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O ATLETICANO JÁ NÃO PODE SER BUDISTA

colunarobertolopes2Na minha adolescência, eu ouvia o Legião Urbana, na voz do Renato Russo, um poeta, dizer que “toda dor vem do desejo de não sentirmos dor”. Para quem não sabe, a música fazia referência ao Tao Te King, o “Livro do Caminho Perfeito” do Budismo.

Buda entendeu o ser humano na sua essência: se nos desapegarmos, se por nada esperarmos, não nos decepcionaremos, não nos frustraremos. Seremos felizes, enfim.

Se alguém me perguntasse, três, quatro ou cinco anos atrás, se eu esperava ver meu time pronto para disputar tudo quanto é título, eu diria que não. Diria, provavelmente, que gostaria muito que isso acontecesse, mas não esperaria por isso. É que, mesmo para nós, reles seres humanos não-divinos, não-transcendentes, longe de sermos Buda, a experiência conta e aprendemos a nos proteger das frustrações. Se Buda viesse pregar para um matuto no interior de Minas, certamente ouviria: Ah, intendi, sim, sinhô! Concordo dimais, sô! Cachorro murdido de cobra tem medo de linguiça!

Pois eu e muitos atleticanos aprendemos a não esperar. A torcer, mas desapegadamente, até olhando meio de rabo de olho, como se fosse certa a decepção no final. Desconfio que é também por isso que, se todo torcedor ama seu time, o atleticano vai além, ama incondicionalmente. Não espera nada em troca, embora queira que venha. Apóia o tempo todo (entenderam, cornetas?).

2012 e 2013 nos colocam diante de um paradoxo sentimental-futebolístico: como não esperar? Como desacreditar da possibilidade de título com esse time, com esse banco, com esse técnico? Com essa torcida?

Há alguns anos, eu não esperava que meu time tivesse R10. Torcia por, mas não esperava, ver nascer no Galo um craque como Bernard. Torcia, mas não acreditava que fosse ver chegar de volta Tardelli, e virem Victor, Junior Cesar, Pierre e outros. Não apostaria que meu time teria a melhor zaga do Brasil, com Giba e Rafael Marques na reserva.

Antes de começar a Libertadores, eu queria MUITO, mas me continha para não esperar que o Galo começasse atropelando todo mundo. Aí foram lá e fizeram isso tudo. Me sinto até meio traído na minha desconfiança defensiva.

Meu time só não foi campeão brasileiro ano passado porque o apito não deixou. Meu time tem R10, Bernard, Victor, Réver, Pierre, Tardelli, Jô, Léo Silva e companhia. Meu time é 100% na Libertadores com a maior goleada que uma equipe brasileira já aplicou em terras argentinas. Meu GALO levou quase 4000 Atleticanos, assim mesmo, com A maiúsculo, a Buenos Aires num jogo da fase de grupos.

Atleticano escaldado tem medo de água fria? Tem, uai, mas como é que faz?! Muitos não acreditamos, mas nos deram, então, só nos resta dizer: foi mal, Buda, vai dar para seguir seu livro, não. Bora ganhar tudo que vier pela frente, que nosso time é foda!

Ah, e anota aí, na contra-capa do seu livro, Buda: caiu no Horto, tá morto! Certo?

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NÃO TEMOS DE JOGAR BEM, TEMOS DE VENCER!

Nos próximos jogos, o Galo precisa atropelar quem aparecer pela frente. E não me custa nada dizer isso, porque não serei eu a entrar em campo para tornar essas palavras uma realidade.

Dentro de campo, o buraco é mais embaixo, como diria Nenem Prancha.

E retomar aquele futebol envolvente que encantou o país no primeiro turno é quase impossível nesta altura do campeonato. Os jogadores perderam o fio da meada em algum momento. Algo aconteceu na Cidade do Galo para afetar tanto a produção da equipe, pois não foi simplesmente uma perda parcial de performance.

O time que joga atualmente não lembra nem de longe aquele de antes, essa que é a verdade.

Mas, mesmo assim, repito: o Galo precisa atropelar os próximos adversários, seja no Independência ou fora dele.

Como fazer isso, se o time está mal? Ora, o Fluminense vem jogando como time pequeno, vem vencendo todo mundo e está na liderança à base de um futebol mais pobre do que a Etiópia. Mas tem os dois extremos mais importantes: goleiro bom e centroavante que faz gols e decide.

Nós temos goleiro, mas nos falta jogador que meta a bola na casinha. O Galo desperdiça chances na mesma proporção que as cria.

Então, é fazer como o Fluminense faz. Marcar um gol e se refugiar na defesa, passando a jogar nos contra-ataques. Já ganhamos jogos assim neste ano. Contra o Grêmio, no Olímpico, foi desse jeito.

Melhor jogar mal e botar 3 pontos na sacolinha. Só que, para isso, aquele sangue no olho tem de voltar e substituir a técnica que escafedeu-se sabe-se lá porque.

A ausência de Pierre por 15 dias foi extremamente inoportuna justo quando mais precisamos dele. Provavelmente será substituído por Richarlyson, um fabricante de faltas perto da nossa área. Fará dupla com Serginho, que marca melhor que Felippe Soutto. Aliás, qualquer um marca melhor que Felippe Soutto. Este passeia em campo e, para defendê-lo, se usa o argumento de que ele tem um ótimo passe.  Pois não vi nenhum ótimo passe no jogo contra a Portuguesa. E se ele só tem isso de bom, que se adapte em outra posição que não a de volante.

Enfim, não temos de jogar bem. Temos de vencer! Pragmatismo no futebol também faz bem. E se for para ser campeão ou obter vaga na Libertadores, o Galo tem de mudar a atitude.

Daqui para frente, tem de ser na mais pura raça!

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CRUZEIRO 2 X 2 ATLÉTICO – PITIS SELVAGENS.

Um clássico jogado sob as vistas de uma torcida que protagonizou cenas da mais animalesca selvageria.

Ônibus do Galo apedrejado, policial ferido, brigas entre facções, tiros de copos d’água ao alvo (neste caso, o juiz), etc etc.

Enfim, um clima de guerra civil no Independência e fora dele. As boas regras de civilidade foram rasgadas e jogadas no lixo em nome do desespero suicida que a campanha do Atlético lhes provoca.

Estão em 8º lugar na tabela quando deveriam, com o time que possuem, estar na zona de rebaixamento. E, ao invés de comemorarem, se unham e se imolam em praça pública. Freud estudou profundamente a histeria e certamente teria a explicação na ponta da língua, se vivo fosse. Porém, como analisar pitis e rasgações de camisolas não é o nosso papel, vamos ao jogo:

Desde o primeiro toque na bola, via-se claramente que ambos os times estavam pilhados em campo. O Galo tentando suplantar o rival na técnica e o cruzeiro compensando suas limitações com muita correria.

Mesmo após o gol do cruzeiro, a sensação do atleticano era de que o gol de empate surgiria a qualquer momento, pois a equipe em campo não se abalou. A cada minuto que passava, o time melhorava.

Quando o intervalo veio com o empate assegurado, a virada era apenas uma questão de tempo. Só não sabíamos que teríamos 2 jogadores expulsos antes de acontecer. Bernard, se fosse mais experiente, não teria entrado na provocação. Em contrapartida, as faltas de Pierre foram necessárias.

E aí, com nove em campo, Ronaldinho Gaucho arrancou do meio de campo e fez um dos gols mais bonitos de sua carreira já recheada de gols antológicos. Naquele momento, a virada era fato!

Os 3 pontos estariam na sacolinha, não fosse um erro crasso do juiz, ao não marcar falta claríssima de Montillo em Guilherme. No prosseguimento da jogada, o cruzeiro empatou quando tínhamos apenas 8 jogadores no gramado. Júnior César estava sendo atendido fora de campo.

Um empate com gosto amargo de ressaca, pois era um jogo ganho com direito a firulas, mesmo com um jogador a menos.

Num ambiente hostil, com tudo contra, o Galo mostrou personalidade e atitude. Em termos físicos, deu tudo o que tinha pra dar. Foi em cada bola com apetite de forte candidato ao título e perdeu 2 pontos por uma fatalidade.

Fatalidade esta provocada por um juiz fraco, que se omitiu em lance importante e influiu diretamente no placar. Mas não seja por isso, seguiremos na jornada como líderes e donos do terreiro.

E quanto às constrangedoras cenas que fariam corar até o capeta, espero que o cruzeiro seja punido com uns 10 jogos sem torcida ou sem mando de campo. Nesse caso, terá valido a pena perdermos os 2 pontos em troca de uma ida segura da barquinha azul para a segundona.

Uma troca razoável!

(As fotos do post de hoje são uma homenagem à iniciativa da torcida atleticana em levar seu apoio ao time na porta do CT da Cidade do Galo, já que não podia entrar no Independência. São atitudes de extremado amor que nos emocionam e nos estufam o peito de orgulho. Esta é a nossa torcida, companheiro!)

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SALTO ALTO NÃO NOS PERTENCE! PRA CIMA DELES, GALO!

Era madrugada de terça pra quarta quando acordei com um sorriso no rosto. Sonhei que o Galo havia ganhado o clássico por 2×0, com 70% de posse de bola. Requinte de crueldade. Os gols saíram dos pés de R49 e Leonardo Silva. Outro requinte do ex-vaidoso.

No gol, Victor passava a tranquilidade para a monstruosa dupla de zaga, a melhor do Brasil. Os laterais avançavam com qualidade e prudência. Com a garra de sempre, Pierre e Donizete, loucos como sempre, incansáveis como nunca. Bernard personalizava o inferno alvinegro na defesa felpuda, e, R49, um gênio adestrador de raposa, deixava Jô em condições de marcar.

Acordei achando que era segunda-feira, dia 27, tamanha realidade do sonho. E percebi que todo o sonho era fruto do futebol vibrante, raçudo e bonito que o Galo vem mostrando. Um Galo de espora afiada, peito estufado. Forte e vingador.

A expectativa para o clássico das alterosas é grande, mas nossos pés se mantêm no chão, já que o salto não nos pertence. É o melhor Galo dos últimos 10 anos, mas o Galo de sempre, carregado por nós. E mesmo de longe, vamos juntos!

Cuca, faça a melhor preleção de sua vida e coloque o time em campo com a mesma gana que nos garante hoje a liderança. Joguem e vençam por nós.

Disse o técnico adversário que não estamos acostumados a disputar títulos. Então se clássico é campeonato à parte, quero ser campeã mais três vezes esse ano.

Que o sonho vire realidade. Se possível, com os mesmos requintes de crueldade.

Pra cima dos sensíveis, Galo!

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SÃO PAULO 1 X 0 ATLÉTICO – NÃO PRECISAMOS SACRIFICAR NINGUÉM!

Não vi o Galo ser dominado no Morumbi e nem se acovardar como em recentes épocas.

Vi um time confiante em sua força enfrentar um dos melhores elencos do Brasil e jogar de igual para igual. E em alguns momentos do 2º tempo, até empurrar o São Paulo para o seu campo.

Perdeu, ok, mas nem tanto ao céu nem tanto ao inferno. Uma derrota não significa eternamente choro e ranger de dentes.

Não vou aqui procurar culpados. Alguns jogaram mal e outros bem. Danilinho não repetiu a performance do jogo passado, Jô não se destacou porque a bola não chegou nele, Ronaldinho Gaucho foi peça nula no meio, Carlos César nos deu a certeza de que a posição é do Marcos Rocha e Giovanni, embora venha crescendo, tomou um gol defensável.

Bernard, com apenas 19 anos, tem muito ainda a aprender. Se para aprender, tem de ficar no banco, que fique. Mas não foi culpado sozinho da derrota e nem pode assumir a culpa por isso. A sua culpa é relativa na mesma proporção dos outros. Já demonstrou enorme caráter ao sofrer pelos gols perdidos, pois tem plena consciência do que isso significou para o resultado da partida.

Pelo que sinto, Bernard, com apenas 19 anos, não precisa ser instado a corrigir deficiências. Ele tem a exata noção de onde falha e, pelo que deduzi de sua entrevista, se cobra muito. É meio caminho andado para o sucesso e uma lição para marmanjos mais velhos que não estão nem aí para uma derrota.

Não estou defendendo o jogador por ele vir da base. Os que me conhecem ou frequentam o L&N sabem que eu não faço isso. Defendo-o porque, quer queiram quer não, é peça importante no esquema que o Atlético adotou. Ele é rápido, incisivo, parte pra cima e ainda tem fôlego para recompor o lado esquerdo e cobrir o lateral.

Bernard pode ser criticado, mas jamais sacrificado pela torcida. A vaia, nesse momento, só agravará o problema. Eu, como ex-jogador, sei que o bom futebol está na força mental do atleta. E não existe nada pior do que a auto confiança abalada. Pensem nisso antes de vaiá-lo contra o Náutico.

Para finalizar, apenas dois registros:

1 – Já passou da hora de Leandro Donizeti retornar ao time. Um Pierre é bom, mas melhor ainda são dois Pierres.

2 – De uma forma sutil e malandra, estamos sendo roubados nesse campeonato brasileiro. Aquelas faltas não marcadas no meio de campo, impedimentos não existentes, vista grossa para uma 2ª infração de amarelo (que geraria o vermelho), agressão pra vermelho sendo punida com amarelo… e por aí vai.

Como eu tenho dito sempre, o ano de 2012 será de luta contra tudo e contra todos. Se não nos unirmos e botarmos a boca no trombone, o caldo vai engrossar pro nosso lado!

Acreditem!

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Assistam aos melhores momentos:

ATLÉTICO 1 X 0 CORINTHIANS – A RAÇA QUE NOS ENOBRECE!

Permitam-me não ser tão realista e esquecer, por momentos, que não temos a equipe ideal. Permitam-me não pisar o chão. Deixemos isso para o decorrer da semana, não hoje.

Hoje eu quero tão somente comemorar a minha mais honrosa condição de ser humano: ser atleticano em todos os ambientes por onde passei, em todos os momentos em que chorei ou vibrei, ou até nas figuras das mulheres que eu amei! Pode-se amar, pode-se chorar, pode-se sorrir, sempre carregando dentro do coração, tatuada, a frase que sacramenta o infinito: EU SOU ATLETICANO!

Permitam-me  extravasar a alegria que eu sinto ao ver o time alvinegro lutar por uma vitória como se estivesse defendendo a própria vida. Por enxergar novamente o brio nos olhos das feras e ver que, finalmente, cada um entendeu que a camisa que a torcida veste com devoção nas arquibancadas é a mesma que ele tem de vestir com sangue e suor em campo.

Hoje não quero saber de técnica ou qualidade. Hoje eu celebro a raça, a entrega e o amor contido em cada dividida.

A mesma gana de Doriva, de Éder Lopes, de Cincunegui, de Jorge Valença, de Éder Aleixo e tantos outros. De MUITOS outros!

E de Pierre, na cancha, o símbolo mais perfeito da paixão que carregamos aqui fora!

Pierre deixa o coração em campo, molha o gramado com o seu sangue. Ele não é nenhum craque, não é o melhor do time, mas um atleticano se emociona ao vê-lo jogar.

Porque o atleticano é assim, nasceu e vai morrer assim. Que venham craques habilidosos, mas que dentro deles more a alma feita de aço do alvinegro das alterosas. Sem isso, nada fará sentido para nós.

Pierre não joga. ELE LUTA UMA BATALHA DE VIDA OU MORTE!

E é um exemplo para seus companheiros, que hoje encarnaram o espírito do volante para vencer o Corinthians. Um jogo em que fomos superiores sobretudo no segundo tempo e merecemos a vitória maiúscula.

O sentimento de superação que enobrece os vencedores. O ardoroso sentimento que queima o coração e enche os olhos de lágrimas.

Nos próximos posts, falarei do que foi o jogo tática e tecnicamente. Mas hoje não.

Hoje celebro apenas a volta da garra do Galo, que sempre encarnou o atleticanismo mais puro! E que continue sempre assim!

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Assista ao gol de Danilinho:

ATLÉTICO 2 X 2 CRUZEIRO – PELO AMOR DE DEUS, NÃO DEIXEM CHUTAR!

Tivesse o Galo repetido no segundo tempo o que tinha feito no primeiro, e hoje estaríamos comemorando uma goleada, sem nenhuma dúvida.

Na primeira etapa, o Atlético sufocou o cruzeiro, que só conseguiu dar um chute a gol, assim mesmo do meio da rua. O Galo, por sua vez, jogando com raça, combatendo em todos os quadrantes do campo e agredindo incansavelmente, sufocou o time das garças. Além dos dois gols, poderia ter convertido outros.

No segundo tempo, o Atlético diminuiu o ritmo e mesmo assim não foi pior que o cruzeiro. Foi um jogo parelho, essa que é a verdade. E o cruzeiro contou com a complacência do árbitro, que viu a agressão covarde de Roger Surfistinha em Danilinho e aplicou somente o cartão amarelo. A cor do cartão foi a mesma de sua coragem. Naquelas alturas, a expulsão de uma garça seria a decretação da vitória do Galo.

O Atlético deveria ter mantido o embalo alucinante do primeiro tempo, mas não o fez. E foi aí que o caldo entornou. Um time que tem Renan Ribeiro como goleiro, não deve se dar ao luxo de administrar o resultado. Ter Renan sob as traves é como ter uma espada sobre as cabeças dos defensores, pois não podem deixar chutar, nem cabecear, nem cruzar… enfim, são obrigados a terem 100% de acertos durante os 90 minutos, coisa impossível de acontecer no futebol. Se errar uma, a bola entra, pois lá atrás o goleiro é uma peneira.

Desta vez, nem precisou de falha da zaga. Renan Ribeiro se incumbiu de fabricar a lambança toda sozinho, se confundindo no tempo de bola e permitindo que o atacante cabeceasse com o gol vazio. A ÚNICA bola na direção do gol entrara!! Aliás, como em muitas outras ocasiões nestes últimos dois anos.

Nós temos o pior goleiro da série A. Se bobear, temos o pior goleiro das séries A e B. Não tem no futebol brasileiro um arqueiro tão inseguro. Entrar na disputa do campeonato nacional com Renan Ribeiro é um verdadeiro SUICÍDIO!

Renan Ribeiro tem o raro dom de ressuscitar adversários mortos em campo. Não fosse aquela falha ridícula e o cruzeiro estaria tentando empatar até agora. Mas pelo contrário, com o gol se encheu de esperança e acordou em campo na mesma proporção que o Galo sentiu o golpe e se retraiu.

Mesmo assim ainda tivemos, nos pés de Guilherme, a chance de fazer 3 a 1. E por perder 2 gols, Guilherme foi vaiado. Foi um dos melhores em campo, mas foi vaiado, na minha opinião, injustamente.

Quero ressaltar o retorno de Bernard, que jogando bem ou mal, imprime uma dinâmica de jogo veloz ao conjunto alvinegro. O garoto é atrevido e não tem medo de cara feia.

Fillipe Soutto jogou bem, mas quando o cruzeiro reforçou o meio e igualou as ações por ali, o garoto se perdeu na marcação. É muito bom com a bola nos pés, mas peca na pegada. Leandro Donizeti fez muita falta, principalmente na segunda etapa, quando houve a necessidade de um espanador na frente da zaga.

Porém, se eu fosse Cuca, estudaria a possibilidade de lançar Soutto à frente de Pierre e Donizeti.

Continuo pensando o mesmo: O Atlético precisa se reforçar para o Brasileirão. Pelo menos, 4 contratações. Independentemente de grandes nomes, mas de titulares produtivos.

Sobretudo de um bom goleiro. Não para operar milagres, mas, pelo menos, fazer as defesas difíceis que Renan Ribeiro não faz. Acontecendo isso, não entregaremos jogos fáceis como os de ontem e nem correremos o risco de infartar a cada bola alçada sobre a área… ou de chutes do meio de campo.

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Assista aos melhores momentos da partida.

VILLA NOVA 1 X 2 ATLÉTICO – AVENTURAS NO PASTO.

O que dizer de um jogo disputado em um verdadeiro pasto?

Para se jogar futebol profissional, precisa-se de, no mínimo, um gramado decente. No estádio Castor Cifuentes, gramado decente é expressão intraduzível do dialeto mandarim ou tupi-guarani. E não entendo como, tanto o Villa Nova quanto a prefeitura de Nova Lima, não sentem vergonha de ofertar essa porcaria ano após ano, sem que nada seja feito para resolver o problema.

E olha que não estou falando de todo o estádio não. Estou me referindo somente ao gramado! O povo de Nova Lima merece coisa melhor, com certeza.

Tecnicamente, o jogo de hoje se assemelhou a uma pelada de amigos barrigudos e com as caras cheias de cachaça.

Devido às condições do campo, foi um festival de chutões dos dois lados. E esse comportamento tem uma certa lógica. Afinal, quando a bola está no ar, não há o sacrifício de dominá-la quicando que nem louca num gramado horroroso.

Não estou livrando o Atlético de críticas por sua baixa performance neste domingo. Não sou, nem de longe, um daqueles que tentam tapar o sol com a peneira, pois a minha maior preocupação não são os 100% de aproveitamento contra times fracos do fraco campeonato mineiro.

O que me martela a cabeça é saber em qual nível estamos em comparação com os times fortes do campeonato brasileiro, isso sim. E a cada jogo que passa, eu fico mais com a pulga atrás da orelha.

Reconheço que o preparo físico do Galo está ótimo e isso é um fator promissor. O time, depois de uma viagem estafante ao Mato Grosso do Sul, conseguiu superar o Villa Nova em termos de condicionamento, mesmo que este tenha descansado durante a semana.

Como podem notar, não fiz uma análise do jogo em sua parte tática e tampouco analisarei a partida em suas várias nuances. Eu já fui jogador de futebol e não rendia nem 10% da minha capacidade quando atuava em campos parecidos com o do Villa. Era como se a bola ficasse oval… e bola oval, caro amigo, é coisa de futebol americano. Então, não quero fazer aquilo que eu não gostaria que fizessem comigo.

Ressalto a atuação de Leandro Donizeti, que parece jogar bem até em campo de cascalho e cacos de vidro. Desarma sem falta, ganha todas as divididas, não erra passes e ainda encontra fôlego para encostar no ataque. É, sem sombra de dúvidas, a melhor das recentes contratações do Galo. Grata surpresa!

Destaco também a garra e a disposição da equipe para buscar a virada. Não fosse este comprometimento, teríamos saído de Nova Lima amargando a primeira derrota no lombo.

Enfim, o que sei com a mais absoluta certeza, é que temos de melhorar muito. E bota muito nisso!

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ATLÉTICO 4 X 2 NACIONAL/NS – CUCA E SUAS IDÉIAS DE JERICO…

Do mesmo jeito que constrói uma equipe, Cuca a desconstrói em questão de minutos.

Para ser exato, em questão de 45 minutos.

Pois no primeiro tempo, todo aquele entrosamento que o time vinha adquirindo no decorrer dos jogos foi pro ralo. A entrada do lateral direito Carlos César no meio provocou uma catastrófica mudança de ritmo, de tal monta que travou o time por completo.

Ora, Carlos César mal consegue render bem em sua posição de origem, vai deslanchar na meia? Desculpe-me o termo, mas isso foi idéia de jerico do treinador. Invenção de um professor Pardal masoquista doido para sabotar o próprio trabalho.

Resultado: Foi a pior partida do Galo neste ano. Pelo menos, enquanto Carlos César esteve em campo.

Mancini, que entrou em seu lugar, retirou o gesso que envolvia o meio e recolocou as coisas em seus lugares. Embora persistisse jogando mal, a equipe se distribuiu melhor em campo e o domínio do jogo surgiu naturalmente, mesmo levando o segundo gol.

Nessas alturas, a virada era mera questão de tempo, apesar de jogarmos com a zaga mais exposta do que em jogos anteriores. Não porque Filippe Soutto não esteja à altura da titularidade _ ele, por estar sem jogar, perdeu ritmo _ mas porque Pierre é praticamente insubstituível neste time.

E Pierre jogando com Leandro Donizeti _ que, inquestionavelmente, marca milhões de vezes melhor que Soutto _ forma uma parede de proteção muito difícil de ser superada, ao mesmo tempo que libera os meias para atacar sem medo.

Guilherme deu uma assistência e fez um gol consciente. Mas errou demais durante toda a partida. Errar tanto contra um Nacional da vida é uma coisa. Mas fazer o mesmo contra equipes fortes pode ser fator determinante de uma derrota.

Uma curiosidade: mal reconheço Danilinho em campo. Lento física e mentalmente, pisando na bola, sem mobilidade e sobretudo, sem aquela velocidade que sempre foi o seu ponto forte. Cadê o Danilinho, campeão e maior ídolo do Tigres do México?

Destaques do jogo: Pela regularidade nos 90 minutos, Leandro Donizeti. Pelos gols, André.

Uma novidade bem vinda: Neto Berola, apesar de ser puxado, agarrado e quase esgoelado, NÃO CAIU, pasmem os senhores. E, por não cair, armou um cruzamento primoroso para o quarto gol. Houve uma conversinha ao pé do ouvido lá na Cidade do Galo?

Enfim, uma partida teoricamente fácil quase jogada no lixo pelo treinador, responsável absoluto pela pífia atuação do time, sobretudo no primeiro tempo. Se depois corrigiu _ e tinha mesmo a obrigação de corrigir as besteiras que fez _ eu reputo como queima gratuita de, pelo menos, uma substituição.

Vai entender o que se passa na cabeça de um técnico. Céu de brigadeiro pela frente e o cara, insanamente, muda a rota para o meio de uma tempestade de granizo, com raios e trovoadas. Durma-se com um barulho desses…

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AMÉRICA-TO 1 X 2 ATLÉTICO – MELHORANDO AOS POUCOS.

“Não dá pra saber se um time é realmente bom disputando o campeonato mineiro. Mas dá pra saber quando ele é ruim!” Frase do Zeca, do Galocast, ontem, no twitter.

Concordo plenamente com essa definição. E seguindo por essa linha, o jogo de ontem não oferece dados suficientes para que eu possa avaliar a equipe atleticana.

Só sei que não é ruim. Em compensação, eu não sei se é boa. O adversário foi extremamente limitado, embora tenha dado um trabalho danado.

Porém, algumas considerações saltam aos olhos:

1 – O sistema defensivo está muito mais consistente com a presença de dois cães de guarda vigiando a cabeça de área. Além de marcarem, Pierre e Leandro Donizeti se revezam no apoio ao ataque. Donizeti, por exemplo, foi o cara que mais fez lançamentos corretos durante o jogo.

2 – Apesar de a zaga americana falhar constantemente, Fábio Noronha fez defesas espetaculares. Estava sempre bem posicionado e atento. Bastou a nossa zaga falhar para Renan Ribeiro, mal colocado, levar o gol. E, pelo que deduzo da reação da torcida, a culpa não é dele. É da zaga. A culpa nunca é dele.

Desde os tempos de jogador, aprendi que um bom goleiro é aquele que corrige erros da zaga, que em algum momento, falhará, com certeza. São nessas horas que o goleiro vai lá e conserta tudo. Mas isso é utopia em nossa equipe. Uma quimera distante demais da realidade.

3 – Tendo um sistema defensivo sólido, o time atacou sem medo. Às vezes, com 7 jogadores rondando a área americana. E foi aí que apareceu o jogo técnico e de toques rápidos de Escudero. Apesar de perder gols em profusão, o gringo foi utilíssimo para o time. E volta constantemente para recompor o meio. Cada vez mais, me convenço que a sua contratação foi excelente.

4 – Dos jogadores mais avançados, Danilinho foi o que destoou em meio aos baixinhos rápidos e de toques de primeira. Ainda está com a musculatura travada. Ainda não fazem 3 meses que ele participou da final do campeonato mexicano e foi o melhor em campo. Portanto, não é decadência técnica. Na minha opinião, é puramente físico.

5 – Richarlyson é um arremedo de jogador de futebol. Não sabe cruzar, erra passes ridículos, não ataca, não defende… e ainda perde penalti. Pior não foi perder o penalti, foi desperdiçar o rebote com o gol escancarado à sua frente. Está difícil entender porque Triguinho não joga.

6 – Por fim, destaco as atuações de Pierre, Leandro Donizeti, Escudero e André. E gostei de ver Guilherme e Mancini voltando nitidamente mais magros. É sinal de que resolveram focar a Cidade do Galo como centro de treinamento e não como um SPA.

Não é o time dos nossos sonhos. Na minha opinião, falta ser reforçado no gol, na lateral esquerda e falta um meia de ligação. Talvez um atacante viesse a calhar. Mas, sem dúvida, é uma equipe que parece ser melhor que a do ano passado.

Torçamos por isso!

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Vejam os gols da partida:

NESTE DOMINGO, O GALO ESTRÉIA CONTRA O BOA ESPORTE.

Com 3 novidades no time, o Atlético fará a sua estréia no Mineiro contra o Boa Esporte, neste domingo, com a seguinte formação:

Renan Ribeiro, Carlos César, Réver (Werley), Rafael Marques e Richarlyson; Pierre, Leandro Donizeti, Escudero e Bernard; Guilherme e André.

Embora não seja a escalação dos sonhos alvinegros, não resta dúvida de que, para o campeonato mineiro, é um conjunto superior aos demais. Inclusive, superior ao elenco do cruzeiro.

Mas isso não significa nada, a bem da verdade. As principais metas deverão ser Copa do Brasil e campeonato brasileiro e para disputar as duas competições, o time ainda é mediano, se analisarmos com um olhar otimista.

A disputa regional deverá servir apenas como preparação. E nesta preparação, já deveriam ser parte integrante do plantel as contratações de um goleiro, um lateral esquerdo, um meia pensador e um atacante.

Mas fazer o que, se Eduardo “Turtle” Maluf, picado pela mosca Tze Tze, não consegue acordar de seu estado de eterna letargia?

A característica da escalação e as contratações feitas sinalizam a priorização de um jogo fluído, rápido. E principalmente rasteiro, dado a altura dos jogadores. Na minha opinião, isso é bom.

Apenas como argumento _ pois os tempos eram outros e não tinham a exigência física que se tem hoje _ o melhor time de todos os tempos do Galo foi o de 1977. Jogava que nem uma poderosa máquina azeitada. E era uma equipe de baixinhos. Márcio Paulada, zagueiro, não chegava a 1,80 m. Talvez os maiores fossem Vantuir e Cerezo, que não eram tão altos assim.

No jogo deste domingo, Danilinho, suspenso, será substituído por Guilherme, que até hoje não disse a que veio. Eu estou curioso para ver Danilinho jogar e considero uma pena a sua ausência. Com ele em campo, além da velocidade tão valorizada nesse momento, o time seria mais agudo em direção ao gol.

De todo modo, vamos torcer para que o Galo faça uma boa partida e colete os primeiros 3 pontos para a sacolinha.

Vamos pra cima deles, Galo!

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ATLÉTICO 2 X 1 CORITIBA – 2ª DIVISÃO É A PQP!

O Coritiba nunca foi, historicamente, um dos adversários mais difíceis do Atlético e ontem não foi diferente. Eu esperava mais do time de Marcelo Oliveira, uma vez que ele vinha de resultados espetaculares fora de casa e a vitória o lançaria no meio dos que brigam por Libertadores. Portanto, era uma decisão para eles também.

Considerando sua tradição modesta, a equipe sulista faz uma campanha para lá de ótima.

Só que topou com um Galo empolgado e disposto a mandar a segunda divisão pra puta que pariu!

Não foi o Coritiba que jogou mal. Foi o Atlético que fechou todas as portas para o ataque mais positivo do campeonato brasileiro.

Cuca congestionou o meio, Pierre Cão Raivoso (outra fantástica atuação) teve a companhia mais constante de Felippe Soutto nos combates e até os atacantes voltavam para trás da linha da bola.

E, na retomada, a velocidade e o gás inesgotável de Bernard tratavam de configurar contra-ataques mortais e estabelecer quem é o lobo alfa na Arena do Jacaré.

O Coritiba tentou jogar e só conseguiu depois do gol de Berola, que permanece entortando os zagueiros. É o único jogador imprevisível do elenco e por isso mesmo, fundamental para destruir as defesas.

O time atleticano tem um grave defeito: quando assinala um gol, fica nervoso em campo e se retrai, mesmo que contrarie as ordens do treinador. E se retraindo, chama o oponente para o seu campo.

Exatamente quando o Coritiba mais pressionava, Leonardo Silva arrancou e chutou torto. Mas a sorte, matreira e dengosa, desta vez mudou de lado. A bola resvalou no zagueiro, enganou o goleiro e foi morrer no fundo das redes alviverdes.

Era o que faltava para o Galo retomar o controle da partida. Mesmo depois do gol sofrido no final, o time se mostrou maduro o suficiente para manter o placar, a distância do Z-4 e praticamente selar a sua permanência na série A.

A equipe, como um todo, se apresentou muito bem. Mas determinante mesmo para a vitória foi a garra, o sangue nos olhos dos jogadores e a plena consciência de que era a partida das suas vidas. Isso fez toda a diferença para dois times com objetivos distintos, mas igualmente importantes.

Quando se vê o Atlético jogando desta forma, é inevitável se perguntar porque, diabos, não atuou assim desde o início do campeonato.

Esperamos agora que a diretoria modorrenta, preguiçosa e incompetente se movimente para, sem barcas de saídas e de chegadas, reforce o time pontualmente para lutar por títulos e não ficar eternamente fugindo de rebaixamentos.

Não quero nunca mais comemorar fuga de segunda divisão! Isso é coisa para time pequeno!

Está me ouvindo, senhor Alexandre Kalil?

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ATLÉTICO 2 X 0 GRÊMIO – UMA LUZ JÁ ILUMINA O GALO!

Uma luz abençoada já ilumina e beija o escudo do Galo no horizonte!

A segunda divisão está cada vez mais distante de uma equipe raçuda e disposta a pulverizar qualquer possibilidade de descenso.

Cuca, que ajustou a defesa antes de qualquer outro setor no time, tem os maiores méritos no renascimento de um Atlético que, se não joga um futebol maravilhoso, pelo menos deixa sangue, suor e lágrimas no campo de batalha.

Já são 3 vitórias seguidas. E a mais difícil foi contra o Grêmio, que vestiu azul e com o azul foi defenestrado na Arena do Jacaré. Na próxima, garanto que eles escolherão outra cor.

O clube gaúcho sempre foi uma equipe enjoada para se jogar contra. São fortes defensivamente e, quando detêm a posse de bola, trocam passes em direção ao gol. Não ficam penteando a bola no meio de campo.

Mas o Galo, empurrado por mais de dezessete mil torcedores, não tomou conhecimento e agrediu o tempo todo. Hoje o Atlético pode se mandar para o ataque com mais tranquilidade que antes.

Porque? A explicação chama-se PIERRE! Este jogador é um verdadeiro pittbull, daqueles com sangue nos olhos e a baba escorrendo espumante pelos cantos da boca. O adversário, só de olhar, treme dentro das calças… ou do calção!

Desde que chegou, a defesa adquiriu consistência e reduziu substancialmente o número de gols tomados. Triguinho, em um posionamento de 3º zagueiro criado por Cuca, consolidou ainda mais o setor. Hoje é a melhor defesa do Brasil, sem dúvida nenhuma. Tanto que é a menos vazada do returno.

O Galo vencia por 1 a 0, quando, aos 7 minutos do segundo tempo, Neto Berola foi expulso por uma jogada que nem falta foi. Vencemos, tudo bem, mas não podemos esquecer o quanto Wilson Luiz Seneme tentou sabotar a vitória.

Inverteu inúmeras faltas no meio, irritou os jogadores do Galo, expulsou Berola injustamente, etc. etc. etc. É bom que o movimento #DeOlhonoApito não o perca de vista. Juizinho ordinário!

Quando o Grêmio dominava as ações e as coisas ficavam pretas para o nosso lado, eis que Marquinhos Cambalhota mata a bola na entrada da grande área _ em sua primeira participação no jogo _ e dispara um torpedo que Vítor nem viu onde entrou. E nem dois goleiros veriam.

O cara que, durante quase o ano inteiro, armou acampamento no Departamento Médico do Galo, surpreendentemente entrou e resolveu o problema. Matou o jogo e coletou mais 3 pontos para a nossa sacolinha.

Benditos 3 pontos que trazem consigo um alívio enorme para a nação alvinegra. Até poucas semanas atrás, a situação era catastrófica. A esperança havia se despedido de forma melancólica.

Mas voltou com força! Se o time permanecer com essa pegada e a disposição de atropelar, como ontem aconteceu, ouso dizer que será duro para os futuros adversários ganharem do Galo!

E agora só faltam 3 pontos para garantir um 2012 totalmente diferente de 2011. O senhor Alexandre Kalil está me ouvindo? Podemos aspirar a algo mais do que ficar, outra vez, lutando pra não cair, senhor presidente?

Pierre será o único jogador em destaque nesta crônica porque não quero ser injusto com os outros. Na minha visão, todos jogaram muito bem, todos suaram em busca do triunfo. Nova menção especial a Renan Ribeiro, que salvou o Atlético com uma defesaça ao final do jogo. O garoto está se recuperando, agora tenho certeza.

E que venha o Figueirense. Finalmente, voltei a torcer para o Galo jogar!

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ATLÉTICO 2 X 1 PALMEIRAS. UFAAA!

Desse jeito, não há coração que aguente!

Tudo bem vencer um jogo duro e passar sufoco no final. Mas contra 9, poxa?

É brincar demais com a capacidade do atleticano de respirar! Juro que às vezes penso que a nossa expectativa de vida é muito menor que a oficial. E, a cada partida parecida com esta, vai se reduzindo ainda mais.

Os momentos de instabilidade da equipe teimam em aparecer em todas as partidas e são exatamente o que nos tira a confiança acerca de seu destino. Ainda não dá para cravar que o Galo escapou.

Enfrentando um Palmeiras com 9 jogadores a partir dos 30 minutos do segundo tempo, podia-se pensar em tudo de bom. Pensar, por exemplo, em um jogo mais tranquilo, em um placar elástico, em manter a posse de bola e deixar o tempo passar…

O nosso futuro correu pelo campo, representado por nossas crianças alvinegras!

Em tudo, menos intuir o que aconteceu de verdade.

Nos 15 minutos finais (ou 18, com a prorrogação), a impressão era que o Palmeiras jogava contra um time com menos dois jogadores!

Pois o jogo mudou da água para o vinho… ou do vinho para a água, sei lá eu. Levamos um gol e quase sofremos o empate.

Tudo isso porque, ao invés de partir para cima de um time já moribundo naquela altura, os atletas alvinegros entenderam que o jogo já estava ganho. E todo mundo parou de jogar!

Ora, ora, isso é futebol e como tal, é totalmente imprevisível. Quase que jogamos fora 3 preciosos pontos ao fazer uma leitura equivocada da situação.

Enfim, apesar de todo o sofrimento, nos afastamos um pouquinho da zona de rebaixamento com um fim de semana perfeito para o Atlético.

Todos os concorrentes que frequentam a região do inferno perderam.

Para assegurar a permanência na série A, o Atlético necessita de mais 9 pontos. Alguns matemáticos dizem que bastam mais 7, por causa dos confrontos diretos entre os times sob risco.

De todo modo, a raça demonstrada ontem tem de persistir. Se não possuem qualidade _ e poucos no time a têm _ os jogadores devem compensar com a garra que sempre caracterizou as equipes do Clube Atlético Mineiro.

Pierre valeu o pagamento da multa, pois jogou muito. Réver também foi um monstro, mas Bernard foi o dono do jogo, na opinião deste blogueiro. Menção especial para Renan Ribeiro, em uma ótima tarde/noite, fazendo o que não fazia antes: defesas difíceis!

Mas não posso, por um jogo apenas, endeusar um goleiro que já jogou no lixo dezenas de resultados por conta de falhas ridículas. O que me resta é torcer para que a atuação deste domingo se repita sempre. E só!

E vamos sacramentar a reação, Galo!

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ATLÉTICO 2 X 1 SANTOS. REAÇÃO OU FOGO DE PALHA?

Uma vitória suada e sofrida, como sempre são as vitórias do Clube Atlético Mineiro.

Quando teremos um bom resultado sem botar os bofes pra fora e ver o coração sair quicando pela sala?

A partida de ontem foi vencida na base da raça e muita correria. Para alguns, um jogo feio. Para mim, uma clara evolução da equipe em termos de ocupação de espaços e retomada de bola.

Eu não sei se o Atlético vai ou não escapar da degola. Mas depois deste jogo, quando constatei uma importante mudança de postura da equipe, a esperança de permanência na 1ª divisão retorna.

Devagarinho e com uma certa timidez, é verdade, mas retorna.

Entretanto, há um caminho muito difícil pela frente. Daqui em diante, não podemos abdicar nem um segundo do jogo coletivo e da raça demonstrados ontem. Se isso não acontecer, o caldo entorna de vez.

Mas vejo sintomas positivos que permitem acreditar numa continuidade.

RÉVER voltou a jogar aquele futebol vistoso de outrora, além de incutir garra e disposição no restante da equipe. Contra o Santos, sua presença foi fundamental. Os 26 mil reais gastos no fretamento do avião (no retorno do México) valeram cada tostão.

PIERRE é um verdadeiro cão de guarda à frente da zaga, e ninguém se cria por ali, pois o pau canta bonito no ritmo do rap atrevido do Alcino Neto. Encaixou-se como uma luva no esquema e principalmente no espírito do Clube Atlético Mineiro. Dá a impressão de estar aqui desde garoto.

CARLOS CÉSAR chegou num dia e jogou no outro. Não necessitou de 2 meses para entrar em forma. E, a cada dia que passa, se firma na problemática lateral direita do Galo. Aproveitando a cobertura de Pierre e Fillipe Soutto, se deslocou por todos os lados do campo, dinamizando e fazendo fluir jogadas que não existiam antes.

Lembro-me das cornetadas (algumas cruéis) que pintaram no twitter quando Carlos César chegou, certamente porque ninguém o conhecia. Tem muitos torcedores que só aplaudem contratações de grandes nomes.

Assim como grandes nomes são André e Guilherme. Não jogaram sequer um centavo de futebol decente em comparação com a fortuna investida em suas contratações. Até agora, dinheiro jogado no lixo, sem retorno algum!

Enfim, foi uma vitória justa e sadia. Outros se destacaram, como FILIPPE SOUTO e BERNARD, que ainda se tornarão ídolos do Galo, se não sairem muito cedo.

O Atlético se tornou uma equipe mais consistente do meio para trás. Porém, continuamos com aquele ponto nevrálgico pulsando e incomodando. E essa dor chama-se ataque inoperante, que erra quase tudo que tenta.

Para terminar, pergunto-me a todo momento: não seria conveniente convidar novamente o Marques para estar junto ao time?

Teria sido o Messias uma das causas dessa mudança tão significativa na postura da equipe?

E, a cada vez que penso nisso, mais me convenço que o baixinho difundiu partículas de caráter, honradez e amor ao clube ali pelos lados de Vespasiano. Será?

O que você acha disso, caro amigo do L&N?

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