Arquivo da tag: Richarlyson

AMÉRICA 1 X 2 ATLÉTICO

Pela primeira vez este ano jogando contra um time de razoável capacidade, o Atlético decepcionou.

Logicamente, não estou analisando pelo resultado, pois este foi excelente.

Analiso, isto sim, pela performance demonstrada em campo, que não foi nada boa para um time que enfrentou um América com 10 jogadores desde os 40 minutos do primeiro tempo.

Confesso que esta partida me trouxe, com mais clareza, a dimensão do poderio alvinegro para 2012.

E não gostei do que vi, pois com o que temos, não disputaremos títulos e nem ao menos Libertadores. E não falo do mineiro, é óbvio. Com este time que aí está, podem tirar o cavalinho da chuva.

Volto a repetir: há necessidade urgente de 3 reforços. Um para a lateral esquerda, um meia de ligação de jogo rápido e um goleiro.

Não é de hoje que venho martelando nessa tecla. E insisto mais uma vez porque, como eu disse, a partida contra o América cristalinizou as deficiências. A necessidade de encorpar a equipe está escancarada para todo mundo ver, menos para a diretoria.

Atipicamente, o post deste domingo analisará individualmente os jogadores:

RENAN RIBEIRO: É um bom garoto, que merece todo o nosso respeito como pessoa.

MARCOS ROCHA: Marcou o gol da vitória e parabéns por isso. Mas durante o jogo inteiro, não fez nada que pudesse ser chamado de bom. De ruim teve muito.

RÉVER: Precisa aprender a jogar simples. Inventou e complicou.

RAFAEL MARQUES: O mais seguro por ali. Não enfeita nada.

RICHARLYSON: É um bom garoto, que merece todo o nosso respeito como pessoa.

(GUILHERME): A sua melhor atuação pelo Galo. Até que enfim mudou algo com a sua entrada. Marcou o gol de empate, ok, mas antes já tinha participado de bons lances individuais, tabelando, lutando e driblando. Parece que está recuperando a forma.

PIERRE: A raça de sempre. É um guardião aguerrido da defesa. Não concedeu espaços e cobriu as duas laterais. Algumas vezes, até as costas da zaga. Saiu por causa do cartão amarelo.

(SERGINHO): Depois de um longo inverno, Serginho continua sendo o mesmo Serginho. Isso basta para descrever a sua atuação.

LEANDRO DONIZETI: O melhor em campo. Rápido no bote, nunca chega atrasado na dividida. Errou apenas um passe durante 90 minutos, além de um número de desarmes impressionante. Tem personalidade e não tem medo de cara feia.

ESCUDERO: Abaixo do nível das atuações anteriores, mas é um atleta utilíssimo para o jogo coletivo. Colecionou mais uma assistência (para o segundo gol).

MANCINI: Quando Cuca botou na cabeça que Mancini pode ser um bom meia-armador, devia estar brincando. Mancini ainda continua devendo muito.

(DANILINHO): Um peso leve que dá a impressão de estar pesado. Ainda com pouca mobilidade, tem de treinar muito para recuperar-se fisica e tecnicamente. Cadê aquela velha velocidade?

NETO BEROLA: Não foi decisivo e pelo jeito, vai demorar a voltar a sê-lo.

ANDRÉ: Atuar como pivô vem sendo o seu forte neste ano. Mas nem isso conseguiu hoje. Perdeu bolas bobas, não deu seguimento às jogadas e só concluiu uma vez.

Enfim, esperamos um mínimo de clarividência de Kalil e sua equipe para que analisem de forma realista as necessidades do time. Ou para ele está tudo bem?

Siga este blogueiro no twitter clicando aqui

Assista aos melhores momentos da partida:

Anúncios

ATLÉTICO 2 X 0 BOA ESPORTE – DEU PRO GASTO.

Para um início de temporada, com os jogadores sem ritmo de jogo, fisicamente muito abaixo do ideal e um entrosamento ainda embrionário, até que o Atlético não foi tão mal assim.

Assistimos jogadas interessantes em meio a outras pífias. A equipe não jogou bem, é verdade, mas perna pesada e panturrilha endurecida são talvez maior obstáculo do que o próprio adversário, mesmo que este também esteja retomando as atividades.

Em termos de proposta tática, a entrada de Leandro Donizeti no lugar do bom Fillipe Souto aumentou o poder de pegada e compactou o meio e, de certa forma, blindou a defesa de forma mais sólida.

Perde um pouco de qualidade na saída de bola, mas assegura a um time apenas modesto uma maior consistência defensiva. Se tivéssemos um timaço exuberante, uma equipe tecnicamente confiável _ que retém a bola em seus pés e comanda as ações em campo  _ eu seria o primeiro a clamar por Soutto no meio.

Mas não é o que acontece. E se a nossa realidade é esta, tem mais que continuar com Donizeti, infinitamente mais marcador que Soutto. Este acabará cavando um lugar mais à frente, onde poderá desenvolver o seu toque de bola de pouca marcação.

A intenção de Cuca de reforçar a cabeça de área para suportar os avanços dos alas _ fora possibilitar aos meias encostarem no ataque _ às vezes dava certo e em outras não.

Em relação aos laterais, Carlos César soube usufruir da boa retaguarda e rendeu bem, inclusive dando o passe para o primeiro gol. Ao contrário, na esquerda, Richarlyson só faz reconfirmar as suas limitações. Em alguns momentos da partida, simplesmente não defende e nem ataca. A sua manutenção é algo surreal, tipo uma pintura de Salvador Dali.

Quanto aos meias, gostei da atuação de Escudero, que se lança ofensivamente, mas volta rapidinho para recompor o meio. O gringo vai ajudar muito a equipe na temporada.

Em termos práticos, uma boa vitória, sem dúvida. Mas, ficou bem nítida a necessidade de qualificar o grupo para objetivos mais expressivos.

Se é só para ganhar o título mineiro, ótimo. Pelo preguiçoso ritmo de atuação da nossa diretoria, parece ser essa a principal meta para 2012.

Mas se, ao contrário, a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro estiverem na pauta de conquistas, há de se pensar grande agora. NÃO DEPOIS…

Siga este blogueiro no twitter clicando aqui

ASSISTA AOS MELHORES MOMENTOS DA PARTIDA.

URGÊNCIA URGENTÍSSIMA NO GALO!

Quando faltam 14 rodadas para acabar o campeonato e seu clube necessita de 7 vitórias para escapar do rebaixamento…

Você constata que, desde o início do Brasileirão, as ações no departamento de futebol se mostraram tão ridículas e ineficazes, que, mais uma vez, empurraram o clube para a beira do abismo…

Você assiste uma equipe, carente de técnica e raça, ser derrotada por um time mediano em terreno neutro (sim, pois o Serra Dourada estava praticamente vazio) e não encontrar forças para reagir…

E que, mesmo precisando vencer a todo custo, o técnico substitui o atacante Berola por um volante, Richarlyson, limitadíssimo, que não acerta um lançamento, se posiciona mal em campo e não sabe se ataca ou defende, mesmo não sabendo atacar ou defender…

Depois de analisar estas questões e outras mais _ não levantadas neste post _ você, como pessoa realista que é, só pode concluir que:

O GALO NÃO ESCAPA DA SEGUNDA DIVISÃO EM 2012!!

Para que isso não aconteça, algo de novo tem de acontecer urgentemente. Algo que mude as coisas da água para o vinho.

Faltam só 14 rodadas. Se continuarmos empurrando o destino com a barriga, esperando que um milagre surja do nada para nos salvar, estaremos ferrados em dezembro. Ou bem antes.

Nem o Cuca garante que o Galo não será rebaixado. Maluf “acha” que este ano não passaremos pelo sufoco do ano passado. Ele “acha”!

Já vi cara morrer ao ultrapassar em uma curva fechada, onde ele “achou” que não toparia com uma carreta crescendo à sua frente.

Eu tenho a impressão que a diretoria capitulou diante da intransponibilidade dos problemas, mesmo que estes tenham nascido de sua própria incompetência.

A diretoria, estática e burra, entregou pra Jesus. Estão todos, neste momento, em uma igreja qualquer orando fervorosamente para que Deus conserte a merda que fizeram.

Só que as coisas não funcionam assim.

Então, é bom o presidente Alexandre Kalil ir tratando de decretar “estado de sítio” na Cidade do Galo!!

Consciências sacudidas, compromissos reafirmados e o resgate do profissionalismo devem estar na ordem do dia. Em todas as direções, em todos os escalões, como num mutirão, com todos na mesma rota e com um mesmo pensamento.

O regime de urgência urgentíssima tem de imperar imediatamente, sob pena de acordarmos assistindo aos jogos do Galo nas terças e nas sextas-feiras!

Para seguir este blogueiro no twitter, clique >>> @robertoclfilho

ATLÉTICO 2 X 2 ATLÉTICO-GO. UM PÉSSIMO RESULTADO.

Custo a crer que, depois de partidas vistosas, recheadas de um futebol rápido e fluente, o Galo voltou ao marasmo do jogo improdutivo e com passinhos para os lados.

Pois foi o que aconteceu ontem. E, como diz o “filósofo” Muricy Ramalho, a bola pune!

Eu não sei como foram os treinamentos na semana que antecedeu a partida, mas a impressão que eu tenho é que tudo de bom que o time tinha foi “destreinado” e atirado na lata de lixo.

Os irritantes passinhos para os lados acontecem quando não existe entrosamento ou falta ousadia. E passes errados são uma demonstração de reduzida capacidade técnica ou excesso de virtuosismo.

De todo modo, de um jeito ou de outro, acaba travando todo o time, principalmente quando o meio não consegue ditar o ritmo de jogo.

Tudo bem que Fillippe Souto arredondava a bola naquele setor e Richarlyson dava um plus a mais na marcação.

Entretanto, a falta dos dois não pode justificar tamanha queda de rendimento.

Apesar de maior posse de bola, o Galo foi dominado taticamente pelo xará goiano, que atuou como bem quis em plena Arena do Jacaré, fato inadmissível em um campeonato tão difícil quanto o brasileirão.

Daniel Carvalho não fez a diferença, Gilberto entregou a rapadura no primeiro gol deles e Giovanni Augusto tornou-se, de repente, um jogador comum, sem contribuir como o fazia antes.

Mancini está abaixo da crítica e Magno Alves segue perdendo gols em profusão, embora a criação de chances para conclusões não tenha sido, nem de longe, no nível dos outros jogos.

Enquanto isso, o Atlético-GO, com apenas três finalizações, marcou duas vezes. E num deles, auxiliado por uma falha bisonha de Renan Ribeiro justamente quando o Atlético ensaiava uma reação de verdade.

Foi como um balde de água fria na equipe.

E não foi a primeira vez. Até quando Dorival Júnior manterá um goleiro inseguro com título de propriedade da titularidade registrado em cartório?

Imagino o que se passa na cabeça do goleiro reserva, Giovanni, nesta altura do campeonato, pois, comprovadamente, é mais completo que o titular.

Renan Ribeiro é um razoável goleiro, nada mais do que isso. É uma promessa _ que ainda não deslanchou, como tantos _ e tem de ser preservado sim. Mas essa preservação da prata da casa passa por um bom banco.

Parece que Dorival Júnior entende que uma reserva machucaria demais Renan Ribeiro. Ora, enquanto isso vamos seguir levando gols bobos e perdendo pontos?

Muitos já passaram por isso e depois tornaram-se grandes jogadores. Não há nada demais na atitude. Diego Alves é um bom exemplo.

Foi uma partida sem imaginação do time atleticano, que esqueceu o bom conjunto mostrado em jogos anteriores.

Dorival Júnior merece críticas sim. Mete umas idéias alopradas na cabeça e nenhum ser racional consegue tirá-las de lá.

Leandro no lugar de Guilherme Santos é uma aberração, uma ode à burrice.

O time vinha jogando bem com 3 volantes e ele simplesmente muda tudo, sem motivos aparentes. Mantem Mancini com um Guilherme no banco.

Daniel Carvalho, que, hipoteticamente, não suportaria 90 minutos, é mantido o jogo inteiro. Vá entender!

Afora outros pontos não citados, senão esta crônica será alongada em demasia.

Vale lembrar que não estou pedindo a cabeça do Dorival. Tenho o maior respeito por seu trabalho e a continuidade da filosofia é fundamental nessa hora.

Mas ninguém está acima de críticas feitas construtivamente.

Enfim, não fomos competentes para somar 3 pontos em cima de um adversário de média capacidade e dentro de nossos domínios.

Isso nos obriga a enfrentar o Flamengo do moleque irresponsável com a corda no pescoço e pensando tão somente na vitória.

Um péssimo resultado!!

E mesmo assim, a diretoria segue dormindo em berço esplêndido!

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> robertoclfilho

ATLÉTICO 4 X 1 TUPI. O DEDO DO TREINADOR ESTÁ NA FOTO!

Um time cheio de virtudes e defeitos.

Ainda nos falta compactação nos setores _ principalmente no meio de campo _ e maior número de jogadas em toques de primeira, fora outros fundamentos que estruturam um bom time de futebol.

O preparo físico ainda não é o ideal e hoje o time se cansou sob um sol de fritar moleira.

Em contra-partida, as virtudes são flagrantes. Nos primeiros 20 minutos de jogo, o Galo alugou o campo do Tupi e construiu inúmeras jogadas agudas em direção ao gol.

As enfiadas de bola que não vimos em nenhum momento de 2010 _ talvez porque o moleque do projeto oco implodiu tudo por aqui _ se vê hoje até com certa facilidade.

E o melhor:  nem sempre vindas do meio de campo, mas também de atacante para atacante.

Depois do instante inicial de muita agressividade, o time cadenciou o ritmo e acabou, por uma dessas fatalidades do futebol, levando um gol quando era senhor absoluto do jogo.

E Dorival Junior, nos vestiários, mostrou porque é considerado um dos melhores treinadores deste país.

Numa decisão temerária e surpreendente _ porque quebra paradigmas _ substituiu 2 defensores (Patric e Werley) por 2 atacantes (Mancini e Neto Berola).

Serginho foi para a lateral-direita e Richarlyson para a zaga. A dupla de volantes que iniciou o jogo foi desfeita. Ricardinho e Renan Oliveira recuaram e compuseram a proteção à zaga, muito bem auxiliados pelo batalhão de atacantes que o Galo tinha em campo, todos voltando para ocupar espaços defensivos.

Um time feito para virar o jogo contra um Tupi com 10 jogadores, uma vez que seu artilheiro tinha sido expulso injustamente.

E Berola incendiou a partida. Além do gol relâmpago, partiu para dentro da defesa interiorana.

Os zagueiros adversários souberam nesse instante que aquele sol do Saara não seria o único a queimar-lhes os miolos.

Neto Berola aterrorizou a todos que ousaram aparecer na sua frente. E atropelou, sem nenhum respeito, um por um. E com direito a um golaço ao final da partida, merecido com todas as honras.

Na minha opinião, apesar de considerar Réver como o melhor em campo, o bom baiano foi o fator fundamental para a virada.

Richarlyson foi expulso _ também injustamente _ e desfalca o Atlético contra o cruzeiro. Uma perda e tanto.

Mas Zé Luis entrou tão bem em campo que ouso dizer que não vamos sentir tanto assim a falta dele.

Devido às “malucas”, mas bem vindas, substituições promovidas por Dorival Junior no segundo tempo, a equipe teve uma característica estranha aos nossos olhos por causa da quantidade de jogadores atuando fora de suas posições de origem.

Mas, por incrível que pareça, manteve os posicionamentos bastante organizados nas quatro linhas e se tornou até um conjunto criativo.

Ter um técnico que entende do riscado e enxerga o jogo faz toda a diferença. Apesar do pouco tempo de trabalho, posso dizer que o Galo já mudou o seu DNA. Entretanto, ainda falta muito para atingir o ideal.

Os destaques positivos:

Réver – Absoluto em todas as jogadas defensivas, ainda encontrou tempo para ajudar o ataque.

Ricardinho – Talvez esteja jogando o que ainda não tinha jogado por aqui. É um comandante ali no meio. Os jogadores, a qualquer hora, vão acabar batendo continência para ele.

Neto Berola – A sua grande arma é a imprevisibilidade. Em cada jogada, um enredo diferente. Belíssima partida.

Magno Alves – Fez um péssimo primeiro tempo, mas se recuperou no segundo ao fazer 2 gols. Se bobear, ele mete para dentro da casinha mesmo!

Destaques negativos:

Serginho – Precisa urgentemente aprimorar os passes, pois se continuar assim, corre o risco de virar banco.

Mancini – Ainda está irreconhecível. Até tropeçar na bola ele tropeçou, embora tenha feito bons lançamentos. Mas está totalmente fora de ritmo.

Enfim, mais um jogo aonde pudemos detectar progressos. Só de ver a equipe atuar percebe-se o labor diário dos muitos treinamentos, inclusive aprimoramento de fundamentos, os quais normalmente não são aplicados no profissional.

O dedo do técnico está bastante nítido na foto!

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> robertoclfilho

ATLÉTICO 1 X 1 RIVER PLATE. UM TESTE VÁLIDO.

Um time voando em campo em início de temporada é uma utopia do tamanho dos anseios de Júlio César, imperador romano, que sonhava dominar a aldeia gaulesa do chefe Abracurcix e seus guerreiros, que se entupiam da poção mágica preparada pelo druída Panoramix a cada batalha iminente.

O final era sempre o mesmo: os romanos se retirando todos estropiados enquanto os gauleses festejavam a vitória se deliciando com javalis assados na fogueira.

Enquanto os músculos não obedecerem 100% ao comando do cérebro, nós veremos partidas como a que vimos hoje:

Um jogo recheado de passes errados, alguns de dois metros, domínio deficiente de bola, matadas de canela, lançamentos equivocados, etc, etc, etc.

Mas por entre um festival de jogadas ridículas, ainda dá para selecionar, mal e porcamente, o que ocorreu de bom e de ruim, ainda que neste momento, não seja a coisa mais importante.

O Galo foi bem no início do jogo. Tão bem que achei que o jogo hoje seria barbada.

Depois foi se complicando aos poucos, pois o meio de campo concedia espaços aos uruguaios e _ como virou uma moda infindável por aqui _ deixava a zaga exposta aos ataques adversários.

Richarlyson, individualmente, foi bem, mas a coordenação com Serginho não funcionou. Os dois bateram cabeça ininterruptamente.

O Atlético voltou bem no segundo tempo, com 4 alterações. Mas, lá pelos 15 minutos, novamente embolou as ações e dificultou um jogo que poderia ter sido fácil. Louve-se a atuação do goleiro do River, Hernandez, que pegou até pensamento.

Para não me estender demasiadamente na análise setorial da equipe, pois isso demandaria muito espaço para esta crônica, vou me limitar a algumas observações essenciais:

1 – O time titular que entrou jogando, decididamente não será o time titular da temporada. Mais peças do que imaginávamos serão trocadas. E não serão pelos nomes que projetamos.

2 – A minha preocupação com a lateral direita triplicou depois desta partida, mesmo considerando o pouco preparo físico. Para mim, Rafael Cruz foi menos ruim do que Patric, que parecia travado pela pressão da estréia ou seja lá o que for.

3 – A equipe perde muito em qualidade com Richarlyson na lateral esquerda. Parece ser um desperdício utilizá-lo por ali, quando no meio ele pode ser muito mais útil.

4 – Fiquei agradavelmente surpreendido pela atuação de Magno Alves. É rápido, parte para dentro da defesa e constrói jogadas agudas. Só reforçou a minha opinião, dada quando ele chegou: a sua contribuição será efetiva!

5 – Mancini, Diego Souza, Renan Oliveira, Berola, Jobson, Ricardinho, Werley e Leandro ainda têm um longo caminho de exercícios a percorrer. Vão ter de ralar muito para retomar o nível de futebol de que são capazes.

6 – Repito o que já disse antes: Serginho é o melhor lateral direito que temos. Se no ano passado ele complicou jogadas na frente de nossa área, este ano voltou do mesmo jeito. Ou seja, não evoluiu na essência.

7 – Há necessidade premente de fechar o meio de campo. Zé Luis é peça de contenção importante demais para se abrir mão.

8 – Giovanni provou que a sua contratação foi acertada. A bola que pegou não é para qualquer goleiro pegar. Se eu fosse Renan Ribeiro, passaria a treinar dobrado.

Enfim, foi um empate de 1 a 1, quando poderia ter sido 4 a 4 ou 5 a 5. Espero que Dorival Junior tenha adquirido muitos subsídios para a definição tática e do time ideal para a estréia no campeonato mineiro.

Que se confirmem as palavras de Kalil: “que este ano o time funcione tanto no papel quanto no campo!”

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> robertoclfilho

DO MEU AMOR, DO SEU AMOR: UM AMOR MAIOR.

Difícil falar de um amor sem lembrar-se do que o motivou. Lá estava ele, segurando forte minhas mãos, com o coração saltitando e a felicidade em apresentar-me a casa do que seria, após aquele dia, um amor eterno e avassalador em minha vida.

Com os portões ainda fechados, rodeamos os seus muros e cada detalhe era explicado da forma mais clara e simples possível. Pessoas que nunca havíamos conhecido passavam ao nosso lado desejando sorte, sorrindo, cumprimentando e cantando. Era um lugar mágico, lugar dos sonhos de criança. Um mundo fantástico onde somente os bons de coração seriam capazes de habitar. Não existia tristeza, havia apenas sorrisos e abraços. Era uma multidão de grandes amigos.

Antes de prosseguirmos, ele falava emocionado dos grandes momentos que já havia presenciado naquele lugar. Sabem quando dizemos assim: “essa é uma história para contar para os nossos filhos?” Era exatamente isso que estava acontecendo. Aquela era a hora certa de contar e se orgulhar por ter vivido ali tantos momentos sublimes.

Conversamos mais um pouco e, enfim, entramos naquela grande casa. Lugar imenso onde mais de cem mil pessoas poderiam entrar, cantar e fazer daquele espaço uma grande festa. Meus olhos brilhavam e, juntando cada pedaço daquele quebra-cabeça de uma história centenária, já me orgulhava do que aprendera e, mais ainda, de quem me ensinara.

No meu mundo fantástico, aquele era o lugar perfeito. Assim, tornou-se, naquele dia, a minha segunda casa. No meio de todos aqueles corações alvinegros e em seus ombros, eu estava: amando inexplicavelmente o meu GALO. Do nosso amor: um amor maior.

Enfim, 2011 chegou e com ele a esperança renovada. Assim afirmou meu pai: “este é o ano do Glorioso”. Quaisquer que sejam as notícias, especulações ou contratações referentes ao Galo e até de outros clubes, lá está ele, sempre disposto a discutir, dar sugestões, palpites e ideias. Feliz sou eu em poder contar todos os dias com suas experiências de vida.

Muito conservador, dias atrás ele balbuciou: “Não gostaria de ver no meu time um jogador que já nos roubou, referindo-se ao Mancini”. Mancini pode até tê-lo feito quase enfartar com seu futebol tosco na sua primeira passagem pelo nosso Galo, mas, para ele, a revolta era por ter causado mal ao Clube Atlético Mineiro. Bastava olhar para a expressão de seu rosto para entender exatamente o que queria dizer.  Ele prosseguiu: “respeito e confio em meu presidente. Aceito, esperando uma nova postura”.

Leonardo Silva foi a contratação que mais o agradou. Afirmava com toda certeza que aquela seria a zaga dos olhos de todos os clubes. Um xerife e um capitão. Lá estava a sua esperança. Richarlyson, por sua vez, ganhou apenas a frase: “que honre a camisa com raça, que sei que ele tem, e não se deixe levar pela boca maldita da imprensa e por torcedores indefinidos”. Jobson também o agradou. Para ele, Obina cederá ao atacante seu lugar e teremos um banco de grande qualidade.

Ao falar no banco de reservas, este foi altamente elogiado. “Hoje temos peça de reposição. É assim que se conquistam títulos. Com Dorival no comando e o elenco contratado, o lado fresco terá que nos aturar muito este ano”. Dando risadas, ironizou: “se bem que eles nos aturam mesmo sem motivos”.

Evidente que todos os seus pensamentos e opiniões eram fundamentados por sua experiência. Eu, apesar de acrescentar e discutir minhas percepções, ouvia, respeitava e, muitas vezes, até mudava minhas opiniões. Claro que não estava sempre certo, mas tinha o meu respeito e aceitação, como sempre. Com argumentos fundados, está sempre disposto a me orientar.

Não poderia terminar este texto sem falar de Alexandre Kalil. Hoje temos planejamento, base de qualquer projeto. Consciência nas contratações e sabedoria para administrar. Não me atreveria imaginar o dia em que não contarmos mais com sua audácia e inteligência, mas tenho absoluta certeza que quando esse dia chegar, sentirei o mesmo que o meu pai pelo Sr. Elias Kalil. Com grandes homens, continuaremos escrevendo nossa grande história.

Assim somos eu e meu pai: Atleticanos. Termino esse texto com as belas palavras de Chico Pinheiro: “Se eu nascesse milhões de vezes, milhões de vezes seria atleticano”. E, se eu pudesse escolher, milhões de vezes escolheria o mesmo pai. Meu amor maior.

Que tenhamos um ano de grandes conquistas. E Viva o Galo!

PARA SEGUIR A COLUNISTA VANESSA LIMA  NO TWITTER, CLIQUE >>> @lima_nessa

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> robertoclfilho

ESTAMOS NO CAMINHO CERTO!

Como Dorival Junior e o presidente disseram, as contratações estão sendo feitas de forma pontual, ou seja, cirurgicamente direcionadas a reforçar os setores mais frágeis da equipe.

Primeiro, Kalil anunciou a contratação de Patric, um eficiente (mas não brilhante) lateral direito vindo do Avaí, de Santa Catarina.

Embora não seja uma sumidade, Patric tem a seu favor a juventude (21 anos),  além de ser forte na marcação.

Depois, Alexandre Kalil anunciou Toró, um volante cuja renovação de contrato o moleque não aprovou no Flamengo. E se o moleque, burro do jeito que é, não aprovou, é sinal que o cara é bom.

E é mesmo. Eu já vi Toró jogar muitas e muitas vezes. É um guerreiro em campo. Não se dá por vencido em nenhum momento da partida. Além disso, é ligeiro na saída de bola e fecha o meio de forma primorosa.

Acreditem: Toró será muito útil na temporada 2011.

Hoje, o nosso presidente fez mais duas comunicações: as contratações de Richarlyson e Magno Alves.

A surpreendente aquisição do ex-volante do São Paulo desmente a maioria dos veículos de imprensa, os quais davam como certa a ida do jogador para o Fluminense.

E como Dorival Junior pretende imprimir maior velocidade à equipe, Richarlyson cairá como uma luva em seu esquema. Ele é, hoje,  um dos volantes mais rápidos do país.

Voluntarioso, raçudo e vencedor, Richarlyson terá um papel fundamental na mudança do DNA tático atleticano, tenham a certeza disso.

Quanto aos homófobos de plantão, que veem nele uma presença homossexual numa equipe de machões, eu lembro 2 pontos fundamentais, até mesmo para que não sejamos levianos e/ou desumanos:

1 – A pecha que ele carrega jamais foi confirmada na prática. Levantam-se suspeitas, mas ninguém tem certeza de nada. Ele, inclusive, nega de pés juntos.

2 – E mesmo que seja, o que importa é a glória do Galo. Eu, tanto quanto você, quero ser campeão brasileiro e da Libertadores independentemente da opção sexual _ não confirmada _ de um jogador que pode ser decisivo neste objetivo.

Magno Alves tem 35 anos. Atacante, fez um campeonato brasileiro bastante produtivo pelo Ceará. Para se ter uma idéia, 4 clubes do Brasil aspiravam a sua contratação.

Insisto: Dorival necessita de opções para mudar um jogo ou virar um placar adverso, coisa que hoje não temos. Magno Alves é uma boa pedida para uma ocasião assim.

Além destes anúncios já publicados, o presidente Kalil promete um grande presente de Natal para a torcida atleticana.

Se eu bem conheço o presidente, este jogador de alto nível já está contratado, senão ele simplesmente ficaria calado que nem um túmulo. Silêncio profundo, a menina dormiu.

Somando-se a este presente, mais 3 contratações de boa qualidade já estão praticamente sacramentadas, segundo Eduardo Maluf, que deu entrevista à Rádio Globo nesta data.

Conforme eu escrevi em crônica anterior, a prioridade é do meio para trás. O nosso treinador quer uma muralha no sistema defensivo para poder atacar em paz!

E eu concordo sob todos os ângulos.

Estamos no rumo certo. Maluf está fazendo um excepcional trabalho nos bastidores e por isso, poderemos lutar pelos títulos que a apaixonada torcida atleticana merece.

As esperanças estão de volta! UFA!

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> robertoclfilho