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GALO, BI-CAMPEÃO MINEIRO!

galocampeao

Não adiantou a mobilização da torcida cruzeirense, que aspirava, com um time apenas mediano, ser campeão. Embora tenham o direito de sonhar, não possuem equipamento para chegar lá.

Não adiantou o movimento da imprensa mineira, que deveria ser neutra, mas não é.

Se formos analisar o jogo, o cruzeiro entrou para lutar pela vitória e o Galo parecia esperar que o resultado caísse em suas mãos sem esforço.

Ledo engano. A auto confiança excessiva quase custou-lhe um placar que poderia ser muito mais feio no primeiro tempo.

A falta de Pierre no meio de campo abriu um espaço que nem o próprio cruzeiro esperava. Digo mais uma vez: Pierre joga com o escudo do Galo no lugar do coração! E inflama o time, transmite raça, injeta sangue nos olhos de todo o time. Pierre é um pittbull necessário, é aquela dose de malícia que todo cara do bem tem de ter para não ser engolido pela malandragem.

O time não jogou bem só por causa do Pierre? Claro que não. Embora o Cuca tenha dito, no decorrer da semana, que o Atlético estava muito focado, os 90 minutos não mostraram isso. Na verdade, o Galo jogou só pro gasto.

O Galo não sabe jogar apenas se defendendo. Isso é fato. E o Atlético só se defendendo é um time muito inferior àquele que joga agredindo o tempo todo. Se tivesse feito isso, o panorama da partida teria sido outro.

Ainda bem que não perdemos o título mineiro. Caso tivesse ocorrido, a equipe entraria contra o Tijuana com o astral comprometido. Mesma coisa que dizer que a morte de uma barata destrói o mental de uma manada de elefantes, devido à diferença da importância dos títulos.

Mas, no futebol, isso é a mais absoluta verdade. Futebol é psicológico. Futebol é cabeça! Eu já joguei, eu sei. Se houver algo de dúvida em relação ao seu próprio potencial, você não consegue jogar tudo que sabe! As pernas tremem.

Mas, enfim, somos bi-campeões mineiros. Desta vez, em cima de uma equipe cheia de arrogância e vaidade.Tomara que o lado azul se iluda com o elenco que tem e não contrate reforços.

Melhor assim. Sinal que iniciamos uma longa dinastia no lado de cá das montanhas.

E vamos agora em busca do título das Américas. Chega de campeonato rural! Temos de pensar grande!!!

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MÍSTICA QUE NOS EMBALA E REVIGORA!

Nem um atleticano de índole fria e distante (se é que existe um atleticano assim) seria capaz de não se emocionar com a vitória maravilhosa de ontem.

Pois não foi uma vitória qualquer. De uma só vez, demos uma voadora nos peitos do Fluminense, da CBF, do juiz da partida, da comissão de arbitragem e mais uma penca de tendenciosos imbecis deste país.

Foi, literalmente, uma conquista contra tudo e contra todos. Dentro de campo, na hora da onça beber água, o Fluminense não sabia o que fazer contra o rolo compressor em que se transformou um time de machos, de jogadores de brio, vestidos de preto e branco e dispostos a esfacelar a equipe-símbolo da vergonha em que se transformou o campeonato nacional.

E, por linhas tortas, foi o que aconteceu. Digo linhas tortas porque o Fluminense ainda conseguiu marcar dois gols. À sombra da razão, era para ter sido uma goleada de, no mínimo, uns 6 a 0. Mas eles têm um goleiro que, quando não defende, conta com uma trave amiga.

O juiz fez de tudo para atrapalhar a festa alvinegra. Anulou um gol legal do Ronaldinho, permitiu que Wellington Nem atacasse impedido, fingiu não ver uma agressão do Fred, entre outras artimanhas no meio de campo que não parecem decisivas, mas que enervam qualquer um que tenha sangue nas veias.

Foi um massacre. O Galo não negociou nenhum armistício e não aceitou bandeira branca. Qualquer resultado que não fosse a vitória seria um monumental castigo.

Do lado atleticano, Ronaldinho Gaucho foi o maestro. Mas teve a companhia de monstros como Leandro Donizeti, Bernard e Leonardo Silva. Mas como destacar só esses, sem  enaltecer o Jô, marcador de 2 gols, Marcos Rocha (que precisa treinar mais marcação), Victor, Réver, Júnior César, Pierre e Berola?

Por isso, como um atleticano emocionado e explodindo de orgulho, rendo as minhas homenagens a TODOS os jogadores e ao técnico Cuca. A nação alvinegra está vibrando nas ruas sabendo que briga ainda pelo bi-campeonato. Corações sangrando de amor explícito.

Para encerrar a crônica, divulgo aqui o que o Mike Palhano, nosso amigo que mora nos States, contou no twitter: antes do jogo, convidou alguns garotos cubanos (que brincavam na rua) para assistir à partida em sua casa. Pois qual não foi a sua surpresa ao constatar que os cubanos se encantaram tanto com o Galo que passaram a torcer como se fossem verdadeiros atleticanos. Pulavam e gritavam como se estivessem nas arquibancadas do Independência. Tenho certeza que foi um dia mágico para o Mike, ao curtir a vitória de seu time e, ao mesmo tempo, converter alguns cubanos para o bom caminho.O Galo é contagiante!

Vitória épica que nos reconduz ao caminho do título. Vitória que nos ensina, mais uma vez, a acreditar na mística de uma camisa que nos embala e revigora.

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Assistam aos melhores momentos:

SPORT 1 X 4 ATLÉTICO – BERNARD NELES!

Nem chuva, nem campo ruim, nem torcida contra são capazes de frear a tenacidade de um time que não teme ninguém.

Nem por um momento, mesmo quando perdia por 1 a 0, eu duvidei da vitória. Isso não é arrogância ridícula de líder não. Isso é CONFIANÇA na solidez do esquema e na entrega desmedida de cada jogador que veste hoje esta camisa.

O segundo tempo do Atlético foi primoroso, no mesmo nível daquela monumental apresentação contra o Internacional. O que não encaixou na primeira etapa entrou nos eixos na segunda. A partir daí, o time tomou conta do jogo, deu uma banana pra torcida rubro-negra e partiu para uma goleada histórica.

O Galo jogou como se estivesse em casa. Atuou com absoluta autoridade e sobrou nas quatro linhas. Não respeitou o terreno adversário, assim como Bernard, um garoto de 19 anos, não respeita os mais velhos.

Bernard foi atrevido, guerreiro, inteligente e merece todos os demais adjetivos elogiosos que restarem. Um espetáculo à parte, cujo ingresso deveria ser cobrado separadamente. Participou dos 3 gols e encerrou o show de gala com um golaço que qualquer craque consagrado assinaria.

E o garoto, pouco a pouco, num plantel recheado de grandes nomes, vai se tornando  um ídolo autêntico da Massa atleticana. Sugiro ao Kalil, como ação preventiva, reajustar o seu contrato de forma a multiplicar o valor da multa rescisória. Prevenir não machuca ninguém.

Mas Bernard não jogou sozinho. Ronaldinho Gaucho, apesar de muito marcado, também se destacou. Gradualmente vai aprendendo a achar os companheiros em campo. E me encanta o entusiamo dele ao comemorar cada gol. Havia tempos que eu não o via assim, com gosto de jogar futebol. No meu entender, o gaúcho reencontrou a alegria de correr atrás de uma bola.

Elogiar Pierre, Réver e Leandro Donizeti é chover no molhado. São incrivelmente regulares. Por mais estranho que pareça, Leonardo Silva não marcou o seu gol. Victor não teve culpa naquela bola cruzada e mesmo que tivesse, pouco me importaria. A segurança que ele trouxe ao sistema defensivo é qualquer coisa de gigantesca. Além do mais, o primeiro gol foi fruto de uma saída rápida de bola que partiu de suas mãos para Júnior César, que acionou Bernard, que por sua vez lançou Ronaldinho Gaucho que dividiu e sobrou para Danilinho. Pegou a defesa do Sport de calças na mão.

Marcos Rocha vem crescendo muito de produção. Ontem, o lateral esteve à altura dos melhores em campo. Jô e Danilinho são importantes demais nesta equipe, não se enganem. Danilinho, que é o jogador mais criticado por aqueles que não leem as entrelinhas do futebol, ironicamente é o artilheiro do time no campeonato nacional.

Enquanto o Galo atropela os adversários, alguns secam, mesmo porque é a única coisa que lhes resta fazer. Fred, centroavante do Fluminense e cruzeirense assumido (faz tempo que saiu do armário), disse antes do jogo que ia torcer dobrado contra o Atlético. A Denize Barros Abreu, apaixonada atleticana exilada nos States, tem uma boa resposta para ele: PRAGA DE MARIA VELHA NÃO MATA GALO GORDO!

Enfim, foi mais uma vitória de uma equipe que, não tenho dúvidas, segue em busca do título nacional. E se permanecer com os pés no chão, sem se empolgar demasiadamente e não abandonar a pegada, tem tudo para, ao final do ano, lotar os hospitais de atleticanos com os corações implodidos no peito!

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ATLÉTICO 3 X 1 INTERNACIONAL – UM VAREIO DE BOLA!

Nos primeiros minutos, o Internacional até que tentou alcançar algo parecido com equilíbrio de forças. Porém, depois daquele início, o que se viu no Independência lotado foi o Galo tomar conta do jogo de uma maneira que poucas vezes eu assisti nos últimos anos.

E não me digam que foi por causa da expulsão de D’Alessandro, porque não foi. O argentino saiu de campo aos 38 minutos da primeira etapa. No transcorrer de todo o primeiro tempo (e não só depois de sua exclusão), o Atlético efetuou 272 passes contra 114 do Inter. Finalizou 6 vezes contra 0, teve 11 dribles contra 5 e desarmou 18 vezes contra 10 (números gentilmente cedidos pelo jornalista Mário Marra).

Foi um domínio absurdo sobre um clube de tradição e que tem um dos melhores plantéis deste campeonato. O Internacional levou um verdadeiro vareio de bola nos 45 minutos iniciais, essa é que é a verdade! Não viram a cor da bola, não conseguiram dar sequer UM chute a gol.

Na segunda etapa, depois do gol de Leonardo Silva, o Galo se desconcentrou e levou o gol. A partir daí, as trocas de passes rasteiros _ a principal tônica do primeiro tempo _ foram esquecidas e o jogo se tornou equilibrado… por uns 10 minutos. Pois, logo depois, o conjunto se refez, compactou-se como antes e retomou as rédeas de um jogo que pode ser considerado a sua melhor performance em 2012.

E a vitória, além de representar mais 3 pontos na sacolinha, implodiu um tabu de 10 anos sem vencer o colorado gaúcho. Neste ano, o Atlético vem estraçalhando tabus um atrás do outro. Tomara que consiga superar o mais antigo, o mais ansiado por todos nós, aquele que representa mais de 40 anos sem acontecer.

Na minha concepção, os destaques positivos foram todos os jogadores. Se eu os nomeasse, poderia cometer injustiças. Até que eu tentei, mas apaguei logo em seguida porque seria obrigado a relacionar o time completo. Uns mais, outros menos. Mas, mesmo assim, resultaria num post longo demais para ser publicado aqui.

Reverencio novamente a raça com que a equipe encara cada jogo. Cada bola é disputada como se fosse o salário do fim do mês. Você vê um jogador adversário com a bola e 3 ou 4 atleticanos dando combate ao mesmo tempo. O cara nem tem tempo de raciocinar.

Que bom que está sendo assim. O atleticano está feliz e sobretudo, orgulhoso. Agora vamos ao Recife para mais uma jornada vitoriosa.

Que o Sport seja a nova vítima de um time valente e com sangue nos olhos!

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Assista aos melhores momentos:

SÃO PAULO 1 X 0 ATLÉTICO – NÃO PRECISAMOS SACRIFICAR NINGUÉM!

Não vi o Galo ser dominado no Morumbi e nem se acovardar como em recentes épocas.

Vi um time confiante em sua força enfrentar um dos melhores elencos do Brasil e jogar de igual para igual. E em alguns momentos do 2º tempo, até empurrar o São Paulo para o seu campo.

Perdeu, ok, mas nem tanto ao céu nem tanto ao inferno. Uma derrota não significa eternamente choro e ranger de dentes.

Não vou aqui procurar culpados. Alguns jogaram mal e outros bem. Danilinho não repetiu a performance do jogo passado, Jô não se destacou porque a bola não chegou nele, Ronaldinho Gaucho foi peça nula no meio, Carlos César nos deu a certeza de que a posição é do Marcos Rocha e Giovanni, embora venha crescendo, tomou um gol defensável.

Bernard, com apenas 19 anos, tem muito ainda a aprender. Se para aprender, tem de ficar no banco, que fique. Mas não foi culpado sozinho da derrota e nem pode assumir a culpa por isso. A sua culpa é relativa na mesma proporção dos outros. Já demonstrou enorme caráter ao sofrer pelos gols perdidos, pois tem plena consciência do que isso significou para o resultado da partida.

Pelo que sinto, Bernard, com apenas 19 anos, não precisa ser instado a corrigir deficiências. Ele tem a exata noção de onde falha e, pelo que deduzi de sua entrevista, se cobra muito. É meio caminho andado para o sucesso e uma lição para marmanjos mais velhos que não estão nem aí para uma derrota.

Não estou defendendo o jogador por ele vir da base. Os que me conhecem ou frequentam o L&N sabem que eu não faço isso. Defendo-o porque, quer queiram quer não, é peça importante no esquema que o Atlético adotou. Ele é rápido, incisivo, parte pra cima e ainda tem fôlego para recompor o lado esquerdo e cobrir o lateral.

Bernard pode ser criticado, mas jamais sacrificado pela torcida. A vaia, nesse momento, só agravará o problema. Eu, como ex-jogador, sei que o bom futebol está na força mental do atleta. E não existe nada pior do que a auto confiança abalada. Pensem nisso antes de vaiá-lo contra o Náutico.

Para finalizar, apenas dois registros:

1 – Já passou da hora de Leandro Donizeti retornar ao time. Um Pierre é bom, mas melhor ainda são dois Pierres.

2 – De uma forma sutil e malandra, estamos sendo roubados nesse campeonato brasileiro. Aquelas faltas não marcadas no meio de campo, impedimentos não existentes, vista grossa para uma 2ª infração de amarelo (que geraria o vermelho), agressão pra vermelho sendo punida com amarelo… e por aí vai.

Como eu tenho dito sempre, o ano de 2012 será de luta contra tudo e contra todos. Se não nos unirmos e botarmos a boca no trombone, o caldo vai engrossar pro nosso lado!

Acreditem!

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Assistam aos melhores momentos:

PALMEIRAS 0 X 1 ATLÉTICO – NEM JUIZ, NEM CBF

Onde está aquele time sem garra, que passeava em campo, que não se importava com o número de gols que tomava?

Onde se encontra a equipe que errava passes de 3 metros, que não se recompunha sem a posse de bola e o meio de campo era uma verdadeira avenida por onde os adversários desfilavam?

Se você sabe a resposta, não me diga. Eu não quero saber. Quero é que aquele estado de espírito _ que nunca foi atleticano _ nunca mais passe perto da Cidade do Galo.

O que eu e todos nós ansiamos é ver a equipe que vimos ontem. Esta sim, encara um Palmeiras dentro de São Paulo e, com um jogo coletivo e de personalidade, domina a partida e vence adversário, juiz e CBF num pacote só.

Vencemos, mas fomos garfados descaradamente. Fizemos 3 gols legais para valer um. Não houve falta no gol do Jô (depois de monumental lançamento de Ronaldinho Gaúcho) assim como não existiu impedimento no gol de Rafael Marques. Fora as seguidas faltas inventadas perto de nossa área com a nítida intenção de oferecer  _ numa bandeja de ouro _ o empate ao Palmeiras.

Depois da contratação de RG49, as forças malignas escondidas nas sombras se juntaram para uma vingança à luz do dia. A atuação do árbitro ontem foi escancaradamente tendenciosa. Parecia instruído por superiores, não fazendo a mínima questão de ser sutil. Não havia nele nenhum temor de punição.

Há de se tomar medidas severas agora para não chorar depois. O presidente Alexandre Kalil tem de protestar formalmente  (mesmo na vitória) e divulgar o mais que puder esse roubo descarado. Não pode se limitar apenas aos poucos caracteres do tweet de ontem à noite.

Após a partida contra o Bahia, eu me manifestei no twitter. Preocupado, eu convocava a torcida atleticana de diversas correntes de pensamento para se juntar. Inclusive, desbloqueei todos aqueles com os quais, por um motivo ou outro, me desentendi. Penso que nenhum desentendimento é superior ao nosso amor pelo Atlético. Se queremos realizar os nossos velhos sonhos, temos de criar um ambiente de união para nos tornarmos fortes. Uma união acima de pessoas ou pontos de vista.

SEM ISSO, O GALO SERÁ PREJUDICADO SEM COMPAIXÃO, TENHAM A CERTEZA!

Quanto ao jogo contra o Palmeiras, o Atlético, apesar de um início claudicante, gradualmente foi tomando conta das ações e se impondo. Com uma defesa segura e protegida por Pierre e Richarlyson, além da recomposição de Danilinho e Bernard, o Palmeiras não encontrou espaços para as suas tramas.

Com uma dinâmica de jogo coletivo em todos os setores e com a raça dos grandes esquadrões atleticanos, cada bola foi recuperada como se fosse um território em disputa numa guerra.

Ronaldinho estreou em grande estilo. Livre para transitar em todos os lados, distribuiu o jogo, cadenciando e dinamizando de acordo com o que a partida pedia. Enfiou bolas entre a zaga, e ainda, colaborou na marcação ao ocupar espaços sem a bola.

E quero fazer justiça ao Danilinho. Ontem eu entendi muito bem porque Cuca não o tira do time: hoje Danilinho é o jogador mais tático do Atlético. Ouso dizer que, sem ele, até a liberdade de atuação de Ronaldinho Gaucho estaria comprometida. Isso porque ele cobre o lado direito de campo, do meio de campo e em alguns momentos, até os zagueiros. E esse nunca foi o seu papel anteriormente. Está jogando em uma posição onde não aparece para a torcida _ e daí a insatisfação _ mas que é fundamental para a compactação da equipe.

Pierre novamente mostrou para Felipão o que ele perdeu. Foi um monstro em campo! O “baixinho” Pierre ganha até bolas de cabeça disputadas com jogadores muito mais altos do que ele. A vontade de vencer é tanta que dota seus pés de molas e multiplica sua impulsão!

Destaco também a dupla de zaga, Réver e Rafael Marques, que estão se convertendo numa verdadeira muralha ali atrás. Não será fácil para os adversários marcarem gols no Galo. Assim como não será fácil para as defesas impedirem Jô de marcá-los. Foi, no final das contas, uma ótima contratação.

Enfim, todos os atletas, independentemente de terem atuado bem ou mal, deixaram sangue e suor no gramado.

Vitória maiúscula, do tamanho do nosso orgulho!

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Veja os melhores momentos:

ATLÉTICO 1 X 1 BAHIA – FRUSTRANTE!

Um primeiro tempo impecável que merecia gols em profusão, mas que não aconteceram.

Um segundo tempo no mesmo nível até no momento do gol. A partir daí, o time fez o que sempre faz: tremeu nas bases, cedeu espaços, recuou mesmo estando em pleno Independência e acabou castigado.

Castigado por uma única bola, por um único chute, por somente uma jogada de perigo do Bahia. Só uma e… foi gol.

Uma bola defensável que Giovanni deixou entrar. Não foi frango, mas foi falha.

O nosso goleiro vinha em franca recuperação, fazendo a torcida esquecer da provável contratação de um jogador para a posição. Mas ele mesmo, Giovanni, se encarregou de nos lembrar. Há, sim, a necessidade de um goleiro de alto nível para fazer com que esse tipo de falha desapareça definitivamente.

Certamente, não será Renan Ribeiro que solucionará o problema. Na minha opinião, é muito pior que Giovanni.

Mas não perdemos 2 pontos só por isso. Os últimos 30 minutos foram horrorosos. Tudo aquilo que foi apresentado no primeiro tempo foi para o espaço. Era como se nunca tivesse acontecido.

Foram sequências de chutões, de passes errados e de lançamentos improdutivos.

Marcos Rocha não acertou sequer um lateral. Quando o via jogando aquele bolão no América, ano passado, cheguei a crer em um novo jogador. Agora concluo que, no Galo, ele é e sempre será o mesmo.

Danilinho precisa urgentemente dizer a que veio. Parece que desaprendeu a jogar. É uma sombra opaca do que foi antigamente.

Richarlyson, se não era lá essas coisas na lateral esquerda, muito menos no meio. Não protege a zaga, é confuso em seu posicionamento e não acrescenta nada de novo ou de criativo ao meio de campo.

Mas houve destaques positivos. Jô, por exemplo, fez uma boa estréia e, no meu entender, é melhor que André. Juninho entrou muito bem e Réver esbanjou categoria. Rafael Marques é muito aplicado e Pierre, como sempre, quase nunca erra jogada.

Foi um empate frustrante. Perdemos a oportunidade de liderar o campeonato com 100% de aproveitamento, o que daria moral e confiança ao grupo.

Por outro ângulo, o fato de termos visto um time tão vulnerável já na 3ª rodada do Brasileirão não possibilita que a nossa diretoria _ que não é um primor de agilidade _ durma em berço esplêndido. Ainda há tempo para correções e a entrada de Ronaldinho Gaucho na próxima partida, contra o Palmeiras, pode arredondar a bola naquele setor e dar o ritmo que o Atlético necessita.

Se falta à equipe um jogador que enfie as bolas entre a zaga, faça lançamentos agudos em direção ao gol ou que surpreenda o adversário, agora não falta mais.

Mas só isso não basta. Se fosse há sete anos, Ronaldinho Gaucho carregaria esse time nas costas com uma perna só. Mas hoje, embora continue sendo um armador acima da média, já não tem a explosão fantástica daqueles tempos.

Portanto, é bom se prevenir. É salutar agir com ambição e reforçar pontualmente o conjunto, antes que nos encontremos novamente em situação desconfortável na tabela.

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Veja os melhores momentos:

TUPI 0 X 0 ATLÉTICO – PASMACEIRA TOTAL!

Um joguinho de dar calo nas vistas!

Em compensação, classificou o Galo em primeiro lugar com as vantagens que leva para a semifinal e final, pois resultados iguais o favorecerão. Além disso, pega o Tupi novamente, cedendo para cruzeiro e América uma boa briga de foice em quarto escuro.

Mas, para chegar a essa situação, o Atlético enfiou o regulamento debaixo do braço e se deixou guiar por suas cláusulas e alíneas.

Mesmo assim, o Tupi teve oportunidades claras de gol em duas oportunidades. A partir daí, a partida transcorreu numa pasmaceira monumental.

O Tupi se resguardou na defesa e o Galo também. O resultado era tudo o que as equipes queriam. Toques de bola em exagero para manter o comando do jogo, tabelas infrutíferas, atrasadas de bola, etc, constituíram a tônica do embate.

Devido àquela goleada sofrida em 04 de dezembro de 2011, em que a suspeita de combinação de resultado grassou nas mentes de todos, alguns atleticanos criticaram a forma como o time se portou e o acusaram de fazer, novamente, um jogo de compadres.

Mas, eu pergunto: E se o Galo, ao desguarnecer a defesa para atacar com constância, levasse um gol e perdesse o jogo e as vantagens?

Talvez os mesmos que criticaram a ridícula apresentação de ontem estivessem agora descendo o malho no time por se arriscar desnecessariamente e não jogar de acordo com o regulamento!

Alguns podem argumentar: tínhamos pela frente o modesto Tupi, não o Fluminense.

E eu diria: com o time que temos, até o Tupi é adversário de respeito.

Não se pode contentar a todos. É difícil dizer qual seria o comportamento correto numa partida em que o empate favorecia as duas equipes.

Eu, como ex-jogador, sairia de campo insatisfeito com a pífia atuação, mas, por outro lado, estaria contente com o cumprimento da meta.

Afinal, quer concordemos ou não, o empate foi bom para as pretensões do Atlético e isso é o que importa no momento.

Em relação à análise das nuances do confronto e seus destaques individuais, não há o que comentar. Não vale a pena.

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AMÉRICA 1 X 2 ATLÉTICO

Pela primeira vez este ano jogando contra um time de razoável capacidade, o Atlético decepcionou.

Logicamente, não estou analisando pelo resultado, pois este foi excelente.

Analiso, isto sim, pela performance demonstrada em campo, que não foi nada boa para um time que enfrentou um América com 10 jogadores desde os 40 minutos do primeiro tempo.

Confesso que esta partida me trouxe, com mais clareza, a dimensão do poderio alvinegro para 2012.

E não gostei do que vi, pois com o que temos, não disputaremos títulos e nem ao menos Libertadores. E não falo do mineiro, é óbvio. Com este time que aí está, podem tirar o cavalinho da chuva.

Volto a repetir: há necessidade urgente de 3 reforços. Um para a lateral esquerda, um meia de ligação de jogo rápido e um goleiro.

Não é de hoje que venho martelando nessa tecla. E insisto mais uma vez porque, como eu disse, a partida contra o América cristalinizou as deficiências. A necessidade de encorpar a equipe está escancarada para todo mundo ver, menos para a diretoria.

Atipicamente, o post deste domingo analisará individualmente os jogadores:

RENAN RIBEIRO: É um bom garoto, que merece todo o nosso respeito como pessoa.

MARCOS ROCHA: Marcou o gol da vitória e parabéns por isso. Mas durante o jogo inteiro, não fez nada que pudesse ser chamado de bom. De ruim teve muito.

RÉVER: Precisa aprender a jogar simples. Inventou e complicou.

RAFAEL MARQUES: O mais seguro por ali. Não enfeita nada.

RICHARLYSON: É um bom garoto, que merece todo o nosso respeito como pessoa.

(GUILHERME): A sua melhor atuação pelo Galo. Até que enfim mudou algo com a sua entrada. Marcou o gol de empate, ok, mas antes já tinha participado de bons lances individuais, tabelando, lutando e driblando. Parece que está recuperando a forma.

PIERRE: A raça de sempre. É um guardião aguerrido da defesa. Não concedeu espaços e cobriu as duas laterais. Algumas vezes, até as costas da zaga. Saiu por causa do cartão amarelo.

(SERGINHO): Depois de um longo inverno, Serginho continua sendo o mesmo Serginho. Isso basta para descrever a sua atuação.

LEANDRO DONIZETI: O melhor em campo. Rápido no bote, nunca chega atrasado na dividida. Errou apenas um passe durante 90 minutos, além de um número de desarmes impressionante. Tem personalidade e não tem medo de cara feia.

ESCUDERO: Abaixo do nível das atuações anteriores, mas é um atleta utilíssimo para o jogo coletivo. Colecionou mais uma assistência (para o segundo gol).

MANCINI: Quando Cuca botou na cabeça que Mancini pode ser um bom meia-armador, devia estar brincando. Mancini ainda continua devendo muito.

(DANILINHO): Um peso leve que dá a impressão de estar pesado. Ainda com pouca mobilidade, tem de treinar muito para recuperar-se fisica e tecnicamente. Cadê aquela velha velocidade?

NETO BEROLA: Não foi decisivo e pelo jeito, vai demorar a voltar a sê-lo.

ANDRÉ: Atuar como pivô vem sendo o seu forte neste ano. Mas nem isso conseguiu hoje. Perdeu bolas bobas, não deu seguimento às jogadas e só concluiu uma vez.

Enfim, esperamos um mínimo de clarividência de Kalil e sua equipe para que analisem de forma realista as necessidades do time. Ou para ele está tudo bem?

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Assista aos melhores momentos da partida:

ATLÉTICO 2 X 0 GRÊMIO – UMA LUZ JÁ ILUMINA O GALO!

Uma luz abençoada já ilumina e beija o escudo do Galo no horizonte!

A segunda divisão está cada vez mais distante de uma equipe raçuda e disposta a pulverizar qualquer possibilidade de descenso.

Cuca, que ajustou a defesa antes de qualquer outro setor no time, tem os maiores méritos no renascimento de um Atlético que, se não joga um futebol maravilhoso, pelo menos deixa sangue, suor e lágrimas no campo de batalha.

Já são 3 vitórias seguidas. E a mais difícil foi contra o Grêmio, que vestiu azul e com o azul foi defenestrado na Arena do Jacaré. Na próxima, garanto que eles escolherão outra cor.

O clube gaúcho sempre foi uma equipe enjoada para se jogar contra. São fortes defensivamente e, quando detêm a posse de bola, trocam passes em direção ao gol. Não ficam penteando a bola no meio de campo.

Mas o Galo, empurrado por mais de dezessete mil torcedores, não tomou conhecimento e agrediu o tempo todo. Hoje o Atlético pode se mandar para o ataque com mais tranquilidade que antes.

Porque? A explicação chama-se PIERRE! Este jogador é um verdadeiro pittbull, daqueles com sangue nos olhos e a baba escorrendo espumante pelos cantos da boca. O adversário, só de olhar, treme dentro das calças… ou do calção!

Desde que chegou, a defesa adquiriu consistência e reduziu substancialmente o número de gols tomados. Triguinho, em um posionamento de 3º zagueiro criado por Cuca, consolidou ainda mais o setor. Hoje é a melhor defesa do Brasil, sem dúvida nenhuma. Tanto que é a menos vazada do returno.

O Galo vencia por 1 a 0, quando, aos 7 minutos do segundo tempo, Neto Berola foi expulso por uma jogada que nem falta foi. Vencemos, tudo bem, mas não podemos esquecer o quanto Wilson Luiz Seneme tentou sabotar a vitória.

Inverteu inúmeras faltas no meio, irritou os jogadores do Galo, expulsou Berola injustamente, etc. etc. etc. É bom que o movimento #DeOlhonoApito não o perca de vista. Juizinho ordinário!

Quando o Grêmio dominava as ações e as coisas ficavam pretas para o nosso lado, eis que Marquinhos Cambalhota mata a bola na entrada da grande área _ em sua primeira participação no jogo _ e dispara um torpedo que Vítor nem viu onde entrou. E nem dois goleiros veriam.

O cara que, durante quase o ano inteiro, armou acampamento no Departamento Médico do Galo, surpreendentemente entrou e resolveu o problema. Matou o jogo e coletou mais 3 pontos para a nossa sacolinha.

Benditos 3 pontos que trazem consigo um alívio enorme para a nação alvinegra. Até poucas semanas atrás, a situação era catastrófica. A esperança havia se despedido de forma melancólica.

Mas voltou com força! Se o time permanecer com essa pegada e a disposição de atropelar, como ontem aconteceu, ouso dizer que será duro para os futuros adversários ganharem do Galo!

E agora só faltam 3 pontos para garantir um 2012 totalmente diferente de 2011. O senhor Alexandre Kalil está me ouvindo? Podemos aspirar a algo mais do que ficar, outra vez, lutando pra não cair, senhor presidente?

Pierre será o único jogador em destaque nesta crônica porque não quero ser injusto com os outros. Na minha visão, todos jogaram muito bem, todos suaram em busca do triunfo. Nova menção especial a Renan Ribeiro, que salvou o Atlético com uma defesaça ao final do jogo. O garoto está se recuperando, agora tenho certeza.

E que venha o Figueirense. Finalmente, voltei a torcer para o Galo jogar!

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ATLÉTICO 2 X 1 PALMEIRAS. UFAAA!

Desse jeito, não há coração que aguente!

Tudo bem vencer um jogo duro e passar sufoco no final. Mas contra 9, poxa?

É brincar demais com a capacidade do atleticano de respirar! Juro que às vezes penso que a nossa expectativa de vida é muito menor que a oficial. E, a cada partida parecida com esta, vai se reduzindo ainda mais.

Os momentos de instabilidade da equipe teimam em aparecer em todas as partidas e são exatamente o que nos tira a confiança acerca de seu destino. Ainda não dá para cravar que o Galo escapou.

Enfrentando um Palmeiras com 9 jogadores a partir dos 30 minutos do segundo tempo, podia-se pensar em tudo de bom. Pensar, por exemplo, em um jogo mais tranquilo, em um placar elástico, em manter a posse de bola e deixar o tempo passar…

O nosso futuro correu pelo campo, representado por nossas crianças alvinegras!

Em tudo, menos intuir o que aconteceu de verdade.

Nos 15 minutos finais (ou 18, com a prorrogação), a impressão era que o Palmeiras jogava contra um time com menos dois jogadores!

Pois o jogo mudou da água para o vinho… ou do vinho para a água, sei lá eu. Levamos um gol e quase sofremos o empate.

Tudo isso porque, ao invés de partir para cima de um time já moribundo naquela altura, os atletas alvinegros entenderam que o jogo já estava ganho. E todo mundo parou de jogar!

Ora, ora, isso é futebol e como tal, é totalmente imprevisível. Quase que jogamos fora 3 preciosos pontos ao fazer uma leitura equivocada da situação.

Enfim, apesar de todo o sofrimento, nos afastamos um pouquinho da zona de rebaixamento com um fim de semana perfeito para o Atlético.

Todos os concorrentes que frequentam a região do inferno perderam.

Para assegurar a permanência na série A, o Atlético necessita de mais 9 pontos. Alguns matemáticos dizem que bastam mais 7, por causa dos confrontos diretos entre os times sob risco.

De todo modo, a raça demonstrada ontem tem de persistir. Se não possuem qualidade _ e poucos no time a têm _ os jogadores devem compensar com a garra que sempre caracterizou as equipes do Clube Atlético Mineiro.

Pierre valeu o pagamento da multa, pois jogou muito. Réver também foi um monstro, mas Bernard foi o dono do jogo, na opinião deste blogueiro. Menção especial para Renan Ribeiro, em uma ótima tarde/noite, fazendo o que não fazia antes: defesas difíceis!

Mas não posso, por um jogo apenas, endeusar um goleiro que já jogou no lixo dezenas de resultados por conta de falhas ridículas. O que me resta é torcer para que a atuação deste domingo se repita sempre. E só!

E vamos sacramentar a reação, Galo!

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ATLÉTICO 2 X 1 SANTOS. REAÇÃO OU FOGO DE PALHA?

Uma vitória suada e sofrida, como sempre são as vitórias do Clube Atlético Mineiro.

Quando teremos um bom resultado sem botar os bofes pra fora e ver o coração sair quicando pela sala?

A partida de ontem foi vencida na base da raça e muita correria. Para alguns, um jogo feio. Para mim, uma clara evolução da equipe em termos de ocupação de espaços e retomada de bola.

Eu não sei se o Atlético vai ou não escapar da degola. Mas depois deste jogo, quando constatei uma importante mudança de postura da equipe, a esperança de permanência na 1ª divisão retorna.

Devagarinho e com uma certa timidez, é verdade, mas retorna.

Entretanto, há um caminho muito difícil pela frente. Daqui em diante, não podemos abdicar nem um segundo do jogo coletivo e da raça demonstrados ontem. Se isso não acontecer, o caldo entorna de vez.

Mas vejo sintomas positivos que permitem acreditar numa continuidade.

RÉVER voltou a jogar aquele futebol vistoso de outrora, além de incutir garra e disposição no restante da equipe. Contra o Santos, sua presença foi fundamental. Os 26 mil reais gastos no fretamento do avião (no retorno do México) valeram cada tostão.

PIERRE é um verdadeiro cão de guarda à frente da zaga, e ninguém se cria por ali, pois o pau canta bonito no ritmo do rap atrevido do Alcino Neto. Encaixou-se como uma luva no esquema e principalmente no espírito do Clube Atlético Mineiro. Dá a impressão de estar aqui desde garoto.

CARLOS CÉSAR chegou num dia e jogou no outro. Não necessitou de 2 meses para entrar em forma. E, a cada dia que passa, se firma na problemática lateral direita do Galo. Aproveitando a cobertura de Pierre e Fillipe Soutto, se deslocou por todos os lados do campo, dinamizando e fazendo fluir jogadas que não existiam antes.

Lembro-me das cornetadas (algumas cruéis) que pintaram no twitter quando Carlos César chegou, certamente porque ninguém o conhecia. Tem muitos torcedores que só aplaudem contratações de grandes nomes.

Assim como grandes nomes são André e Guilherme. Não jogaram sequer um centavo de futebol decente em comparação com a fortuna investida em suas contratações. Até agora, dinheiro jogado no lixo, sem retorno algum!

Enfim, foi uma vitória justa e sadia. Outros se destacaram, como FILIPPE SOUTO e BERNARD, que ainda se tornarão ídolos do Galo, se não sairem muito cedo.

O Atlético se tornou uma equipe mais consistente do meio para trás. Porém, continuamos com aquele ponto nevrálgico pulsando e incomodando. E essa dor chama-se ataque inoperante, que erra quase tudo que tenta.

Para terminar, pergunto-me a todo momento: não seria conveniente convidar novamente o Marques para estar junto ao time?

Teria sido o Messias uma das causas dessa mudança tão significativa na postura da equipe?

E, a cada vez que penso nisso, mais me convenço que o baixinho difundiu partículas de caráter, honradez e amor ao clube ali pelos lados de Vespasiano. Será?

O que você acha disso, caro amigo do L&N?

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LÁ VAMOS NÓS PARA MAIS UMA BATALHA!

Sabendo que depois do jogo contra o Flamengo, o Galo enfrentará o Internacional em Porto Alegre, fica claro que a partida contra o time dos urubus cariocas é vital para as nossas pretensões.

Se alguma pretensão ainda existe.

Se, por desgraça, perdermos esses próximos 6 pontos, afundaremos de vez na zona do rebaixamento e de lá só sairemos por obra e graça de Nosso Senhor Jesus Cristo… se Ele deixar de lado assuntos muito mais importantes para nos ajudar.

Contudo, se o Galo vencer o Flamengo, parte com a auto-estima renovada para a batalha contra os gaúchos.

Infelizmente, Neto Berola está fora do embate. É o único jogador do elenco com características formatadas para o contra-ataque veloz. Sem ele, perdemos este trunfo.

Réver ainda é dúvida. Caso não jogue, o indefectível e eterno Werley tomará seu lugar.

Magno Alves e André retomaram condições de jogo, enquanto Guilherme e Marquinhos Cambalhota não treinaram hoje por causa de dores musculares.

Guilherme, certamente, por ter corrido uma barbaridade (?) contra o Atlético-GO!?!

Desta forma, o provável Atlético desta quarta-feira será:

Renan Ribeiro, Serginho (Mancini), Réver (Werley), Leonardo Silva e Triguinho; Pierre, Filippe Soutto, Richarlyson (Renan Oliveira) e Daniel Carvalho; Magno Alves e André.

Renan Oliveira está recuperado e como se dá muito bem contra o Flamengo, está relacionado.

Muitas dúvidas em muitos setores. Mas, ultimamente, não temos que nos preocupar com isso. Seja qual for a equipe escalada, o filme não muda: nunca é comédia. Sempre é um dramalhão digno de Ingmar Bergman!

De todo modo, espero que o time se supere e vença nem que seja de meio a zero, para afastar-se cada vez mais do apavorante polígono da humilhação explícita.

Vamos pra cima deles, Galo!

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ATLÉTICO 2 X 2 ATLÉTICO-GO. UM PÉSSIMO RESULTADO.

Custo a crer que, depois de partidas vistosas, recheadas de um futebol rápido e fluente, o Galo voltou ao marasmo do jogo improdutivo e com passinhos para os lados.

Pois foi o que aconteceu ontem. E, como diz o “filósofo” Muricy Ramalho, a bola pune!

Eu não sei como foram os treinamentos na semana que antecedeu a partida, mas a impressão que eu tenho é que tudo de bom que o time tinha foi “destreinado” e atirado na lata de lixo.

Os irritantes passinhos para os lados acontecem quando não existe entrosamento ou falta ousadia. E passes errados são uma demonstração de reduzida capacidade técnica ou excesso de virtuosismo.

De todo modo, de um jeito ou de outro, acaba travando todo o time, principalmente quando o meio não consegue ditar o ritmo de jogo.

Tudo bem que Fillippe Souto arredondava a bola naquele setor e Richarlyson dava um plus a mais na marcação.

Entretanto, a falta dos dois não pode justificar tamanha queda de rendimento.

Apesar de maior posse de bola, o Galo foi dominado taticamente pelo xará goiano, que atuou como bem quis em plena Arena do Jacaré, fato inadmissível em um campeonato tão difícil quanto o brasileirão.

Daniel Carvalho não fez a diferença, Gilberto entregou a rapadura no primeiro gol deles e Giovanni Augusto tornou-se, de repente, um jogador comum, sem contribuir como o fazia antes.

Mancini está abaixo da crítica e Magno Alves segue perdendo gols em profusão, embora a criação de chances para conclusões não tenha sido, nem de longe, no nível dos outros jogos.

Enquanto isso, o Atlético-GO, com apenas três finalizações, marcou duas vezes. E num deles, auxiliado por uma falha bisonha de Renan Ribeiro justamente quando o Atlético ensaiava uma reação de verdade.

Foi como um balde de água fria na equipe.

E não foi a primeira vez. Até quando Dorival Júnior manterá um goleiro inseguro com título de propriedade da titularidade registrado em cartório?

Imagino o que se passa na cabeça do goleiro reserva, Giovanni, nesta altura do campeonato, pois, comprovadamente, é mais completo que o titular.

Renan Ribeiro é um razoável goleiro, nada mais do que isso. É uma promessa _ que ainda não deslanchou, como tantos _ e tem de ser preservado sim. Mas essa preservação da prata da casa passa por um bom banco.

Parece que Dorival Júnior entende que uma reserva machucaria demais Renan Ribeiro. Ora, enquanto isso vamos seguir levando gols bobos e perdendo pontos?

Muitos já passaram por isso e depois tornaram-se grandes jogadores. Não há nada demais na atitude. Diego Alves é um bom exemplo.

Foi uma partida sem imaginação do time atleticano, que esqueceu o bom conjunto mostrado em jogos anteriores.

Dorival Júnior merece críticas sim. Mete umas idéias alopradas na cabeça e nenhum ser racional consegue tirá-las de lá.

Leandro no lugar de Guilherme Santos é uma aberração, uma ode à burrice.

O time vinha jogando bem com 3 volantes e ele simplesmente muda tudo, sem motivos aparentes. Mantem Mancini com um Guilherme no banco.

Daniel Carvalho, que, hipoteticamente, não suportaria 90 minutos, é mantido o jogo inteiro. Vá entender!

Afora outros pontos não citados, senão esta crônica será alongada em demasia.

Vale lembrar que não estou pedindo a cabeça do Dorival. Tenho o maior respeito por seu trabalho e a continuidade da filosofia é fundamental nessa hora.

Mas ninguém está acima de críticas feitas construtivamente.

Enfim, não fomos competentes para somar 3 pontos em cima de um adversário de média capacidade e dentro de nossos domínios.

Isso nos obriga a enfrentar o Flamengo do moleque irresponsável com a corda no pescoço e pensando tão somente na vitória.

Um péssimo resultado!!

E mesmo assim, a diretoria segue dormindo em berço esplêndido!

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AVAI 1 X 3 ATLÉTICO, PARA CONSOLIDAR A LIDERANÇA.

Quando os atacantes não fazem, as torres gêmeas vão lá e metem pra dentro.

Foi isso que aconteceu hoje.

Os zagueiros do Galo, não satisfeitos em defender a meta alvinegra, foram na área do Avaí e sacramentaram o placar de 3 a 1 a favor do Atlético.

Dentro de Florianópolis. Dentro do campo inimigo.

Uma vitória sem contestação.

Errou muitos passes? ok, errou. Levou o primeiro gol depois de uma blitz contra o Avaí? Levou.

E daí? O gol do Avaí só serviu para iludir os catarinenses, pois o comando da partida nunca, em nenhum momento, escapou dos pés atleticanos.

Perdendo ou ganhando, o Galo sempre deu as cartas. Em nenhum instante do jogo, deixou de atuar com zap e sete de copas escondidos na manga.

O Galo vem se destacando por um jogo extremamente sério e solidário.

Não tem firula, os atacantes voltam para marcar, os toques são de primeira sem privilegiar individualidades e a equipe tenta ser o mais aguda possível.

Não há críticas para a vitória sobre o Avaí, a não ser os excessos de passes errados.

Mas entendo que um time, quando é instruído a tocar de primeira, os passes equivocados tendem mesmo a crescer.

Você, que nunca jogou uma partida profissional, tente jogar de primeira numa pelada! Você vai entender o que estou querendo dizer.

Os dois times marcaram no campo adversário. Por causa da maior qualidade técnica, o Galo conseguiu se sair melhor na distribuição de bola partindo da defesa.

O Avaí nem tanto.

Mas o que sacramentou a vitória do Galo hoje foi a compactação do meio de campo, que não deu espaços ao time catarinense.

Tanto na defesa azulina, quanto no meio, o Avaí sofreu para armar jogadas. Sempre haviam dois ou três alvinegros a disputar cada bola dividida.

Isso é treinamento. Isso é metodologia de trabalho!

Não estou dizendo com isso que o time é o melhor do Brasil. Nem um dos melhores.

Mas quero dizer que faz tempo que não vemos uma equipe do Galo tão ajustada e afinada. E com jogadas ensaiadas! E com treinos de bolas paradas!

E isso não quer dizer que o time não precisa de reforços. Precisa muito!

Mas não posso negar que o conjunto atual tem enchido os olhos da torcida com passes de primeira, lançamentos rápidos, triangulações, 1-2 e uma recuperação fantástica de sua formação defensiva.

Enfim, gostei do jogo e principalmente da vitória, que certamente nos alçará à liderança do campeonato brasileiro neste momento.

Os destaques positivos são:

Réver, que marcou o segundo gol e nos livrou do sufoco. O capitão está a cada dia melhor. Disparou um festival de lençóis na zaga e sobretudo, foi cirúrgico nos desarmes durante toda a partida. Nota 9.

Leonardo Silva falhou, junto com Leandro, no primeiro e único gol do Avaí. Porém, no decorrer do jogo, soube se recuperar com sobras. Marcou o gol de empate e deu números finais à vitória atleticana em pleno Estádio da Ressacada. Dois gols de um zagueiro num mesmo jogo? O cara foi um monstro! Nota 9.

Richarlyson talvez tenha feito a melhor partida pelo Atlético. Esteve em todos os setores de campo, não errou passes e foi incisivo em direção ao gol. O cara está começando a tomar gosto pelas cores alvinegras. Nota 8.

O início está sendo muito bom.

Por causa da excelência de treinamento, não duvido que permaneça assim.

Alguém me viu dizer isso nos tempos do moleque?

Pois digo agora: Tanto defesa quanto meio e ataque estão recebendo tratamentos específicos.

E o Galo, além disso, e por conta disso, tem obtido uma vantagem que poucos notaram: VOLUME DE JOGO!

Foi uma vitória maiúscula.

Que seja consistente e estável!

Aguardo o seu comentário, caro amigo do L&N.

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ATLÉTICO 3 X 0 ATLÉTICO-PR. UM BOM INÍCIO.

Um placar excelente para iniciar o Brasileirão.

Uma partida não tão boa assim, mas que deu pro gasto.

Analisando com a razão _ e não com o coração _ devo dizer que os titulares fizeram uma falta danada.

Na falta deles, aquela velocidade e entrosamento de jogos anteriores foram pro ralo.

Quem assistiu ao jogo deve ter notado que os jogadores, de posse da bola, esperavam o deslocamento do companheiro para passar a pelota. Isso não é o ideal, pois cadencia uma jogada que deveria ser veloz.

Em uma equipe coesa, o passe é dado de primeira, sem hesitação, pois a movimentação _ que é vista de rabo de olho por quem detém a bola _ é mecânica. Coisa treinada até enfarar.

O meio de campo concedeu espaços demasiados, o ataque não foi incisivo em suas tramas e os laterais não conseguiram apoiar ofensivamente como antes.

Mas temos de reconhecer que um time desfalcado de 5 titulares (praticamente meia equipe), não se ajusta da noite para o dia.

Por causa disso, valem demais os 3 pontos, independente de como foram alcançados.

Não estou dizendo que a equipe jogou mal. Estou dizendo que o Atlético não foi o que poderia ter sido se tivesse atuado com o conjunto inalterado.

Hoje o Galo impôs a qualidade de seu plantel, não de seu conjunto. O jogo foi decidido em jogadas de grande qualidade técnica individual.

No primeiro gol, um lançamento primoroso de Giovanni. No segundo e no terceiro, o alto senso de oportunismo de Magno Alves.

Fillipe Soutto só não foi tão bem como em outras oportunidades porque Dorival Junior situou Richarlyson como primeiro volante e o jovem alvinegro teve de se adaptar a uma posição na qual não vinha atuando.

A meu ver, mudanças demais para um setor tão importante.

Entretanto, para iniciar, foi fantástico. E ainda nos demos ao luxo de perder gols em profusão.

Como disse Adilson Batista, o placar hoje poderia ter sido de 6, caso ele tivesse optado por 2 volantes e 2 meias. E ele veio com 3 ou 4 volantes.

Os destaques positivos foram:

Renan Ribeiro não falhou uma vez sequer. Firme nas saídas de bola e em todas as situações de ataque adversário. Transmitiu segurança. Nota 8.

Réver não perdeu nenhuma dividida. O capitão vem atuando de forma inquestionável e soberana. E olha que quase marcou o quarto gol! Nota 9.

Giovanni, apesar de muito marcado, ainda conseguiu fazer a diferença no meio de campo. Embora não tão bem como em outras partidas, distribuiu o jogo a contento. Nota 8.

Magno Alves, quando foi contratado, eu li os maiores disparates _ e impropérios _ em blogs radicais. Verdadeiras tentativas de humilhação explícita para com o profissional que chegava. Para estes atleticanos, se não forem contratados  jogadores de “nome”, nada vale. Esquecem que os grandes ídolos do Galo foram exatamente os desconhecidos ou os que se encontravam “em baixa” na carreira. Exemplos: Dario, Nelinho (poucos sabem que Nelinho estava em baixa quando foi para o Galo), Tardelli e Marques!!! Afora uma dezena de outros grandes jogadores na mesma situação.

Pois o bom velhinho meteu dois gols e ainda fez grandes jogadas. Apesar de seus trinta e tantos anos, corre muito mais que muitos garotos. Nota 9!!

Os estreantes:

Guilherme não fez nada mais do eu esperava. Sem ritmo e sem senso de tempo e espaço, tentou o mais que pôde ajudar coletivamente a equipe. Não conseguiu, mas tem muito a contribuir.

Gilberto foi uma boa surpresa. Além de um jogo fluente, sem firulas, tem sangue no olho. Pura raça. Se persistir assim, será a cara do Galo.

Marquinhos Cambalhota não jogou, pois a bola não chegou aos seus pés em condições de qualquer boa jogada ou finalização. Não há como analisá-lo.

Menção especial para Bernard, que entrou no jogo e cobriu _ e corrigiu _ aqueles setores que davam espaços. O garoto pode não ser uma sumidade em técnica, mas dá um gás que vou te contar!!

Enfim, uma vitória muito bem vinda!

Que continuemos encarando cada jogo como se fosse uma decisão.

E o final será o retrato de nossa raça!

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O CLÁSSICO E O OXIGÊNIO QUE NOS RESTA EM 2011.

Não é porque o Galo perdeu o título que vou detonar tudo o que foi feito de bom neste campeonato mineiro que se encerra hoje.

Algumas revelações importantes surgiram com muito brilho.

Fillippe Soutto e Giovanni Augusto são crias da casa e devem ser valorizados no decorrer do ano. Se uma revelação é difícil de aparecer, quanto mais duas!

De todo modo, como venho sempre dizendo aqui, campeão ou não, a equipe necessita de reforços de talento, mas que, além da qualidade, tenham o mesmo espírito de luta da garotada.

Quanto ao jogo, gostei dos primeiros 15 minutos e de mais 15 minutos no meio do segundo tempo, quando parecia que o cruzeiro estava perdendo o fôlego.

Foi quando Magno Alves perdeu aquele gol na cara do Fábio, que, sem dúvida, lacraria a tampa do caixão azul. Não se pode perder um gol daqueles, ainda mais quando o jogador em questão é o mais experiente do grupo.

O Atlético jogou para empatar e se fechou lá atrás. Não acredito que tenha sido Dorival Júnior que posicionou o conjunto alvinegro desta forma.

Apesar das tantas vantagens de se possuir elencos muito jovens, um dos grandes males é este: na hora da maior pressão, os garotos esquecem o que foi dito no vestiário.

E o nosso meio de campo acabou não funcionando. Ao invés de impor o seu jogo e agredir o cruzeiro, recuou demais e deu campo ao adversário.

Com isto, não alimentou o ataque e sobrecarregou a defesa. Nenhum setor defensivo do planeta consegue sair incólume quando a bola não para no seu ataque. 90 minutos são minutos demais para não ser vazado, quando a bola, a todo momento, está voando dentro de sua área.

Na minha opinião, Renan Ribeiro falhou nos dois gols, principalmente no segundo, quando surpreendentemente botou só um jogador na barreira.

Marcos, do Palmeiras, quando era o melhor goleiro do Brasil e um dos melhores do mundo, nunca fez isso.

Essas coisas acontecem num rachão ou em uma brincadeira, não numa decisão de campeonato. Renan Ribeiro, um jovem goleiro em início de carreira, ousou fazer o que os melhores goleiros do mundo não cogitam nem em sonhos!

E levou o gol _ que tinha a obrigação de defender porque assumiu a responsabilidade _ que deu números finais ao placar de uma partida que o Galo não merecia mesmo vencer.

Que Renan Ribeiro aprenda que, se a barreira existe, é para ser usada em seu favor.

No mais, é esperar que a diretoria (ineficaz até agora no departamento de futebol), saiba agir de modo inteligente daqui para a frente.

Não resta dúvidas que Dorival Júnior conseguiu soluções para a equipe quando a grande maioria, inclusive eu, duvidava.

Vê-se claramente que hoje temos padrão de jogo, trocas de passes rápidos, combate no meio de campo, jogadas ensaiadas, etc…

Mas também está claro que NÃO temos um time confiável.

Eu chamo de “time confiável” aquela equipe que, quando entra em campo, você tem a mais absoluta certeza de que vai vencer. E que quando perde, você se surpreende.

Eu diria que hoje o Galo, quando pisa no gramado, a torcida não tem certeza de nada. Nem da vitória, nem da derrota.

Muito antes pelo contrário!!

Resta-nos agora a esperança de uma boa campanha no Brasileirão e uma conquista de Sul-Americano.

Temos gás para isso, caro amigo e leitor?

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VOCÊ PENSA QUE É SÓ HOMEM QUE ENTENDE DE FUTEBOL?

O Galo que vimos em campo domingo é bem diferente de algumas partidas atrás. Confesso que não gostei da dispensas de Ricardinho e Zé Luiz. O armador do Galo era meu queridinho, pela qualidade técnica e pelos lindíssimos passes com que servia seus companheiros.

O volante Zé Luiz, pelos clássicos que fez, praticamente anulando Montillo, e também por ter sido muito profissional na semana da morte de seu pai, honrando a camisa que vestia.

Mas preciso fazer justiça ao meio de campo do novo Galo. Esta turma da base entrou em campo sabendo exatamente quem era seu adversário. Criados no CT do Galo, os meninos sabem o que é enfrentar o Cruzeiro. E entraram com fome de bola.

Giovanni parece ter chegado para assumir de vez a camisa 10. Vem fazendo ótimas apresentações e foi peça importantíssima para o time. Mancine que o diga, pois foi justamente a segurança de Giovanni na armação que desobrigou-o de fazer aquele papel de voltar lá no meio de campo para buscar a bola. Com isso, foi mais produtivo.

Bernard, por sua vez, se ainda pode melhorar a parte técnica, não se pode reclamar da força de vontade, que fez muita diferença, sim senhores.

O lateral Patric, mesmo tendo feito o gol da vitória, não fez boa partida. Perdeu a grandissíssima maioria das bolas que lhe chegaram aos pés, procurou sempre os caminhos mais difíceis, e, além disso, foi péssimo marcador. O gol azul surgiu de uma bola que ele perdeu bisonhamente, propiciando contra-ataque fatal.

Na minha humilde opinião, Dorival deveria inverter as coisas: domingo, o lateral esquerdo Guilherme jogou mais preso e Patric jogou mais solto. Como parece ter mais fôlego para subir e voltar, talvez Guilherme devesse ser mais acionado na subida ao ataque e Patric devesse ficar mais fixo. Patric teve a sorte de ter Réver jogando muito bem, consertando várias lambanças que ele fez.

E Réver, por sua vez, teve a felicidade de contar com um Léo Silva muito bem na partida. Boa dupla de zaga, grazadeus! Vale também destacar a ótima fase de Felipe Soutto. Com ele no elenco, não vejo lugar para outro primeiro volante.

Serginho também jogou bem, marcou bem e saiu para o jogo apenas nos momentos mais seguros. No gol do cruzeiro, curiosamente estava fora de posição. Montillo driblou Soutto e abriu para Wallysson marcar para o timeco de estrelinhas.

Termino minha análise falando sobre a paupérrima participação de Daniel Carvalho. Ele, jogando como jogou, é o novo Diego Sousa: sonolento, barrigudo, foge do jogo, deixa buracos, não apóia o ataque, muito menos ajuda na marcação. A diferença de garra é abissal!

Enfim, foi uma boa apresentação, mas ainda não há nada definido. A não ser o que as evidências indicam: o freguês voltou e parece que agora é para ficar.

Vai pra cima deles, Galo!

NOTA DO BLOGUEIRO: O título desta crônica foi criado por mim porque fiquei fascinado pelo entendimento que a Ana tem de futebol. Portanto, não a considerem “metida”! O culpado é o blogueiro!! 🙂 🙂

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O RETORNO DE UMA DINASTIA

TEXTO ESCRITO EXCLUSIVAMENTE PARA O L&N PELO ATLETICANO MAURÍCIO MINAS.

Definição: O termo dinastia corresponde a um período em que príncipes, reis e rainhas pertencentes a uma mesma família real permanecem no poder.

Como em uma dinastia o poder é transmitido de forma hereditária , uma mesma família permanece, muitas vezes, durante décadas no trono de uma nação.

Em Minas, houve uma dinastia que reinou durante décadas. Uma dinastia que era formada por uma família única, de laços soberanos e coração igualmente alvinegro.

Essa dinastia se estendeu por décadas e foi sucedida pelos reis Mário de Castro, Guará, Lôla, Vantuir, Dario, Reinaldo, Cerezo, Èder Aleixo, Luizinho, Guilherme, Marques, dentre tantos outros reis desta nação verdadeiramente alvinegra.

E durante um período recente, não houve herdeiro que a honrasse. Não houve sucessor digno para conduzí-la.

Mas a dinastia alvinegra está novamente estabelecida, liderada por um presidente que conhece muito bem o termo, herança de Elias viva no coração de Alexandre, este sim O Grande.

No sábado passado, fomos testemunhas de mais um feito destes novos reis, que voltam a honrar este trono. Apesar de recente presença no reino, Don Obina, Chanceler Tardelli, Imperador Réver e o jovem príncipe Renan Ribeiro honram o manto que vestem e a bandeira atleticana tremula alto novamente.

Se ainda não temos domínio total e absoluto sobre o território brasileiro, a ordem está novamente estabelecida em nosso solo mineiro.

E a expansão alvinegra continua em busca de novas e ousadas conquistas.

E a dinastia atleticana, finalmente restabelecida.

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JOÃO 4 X 3 MARIA… JÁ ESTÁ VIRANDO SADISMO!

Os cruzeirenses já estão se acostumando com as derrotas frente ao Galo. A freguesia fiel só não compra fiado em nossa bodega porque não permitimos.

Não se vende fiado para quem não pode pagar.

Eles, a cada dia que passa, se curvam à verdadeira realidade dos dias de hoje.

Talvez porque o Atlético seja a equipe que mais venceu o cruzeiro em toda a sua constrangedora existência  pontuada por mudanças de nomes (Ypiranga, Palestra Itália e sei lá quantos mais) a cada falência.

Falia com um nome, inventava-se outro e vida que segue.

Não adianta apedrejar ônibus alvinegro, nem jogar, durante a partida, uma carreta de objetos para dentro do campo. E nem dar piti ou rasgar camisolas, que é um costume enraizado entre os azuis.

Muito menos fazer pressão. Pressão de menos de 10.000 pessoas em um estádio com capacidade para mais de 18.000 é café pequeno para jogadores que convivem com a grande Massa atleticana, infinitamente mais presente do que meros simpatizantes que se esforçam para, um dia, virar uma torcida razoavelmente decente.

A pseudo-pressão azul foi tão insuportável, mas tão insuportável que, mais uma vez, o Atlético foi lá e aplicou uma sonora traulitada nas moleiras de cabeças metidas a bestas do outro lado da lagoa.

Foi como uma inquisição atleticana em pleno século XXI. O ápice de sadismo dessa tortura medieval foi destruir o inimigo ante sua própria horda de simpatizantes.

Simpatizantes estes que eu vi, ao final do jogo, apesar da derrota acachapante, sorrirem  e se confraternizarem.

Venha me dizer que um atleticano sorri e se confraterniza após uma derrota do Galo  e eu lhe chamarei de mentiroso na bucha e na lata!

No jogo, bem que o cruzeiro tentou sair vencedor. Ao marcar o primeiro gol da partida, os azuis acreditaram que tudo estava escrito e sacramentado.

Só que se esqueceram que hoje o time alvinegro é um batalhão de xiitas dispostos a tudo pela vitória. Os olhos de cada jogador são injetados de sangue. E o sangue de cada um é vitaminado de raça e fome de vitórias.

Em dois minutos, a virada veio como um raio. O Galo não estava mal quando estava perdendo o jogo e ao virar o placar, a confiança se consolidou.

Não posso dizer que foi uma partida perfeita. Não posso dizer isso.

Ainda há muito que aperfeiçoar nesta equipe, embora a vontade demonstrada por todos já seja meio caminho andado.

Contudo, ninguém pode negar que a equipe de hoje é mais disposta a compartilhar responsabilidades em todos os setores do campo.

Responsabilidades e suor.

A entrada de Jackson na lateral foi uma grata surpresa, assim como as defesas de Renan Ribeiro foram determinantes para a vitória.

Leonardo Silva se afirmou, categoricamente, como companheiro do capitão Réver e Ricardinho, outra vez, deu uma aula de como atuar como meia de ligação.

Zé Luis não pode ser reserva nem aqui nem na China. Dorival Junior terá de se virar para arrumar um lugar para o Zé do Galo, pois não se bota no banco um valor tão grandioso.

No lugar de quem? Dorival que se vire. Você acredita mesmo que eu vá duvidar de um técnico que, num passe de mágica, acha um lateral como o Jackson no apagar das luzes? E se ele fez isso, não pode arrumar um lugar pro Zé?

Sou louco, meu amigo, mas não sou burro!

Tardelli voltou a ser Tardelli e Berola mudou a história da partida com o seu desrespeito total a uma coisa chamada defesa adversária.

E o melhor da tarde/noite: Wellington Paulista ficou revoltado com Diego Tardelli porque este, aos seus olhos, imitou um cruzeirense se maquiando.

Entendeu que foi uma humilhação à sua torcida. Em suma, vestiu a carapuça sem ninguém ter pedido.

Será que terão ataques histéricos toda vez que forem imitados?

Se for assim, Wellington Paulista terá de mudar de time, pois a preferência obsessiva em levar de 4 nos últimos jogos contra o Galo é, no mínimo, suspeita!

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