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ALGUMAS HIPÓTESES E UMA SAÍDA

Agora você procura uma explicação. Seu time perdeu um clássico por 6 a 1. Nas semanas que antecederam o confronto, era apontado como favorito. O outro time havia vencido apenas 2 das últimas 18 partidas. Seu time estava invicto em casa no segundo turno do campeonato.

A primeira hipótese é dolorosa demais para aceitar: os atletas que você aplaudiu de pé nos últimos jogos eram muito ruins e você foi enganado. Eles são péssimos e você não percebeu. A vergonha é sua.

Melhor ir para a segunda hipótese: os caras entregaram o jogo. Se eles quisessem, teriam vencido. Mas não quiseram. Essa teoria preserva seu faro de técnico, mas leva a um novo impasse. Não quiseram ganhar porque se venderam ou foi por descaso, por preguiça?

Se foram comprados, você pode reagir de várias formas. Indignar-se como faz com relação a toda corrupção do país, pedir a punição dos crápulas, denunciar e fazer seu papel de cidadão.

Ou então você poderá, de certa forma, sentir-se aliviado porque, no fim das contas, o seu time era bom como você pensou que fosse, mas o cara ama dinheiro mais do que tudo (vergonha pra ele) e, uma vez descoberto e punido, tudo se resolve e a vida segue.

Mas, e se tinham condições de ganhar o jogo, se ninguém pagou dinheiro algum e mesmo assim o resultado foi esse? O que fazer com uma constatação dessas? Então os jogadores simplesmente desprezaram o seu escudo por nada?

Não, impossível. Impossível pensar que os jogadores manchariam uma história que você ama tanto sem receber, hipoteticamente, alguns milhões em troca. Nesse caso, a revolta de alguns se tornaria maior, ao ver sua paixão desprezada a troco de nada.

Independentemente de qual dessas hipóteses o torcedor acredita, é preciso tomar providências.

Qualquer que tenha sido o motivo da derrota por 6 a 1 para um time que não ganhava de ninguém, torna-se claro que o trabalho precisa ser repensado e ganhar novo rumo. E, para começar a rever esses caminhos, o jornalista Mário Marra faz alguns apontamentos:

“Entendo que Alexandre Kalil simplifica muito a conversa quando fala em atuar diretamente e apenas no bolso dos jogadores.
 Em algum lugar da caminhada, em algum ponto da relação com os jogadores, é necessário que eles saibam da grandeza e do passado do clube.
 É necessário pontuar com cada um o que representa um clássico da dimensão de um Atlético x Cruzeiro.
 Não deve ser só em “dinheirês” a conversa. 
É preciso criar nos jogadores alguma identificação com a instituição. (…) Para entender que é necessário voltar a crescer é preciso não se iludir.” (fonte: blogdomarra)

Investigue-se o que tiver que ser investigado. Mas que isso não sirva para desviar o olhar de tudo aquilo que precisa ser consertado há muito tempo e que não tem nada (ou talvez tenha tudo) a ver com o clássico de 04/12/2011.

NOTA DO BLOGUEIRO: Todas as possibilidades que a autora citou se restringem ao terreno das hipóteses, retratando aqui as dúvidas que já estão nas ruas. Não há nenhuma acusação a quem quer que seja. Todos os envolvidos são inocentes até que se prove o contrário.

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