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AMÉRICA 1 X 3 ATLÉTICO. PODERIA TER SIDO DE MAIS!

O Atlético assistiu ao mediano time do América jogar até os 33 minutos do primeiro tempo, quando, coincidentemente, Ricardo Bueno foi substituído.

Isso quer dizer que Ricardo Bueno é culpado pelo deprimente desempenho da equipe nesta fase do jogo?

Não se pode culpar um atacante quando o zagueiro fura uma bola ou o lateral erra passes em cima de passes. Seria muita injustiça, pois futebol é um esporte coletivo.

Mas o fato é que Ricardo Bueno, por não se posicionar como referência na área e não conseguir sequer dominar uma bola fora dela, implode completamente o desenho tático que o técnico tenta implantar.

E quando ele mata de canela ou tropeça na bola lá na frente, o quadrado do meio de campo e a defesa ficam totalmente expostos ao perigo, sem reação, tal e qual uma marca de batom na cueca enterra de vez qualquer chance de defesa.

Foi isso o que ocorreu enquanto Ricardo Bueno esteve em campo.

A partir do momento em que Dorival Júnior o substituiu por Berola, as coisas se ajustaram principalmente nos contra-ataques, que tornaram-se muito mais incisivos, muito mais mortais em trocas rápidas de passes de primeira.

Dorival percebeu o que ocorreu e gostou do que viu. Por isso, no segundo tempo, situou a equipe mais atrás para explorar justamente os velozes contra-ataques comandados, às vezes por Renan Oliveira, em outras por Giovanni.

Além de propiciar espaços para as arrancadas de Berola e Mancini.

E jogando assim, o Galo poderia ter aplicado uma sonora goleada no América hoje. Porém, com a entrada de Daniel Carvalho, a equipe tornou-se lenta e inoperante. Ele cadenciou demais o que antes era veloz.

Que o América considere como presente de páscoa uma diferença de apenas 2 gols, pois tinha caixa para mais uns 3, no mínimo.

Não que o conjunto atleticano seja uma maravilha. Está há anos-luz dessa condição.

A equipe tem deficiências monumentais. Para ser sincero, reconheço que este time, da forma como está, não briga por nada este ano!

Pode ser forte perante um América Mineiro, mas será fraco diante dos grandes deste país.

Repito o que venho dizendo: Sem reforços de qualidade, vamos sofrer que nem cachorro sem dono.

Os destaques de hoje, sob o ponto de vista deste modesto blogueiro, são:

Berola, que apesar de não ter enchido os olhos da Massa (como já fez outras vezes), mudou a história da partida. Marcou um, deu a assistência para o outro e ainda infernizou a defesa americana com as suas estrepolias. Pode ter os seus defeitos, mas é tão atrevido que beira a insanidade.

Serginho permanece errando passes de 2 metros, mas desta vez desandou uma correria em campo que contagiou os companheiros. Se multiplicou e deu a impressão de ter sido clonado e se tornado onipresente. E foi, merecidamente, premiado com um gol importantíssimo.

Não vou citar destaques negativos. Todos sabem quem foi. O cara já está sendo tão achincalhado pelos alvinegros que eu me recuso a apedrejá-lo publicamente. Não há mais razões para isso.

Dorival Júnior, a partir de agora, tem de preservar o rapaz de mais humilhações.

Em suma, foi um jogo que começou de uma maneira que sinalizava um desastre e acabou com um belo resultado.

Antes assim!

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CALDENSE 0 X 2 ATLÉTICO.

A entrada de Daniel Carvalho encerrou o que, até então, vinha se constituindo num ciclo interminável de matadas de bola de canela no meio de campo do Atlético.

Quando o gaúcho pisou no gramado em Poços de Caldas, pôs ordem na casa e reduziu a verdadeira tortura imposta _ com requintes de crueldade _ à coitada da bola.

Ainda sem ritmo, devido ao longo tempo de inatividade, Daniel Carvalho arredondou a pelota e cumpriu aquilo que ninguém _ desde a saída de Ricardinho _ tem cumprido: a transição de bola da defesa para o ataque.

Mesmo fora de forma e acima do peso (mas não muito), ele provou que está há anos-luz de seu mais próximo concorrente à posição.

Depois de um primeiro tempo horroroso, Dorival ajustou as peças no vestiário e abriu a equipe em jogadas pelos cantos do campo.

Com isso, Guilherme Santos subiu de produção e Bernard pôde mostrar que joga mais bola na lateral do que os laterais de ofício que temos.

Fora a vibração que imprime àquele setor. Errando ou acertando, ele vai para dentro. E essa coragem, advinda de uma forte personalidade, é o que faz a diferença.

Para chegar a este bom resultado, o Galo contou com a merecida expulsão do jogador da Caldense, não podemos negar.

Aos trancos e barrancos, a equipe foi melhorando e se estabilizou definitivamente com o recuo de Mancini e a atuação inspirada _ UFA! finalmente! _ de Ricardo Bueno.

Nesta partida, Ricardo Bueno errou apenas um passe, marcou o primeiro gol por puro senso oportunista, deu uma assistência com mamão e com açúcar no segundo e quase ia marcando um gol antológico, ao encobrir o goleiro lá do meio da rua.

A redenção deste criticado centroavante alvinegro está próxima? Tomara!

Só nos resta orar para que o seu estoque de boas jogadas não tenha se esgotado hoje!

Enfim, ao povoar o meio de campo com jogadores mais técnicos e obter uma compactação maior das peças, o técnico Dorival Júnior venceu o jogo.

Só faço ressalva à entrada de Leleu. Mas mesmo jogando mal, o garoto encostou no ataque, coisa que no primeiro tempo ninguém fez.

Enfim, eu sei que temos, provisoriamente, um time recheado de falhas e fragilidades.

Tivesse encarado um conjunto mais forte e a vaca teria ido pro brejo e se afundado por lá.

Mas a diretoria vai reforçá-lo o mais urgente possível… MAIS UMA VEZ!

E vamos começar tudo de novo. Ê vida!

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ATLÉTICO 2 X 1 VILLA NOVA. E UMA PUTA PULGA ATRÁS DA ORELHA!

É muito difícil analisar um jogo do Atlético quando ele se apresenta tão mal.

Sobretudo no primeiro tempo, quando levou um verdadeiro vareio de bola.

Parecia que o Villa Nova jogava em casa, diante de sua torcida.

A defesa batia cabeça, o meio se omitiu e o ataque foi completamente inoperante. Padrão de jogo passou longe, mas muito longe mesmo.

Foi como um amontoado de jogadores treinados pelo moleque irresponsável. Existem no mundo poucas coisas mais desagradáveis.

Confesso que, naquele momento, eu imaginei o Galo enfrentando São Paulo, Santos, Flamengo, Corinthians, Fluminense… e tremi nas bases!!

Na volta do vestiário, as coisas mudaram pouco, é verdade, mas o suficiente para vencer o Villa, um time não mais que modesto.

A manutenção de Ricardo Bueno na equipe foi como se Dorival Júnior desafiasse a torcida: “Vaiem o rapaz, mas eu confio nele”.

Na jogada de Mancini, que fez a sua melhor partida depois do retorno da Itália, Bueno subiu mais de um metro para cabecear aquela bola e igualar o placar.

Muita impulsão e muita técnica de cabeceio naquele lance específico. Porém, continuo a manter a mesma desconfiança em relação à sua performance.

É muito difícil acreditar em um jogador que trava a maioria das jogadas e erra 90% do que faz… ou tenta fazer.

Nós achamos o segundo gol. Para que ele acontecesse, nada foi concatenado, nada foi tramado, nada vezes nada. Apenas um sorte absurda nos acréscimos de um jogo em que o empate parecia sacramentado.

Um gol contra raríssimo, tirado da cartola de Mr. X.

Por estar com um time tão alterado em relação às outras partidas, o Galo penou por falta de entrosamento.

E este pouco ou quase inexistente conjunto me preocupa muito para a sequência da Copa do Brasil.

Neste momento, o retorno de Ricardinho é algo assim como o auxílio de uma lamparina para atravessar, no escuro total, uma pinguela sobre o abismo. Não é somente importante, é FUNDAMENTAL.

Hoje não destaco nenhum jogador, com exceção de Mancini. E olha que este destaque é feito só por conta de seu tremendo esforço em mostrar alguma evolução.

Ainda não está 100%, mas constato que melhorou muito em comparação com a sua última atuação.

Enfim, eu não esperava nada maravilhoso do Galo, mas o rendimento foi tão pífio que superou as mais pessimistas previsões deste blogueiro. Na verdade, uma puta pulga se instalou, na maior cara de pau, atrás da minha orelha!

Aquela velocidade tão ansiada por Dorival Júnior não respondeu a chamada. Aliás, nem velocidade, nem cadenciamento, nem organização, nem tabelas, nem…

Enquanto o jogo rolava, Kalil tuitou a chegada de Guilherme, ex-cruzeiro.

Na minha opinião, é um bom jogador que pode dar um toque de inteligência ao ataque atleticano.

Mas não vai resolver tantos problemas sozinho.

Laterais capacitados, um volante rápido e produtivo, um meia armador de qualidade e mais um atacante de peso são contratações indispensáveis e verdadeiramente vitais para a temporada.

Se não forem feitas, passaremos por maus bocados este ano. Anotem o que lhes digo.

E você, caro leitor e amigo, o que acha disso tudo? Concorda comigo ou não?

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IPATINGA 2 X 2 ATLÉTICO. QUANDO O TIME TITULAR DO GALO ENTRARÁ EM CAMPO?

Eu gostaria muito de saber quando é que o time principal do Atlético vai entrar em campo!

Pois não é possível que Dorival Júnior pense que o time que entrou em campo neste domingo é o titular.

O nosso treinador está mantendo jogadores _ mesmo sem jogarem bem _ como donos absolutos da posição, quando temos um elenco pronto para atuar.

Eu já fui jogador de futebol e sei que nada desmotiva mais um atleta do que ser esquecido na prateleira em prol de um outro que joga muito menos do que você.

Nesta equipe do Galo, no mínimo 50% do banco merece ser titular. No mínimo, 50% do time titular merece ser reserva!

E só na cabeça do Dorival Junior é que não entra essa constatação.

O nosso treinador se convenceu que o time que encerrou o ano passado _  de triste memória _ é a equipe titularíssima. E cada um tem lugar cativo!

O cara pode jogar mal, ser o pior em campo, chutar bola de canela, de tornozelo, matar bola de nariz, mas o lugar está garantido. E o resto do elenco que se estrepe em verde-amarelo!

O mestre Dorival Junior ignora todas as contratações. As dondoquinhas dele são estes que estão jogando e fim de papo.

Ora, façam-me o favor!

Muito mais importante do que treinadores teimosos é o Clube Atlético Mineiro.

Sou super a favor da manutenção do Dorival Júnior por 5 anos. Não estou detonando o técnico e nem iniciando nenhuma campanha para derrubá-lo.

Mas me reservo o direito de criticar quando entendo que as suas teimosias estão prejudicando o desempenho do Galo.

A escalação de Ricardo Bueno chega a ser patética! O técnico resolveu se arvorar de único entendido de futebol no mundo, quando todos sabem que esse jogador é uma aposta perdida.

A manutenção de Werley como titular em detrimento de Leonardo Silva é uma sacanagem explícita, feita para arrotar poder: “Aqui mando eu”!

Me digam: qual treinador ou torcedor em Minas Gerais faria esta escolha?

Só um louco varrido!

Fora isso, Wesley, Mancini ou qualquer outro do banco de reservas  merece a titularidade no lugar de Renan Oliveira, pois Renan Oliveira depois de elogiado é um perigo.

Enquanto é criticado, ele se esforça. Mas quando tem o trabalho reconhecido, ele amolece e se julga a bala que matou o Kennedy.

E Renan Ribeiro? Só porque vem da base e foi um dos que salvaram o time no ano passado, virou figura intocável?

Porra nenhuma! Vem falhando repetidamente nos últimos jogos! E hoje ele, mais uma vez, foi inseguro durante o jogo inteiro. Repito: durante o jogo inteiro!!

Eu nunca dei mamadeira para o Renan Ribeiro e nem forneci as suas papinhas no infantil, juvenil e júnior. Portanto, não me sinto obrigado a elogiá-lo para agradar aos que idolatram jogadores só porque vieram das categorias de base.

Para mim, um atleta que vem da base tem de ter um rendimento igual ou superior aos que vêm de fora. Abaixo disso, tem de comer banco ou nem isso.

Hoje, Renan Ribeiro deveria ter ido na bola para espalmá-la para córner, mas resolveu encaixá-la. Aí se deu mal.  Está fazendo escolhas erradas já há algum tempo.

Reconheço o seu valor, porém, acho que a hora do Giovani chegou. Mas sei que o Dorival Júnior vai mantê-lo como titular, pois ele mantém seus amigos como titulares sempre.

Joguem mal ou joguem bem. Sabe-se lá porque!

Isso é um “incentivo” espetacular para o grupo. Afinal, o que adianta se esforçar em busca da titularidade se você sabe que fulano tem título de propriedade da posição?

Hoje o Jobson jogou muito melhor do que Ricardo Bueno. Querem apostar que no próximo jogo Dorival Júnior vem com essa conversa fiada que o Ricardo Bueno treina muito bem e vai se recuperar com a torcida?

Ora, é o único cara no mundo que vê algo de bom nesse cara, pô!

Tanto o Jobson quanto o Magno Alves são milhões de vezes melhores!

Devido a qualidade do adversário, no qual tínhamos a obrigação de aplicar uma humilhante goleada _ mas que, ao contrário, fomos humilhantemente dominados no primeiro tempo _ nem vou comentar o jogo em seus detalhes.

Mas faço questão de deixar aqui o meu protesto pela teimosia de um técnico que tem tudo para fazer um excepcional trabalho, mas que vem, de forma surpreendente, metendo os pés pelas mãos.

Como é que pode um cara escolher um fusca 1.3, batido e lanternado, ao invés de uma Ferrari nova em folha?

Se isso não for burrice, eu não sei mais o que é…

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UM MISTÉRIO QUE SÓ SHERLOCK HOLMES PODE ESCLARECER…

Dorival Junior é, indiscutivelmente, um dos 3 melhores técnicos de futebol em atividade no país.

Mas os melhores também, de vez em quando, enveredam por um caminho inexplicável para alguns e sem lógica para outros. Em suma, não é entendido por gregos e muito menos por troianos.

Para aqueles que não estão captando bulhufas do que escrevo, eu vou explicar.

Não tem o mínimo cabimento a escalação de Ricardo Bueno no time titular nos primeiros coletivos na Cidade do Galo!

É um mistério envolto em trevas sob as leis do futebol.

Na minha visão, Ricardo Bueno não tem sequer competência de fazer parte do grupo, quanto mais ser o titular.

Alguns dirão que trata-se apenas de início de trabalhos e que a sua escalação é provisória.

E eu serei obrigado a concordar. Mas o que me preocupa é que, diante das atuações ridículas de 2010, ele não deveria nem estar treinando!

Outros atletas, que em 2010 foram menos ruins do que ele, já deram adeus!

Intuo nas entrelinhas duas sinalizações na atitude de Dorival:

1 – Ricardo Bueno é parte integrante de seus planos para 2011 e por isso, está lhe dando força moral para crescer, ou…

2 – O rapaz está sob observação severa e a sua escalação é a última chance para mostrar a que veio. Seria o chamado “derradeiro canto do cisne”.

Será?

Claro que quando os atacantes que hoje fazem trabalhos a parte retornarem, Ricardo Bueno não será o dono da camisa 9, pois o contrário seria um absurdo elevado ao cubo… ou não?

Mas, neste instante, Magno Alves treina entre os reservas, enquanto o paulista comprado ao Oeste é titular. Ora, Magno Alves é muito mais jogador, mesmo com 35 anos no lombo… e com 50 também o seria.

A permanência de Ricardo Bueno no plantel projeta os seguintes questionamentos:

Quando for necessária a sua entrada em jogo, o que podemos esperar dele? Chutes a gol com destino às arquibancadas? Passes milimétricos que armam contra-ataques contra nós? Ou matadas de bola que caem certinho no pé do zagueiro?

Ora, ora…

Nada contra o treinador do Galo, que faz um excepcional trabalho e que, se o compararmos ao moleque do “projeto”, vira quase um deus aos nossos olhos.

E não estou criticando o seu trabalho, muito longe disso. Estou apenas procurando entender os lances & nuances que cercam as charadas do mundo da bola.

Pois a manutenção de Ricardo Bueno é um enigma inexplicável para mim.

Algum leitor do L&N seria capaz de elucidar o mistério, assim como Edgar Allan Poe decifraria, através de Sherlock Holmes, os seus casos profundamente complexos?

Ajude-me, porque eu não estou entendendo nada!

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PALMEIRAS 2 X 0 ATLÉTICO.

Longe de mim criticar Dorival Junior nessa altura do campeonato.

Afinal, se teve alguém que deu algo parecido com um sistema tático à equipe neste ano foi ele.

E foi ele, inclusive, que escalou contra o Palmeiras um time raçudo e bem distribuído em campo.

Levamos o primeiro gol por acidente de trabalho, embora esses acidentes estejam se repetindo com uma frequência absurda contra o Galo.

Gostei de ver que a pegada da equipe melhorou muito em eficácia. A compactação do meio funcionou e tivemos oportunidades de sair na frente no placar.

Aquela bola do Ricardo Bueno, no primeiro tempo, merecia entrar. E se entrasse, a história do jogo seria outra.

Mas porque iniciei esta crônica falando de Dorival Junior?

Porque o mesmo Dorival que formatou a boa equipe que iniciou o jogo foi o mesmo Dorival que se incumbiu de desmontá-la!

Ora, até os vinte e poucos minutos da segunda etapa, o Galo estava mais perto do empate do que o Palmeiras do segundo gol.

Alê dava boa proteção à zaga. Renan Ribeiro se tornou um espectador privilegiado. O Atlético tramava muito bem no meio e Neto Berola se encarregava de enlouquecer a zaga palmeirense.

O que tinha de errado nisso?

Mas Dorival entendeu que faltava ofensividade. Tudo bem, eu entendo. Mas no momento que tirou Alê, o único volante de contenção em campo, ele entregou o jogo ao Palmeiras.

Porque Serginho entrou mal demais. Porque Nikão entrou mal demais.

Se Serginho tivesse entrado no lugar do Diego Macedo, eu entenderia. Mas deslocar Mendez para a lateral direita e lançar Nikão, meia ofensivo que não marca nada, cá entre nós, foi o fim da picada.

De repente, a zaga atleticana, que aos trancos e barrancos vinha se comportando bem, foi vendida aos piratas. À sua frente, se abriu um corredor maior que o oceano Atlântico, sem sinais e sem faróis.

E a sorte do jogo mudou de lado. A partir daquele momento, o Galo se perdeu em campo. Não houve mais nenhuma jogada aguda em direção ao gol, troca de passes, nem nada. Absolutamente nada.

O time murchou. E o Palmeiras, a partir daí, retomou as rédeas de uma partida que até então vínhamos comandando e certamente, a qualquer momento, empataríamos.

Quando Ricardo Bueno perdeu a bola que concedeu o segundo gol ao Palmeiras, auxiliado pela preguiça de Jairo Campos de ir com vontade no atacante, a esperança foi trucidada. O que poderia ser uma vitória ou um empate heróicos, virou uma derrota frustrante.

A entrada de Tardelli, um pouco antes, só fez desarticular ainda mais o esquema proposto.

Pois Tardelli não jogou absolutamente nada. Fabiano, por mais inseguro que estivesse em campo,  produziu muito mais que ele.

Valeu a tentativa? Claro, há de se tentar ganhar um jogo. Mas, valha-me Deus, mexer em 3 peças e errar em todas, é 0% de aproveitamento!

E isso me assusta sobremaneira, embora não me faça desesperar e nem mudar o meu conceito a respeito do nosso bom comandante.

Afinal, para quem assistiu, pasmo e boquiaberto, as monumentais asneiras de um moleque irresponsável por 8 longos meses, isso é café pequeno!

Dorival Junior vem trabalhando bem, não se pode negar. A mudança de esquema, o posicionamento e a atitude da equipe mudaram da água para o vinho, reconheço.

Nada a reclamar quanto a isso. O que me preocupa são as substituições. Estas sim, me dão calafrios!

Destaques positivos: Renan Ribeiro e Neto Berola.

Destaques negativos: Fernandinho (horrível), Jairo Campos, Serginho e Nikão. 

Perdemos, mas foi um jogo jogado com a raça que caracteriza a esquadra alvinegra.

E só por isso vou dormir em paz!

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CEARÁ 0 X 0 ATLÉTICO.

A multa de rescisão que o Atlético deve ao pseudo-treinador anterior deveria, por uma questão moral, ser paga ao Dorival Junior como luvas.

Principalmente por sua alucinada coragem de assumir um time que não sabe absolutamente nada do jogo coletivo, aquele em que 11 jogadores fazem circular a bola entre si.

E quando perdem sua posse, procuram ocupar espaços _ por zona ou individualmente _ de forma organizada, fazendo com que, em cada disputa, o número de atletas do time seja sempre maior do que o do adversário.

E quem consegue ver isso na equipe do Galo? Eu não vejo, você vê?

Ontem, os primeiros 25 minutos foram totalmente do Ceará, que jogou sozinho. Um treino de ataque contra defesa.

Se o jogo fosse contra uma equipe mais forte, seguramente teríamos tomado uns dois gols pelo lombo afora.

Posteriormente, o Galo conseguiu igualar as ações e a posse de bola, mais por conta do esforço individual dos jogadores do que sustentados por um sistema de jogo (ou algo que se pareça com um padrão qualquer).

No segundo tempo, o Atlético voltou melhor e teve um certo domínio em alguns instantes. Ricardo Bueno, que entrara no lugar de Daniel Carvalho (mais uma vez contundido), perdeu um gol feito depois de driblar dois adversários.

E depois disparou a fazer lançamentos para o Ceará. Incrível como Ricardo Bueno sempre escolhe rifar a bola entre o companheiro e o oponente, ao invés de entregá-la limpa.

Obina não conseguiu jogar, mas a sua presença na área incomoda os zagueiros. Mas entendo a entrada do Berola, porque Obina e Ricardo Bueno são como água e óleo. Não se misturam e não se complementam.

Berola entrou para corrigir esse problema e fazer a bola chegar ao centroavante. Mas ele, quando tem a oportunidade, lança a bola para si mesmo.

Enfim, não gostei do que vi em todo o jogo e em todos os setores.

Como eu disse anteriormente, Dorival Junior suará sangue para fazer esse time jogar um futebol apenas razoável.

Se eu fosse seu assistente, a primeira dica que lhe sopraria seria uma solução emergencial:

_ Dorival, reforce a defesa urgente. Não pelo meio, pois já temos por ali dois volantes. Reforce pelas laterais, pois Diego Macedo e Eron são incapazes de tomar até pirulito de uma criança. Coloque 4 zagueiros em linha, como fazem os times europeus e como o Internacional já jogou por aqui.

Esta seria a minha dica para resolver o problema imediatamente. A partir daí, Dorival Junior implantaria uma nova saída de bola para o ataque.

Até mesmo _ hipótese meio assustadora  _  com Diego Macedo pela direita, sem obrigação de marcar. Posteriormente, já tendo outros laterais, retomaria o esquema atual.

Pois se continuarmos sem marcação nas laterais, vamos perder os jogos com uma facilidade tão grande que estaremos na segunda divisão várias rodadas antes do término do campeonato. Infelizmente.

O nosso treinador deve estar muito preocupado. Enxerga os pontos fracos do time, sabe como corrigí-los, mas não tem tempo de treinar o grupo por causa dos dois jogos por semana.

E a sua jornada não será nada fácil, devo admitir.

Desejo-lhe toneladas de sorte, Dorival. Estaremos sempre com o Galo aonde o Galo estiver, mas confio na sua capacidade de mantê-lo no melhor lugar.

Galo sempre!

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DAQUI A POUCO, O ATLÉTICO ENFRENTA O CORINTHIANS.

Eu não me arrisco a projetar a escalação do Galo neste domingo, contra o Corinthians. Seria um reles exercício de adivinhação.

Nem no ataque, com Ricardo Bueno e Neto Berolla (que são os únicos atacantes relacionados para o jogo), eu seria capaz de cravar um palpite, pois não duvido que só um deles entre jogando.

E neste caso, o time teria uma característica mais defensiva, ao contrário do último jogo, quando atuava em casa.

Vá lá saber o que se passa na cabeça de Luxemburgo. Mas ele não gosta de esquemas muito defensivos e, mesmo na casa do adversário, vai querer agredí-lo.

E, na minha opinião, estará correto se assim decidir. Jogar na defesa 90 minutos contra o time paulista apoiado por sua torcida, não é uma pedida saudável.

Nenhum time suportaria tal pressão. Há de se ter válvulas de escape aqui e ali. Neste jogo, o papel de Serginho será fundamental para que o Galo saia com um bom resultado.

Serginho é rápido, distribui bem o jogo e consegue suprir muito bem a nossa deficiência na transição de bola entre defesa e ataque. E se estiver em um dia bom, os nossos contra-ataques serão letais.

Se jogarmos com apenas um atacante,  Neto Berolla será o escolhido por conta de sua velocidade e atrevimento.

Ele parte pra dentro do adversário e não é de respeitar camisa.

Há muito tempo não tínhamos um atacante assim no elenco. É uma grata surpresa vê-lo jogar tão bem. Que se mantenha assim.

Quanto à nossa defesa, que vem se apresentando de uma forma tão claudicante, neste jogo em São Paulo não poderá falhar. Afinal, estaremos num embate com o atual líder do brasileirão.

Tenho certeza que Luxemburgo aumentará a proteção à zaga, pois os espaços que concedemos no meio é o que, na maioria das vezes, deixa a defesa do Galo de calças na mão.

Concentração, compactação e velocidade são as palavrinhas mágicas para  ganhar esse jogo.

Tenho a certeza que a vitória contra o Atlético-GO trouxe um reforço moral à auto-estima dos jogadores que estão sendo utilizados no momento.

E a preleção de Luxemburgo deverá enfatizar e valorizar esse aspecto puramente psicológico. Pois o adversário é forte, porém, está longe de ser invencível.

Então, meu Galo querido, vamos pra cima deles!

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ATLÉTICO 3 X 2 ATLÉTICO-GO.

Quem poderia esperar um futebol rápido, envolvente e atrevido do Atlético hoje? Não olhe para mim, meu amigo, pois eu não tinha a mínima expectativa de que isso pudesse acontecer.

Mas a primeira etapa foi assim. O Galo, surpreendemente, entrou em campo com 3 atacantes (quando se esperava 3 zagueiros) e produziu jogadas que há muito tempo não assistíamos.

Tanto no meio quanto no ataque, o Galo foi rápido. Toques de primeira, lançamentos ágeis e troca de passes produtivos.

O primeiro gol de Diego Tardelli foi uma pintura. Neto Berola, inteligentemente, passou sobre a bola sem tocá-la e Tardelli, ligado no lance, ficou na cara do goleiro. E tocou no canto, de canhota, numa bola que não é tão simples como muitos imaginam.

E o Galo prosseguiu dominando como se fosse um treino na Cidade do Galo. Até que levou o gol de empate, numa falha contumaz de nossa defesa. Outra vez os zagueiros bateram cabeça e sofremos mais um gol bobo.

Mas Neto Berola foi lá e sofreu o penalti, que Tardelli converteu. E Ricardo Bueno foi lá e meteu o terceiro, de cabeça.

E parecia que tínhamos ganhado o jogo. Afinal, estava tão fácil!

Mas eis que surge, no segundo tempo, aquela cabeça de burro itinerante, que acompanha todos os nossos goleiros aonde quer que vão, seja em Minas, no Brasil ou no Nepal.

Fábio Costa vacilou, a bola quicou à sua frente, ele achou que dava, mas não deu. A bola passou que nem uma bala e foi parar nos pés do atacante goianense, que só tocou para o gol. Parece praga!

Até os 25, 30 minutos do segundo tempo, só deu Atlético Goianense, mas, convenhamos,  sem nítidas chances de gol. E o Galo parecia ter perdido o norte.

Até que entrou Diego Souza. Não porque ele jogou tanta bola que travou o Atlético-GO. Não. Foi apenas coincidência.

Depois que ele entrou, a equipe goianense cansou ou desistiu. Ou foi porque o Galo recebeu ânimo novo com João Pedro e Fabiano, além de Diego Souza.

A estréia de Diego Souza valeu por seu esforço, mas ele está longe da forma ideal. Perdeu o tempo de bola, perdeu a noção de tempo e espaço e está, flagrantemente, acima do peso e fora de ritmo de jogo.

Mesmo assim, bateu uma falta com perigo e quase meteu a bola nas redes após driblar o zagueiro, numa jogada de craque. Sinal de que, em muito pouco tempo, poderá render o que esperamos dele.

Enfim, o Atlético foi muito insinuante na primeira etapa, mas não soube sustentar o astral no segundo tempo.

Talvez pela falta de ritmo, que parece ser o mesmo problema de todos os times nessa reestréia no campeonato brasileiro.

OS DESTAQUES: Zé Luis, Serginho, Ricardinho e Neto Berola.

AS BELAS SURPRESAS: Neto Berola, que é um jogador atrevido e abusado, e Ricardo Bueno, que além de oportunista, é habilidoso.

CUIDADOS ESPECIAIS: A nossa defesa, que apesar de bem protegida por Zé Luis e Serginho, ainda assim quase confessou o crime. Falhou seguidamente, principalmente no segundo tempo.

PROMESSA: Não vou mais falar de Werley.

Foram 3 pontos conquistados e já subimos para o 13º lugar. Já é algo muito positivo.

Mas continuo alertando: antes que os reforços entrem EM FORMA e sejam escalados, é bom ter paciência. MUITA paciência!

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AS NOVAS CARAS DO GALO…

E o Galo vai tentando se reforçar.

Sem a urgência frenética do torcedor, a diretoria segue se esforçando para dar ao técnico Luxemburgo o material humano que ele necessita para a disputa de duas competições: o campeonato brasileiro e a sul-americana.

Nos últimos dias, a notícia de que o Galo poderia fechar com Diego Souza, ex-Palmeiras, entusiasmou a grande maioria dos alvinegros.

Dada como praticamente certa, a contratação foi pro ralo nas derradeiras horas.

A Traffic, detentora dos direitos do jogador, prefere vendê-lo para o exterior. Dificilmente o negócio se concretizará, embora eu tenha a certeza que Kalil fez das tripas coração para sacramentá-lo em bons termos.

Mas, paciência, se não deu, não deu. Eu, pessoalmente, acho que Diego Souza seria um tremendo reforço para o Galo. É mestre exatamente onde mais temos carência, que é a transição de bola da defesa para o ataque.

Além de ser exímio chutador e excelente cabeceador, até mesmo por causa de sua altura, que supera os 1,85 m.

Um pouco antes dessa novelesca negociação com a Traffic, a Cidade do Galo recebeu um centroavante e um lateral.

O centroavante é Ricardo Bueno, que veio do Oeste de Itápolis e foi artilheiro do último campeonato paulista.

É um atacante que, além de jogar agudo na grande área, também busca bolas pelos lados do campo, se assim o esquema exigir. É habilidoso, tem faro de gol e parece inteligente.

O lateral direito é Diego Macedo, cuja contratação foi outra novela das oito. Até o cruzeiro estava na jogada e tudo fez para que ele seguisse para o lado assoreado da lagoa, embora o próprio jogador tenha declarado que escolheu o Galo “porque o Galo é a minha cara”.

O novo lateral do Atlético é bom no desarme e melhor ainda no ataque. Eu o vi jogando duas vezes pelo Bragantino este ano, e nas duas partidas, ele foi bastante abusado ofensivamente.

O que me chamou a atenção é que, quando se solta para o apoio, se sente totalmente à vontade, como se fosse efetivamente um atacante de ofício.

A outra contratação, desta feita ainda no terreno das hipóteses (pois ainda não assinou), é Daniel Carvalho, aquele mesmo meia-atacante do Internacional e que jogou 4 temporadas pelo CSKA da Rússia.

Desde 2005/2006 não joga um bom futebol. Voltou ao Internacional em 2008 e foi reserva o ano inteiro. Tem um problema sério em relação à manutenção do peso e desceu no Aeroporto de Confins dando a impressão de estar bem gordo. Vide a foto.

Daniel Carvalho é claramente uma aposta de Luxemburgo. Uma aposta arriscada, diga-se de passagem, pois tem anos que o moço não joga absolutamente nada e vive mais no DM do que em campo.

Não marca, não arma e não tem explosão nem arrancada. Deixa o time lento. Não sei o que se passa na cabeça de Luxemburgo.

Tomara que ele tenha a varinha mágica que faça Daniel Carvalho se transformar novamente naquele belo jogador que era antes.

Vamos torcer para que todos, sem exceção, produzam o que se espera deles.

Porque estamos precisando muito. Neste ano, em 4 jogos contra times de primeira divisão, fizemos só um jogo excelente (contra o Santos, no Mineirão).

Nos outros 3, não fomos bem. Nem contra o Vasco, quando ganhamos. Neste jogo, tivemos só um primeiro tempo que pode-se classificar como bom. Na segunda etapa, levamos um vareio tão grande que não vimos nem a cor da bola!!

E contra o Grêmio Prudente, nem há necessidade de comentar. Foi uma vergonha!!

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