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ATLÉTICO 2 X 0 AMÉRICA – SEM ILUSÕES.

Aqui dentro da Arena, a poucos metros de uma torcida enfurecida, é fácil correr atrás de uma bola.

Quero ver se na Vila Belmiro, em terreno adversário, a disposição será a mesma.

De todo modo, tanto em postura, quanto em formação tática, o Atlético se apresentou bem ontem contra o co-irmão mineiro.

O 3-5-2, temerariamente lançado por Dorival Júnior _ pois foi treinado apenas uma vez _ propiciou fluidez ao time.

Os laterais tiveram liberdade para atacar e Patric, principalmente, aproveitou para jogar quase como um atacante. E foi muito bem desta forma.

Guilherme Santos também melhorou a sua performance, embora ainda não tenha atingido aquele esplendor das primeiras partidas.

Este esquema caiu como uma luva para Daniel Carvalho, que, de repente, não precisou locomover todo o seu peso para compor o meio defensivo. Ficou liberado para organizar os ataques e jogar com a bola nos pés.

Enfim, vi um meio de campo mais compacto, mais pegador. Tanto que o América incomodou Giovanni apenas uma vez em todo o jogo.

Richarlyson atuou dando suporte à zaga e à lateral esquerda. O mesmo fez Réver pela direita, assessorado por Serginho.

O 3-5-2 não é um esquema defensivo. Muitas vezes, torna-se muito mais ofensivo, ao mesmo tempo em que blinda a defesa. Eu sou totalmente a favor, sobretudo quando se constata que, no posicionamento anterior, bolas estufavam em profusão as nossas redes. Tinha virado festa.

Afinal, levar 11 gols em apenas 3 jogos não é para qualquer time não. Tem de ser muito, mas muito ruim para sofrê-los!

A vitória foi boa, claro. As vitórias sempre serão bem vindas. Mas não me iludo nem um pouco.

Falta à equipe aquela consistência dos grandes esquadrões. Aquela auto-confiança que traz o cheiro da vitória antes mesmo de subir as escadas do túnel para entrar em campo.

O conjunto alterna exageradamente bons e maus momentos dentro de uma mesma partida. E isso martela o emocional dos jogadores como se fosse um irritante bico de pica-pau.

Não é um time confiável, por enquanto. E quando será? Não dá para saber.

Se Dorival Júnior não descartar o 3-5-2, o que eu não duvido _ pois o nosso treinador tem a mania de trocar tudo de uma hora para outra como se fosse um gênio  ou um Graham Bell _ teremos sempre a necessidade de um homem de área.

E nesse aspecto, Jonatas Obina foi uma grata surpresa para mim. Meio desengonçado, um tanto desarticulado, corre parecido com Dadá Maravilha.

E tem uma pedrada na perna esquerda. Acabou marcando um gol e dando assistência para o segundo. O cara trouxe o que nos falta. É sortudo demais!

Excelente produção para quem chegou totalmente desacreditado e alvo de piadinhas na Internet.

Jonatas Obina foi o destaque inquestionável da equipe nesse jogo. Entretanto,  ainda tem muita lenha para queimar e não quero ser precipitado.

Em suma, foi mais uma vitória sobre um dos times considerados mais fracos neste campeonato. Dos fortes nós só levamos bordoada, até o momento.

Mas não deixa de ser saudável colocar 3 pontos na sacolinha… e esperar que a omissão imperdoável da diretoria em reforçar a equipe, não nos faça lotar capelas e igrejas em busca de ajuda divina!

Pois reafirmo novamente: Se este time não for fortalecido, nós vamos lutar para não cair!

E para a torcida, será mais uma dolorosa via-crucis,  jogo após jogo! Merecemos?

Com a palavra, o leitor e amigo do L&N.

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VOCÊ PENSA QUE É SÓ HOMEM QUE ENTENDE DE FUTEBOL?

O Galo que vimos em campo domingo é bem diferente de algumas partidas atrás. Confesso que não gostei da dispensas de Ricardinho e Zé Luiz. O armador do Galo era meu queridinho, pela qualidade técnica e pelos lindíssimos passes com que servia seus companheiros.

O volante Zé Luiz, pelos clássicos que fez, praticamente anulando Montillo, e também por ter sido muito profissional na semana da morte de seu pai, honrando a camisa que vestia.

Mas preciso fazer justiça ao meio de campo do novo Galo. Esta turma da base entrou em campo sabendo exatamente quem era seu adversário. Criados no CT do Galo, os meninos sabem o que é enfrentar o Cruzeiro. E entraram com fome de bola.

Giovanni parece ter chegado para assumir de vez a camisa 10. Vem fazendo ótimas apresentações e foi peça importantíssima para o time. Mancine que o diga, pois foi justamente a segurança de Giovanni na armação que desobrigou-o de fazer aquele papel de voltar lá no meio de campo para buscar a bola. Com isso, foi mais produtivo.

Bernard, por sua vez, se ainda pode melhorar a parte técnica, não se pode reclamar da força de vontade, que fez muita diferença, sim senhores.

O lateral Patric, mesmo tendo feito o gol da vitória, não fez boa partida. Perdeu a grandissíssima maioria das bolas que lhe chegaram aos pés, procurou sempre os caminhos mais difíceis, e, além disso, foi péssimo marcador. O gol azul surgiu de uma bola que ele perdeu bisonhamente, propiciando contra-ataque fatal.

Na minha humilde opinião, Dorival deveria inverter as coisas: domingo, o lateral esquerdo Guilherme jogou mais preso e Patric jogou mais solto. Como parece ter mais fôlego para subir e voltar, talvez Guilherme devesse ser mais acionado na subida ao ataque e Patric devesse ficar mais fixo. Patric teve a sorte de ter Réver jogando muito bem, consertando várias lambanças que ele fez.

E Réver, por sua vez, teve a felicidade de contar com um Léo Silva muito bem na partida. Boa dupla de zaga, grazadeus! Vale também destacar a ótima fase de Felipe Soutto. Com ele no elenco, não vejo lugar para outro primeiro volante.

Serginho também jogou bem, marcou bem e saiu para o jogo apenas nos momentos mais seguros. No gol do cruzeiro, curiosamente estava fora de posição. Montillo driblou Soutto e abriu para Wallysson marcar para o timeco de estrelinhas.

Termino minha análise falando sobre a paupérrima participação de Daniel Carvalho. Ele, jogando como jogou, é o novo Diego Sousa: sonolento, barrigudo, foge do jogo, deixa buracos, não apóia o ataque, muito menos ajuda na marcação. A diferença de garra é abissal!

Enfim, foi uma boa apresentação, mas ainda não há nada definido. A não ser o que as evidências indicam: o freguês voltou e parece que agora é para ficar.

Vai pra cima deles, Galo!

NOTA DO BLOGUEIRO: O título desta crônica foi criado por mim porque fiquei fascinado pelo entendimento que a Ana tem de futebol. Portanto, não a considerem “metida”! O culpado é o blogueiro!! 🙂 🙂

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ESTAMOS NO CAMINHO CERTO!

Como Dorival Junior e o presidente disseram, as contratações estão sendo feitas de forma pontual, ou seja, cirurgicamente direcionadas a reforçar os setores mais frágeis da equipe.

Primeiro, Kalil anunciou a contratação de Patric, um eficiente (mas não brilhante) lateral direito vindo do Avaí, de Santa Catarina.

Embora não seja uma sumidade, Patric tem a seu favor a juventude (21 anos),  além de ser forte na marcação.

Depois, Alexandre Kalil anunciou Toró, um volante cuja renovação de contrato o moleque não aprovou no Flamengo. E se o moleque, burro do jeito que é, não aprovou, é sinal que o cara é bom.

E é mesmo. Eu já vi Toró jogar muitas e muitas vezes. É um guerreiro em campo. Não se dá por vencido em nenhum momento da partida. Além disso, é ligeiro na saída de bola e fecha o meio de forma primorosa.

Acreditem: Toró será muito útil na temporada 2011.

Hoje, o nosso presidente fez mais duas comunicações: as contratações de Richarlyson e Magno Alves.

A surpreendente aquisição do ex-volante do São Paulo desmente a maioria dos veículos de imprensa, os quais davam como certa a ida do jogador para o Fluminense.

E como Dorival Junior pretende imprimir maior velocidade à equipe, Richarlyson cairá como uma luva em seu esquema. Ele é, hoje,  um dos volantes mais rápidos do país.

Voluntarioso, raçudo e vencedor, Richarlyson terá um papel fundamental na mudança do DNA tático atleticano, tenham a certeza disso.

Quanto aos homófobos de plantão, que veem nele uma presença homossexual numa equipe de machões, eu lembro 2 pontos fundamentais, até mesmo para que não sejamos levianos e/ou desumanos:

1 – A pecha que ele carrega jamais foi confirmada na prática. Levantam-se suspeitas, mas ninguém tem certeza de nada. Ele, inclusive, nega de pés juntos.

2 – E mesmo que seja, o que importa é a glória do Galo. Eu, tanto quanto você, quero ser campeão brasileiro e da Libertadores independentemente da opção sexual _ não confirmada _ de um jogador que pode ser decisivo neste objetivo.

Magno Alves tem 35 anos. Atacante, fez um campeonato brasileiro bastante produtivo pelo Ceará. Para se ter uma idéia, 4 clubes do Brasil aspiravam a sua contratação.

Insisto: Dorival necessita de opções para mudar um jogo ou virar um placar adverso, coisa que hoje não temos. Magno Alves é uma boa pedida para uma ocasião assim.

Além destes anúncios já publicados, o presidente Kalil promete um grande presente de Natal para a torcida atleticana.

Se eu bem conheço o presidente, este jogador de alto nível já está contratado, senão ele simplesmente ficaria calado que nem um túmulo. Silêncio profundo, a menina dormiu.

Somando-se a este presente, mais 3 contratações de boa qualidade já estão praticamente sacramentadas, segundo Eduardo Maluf, que deu entrevista à Rádio Globo nesta data.

Conforme eu escrevi em crônica anterior, a prioridade é do meio para trás. O nosso treinador quer uma muralha no sistema defensivo para poder atacar em paz!

E eu concordo sob todos os ângulos.

Estamos no rumo certo. Maluf está fazendo um excepcional trabalho nos bastidores e por isso, poderemos lutar pelos títulos que a apaixonada torcida atleticana merece.

As esperanças estão de volta! UFA!

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