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NINGUÉM FALOU QUE SERIA FÁCIL!

Disputar 9 pontos nos últimos 3 jogos e só ganhar 2 significa queda de produção? Será que isso pode ser tratado como um apagão?

O fato é que estacionamos nos 44 pontos e só não deixamos escapar a liderança porque o Figueirense foi macho o suficiente para empatar um jogo em que estava perdendo de 2 a 0 para o Fluminense. E só não virou porque o bandeirinha inventou um impedimento e anulou um gol perfeitamente legal.

Aquela gordurinha foi-se. Defenestrou-se. Mas permite que o Galo siga como líder do campeonato mais difícil do mundo.

Na minha opinião, das 3 derradeiras partidas, o Galo só atuou mal no segundo tempo contra o Corinthians. Considero uma fatalidade o empate contra o cruzeiro. Nem os rivais acreditavam mais. E se a falta no Guilherme fosse marcada, seriam 3 pontos na sacolinha.

Devido à intensidade da disputa contra os smurfs da enseada, houve um natural relaxamento contra a Ponte Preta. Não estou dizendo que foi intencional, pois não foi. Embora cedendo espaços em profusão (por ter reduzido a pegada de outros jogos), agravado pelas equivocadas substituições (excessivamente ousadas) do Cuca, a equipe atuou bem.

Na primeira etapa, em pleno Pacaembu lotado, o Galo se impôs diante do Corinthians. A pegada voltou, o time marcou e atacou bem. Atuou como se estivesse no Independência. Bernard e Jô tiveram chances de marcar e não marcaram. Andam precisando treinar finalizações. Não adianta criar se não cravar a bola na casinha!

Entretanto, houve uma acentuada queda de produção no segundo tempo. Os erros foram demasiados e pela primeira vez neste campeonato, fomos dominados sem oferecermos a mínima resistência. Só reagimos quando Emerson foi expulso. E novamente fomos prejudicados com a anulação de um gol legítimo. Não houve falta do Leonardo Silva e nem impedimento. Nada vezes nada!

E, naquelas alturas, merecendo ou não, gol legal é gol no placar! Futebol é assim. Ou teríamos de abrir mão do gol porque jogávamos mal? Isso é puro surrealismo de torcedor que quer ver o time vencendo só dando show. Falácia absurda que povoou o twitter após o jogo. Fosse assim, o Fluminense não estaria na nossa cola. Pratica um futebol feio, cheio de chutões, maltrata a gorduchinha e, no entanto, está na ponta da tabela.

O sistema de marcação do Galo, desde a primeira partida, é baseado na recomposição de TODOS os jogadores sem a posse da bola. Até o Jô ajuda. É muito bacana para quem vê, mas extremamente desgastante para o atleta, não se iludam. Danilinho e Bernard talvez sejam os jogadores que mais correm quilômetros/partida no Brasil atualmente.

Isso tem um preço que se paga com pontos perdidos. O corpo humano tem seus limites. Cuca e Carlinhos Neves já devem estar dando tratos à bola na busca de uma solução que amenize esse desgaste. Se não for assim, a cada jogo a pegada será menor. E não será por preguiça, posso garantir com a mais absoluta certeza. Nem sempre querer é poder.

Enfim, espero que o Galo retome sua caminhada vitoriosa na partida de amanhã contra o Bahia e refaça a tal gordura. Este é o momento que a torcida atleticana mais precisa estar ao lado da equipe, mesmo que a momentânea instabilidade se estenda um pouco mais.

E entenda, caro irmão alvinegro, que ser líder faz de todo oponente um adversário com sangue nos olhos e potencializa suas virtudes, mesmo que poucas. Afinal, todos querem tirar uma casquinha do melhor time.

Então, bola para frente. Ninguém falou que seria fácil!

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PALMEIRAS 0 X 1 ATLÉTICO – NEM JUIZ, NEM CBF

Onde está aquele time sem garra, que passeava em campo, que não se importava com o número de gols que tomava?

Onde se encontra a equipe que errava passes de 3 metros, que não se recompunha sem a posse de bola e o meio de campo era uma verdadeira avenida por onde os adversários desfilavam?

Se você sabe a resposta, não me diga. Eu não quero saber. Quero é que aquele estado de espírito _ que nunca foi atleticano _ nunca mais passe perto da Cidade do Galo.

O que eu e todos nós ansiamos é ver a equipe que vimos ontem. Esta sim, encara um Palmeiras dentro de São Paulo e, com um jogo coletivo e de personalidade, domina a partida e vence adversário, juiz e CBF num pacote só.

Vencemos, mas fomos garfados descaradamente. Fizemos 3 gols legais para valer um. Não houve falta no gol do Jô (depois de monumental lançamento de Ronaldinho Gaúcho) assim como não existiu impedimento no gol de Rafael Marques. Fora as seguidas faltas inventadas perto de nossa área com a nítida intenção de oferecer  _ numa bandeja de ouro _ o empate ao Palmeiras.

Depois da contratação de RG49, as forças malignas escondidas nas sombras se juntaram para uma vingança à luz do dia. A atuação do árbitro ontem foi escancaradamente tendenciosa. Parecia instruído por superiores, não fazendo a mínima questão de ser sutil. Não havia nele nenhum temor de punição.

Há de se tomar medidas severas agora para não chorar depois. O presidente Alexandre Kalil tem de protestar formalmente  (mesmo na vitória) e divulgar o mais que puder esse roubo descarado. Não pode se limitar apenas aos poucos caracteres do tweet de ontem à noite.

Após a partida contra o Bahia, eu me manifestei no twitter. Preocupado, eu convocava a torcida atleticana de diversas correntes de pensamento para se juntar. Inclusive, desbloqueei todos aqueles com os quais, por um motivo ou outro, me desentendi. Penso que nenhum desentendimento é superior ao nosso amor pelo Atlético. Se queremos realizar os nossos velhos sonhos, temos de criar um ambiente de união para nos tornarmos fortes. Uma união acima de pessoas ou pontos de vista.

SEM ISSO, O GALO SERÁ PREJUDICADO SEM COMPAIXÃO, TENHAM A CERTEZA!

Quanto ao jogo contra o Palmeiras, o Atlético, apesar de um início claudicante, gradualmente foi tomando conta das ações e se impondo. Com uma defesa segura e protegida por Pierre e Richarlyson, além da recomposição de Danilinho e Bernard, o Palmeiras não encontrou espaços para as suas tramas.

Com uma dinâmica de jogo coletivo em todos os setores e com a raça dos grandes esquadrões atleticanos, cada bola foi recuperada como se fosse um território em disputa numa guerra.

Ronaldinho estreou em grande estilo. Livre para transitar em todos os lados, distribuiu o jogo, cadenciando e dinamizando de acordo com o que a partida pedia. Enfiou bolas entre a zaga, e ainda, colaborou na marcação ao ocupar espaços sem a bola.

E quero fazer justiça ao Danilinho. Ontem eu entendi muito bem porque Cuca não o tira do time: hoje Danilinho é o jogador mais tático do Atlético. Ouso dizer que, sem ele, até a liberdade de atuação de Ronaldinho Gaucho estaria comprometida. Isso porque ele cobre o lado direito de campo, do meio de campo e em alguns momentos, até os zagueiros. E esse nunca foi o seu papel anteriormente. Está jogando em uma posição onde não aparece para a torcida _ e daí a insatisfação _ mas que é fundamental para a compactação da equipe.

Pierre novamente mostrou para Felipão o que ele perdeu. Foi um monstro em campo! O “baixinho” Pierre ganha até bolas de cabeça disputadas com jogadores muito mais altos do que ele. A vontade de vencer é tanta que dota seus pés de molas e multiplica sua impulsão!

Destaco também a dupla de zaga, Réver e Rafael Marques, que estão se convertendo numa verdadeira muralha ali atrás. Não será fácil para os adversários marcarem gols no Galo. Assim como não será fácil para as defesas impedirem Jô de marcá-los. Foi, no final das contas, uma ótima contratação.

Enfim, todos os atletas, independentemente de terem atuado bem ou mal, deixaram sangue e suor no gramado.

Vitória maiúscula, do tamanho do nosso orgulho!

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