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BAHIA 1 X 1 ATLÉTICO. PERDEMOS 2 PONTOS.

O Atlético não reeditou as suas melhores partidas, mas fez o suficiente para perder um balaio de gols, jogando fora a possibilidade de, no mínimo, subir para a terceira posição na tabela de classificação.

No primeiro tempo, o Galo jogou razoavelmente até os 30 minutos. Depois, o Bahia reagiu e agrediu de uma forma mais incisiva do que vinha fazendo até então.

Giovanni Augusto não conseguiu realizar a transição da defesa para o ataque e a equipe se ressentiu tremendamente disso. Afinal, um dos pontos fortes do conjunto residia justamente neste quesito.

Toró muito mal em todos os aspectos, perdia a bola lá na frente e não voltava a tempo de recuperar a bola.

O lado positivo que posso registrar é que o time hoje tem uma personalidade mais aguerrida e lutadora. Os atletas buscam suprir as deficiências de momento com muita dedicação e uns se doam pelos outros.

Muito em função do exemplo de Réver e Leonardo Silva, dois jogadores que demonstram uma sede de vitória acima da média.

No segundo tempo, um penalti mandrake marcado por um péssimo juiz, impôs ao Atlético a obrigação de se abrir e partir para cima do Bahia.

Mesmo sem jogar bem, com jogadas confusas no meio de campo e perdas infantis de bola, o Galo buscou pressionar o time baiano.

No intervalo do jogo, eu tuitei que esta partida seria perfeita para Daniel Carvalho mostrar serviço, pois o Bahia concedia espaços na defesa que um jogador habilidoso como ele poderia explorar.

Dito e feito. Dorival Júnior, pensando igual a mim, mandou-o a campo e ele, Daniel Carvalho,  assumiu a responsabilidade de municiar os atacantes e deu a assistência para o gol de empate, de Neto Berola.

Fora a falta que bateu, que resultou no segundo gol, legítimo, mas mal e porcamente anulado.

E lançou magistralmente Magno Alves para este desperdiçar mais uma grande chance frente a frente com o goleiro. E outras jogadas mais.

Para mim, jogando apenas 30 minutos, Daniel Carvalho se constituiu no grande nome do jogo por tudo que produziu hoje.

E não atuou só com a bola no pé. Voltou para marcar, tentou ser rápido nos contra-golpes, e preencheu espaços quando não tinha a posse de bola.

Resta saber se ele está disposto a repetir a dose nas próximas oportunidades.

No mais, reconheço que a equipe atleticana cria muitas chances de gol, o que é extremamente digno de elogios.

Mas, em compensação, desperdiça quase todas. E aí os elogios vão pro ralo e críticas ferozes tomam seu lugar.

Dentro das circunstâncias do jogo, foi um péssimo resultado. Se considerarmos a cascata de empates que aconteceram nas outras partidas, pior ainda. Se tivéssemos vencido, estaríamos em uma posição bastante favorável, na cola do São Paulo.

De todo modo, botamos um pontinho na sacolinha, o que nos mantém no G-4.

Mas temos de seguir melhorando. E temos muito a progredir.

Muito trabalho e muita fé. E outro tanto de apoio!

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GUARANI 2 X 4 ATLÉTICO – UM PRIMEIRO TEMPO BRILHANTE.

Bastaram os primeiros 45 minutos para o Galo sacramentar mais  uma vitória em Divinópolis.

Um primeiro tempo brilhante que encheu os olhos da torcida alvinegra. Perfeito em todos os setores.

Raça, velocidade, troca de passes de primeira, lançamentos, antecipações, triangulações, enfiadas de bola, 1-2, tabelas…

Antes do primeiro gol, a meta do Guarani já fora alvo de inúmeros ataques alvinegros.

Até que o penalti foi marcado em favor do Galo.

Penalti este que _ cá entre nós e que ninguém nos ouça _ foi mandrake além da conta. Se dependesse do zagueiro, que até tirou o corpo, Berola nem seria tocado. Mas Berola, vivo como ele só, procurou o corpo do dito cujo e se jogou.

O juiz foi na onda e marcou. O que podemos dizer? Que não somos os únicos a sermos penalizados com penaltis inexistentes?

Após o primeiro gol, o Galo deslanchou. Aquele futebol que esperamos durante todo o ano de 2010 apareceu como num passe de mágica.

Time rápido, time objetivo, time bem treinado. E os gols entrando da forma mais natural deste mundo.

As jogadas foram se sucedendo em ritmo alucinante, assim como num filme de ação.

Até que Neto Berola recebe um lançamento de Serginho e, com um toque de craque, encobre Fred e marca o quarto gol.

Sim, um lance de craque de um jogador que não é craque.

Aquela bola veio de lado e acelerada. Quando a bola está à sua frente, é fácil você dar um toque por debaixo dela e encobrir o goleiro.

Mas quando ela vem de lado e rápida demais, você corre o risco de errar o tempo e enviá-la para a lateral ou para a arquibancada. A não ser que você opte por dominá-la antes. E aí é outra história, pois depende muito do zagueiro que está fungando no seu cangote.

É por isso que digo que o gol de Berola pareceu fácil, mas foi difícil demais.

Acertar o contato do lado do pé com a bola para amaciá-la e encobrir o goleiro _ em um só movimento _ não é para qualquer um. Se fosse o peito do pé, seria um outro caso.

Para resumir a história, o Galo foi quase perfeito na primeira etapa… e uma negação absoluta no segundo tempo.

Como o jogo já estava ganho com sobras, é natural que sobrevenha o relaxamento. E aí a concentração mental vai pras cucuias.

Nessa hora, o corpo está ali em campo, porém, a cabeça já está curtindo o prazer de um banho frio para espantar o calor.

É quase impossível evitar. E sendo assim, o Galo foi outro completamente diferente no segundo tempo.

Destaques positivos:

No primeiro tempo, todos os jogadores foram tão bem, que fica muito difícil para mim destacar alguém. Talvez Ricardinho tenha sido mais uma vez o destaque do time, mesmo com todos atuando de forma tão brilhante.

Ricardinho está jogando este ano o que jogou em seus melhores momentos da carreira.

É o maestro da equipe, que dita o ritmo e ensina os tons. E não compromete a velocidade porque ele pode até não correr tanto, mas faz a bola correr muito.

Destaques negativos:

Ricardo Bueno: Até quando Dorival Júnior dará oportunidades a ele? Ricardo Bueno é o melhor zagueiro adversário que existe.

Diego Souza: Se colocou em campo de forma a ter a bola sempre longe dele. Não pôde ou não quis jogar.

Renan Ribeiro falhou no 1º gol do Guarani, mas não vou inserí-lo aqui como destaque negativo. Tem créditos demasiados.

Enfim, o que se deduz do jogo de ontem é que se o Galo repetir o primeiro tempo que realizou, será um páreo duro no Brasileirão e em todos os torneios que disputar.

Dorival Júnior está trabalhando muito todos os dias da semana e não somente na sexta-feira, como fazia o moleque do “proxeto” oco!

O cara é uma fera para montar times velozes e engrenados. E está repetindo aqui a mesma fórmula de sucesso que o catapultou para o topo da lista dos melhores técnicos deste país.

Eu estou muito otimista!

E você, caro amigo e leitor do L&N? Concorda comigo? Ou não?

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INTERNACIONAL 1 X 0 ATLÉTICO.

Nenhum time se sustenta só com raça.

Há necessidade de mais ingredientes para se formar uma boa equipe.

E o Galo ontem, apesar da luta dos jogadores, só fez confirmar este ponto de vista.

O cara pode morrer em campo de tanto correr, mas se não tiver qualidade de passe, domínio de bola e visão de jogo, entre outras virtudes, vai tudo pro ralo.

E convenhamos, o time que entrou em campo na tarde-noite do último domingo é fraco demais.

Os desfalques constantes estão implodindo o Atlético.

Réver, Mendez, Tardelli, Diego Souza, Daniel Carvalho, Ricardinho, Leandro, Fernandinho… e vai por aí afora…

Eu nunca vi tantas lesões em uma temporada. Isso seria resultado do terrível trabalho de Antônio Mello, incluindo aí a utilização da maldita caixa de areia?

Só pode, não tem outra explicação.

O primeiro tempo da partida de ontem foi de um time só: o Internacional, que, tão desfalcado quanto nós, não fazia um bom jogo. Apesar disso, dominou todas as ações.

O Atlético não conseguia trocar 3 passes seguidos e concedia aqueles tradicionais espaços no meio de campo para alegria do colorado gaúcho.

O nosso setor de criação, entregue à responsabilidade de Renan Oliveira, foi uma nulidade absoluta. Não marcou, não criou, não correu e só assistiu ao jogo do centro do campo, sem contribuir com nada de positivo.

Renan Oliveira voltou a ser o que era antes, sem tirar nem por. Com ele, é como se a equipe atuasse com 10 jogadores desde o início.

Obina e Daniel Carvalho (e depois Ricardo Bueno), batiam cabeça na frente, sem sequer uma jogada mais aguda e o pior, sem receber lançamentos.

O gol ao final da etapa foi uma questão de justiça para o Inter.

No segundo tempo, o Galo melhorou muito, depois da conversa com Dorival Junior.

Parece que o Atlético está adquirindo um vício: só joga bem quando toma gol. Porque não jogou assim desde o apito inicial? Vai entender.

De todo modo, os jogadores se aproximaram uns dos outros, a defesa ficou mais protegida e os atacantes acordaram.

Contudo, não se pode chamar de sufoco a pressão que impusemos.

Com todos estes desfalques, falta objetividade ao ataque. Nós não temos entrosamento suficiente para jogadas rápidas.

Por falta do conjunto que o moleque não soube implantar em todos esses sofridos meses, o Galo é um time lento e previsível.

O jogador recebe a bola e tem de procurar o companheiro, pois não sabe aonde ele está. Perde-se aí um tempo precioso para o passe e, muitas vezes, este não acontece. Resultado: tome mais e mais contra-ataques.

Apesar do aparente domínio, o Atlético poderia jogar até a meia-noite que não empataria o jogo, pois não há tramas concatenadas em direção ao gol. Essa é que é a mais pura verdade.

As substituições de Dorival Junior, feitas para dar maior mobilidade à equipe, não funcionaram.

Pela primeira vez, eu vi Nikão atuar e não gostei. É dispersivo demais.

E depender de Jackson para ajudar a mudar a história de uma partida, é confiar demais na providência divina.

Eron merecia sair, mas não para a entrada de Jackson.

Mas entendo a cabeça de Dorival Junior. Ele não via quase nada de opções no banco e tentou com o que tinha à mão. Paciência!

Enfim, mais uma derrota no lombo e um grilo chato assoviando uma contagem regressiva nas nossas orelhas.

Já estamos na reta de chegada e ainda não sabemos qual a faixa que temos de romper. Se a da permanência na primeira divisão ou a do limbo da segundona.

Eu ainda acredito, mas está cada vez mais difícil. Se o time transmitisse confiança, eu estaria mais tranquilo. Mas não é o que acontece.

Cada 90 minutos são um calvário na vida do atleticano, pois a equipe foi totalmente destroçada em troca da satisfação do ego de um imbecil.

Não restou pedra sobre pedra. Só a lembrança cheia de ódio daquele que foi o responsável por nos fazer tanto mal.

Mas, mesmo assim, ainda temos chances. Por isso, ainda há esperança.

E você, o que acha? Qual a sua opinião?

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ANALISANDO DESEMPENHOS DO ÚLTIMO JOGO…

Vamos à análise do desempenho de cada jogador no último jogo:

Renan Ribeiro: O primeiro gol do Atlético-GO foi uma pedrada indefensável. Mas o jovem goleiro deveria saber que o batedor goiano só cobra as faltas daquele jeito. Então, poderia ter armado a barreira de forma a fechar o meio e não o ângulo esquerdo. Questão de experiência, que ele não tem ainda. No segundo gol, demorou a sair no abafa. Mas se comportou bem no restante do jogo. Nota 7.

Diego Macedo: A melhor partida com a camisa do Galo. Do primeiro ao nonagésimo minuto, correu muito. Era a válvula de escape que o Galo tinha para contra-atacar ou sair jogando. Talvez tenha sido, por isso, o jogador que mais pegou na bola. Dentre as dezenas de passes que deu, só errou um. Nota 8.

Réver: Algumas falhas de posicionamento ou de perda de tempo de bola, mas mesmo assim, jogou bem. Marcou um golaço, um dos mais bonitos do campeonato. Por isso, nota 8.

Werley: Tem uma vantagem sobre os outros zagueiros do elenco. É o mais rápido, não se pode negar. Os seus grandes problemas são a falta de impulsão para o cabeceio e a péssima saída de bola. Prefere rifar uma bola dominada do que dar o passe no pé. Entre falhas e acertos, nota 7.

Coutto: Não comprometeu em uma posição estranha para ele. E não foi culpado no segundo gol do adversário. Ele não alcançaria o atacante nem que tivesse um motor no pé. Mas se limitou a guardar posição e não serviu de opção ao ataque em nenhum momento. Nota 6.

Fernandinho: Não fez nada de melhor do que Coutto faria. Está sem noção de tempo e espaço por causa do longo tempo de inatividade. Porém, é mais incisivo no ataque. Nota 5.

Zé Luis: Está errando muitos passes, embora a sua presença na cabeça de área seja um alento para os zagueiros. Destrói bem, mas entrega mal. Está, gradualmente, aperfeiçoando a sua parceria com Alê. Nota 7.

Alê: Tem um jogo muito parecido com o de Zé Luis, com uma qualidade de passe bastante razoável. Jogou sempre com muita raça, procurando fechar a zona do agrião. Nota 7,5.

Renan Oliveira: Entrou sem ritmo no lugar de Alê, mas mesmo assim conseguiu chegar na bola antes do goleiro e entregá-la _ com açucar e com afeto _ ao Ricardo Bueno para a feitura do gol da vitória. Só por isso, nota 8.

Serginho: Ainda não se encontrou nesta temporada. Levou um cartão amarelo absolutamente desnecessário, além de não acertar passes de 5 metros. Pior, perde a bola constantemente e compromete todo o sistema defensivo. Tem potencial, mas não está demonstrando. Nota 4,5.

Ricardinho: Na atual circunstância, Ricardinho é fundamental para a equipe. Ele tranquiliza ali no meio porque tem clarividência, sabe aonde enfiar a bola. E não se limita a trocar passes laterais. Além disso, está correndo que nem um garoto. Parece que conseguiu escapar da caixa de areia do Mello. Nota 8,5.

Diego Souza: A exemplo de Diego Macedo, fez a sua melhor partida pelo Atlético. Muito mais vibrante que em outras oportunidades, fez um gol e deu o passe magistral para Renan Oliveira fazer a jogada do terceiro. E ainda recompôs o meio. Que melhore cada dia mais. Nota 8.

Obina: Correu muito, procurou se desmarcar, lutou pela bola como se fosse um prato de comida, mas nada que fez deu certo. Não está recebendo a bola entre os zagueiros, em progressão, daquele jeito que todo atacante rompedor gosta. Mas sempre vale pela luta. Nota 6,5.

Ricardo Bueno: Substituiu Obina e talvez tenha participado mais das tramas de ataque porque é leve e se desloca com uma facilidade maior. Mas precisa melhorar muito para se tornar um atacante letal. Fez o gol da vitória e por isso, recebe uma nota 7,5.

Dorival Junior: Escalou muito bem o time para o início de jogo e fez as substituições corretas no decorrer da partida. Mesmo que tivesse perdido, era o que ele tinha em mãos para mudar algo. Tem uma leitura de jogo muito mais apurada do que o “moleque”, que chegou aqui com a fama de ser o bambambam neste quesito e só fez besteira. Nota 9.

Pronto. A partir de agora, eu gostaria de ler os comentários dos leitores do L&N e verificar se as suas análises e notas são parecidas _ ou não _  com as minhas.

Galo sempre!

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ATLÉTICO 2 X 3 VITÓRIA. ADEUS, LUXEMBURGO!

O coração está tão triste que eu confesso não ter condição nenhuma de fazer uma boa análise do jogo.

Satisfaço-me tão somente com a luta dos jogadores, que correram como loucos atrás do resultado.

Só quero dizer que a saída de Ricardinho, o único ser pensante em campo _ e o único capaz de dar alguma qualidade às tramas de ataque _ foi fundamental para que, após o 3º gol do Vitória, não mais conseguíssemos esboçar reação consistente.

E talvez, com ele em campo, tivéssemos feito o 3º antes deles.

Porém, naquele momento, a vida inteligente no meio de campo do Galo tinha ido embora para o vestiário.

Nós estamos numa situação grave demais.

Estamos às portas da 2ª divisão, levados por um treinador irresponsável, que destruiu o pouco entrosamento que tínhamos dispensando jogadores que, se não eram craques, eram os responsáveis pela boa campanha do ano passado.

E cá entre nós, são melhores que muitos que os substituiram.

E o pior, promoveu as mudanças já com o campeonato brasileiro em pleno andamento. E demorou séculos para preencher as lacunas no elenco. E muitas dessas vagas foram mal e porcamente cobertas.

Luxemburgo quis fazer um time só dele, de forma que ninguém dissesse depois que ele obteve sucesso aproveitando jogadores de Celso Roth.

Pura vaidade. Luxemburgo destilou o mais ignóbil sentimento de egoísmo que já vi em toda a minha vida.

Ele não pensou em uma nação que o recebeu tão bem, pelo contrário, ele foi capaz de defender só o seu próprio umbigo em detrimento de 8 milhões de atleticanos.

E, por causa disso, hoje somos obrigados a conviver com o monstro da 2ª divisão, que se aproxima tão ameaçadoramente que já podemos sentir o seu bafo fedorento.

Pois, para nós, a esperança vem do que vemos em campo. E em campo, a bem da verdade, não estamos enxergando absolutamente nada.

Eu não culpo o presidente Kalil. Numa hora dessas, ele deve estar mais triste do que eu, do que você, do que todos nós.

Frustrado em sua paixão e em todo o investimento, que foi altíssimo.

Ele quis trazer o Galo de volta ao topo.  Ninguém pode negar.

Alexandre Kalil lutou para honrar Elias Kalil, seu pai dileto. E eu o louvo por isso, mesmo que caiamos para a segunda divisão.

O L&N sempre manterá o respeito a Alexandre Kalil, por tudo que tentou fazer de bom para a nossa bandeira.

Reconheço e valorizo cada gota de suor que o presidente deixou na sede de Lourdes e na Cidade do Galo.

O seu único erro _ em cujo erro eu também incorreria _ foi contratar Vanderlei Luxemburgo e a sua comissão técnica.

E quando o contratou, eu também fiz festa. Mas a minha festa acabou faz tempo.

E se tenho alguma crítica  a fazer a Alexandre Kalil, é a de que ele poderia ter demitido esse arremedo de técnico há 6 ou 7 rodadas atrás.

Pois hoje constatei que os jogadores querem. Mas ele não quer. Não por vontade própria, já que ele não é louco. Mas por não saber qual caminho tomar para fazer acontecer a reação.

O pior perdido é aquele que não sabe que está perdido, porque a cada movimento errado envereda ainda mais pela trilha da ignorância.

E a nossa trilha já desembocou em precipício!

Já chega, presidente Kalil, com todo o respeito que este blogueiro tem pelo senhor. Ouça a nossa súplica só desta vez, pelo amor que tem ao Clube Atlético Mineiro!

Pare de defender o indefensável!

Grite conosco: ADEUS, LUXEMBURGO!, antes que seja tarde demais!

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PACTO REAL OU SÓ PRA INGLÊS VER?

Ontem, quinta-feira, logo após chegarem de Curitiba, os jogadores se reuniram no Hotel do CT, conversaram sem a presença da comissão técnica e obtiveram a permissão do treinador para convocar a imprensa.

Ricardinho, Réver, Obina e Diego Tardelli representaram os demais.

Pontos principais:

1 – Os jogadores decidiram abrir mão da proximidade de suas famílias e vão concentrar-se durante 15 dias na Cidade do Galo, só saindo para viajar para os jogos fora. Querem se conhecer melhor e se unir com o objetivo de reagir no campeonato.


2 – Declararam que TODOS  são culpados. Isentaram tanto o presidente quanto o técnico.


3 – Diego Tardelli disse que o Galo tem um dos melhores elencos do Brasil, mas que ainda não provaram isso dentro de campo.


4 – Ricardinho chegou a estipular um prazo de 15 dias para que o Atlético saia da situação incômoda na tabela.


Eu, particularmente, gostei da atitude dos jogadores, certamente influenciados por Ricardinho, que é bom- caráter e exerce liderança positiva no grupo.

Se foi uma iniciativa deles, só deles, sem pitaco da comissão técnica, tenho mais é que acreditar em sua autenticidade e evitar fazer juizo de valor.

O fato não deixa de ser auspicioso, na minha opinião.

Afinal, na pasmaceira em que se converteu o clube, apesar de sapatadas frequentes de adversários muitas vezes medíocres (como o último), é de se elogiar o surgimento de qualquer fato novo.

Mas me reservo o direito de ficar quietinho no meu canto. Vou ficar de butuca e com o olho comprido, como dizia meu saudoso avô.

Pois palavras que geram esperança são sempre boas de se ouvir. Mas o que quero ver é mudança de atitude dentro de campo!

Então, que venha logo o domingo, para que possamos avaliar a reunião da quinta!

E você, o que achou do pacto feito pelos jogadores? Qual é a sua opinião?

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NOVA CARTA AO PRESIDENTE ALEXANDRE KALIL.

colunadaanacris1Prezado senhor Alexandre Kalil,

Há quase um mês, enviei-lhe uma carta. Procurei escrever de forma respeitosa como achei que deveria, sincera como não saberia deixar de ser. Isso foi no final da décima quinta rodada do Campeonato Brasileiro de 2010.

Hoje volto a lhe escrever. Sete rodadas depois de ter escrito pela primeira vez, tenho agora a pele alvinegra ainda mais esfolada. Ouço bem mais chacotas por onde quer que ouse passar vestindo minha camisa. E, por mais que eu evite, por mais que eu queira manter a calma, começo a me perguntar se você, Alexandre Kalil, tem qualquer respeito por mim.

Ah, você nem sabe quem eu sou? Eu lhe digo: sou torcedora do Clube Atlético Mineiro. Meu clube não se chama Vanderlei Luxemburgo. Respeito a história dele, mas não é por ele que torço, não é em nome dele que chego em casa mais cedo, cansada, e vejo cada partida com o coração na goela. Não é por ele que eu ia ao Mineirão e agora vou a Sete Lagoas.

Veja você, o que me intriga mesmo é saber que 31,8% de aproveitamento em 22 rodadas não são vergonha suficiente para ameaçar o emprego de uma comissão técnica.

Em qualquer clube, 13 derrotas em 22 partidas seriam suficientes para derrubar pelo menos 2 técnicos.

Mas o que estamos assistindo (e tomara que seja mesmo uma ilusão de ótica bem sem-vergonha) é um técnico mandando e desmandando no clube, mesmo demonstrando não saber ao menos para onde seu nariz aponta. O Galo por quem torço e sofro parece um navio ao sabor das marés, enquanto seu capitão se diverte em um cassino improvisado no convés.

Eu me segurei ao máximo, eu tentei me convencer do contrário, mas agora não dá mais: Vanderlei Luxemburgo está perdidinho da Silva e continua dando tiros para todos os lados. Escala mal, substitui mal e ainda acha que está sendo perseguido pela torcida e pela imprensa. Ah, tenha dó!

Quando era pequena, escutei estes versinhos que jamais me saíram da mente: “Tropeiro só fala em burro, carreiro só fala em boi. Moça só fala em namoro, velho só fala o que foi”. Luxa ainda é bem jovem, mas então por que só sabe falar do que já fez, do que já foi? Não é de passado que se faz futuro. Não é com discursinho barato nem com desculpas esfarrapadas que se sanam problemas.

BURRO PENSANDO: COMO É QUE SAIO DESSA?

Sinceramente, senhor Alexandre Kalil, eu acho que você deve fidelidade ao Clube Atlético Mineiro. Se tiver que escolher entre o Galo e aqueles que fazem mal ao Galo, não titubeie. E não me refiro apenas ao técnico Vanderlei Luxemburgo.

O grande volume de lesões e o mau preparo físico de vários jogadores, mesmo depois de tanto tempo treinando, não é coisa normal. Descasque seu abacaxi, desate o nó que tiver que desatar, faça o que tiver que fazer, pague multas, despache para bem longe uma canoa cheinha só de nego imprestável, mas livre o Galo deste pesadelo.

Faça alguma coisa, antes que seu nome vá para o ralo, lá para as páginas vergonhosas de nossa história, antes que você tatue seu nome em nosso livro como o presidente que chegou prometendo grandes conquistas e nos levou para as profundas dos quintos.

Atenciosamente (e bem menos pacientemente),

Ana Cristina Gontijo

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VASCO 1 X 1 ATLÉTICO.

Um empate catastrófico contra um time ruim desfalcado de seus principais jogadores, Carlos Alberto, Felipe e Zé Roberto.

Em outra situação, até que não seria um mau negócio, porém, devido às circunstâncias, foi um péssimo resultado.

Pois o Galo ainda permanece na zona de rebaixamento, somando apenas um raquítico ponto à sua vexatória campanha.

Vanderlei Luxemburgo optou pelo 3-5-2 sem tê-lo treinado. Treinou o 4-4-2.

Mas, como aconteceu muitas vezes nesse campeonato, entrou em campo com um time improvisado de última hora sem nenhum sentido de conjunto e foi, como deveria ser,  castigado por sua insensatez.

Sem meio de campo, sem meia de ligação, sem troca de passes, o Galo foi, no primeiro tempo, uma caricatura de equipe.

As bolas passavam pelo meio há 20 metros de altura. Jogadas trabalhadas, triangulações, 2-1, tabelas… ah, meu amigo, isso não existiu nem a quilômetros de distância.

Aliás, não houve, na primeira etapa, nada que desse ao atleticano a esperança de um destino melhor.

Por incrível que pareça, a defesa se comportou muito bem, apesar do gol que levou. Pois era para ter levado mais, uma vez que o Vasco dominava todas as ações no meio de campo e conquistava a grande maioria dos rebotes.

Com um time sem qualidade, o Vasco conseguiu superar o Atlético de grandes nomes, mas que jogava como um time de várzea.

No segundo tempo, o Galo melhorou substancialmente. As entradas de Ricardinho, Mendez e Berola deram novo ritmo ao maior de Minas.

A bola ficou mais redonda, as jogadas rápidas se sucederam  e o Vasco se retraiu.

Mas não vou creditar a mudança à “genialidade” de Vanderlei Luxemburgo.

Afinal, TODOS os atleticanos clamavam  por esta formação antes de começar o jogo, mesmo sem ganhar os milhões que o propalado treinador ganha.

E numa jogada de Daniel Carvalho, que jogou muito bem, o juiz marcou um penalti indiscutível.

Empatamos um jogo que poderíamos ter vencido, não fosse a escalação equivocada do primeiro tempo.

A entrada de Mendez também foi promissora. Gostei do equatoriano hoje. Está retomando a forma e correndo muito mais. Ele tem uma vantagem, como volante, que outros não têm.

Lança como poucos e não é previsível, com aquelas jogadinhas ridículas de encostar a bola para os lados.

Mendez tem a virtude de escolher a jogada mais difícil e na maioria das vezes, acerta. Pelo menos, foi assim hoje.

Esquecer Ricardinho num banco de reservas é um crime imperdoável. Em países de primeiro mundo, o cara que assim procede encerraria seus dias numa cadeia de alta segurança, com direito a 2 horas de sol por dia.

Não que Ricardinho seja o supra sumo da “craqueza”. Mas sim porque, do jeito que o time está tão quadrado, não tem ninguém melhor do que ele para arredondá-lo.

E Berola erra passes, se enrola com a bola, não levanta a cabeça, porém sou muito mais ele do que qualquer outro no ataque.

Isto porque ele não desiste. Parte pra cima do zagueiro e não quer nem saber se o cara é filho de mamãe ou de papai, se é rico ou se é pobre.

Berola é a exata personificação do atrevimento, um adorável mal educado que desconhece a palavra “respeito”. Ele quer mais é provocar confusão na área adversária, independente das pancadas que leva.

Se eu fosse Luxemburgo, não abriria mão de seus serviços nem por decreto.

Mas Luxemburgo é intocável, é onipresente, infalível e acima de qualquer suspeita.

E por isso, temos de conviver com as suas invenções, com as suas escalações estapafúrdias.

Como hoje.

Não teria sido muito mais produtivo ter escalado o time do segundo tempo no primeiro tempo, para arrebentar o Vasco desde os instantes iniciais?

Será que foi pelo simples “prazer” masoquista de sofrer 45 minutos?

Para nós, atleticanos, foi como se fossem 45 anos! Amargos 45 anos!

No entanto, lembre-se, Vanderlei Luxemburgo, nós NÃO perdoamos aqueles que nos têm ofendido!

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GOIÁS 1 X 3 ATLÉTICO. UFA! ATÉ QUE ENFIM UMA VITÓRIA.

Um primeiro tempo de dar calo no olho! Mas Ricardinho foi lá e arredondou a bola na segunda fase!

Confesso que eu temi o pior na primeira etapa. Bolas matadas na canela, gol do Goiás aos 4 minutos, o tradicional espaço no meio de campo, a bola não chegando ao ataque porque não havia meia de ligação…

A coisa permaneceu horrorosa até Obina sofrer o penalti. Foi como se um oásis com água fresca e tâmaras de polpas doces surgisse de repente no calor de Goiânia.

A alegria dos jogadores foi tanta que era palpável há mais de 950 quilômetros de distância. Por conta disso, ao final do primeiro tempo, o time que mais incomodou (e quase meteu o segundo) foi o Galo.

O que é a cabeça do ser humano, não é? Uma pitada de confiança em seu próprio taco faz uma diferença atroz! Ou seja, músculo e habilidade não representam nada sem o preparo psicológico que disciplina o cérebro.

O fator “confiança” em futebol ou em qualquer esporte é mais importante do que o talento! Acreditem, eu digo isso com conhecimento de causa. Já estive nas quatro linhas por muitos anos.

Um perna de pau confiante em si mesmo rende muito mais do que um craque instável com auto-estima baixa.

Quando Ricardinho entrou em campo substituindo Jackson _ que não jogou ou não pôde jogar _ a impressão que eu tive é que a bola ficou mais redonda, mais macia, mais esférica.

Muitos acusam Ricardinho de lentidão. Porém, se não fosse a cadência imposta por ele hoje, nós estaríamos amargando mais uma derrota.

E lento ou rápido, nenhum jogador pode ser ignorado se a sua ausência ou presença faz tanta diferença.

O fato é que, apesar de o Galo não fazer uma boa partida durante os 90 minutos (pelo menos, não a ponto de nos deixar mais otimistas), fizemos o mais importante: vencer o jogo e chegar aos 17 pontos, o que parecia inatingível, por mais triste que possa parecer.

Claro que o segundo tempo foi muito melhor. Mas não posso, em sã consciência, dizer que foi ótimo. Longe disso!

O segundo gol foi achado no milimétrico lançamento de 40 metros de Ricardinho, que não satisfeito, ainda lançou Obina para o penalti do terceiro gol.

O penta campeão do mundo coleciona 9 assistências e 4 gols dos 21  feitos pelo Galo, ou seja, 62% dos gols saíram de seus pés, segundo informações do  Leo Gomide, jornalista mineiro sediado em São Paulo e importante colunista deste L&N.

Hoje, como sempre, Rever se destacou (e bote destaque nisso) na defesa. Aliás, foi o capitão. E a braçadeira lhe caiu muito bem, diga-se de passagem. Tomara que continue envergando-a, mesmo com o retorno de Tardelli.

Serginho bateu todos os recordes de passes errados que eu já vi no Galo. Seria até interessante conferir estatisticamente, pois foi um verdadeiro absurdo.

E tome contra-ataque. Já passou da hora do Luxemburgo avaliar seriamente.

Fabiano também não marcou e não armou. Não fez uma jogada sequer que pudesse dizer, ao final do jogo, que contribuiu para a equipe.

Berola, na minha opinião, foi um dos melhores em campo, apesar de ter sumido do jogo nos 30 minutos iniciais. Mas se aparecer, a partir daí, com as jogadas espetaculares que fez, estará mais do que perdoado. E sempre será ovacionado.

O garoto é simplesmente imarcável quando enfrenta o zagueiro com a bola bem dominada. Parece um quiabo babento!

Enfim, não gostei do jogo, mas aplaudo de pé a vitória. Quem dera que jogássemos mal e vencessemos todas as partidas.

Seria sensacional!

Vamos pra cima deles, meu Galo querido!

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ANALISANDO JOGADORES E SETORES DO GALO – PARTE LL

Prosseguindo na análise individual de nossos jogadores e setores da equipe, hoje vamos dissecar, em conjunto com os leitores e amigos do L&N, o meio de campo do Galo.

MEIO-DE-CAMPO.

ZÉ LUIS: É o único volante de contenção que temos. É o solitário cão de guarda à frente do nosso portão. Sobre ele recai a maior responsabilidade de destruir no setor de meio de campo. E, dentro de suas possibilidades, o tem feito muito bem. E tem demonstrado uma surpreendente garra, tanto que, apesar da tremenda carga sobre seus ombros, ainda encontra forças para atacar em muitos instantes dos jogos.

FABIANO: Teve um início muito bom. Mas se perdeu no decorrer do tempo. Hoje não marca, não ataca e não é incisivo (como era) na área adversária. Fabiano hoje, como 2º volante, é um bom genro do Luxemburgo. Apenas capaz de um desempenho feijão-com-arroz. A sua melhor partida nos últimos tempos foi a última, contra o Avaí, quando entrou no 2º tempo e deu um sangue danado. Ajudou muito.

JOÃO PEDRO: Recém-promovido dos juniores, é uma das poucas pratas da casa do plantel. Luxemburgo tem apostado nele e na verdade, não tem decepcionado de todo. Mas, enquanto não amadurece, ainda tem que comer muito feijão para se tornar um jogador importante para o time. Nos juniores, costumava jogar um pouco mais à frente. No profissional, mais atrás. Por enquanto, ainda é uma incógnita.

SERGINHO: Com toda a certeza deste mundo, posso dizer que Serginho é uma das grandes esperanças não só do Galo, mas da seleção brasileira. Se não voltar a se lesionar seriamente, será um dos grandes jogadores deste país. É um volante rápido, que sabe sair jogando e é extremamente criativo no ataque. Tem de se aperfeiçoar na marcação e caprichar um pouco mais em seu posicionamento defensivo. Devido às suas limitações físicas (retornando de lesão), não tem sido ainda o Serginho que conhecemos. Mas o será brevemente.

EDISON MENDEZ: Ainda não jogou, mas sabemos de sua capacidade técnica. É um jogador multi-função. Joga como 2º volante, como meia avançado e até como 1º volante de contenção. O seu chute de fora da área é uma arma mortal, além de ter um fôlego privilegiado. Quando atua mais à frente, volta para marcar com uma velocidade espantosa. É uma das nossas grandes esperanças para a retomada.

DIEGO SOUZA: Por ter ficado tanto tempo parado, à espera da definição de seu destino, este jogador ainda luta com seu próprio corpo. A rapidez de raciocínio é evidente, mas as pernas ainda não conseguem acompanhar as ordens que vêm do cérebro. Mesmo assim, não tem comprometido. Na área, é um perigo. Na medida em que for se recuperando, mais e mais produzirá. Se jogar no Galo o que jogou no Palmeiras e Grêmio (e tem tudo para jogar ainda mais), a massa só vai correr pro abraço, feliz da vida.

JATAÍ: Naquela partida contra o Grêmio, antes da Copa do Mundo, ele jogou bem. Seu estilo se assemelha muito ao de Zé Luis. Talvez seja ainda um potencial escondido dentro do grupo atleticano, mas a sua simples manutenção significa que o treinador vê nele qualidades que ainda não afloraram para o grande público. Vamos esperar. Quem sabe a sua hora de explodir não esteja perto?

RICARDINHO: Quando Ricardinho foi contratado, a massa vibrou muito porque sabia do grande potencial do tetra-campeão do mundo. Mas, de certa forma, se decepcionou em 2009. A atuação de Ricardinho, visivelmente, deixava o time lento, meio que engessado. Mas este ano, principalmente nos jogos do brasileiro, o paranaense vem se comportando bem. Está fazendo a bola correr e enfiando aquelas bolas nas quais é mestre. Pouco a pouco, está melhorando.

ANÁLISE DO CONJUNTO MEIO-CAMPISTA: Como você certamente notou, o nosso meio de campo, INDIVIDUALMENTE, não é fraco. Muito antes pelo contrário, as peças são fortes e capazes de organizar a equipe no setor mais importante de qualquer time deste planeta.

No papel, é um dos meios-de-campo mais fortes do país, sem dúvida. O problema é que, na prática, lá onde a onça bebe água, a performance ainda está muito aquém do que poderíamos esperar.

Muito porque Diego Souza ainda não está em forma, Edison Mendez ainda não estreou e Serginho vem se recuperando jogando.

O fato é que nosso meio deixa muitos espaços, não tem pegada, não funga no cangote e desguarnece a defesa a todo momento.

Só ocupar espaços não basta. Há de se dar o bote na hora que o jogador adversário encostar o pé na bola. Ou se antecipar, de preferência.

Eu tive a honra de ter sido jogador de um técnico (alguns mais antigos devem se lembrar dele, chamado Jorge Abraão, do América-MG, divisões de base), que em todos os jogos repetia insistemente para os que, como eu, jogavam no meio de campo:

_ Eu não quero ver jogador deles dominar a bola no meio. Na hora que eles “triscarem” na bola, eu quero ver o pé de vocês TAMPANDO O DELES. No meio, o pega é pra capar! É chegar junto!

E essas palavras, há tanto tempo ditas e nunca esquecidas, me fazem pensar que o meio de campo do Galo é a exata materialização do contrário que Jorge Abraão instruía.

Tomara que Luxemburgo, indubitavelmente o principal responsável pelo equivocado posicionamento e pela pouca atitude naquele setor, refaça os seus planos e conceitos. Já está na hora da nossa meia-cancha ajudar em algo, pois até agora, só tem assistido o adversário jogar!!

Aguardo seus comentários e opiniões, combinado? Vamos trocando idéias.

Amanhã, vamos dissecar o ataque.

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JUIZ E LUXEMBURGO ENTREGARAM O JOGO…

Um gol roubado pelo bandeirinha, um penalti não assinalado no Muriqui  e lá vamos nós para mais uma derrota.

Mas não foi só por causa dos erros do bandeira e do juiz.

Luxemburgo alterou a formação do time quando o time estava em um de seus melhores momentos.

Estávamos dominando o jogo, caraca! E o cara inventa de alterar a formação que estava se dando tão bem…

Mais uma bizarrice de um dos melhores técnicos do Brasil. Não nego seu valor, mas hoje ele estragou um jogo que estava mais para nós do que para eles.

Abriu o meio de campo e entregou o jogo para as azuis. Quando decidiu fazer média com a torcida e colocar Obina no lugar de Renan Oliveira, ele ainda parecia lúcido, embora eu ainda entenda que a equipe estava tão bem que não havia necessidade de alterações. E nem de Obina em campo.

Mas quando tirou Ricardinho (que estava bem) para colocar Junior (que foi péssimo), soou estranho demais. E Junior andou em campo, tal e qual um ex-jogador em atividade.

A coisa desandou quando retirou Jonilson, uma muralha ali atrás, para colocar Marques. A partir daí, a tendência era levar gols em profusão. E o que aconteceu? Levamos, uai!!!

Bizarrice pura. Vaidade exarcebada. Achou que era o supra-sumo da genialidade. E quebrou a cara. Pior, QUEBROU A NOSSA CARA!!!

O Galo fez uma das melhores partidas dos últimos tempos até antes das substituições, ali por volta dos 30 minutos do segundo tempo.

Muito bem armada, a equipe foi tudo aquilo que não tinha sido até então. Só faltou o resultado.

Povoou o meio de campo, marcou em todos os setores do campo, foi agressiva nos contra-ataques e teve muito mais chances de gols do que o cruzeiro.

Quem poderá dizer que o o cruzeiro foi superior ao Galo hoje? Ninguém. Ok,  ganharam mais uma vez, mas contaram com uma sorte absurda.

Aquela bola que o leonardo silva tirou de dentro do gol o Werley protegeria para ser gol. Vide o gol do Diego Souza, do Palmeiras.

Muriqui mascou uma bola de prima na cara do fábio. E outros lances mais.

Mas Luxemburgo resolveu, sabe-se lá porque, jogar tudo no lixo.

A presença de Renan Oliveira fez o time jogar com dez no primeiro tempo. Morno, lerdo, preguiçoso e horroroso. Parece ter nojo da bola. Tem de ser enviado urgente para o Afeganistão para aprender que sangue é necessário para se obter algo na vida. Sangue de gente, não de barata, que é o que ele tem!!!

Jairo Campos e Muriqui foram os melhores do Galo. Muitos outros jogaram muito bem, entre eles Ricardinho, Leandro e Correa, mas Luxemburgo resolveu inventar, como se fosse Graham Bell.

A derrota de hoje deve ser creditada ao melhor técnico do Brasil, como muitos dizem, inclusive eu. Para mim, hoje, foi o pior.

Não pela armação do time, porque foi espetacular. Muito bom mesmo. Mas pelas substituições, que foram uma brincadeira sem tamanho, coisa de doer nos ossos.

E sem esquecer: fomos roubados mais uma vez! Se aquele gol é validado, como deveria ter sido, a história do jogo seria outra.

Mas parece que faz parte de nossa sina, não é?

As críticas de hoje não podem ser entendidas como definitivas ou um sinal que o L&N está se posicionando contra o Luxemburgo.

Não é isso. Continuamos acreditando na nova comissão técnica do Galo.

Mas esperamos que no seguimento da jornada deste ano, as substituições sejam para melhorar o time e não para entregar o jogo, como aconteceu neste sábado.

Ah, antes que eu me esqueça: Carini não teve culpa em nenhum dos gols. O cara é goleiro, não é milagreiro.

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ATLÉTICO 1 X 1 IPATINGA. UFA!!

O primeiro tempo do time do Galo, na minha opinião, foi até acima da expectativa.

A equipe jogou muito forte no ataque e ao mesmo tempo dando combate no meio.

Ricardinho, pela primeira vez, foi o destaque com bolas enfiadas, toque de bola perfeito e surpreendemente, desarmando muito.

Obina estreou do jeito que eu esperava. Dando canelada na bola e se esforçando desesperadamente para marcar um gol. E, verdade seja dita, não recebeu uma bolinha sequer para cumprir o seu desejo.

Fabiano, além da bola na trave, não fez mais nada. Erra passes demais e é mole na recomposição do meio de campo.

Novamente ele jogou à frente de Ricardinho, em uma posição que não conhece.

Por mim, jogaria Correa. Não entendi antes porque ele saiu do time e agora não entendo porque não entrou no transcorrer da partida.

Na segunda etapa, o Galo sentiu claramente o gol do Ipatinga, num frangaço do Carini. Há muitos anos não vejo um gol tão constrangedor.

Carini não deve dormir esta noite. Legal foi ver a torcida gritar seu nome logo após um peru que sustentaria o Natal de uma família numerosa.

Era uma bola fácil, mas ela quicou no gramado e amorteceu. O Carini esperava que subisse, mas não subiu. Tudo bem, acontece, mas o goleiro tem de estar com a perna fechada para evitar o pior. E ele não estava.

Fazer o que? Continuo afirmando que temos um goleiraço. Faz parte.

Como eu ia dizendo, após o gol do Ipatinga, o caldo entornou.

Estranho ver como um time tão experiente, com muitos jogadores rodados, sentiu tanto um gol adversário.

Simplesmente parou de jogar e assistiu, de camarote, o Ipatinga dominar a partida.

Nesse momento, a limitação técnica do Fabiano se mostrou mais acentuada. Ricardinho se cansou logo e Muriqui e Tardelli não se entendiam de jeito nenhum. Obina então nem se fala. Sumiu e ninguém o viu.

As substituições que Luxemburgo promoveu não foram suficientes para mudar o quadro, a não ser a partir dos 30 minutos, quando a dinâmica de jogo do Galo foi, gradualmente, se encaixando.

Foi quando achamos aquele gol. Não foi uma trama bem armada e não teve nela o dedo do técnico. Foi apenas um lampejo do Marques, que achou Carlos Alberto na direita e este encontrou Muriqui debaixo da trave.

Não fosse esta jogada e estaríamos amargando uma derrota em pleno Mineirão, sob as vistas de mais de 28.000 atleticanos castigados por um calor de assar traíra no asfalto.

Não posso deixar de exaltar o conjunto  e a qualidade do Ipatinga. Jogou bem fechado, mas nem por isso deixou de oferecer perigo à nossa meta.

Enquanto nós dominamos o primeiro tempo, eles nos superaram no segundo.

A impressão que este jogo me passou: o caminho ainda vai ser longo. Há muito que se corrigir neste time. E bota muito nisso.

E, cá entre nós, que ninguém nos ouça, não podemos ainda nos dar ao luxo de deixar um jogador como Correa de fora, quando temos um Fabiano pra jogar.

Aí já é brincar com o perigo, não é não, professor?

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