Arquivo da tag: reinaldo

O FANTASMA A SER EXORCIZADO

O Atlético é hoje um dos grandes favoritos ao título brasileiro.

Alguém duvida? Podem dizer que está muito cedo pra afirmar, podem arrumar desculpa, mas a campanha até agora, de 10 vitórias em 12 jogos, o credencia como um dos times que vão brigar na parte de cima da tabela em 2012.

A euforia faz parte, o torcedor tem mesmo que acreditar, que vislumbrar a possibilidade de título. Mas a carência atleticana tende a antecipar as coisas. O Galo ainda não é campeão. E ninguém sabe se de fato será ao final do campeonato, por mais que o otimismo tome conta dos corações alvinegros.

Mas ainda existe uma desconfiança presente no íntimo do mais otimista dos torcedores. Pode ser que ele não admita nem pra si, que apele pros anjos ou pra qualquer entidade de sua crença, mas ela está lá. E ela acompanha qualquer atleticano desde o fatídico dia 5 de março de 1978, tendo ele presenciado ou não este fato.

Em 1977, um time INVICTO e com muito a frente do 2°colocado. Total favorito ao título perde a decisão nos pênaltis, diante de um Mineirão lotado. E com direito ao São Paulo, perdendo cobrança atrás de cobrança. Mas o Galo repetia e aumentava a dose. Resultado… a perda de um título dado como certo. Uma certeza que escorria pelos dedos. Um sofrimento inimaginável, até pra mim que viria a nascer 8 anos depois.

O Fantasma nasceu dessa derrota. E em vez de ser exorcizado e morto, despachado pros confins do inferno, ganhou força com os acontecimentos a seguir.

1980, uma verdadeira máquina de jogar futebol. Luizinho, Éder, Cerezo, Reinaldo… Maracanã lotado e briga de igual pra igual com o Flamengo de Zico. A derrota presente.

1981, a Libertadores que mais uma vez aquela máquina de jogar bola atropelava adversário por adversário e foi parada pelo Flam… ou melhor, por José Roberto Wright. Mas parou. Não ganhou. E é mais um peso no subconsciente de derrotas alvinegro.

1985, o Atlético chega numa semifinal de Brasileiro com Bangu, Coritiba e Brasil de Pelotas. Após uma campanha avassaladora, irretocável nas fases anteriores. E o time consegue ser eliminado pelo Coxa tomando apenas 1 gol nas duas partidas.

O Fantasma Derrotista já estava criado. E forte. Apesar do otimismo sempre latente do atleticano, do espírito do “Agora Vai”, do “Esse ano é nosso” ou até mesmo do “ano que vem não escapa”…

Comecei a sentir a presença desta “entidade” na década de 90.

Em 1995, uma vitória acachapante sobre o Rosario Central no Mineirão. 4 x 0 e garantia de título CERTO. Quem iria reverter uma vantagem de 5 gols??? O bicampeonato da Conmebol já era do Atlético, só gravar o nome na taça. E aquilo aconteceu…

1999, após uma campanha regular no Campeonato Brasileiro, o time consegue a classificação na última rodada. Enfrenta um Cruzeiro super-favorito e atropela em apenas 2 jogos (enquanto todos os outros adversários precisaram de 3). Chega à final embalado, ganha do Corinthians (um dos melhores times que já vi jogar na vida) no 1º jogo, perde o segundo e no terceiro, por causa de 1 GOL… 1 GOL deixa escapar o título.

2001, timaço! Melhor meio campo do Brasil eleito pela Revista Placar (Gilberto Silva, Djair, Valdo e Ramon), atropelou o Grêmio nas quartas e cai diante de um São Caetano, debaixo d’água no interior paulista.

2009, campanha também irretocável, com um iluminado Diego Tardelli prestes a virar o maior ídolo da história do clube caso o planejado se concretizasse. O freio de mão é puxado na reta final do campeonato e o time fica fora até de uma das vagas na Libertadores, chegando à rodada final não brigando mais por nada.

E pra fortalecer ainda mais o Fantasma, vieram os anos subseqüentes, as agonias contra o rebaixamento e o 04 de dezembro de 2011…

A história mostra que quando se trata de Atlético, a cautela nunca é demais. Essas derrotas ainda assombram o subconsciente do Galo. Ainda estão presentes, soprando no ouvido do mais fiel atleticano, ao menor sinal de vacilo, que ainda não é dessa vez, que tudo vai se repetir.

E é esse Fantasma que precisa ser exorcizado!

Não sei se com a confiança exagerada e o apoio total e irrestrito como vem sendo demonstrado, mas é uma alternativa mais do que válida. O atleticano esse ano tem todos os motivos pra acreditar. E ele tem razão de acreditar. Tem um time forte, joga o melhor futebol do país, tem elenco com peças de reposição… o Atlético se preparou como nunca pra ser campeão!

Mas vai ter que saber perder. Vai ter que saber lidar com as derrotas, que acredite ou não, ELAS VIRÃO. Elas são normais, ainda mais num campeonato como este. O Cruzeiro de 2003 perdeu 2 partidas seguidas, sendo uma delas pro Juventude-RS em pleno Mineirão. Mas soube se recuperar bem. Todos os campeões perderam, mas souberam se recuperar. Pela história, pela pressão e pelo maldito subconsciente derrotista, o Atlético saberá? O Fantasma está calado, mas sabe que a hora de atacar virá. Assim que surgir a derrota, a má atuação, o resultado inesperado…

E é nessa hora que o Galo terá de provar que o passado ficou realmente pra trás. Que nada daquilo mais contará. Pelo menos por um momento, que se esqueça a história. O que conta é o futuro. O Fantasma está pronto pra ser morto e o ano é este. Daí pra frente, sem o peso das derrotas passadas e com a “entidade” despachada, o Galo poderá voltar a ser gigante, mas dessa vez acordado.

E pronto pra qualquer briga!

PARA SEGUIR ESTE COLUNISTA NO TWITTER, clique aqui

SIGA ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER clicando aqui

Anúncios

A ALMA DO GALO

Há alguns meses escrevi um texto para o L&N, no qual comentei que ainda não havíamos concluído um jogo que ocorreu há muitos anos. O tempo parece ter parado ali, naquela fatídica final de campeonato contra o São Paulo (campeonato brasileiro de 1977).

Aos que não se lembram _ ou os que talvez nem eram nascidos naquela época _ saibam que fomos vice-campeões invictos. Fizemos uma campanha memorável. Éramos, de longe, o melhor time do campeonato. E perdemos sem termos perdido. Na verdade, não perdemos: entregamos o que era nosso.

Precisamos urgentemente descobrir o que aconteceu. Por que deixamos o campeonato que estava em nossas mãos ser levado por um time muito inferior, mas que lutou muito mais, mostrou muito mais raça e vontade de vencer? Porque aquele time que nos representava não seguiu nosso ideal? Deixar-se vencer, em nossa própria casa!  Bastava um mísero golzinho, Galo. Os deuses do futebol ainda não nos perdoaram.

Quem estava no Mineirão naquela tarde-noite sabe do que estou falando. Temo,  inclusive, que o Galo tenha morrido naquele dia e o que vaga por este mundo é apenas uma caricatura, um espectro, um zumbi, uma sombra, sei lá. Na verdade, creio que o corpo ainda sobrevive; e, de alguma forma misteriosa para mim, foi a alma do Galo que se viu despojada… e vagueia, sem saber para onde ir.

Então é isso, enfim entendi! O Galo perdeu sua alma. E isto aconteceu lá, naquele jogo, quando então teve início toda esta nossa história, que desde então é marcada por tragédias.

Talvez, Galo, sua alma esteja bem perto, mas você não consegue vê-la. Sua alma o aguarda, mas você não se empenha em encontrá-la. Insiste em viver apartado dela. Mostrou isso muito bem na última partida que jogou neste ano de 2011. Esta última goleada que você sofreu nada mais é do que a continuação daquele jogo de 1977. Você tem sido pusilânime, Galo!

Os jogadores que entraram em campo nesta goleada vergonhosa, simplesmente não sabem o que é a alma do Galo. Jogam por si mesmos, assim como os soldados que lutam numa guerra, não para defender seu povo, sua nação e os ideais da mesma. Lutam por si e para si. A estes se dá o nome de mercenários.

Galo, você ainda nos deve o campeonato de 1977. Você ainda não terminou aquele jogo. Enquanto não voltar lá, ao gramado, e reconquistar aquele campeonato que  permitiu que nos levassem, continuará assim, como um corpo moribundo, caído, chutado, cuspido, escarrado e pisado. E pior: inerte!

Galo: devolva-nos o que é nosso. Queremos a alegria, a autoestima, o amor próprio, os nossos valores e nossos ideais. Galo: devolva-nos a nossa vida. Devolva-nos você!

Assinado: sua alma, a Massa!

Para seguir este colunista no twitter, clique aqui.

Siga este blogueiro no twitter clicando aqui

O RETORNO DE UMA DINASTIA

TEXTO ESCRITO EXCLUSIVAMENTE PARA O L&N PELO ATLETICANO MAURÍCIO MINAS.

Definição: O termo dinastia corresponde a um período em que príncipes, reis e rainhas pertencentes a uma mesma família real permanecem no poder.

Como em uma dinastia o poder é transmitido de forma hereditária , uma mesma família permanece, muitas vezes, durante décadas no trono de uma nação.

Em Minas, houve uma dinastia que reinou durante décadas. Uma dinastia que era formada por uma família única, de laços soberanos e coração igualmente alvinegro.

Essa dinastia se estendeu por décadas e foi sucedida pelos reis Mário de Castro, Guará, Lôla, Vantuir, Dario, Reinaldo, Cerezo, Èder Aleixo, Luizinho, Guilherme, Marques, dentre tantos outros reis desta nação verdadeiramente alvinegra.

E durante um período recente, não houve herdeiro que a honrasse. Não houve sucessor digno para conduzí-la.

Mas a dinastia alvinegra está novamente estabelecida, liderada por um presidente que conhece muito bem o termo, herança de Elias viva no coração de Alexandre, este sim O Grande.

No sábado passado, fomos testemunhas de mais um feito destes novos reis, que voltam a honrar este trono. Apesar de recente presença no reino, Don Obina, Chanceler Tardelli, Imperador Réver e o jovem príncipe Renan Ribeiro honram o manto que vestem e a bandeira atleticana tremula alto novamente.

Se ainda não temos domínio total e absoluto sobre o território brasileiro, a ordem está novamente estabelecida em nosso solo mineiro.

E a expansão alvinegra continua em busca de novas e ousadas conquistas.

E a dinastia atleticana, finalmente restabelecida.

PARA SEGUIR O AUTOR DO TEXTO NO TWITTER, CLIQUE >>> @mauminas

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> robertoclfilho

ATÉ BREVE, MINEIRÃO!!

TEXTO ESCRITO PELO JORNALISTA E ATLETICANO LEO GOMIDE, COM EXCLUSIVIDADE PARA O LANCES&NUANCES.

Minas Gerais, terra de Tiradentes, Drummond, Guimarães Rosa, Clube da Esquina, entre tantos outros.
Minas de suas dimensões geográficas, rica por seus minérios, por sua cultura, culinária, pelo ‘mineirês’, pela receptividade de sua gente.
Minas que abençoou uma tradição, formou uma legião de seguidores, e cravou uma paixão no seu  povo.

Minas do Clube Atlético Mineiro.

Minas, que a partir de 6 de junho de 2010, mesmo que indiretamente, escreve uma nova página na história do Maior das Alterosas.
Minas que hoje se despede do ‘velho’ estádio Governador Magalhães Pinto.
No início da década de 30, o Galo fez do estádio na Olegário Maciel, o seu ‘Alçapão’, no entanto, a segunda casa, ou melhor, o quintal dos atleticanos, passou a ser depois de 1965 o Mineirão, o Gigante da Pampulha, ‘La Galoneira’, ou qualquer codinome criado pela Massa.

Neste domingo, o Atlético faz o seu último jogo no ‘antigo’ estádio.
Exigências para a Copa do Mundo de 2014, fazem com que o Mineirão passe por um longo período de reformas.
Mineirão, palco de inúmeras glórias, mas de alguns percalços.
Para os atleticanos mais antigos, estar no Mineirão neste domingo representa um viagem no túnel do tempo.

O Mineirão de 1971, de Renato, Humberto Monteiro, Grapete, Vantuir, Oldair; Vanderlei, Humberto Ramos; Ronaldo, Dario, Beto, Romeu, Spencer, Tião. O esquadrão de Telê que explode a nação alvinegra aos 30 do segundo tempo. Galo, o primeiro campeão nacional.
Aos atleticanos mais superticiosos, ao apito final da partida contra o Ceará, o momento de orar, e pedir para que alguns fantasmas sejam ‘expulsos’ do Mineirão, junto a toneladas de concreto que alí se formarão.

Mineirão da final do Brasileiro de 1977, banhado por lágrimas. Galo: o primeiro e único vice-campeão brasileiro invicto da história.
Mineirão do fatídico 27 de novembro de 2005, a maior mancha no currículo do Clube Atlético Mineiro, o rebaixamento para Série B.
Mineirão da volta por cima: quase um ano depois, o Glorioso retorna para onde nunca deveria ter deixado: Atlético 4×0 São Raimundo, 07 de novembro de 2006.

Mineirão de façanhas alvinegras: 1969, único time do mundo a derrotar a Seleção Brasileira.
Mineirão que coroou um Rei: Reinaldo, 255 gols pelo Galo.
Mineirão de João Leite, Kafunga, Cerezo, Luizinho, Vanderlei Paiva, Dario.
Atleticanos mais contemporâneos, o Mineirão dos títulos da Conmebol, das tabelinhas de Marques e Valdir ‘Bigode’, Marques e Guilherme.
Mineirão do maior vencedor do Estado: Atlético, 40 vezes campeão mineiro.
Mineirão do Clube Atlético Mineiro, o seu Terreiro.
O Mineirão muda, mas o bom filho à casa torna!

Até breve, Mineirão.

PARA SEGUIR NO TWITTER O AUTOR DESTE TEXTO, CLIQUE >>>@LeoGomide

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> @robertoclfilho

RECORDANDO UM REI IMORTAL…

Eu vou lhes contar uma história.

Eu vi o melhor centroavante do Brasil (ou do mundo) jogar. Os mais novos, que não o assistiram, podem pensar que eu estou exagerando.

E que eu, por ser atleticano, estou puxando a sardinha pra nossa bandeira.

Pois eu lhes digo que muitos adversários comungam da mesma visão que eu.

Reinaldo não jogava. Ele brincava em campo. O Rei desafiava as leis da física e do equilíbrio com seus dribles quase impossíveis e as suas jogadas inimagináveis para os pobres mortais.

A bola era a sua namorada, amante e companheira. Nos pés do Rei, ela se se tornava meiga, obediente e excitada.

Porque a troca de carinho e amor verdadeiros leva ao melhor que existe nos relacionamentos: a cumplicidade.

A bola e o Rei eram cúmplices gerados da intimidade mais absoluta que pode existir no mundo.

O maior artilheiro da história do Galo pensava um segundo mais rápido que seus companheiros. E dois segundos mais ligeiro que seus adversários.

Lembro-me de um gol que eu vi, quando o Rei, ao ver que Cerezzo passava correndo para receber na frente e com isso levando os zagueiros para marcá-lo, ele não devolveu a bola.

De fora da área, ele jogou por cima do goleiro do América-RN. Como se fosse com a mão. Como se fosse a coisa mais corriqueira do mundo. Assim como fazia, criança ainda, nas peladas em Ponte Nova, onde nasceu.

Não poderia descrever muitos gols do Rei, porque o espaço não seria suficiente, como insuficiente seria a memória deste blogueiro.

O baby-craque, como era chamado, destruia defesas com apenas um sopro de sua genialidade. Um gênio que, depois de 30 anos, ainda não foi superado por nenhum outro jogador do Atlético em número de gols.

Nós, atleticanos desde o útero, não íamos ao campo para ver futebol. Nós íamos para ver a magia contagiante do Rei.

Nós não seguíamos para o Mineirão para TORCER pela vitória incerta. Nós íamos para VIBRAR com a vitória iminente.

Reinaldo fez do futebol uma arte assinada em letras de gênio. Ou de dor.

A cada oponente driblado e humilhado, uma pancada no joelho. A cada gol espetacular marcado, outra pancada no joelho.

A massa atleticana, impotente e em silêncio respeitoso, assistia, como súditos fiéis, a mais uma cirurgia. E mais uma. E mais uma.

Os nossos corações gelavam. O tempo parava.

Porém,  toda vez que voltava, tornava a extasiar a massa, como se nada tivesse acontecido. “Parecia” que não, mas acontecia. Nenhum corpo humano é capaz de receber tantas agressões sem definhar.

Sem meniscos, a cada dia com menos liberdade de movimentos, o Rei foi, jovem ainda,  obrigado a assinar os papéis da abdicação.

Mas nós, seus súditos, nunca abdicamos dele. Nunca renunciamos e nem renunciaremos ao jogador que nos foi mais caro.

Reinaldo sempre será o Rei eterno do Galo. Ouso dizer que nunca mais teremos outro tão grandioso. A mística da camisa atleticana sempre passará pela trajetória fantástica do nosso mais querido artilheiro.

As arquibancadas alvinegras jamais deixarão de ecoar aos quatro ventos:

REI, REI, REI, REINALDO É NOSSO REI!

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE NO GALO À DIREITA DA PÁGINA.

PUBERDADE ATLETICANA EM 2010.

Sabe quando, aos quatorze, quinze ou dezesseis anos de idade, ainda em plena puberdade, você começa a reparar nas pernas da vizinha bonita e arranja sempre uma posição estratégica à frente do sofá quando ela visita a sua mãe para colocar as notícias em dia?

Você finge uma tremenda concentração no papo delas, mas seus olhos vasculham desesperadamente algo mais do que aquelas pernas monumentais, não é?

Naquele momento, os olhos são os únicos órgãos de seu corpo que não obecedem ao cérebro. Têm vida própria, completamente independentes de sua vontade e totalmente subjugados pela avalanche de testosterona que invadiu o seu organismo.

Os mesmo hormônios que o fazem pagar uns micos de vez em quando nesta fase da vida, enchem as suas noites de sonhos eróticos. E neles, finalmente, você realiza todas as fantasias que a vizinha de pernas bonitas merece.

Você anseia por estes sonhos e eles sempre se constituem na parte mais saborosa do dia.

Nem importa que, depois, você siga para a escola torcendo para que os seus lençóis sejam jogados na máquina de lavar sem nenhum exame mais apurado!

A puberdade é uma época de descobrimentos das reações do próprio corpo, uma vez que este se encontra em plena fase de mudanças para transformar o menino em um homem. E o lado psicológico vai junto, na mesma toada.

Pois trazendo este assunto à baila nos nossos tempos atuais, eu lhes confesso:

Eu estou em plena fase de puberdade atleticana em 2010!

As transformações, desta vez,  não são do corpo. São da alma alvinegra que me acompanha desde que me conheço por gente.

Antes mesmo que a puberdade corporal me fizesse gastar o primeiro dinheirinho com revistas suecas, eu fui o primeiro atleticano da minha família aos 7 anos de idade.

Nem a demora do Kalil em botar pra funcionar aquele twitter consegue destruir os meus sonhos, tão saborosos quanto aqueles que descrevi acima.

Sofregamente, vasculho todos os sites de esportes, fico de olho comprido nas notícias do twitter e, pasmem amigas e amigos deste blog, até recomecei a ouvir a Itatiaia, coisa que não fazia há anos.

A sensação concreta de que este ano estaremos, DE FATO, disputando títulos e agindo nos bastidores de uma forma totalmente profissional, renovou o meu espírito. Trouxe-lhe uma aura adolescente de quem tem todas as chances ao alcance das mãos.

Na jornada deste ano, o Galo tem de fazer (e fará) as escolhas certas. As nossas escolhas durante a vida é que determinam o sucesso ou o fracasso.

Pois neste ano, se seguir com a mesma calma nas ações e o mesmo objetivo na mente (com os quais vem se portando até este momento), o Kalil nos dará sim muitas alegrias.

Alguém já pensou que, se 17 jogadores perdedores já se foram para outras paragens, o Kalil vai trazer atletas do mesmo nível? Ah, faça-me o favor, né?

O homem é bravo, mas não é burro. Trocar 6 por 1/2 dúzia não é característica do nosso presidente. A coisa está sendo muito bem pensada.

Este Reinaldo, centroavante que chega para se recuperar e depois assinar contrato, é muito bom de bola. Eu o vi jogar várias vezes e ele é perigosíssimo na área.

Estamos no limiar de um novo tempo. O meu espírito está sendo preparado para grandes conquistas, assim como a fase de puberdade vai transformando, pouco a pouco, o corpo de um garoto em um homem formado.

Virei adolescente de novo. Daqui pra frente, eu quero traçar tudo e todas as oportunidades de ser campeão.

A taça nas nossas mãos será como  se aquela vizinha de pernas bonitas resolvesse fazer dos nossos sonhos uma inesquecível realidade.

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE NO GALO À DIREITA DA PÁGINA.