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ATLÉTICO 2 X 2 CRUZEIRO – PELO AMOR DE DEUS, NÃO DEIXEM CHUTAR!

Tivesse o Galo repetido no segundo tempo o que tinha feito no primeiro, e hoje estaríamos comemorando uma goleada, sem nenhuma dúvida.

Na primeira etapa, o Atlético sufocou o cruzeiro, que só conseguiu dar um chute a gol, assim mesmo do meio da rua. O Galo, por sua vez, jogando com raça, combatendo em todos os quadrantes do campo e agredindo incansavelmente, sufocou o time das garças. Além dos dois gols, poderia ter convertido outros.

No segundo tempo, o Atlético diminuiu o ritmo e mesmo assim não foi pior que o cruzeiro. Foi um jogo parelho, essa que é a verdade. E o cruzeiro contou com a complacência do árbitro, que viu a agressão covarde de Roger Surfistinha em Danilinho e aplicou somente o cartão amarelo. A cor do cartão foi a mesma de sua coragem. Naquelas alturas, a expulsão de uma garça seria a decretação da vitória do Galo.

O Atlético deveria ter mantido o embalo alucinante do primeiro tempo, mas não o fez. E foi aí que o caldo entornou. Um time que tem Renan Ribeiro como goleiro, não deve se dar ao luxo de administrar o resultado. Ter Renan sob as traves é como ter uma espada sobre as cabeças dos defensores, pois não podem deixar chutar, nem cabecear, nem cruzar… enfim, são obrigados a terem 100% de acertos durante os 90 minutos, coisa impossível de acontecer no futebol. Se errar uma, a bola entra, pois lá atrás o goleiro é uma peneira.

Desta vez, nem precisou de falha da zaga. Renan Ribeiro se incumbiu de fabricar a lambança toda sozinho, se confundindo no tempo de bola e permitindo que o atacante cabeceasse com o gol vazio. A ÚNICA bola na direção do gol entrara!! Aliás, como em muitas outras ocasiões nestes últimos dois anos.

Nós temos o pior goleiro da série A. Se bobear, temos o pior goleiro das séries A e B. Não tem no futebol brasileiro um arqueiro tão inseguro. Entrar na disputa do campeonato nacional com Renan Ribeiro é um verdadeiro SUICÍDIO!

Renan Ribeiro tem o raro dom de ressuscitar adversários mortos em campo. Não fosse aquela falha ridícula e o cruzeiro estaria tentando empatar até agora. Mas pelo contrário, com o gol se encheu de esperança e acordou em campo na mesma proporção que o Galo sentiu o golpe e se retraiu.

Mesmo assim ainda tivemos, nos pés de Guilherme, a chance de fazer 3 a 1. E por perder 2 gols, Guilherme foi vaiado. Foi um dos melhores em campo, mas foi vaiado, na minha opinião, injustamente.

Quero ressaltar o retorno de Bernard, que jogando bem ou mal, imprime uma dinâmica de jogo veloz ao conjunto alvinegro. O garoto é atrevido e não tem medo de cara feia.

Fillipe Soutto jogou bem, mas quando o cruzeiro reforçou o meio e igualou as ações por ali, o garoto se perdeu na marcação. É muito bom com a bola nos pés, mas peca na pegada. Leandro Donizeti fez muita falta, principalmente na segunda etapa, quando houve a necessidade de um espanador na frente da zaga.

Porém, se eu fosse Cuca, estudaria a possibilidade de lançar Soutto à frente de Pierre e Donizeti.

Continuo pensando o mesmo: O Atlético precisa se reforçar para o Brasileirão. Pelo menos, 4 contratações. Independentemente de grandes nomes, mas de titulares produtivos.

Sobretudo de um bom goleiro. Não para operar milagres, mas, pelo menos, fazer as defesas difíceis que Renan Ribeiro não faz. Acontecendo isso, não entregaremos jogos fáceis como os de ontem e nem correremos o risco de infartar a cada bola alçada sobre a área… ou de chutes do meio de campo.

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Assista aos melhores momentos da partida.

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ATLÉTICO 2 X 0 CALDENSE – UM TEMPO DE BOM FUTEBOL.

O Atlético jogou um belo futebol no primeiro tempo e, no intervalo, arrumou as malas, embarcou e se mandou dali.

Só assim para explicar o apagão que baixou sobre o time no segundo tempo.

Se na segunda etapa não houve nada de bom, então vamos comentar a primeira.

Quer queira, quer não, há de se reconhecer que o Cuca faz um belo trabalho de montagem e posicionamento das peças disponíveis.

Padrão de jogo é um detalhe importante que costuma passar longe da Cidade do Galo nos últimos anos, porém, este time o possui.

Coberturas, ultrapassagens, linhas de defesa precisas, movimentações e deslocamentos de ataque, 1-2, triangulações… tudo isso eu vi no primeiro tempo.

É claro que falta muito, não estou dizendo que não. Mas não é, nem de longe, aquele amontoado de atletas correndo atrás de uma bola, como foi nos tempos do moleque e do Dorival Júnior.

A Caldense não é um oponente com peso suficiente para que a equipe atleticana seja avaliada de forma segura.

Mas, vendo o time alvinegro desenvolver seu jogo rápido no meio com Escudero e o incansável Bernard, assessorados por Leandro Donizeti e Pierre, pode-se dizer que a esperança já é embrionária.

Ontem, Pierre não foi o mesmo. Mas o cara jogou no sacrifício, com uma virose.

Enquanto Leandro Donizeti abria uma chapelaria (até chapéu de peito ele deu), Bernard foi um show a parte. Melhor em campo, ainda marcou um golaço, de falta. Richarlyson, como sempre, foi o pior.

Renan Ribeiro fez uma monumental defesa, mas, por conhecê-lo bem, sei que não posso confiar. No dia que ele fizer seguidas partidas boas, esquecerei dos péssimos jogos seguidos que produziu. Uma só defesa não é o suficiente para apagar os frangaços, as falhas e os pontos jogados no lixo em decorrência disso.

Enfim, foi um bom primeiro tempo. E ponto final. Não houve segundo!

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ASSISTA AOS MELHORES MOMENTOS DO JOGO:

ATLÉTICO 2 X 0 BOA ESPORTE – DEU PRO GASTO.

Para um início de temporada, com os jogadores sem ritmo de jogo, fisicamente muito abaixo do ideal e um entrosamento ainda embrionário, até que o Atlético não foi tão mal assim.

Assistimos jogadas interessantes em meio a outras pífias. A equipe não jogou bem, é verdade, mas perna pesada e panturrilha endurecida são talvez maior obstáculo do que o próprio adversário, mesmo que este também esteja retomando as atividades.

Em termos de proposta tática, a entrada de Leandro Donizeti no lugar do bom Fillipe Souto aumentou o poder de pegada e compactou o meio e, de certa forma, blindou a defesa de forma mais sólida.

Perde um pouco de qualidade na saída de bola, mas assegura a um time apenas modesto uma maior consistência defensiva. Se tivéssemos um timaço exuberante, uma equipe tecnicamente confiável _ que retém a bola em seus pés e comanda as ações em campo  _ eu seria o primeiro a clamar por Soutto no meio.

Mas não é o que acontece. E se a nossa realidade é esta, tem mais que continuar com Donizeti, infinitamente mais marcador que Soutto. Este acabará cavando um lugar mais à frente, onde poderá desenvolver o seu toque de bola de pouca marcação.

A intenção de Cuca de reforçar a cabeça de área para suportar os avanços dos alas _ fora possibilitar aos meias encostarem no ataque _ às vezes dava certo e em outras não.

Em relação aos laterais, Carlos César soube usufruir da boa retaguarda e rendeu bem, inclusive dando o passe para o primeiro gol. Ao contrário, na esquerda, Richarlyson só faz reconfirmar as suas limitações. Em alguns momentos da partida, simplesmente não defende e nem ataca. A sua manutenção é algo surreal, tipo uma pintura de Salvador Dali.

Quanto aos meias, gostei da atuação de Escudero, que se lança ofensivamente, mas volta rapidinho para recompor o meio. O gringo vai ajudar muito a equipe na temporada.

Em termos práticos, uma boa vitória, sem dúvida. Mas, ficou bem nítida a necessidade de qualificar o grupo para objetivos mais expressivos.

Se é só para ganhar o título mineiro, ótimo. Pelo preguiçoso ritmo de atuação da nossa diretoria, parece ser essa a principal meta para 2012.

Mas se, ao contrário, a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro estiverem na pauta de conquistas, há de se pensar grande agora. NÃO DEPOIS…

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ASSISTA AOS MELHORES MOMENTOS DA PARTIDA.

ENTREVISTANDO DIMARA OLIVEIRA.

O blog Lances & Nuances novamente entrevista um profissional formador de opinião. Desta vez, Dimara Oliveira, jornalista esportiva da TV Alterosa, emissora mineira que cobre o futebol da nossa terra. Ela, como sempre muito educada e atenciosa, dispôs-se a falar com os alvinegros.

Vamos à entrevista:

Lances & Nuances – Prezada Dimara, pode-se dizer que você é um dos destaques televisivos da imprensa esportiva mineira. Permita à imensa torcida atleticana conhecê-la melhor, contando o desenrolar de sua carreira.

Dimara Oliveira – Obrigada pelo carinho. Minha primeira opção era a medicina, fiz “patologia clínica”, depois a opção foi pelo “direito” pela tradição da família e só depois optei pelo jornalismo. Era muito nova, tinha 17 anos quando iniciei o curso de comunicação.
Fui direto para a Band ainda como estagiária e depois acabei ganhando a vaga de repórter. Rapidamente passei a fazer também a rede nacional, além do Minas Esporte.
Tudo começou cedo na minha vida. Fiquei na Band até 99, quando fui para a assessoria de imprensa do Cruzeiro, onde fiquei até 2004. Retornei à Band em 2004, já como editora chefe de esportes da emissora.

L&N – Cada pessoa, seja ela jornalista ou não, tem o seu time de coração. O L&N não tem nada contra isso, uma vez que é um direito do cidadão de qualquer profissão. O que pedimos é imparcialidade no tratamento dado aos clubes. Você crê que a imprensa mineira é imparcial?

Dimara – Quem me conhece sabe que acho que qualquer tipo de análise, pré- julgamento não é justo. Posso falar apenas por eu mesma. Não tive criação em BH, toda a minha relação é com São Paulo, por ter sido criada no sul de Minas. Aprendi, mas não sou muito ligada a essa rivalidade absoluta de Atlético e Cruzeiro. Procuro em tudo que faço, ser jornalista que é o meu orgulho.

L&N – Para qual time você torce?

Dimara – Aprendi ao longo da carreira a torcer por bons trabalhos, pelos amigos que fiz ao longo da carreira. Graças a Deus tenho amigos espalhados pelo futebol mundial. Gosto sempre do bom trabalho e do bom futebol.

L&N – Todos sabemos que a campanha realizada pelo Atlético em 2011 foi ridícula e cobriu de vergonha os atleticanos espalhados por esse Brasil afora. Por isso mesmo, só podemos deduzir que temos um time fraco e inoperante, principalmente nos jogos fora de casa. Para que esta situação seja mudada de uma vez por todas, quais os setores (dentro e fora de campo) que precisam de reforços, na sua opinião?

Dimara – Acho que o Atlético tem em sua retaguarda bons profissionais! Já disse em outras oportunidades que Dorival Júnior “não fez bem” ao Atlético, na questão física (grupo de profissionais seus), técnica e em algumas decisões tomadas até pela questão do Diego Souza. Não sou “corneta” nunca fui, gosto do trabalho do Cuca e acredito que ele vai encontrar o caminho.

L&N – Caso você fosse treinadora do Atlético, pediria à diretoria a contratação de um goleiro?

Dimara – No caso específico do goleiro e sem “cornetar” [risos] acho que o Renan tem um potencial muito bom, mas não tem conseguido mostrar, e não é possível esperar tanto assim. Eu pediria sim, um goleiro mais experiente

L&N – Guilherme saiu do Cruzeiro, onde você trabalhou por algum tempo. Certamente o conhece mais do que nós, atleticanos. O que houve com o rapaz, que não conseguiu repetir no Galo as atuações que o consagraram no time do outro lado da lagoa?

Dimara – Se soubesse a resposta já teria dito e tentado ajudar [risos]. Olha só, pela própria situação que o Atlético viveu  no ano passado, todos que chegavam, carregavam uma responsabilidade muito grande de ter que mudar toda uma história. Acho que existe a questão da avaliação do perfil do jogador, onde ele pode render mais e tudo isso teve o seu “peso”.

L&N – Quais as suas expectativas em relação ao desempenho do Galo em 2012, sabendo que algumas contratações já foram feitas e que não se repetiu o festival de barcas de 2011? Ainda falta gente para chegar?

Dimara – O Atlético acabou este ano mantendo uma base. Tenho expectativas muito boas com garotos como o Fillipe Soutto, o Bernard e o próprio André. Essa retomada de jogadores feitos em casa pode dar uma outra conotação ao time. O que vai acontecer, qualquer exercício nesse momento é “futurologia”.

L&N – A ponta do iceberg da corrupção na arbitragem brasileira acaba de emergir no caso do juiz Gutemberg de Paula contra o Sérgio Correa, da CBF. O L&N acredita que tem muita sujeira debaixo desse tapete. Qual a sua opinião a respeito?

Dimara – Acho que entra ano, sai ano. Entra campeonato e sai campeonato. Todos reclamam da mesma forma. As situações devem ser apuradas e acho que falta vontade nisso.

L&N – A torcida atleticana admira muito o seu trabalho, Dimara. Sendo assim, qual a sua mensagem para a nação alvinegra?

Dimara – Agradecer sempre o carinho e o respeito pelo meu trabalho de todos os atleticanos e dizer que a cada matéria, a cada divulgação de notícia que faço do Galo, procuro ser o mais “clara” possível para que todos possam ter sempre a boa informação.

A sua entrevista honrou este espaço e a nação atleticana, Dimara. Muito obrigado.

Para seguir a entrevistada, clique aqui.

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MAIS UMA VITÓRIA DO PÉ NO CHÃO SOBRE O DESESPERO.

Figueirense e Atlético iniciaram a partida visivelmente nervosos, mas faziam bom combate no meio de campo, mesmo com muitos chutes para o alto. Quando a bola sobrava, partiam em velocidade para o ataque. Lá e cá. Na verdade, mais lá do que cá. É que, apesar do nervosismo, quando colocava a bola no chão o Atlético tocava melhor. E era superior nas triangulações, tinha velocidade.

Mas o gol atleticano só saiu perto do fim do primeiro tempo, em uma jogada de escanteio, com cabeçada do zagueiro Werley. E foi só. E foi pouco.

Porque o Figueirense não se abalou. Continuou fazendo o mesmo jogo seguro no meio de campo e soube jogar no erro do Atlético. O time catarinense não chama atenção por um futebol vistoso, mas é bem montado. Os jogadores se entendem em campo. Talvez por isso não se afobaram quando tomaram o gol. Talvez por isso não perdem uma partida há 13 rodadas, sendo que ganharam as 6 últimas.

O gol do alvinegro catarinense surgiu de uma falha do goleiro Renan Ribeiro, que errou feio mas não errou sozinho, já que o sistema defensivo atleticano ficou escancarado em um lance de muita velocidade de 3 atacantes contra 5 defensores além do goleiro. Um erro para derrubar qualquer um, certo? Errado. Quando sofreu o gol, o Figueirense soube se recompor. Mas o Galo teve 43 minutos para fazer o mesmo e não conseguiu. Há várias partidas, esse abatimento não acontecia de forma tão aguda.

Na verdade, Cuca não esperou para ver como o time reagiria. A primeira substituição veio imediatamente após o gol, a exemplo do que tinha feito no jogo anterior, contra o Grêmio, quando sacou Carlos César e colocou Serginho.

Hoje, porém, a história não se repetiu. E o Galo, que se desbaratinou ao sofrer o empate, parece ter perdido o restante de suas forças quando Daniel Carvalho deixou o campo. Até o final do jogo, outras duas substituições não trouxeram maior ânimo. O Figueirense tinha constrangedores 65% de posse de bola, a maior parte do tempo forçando o segundo gol. O Atlético se defendia como podia, já sabendo que o empate era lucro.

E os atleticanos espalhados pelo mundo torciam para que o ditado “água mole em pedra dura tanto bate até que fura” fosse mudado para “tanto bate até que o tempo acaba.” Não funcionou.

Aos 42 minutos da etapa final, o Figueirense fechou a conta e passou a régua. Dali não sairia mais nada, a não ser a lamentação de um time que teve o jogo nas mãos, porém não soube superar sua própria falha para seguir na luta.

Quanto à Massa atleticana, ela não pode ser tão bipolar assim. Na semana passada não estávamos no céu. Hoje não estamos no inferno. Temos que fazer o que o time do CAM não conseguiu hoje em campo: reagir ao golpe e partir com confiança e equilíbrio para o restante da peleja.

Equilíbrio é o caminho, como vem provando o outrora tão desacreditado Figueirense.

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ATLÉTICO 2 X 0 GRÊMIO – UMA LUZ JÁ ILUMINA O GALO!

Uma luz abençoada já ilumina e beija o escudo do Galo no horizonte!

A segunda divisão está cada vez mais distante de uma equipe raçuda e disposta a pulverizar qualquer possibilidade de descenso.

Cuca, que ajustou a defesa antes de qualquer outro setor no time, tem os maiores méritos no renascimento de um Atlético que, se não joga um futebol maravilhoso, pelo menos deixa sangue, suor e lágrimas no campo de batalha.

Já são 3 vitórias seguidas. E a mais difícil foi contra o Grêmio, que vestiu azul e com o azul foi defenestrado na Arena do Jacaré. Na próxima, garanto que eles escolherão outra cor.

O clube gaúcho sempre foi uma equipe enjoada para se jogar contra. São fortes defensivamente e, quando detêm a posse de bola, trocam passes em direção ao gol. Não ficam penteando a bola no meio de campo.

Mas o Galo, empurrado por mais de dezessete mil torcedores, não tomou conhecimento e agrediu o tempo todo. Hoje o Atlético pode se mandar para o ataque com mais tranquilidade que antes.

Porque? A explicação chama-se PIERRE! Este jogador é um verdadeiro pittbull, daqueles com sangue nos olhos e a baba escorrendo espumante pelos cantos da boca. O adversário, só de olhar, treme dentro das calças… ou do calção!

Desde que chegou, a defesa adquiriu consistência e reduziu substancialmente o número de gols tomados. Triguinho, em um posionamento de 3º zagueiro criado por Cuca, consolidou ainda mais o setor. Hoje é a melhor defesa do Brasil, sem dúvida nenhuma. Tanto que é a menos vazada do returno.

O Galo vencia por 1 a 0, quando, aos 7 minutos do segundo tempo, Neto Berola foi expulso por uma jogada que nem falta foi. Vencemos, tudo bem, mas não podemos esquecer o quanto Wilson Luiz Seneme tentou sabotar a vitória.

Inverteu inúmeras faltas no meio, irritou os jogadores do Galo, expulsou Berola injustamente, etc. etc. etc. É bom que o movimento #DeOlhonoApito não o perca de vista. Juizinho ordinário!

Quando o Grêmio dominava as ações e as coisas ficavam pretas para o nosso lado, eis que Marquinhos Cambalhota mata a bola na entrada da grande área _ em sua primeira participação no jogo _ e dispara um torpedo que Vítor nem viu onde entrou. E nem dois goleiros veriam.

O cara que, durante quase o ano inteiro, armou acampamento no Departamento Médico do Galo, surpreendentemente entrou e resolveu o problema. Matou o jogo e coletou mais 3 pontos para a nossa sacolinha.

Benditos 3 pontos que trazem consigo um alívio enorme para a nação alvinegra. Até poucas semanas atrás, a situação era catastrófica. A esperança havia se despedido de forma melancólica.

Mas voltou com força! Se o time permanecer com essa pegada e a disposição de atropelar, como ontem aconteceu, ouso dizer que será duro para os futuros adversários ganharem do Galo!

E agora só faltam 3 pontos para garantir um 2012 totalmente diferente de 2011. O senhor Alexandre Kalil está me ouvindo? Podemos aspirar a algo mais do que ficar, outra vez, lutando pra não cair, senhor presidente?

Pierre será o único jogador em destaque nesta crônica porque não quero ser injusto com os outros. Na minha visão, todos jogaram muito bem, todos suaram em busca do triunfo. Nova menção especial a Renan Ribeiro, que salvou o Atlético com uma defesaça ao final do jogo. O garoto está se recuperando, agora tenho certeza.

E que venha o Figueirense. Finalmente, voltei a torcer para o Galo jogar!

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ATLÉTICO 2 X 1 PALMEIRAS. UFAAA!

Desse jeito, não há coração que aguente!

Tudo bem vencer um jogo duro e passar sufoco no final. Mas contra 9, poxa?

É brincar demais com a capacidade do atleticano de respirar! Juro que às vezes penso que a nossa expectativa de vida é muito menor que a oficial. E, a cada partida parecida com esta, vai se reduzindo ainda mais.

Os momentos de instabilidade da equipe teimam em aparecer em todas as partidas e são exatamente o que nos tira a confiança acerca de seu destino. Ainda não dá para cravar que o Galo escapou.

Enfrentando um Palmeiras com 9 jogadores a partir dos 30 minutos do segundo tempo, podia-se pensar em tudo de bom. Pensar, por exemplo, em um jogo mais tranquilo, em um placar elástico, em manter a posse de bola e deixar o tempo passar…

O nosso futuro correu pelo campo, representado por nossas crianças alvinegras!

Em tudo, menos intuir o que aconteceu de verdade.

Nos 15 minutos finais (ou 18, com a prorrogação), a impressão era que o Palmeiras jogava contra um time com menos dois jogadores!

Pois o jogo mudou da água para o vinho… ou do vinho para a água, sei lá eu. Levamos um gol e quase sofremos o empate.

Tudo isso porque, ao invés de partir para cima de um time já moribundo naquela altura, os atletas alvinegros entenderam que o jogo já estava ganho. E todo mundo parou de jogar!

Ora, ora, isso é futebol e como tal, é totalmente imprevisível. Quase que jogamos fora 3 preciosos pontos ao fazer uma leitura equivocada da situação.

Enfim, apesar de todo o sofrimento, nos afastamos um pouquinho da zona de rebaixamento com um fim de semana perfeito para o Atlético.

Todos os concorrentes que frequentam a região do inferno perderam.

Para assegurar a permanência na série A, o Atlético necessita de mais 9 pontos. Alguns matemáticos dizem que bastam mais 7, por causa dos confrontos diretos entre os times sob risco.

De todo modo, a raça demonstrada ontem tem de persistir. Se não possuem qualidade _ e poucos no time a têm _ os jogadores devem compensar com a garra que sempre caracterizou as equipes do Clube Atlético Mineiro.

Pierre valeu o pagamento da multa, pois jogou muito. Réver também foi um monstro, mas Bernard foi o dono do jogo, na opinião deste blogueiro. Menção especial para Renan Ribeiro, em uma ótima tarde/noite, fazendo o que não fazia antes: defesas difíceis!

Mas não posso, por um jogo apenas, endeusar um goleiro que já jogou no lixo dezenas de resultados por conta de falhas ridículas. O que me resta é torcer para que a atuação deste domingo se repita sempre. E só!

E vamos sacramentar a reação, Galo!

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VERGONHA!!!

Inauguramos uma nova era no Atlético.

Não nos basta mais perdermos o jogo e os 3 pontos.

Uma derrota digna já não é suficiente. Temos de levar goleadas uma atrás da outra para escancarar de vez a vergonha da massa atleticana.

Uma torcida que respira e vive por este clube, mas este clube não vive nem por si mesmo, quanto mais pela torcida.

Ontem o Galo extrapolou a cota de incompetência e o Internacional passeou em campo.

Foi como tirar pirulito de uma criança desde o primeiro minuto de jogo, tal a diferença técnica e tática entre os dois times.

O placar não diz o que foi o jogo. O Atlético merecia levar uma sapatada de 6 ou 7.

E quando digo que tremo só de pensar nas alterações de Dorival Junior, eu tenho cá as minhas razões.

A entrada de Wendel foi uma brincadeira cruel com aqueles que entendem um mínimo de futebol.

Foi uma invenção de um treinador metido a Professor Pardal que superou a burrice da personagem dos gibis.

Abriu o meio de campo completamente e a partir daí, a coisa desandou. Mesmo tentando corrigir depois,  já era tarde. A Inês já era morta.

A verdade é que o time do Atlético perdeu o padrão que vinha mantendo até no jogo contra o Bahia.

Simplesmente desapareceu no ar. Escafedeu-se. Hoje não existem mais soluções treinadas. O time está entregue às baratas.

E matando todo mundo de vergonha. E forçando a cabeça do atleticano a olhar para o chão… outra vez. E mais uma vez!

É este o time que o presidente Kalil diz ser muito bom?

O presidente disse também que Renan Ribeiro está entre os 5 melhores do país. Cegueira pura de um dirigente que está pecando por omissão e empáfia.

Pois a porteira foi aberta por Ribeiro, naquela bola fácil que espalmou nos pés do atacante. Mas, inexplicavelmente, permanece titular. Até quando vai continuar contribuindo para as derrotas?

Daniel Carvalho, apesar de ter sido um dos menos ruins, não se encaixa em meio de campo marcador. Desequilibra o setor.

Aliás, posso estar sendo injusto com ele, porque ontem eu não vi ninguém se encaixar em esquema algum, pois esquema foi exatamente o que não existiu.

É este o time de 2011? Se for, preparemos o lombo. Nosso futuro será lutar, NOVAMENTE, contra o rebaixamento, não se iludam.

O time foi esfacelado e perdeu todo o conjunto que tinha, devido aos estranhos critérios de Dorival Junior. Cada critério mais aloprado que o outro.

Isso desmotiva e desestabiliza o grupo. Vide Guilherme Santos, que vinha super bem e hoje virou um perna de pau. Mais um para a galeria.

Não espero nada de bom dessa aberração chamada equipe do Atlético.

E não espero nada de reforços de uma diretoria sonolenta e míope, que, apesar dos apelos de milhares de atleticanos em relação ao fortalecimento do time, se faz de surda, como se tudo fosse uma bobagem de gente que não entende nada.

Pois é, são nessas horas que a gente constata quem é que entende alguma coisa. E quem se julga dono da verdade e não é.

Manter um time desses sem reforços, durante tanto tempo, sem ouvir ninguém, só pode vir de UMA CAMBADA DE IRRESPONSÁVEIS!!!

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ATLÉTICO 2 X 2 ATLÉTICO-GO. UM PÉSSIMO RESULTADO.

Custo a crer que, depois de partidas vistosas, recheadas de um futebol rápido e fluente, o Galo voltou ao marasmo do jogo improdutivo e com passinhos para os lados.

Pois foi o que aconteceu ontem. E, como diz o “filósofo” Muricy Ramalho, a bola pune!

Eu não sei como foram os treinamentos na semana que antecedeu a partida, mas a impressão que eu tenho é que tudo de bom que o time tinha foi “destreinado” e atirado na lata de lixo.

Os irritantes passinhos para os lados acontecem quando não existe entrosamento ou falta ousadia. E passes errados são uma demonstração de reduzida capacidade técnica ou excesso de virtuosismo.

De todo modo, de um jeito ou de outro, acaba travando todo o time, principalmente quando o meio não consegue ditar o ritmo de jogo.

Tudo bem que Fillippe Souto arredondava a bola naquele setor e Richarlyson dava um plus a mais na marcação.

Entretanto, a falta dos dois não pode justificar tamanha queda de rendimento.

Apesar de maior posse de bola, o Galo foi dominado taticamente pelo xará goiano, que atuou como bem quis em plena Arena do Jacaré, fato inadmissível em um campeonato tão difícil quanto o brasileirão.

Daniel Carvalho não fez a diferença, Gilberto entregou a rapadura no primeiro gol deles e Giovanni Augusto tornou-se, de repente, um jogador comum, sem contribuir como o fazia antes.

Mancini está abaixo da crítica e Magno Alves segue perdendo gols em profusão, embora a criação de chances para conclusões não tenha sido, nem de longe, no nível dos outros jogos.

Enquanto isso, o Atlético-GO, com apenas três finalizações, marcou duas vezes. E num deles, auxiliado por uma falha bisonha de Renan Ribeiro justamente quando o Atlético ensaiava uma reação de verdade.

Foi como um balde de água fria na equipe.

E não foi a primeira vez. Até quando Dorival Júnior manterá um goleiro inseguro com título de propriedade da titularidade registrado em cartório?

Imagino o que se passa na cabeça do goleiro reserva, Giovanni, nesta altura do campeonato, pois, comprovadamente, é mais completo que o titular.

Renan Ribeiro é um razoável goleiro, nada mais do que isso. É uma promessa _ que ainda não deslanchou, como tantos _ e tem de ser preservado sim. Mas essa preservação da prata da casa passa por um bom banco.

Parece que Dorival Júnior entende que uma reserva machucaria demais Renan Ribeiro. Ora, enquanto isso vamos seguir levando gols bobos e perdendo pontos?

Muitos já passaram por isso e depois tornaram-se grandes jogadores. Não há nada demais na atitude. Diego Alves é um bom exemplo.

Foi uma partida sem imaginação do time atleticano, que esqueceu o bom conjunto mostrado em jogos anteriores.

Dorival Júnior merece críticas sim. Mete umas idéias alopradas na cabeça e nenhum ser racional consegue tirá-las de lá.

Leandro no lugar de Guilherme Santos é uma aberração, uma ode à burrice.

O time vinha jogando bem com 3 volantes e ele simplesmente muda tudo, sem motivos aparentes. Mantem Mancini com um Guilherme no banco.

Daniel Carvalho, que, hipoteticamente, não suportaria 90 minutos, é mantido o jogo inteiro. Vá entender!

Afora outros pontos não citados, senão esta crônica será alongada em demasia.

Vale lembrar que não estou pedindo a cabeça do Dorival. Tenho o maior respeito por seu trabalho e a continuidade da filosofia é fundamental nessa hora.

Mas ninguém está acima de críticas feitas construtivamente.

Enfim, não fomos competentes para somar 3 pontos em cima de um adversário de média capacidade e dentro de nossos domínios.

Isso nos obriga a enfrentar o Flamengo do moleque irresponsável com a corda no pescoço e pensando tão somente na vitória.

Um péssimo resultado!!

E mesmo assim, a diretoria segue dormindo em berço esplêndido!

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O CLÁSSICO E O OXIGÊNIO QUE NOS RESTA EM 2011.

Não é porque o Galo perdeu o título que vou detonar tudo o que foi feito de bom neste campeonato mineiro que se encerra hoje.

Algumas revelações importantes surgiram com muito brilho.

Fillippe Soutto e Giovanni Augusto são crias da casa e devem ser valorizados no decorrer do ano. Se uma revelação é difícil de aparecer, quanto mais duas!

De todo modo, como venho sempre dizendo aqui, campeão ou não, a equipe necessita de reforços de talento, mas que, além da qualidade, tenham o mesmo espírito de luta da garotada.

Quanto ao jogo, gostei dos primeiros 15 minutos e de mais 15 minutos no meio do segundo tempo, quando parecia que o cruzeiro estava perdendo o fôlego.

Foi quando Magno Alves perdeu aquele gol na cara do Fábio, que, sem dúvida, lacraria a tampa do caixão azul. Não se pode perder um gol daqueles, ainda mais quando o jogador em questão é o mais experiente do grupo.

O Atlético jogou para empatar e se fechou lá atrás. Não acredito que tenha sido Dorival Júnior que posicionou o conjunto alvinegro desta forma.

Apesar das tantas vantagens de se possuir elencos muito jovens, um dos grandes males é este: na hora da maior pressão, os garotos esquecem o que foi dito no vestiário.

E o nosso meio de campo acabou não funcionando. Ao invés de impor o seu jogo e agredir o cruzeiro, recuou demais e deu campo ao adversário.

Com isto, não alimentou o ataque e sobrecarregou a defesa. Nenhum setor defensivo do planeta consegue sair incólume quando a bola não para no seu ataque. 90 minutos são minutos demais para não ser vazado, quando a bola, a todo momento, está voando dentro de sua área.

Na minha opinião, Renan Ribeiro falhou nos dois gols, principalmente no segundo, quando surpreendentemente botou só um jogador na barreira.

Marcos, do Palmeiras, quando era o melhor goleiro do Brasil e um dos melhores do mundo, nunca fez isso.

Essas coisas acontecem num rachão ou em uma brincadeira, não numa decisão de campeonato. Renan Ribeiro, um jovem goleiro em início de carreira, ousou fazer o que os melhores goleiros do mundo não cogitam nem em sonhos!

E levou o gol _ que tinha a obrigação de defender porque assumiu a responsabilidade _ que deu números finais ao placar de uma partida que o Galo não merecia mesmo vencer.

Que Renan Ribeiro aprenda que, se a barreira existe, é para ser usada em seu favor.

No mais, é esperar que a diretoria (ineficaz até agora no departamento de futebol), saiba agir de modo inteligente daqui para a frente.

Não resta dúvidas que Dorival Júnior conseguiu soluções para a equipe quando a grande maioria, inclusive eu, duvidava.

Vê-se claramente que hoje temos padrão de jogo, trocas de passes rápidos, combate no meio de campo, jogadas ensaiadas, etc…

Mas também está claro que NÃO temos um time confiável.

Eu chamo de “time confiável” aquela equipe que, quando entra em campo, você tem a mais absoluta certeza de que vai vencer. E que quando perde, você se surpreende.

Eu diria que hoje o Galo, quando pisa no gramado, a torcida não tem certeza de nada. Nem da vitória, nem da derrota.

Muito antes pelo contrário!!

Resta-nos agora a esperança de uma boa campanha no Brasileirão e uma conquista de Sul-Americano.

Temos gás para isso, caro amigo e leitor?

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ATLÉTICO 7 X 1 AMÉRICA-TO – PRUDÊNCIA E CALDO DE GALINHA…

O adversário pode até não ser parâmetro para avaliar o potencial do Atlético, mas o América de Teófilo Otoni não é pior do que o Grêmio Prudente.

Quero dizer com isso que, se o Galo tivesse jogado o que jogou hoje naquele fatídico 0 a 0 contra a equipe paulista, com certeza estaria ainda na Copa do Brasil.

Faço essa comparação só para estabelecer um ponto de equilíbrio entre o pessimismo e o otimismo.

Posto-me com prudência em relação ao resultado em si e é bom evitar euforia. E mantenho as preocupações, pois é uma equipe mediana, ainda não confiável e com vários defeitos crônicos.

Precisa ser urgentemente reforçada. E se, quando reforçada, mantiver essa vontade do primeiro ao último minuto, aí sim, pode até perder, mas dará trabalho.

Todavia, não resta dúvida que o conjunto se encorpou, imprimindo uma velocidade surpreendente e uma compactação que não existia antes.

Os destaques positivos de hoje:

Mancini: Fez a sua melhor partida desde que chegou. Correu muito, fez um gol, deixou o Magno Alves na cara do goleiro e organizou o time pela esquerda. E a sua alegria de estar aqui novamente parece ser mesmo genuína. E isso está influindo positivamente em seu futebol.

Renan Ribeiro: O garoto fez defesas muito boas. Aquelas bolas que até bem pouco tempo entrariam, hoje ele não deixou entrar. Tomara que recupere a velha forma.

Magno Alves: O Magnata deitou e rolou neste jogo. Tudo que fez deu certo. Apesar de sua idade, tem um capacidade de arranque muito maior do que muitos jovens por aí.

Giovani Augusto: O menino é destaque não pelo futebol apresentado, embora tenha mostrado categoria, vigor físico e inteligência de jogo. Entrou muito bem no primeiro tempo e caiu no segundo. Mas na partida desta tarde/noite, na minha modesta opinião, foi a mais grata surpresa. Custo a crer que Jackson era o titular em seu lugar. O Dorival tem algumas coisas que não dão pra entender, essa é que é a verdade! Haja paciência!

Guilherme Santos: A cada jogo, uma maior consistência. Uma boa qualidade técnica, muita disposição e capacidade física. Com estas virtudes, o garoto vai fazendo a torcida esquecer a quase eterna lacuna da lateral esquerda.

Enfim, sem entusiasmo exagerado e sem nenhuma ilusão quanto às futuras performances da equipe, que é bastante limitada, posso dizer que enxerguei um bom crescimento técnico.

Desta vez, pela primeira vez no ano _ exceto aquele primeiro tempo contra o Guarani de Divinópolis _ o dedo do técnico apareceu na foto.

Os trabalhos durante a semana surtiram efeitos, pois durante todo o jogo (apesar de eventuais quedas de rendimento) o Galo foi um time mais organizado, lúcido e obediente taticamente.

Afinal, vimos jogadas, como a do segundo gol (de Mancini), em que os toques foram todos de primeira. E muitos outros lances na mesma dinâmica.

Será que podemos interpretar isso como resultado de um grupo mais “clean”, mais limpo de más influências?

Será que, por fim, pegamos o caminho certo? Ou ainda não?

É bom manter de pé aquele velho ditado que diz  “prudência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém”!

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IAPE 2 X 3 ATLÉTICO. UM JOGO PARA ESQUECER.

Depois de ter visto aquele primeiro tempo primoroso contra o Guarani de Divinópolis, custo a crer que tenhamos jogado tão mal contra o IAPE.

Afinal, o Galo não enfrentou um time verdadeiramente profissional. O IAPE é quase uma equipe amadora!

E mesmo assim, o Atlético se deparou com dificuldades que certamente não estavam no script dos alvinegros.

Posso dizer com isso que o time maranhense jogou tão bem que inibiu o conjunto atleticano?

De jeito nenhum. A equipe nortista é apenas razoável e tinha todos os ingredientes para levar uma sonora goleada.

Só não foi assim porque o Atlético, cheio de empáfia e arrogância, entendeu que o jogo seria fácil. Após o primeiro gol, os nossos jogadores, sabe-se lá porque, intuíram que a chuva de gols seria questão de tempo.

E deram um brack no ritmo. E, como num pesadelo _ quando um acontecimento atropela o outro _ de repente já estávamos perdendo de 2 a 1.

Não importa se o primeiro gol foi carga faltosa em Renan Ribeiro. Temos de reconhecer que o bom goleiro alvinegro subiu naquela bola com a mão mole demais. Tinha de sair para socar até a cabeça do atacante, se fosse necessário. Mesmo assim, a falta existiu e não foi marcada.

E no segundo gol, o jogador deles veio de trás. Mas o bandeirinha, com a atenção chamada pelo atleta que estava de fato impedido _ e que correu para a bola, sim senhor, caracterizando a infração _ levantou a bandeira, corretamente.

O juiz apitou, mas aí o incompetente bandeirinha já se mandara para o meio de campo! Ou seja, o larápio se arrependeu da marcação, apesar do apito do juiz, que hipoteticamente encerraria o assunto ali.

E o maior absurdo: apesar de ter apitado, o juiz voltou atrás. Incrível! Em futebol, um apito significa o fim e o reinício. Mas não foi o que aconteceu.

Porém, independentemente das trapalhadas do trio de árbitros, o time preto e branco tinha a obrigação de se impor com um futebol bem jogado.

Longe disso. Deu espaços demasiados no meio de campo, errou passes demais e os elementos da defesa davam a impressão de nunca terem jogado juntos.

A equipe bateu cabeça em todos os setores, em um estado de nervosismo inexplicável para uma equipe experiente de profissionais.

Nem Réver jogou bem. E quando Réver não joga bem, algo está tremendamente errado.

Entendo que, contra uma equipe fraca, o bom jogador entra mais relaxado, pois acredita que mais cedo ou mais tarde, os gols começam a fluir.

Mas no meio do caminho, quando ele vê que o gatinho começa a se transformar em uma onça, há necessidade premente de mudar o foco mental.

Nestas horas, é muito produtivo assumir um grama de humildade e encarar o outro time, por mais frágil que seja, como se fosse a maior equipe do Brasil.

É assim que se ganha jogos contra times deste naipe. É assim que se ganha grandes clássicos nacionais.

Hoje não destacarei nenhum jogador. Até Berola, que costuma fazer a diferença, não o fez. Tardelli tinha tudo para arrebentar, mas optou por enfeitar jogadas com firulas desnecessárias.

Ricardo Bueno fez o terceiro gol e só. Na minha opinião, é ruim de doer. Só espero que o gol que marcou sirva para valorizá-lo em DVD. E que o Galo possa ganhar um dinheirinho a mais por causa disso.

O que, no fundo no fundo, eu duvido com todas as letras.

Portanto, sem destaques, pois ninguém merece.

Vamos esquecer que vimos uma partida tão pobre.

E você, caro amigo, quer continuar a lembrar?

Eu, da minha parte, já esqueci. Do que estávamos falando mesmo?

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ATLÉTICO 1 X 1 RIVER PLATE. UM TESTE VÁLIDO.

Um time voando em campo em início de temporada é uma utopia do tamanho dos anseios de Júlio César, imperador romano, que sonhava dominar a aldeia gaulesa do chefe Abracurcix e seus guerreiros, que se entupiam da poção mágica preparada pelo druída Panoramix a cada batalha iminente.

O final era sempre o mesmo: os romanos se retirando todos estropiados enquanto os gauleses festejavam a vitória se deliciando com javalis assados na fogueira.

Enquanto os músculos não obedecerem 100% ao comando do cérebro, nós veremos partidas como a que vimos hoje:

Um jogo recheado de passes errados, alguns de dois metros, domínio deficiente de bola, matadas de canela, lançamentos equivocados, etc, etc, etc.

Mas por entre um festival de jogadas ridículas, ainda dá para selecionar, mal e porcamente, o que ocorreu de bom e de ruim, ainda que neste momento, não seja a coisa mais importante.

O Galo foi bem no início do jogo. Tão bem que achei que o jogo hoje seria barbada.

Depois foi se complicando aos poucos, pois o meio de campo concedia espaços aos uruguaios e _ como virou uma moda infindável por aqui _ deixava a zaga exposta aos ataques adversários.

Richarlyson, individualmente, foi bem, mas a coordenação com Serginho não funcionou. Os dois bateram cabeça ininterruptamente.

O Atlético voltou bem no segundo tempo, com 4 alterações. Mas, lá pelos 15 minutos, novamente embolou as ações e dificultou um jogo que poderia ter sido fácil. Louve-se a atuação do goleiro do River, Hernandez, que pegou até pensamento.

Para não me estender demasiadamente na análise setorial da equipe, pois isso demandaria muito espaço para esta crônica, vou me limitar a algumas observações essenciais:

1 – O time titular que entrou jogando, decididamente não será o time titular da temporada. Mais peças do que imaginávamos serão trocadas. E não serão pelos nomes que projetamos.

2 – A minha preocupação com a lateral direita triplicou depois desta partida, mesmo considerando o pouco preparo físico. Para mim, Rafael Cruz foi menos ruim do que Patric, que parecia travado pela pressão da estréia ou seja lá o que for.

3 – A equipe perde muito em qualidade com Richarlyson na lateral esquerda. Parece ser um desperdício utilizá-lo por ali, quando no meio ele pode ser muito mais útil.

4 – Fiquei agradavelmente surpreendido pela atuação de Magno Alves. É rápido, parte para dentro da defesa e constrói jogadas agudas. Só reforçou a minha opinião, dada quando ele chegou: a sua contribuição será efetiva!

5 – Mancini, Diego Souza, Renan Oliveira, Berola, Jobson, Ricardinho, Werley e Leandro ainda têm um longo caminho de exercícios a percorrer. Vão ter de ralar muito para retomar o nível de futebol de que são capazes.

6 – Repito o que já disse antes: Serginho é o melhor lateral direito que temos. Se no ano passado ele complicou jogadas na frente de nossa área, este ano voltou do mesmo jeito. Ou seja, não evoluiu na essência.

7 – Há necessidade premente de fechar o meio de campo. Zé Luis é peça de contenção importante demais para se abrir mão.

8 – Giovanni provou que a sua contratação foi acertada. A bola que pegou não é para qualquer goleiro pegar. Se eu fosse Renan Ribeiro, passaria a treinar dobrado.

Enfim, foi um empate de 1 a 1, quando poderia ter sido 4 a 4 ou 5 a 5. Espero que Dorival Junior tenha adquirido muitos subsídios para a definição tática e do time ideal para a estréia no campeonato mineiro.

Que se confirmem as palavras de Kalil: “que este ano o time funcione tanto no papel quanto no campo!”

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PALMEIRAS 2 X 0 ATLÉTICO.

Longe de mim criticar Dorival Junior nessa altura do campeonato.

Afinal, se teve alguém que deu algo parecido com um sistema tático à equipe neste ano foi ele.

E foi ele, inclusive, que escalou contra o Palmeiras um time raçudo e bem distribuído em campo.

Levamos o primeiro gol por acidente de trabalho, embora esses acidentes estejam se repetindo com uma frequência absurda contra o Galo.

Gostei de ver que a pegada da equipe melhorou muito em eficácia. A compactação do meio funcionou e tivemos oportunidades de sair na frente no placar.

Aquela bola do Ricardo Bueno, no primeiro tempo, merecia entrar. E se entrasse, a história do jogo seria outra.

Mas porque iniciei esta crônica falando de Dorival Junior?

Porque o mesmo Dorival que formatou a boa equipe que iniciou o jogo foi o mesmo Dorival que se incumbiu de desmontá-la!

Ora, até os vinte e poucos minutos da segunda etapa, o Galo estava mais perto do empate do que o Palmeiras do segundo gol.

Alê dava boa proteção à zaga. Renan Ribeiro se tornou um espectador privilegiado. O Atlético tramava muito bem no meio e Neto Berola se encarregava de enlouquecer a zaga palmeirense.

O que tinha de errado nisso?

Mas Dorival entendeu que faltava ofensividade. Tudo bem, eu entendo. Mas no momento que tirou Alê, o único volante de contenção em campo, ele entregou o jogo ao Palmeiras.

Porque Serginho entrou mal demais. Porque Nikão entrou mal demais.

Se Serginho tivesse entrado no lugar do Diego Macedo, eu entenderia. Mas deslocar Mendez para a lateral direita e lançar Nikão, meia ofensivo que não marca nada, cá entre nós, foi o fim da picada.

De repente, a zaga atleticana, que aos trancos e barrancos vinha se comportando bem, foi vendida aos piratas. À sua frente, se abriu um corredor maior que o oceano Atlântico, sem sinais e sem faróis.

E a sorte do jogo mudou de lado. A partir daquele momento, o Galo se perdeu em campo. Não houve mais nenhuma jogada aguda em direção ao gol, troca de passes, nem nada. Absolutamente nada.

O time murchou. E o Palmeiras, a partir daí, retomou as rédeas de uma partida que até então vínhamos comandando e certamente, a qualquer momento, empataríamos.

Quando Ricardo Bueno perdeu a bola que concedeu o segundo gol ao Palmeiras, auxiliado pela preguiça de Jairo Campos de ir com vontade no atacante, a esperança foi trucidada. O que poderia ser uma vitória ou um empate heróicos, virou uma derrota frustrante.

A entrada de Tardelli, um pouco antes, só fez desarticular ainda mais o esquema proposto.

Pois Tardelli não jogou absolutamente nada. Fabiano, por mais inseguro que estivesse em campo,  produziu muito mais que ele.

Valeu a tentativa? Claro, há de se tentar ganhar um jogo. Mas, valha-me Deus, mexer em 3 peças e errar em todas, é 0% de aproveitamento!

E isso me assusta sobremaneira, embora não me faça desesperar e nem mudar o meu conceito a respeito do nosso bom comandante.

Afinal, para quem assistiu, pasmo e boquiaberto, as monumentais asneiras de um moleque irresponsável por 8 longos meses, isso é café pequeno!

Dorival Junior vem trabalhando bem, não se pode negar. A mudança de esquema, o posicionamento e a atitude da equipe mudaram da água para o vinho, reconheço.

Nada a reclamar quanto a isso. O que me preocupa são as substituições. Estas sim, me dão calafrios!

Destaques positivos: Renan Ribeiro e Neto Berola.

Destaques negativos: Fernandinho (horrível), Jairo Campos, Serginho e Nikão. 

Perdemos, mas foi um jogo jogado com a raça que caracteriza a esquadra alvinegra.

E só por isso vou dormir em paz!

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ATLÉTICO 1 X 1 PALMEIRAS

_ Um goleiro inseguro e fraco.

_ Um time desinteressado em dividir as bolas, muito menos em correr em busca da vitória.

_ Nada dá certo porque nenhum jogador  se doa em campo, ninguém está ali para botar o pezinho em dividida.

_ Cada atleta está pensando mais na balada do que na sua profissão, até porque o técnico é um zero a esquerda, omisso e incompetente.

Este ERA o time do moleque irresponsável, o grande projeto furado do “enganador-mor” do futebol brasileiro.

Mas não é o objetivo de Dorival Junior.

Dorival é sério, trabalhador e presente. Trabalha duro a semana inteira (todos os dias e não só na sexta-feira), conversa com os jogadores, troca idéias, bota para jogar os melhores, não dá murro em ponta de faca e não se sustenta na base da garganta.

Hoje o Galo atuou com o time reserva. Mesmo assim, apesar dos sustos, deu um calor danado no time titular do Palmeiras. Hoje os atletas correm, dividem, suam sangue em busca da vitória.

Alguns são, claramente, limitados tecnicamente. Contudo, mesmo estes ajudam o conjunto. Fazem parte da estrutura e com ela contribuem com o seu quinhão de esforço.

Nem parecem os mesmo jogadores que, por tanto tempo, zanzavam como um grupo de zumbis dentro das quatro linhas.

É por isso que eu louvo o empate de hoje. E não porque tenha jogado um futebol primoroso, um futebol perfeito e fluente em todas as suas linhas.

Não, não sou um analista tão alucinado assim. Sou um atleticano ferrenho, daqueles que torcem contra o vento, mas na hora de destrinchar o jogo, eu procuro interpretá-lo da forma como aconteceu.

Mas ninguém pode negar que o Atlético vem apresentando, desde a chegada de Dorival Junior, um jogo mais coordenado, mais organizado e com as peças  mais ajustadas em campo.

Isso acontece com o time titular e se repete na formação reserva, como ocorreu hoje.

Pode-se dizer que o Galo empatou o jogo em casa ou atuou mal, mas já não temos o direito de afirmar que foi um bando em campo, como até bem pouco tempo.

Existe princípio, meio e fim na equipe. Um desenho tático lógico.

Na partida de hoje, o Galo encarou o Palmeiras de igual para igual. E Renan Ribeiro e Deola foram as principais figuras no gramado.

Renan Ribeiro, ratificando a sua condição de titular absolutíssimo, fez defesas fantásticas e deu segurança à zaga, como nenhum outro goleiro nos últimos anos.

A pegada no meio é completamente diferente de antes. É firme e concatenada. Vai um, fica o outro. Se você for, eu lhe cubro. Não significa dizer que a marcação no meio está 100%. Longe disso. O crescimento será gradual e constante.

A equipe se tornou mais rápida, até a reserva. Sabem porque? Por aquilo que eu falei repetidamente aqui no L&N: quando os jogadores sabem aonde está o seu companheiro, basta dar o toque.

Não há necessidade de ficar procurando desesperadamente um cara vestido de preto e branco para tentar o lançamento. Isso atrasa o jogo e cede contra-ataques.

Treinamento bem aplicado é e está sendo a solução. E uma conversinha motivadora aqui e outra ali. Mais nada. Acreditem em mim, eu já estive lá dentro.

Algumas peças se destacaram hoje. Para aquele que acha que Cáceres foi culpado no gol do Kléber,  eu gostaria de vê-lo impedindo um gol com o atacante de frente e você tentando alcançar a bola e ao mesmo tempo, cortá-la para trás ou para o lado.

É praticamente impossível, amigo. Cáceres foi o porto seguro da defesa hoje. Não perdeu um lance sequer.

Zé Luis foi outro gigante no meio, assim como Mendez. Aliás, Mendez está se recuperando. Quem viver, verá este equatoriano dar muitas alegrias à Massa.

Nos destaques negativos, Diego Macedo cada dia pior, tanto quanto Jairo Campos e Ricardo Bueno.

No mais, espero que na segunda partida, a arrogância típica do Palmeiras seja um imenso trunfo a nosso favor. Posso garantir que eles saíram daqui se sentindo classificados.

Mas se o Galo, daqui há quinze dias, já estiver fora de perigo no campeonato brasileiro, o Palmeiras pode se deparar com o nosso time titular.

E aí a cobra vai fumar um belo charuto cubano!

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NESTE DOMINGO, O ATLÉTICO ENFRENTA O CRUZEIRO NO PARQUE DO SABIÁ.

Num jogo de uma torcida só _ no caso, a do cruzeiro _ , o Galo vai desesperadamente em busca de uma vitória sobre o maior rival em Minas Gerais.

É difícil, mas não é impossível.

Afinal, em clássico não há favorito de véspera.

O cruzeiro e a sua torcidinha queima-rosca estão arrotando empáfia escorados em sua campanha até aqui.

Não resta dúvida que fazem uma bela temporada no campeonato nacional, reconheço.

Mas cantar vitória antes do apito inicial é um ato de arrogância tão imbecil que o castigo pode vir a galope.

Eu já vi o Atlético ganhar do time azul quando estava caindo pelas tabelas.

Da mesma forma, o contrário já aconteceu.

Um jogo entre os dois clubes sempre é uma incógnita e não há como fugir deste lugar-comum.

Portanto, só nos resta torcer para que o vencedor no domingo seja o maior time das Gerais, o alvinegro imortal.

E se ganhar, tenham a certeza: o Galo embala!

Eu também já vi isso se realizar em outras ocasiões. Basta uma vitória contra o lado frio da lagoa que o time se enche de brios e parte para as cabeças.

A formação, bastante ofensiva (sem Alê), provavelmente será a seguinte:

Renan Ribeiro, Rafael Cruz, Réver, Werley e Leandro; Zé Luis, Serginho, Renan Oliveira e Diego Souza; Tardelli e Obina.

A grande novidade é o retorno de Tardelli, que, a bem da verdade, nunca fez uma grande partida contra o cruzeiro. Tenho cá comigo que este é um jogo na medida exata para o estilo de Neto Berola.

Renan Ribeiro atuará em seu primeiro clássico como profissional.

Espero que ambos, Tardelli e Renan Ribeiro, assim como toda a equipe, estejam absolutamente prontos para uma vitória redentora.

Já chega de perder para eles. Chegou a nossa hora!

Com a derrota do Vitória, basta vencer para sair da zona do rebaixamento, sem depender de nenhum outro resultado.

Sendo assim, vamos pra cima deles, meu Galo!

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INDEPENDIENTE DE SANTA FÉ 1 X O ATLÉTICO – RENAN RIBEIRO E O CAMPO DOS SONHOS!

Cá entre nós, foi um jogo horroroso!

O time reserva do Galo jogou alguma bola hoje? Meu caro amigo, o Atlético não jogou absolutamente nada!

Nem na defesa _ que se sustentou na base da garra _ , nem no meio de campo _ que inexistiu _ e nem no ataque, que sobreviveu às custas de faltas cometidas em Ricardo Bueno.

Ah, então Ricardo Bueno jogou bem? Não, meu amigo, não jogou nada. Só sofreu faltas em cima de faltas. Mas, pelo menos, soube cavá-las na hora certa e esse foi o seu grande mérito.

Mas o Galo trouxe o mais importante: a classificação para a próxima fase da Copa Sul Americana.

Apesar da classificação e do desempenho abaixo da crítica, não vou criticar ou destacar nenhum jogador… a não ser Renan Ribeiro.

Este sim, foi um gigante!

E, por causa da atuação inesquecível de Renan Ribeiro, eu vou lhes contar uma história, de atleticano para atleticano: Era uma vez…

João Leite era o terceiro goleiro do Galo nos anos 70. O titular era Ortiz, um goleiro argentino doido de jogar pedra na cruz.

Tão louco que, numa determinada ocasião, em vez de pegar com as mãos, matou no peito uma bola chutada por Dirceu Lopes, um dos maiores jogadores do cruzeiro de todos os tempos.

E depois saiu jogando como se nada tivesse acontecido.

Vocês podem imaginar o que aconteceu. A Massa atleticana quase implodiu o Mineirão. Naquele momento, temi desabar junto com as arquibancadas.

Ortiz (foto a esquerda) era um verdadeiro ídolo da Massa. E o merecia com todas as consoantes e vogais.

Era o goleiro das bolas impossíveis.

As fáceis tinham muito mais possibilidades de entrar do que aquelas que qualquer goleiro rezaria para que a Santíssima Trindade resolvesse o problema.

Mas com Ortiz não. Ele mesmo resolvia.

Eu sei que neste exato instante, os leitores que curtiram aqueles momentos mágicos estão morrendo de saudades. Eu também estou, enquanto escrevo.

Contudo, doido como era, Ortiz, um dia, resolveu chutar o balde da diretoria do Galo, que não pagava os salários. Simplesmente sumiu no mundo um pouco antes do início do campeonato brasileiro.

Para o seu lugar, foi chamado o reserva imediato, Sérgio Biônico, um bom goleiro. Mas tinha uma grande problema: a baixa estatura.

E contra o Remo, do Pará, na sua estréia pelo campeonato brasileiro, levou um gol que entrou à meia altura no canto. Bola perfeitamente defensável e que ele deixou passar.

No jogo seguinte, contra o Santos _ e eu estava lá firme na arquibancada  _ Barbatana, o técnico, escalou João Leite.

Era o terceiro goleiro. Mas era alto, forte e ágil. E fechou o gol contra o Santos. E fechou o gol no jogo seguinte. E fechou outras vezes mais. E virou uma verdadeira muralha lá atrás.

Quando tudo parecia perdido, era João Leite que fazia o derradeiro milagre.

Sabem qual o ano em que João Leite se tornou titular? Foi em 1977, ano em que o Galo, invicto como vice-campeão brasileiro, obteve 12 pontos a mais que o campeão, o São Paulo.

E o São Paulo só foi campeão porque o STJD deu um jeito de julgar Reinaldo, o melhor jogador da época, às vesperas da decisão.  Adiaram o julgamento com o intuito de desfalcar o alvinegro de seu artilheiro justamente na hora em que a cobra ia fumar.

No primeiro ano como titular, João Leite (foto a direita) chegara a uma decisão de campeonato.

E durante os dez anos seguintes permaneceu no posto com todo o merecimento. Um dos maiores goleiros que o Galo já teve em todos os tempos.

Porque lhes conto esse episódio da vida do Atlético?

Porque, além do enredo ser muito parecido, eu vejo em Renan Ribeiro a reencarnação dos grandes goleiros que o Galo já teve.

Eu vislumbro em Renan Ribeiro a agilidade de Renato, o goleiro campeão de 1971.

Eu enxergo em Renan Ribeiro a picardia de Ortiz, a destreza de Mazurkievicz, a inteligência de Mussula, os reflexos apurados de Veloso, a elasticidade de Diego Alves, a leitura da jogada de Marcial e a calma de Taffarel, fora os que estou esquecendo em todos estes anos.

Eu intuo em Renan Ribeiro o futuro. Dez anos de titularidade absoluta, se não for vendido de forma insana.

Hoje eu vi João Leite jogar novamente. Hoje eu tive a felicidade de assistir Ortiz praticar os seus loucos milagres e revi Diego Alves com a número um preta e branca.

Foi como se assistisse ao filme “Campo dos Sonhos”. Através da atuação de Renan Ribeiro, desfilaram diante de mim todos os grandes goleiros do Galo, fantasmas queridos.

Estou realizado. E, por favor, perdoem-me a emoção.

Obs: O negrito nos nomes é em respeito aos imortais.

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ATLÉTICO 2 X 0 AVAÍ

Se estivéssemos no ano passado, eu diria que dificilmente vi o time jogar tão mal uma etapa inicial de partida.

Mas como neste ano de 2010 nos acostumamos a ver a equipe jogar um futebol de categoria duvidosa, já não salta aos olhos tamanha mediocridade.

Virou paisagem para nós.

O que se notou de positivo desde a saída de bola é que o Galo está lutando  muito mais do que no tempo do pseudo-técnico que só tinha gogó.

Mas futebol que é bom…

Ontem, na primeira etapa, quem levou mais perigo foi o Avaí. Não fosse Renan Ribeiro, cada dia melhor, estaríamos ferrados e mal pagos.

Em um dos lances, Renan Ribeiro, com grande elasticidade, levou o drible mas conseguiu dar um tapinha na bola, o que fez com que Roberto chutasse de canela e errasse o gol vazio.

Em outra, a nossa zaga abriu e o cara encheu o pé. Renan segurou firme, sem rebote.

E ainda defendeu uma bola dificílima no segundo tempo, quando se esticou todo para espalmá-la para córner.

Seguramente, posso dizer que “habemus” goleiro! E um goleiraço, por sinal. E pensar que gastamos uma grana dobrada com Fábio Costa, Marcelo… e deixamos, por conta dos seguidos frangos, preciosos pontos para trás.

Pontos estes que hoje fazem uma falta danada!

Dorival mexeu na equipe no intervalo e mudou o panorama da partida.

Berola _ que substituiu Daniel Carvalho _ enlouqueceu a defesa do time catarinense. Deu o passe de calcanhar para o gol de Rafael Cruz e ainda fez o segundo, depois de um lançamento espetacular de Diego Souza.

Se Berola atuasse 100% concentrado em todas as jogadas, seria um dos principais atacantes do futebol brasileiro. Mas não é assim, ele alterna jogadas de craque com lances bizonhos.

Tomara que Dorival Junior tome providências com uma conversinha ao pé do ouvido.

Os erros de passes permanecem se repetindo de segundo em segundo. O nosso time perde bolas com uma facilidade inacreditável.

E os espaços no meio de campo continuam escandalosamente escancarados. A verdade é que Dorival Junior, apesar de ter melhorado o jogo coletivo, ainda não conseguiu implantar um sistema à sua imagem e semelhança.

E nem houve tempo para isso, sejamos justos.

Mas sinais positivos se notam sim. Os jogadores estão mais irmanados e se ajudando em campo. Ontem, Daniel Carvalho, em um contra-ataque do Avaí, foi dar combate em nossa área porque os zagueiros estavam no ataque.

Embora suor e luta não estejam em falta na era Dorival, os atletas foram tão mal treinados durante tanto tempo, que a impressão que eu tenho é que em todos os jogos são reunidos pela primeira vez.

Assim como uma pelada de fim de semana.

Mas o importante é que vencemos e se não fosse a vitória do Atlético-GO, já estaríamos hoje respirando ares bem menos poluídos.

E se continuar somando pontos jogando mal como ontem, deixaremos a Z-4 dentro de pouco tempo.

Isso é o que importa nesse momento.

Nada mais.

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ATLÉTICO 2 X 0 INDEPENDIENTE DE SANTA FÉ

Dorival é um excelente treinador, mas não é santo milagreiro!

Sabendo disso, temos de nos manter preparados psicologicamente para a instabilidade da equipe dentro de campo.

E bota instabilidade nisso.

O Galo alterna momentos bons e ruins de minuto em minuto. Embora já se identifique o dedo do treinador em relação ao posicionamento e ao deslocamento tático, há instantes em que nada dá certo.

Mesmo assim, no primeiro tempo, o Atlético dominou o jogo, o que não poderia ser diferente em razão das limitações técnicas da equipe de Santa Fé.

Os vestiários da Arena do Jacaré, no intervalo, já deveriam ter recebido o time com uns 3 gols de vantagem.

No princípio do 2º tempo, surpreendentemente, foi o Independiente que tomou a bola para si. Não fosse o incrível reflexo de Renan Ribeiro e a vaca teria ido para o brejo.

Aliás, na hora da defesa, eu pensei: _ Se fosse Fábio Costa, pesado e sem mobilidade, esta teria entrado!

O Galo só foi retomar o comando das ações por volta dos 12 minutos. E aí a coisa fluiu, principalmente por causa da entrada de Berola no lugar do invisível e improdutivo Ricardo Bueno.

Se fosse treinador do Galo, eu não escalaria Bueno nem no time reserva em treinos. Ele é um cemitério de jogadas. Não tem domínio de bola, não sabe fazer tabelas e conclui a gol _ quando conclui _ de forma estabanada e sem direção.

Serginho voltou ao que era antes daquela maravilhosa atuação contra o Corinthians. Dispersivo, errando passes de 3 metros, correndo muito sem necessidade, perdendo bolas e concedendo contra-ataques…

Enfim, ainda existem muitos ajustes a fazer, mas gradualmente a equipe vai tomando forma de time de futebol.

Perdemos gols demais com Rafael Cruz (o último toque para o gol, de tão displicente, foi ridículo), com Obina, com Berola _ que é rápido, tem suas virtudes, mas precisa treinar conclusões a gol com urgência _ e com Diego Souza.

Este último fez um bom jogo e cada vez mais vai readquirindo a velha forma. Foi só ver o Antônio Mello pelas costas que o seu preparo físico melhorou. E com melhor condicionamento, a técnica mais apurada já começa a dar as caras.

A estréia de Diney foi péssima. A entrada de Jheimy no lugar de Obina, cansado, deu mais mobilidade ao ataque. O garoto é melhor que Ricardo Bueno, sem dúvida. Se bem que esta comparação não diz muita coisa a seu favor.

Ao final do jogo, restou um gostinho de frustração pelos inúmeros gols perdidos.

Poderiam fazer a diferença em Bogotá, uma cidade com 2.640 metros acima do nível do mar, a terceira maior altitude do mundo (atrás apenas de La Paz e Quito).

Por causa dessa elevada altitude, era importantíssimo aplicar uma goleada ontem para levar uma gordura para o 2º jogo.

Pois defender uma vantagem de apenas 2 gols em 90 minutos procurando sofregamente oxigênio para se manter de pé, não vai ser mole não!

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RESULTADO DA ENQUETE DO LANCES&NUANCES.

A enquete realizada de 09.02.2010 a 15.02.2010, com a pergunta “A qual goleiro você daria a camisa titular?”, teve os seguintes resultados:
Aranha – 12% – 74 votos
Carini   – 71% – 440 votos
Renan Ribeiro – 15% – 93 votos
Contrataria outro – 1% – 6 votos
Other – 0% – 1 voto
Muito obrigado às 614 pessoas que votaram nesta enquete.
Como podem constatar, Carini deu uma lavada caprichada nos outros. Apesar da falha contra o Ipatinga, permaneceu recebendo votos e mantendo a dianteira.
Aranha foi o menos votado dos goleiros que compõem o plantel do Galo. Surpreendentemente, Renan Ribeiro recebeu mais votos que ele. Será que Aranha está tão em baixa com a torcida?
Apenas 1% das pessoas que votaram não estão satisfeitas com o grupo de goleiros que temos.
Se o resultado da enquete reflete o pensamento geral da nação alvinegra, confesso que não sei dizer.
E você, saberia? Qual a sua opinião a respeito?