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ATLÉTICO 2 X 0 AVAÍ

Se estivéssemos no ano passado, eu diria que dificilmente vi o time jogar tão mal uma etapa inicial de partida.

Mas como neste ano de 2010 nos acostumamos a ver a equipe jogar um futebol de categoria duvidosa, já não salta aos olhos tamanha mediocridade.

Virou paisagem para nós.

O que se notou de positivo desde a saída de bola é que o Galo está lutando  muito mais do que no tempo do pseudo-técnico que só tinha gogó.

Mas futebol que é bom…

Ontem, na primeira etapa, quem levou mais perigo foi o Avaí. Não fosse Renan Ribeiro, cada dia melhor, estaríamos ferrados e mal pagos.

Em um dos lances, Renan Ribeiro, com grande elasticidade, levou o drible mas conseguiu dar um tapinha na bola, o que fez com que Roberto chutasse de canela e errasse o gol vazio.

Em outra, a nossa zaga abriu e o cara encheu o pé. Renan segurou firme, sem rebote.

E ainda defendeu uma bola dificílima no segundo tempo, quando se esticou todo para espalmá-la para córner.

Seguramente, posso dizer que “habemus” goleiro! E um goleiraço, por sinal. E pensar que gastamos uma grana dobrada com Fábio Costa, Marcelo… e deixamos, por conta dos seguidos frangos, preciosos pontos para trás.

Pontos estes que hoje fazem uma falta danada!

Dorival mexeu na equipe no intervalo e mudou o panorama da partida.

Berola _ que substituiu Daniel Carvalho _ enlouqueceu a defesa do time catarinense. Deu o passe de calcanhar para o gol de Rafael Cruz e ainda fez o segundo, depois de um lançamento espetacular de Diego Souza.

Se Berola atuasse 100% concentrado em todas as jogadas, seria um dos principais atacantes do futebol brasileiro. Mas não é assim, ele alterna jogadas de craque com lances bizonhos.

Tomara que Dorival Junior tome providências com uma conversinha ao pé do ouvido.

Os erros de passes permanecem se repetindo de segundo em segundo. O nosso time perde bolas com uma facilidade inacreditável.

E os espaços no meio de campo continuam escandalosamente escancarados. A verdade é que Dorival Junior, apesar de ter melhorado o jogo coletivo, ainda não conseguiu implantar um sistema à sua imagem e semelhança.

E nem houve tempo para isso, sejamos justos.

Mas sinais positivos se notam sim. Os jogadores estão mais irmanados e se ajudando em campo. Ontem, Daniel Carvalho, em um contra-ataque do Avaí, foi dar combate em nossa área porque os zagueiros estavam no ataque.

Embora suor e luta não estejam em falta na era Dorival, os atletas foram tão mal treinados durante tanto tempo, que a impressão que eu tenho é que em todos os jogos são reunidos pela primeira vez.

Assim como uma pelada de fim de semana.

Mas o importante é que vencemos e se não fosse a vitória do Atlético-GO, já estaríamos hoje respirando ares bem menos poluídos.

E se continuar somando pontos jogando mal como ontem, deixaremos a Z-4 dentro de pouco tempo.

Isso é o que importa nesse momento.

Nada mais.

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UM OLÁ E UM ADEUS.

Novidades na Cidade do Galo:

Rafael Cruz, vindo do Atlético Goianense, reforça o grupo atleticano. Dele vi apenas alguns lances nos CD’s que os empresários usam para divulgar as virtudes de seus pupilos.

Nada de espetacular. O que chama a atenção, em um primeiro momento, é a capacidade ofensiva do novo lateral-direito alvinegro. E é bom nos cruzamentos. Muito parecido com as características do Coelho. Sendo assim, não sei o que Luxemburgo fará se houver a necessidade de alterar o esquema, pois teremos dois laterais que apoiam muito.

Apenas estranho o fato de que Rafael Cruz, apesar de ter sido campeão pelo Santo André em 2005, vir parar no Democrata de Sete Lagoas em 2008. Ou seja, mesmo com a faixa no peito, regrediu na carreira. Isso, sem dúvida, deixa a gente com uma pulguinha minúscula atrás da orelha.

Mas, logo depois, acabou indo para um time de médio porte, o Atlético Goianense, e fez uma bela campanha.E, nesse momento, é o que importa analisar.

O L&N não vai cornetar a sua contratação. Pelo contrário, vai torcer para que ele arrebente por aqui e vire jogador de time grande. Afinal, Luxemburgo deve ter visto nele algo que escapou aos meros mortais.

A segunda novidade é a saída de Welton Felipe, que assinou com o Atlético Goianense. Um vai, outro vem. Apenas uma composição dentro das negociações para a contratação de Rafael Cruz.

Na verdade, Benitez é que deveria ter ido, uma vez que o clube goiano se interessava por ele. Mas não houve acordo financeiro.

Então Weltão é que foi. Uma pena, na modesta opinião deste blogueiro. Vejo o nosso tanque como uma das maiores promessas do futebol brasileiro, embora saiba que este ponto de vista não é compartilhado por grande parcela da torcida atleticana. E eu respeito os contrários.

Talvez tudo fosse diferente se Luxemburgo tivesse encontrado Welton Felipe pronto pra jogar. Mas não, justamente na chegada de uma nova comissão técnica, ele estava em tratamento de lesão no DM e acabou perdendo espaço para Werley. Peças que o destino nos prega todo santo dia.

E ninguém poderá dizer que Werley não aproveitou a chance. Pelo contrário, se esforçou muito, melhorou alguns fundamentos e cresceu no conceito do chefe. Merecidamente, diga-se de passagem. Somou pontos importantes na carreira.  E, na contra-partida, Weltão sobrou.

Welton Felipe segue para Goiânia emprestado até o fim do ano. Prorrogou seu contrato com o Galo até 31.12.2012, um ano a mais para compensar o empréstimo. Sinal de que o Atlético ainda quer aproveitá-lo.

Se o Galo ganhar tudo este ano, nem vamos nos lembrar do Tanque. E  isso não é merecedor de críticas. Faz parte do contexto esportivo.

Mas Welton Felipe nunca deixará de lembrar da brincadeira amarga que o destino aprontou em sua vida.

Seja feliz em Goiânia, Weltão. Esperamos a sua volta. Pelo menos, lá você jogará todas as semanas.

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