de pau confiante em si mesmo rende muito mais do que um craque instável com auto-estima baixa.

Quando Ricardinho entrou em campo substituindo Jackson _ que não jogou ou não pôde jogar _ a impressão que eu tive é que a bola ficou mais redonda, mais macia, mais esférica.

Muitos acusam Ricardinho de lentidão. Porém, se não fosse a cadência imposta por ele hoje, nós estaríamos amargando mais uma derrota.

E lento ou rápido, nenhum jogador pode ser ignorado se a sua ausência ou presença faz tanta diferença.

O fato é que, apesar de o Galo não fazer uma boa partida durante os 90 minutos (pelo menos, não a ponto de nos deixar mais otimistas), fizemos o mais importante: vencer o jogo e chegar aos 17 pontos, o que parecia inatingível, por mais triste que possa parecer.

Claro que o segundo tempo foi muito melhor. Mas não posso, em sã consciência, dizer que foi ótimo. Longe disso!

O segundo gol foi achado no milimétrico lançamento de 40 metros de Ricardinho, que não satisfeito, ainda lançou Obina para o penalti do terceiro gol.

O penta campeão do mundo coleciona 9 assistências e 4 gols dos 21  feitos pelo Galo, ou seja, 62% dos gols saíram de seus pés, segundo informações do  Leo Gomide, jornalista mineiro sediado em São Paulo e importante colunista deste L&N.

Hoje, como sempre, Rever se destacou (e bote destaque nisso) na defesa. Aliás, foi o capitão. E a braçadeira lhe caiu muito bem, diga-se de passagem. Tomara que continue envergando-a, mesmo com o retorno de Tardelli.

Serginho bateu todos os recordes de passes errados que eu já vi no Galo. Seria até interessante conferir estatisticamente, pois foi um verdadeiro absurdo.

E tome contra-ataque. Já passou da hora do Luxemburgo avaliar seriamente.

Fabiano também não marcou e não armou. Não fez uma jogada sequer que pudesse dizer, ao final do jogo, que contribuiu para a equipe.

Berola, na minha opinião, foi um dos melhores em campo, apesar de ter sumido do jogo nos 30 minutos iniciais. Mas se aparecer, a partir daí, com as jogadas espetaculares que fez, estará mais do que perdoado. E sempre será ovacionado.

O garoto é simplesmente imarcável quando enfrenta o zagueiro com a bola bem dominada. Parece um quiabo babento!

Enfim, não gostei do jogo, mas aplaudo de pé a vitória. Quem dera que jogássemos mal e vencessemos todas as partidas.

Seria sensacional!

Vamos pra cima deles, meu Galo querido!

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CORAÇÃO DE AÇO FERIDO, MAS NÃO SUBJUGADO.

Quando Obina chegou este ano, as opiniões a respeito de sua contratação estavam divididas. Muitos atleticanos não botavam fé em seu rendimento com a camisa do Galo, enquanto outros tantos vibravam com a notícia.

Foi recebido com festa no aeroporto e se emocionou. Foi sincero ao dizer que nunca tinha recebido tamanha homenagem.

Ah, a sinceridade, velha companheira e uma verdadeira impressão digital desse moço que cativa a todos por onde passa.

O bom baiano é humilde, coração aberto, sorriso radiante no rosto e dono de uma personalidade guerreira.

Gradualmente, foi recuperando a forma perdida nos meandros da disciplina frouxa do Flamengo e crescendo em campo, tanto como artilheiro, quanto como assistente em passes que resultaram em gol.

Além de seu trabalho incansável dentro de campo, com ou sem bola, Obina tem uma intensidade que poucos têm nas quatro linhas.

Pode até jogar mal, mas todos o enxergam em campo. Para o bem ou para o mal. Não desaparece e nem se omite.

Todas as suas jogadas, boas ou ruins, trazem a sua assinatura, o seu selo e o seu brasão.

Alguém poderá dizer que ele não é um craque. Mas nunca ninguém dirá que ele não se doa completamente para produzir o melhor de sua capacidade.

E a massa atleticana, desconfiada em sua natureza mineira e escaldada por tantos que aqui aportaram em tapete vermelho e depois sairam pela porta dos fundos, foi se rendendo aos poucos ao carisma de Obina.

Ao carisma e aos gols. Às assistências e à sua perseverança. Ao coração de aço do negão, que, enquanto a bola estiver dando voltas sobre si mesma, ele estará lutando igual a um leão.

Mas o sorrisão largo sempre colado no rosto abandonou-o quinta-feira passada. Em seu lugar, um esgar de dor e quase desespero.

Numa entrada desleal de um zagueiro assassino em  jogada assistida por um juiz omisso, Obina teve os ligamentos do tornozelo totalmente rompidos.

NA FOTO ACIMA, a imagem estarrecedora do momento exato em que o nosso centroavante sofre o impacto e dobra o tornozelo numa curva perigosíssima. Por milagre não ocorreu uma fratura.

Foi operado hoje pela manhã pelo médico do Atlético, dr. Rodrigo Lasmar.

Por 90 dias, Obina não ouvirá o canto da massa e nem sentirá o calor emanado das arquibancadas.

E tampouco nós o veremos no gramado. O que nos resta é torcer muito para que ele volte inteiro de saúde e completo de coração.

Porque se o coração de aço de Obina não se enferruja em 90 anos, que dirá em 90 dias. Foi ferido, mas não subjugado.

Esperamos por você, Obina. Que a sua recuperação transcorra da melhor forma possível. E que Deus lhe proteja.

Enquanto isso, em Santa Catarina, o zagueiro carniceiro dorme em paz…

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ATLÉTICO X ITUIUTABA. UM JOGO PARA VENCER!

Para encarar o Ituiutaba amanhã, Vanderlei Luxemburgo treinou o time ontem, sexta-feira, com algumas alterações em sua formação.

1 – Carlos Alberto substitui Coelho na lateral direita. Este é um claro sinal de que Coelho não está agradando ao técnico. Embora eu entenda que Coelho tem um enorme potencial e vem sendo um dos melhores nos últimos jogos, o técnico pensa diferente. Talvez por achar _ e eu concordo _ que Coelho não tem se destacado na marcação. E não tem mesmo. Quando combate, de duas uma: ou comete uma falta perigosa, ou é fintado com grande facilidade.

2 – Evandro no lugar de Muriqui. Eu não sei o que o Evandro tem que seduz todos os técnicos com um futebol tão abstrato que ninguém consegue enxergá-lo. Mas o treinador consegue ver, não se sabe com qual lupa, nem como nem porque. Embora Evandro seja, em todos os jogos, um dos piores em campo, permanece com o seu espaço reservado nas graças do comandante.

E Luxemburgo o testa substituindo Muriqui, para possibilitar o retorno ao esquema 4-4-2. Embora Muriqui venha em queda livre e perdendo muitos gols, ainda é uma válvula de escape para os contra-ataques, por conta de sua velocidade. E Evandro? O que ele é?

3 – Giovanni substitui Renan Oliveira: Está mesmo na hora de dar uma chance ao garoto nem que seja só no treino. Renan Oliveira vem jogando razoavelmente, dando assistências e até marcando gol. Mas o grande problema da revelação atleticana não é quando está com a bola, embora a perca com facilidade.

O seu principal embaraço é quando tem de recompor o meio de campo e compactar aquele setor. Aí pode esquecer do Renan. Ele desaparece de fininho, à francesa, e deixa todo mundo na mão. É isso que eu sempre reclamo dele. E neste aspecto, não melhorou absolutamente nada. Vai que Giovanni, que a maioria de nós nunca viu jogar, entre e arrebente! Isso já aconteceu outras vezes na nossa história, uai!

As alterações mencionadas não estão garantidas para o jogo contra o Ituiutaba, domingo. Luxemburgo diz  que “minha equipe vai saber jogar em todas as variantes” e talvez por isso, tenha feito experiências. Mas onde há fumaça, há fogo, diz o velho e sábio ditado popular.

A provável equipe (no 4-4-2)  para a partida de amanhã, no Mineirão: Aranha, Coelho (Carlos Alberto), Cáceres, Jairo Campos e Leandro; Zé Luis, Fabiano, Evandro (Muriqui) e Renan Oliveira (Giovanni); Tardelli e Obina.

É um jogo para ganhar de todas as formas. Nem que seja com gol de bunda. Mas temos de vencer para assegurar lugar entre os quatro primeiros, o que nos dará a vantagem de dois empates no mata-mata.

É o mínimo que esperamos para amanhã. Pra cima deles, meu Galo!

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O TOQUE DE CLASSE RETORNA.

Tardelli se recuperou do estiramento muscular grau 1 na coxa esquerda e está pronto para retornar ao time na partida desta quarta-feira, contra o América-TO.

Será um reforço e tanto. Tardelli faz uma falta enorme a esta equipe em formação.

A visão de jogo, a velocidade, o domínio de bola e a perfeição no passe fazem dele um dos melhores jogadores do país na atualidade.

E neste status, faria falta à qualquer equipe, não só ao Galo.

Tardelli tem a mesma importância para o time hoje, sem marcar gols, do que quando os marcava. E atualmente só não os marca mais porque Luxemburgo mexeu em seu posicionamento em campo.

No ano passado nós não tínhamos um centroavante enfiado na área. Então Tardelli é que se incumbia de jogar mais perto do gol. Daí, mais gols.

Hoje temos Obina por ali. E Tardelli se afastou da área para ocupar outros espaços em campo, afim de articular as jogadas de ataque e municiar o companheiro.

Longe do gol, longe dos gols.

Mas a sua contribuição à qualidade da equipe com a excelência de seu jogo permanece intocável.

Tardelli continua sendo o jogador mais importante do Galo, não há que se negar.

E seu retorno é benfazejo. Injeta um toque de classe que o Galo não tem quando ele não joga.

E nos acostumamos tanto com a sua presença que chega a ser estranho o time atuar sem ele.

Seja bem vindo de volta, artilheiro. O Galo precisa de você.

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