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GALODEPENDÊNCIA

colunarobertolopes2Eu tenho, tu tens, ele tem. Nós temos, vós tendes, eles têm.

O torcedor do Galo está dependente. Psicologicamente afetado pela campanha do time. Quimicamente viciado na adrenalina dos jogos.

Para muitos de nós, nunca houve ano tão feliz. Todos aqueles que não viram Reinaldo, Cerezo, Éder e Luisinho jogarem, não viram nada parecido com o que é o Galo de hoje. Eu vi e o vício nunca mais passou. Nas épocas de vacas magras, vivi, qual bebum meio recuperado, um dia de cada vez. Hoje, alguns dias sem vitória dão tremedeira.

Agora, o quadro mudou de vez. Ronaldinho Gaúcho, em carne e osso, declarou que nunca foi feliz como está sendo aqui. Parece pouco? Soa como mentira para ouvidos calejados pela zoação de adversários? Pois eu garanto que representa muito, e é verdade.

É verdade porque está na cara de qualquer um que queira enxergar. Vejam os melhores momentos do jogo com a Ponte. Reparem na festa que Ronaldinho faz para Danilinho no primeiro gol. Notem como ele ficou contrariado com o empate, não deu entrevista protocolar, não falou de 3 pontos, nada disso. Foi seco: – “vacilamos”. Estava pê da vida. Você fica pê da vida com algo que não lhe importa?

Lembrem-se da comemoração longa, depois da arrancada fenomenal que as marias nunca mais vão esquecer. Ronaldinho ciscou no gramado. Ele está feliz.

E os efeitos disso? Pense no Bernard ouvindo o cara, que ele colocava no time do Playstation, dizendo que jogar no Galo é o melhor que está tendo. Pensou? Agora vá além, pense no menino-craque que está surgindo na base de qualquer outro time do Brasil, ouvindo isso. Não é óbvio que qualquer um que ouça vai se perguntar “por quê”?

Por quê um craque, um monstro da bola, com a história que ele tem, com as conquistas que tem, diria isso? E a resposta é o time sim, e é o momento dele também, mas é, ao mesmo tempo, a estrutura, a seriedade da administração e a força da torcida, que não tem igual.

Não vamos nos deixar abater pelo empate com a Ponte. Isso acontece, infelizmente. Vamos curtir o momento e apoiar o time, porque não há nada mais ATLETICANO a se fazer. Se você está vivendo isso pela primeira vez, deixe-se levar e esqueça sua corneta em casa.

É por isso que eu tenho, você tem, todos temos e, agora, Ronaldinho também tem Galodependência.

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COISA DOS MORTOS

Texto escrito por Luiz Sérgio Grossi.

quandoamassafala...

Depois de tudo o que enfrentamos até o combate final, era mais do que previsível que filmes antigos passassem diante de nossos olhos na última quarta-feira.

Deixei de acreditar em superstições e mandingas há algum tempo mas, ainda assim, confesso que durante essa Libertadores, algumas superstições voltaram a me atormentar (como acreditar que a camisa do Galo usada em todos os jogos da primeira fase tinha efeito no desempenho do time).

Felizmente, algumas derrotas dentro da própria competição me trouxeram de volta à realidade e me permitiram ter a honra de a camisa usada durante o último jogo ser escolhida, aleatoriamente, dentre as minhas muitas camisas alvinegras, pela minha filhota de 2 anos.

Enfim, quero dizer que o que aconteceu de quarta para quinta no mineirão, em minha humilde opinião, não foi coisa de Deus. Acredito, também há algum tempo, que Deus não deve se envolver nesse tipo de coisa. Caso contrário, estaria sempre fazendo uma escolha por frustrar grandes grupos de torcedores. E assim sendo, Deus seria um anti-atleticano ao longo de todos esses anos, o que é um pensamento ridículo.

Prefiro acreditar que Deus não se envolve nesse tipo de parada.

Para mim, o que aconteceu lá foi coisa dos mortos! Dos vários atleticanos que já se foram e que lá estiveram na quarta à noite.

Aquele lance capital que sempre nos eliminou ou nos tirou o título, aconteceu. Mas era tanta gente acreditando e evocando os mortos que eles foram lá e deram uma rasteira no Ferreyra, logo que ele driblou o Victor. Eu tinha chamado pelo Zezé (meu pai e responsável por todo esse amor que tenho pelo Glorioso e que nos deixou há 2 anos) dois minutos antes (Zezé, desce daí! Tá difícil e o time tá precisando de você!).

E ele veio! E certamente não veio sozinho pois conversei com alguns amigos ontem que me disseram ter também evocado os seus pais, já falecidos, em vários momentos da partida. Certamente o Ferreyra foi derrubado por mais de um atleticano invisível. Seria muita pretensão acreditar só no Zezé. Mas isso não foi obra de espírito atleticano fraco não! Depois dessa “rasteira coletiva do além”, eu e todos tivemos certeza de que era nosso, e o gol iria sair, como saiu! O resto é HISTÓRIA! Já foi escrita!

E nos aguardem, bibas de Munique! Estamos chegando! Chegou a hora da massa amarela de Dortmund retribuir nossa torcida!

MISTÉRIOS E ENCANTOS DA TORCIDA MAIS LINDA!

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São na arquibancada alvinegra que se desenrolam os lances mais gloriosos e emocionantes de uma partida de futebol.

Cada coração pulsa nervosa e apaixonadamente. Cada atleticano corre para receber o lançamento de Ronaldinho Gaucho, pula para cabecear aquela bola alçada na área, se desloca na diagonal para cobrir o lateral e voa junto com o Victor para operar mais um milagre. Tudo isso num espaço que mal cabe o seu próprio corpo. Mas não é o corpo, é a alma que se desloca aqui e ali!

Como não emocionar-se vendo imagens de um garotinho de 6, 7 ou 8 anos com o semblante contraído e lágrimas deslizando pelo rosto sabendo, de antemão, que ele nunca viu o Galo campeão brasileiro?

Como não enternecer-se quando um atleticano se destaca com os olhos fechados, contrito, terço entre as mãos erguidas para o céu e cantando, a plenos pulmões, o hino do Atlético?

Como não comover-se quando se nota o avô, o filho e o neto abraçados, comemorando um gol? Será este o segredo do inesgotável crescimento de uma torcida que não coloca a faixa no peito há tanto tempo? Um amor tão grandioso e latente que é transmitido, por si só, aos descendentes? Um vírus do bem que contagia de paixão e persiste de geração em geração?

E as mulheres vestidas com o manto na arquibancada… são as mais lindas do mundo! As expressões faciais que emanam de uma atleticana na cadência dos cânticos alvinegros e no compasso da batalha travada em campo a fazem mais bela que as mais belas de Hollywood. Como são lindas, meu Deus!

Por entre minhas próprias lágrimas de alegria e gratidão a esse esquadrão de honra que nos representa dentro das quatro linhas, pude ver isso e muito mais. Vi a Massa febril, vibrante e principal cúmplice de uma vitória apoteótica. Com a sua energia incansável, literalmente entrou em campo e disputou cada bola dividida. Não foi com o pé, foi com o coração!

Com uma torcida como essa, o Galo não joga com 12. Joga com 22. Duplica em campo.

Para obter-se a definição exata da Massa alvinegra, há que aprofundar-se em estudos da alma humana. Existem perguntas demais sem respostas. Porém, pensando bem, talvez resida aí o maior encanto da torcida mais encantadora do mundo. Melhor deixar no ar os seus mistérios.

Chico Pinheiro tem razão. Não torcemos por um clube de futebol. Somos atleticanos!! Há uma sutil diferença.

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UM ALERTA NA NOITE DAS MÁSCARAS

apanico1Embalados pelo grito “Caiu no Horto, tá Morto”, milhares de atleticanos irão ao jogo contra o Tijuana vestidos com mantos pretos e portando no rosto a máscara do Pânico.

Em termos de espetáculo, não resta dúvida de que será algo inesquecível. Mantos e máscaras farão do Independência um ambiente mórbido e assustador, qual uma noite de halloween fantasmagórica se estendendo às arquibancadas.

É o clima que a extensa lista de “mortos” no Horto sugere. E é desta forma que a Massa transmitirá o recado ao Tijuana: sombras bruxuleantes dançarão sobre as suas mentes mexicanas antes de sairem “mortos” do Horto!

Mas, realisticamente falando, convém lembrar que o anonimato concedido pela fantasia pode criar tentações em cabeças ocas e loucas para fazerem alguma merda.

E, se não forem identificados, o Atlético pagará muito caro numa reta final de Libertadores. Portanto, amigo atleticano, curta a sua festa e apoie o time com todas as suas forças, mas fique de olho em quem foi ao estádio para prejudicar o Galo.

É só um alerta em prol do Atlético. Seguro morreu de velho!

#CAIUNOHORTOTÁMORTO

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GALO, BI-CAMPEÃO MINEIRO!

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Não adiantou a mobilização da torcida cruzeirense, que aspirava, com um time apenas mediano, ser campeão. Embora tenham o direito de sonhar, não possuem equipamento para chegar lá.

Não adiantou o movimento da imprensa mineira, que deveria ser neutra, mas não é.

Se formos analisar o jogo, o cruzeiro entrou para lutar pela vitória e o Galo parecia esperar que o resultado caísse em suas mãos sem esforço.

Ledo engano. A auto confiança excessiva quase custou-lhe um placar que poderia ser muito mais feio no primeiro tempo.

A falta de Pierre no meio de campo abriu um espaço que nem o próprio cruzeiro esperava. Digo mais uma vez: Pierre joga com o escudo do Galo no lugar do coração! E inflama o time, transmite raça, injeta sangue nos olhos de todo o time. Pierre é um pittbull necessário, é aquela dose de malícia que todo cara do bem tem de ter para não ser engolido pela malandragem.

O time não jogou bem só por causa do Pierre? Claro que não. Embora o Cuca tenha dito, no decorrer da semana, que o Atlético estava muito focado, os 90 minutos não mostraram isso. Na verdade, o Galo jogou só pro gasto.

O Galo não sabe jogar apenas se defendendo. Isso é fato. E o Atlético só se defendendo é um time muito inferior àquele que joga agredindo o tempo todo. Se tivesse feito isso, o panorama da partida teria sido outro.

Ainda bem que não perdemos o título mineiro. Caso tivesse ocorrido, a equipe entraria contra o Tijuana com o astral comprometido. Mesma coisa que dizer que a morte de uma barata destrói o mental de uma manada de elefantes, devido à diferença da importância dos títulos.

Mas, no futebol, isso é a mais absoluta verdade. Futebol é psicológico. Futebol é cabeça! Eu já joguei, eu sei. Se houver algo de dúvida em relação ao seu próprio potencial, você não consegue jogar tudo que sabe! As pernas tremem.

Mas, enfim, somos bi-campeões mineiros. Desta vez, em cima de uma equipe cheia de arrogância e vaidade.Tomara que o lado azul se iluda com o elenco que tem e não contrate reforços.

Melhor assim. Sinal que iniciamos uma longa dinastia no lado de cá das montanhas.

E vamos agora em busca do título das Américas. Chega de campeonato rural! Temos de pensar grande!!!

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REAJUSTE DO GNV – UM TIRO NO PÉ?

money-tree-2-300x257O GNV (Galo Na Veia), programa de sócio-torcedor do Atlético, que deu tão certo desde sua criação, sofreu um reajuste. Foi de R$ 200,00/mês para R$300,00 mensais.

Um aumento de 50%!!

Quando o plano foi acionado, o time não tinha os jogadores que tem hoje. Portanto, o plano, para a época, era caro. Mesmo assim, a Massa aderiu e fez dele um sucesso de vendas.

Agora sim, com os nomes que figuram no elenco do Galo, o valor de R$ 200,00 por mês seria justo. Um aumento de 25% (R$ 250,00/mês) talvez fosse absorvível pela maioria.

Mas 50% de reajuste, na minha modesta opinião, é abusivo. Muitos que o adquiriram, mesmo à custa de sacrifícios pessoais, serão obrigados a abrir mão do GNV em prol da minoria endinheirada que paga R$ 300,00 com um pé nas costas. Resta saber até quando, pois, do mesmo modo que o mundo dá voltas, as fases dos times também.

A diretoria do Atlético deixou (ou impôs) uma opção: caso o sócio pague o valor anual à vista, pagará o valor antigo: R$ 200,00 X 12 = R$ 2.400,00.

Se pagar parceladamente, o valor anual subirá para R$ 3.600,00. Um absurdo, pois se adquirir um empréstimo de R$ 2.400,00 no banco, você pagará em torno de R$ 258,00 mensais!! Ou seja, no total seriam R$ 3.096,00, bem abaixo dos R$ 3.600,00 estipulados pelo Galo.

Em suma, muitos encherão os cofres dos bancos em detrimento de ajudar o próprio clube simplesmente porque o time do coração, ao invés de aumentar as mensalidades com alguma racionalidade, resolveu sangrar os bolsos dos atleticanos de uma maneira que eu considero vil e desumana.

Sabemos que o futebol já se converteu, há tempos, em “business”. Mas, ao mesmo tempo, entendemos também que, no futebol,  para sustentar qualquer grande negócio é necessário ter um público fiel. Aquele torcedor que segura a barra até nos piores momentos. E, na minha visão, o Clube Atlético Mineiro está descartando justamente essa parcela da torcida.

Está desprezando aqueles que pagaram mais do que merecia o valor inicial do plano. Pouco a pouco, a qualidade da equipe foi se ajustando ao preço cobrado. Mas agora, com esse aumento estratosférico, a diretoria do Galo define: nós não precisamos de vocês, que nos ajudaram no início! Futebol é dinheiro… e SÓ dinheiro! Descartamos vocês, embora nos tenham dado a mão quando precisamos!

Há que se ter limites para tudo na vida, ainda mais quando tratamos com o coração atleticano, um coração que sangra há 42 anos sem um título brasileiro. Se seguir por essa lógica, teríamos de ser ressarcidos com R$ 300,00 mensais X 42 anos!!

Futebol é negócio, entendemos, mas nunca deixará de ser paixão! E receio que desprezar esse detalhe importante pode acabar se tornando um tiro no próprio pé!

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DEPENDÊNCIA TARDELLIANA E O LU(I)XO DO MINEIRÃO.

diego-tardelli-comemora-gazeta-press-436SOBRE O JOGO:

Eu tinha dúvidas sobre a real importância de Bernard e Tardelli no dinamismo tático da equipe atleticana. Hoje não tenho mais. Os dois jogadores, mais Ronaldinho Gaucho, são os responsáveis diretos pelo jogo criativo, veloz e envolvente que o Galo desenvolvia até então.

Com suas ausências, a equipe empobreceu tecnicamente de uma tal forma que no jogo contra o Villa Nova custou a estabelecer um domínio claro das ações em campo. Pelo contrário, em alguns momentos, o Villa é que ditou o ritmo.

Em elenco com as  ambiciosas aspirações do Galo este ano, deveria existir reservas à altura dos titulares para que o time não sentisse tanto. Só como exemplo, peguem o plantel do Corinthians. Saem dois ali e o time não sente nem cosquinha. Têm reservas que mantêm o nível, o esquema e a fluidez de jogo.

Essa hiper-dependência de dois jogadores não é um bom sinal para o Atlético. Embora quase incomparáveis tecnicamente, deveriam ter peças de reposição com as mesmas características.

Até que Bernard tem em Luan um substituto que produz razoavelmente pelo lado esquerdo, embora corra mais do que raciocina. Mas Tardelli está absolutamente descoberto.

SOBRE O MINEIRÃO:

Considero o Mineirão um curral de luxo que trata gado holandês como gado pé duro. Com o ingresso na mão, a torcida enfrentou gargalos para entrar no estádio e algumas pessoas, apesar de terem chegado bem antes do início do jogo, só conseguiram assistí-lo aos 40 minutos do 1º tempo. Um absurdo de incompetência. Um verdadeiro acinte ao consumidor. E o pior, impunemente!

Segundo o dr. Jarbas Lacerda, o Galo deverá receber apenas 43% da renda. Isso traduz fielmente a ação entre amigos que o governo mineiro estabeleceu no estado. O protagonista do espetáculo _ que leva 48.000 pagantes ao estádio _ é o clube. Entretanto, quem ganha é a empreiteira. Absurdo dos absurdos!

Os pouco mais de 8.000 ingressos de renda exclusiva da Minas Arena (anel inferior) não foram vendidos, deixando vazios na arquibancada. A empreiteira carioca não se interessou em vendê-los. Seriam mais de R$ 1.300.000,00  a serem reduzidos nos pagamentos (R$ 3.700.000,00) que o governo, idiotamente, realiza todo santo mês.

Por ter esse montante garantido, a Minas Arena não se move para vender ingressos. Afinal, com um contrato assinado no qual a empreiteira entrou com a p… e todos nós (povo, clubes e governo) com a bunda, que interesse haveria? Às custas de amigos políticos, botaram o burro na sombra!

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PRÉVIA DE ATLÉTICO X THE STRONGEST

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Hoje é quarta-feira, dia 06, véspera de um jogo fundamental para as pretensões do Galo na Copa Libertadores da América.

Muitos dão a vitória como fava contada. Ledo engano. Esse jogo será uma pedreira, se o The Strongest se posicionar como se posicionou contra o São Paulo. Só não será assim se o time boliviano decidir encarar o Atlético de igual para igual. Neste caso, sairá do Independência grogue de tantos gols tomados.

Hoje em dia, nenhum time da América do Sul _ incluindo os do Brasil, obviamente _ tem coragem de enfrentar o alvinegro mineiro de peito aberto. Nenhum deles tem a petulância que o Atlético teve, ao jogar ofensivamente para dentro do Arsenal de Sarandi em plena Argentina de los hermanos.

Porém, jogo é jogado e lambari é pescado. Não se ganha um jogo de véspera. Opiniões só servem para esquentar o debate esportivo e não influenciam em nada nas quatro linhas, onde o embate é travado entre duas equipes com o mesmo objetivo. Sai vencedor aquele que possui as melhores armas táticas e técnicas, além de muita vontade. Nada mais conta.

Que o Galo consiga transformar favoritismo em sinônimo de vitória.

E que a torcida, vestida de branco, passe uma mensagem de PAZ ao povo boliviano. Que demonstre para o mundo que o atleticano não é igual ao insano que disparou o sinalizador naval em Oruro. O futebol não foi feito para matar adolescentes de 14 anos.

Futebol é coração pulsante! É vida!

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O ATLETICANO JÁ NÃO PODE SER BUDISTA

colunarobertolopes2Na minha adolescência, eu ouvia o Legião Urbana, na voz do Renato Russo, um poeta, dizer que “toda dor vem do desejo de não sentirmos dor”. Para quem não sabe, a música fazia referência ao Tao Te King, o “Livro do Caminho Perfeito” do Budismo.

Buda entendeu o ser humano na sua essência: se nos desapegarmos, se por nada esperarmos, não nos decepcionaremos, não nos frustraremos. Seremos felizes, enfim.

Se alguém me perguntasse, três, quatro ou cinco anos atrás, se eu esperava ver meu time pronto para disputar tudo quanto é título, eu diria que não. Diria, provavelmente, que gostaria muito que isso acontecesse, mas não esperaria por isso. É que, mesmo para nós, reles seres humanos não-divinos, não-transcendentes, longe de sermos Buda, a experiência conta e aprendemos a nos proteger das frustrações. Se Buda viesse pregar para um matuto no interior de Minas, certamente ouviria: Ah, intendi, sim, sinhô! Concordo dimais, sô! Cachorro murdido de cobra tem medo de linguiça!

Pois eu e muitos atleticanos aprendemos a não esperar. A torcer, mas desapegadamente, até olhando meio de rabo de olho, como se fosse certa a decepção no final. Desconfio que é também por isso que, se todo torcedor ama seu time, o atleticano vai além, ama incondicionalmente. Não espera nada em troca, embora queira que venha. Apóia o tempo todo (entenderam, cornetas?).

2012 e 2013 nos colocam diante de um paradoxo sentimental-futebolístico: como não esperar? Como desacreditar da possibilidade de título com esse time, com esse banco, com esse técnico? Com essa torcida?

Há alguns anos, eu não esperava que meu time tivesse R10. Torcia por, mas não esperava, ver nascer no Galo um craque como Bernard. Torcia, mas não acreditava que fosse ver chegar de volta Tardelli, e virem Victor, Junior Cesar, Pierre e outros. Não apostaria que meu time teria a melhor zaga do Brasil, com Giba e Rafael Marques na reserva.

Antes de começar a Libertadores, eu queria MUITO, mas me continha para não esperar que o Galo começasse atropelando todo mundo. Aí foram lá e fizeram isso tudo. Me sinto até meio traído na minha desconfiança defensiva.

Meu time só não foi campeão brasileiro ano passado porque o apito não deixou. Meu time tem R10, Bernard, Victor, Réver, Pierre, Tardelli, Jô, Léo Silva e companhia. Meu time é 100% na Libertadores com a maior goleada que uma equipe brasileira já aplicou em terras argentinas. Meu GALO levou quase 4000 Atleticanos, assim mesmo, com A maiúsculo, a Buenos Aires num jogo da fase de grupos.

Atleticano escaldado tem medo de água fria? Tem, uai, mas como é que faz?! Muitos não acreditamos, mas nos deram, então, só nos resta dizer: foi mal, Buda, vai dar para seguir seu livro, não. Bora ganhar tudo que vier pela frente, que nosso time é foda!

Ah, e anota aí, na contra-capa do seu livro, Buda: caiu no Horto, tá morto! Certo?

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HOUVE CORRUPÇÃO NO ESTÁDIO OU FOI UM SONHO? PENSE.

Imaginem uma história ficcional. E tenho certeza que não ocorreu porque nossos políticos são pessoas confiáveis. É apenas uma quimera imaginada por este que vos fala, influenciado por um sonho em noite mal dormida. Mas, mesmo assim, porque não contar?

No sonho, eu sou o governador do Estado de Minhas Gerais, um dos maiores da federação e uma das sedes da Copa do Mundo.

No meu gabinete, ando de um lado para o outro, pensando:

Teremos de gastar milhões _ talvez, se Deus ajudar, mais de um bilhão _ na reforma do Otarião. Não é toda hora que surge uma oportunidade assim!

Decido me debruçar sobre o trabalho porque mentes ociosas só produzem bobagens. Tenho de analisar seriamente quais as opções que temos para a reforma do estádio:

1 – De um lado, o Estado pode obter um aporte junto ao BNDES de forma a reconstruir todo o Otarião por conta própria e administrá-lo através da ADEMGA. Com a adesão dos dois times fortes do Estado, poderemos pagar o financiamento em 25 anos. Nesse sistema, os clubes não serão massacrados e o torcedor terá ingresso a preço mais acessível. Bom demais, né? Hã… preciso pensar. Vamos à segunda opção.

2 – Temos à nossa disposição a PPP (Parceria Público-Privada), que é uma nova lei para licitações que podemos experimentar. Quem sabe é melhor? Vou lê-la agora e me inteirar direitinho… hã… bom isso… opa, interessantíssimo… puxa vida, nunca vi uma lei tão bacana!

Eufórico, reúno o staff.

_ Pessoal, já decidi. O Estado de Minhas Gerais fará a licitação no sistema PPP. Vamos gastar uns 40 milhões no início da obra _ pouco, não é verdade? _ e o resto será, conforme a PPP permite, entregue à iniciativa privada. Junto ao BNDES, eles poderão financiar a reforma. Depois pagaremos uma quantia irrisória  de 3.500 milhões mensalmente (reajustáveis) durante 25 anos, a título de administração do estádio e para que eles paguem ao Banco. Vai sair na urina! Otarião não é o nosso negócio, vocês sabem. Melhor terceirizar…

Um secretário que fizera, freneticamente,  as contas na calculadora, se manifesta:

_ Mas, governador, sairá muito mais caro. Os caras pegam emprestados 200 e poucos milhões e vão receber mais de 700 milhões? Senhor governador, eles não enfiarão a mão no bolso, não partlharão os riscos! Além disso, vamos entregar o Otarião para a iniciativa privada?

Fico meio puto, mas me contenho:

_ Você acha que uma empresa administra um estádio a troco de nada? Temos de pagar sim! Analisei profundamente a lei e decidi que a PPP é a melhor saída para o Estado.

O secretário insiste, nojento como ele só:

_ E os clubes, como ficarão nessa história? O administrador vai pensar só em lucro. Vai arrancar o fígado deles. Não seria melhor a ADEMGA?

Eu penso um pouco e sou sincero na resposta:

_ ADEMGA não gera grana. Eu quero que os clubes se fodam. Mais vale o que é meu!

Depois dos detalhamentos do PPP, todos se retiram.

Eu, já sozinho,  pego o telefone, ligo e rapidamente sou atendido:

_ Amigo, caiu no meu colo um negócio da China pra ganharmos muito dinheiro sem investir absolutamente nada. Uma tal de PPP,  presente dos céus! Coisa de louco! É o seguinte…

Neste momento, acordei. Perdi o melhor final.

[História absolutamente de ficção, sem nenhuma ligação com a vida real. Se algum personagem se assemelha a alguém, trata-se de mera coincidência].

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ENTRE A CRUZ E A ESPADA

Por trás de todas as novas manobras de acusação perpetradas contra Alexandre Kalil para desestabilizar o Atlético neste momento de importante reposicionamento no cenário nacional, está a cúpula do Cruzeiro Esporte Clube. E da sua executiva, formada por proeminentes e poderosos cruzeirenses. Lá, representantes de todos os poderes estão envolvidos: do executivo, do legislativo e do judiciário. E do quarto poder, a mídia. Tudo para preservarem a instituição que administram.

Como não conseguem estabelecer uma estratégia para reverter as negociações feitas pelo Galo para a exploração comercial do Independência, como o Mineirão não pode oferecer o mesmo para o time do Barro Preto, por todas as questões contratuais que envolvem a concessionária e o governo do estado, como não há caixa suficiente para manter Montillo e/ ou não têm moeda de troca (Libertadores, Ronaldinho Gaúcho…) para fechar ótimas contratações, o que o Cruzeiro e sua cúpula tentam é denegrir, intimidar, criar fatos novos que diminuam o poder atleticano, e que sirvam de alerta ao presidente: “É melhor você ceder, Kalil. Afrouxe a corda do nosso pescoço ou iremos partir pra cima”.

Quem está arquitetando as ações?

Gilvan de Pinho Tavares é um mero aprendiz. Um neófito! Com algum poder em suas mãos, é verdade, pelos anos de Procuradoria. Mas não passa de um dublê de gestor do futebol. Os contratos mal-amarrados, as vendas equivocadas e as apostas frustradas demonstram, à sobeja, a inépcia do presidente do Cruzeiro Esporte Clube.

Todo aprendiz tem um mestre. Não é diferente neste caso. O mentor de Gilvan ocupa cadeira no Senado da República, tal qual Palpatine, senador sith da saga de George Lucas. Como Palpatine, o senador que manipula a marionete celeste chegou ao poder pelas portas dos fundos. Não foi eleito. Foi imposto.

Como escudo, Kalil conta com importantes atleticanos, como o governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia. Contudo, o governador tem a necessidade de contemporizar os ânimos e agradar a todos, atleticanos e cruzeirenses.

Assim, o escudo atleticano pode não ser de todo intransponível. Anastasia deverá recomendar que Kalil deixe o Cruzeiro respirar, que permita que as forças sejam equilibradas. Se o presidente alvinegro se recusar, correrá o risco de ficar sozinho nesta guerra, perdendo o poder político. Sem proteção, será alvo fácil.

Kalil está entre a cruz e a espada.

(Crônica escrita por Christian Munaier, atleticano visceral e criador do Terreiro do Galo, na Globo.com).

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VOLTARAM A TREMER DIANTE DO GALO.

Ok, o juiz não marcou um penalti escandaloso em Ronaldinho Gaucho _ que certamente a favor do Fluminense marcaria _  irritou os jogadores do Galo com faltas invertidas ou inexistentes, fez vista grossa para infrações perto da área e assinalou as do meio de campo. Além disso, atrasou a dinâmica de jogo ao pará-lo por quaisquer motivos, todos eles insignificantes.

Ok, esse juiz sabe, como poucos, enrolar uma partida e prejudicar um time de forma sutil e dissimulada. No Brasil, ele é o melhor especialista nesse tipo nefasto de “arbitragem”.

Entretanto, embora eu reconheça que o Galo foi prejudicado, não foi por isso que deu adeus ao título. O que nos custou a perda de dois pontos preciosos foi que ontem a coisa não engrenou. Simples assim. Desde o início, a equipe se mostrou afobada e sem raciocinar em campo. FALTOU CALMA!

Tínhamos 90 minutos para resolver a partida e, no entanto, desperdiçamos tramas de ataque ou de distribuição de jogo devido a um inexplicável nervosismo que tomou conta dos jogadores. Até Ronaldinho Gaucho estava pilhado.

Na minha visão, ou os atletas levaram para dentro de campo os 9 pontos de diferença que o Fluminense impôs ao derrotar o Coritiba ou os imbróglios decorrentes da saída tumultuada de Ronaldinho Gaúcho do Lixão Putrefato  da Gávea criaram excessivamente um sentimento de revide. Inoportuno, aliás, pois cabeça fria seria a melhor das armas em uma partida tensa.

O fato é que ambas as situações pressionaram negativamente. E o Flamengo se aproveitou disso. Parecendo temeroso de sair daqui com uma goleada no lombo _ e talvez por isso mesmo _ ensebou o jogo, teatralizou, enrolou o mais que pôde sob as vistas complacentes de Sandro Meira Ricchi.

E o Galo não soube superar a manha carioca, acostumada a contar com as benesses de arbitragem e CBF desde a era do homo sapiens, há 150 mil anos.

O título de 2012 está mais distante agora, esta que é a verdade. Mas a Libertadores está a um passo. Com 3 pontos a mais, ela estará matematicamente assegurada. E ainda faltam 15 pontos a serem disputados.

Se em 2013 Kalil mantiver a base deste timaço e reforçá-lo pontualmente com grandes jogadores (e grandes jogadores não são necessariamente grandes nomes!), o Clube Atlético Mineiro continuará orgulhando a sua fidelíssima torcida, como o fez este ano.

Se tem algum atleticano que ainda acredita no título, ótimo. Tomara que os deuses do futebol ouçam-no e armem uma brincadeira sádica para cima do Fluminense.

Eu não acredito mais. A diferença de 8 pontos é grande demais para ser tirada em 5 rodadas. Todavia, estou muito orgulhoso da campanha do Galo. Voltamos à prateleira de cima atuando bem e vencendo dentro de campo, sem ajuda de ninguém. E os adversários, ao nos enfrentar, voltaram a borrar as calças do mesmo jeito que borravam antes.

No campeonato mais sujo da história do futebol brasileiro, o GALO mais bravo e mais esporrento do mundo lutou até o fim. Fibra e honradez nos nortearam, ao contrário de um certo tricolor.

E NINGUÉM VAI NOS SEGURAR EM 2013, TENHAM A CERTEZA.

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UMA VITÓRIA E TODA UMA ESPERANÇA

Domingo à noite, ainda extasiado por toda aquela emoção que sentimos com a vitória, mandei uma DM para o Roberto pedindo para escrever sobre o feito histórico que acabara de acontecer. Após o OK do comandante, comecei a me planejar. “Vou escrever amanhã, que vou estar de cabeça fria, o calor da vitória terá passado”. Doce ilusão.

Escrevo 24 horas depois do ocorrido e o sentimento é o mesmo: olhos se enchem d’água, a pele arrepia e a tremedeira vem ao lembrar, principalmente, do gol do Leonardo Silva.

A vitória de ontem foi daquelas que os atleticanos vão guardar na memória mesmo se o título não vier. Se puxarmos pelas lembranças, encontraremos alguns jogos que, até hoje, a maioria se lembrará, como a de domingo. Exemplo: Galo 3 x 0 Marias (2004 – Fabri, Rubens Cardoso e Juninho), Galo 3 x 2 Coritiba (após estarmos perdendo por 2 a 0 lá no Couto Pereira, na tenebrosa série especial), Galo 2 x 0 São Paulo (2009, um dia após o Estudiantes day na Libertadores), etc.

Esse Atlético e Fluminense foi um dos melhores jogos que eu vi do Galo em muito tempo. Aliás, esse é um dos melhores Galos que eu vi em muito tempo, dessas escalações que eu terei orgulho de me lembrar por muitos anos (ao contrário de escalações de 2004, 2005, 2008, 2010 e 2011, vivas na memória com grande pesar).

Não sei vocês, mas não tem um dia em que eu não pare para pensar. “Velho, o Ronaldinho Gaúcho tá no Galo”. Isso já virou um bordão em meus pensamentos. Pensar que o cara já foi eleito o melhor do mundo há poucos anos atrás e que aqui no Galo ele está recuperando esse mesmo futebol me faz ter esperança demais. Esperança em dias melhores pra esse time que me fez passar por um bocado de perrengue; esperança em ver essa camisa envergada com orgulho no peito de milhões de atleticanos; esperança em ver o nome Clube Atlético Mineiro no lugar mais alto de onde for. A torcida do Galo nunca desistiu justamente para ter essa esperança que ela vem tendo agora, de que o alvinegro vingador e temido por geral, voltou com sangue nos olhos.

Podem até tentar desanimar dizendo: “Foi só uma vitória”, “A diferença é muito grande ainda”. Amigo, foda-se. Em dias de desespero, envergamos o manto com amor, empurramos o time e o tiramos de um buraco fundo demais. O que a gente vê hoje é uma coisa que não víamos há muito tempo.

Gente compromissada nos representando em campo, independente da preferência por um ou outro jogador. Se fulano gosta mais do Escudero que do Guilherme ou gosta mais do Fillipe Soutto que do Donizete, não interessa. Temos um time que nos dá orgulho, temos um time que nos faz chorar. Só que esse choro, meu irmão, não é aquele de aflição, de emputecimento com jogador que tira o pé em uma dividida.

Esse choro é de orgulho, é de esperança, que nunca deveria ter deixado de existir na vida de qualquer torcedor do Clube Atlético Mineiro.

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MÍSTICA QUE NOS EMBALA E REVIGORA!

Nem um atleticano de índole fria e distante (se é que existe um atleticano assim) seria capaz de não se emocionar com a vitória maravilhosa de ontem.

Pois não foi uma vitória qualquer. De uma só vez, demos uma voadora nos peitos do Fluminense, da CBF, do juiz da partida, da comissão de arbitragem e mais uma penca de tendenciosos imbecis deste país.

Foi, literalmente, uma conquista contra tudo e contra todos. Dentro de campo, na hora da onça beber água, o Fluminense não sabia o que fazer contra o rolo compressor em que se transformou um time de machos, de jogadores de brio, vestidos de preto e branco e dispostos a esfacelar a equipe-símbolo da vergonha em que se transformou o campeonato nacional.

E, por linhas tortas, foi o que aconteceu. Digo linhas tortas porque o Fluminense ainda conseguiu marcar dois gols. À sombra da razão, era para ter sido uma goleada de, no mínimo, uns 6 a 0. Mas eles têm um goleiro que, quando não defende, conta com uma trave amiga.

O juiz fez de tudo para atrapalhar a festa alvinegra. Anulou um gol legal do Ronaldinho, permitiu que Wellington Nem atacasse impedido, fingiu não ver uma agressão do Fred, entre outras artimanhas no meio de campo que não parecem decisivas, mas que enervam qualquer um que tenha sangue nas veias.

Foi um massacre. O Galo não negociou nenhum armistício e não aceitou bandeira branca. Qualquer resultado que não fosse a vitória seria um monumental castigo.

Do lado atleticano, Ronaldinho Gaucho foi o maestro. Mas teve a companhia de monstros como Leandro Donizeti, Bernard e Leonardo Silva. Mas como destacar só esses, sem  enaltecer o Jô, marcador de 2 gols, Marcos Rocha (que precisa treinar mais marcação), Victor, Réver, Júnior César, Pierre e Berola?

Por isso, como um atleticano emocionado e explodindo de orgulho, rendo as minhas homenagens a TODOS os jogadores e ao técnico Cuca. A nação alvinegra está vibrando nas ruas sabendo que briga ainda pelo bi-campeonato. Corações sangrando de amor explícito.

Para encerrar a crônica, divulgo aqui o que o Mike Palhano, nosso amigo que mora nos States, contou no twitter: antes do jogo, convidou alguns garotos cubanos (que brincavam na rua) para assistir à partida em sua casa. Pois qual não foi a sua surpresa ao constatar que os cubanos se encantaram tanto com o Galo que passaram a torcer como se fossem verdadeiros atleticanos. Pulavam e gritavam como se estivessem nas arquibancadas do Independência. Tenho certeza que foi um dia mágico para o Mike, ao curtir a vitória de seu time e, ao mesmo tempo, converter alguns cubanos para o bom caminho.O Galo é contagiante!

Vitória épica que nos reconduz ao caminho do título. Vitória que nos ensina, mais uma vez, a acreditar na mística de uma camisa que nos embala e revigora.

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Assistam aos melhores momentos:

NÃO TEMOS DE JOGAR BEM, TEMOS DE VENCER!

Nos próximos jogos, o Galo precisa atropelar quem aparecer pela frente. E não me custa nada dizer isso, porque não serei eu a entrar em campo para tornar essas palavras uma realidade.

Dentro de campo, o buraco é mais embaixo, como diria Nenem Prancha.

E retomar aquele futebol envolvente que encantou o país no primeiro turno é quase impossível nesta altura do campeonato. Os jogadores perderam o fio da meada em algum momento. Algo aconteceu na Cidade do Galo para afetar tanto a produção da equipe, pois não foi simplesmente uma perda parcial de performance.

O time que joga atualmente não lembra nem de longe aquele de antes, essa que é a verdade.

Mas, mesmo assim, repito: o Galo precisa atropelar os próximos adversários, seja no Independência ou fora dele.

Como fazer isso, se o time está mal? Ora, o Fluminense vem jogando como time pequeno, vem vencendo todo mundo e está na liderança à base de um futebol mais pobre do que a Etiópia. Mas tem os dois extremos mais importantes: goleiro bom e centroavante que faz gols e decide.

Nós temos goleiro, mas nos falta jogador que meta a bola na casinha. O Galo desperdiça chances na mesma proporção que as cria.

Então, é fazer como o Fluminense faz. Marcar um gol e se refugiar na defesa, passando a jogar nos contra-ataques. Já ganhamos jogos assim neste ano. Contra o Grêmio, no Olímpico, foi desse jeito.

Melhor jogar mal e botar 3 pontos na sacolinha. Só que, para isso, aquele sangue no olho tem de voltar e substituir a técnica que escafedeu-se sabe-se lá porque.

A ausência de Pierre por 15 dias foi extremamente inoportuna justo quando mais precisamos dele. Provavelmente será substituído por Richarlyson, um fabricante de faltas perto da nossa área. Fará dupla com Serginho, que marca melhor que Felippe Soutto. Aliás, qualquer um marca melhor que Felippe Soutto. Este passeia em campo e, para defendê-lo, se usa o argumento de que ele tem um ótimo passe.  Pois não vi nenhum ótimo passe no jogo contra a Portuguesa. E se ele só tem isso de bom, que se adapte em outra posição que não a de volante.

Enfim, não temos de jogar bem. Temos de vencer! Pragmatismo no futebol também faz bem. E se for para ser campeão ou obter vaga na Libertadores, o Galo tem de mudar a atitude.

Daqui para frente, tem de ser na mais pura raça!

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PORTUGUESA 1 X 1 ATLÉTICO – CADÊ AQUELE FUTEBOL?

Não foi uma “quedinha” de produção. Não foi tão simples assim.

O futebol vistoso que o Galo jogou no primeiro turno está, neste momento, em alguma obscura galáxia do universo, menos por aqui.

Hoje o time depende de uma bola fortuita para marcar um gol. Nada de jogadas trabalhadas, de triangulações, de tabelas agudas em direção ao gol.

Chutões para a área e muita reza pra dar certo quase sempre se transformam em contra ataques perigosos. E olha que até Ronaldinho Gaúcho está rifando essas bolas.

No jogo contra a Portuguesa, o futebol foi nivelado por baixo. Se a Lusa foi um time limitado, o Atlético foi muito mais. E, após a expulsão de Leonardo Silva, só não levamos o gol da derrota porque Vítor fez defesas fantásticas, embora tenha falhado no primeiro tento. Mas compensou a falha com sobras.

Da mesma forma que não temos mais aquela avalanche no ataque, hoje o meio de campo, após a saída de Pierre, abriu geral, virou uma avenida. Felippe Soutto e Serginho só marcam com o olhar, ou no máximo, com um sopro. Por isso, a defesa sofreu o pão que o diabo amassou. Os caras entravam de todos os lados e escolhiam o canto, absolutamento sozinhos, sem marcação.

O empate foi uma benesse de Deus. O resultado mais justo seria a vitória da Portuguesa, sejamos sinceros.

O título está cada vez mais longe. Mas a Libertadores é perfeitamente possível. Para isso, é necessário impedir que a equipe permaneça nesta queda livre ladeira abaixo.

Algo precisa ser feito urgentemente, sob pena de, mais uma vez, morrermos na praia.

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TEMOS DE NOS REINVENTAR!

Já passou da hora de o Galo reagir de uma vez por todas.

Se não for na bola, tem de ser na raça jogando feio, não importa, bola pro mato que o jogo é de campeonato. O que não pode acontecer é o que está acontecendo: estacionamos perto dos 50 pontos e dali não saímos nem que a vaca tussa!

Da mesma forma que o primeiro turno foi uma maravilha, o segundo está sendo um pesadelo. O esquema tático montado por Cuca, o mesmo que surpreendeu todo o Brasil, agora não passa de um plano de jogo previsível e fácil de ser contido.

Se a nossa saída de bola é com Marcos Rocha, os adversários congestionam aquele lado do campo e pronto, não há mais saída de bola por ali.

Se Bernard é a válvula de escape pela esquerda, botam ali um, dois e até três marcadores enfileirados na caça ao baixinho.

Enfim, marcaram todos os nossos pontos fortes e se queremos sair desse labirinto, temos de nos reinventar faltando apenas 12 rodadas para o final.

Que o Cuca bote a cuca pra pensar, pois do jeito que está não pode ficar. Se for necessário substituir jogadores que claramente perderam rendimento, que substitua!

Se é preciso alterar o sistema de jogo para adquirir mais competitividade, que o faça. Algo de novo necessita ser implantado para ontem, do contrário, estaremos correndo o risco real de, além de perdermos o título, perdermos também a vaga para a Libertadores.

E aí, meu amigo, seria o pior dos mundos para uma torcida que sonhou tanto este ano após o início avassalador que trouxe tantas esperanças aos corações alvinegros.

E se a queda de produção não for proveniente de técnica ou esquema tático manjado e sim de perda de foco do elenco, o presidente Kalil tem de entrar no circuito imediatamente, coisa que em 2009 ele não fez e deu no que deu.

Não podemos repetir 2009. Afinal, não há termos de comparação da equipe que temos hoje com aquela de 3 anos atrás.

A gordura que possuíamos escorreu por entre os dedos em 7 rodadas. Não importa mais, temos de seguir em frente ao invés de nos quedarmos diante de um muro de lamentações.

Mas seguir em frente de uma forma diferente é essencial nessa hora!

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NINGUÉM FALOU QUE SERIA FÁCIL!

Disputar 9 pontos nos últimos 3 jogos e só ganhar 2 significa queda de produção? Será que isso pode ser tratado como um apagão?

O fato é que estacionamos nos 44 pontos e só não deixamos escapar a liderança porque o Figueirense foi macho o suficiente para empatar um jogo em que estava perdendo de 2 a 0 para o Fluminense. E só não virou porque o bandeirinha inventou um impedimento e anulou um gol perfeitamente legal.

Aquela gordurinha foi-se. Defenestrou-se. Mas permite que o Galo siga como líder do campeonato mais difícil do mundo.

Na minha opinião, das 3 derradeiras partidas, o Galo só atuou mal no segundo tempo contra o Corinthians. Considero uma fatalidade o empate contra o cruzeiro. Nem os rivais acreditavam mais. E se a falta no Guilherme fosse marcada, seriam 3 pontos na sacolinha.

Devido à intensidade da disputa contra os smurfs da enseada, houve um natural relaxamento contra a Ponte Preta. Não estou dizendo que foi intencional, pois não foi. Embora cedendo espaços em profusão (por ter reduzido a pegada de outros jogos), agravado pelas equivocadas substituições (excessivamente ousadas) do Cuca, a equipe atuou bem.

Na primeira etapa, em pleno Pacaembu lotado, o Galo se impôs diante do Corinthians. A pegada voltou, o time marcou e atacou bem. Atuou como se estivesse no Independência. Bernard e Jô tiveram chances de marcar e não marcaram. Andam precisando treinar finalizações. Não adianta criar se não cravar a bola na casinha!

Entretanto, houve uma acentuada queda de produção no segundo tempo. Os erros foram demasiados e pela primeira vez neste campeonato, fomos dominados sem oferecermos a mínima resistência. Só reagimos quando Emerson foi expulso. E novamente fomos prejudicados com a anulação de um gol legítimo. Não houve falta do Leonardo Silva e nem impedimento. Nada vezes nada!

E, naquelas alturas, merecendo ou não, gol legal é gol no placar! Futebol é assim. Ou teríamos de abrir mão do gol porque jogávamos mal? Isso é puro surrealismo de torcedor que quer ver o time vencendo só dando show. Falácia absurda que povoou o twitter após o jogo. Fosse assim, o Fluminense não estaria na nossa cola. Pratica um futebol feio, cheio de chutões, maltrata a gorduchinha e, no entanto, está na ponta da tabela.

O sistema de marcação do Galo, desde a primeira partida, é baseado na recomposição de TODOS os jogadores sem a posse da bola. Até o Jô ajuda. É muito bacana para quem vê, mas extremamente desgastante para o atleta, não se iludam. Danilinho e Bernard talvez sejam os jogadores que mais correm quilômetros/partida no Brasil atualmente.

Isso tem um preço que se paga com pontos perdidos. O corpo humano tem seus limites. Cuca e Carlinhos Neves já devem estar dando tratos à bola na busca de uma solução que amenize esse desgaste. Se não for assim, a cada jogo a pegada será menor. E não será por preguiça, posso garantir com a mais absoluta certeza. Nem sempre querer é poder.

Enfim, espero que o Galo retome sua caminhada vitoriosa na partida de amanhã contra o Bahia e refaça a tal gordura. Este é o momento que a torcida atleticana mais precisa estar ao lado da equipe, mesmo que a momentânea instabilidade se estenda um pouco mais.

E entenda, caro irmão alvinegro, que ser líder faz de todo oponente um adversário com sangue nos olhos e potencializa suas virtudes, mesmo que poucas. Afinal, todos querem tirar uma casquinha do melhor time.

Então, bola para frente. Ninguém falou que seria fácil!

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GALODEPENDÊNCIA

Eu tenho, tu tens, ele tem. Nós temos, vós tendes, eles têm.

O torcedor do Galo está dependente. Psicologicamente afetado pela campanha do time. Quimicamente viciado na adrenalina dos jogos.

Para muitos de nós, nunca houve ano tão feliz. Todos aqueles que não viram Reinaldo, Cerezo, Éder e Luisinho jogarem, não viram nada parecido com o que é o Galo de hoje. Eu vi e o vício nunca mais passou. Nas épocas de vacas magras, vivi, qual bebum meio recuperado, um dia de cada vez. Hoje, alguns dias sem vitória dão tremedeira.

Agora, o quadro mudou de vez. Ronaldinho Gaúcho, em carne e osso, declarou que nunca foi feliz como está sendo aqui. Parece pouco? Soa como mentira para ouvidos calejados pela zoação de adversários? Pois eu garanto que representa muito, e é verdade.

É verdade porque está na cara de qualquer um que queira enxergar. Vejam os melhores momentos do jogo com a Ponte. Reparem na festa que Ronaldinho faz para Danilinho no primeiro gol. Notem como ele ficou contrariado com o empate, não deu entrevista protocolar, não falou de 3 pontos, nada disso. Foi seco: – “vacilamos”. Estava pê da vida. Você fica pê da vida com algo que não lhe importa?

Lembrem-se da comemoração longa, depois da arrancada fenomenal que as marias nunca mais vão esquecer. Ronaldinho ciscou no gramado. Ele está feliz.

E os efeitos disso? Pense no Bernard ouvindo o cara, que ele colocava no time do Playstation, dizendo que jogar no Galo é o melhor que está tendo. Pensou? Agora vá além, pense no menino-craque que está surgindo na base de qualquer outro time do Brasil, ouvindo isso. Não é óbvio que qualquer um que ouça vai se perguntar “por quê”?

Por quê um craque, um monstro da bola, com a história que ele tem, com as conquistas que tem, diria isso? E a resposta é o time sim, e é o momento dele também, mas é, ao mesmo tempo, a estrutura, a seriedade da administração e a força da torcida, que não tem igual.

Não vamos nos deixar abater pelo empate com a Ponte. Isso acontece, infelizmente. Vamos curtir o momento e apoiar o time, porque não há nada mais ATLETICANO a se fazer. Se você está vivendo isso pela primeira vez, deixe-se levar e esqueça sua corneta em casa.

É por isso que eu tenho, você tem, todos temos e, agora, Ronaldinho também tem Galodependência.

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ATLÉTICO 2 X 2 PONTE PRETA – FRUSTRA, MAS NÃO DESMERECE.

Não quero criticar um técnico que é o maior responsável pela montagem e acerto desse timaço que o Atlético é hoje.

Cuca pinçou contratações acertadíssímas, analisou as características de cada jogador e o lançou exatamente onde produz bem na engrenagem. É o responsável direto pela liderança e pela fluidez com que a equipe joga.

Por isso é que me espantei com a forma como Cuca abriu o time ontem. A entrada de Guilherme no lugar de Serginho foi uma grande sacada, pois a equipe empatava a partida. Ok. Naquele momento, tudo o que se pedia era ousadia e ele ousou no instante certo.

Entretanto, após o segundo gol, era premente uma substituição mais conservadora, que retomasse o poder de combate no meio de campo. Uma boa pedida seria Soutto no lugar de um atacante. Mas não, Cuca seguiu abrindo ainda mais e lançou Berola e Leonardo.

E aí toda a responsabilidade pela proteção à defesa ficou à cargo de um só volante, Leandro Donizeti. Foi quando a Ponte Preta, contando com espaços em profusão e uma sorte rara, empatou o jogo.

Eu não entendi a intenção. Um 2 a 1 contra Ponte Preta ou contra o Fluminense é a mesma coisa neste campeonato tão difícil. Golear a Ponte não traria resultados práticos. Afinal, guardar 3 pontos na sacolinha é o que importa, seja vencendo o Íbis ou ganhando do Barcelona. E se for de meio a zero… vale também.

Enfim, foi um deslize que, à luz da razão, serve como lição e pode até revigorar a concentração do time, se estiverem com a cabeça forte para não se abaterem. E não empana, de modo algum, o excepcional trabalho que Cuca faz. Frustra, mas não desmerece.

O Fluminense também empatou e o Grêmio encostou. Embora tenhamos ganhado apenas 2 pontos dos últimos 6 disputados, ainda somos líderes. E agora temos pela frente uma pedreira chamada Corinthians que, além de poderoso elenco, conta com a subserviência da Comissão de Arbitragem da CBF.

Bem que podíamos estar viajando para São Paulo com uma gordura de 4 pontos para o segundo colocado, mas, se não foi possível, paciência. É seguir em frente com toda garra e com todo apoio do mundo.

Espero que o Galo esteja disposto a afiar as esporas novamente e voltar a vencer. Se isso ocorrer em território paulista, será uma vitória épica!

Eu creio nisso! E você, amigo, acredita? Sua opinião é importante.

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