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O SECRETO SIGNIFICADO DE UMA VITÓRIA ROUBADA

É simples assim. Você acorda e a realidade te joga na cara o que você não quer lembrar. O pensamento que vem como uma pedrada é uma dessas verdades de Galvão Bueno: eu sabia!

Sim, eu sabia, você sabia, todos já sabíamos. Podem inventar até a décima-sexta pessoa do singular e do plural para conjugar, todo mundo já sabia: em algum momento, nós iríamos passar raiva, muita raiva, com a arbitragem. Eu não podia imaginar que viria com a agravante de ser no clássico, que iam cometer o pecado de nos roubar uma vitória de virada histórica, que ia ser um erro tão primário, estúpido mesmo, desses que nos faz pensar que vai mudar, se a gente assistir o VT algumas vezes.

Mas, que ia acontecer, isso era de conhecimento até do mundo mineral.

Então, caro amigo atleticano, o que fazer? Eu já assisti o VT e garanto: não mudou nada, lá só tem a burrice e a covardia vestidas de amarelo, a sorte e a safadeza vestidas de azul, e a garra e o talento em preto-e-branco.

Só me ocorreu uma coisa: tentar esquecer o crime perpetrado pelo mordomo, digo, o juiz, e me colocar nas chuteiras de quem pode resolver: os jogadores.

Nunca fui jogador de futebol. Na melhor das hipóteses, na infância, poderia ser tido como um “zagueiro-viril-mirim”, uma miniatura de Kanapkis. Isso e mais uma dose de juízo, e eu optei pela natação. Mas a gente aprende muito vivendo.

E, vivendo, eu consigo entender que os jogadores, depois que colocarem a cabeça no lugar, o que deve acontecer não antes de terça-feira, talvez quarta, vão perceber o que todos deveríamos estar gritando a plenos pulmões: QUE TIME SENSACIONAL!

As arbitragens vêm e vão, mas Ronaldinho fica. O VT não muda o golpe de tae-kwon-do do cavalinho azul, nem dá mais neurônios ou sinapses nervosas para o árbitro, mas os dois golaços, do nosso zagueiraço e do (ainda, ou de novo) maior craque que joga no Brasil, isso também continua gravado lá. No VT, nosso time continua se jogando em cada bola. As imagens da torcida, amputada no seu direito de ver o Galo fazer história, carregando o time na saída do CT, isso não se perde mais.

Que torcida é essa? E o cara do lado de lá? Tá jogando aquele tanto, outra vez? E o time deles? E o banco deles? Esses caras não param de correr? Essas vão ser as perguntas que TODOS os outros times vão se fazer, quando vierem jogar conosco ou nos receberem em seus estádios. O Galo bota medo, tem atitude de campeão, e não há juiz no mundo que nos tire isso. Se o time não perder isso, amigo atleticano, cada jogo começa com meia vitória. Hoje é preciso nos tirar três jogadores, mais a torcida e o árbitro dar mais doze minutos de lambuja, para empatar roubado.

No domingo, fui dormir líder, mas, antes de tudo, puto. Na segunda, acordei puto, mas, mais do que nunca, líder.

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O CLÁSSICO, A TORCIDA E O FUTURO.

Não existe clássico em que, no final, as partes concordem: “Foi um jogo ruim, os times jogaram mal”. Atlético e Cruzeiro param Belo Horizonte, mexem com as duas maiores agremiações da cidade, além de uma torcida (do Galo) e um aglomerado de purpurina. E domingo não foi diferente. Mais um jogaço, típico da tradição que ele carrega, que terminou com um empate, péssimo para o melhor time e comemorado como um título pelos acostumados a celebrar o fato de nos tirar pontos. Aliás, eles já podem festejar a Tríplice Coroa esse ano. Uma Superliga de Vôlei e dois empates “heroicos e mortais” quando tudo parecia perdido. A nossa chateação vale mais do que uma goleada para eles. Nem o Bahia comemorou tanto assim o empate no Independência.

A mediocridade do lado de lá foi provada mais uma vez nesse clássico. Dois times que estavam jogando futebol (feio, mas futebol) e, quando a torcida viu que o cerco estava fechando, apelaram e começaram a jogar coisas no gramado. O que, inclusive, deve prejudicá-los bastante para a sequência do Brasileiro. É bem provável que veremos o time do Roth jogando algumas partidas no Sapatão, em Uberlândia, ou no raio que os parta, não interessa. Quem gosta de falar do rival são eles. Vamos focar no Galo. O time arrumado que estamos acostumados a ver, mas um pouco diferente do habitual, com Bernard, a princípio, centralizado, e o Ronaldinho na esquerda, talvez querendo aproveitar o lado direito desfalcado deles. Não deu certo. Tomamos um gol bobo do Wallyson, mas empatamos no final. Um golaço do Léo Silva. Mais um golaço do Léo Silva, diga-se de passagem.

Tirando o piti proveniente das arquibancadas vaidosas, não aconteceu nada durante quase todo o segundo tempo. Até que apareceu o Ronaldinho, que deu uma de Ronaldinho. Humilhou a zaga dos caras e fez um gol que vai entrar para a história do Independência, do clássico e do futebol mineiro. Merece placa! Viramos, festejamos e vimos os descontos do juiz, provenientes do showzinho das arquibancadas. Oito minutos além dos acréscimos, que somaram mais quatro. Ou seja, um jogo de 45 minutos que durou 56. Uma zona generalizada. No final, eles foram descabelados para o ataque e conseguiram um gol, que quase destruiu nosso estádio, tamanha a felicidade em não perder. A lamentar, a falta que não foi marcada no lance em cima do Guilherme, e a perda dos pontos, já que o Flu encostou, ao vencer o morto time do Vasco.

Vamos às imparcialidades. Semana passada, o Corinthians perdeu para o Santos com um gol irregular do André, e o juiz do jogo foi execrado pela mídia, o que resultou uma revolução e demissões na comissão de arbitragem. Hoje, em um clássico disputadíssimo, os dois saíram reclamando dos caras de amarelo. Eles reclamam de faltinhas do Jô na fraca zaga deles, que não aguentava dar combate no nosso tanque, e um pênalti não marcado em um lance. Nós reclamamos dos acréscimos exageradíssimos, do espetáculo ridículo dado pelos adeptos do time ciano, e a falta no nosso atacante quando do gol de empate, no último lance. Aliás, juizão, na próxima levante uma placa “Até o Cruzeiro empatar”, ao invés de 12 minutos de acréscimos. Vamos ver o que mídia e chefes dessas comissões farão. Em um bolão comigo mesmo, eu aposto: nada.

E a torcida do Galo, hein? Até quando o clássico é de só com a torcida do Cruzeiro, a gente dá show. Milhares de torcedores foram até Vespasiano empurrar o time, mostrar, mais uma vez, que estamos juntos nessa caminhada vitoriosa. Quando a fase era ruim, a gente já apoiava incondicionalmente. Agora que estamos nessa maré de surrar todo mundo, o show da nossa parte tende só a aumentar. Preparem-se, adversários. O Independência continuará sendo um terror para quem vier aqui ousar algo contra nosso Galo.

Os torcedores azuis de ocasião voltarão essa semana. Vamos aguentar, mais uma vez, aquele papo chato deles de taças conquistadas há 15 anos, falando que não podemos falar de futebol, e tudo mais. Estamos acostumados com isso. Faz parte do desespero dos caras, que sabem que o time está entrando em um abismo do qual estamos começando a sair. Deixem eles se apegarem a esse passado e focar apenas em empurrar nosso Galo a essa conquista, que há tanto tempo sonhamos. Continuando nessa toada, o final da história tem tudo para ser feliz para nós, que tanto sofremos nos últimos anos.

Para o futuro, nada de desespero. Apesar de termos empatado três contra times medíocres e retranqueiros (Bahia, Atlético-GO e Smurfs), vamos com calma. Mas isso já pode parar, tá, Galo? Vamos tirar pontos de times que estão mais em cima. Chega de empatar com gente que não tem pretensão no campeonato. A torcida vai continuar fazendo sua parte. O atleticano sempre foi movido pelo amor ao time e pela fé em dias melhores. Parece que esse ano é o ano de acabar essa botafoguisse de nunca ganhar nada. Ou, pelo menos, o indício de um futuro bom para nós.

Ponte Preta, sinto muito. É um time simpaticozinho que até goza de certo prestígio conosco, já que deram uma lenhada dos vaidosos na nossa casa. Mas sabe como é, né? Perdemos dois pontos, isso é muita coisa. Precisamos continuar atropelando e aproveitar que o Fluminense vai pegar uma pedreira sem tamanho (Corinthians, lá em SP). Então, vai sobrar para vocês. Com a massa do lado, vai ficar feia a coisa. Vamos seguir fortes e com fé. Assim, no final, seremos premiados.

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CRUZEIRO 2 X 2 ATLÉTICO – PITIS SELVAGENS.

Um clássico jogado sob as vistas de uma torcida que protagonizou cenas da mais animalesca selvageria.

Ônibus do Galo apedrejado, policial ferido, brigas entre facções, tiros de copos d’água ao alvo (neste caso, o juiz), etc etc.

Enfim, um clima de guerra civil no Independência e fora dele. As boas regras de civilidade foram rasgadas e jogadas no lixo em nome do desespero suicida que a campanha do Atlético lhes provoca.

Estão em 8º lugar na tabela quando deveriam, com o time que possuem, estar na zona de rebaixamento. E, ao invés de comemorarem, se unham e se imolam em praça pública. Freud estudou profundamente a histeria e certamente teria a explicação na ponta da língua, se vivo fosse. Porém, como analisar pitis e rasgações de camisolas não é o nosso papel, vamos ao jogo:

Desde o primeiro toque na bola, via-se claramente que ambos os times estavam pilhados em campo. O Galo tentando suplantar o rival na técnica e o cruzeiro compensando suas limitações com muita correria.

Mesmo após o gol do cruzeiro, a sensação do atleticano era de que o gol de empate surgiria a qualquer momento, pois a equipe em campo não se abalou. A cada minuto que passava, o time melhorava.

Quando o intervalo veio com o empate assegurado, a virada era apenas uma questão de tempo. Só não sabíamos que teríamos 2 jogadores expulsos antes de acontecer. Bernard, se fosse mais experiente, não teria entrado na provocação. Em contrapartida, as faltas de Pierre foram necessárias.

E aí, com nove em campo, Ronaldinho Gaucho arrancou do meio de campo e fez um dos gols mais bonitos de sua carreira já recheada de gols antológicos. Naquele momento, a virada era fato!

Os 3 pontos estariam na sacolinha, não fosse um erro crasso do juiz, ao não marcar falta claríssima de Montillo em Guilherme. No prosseguimento da jogada, o cruzeiro empatou quando tínhamos apenas 8 jogadores no gramado. Júnior César estava sendo atendido fora de campo.

Um empate com gosto amargo de ressaca, pois era um jogo ganho com direito a firulas, mesmo com um jogador a menos.

Num ambiente hostil, com tudo contra, o Galo mostrou personalidade e atitude. Em termos físicos, deu tudo o que tinha pra dar. Foi em cada bola com apetite de forte candidato ao título e perdeu 2 pontos por uma fatalidade.

Fatalidade esta provocada por um juiz fraco, que se omitiu em lance importante e influiu diretamente no placar. Mas não seja por isso, seguiremos na jornada como líderes e donos do terreiro.

E quanto às constrangedoras cenas que fariam corar até o capeta, espero que o cruzeiro seja punido com uns 10 jogos sem torcida ou sem mando de campo. Nesse caso, terá valido a pena perdermos os 2 pontos em troca de uma ida segura da barquinha azul para a segundona.

Uma troca razoável!

(As fotos do post de hoje são uma homenagem à iniciativa da torcida atleticana em levar seu apoio ao time na porta do CT da Cidade do Galo, já que não podia entrar no Independência. São atitudes de extremado amor que nos emocionam e nos estufam o peito de orgulho. Esta é a nossa torcida, companheiro!)

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SALTO ALTO NÃO NOS PERTENCE! PRA CIMA DELES, GALO!

Era madrugada de terça pra quarta quando acordei com um sorriso no rosto. Sonhei que o Galo havia ganhado o clássico por 2×0, com 70% de posse de bola. Requinte de crueldade. Os gols saíram dos pés de R49 e Leonardo Silva. Outro requinte do ex-vaidoso.

No gol, Victor passava a tranquilidade para a monstruosa dupla de zaga, a melhor do Brasil. Os laterais avançavam com qualidade e prudência. Com a garra de sempre, Pierre e Donizete, loucos como sempre, incansáveis como nunca. Bernard personalizava o inferno alvinegro na defesa felpuda, e, R49, um gênio adestrador de raposa, deixava Jô em condições de marcar.

Acordei achando que era segunda-feira, dia 27, tamanha realidade do sonho. E percebi que todo o sonho era fruto do futebol vibrante, raçudo e bonito que o Galo vem mostrando. Um Galo de espora afiada, peito estufado. Forte e vingador.

A expectativa para o clássico das alterosas é grande, mas nossos pés se mantêm no chão, já que o salto não nos pertence. É o melhor Galo dos últimos 10 anos, mas o Galo de sempre, carregado por nós. E mesmo de longe, vamos juntos!

Cuca, faça a melhor preleção de sua vida e coloque o time em campo com a mesma gana que nos garante hoje a liderança. Joguem e vençam por nós.

Disse o técnico adversário que não estamos acostumados a disputar títulos. Então se clássico é campeonato à parte, quero ser campeã mais três vezes esse ano.

Que o sonho vire realidade. Se possível, com os mesmos requintes de crueldade.

Pra cima dos sensíveis, Galo!

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SOBRE CACHORROS E CLÁSSICOS

Eu tinha, quando criança, um dogue alemão. O representante mais ilustre da raça, para quem não ligou o nome à pessoa ou ao bicho, é o Scooby Doo. Trata-se de animal alto e até certo ponto corpulento, com uma boca gigante que os entendidos garantem desferir a mordida mais potente dentre as muitas variedades da espécie canis familiaris. Pelo tamanho, inspira medo, mas na verdade é bobão, meio desengonçado e babão. O meu scooby se chamava Brutus.

Às vezes, eu brincava com Brutus de buscar a bola. Na teoria, algo trivial na vida de um cão: eu mandava a bola, ele corria, pegava e trazia. Na teoria apenas, porque, se cachorro viesse com manual de instruções, saberíamos de antemão que o dogue alemão tem pouca ou quase nenhuma capacidade de frenagem. Por isso, quando eu jogava a bola, ela quicava uma, duas, três vezes, batia na parede e voltava. Brutus dava um, dois, três pulos e tal qual um Titanic peludo, sem conseguir parar ou desviar, atingia a parede com energia invejável! E babava, antes de voltar aos pulos atrás da bola, meio sem-graça, como que reconhecendo o vexame.

No domingo, depois do jogo com o Botafogo, já em casa, mais calmo, estava vendo o VT e, na cena do terceiro gol, uma certeza me tomou de assalto: o Fábio Ferreira, zagueiro do bota, era Brutus reencarnado pulando atrás da bola, tentando alterar-lhe a trajetória com uma patada salvadora, mas conseguindo apenas dar de cara com a trave, implacável, fria e provavelmente dolorosa.

A mesma trave que, dias antes, me fez rosnar de raiva ao impedir três gols do Galo em Goiânia, me proporcionava agora uma lembrança tão boa da minha infância.

Aliás, a cena, como um todo, me pareceu uma metáfora condensada do que tem sido o Galo, neste campeonato: o goleiro adversário olhando para trás, girando torto em câmera lenta, enquanto vê a bola cair mansa dentro do gol, o zagueiro trombando caninamente com a trave, e dois reservas do nosso time se abraçando e fazendo festa pelo gol que eles, saídos do banco, tinham recém-construído. Um gol para titular nenhum, de time nenhum, botar defeito. Entre Seedorf e Ronaldinho, ex-companheiros internacionais, famosos e agora alvinegros, devia existir um abismo de inveja naquela hora.

Quando acabou o jogo, eu pensei que aquela vitória, erguida com a determinação, a vontade, a raça e o brilho dos nossos jogadores, fechava um ciclo. Só faltava isso, me ocorreu: uma virada com requintes de crueldade, em que o time dono da situação deixa o outro empatar, quase na bacia das almas, só para minutos depois recompor o placar, como que dizendo: “aqui não, fiote, aqui é Galo!”

Passados alguns dias, pensando cada vez menos no Botafogo e mais no futuro, percebi que há ainda outras conquistas por vir, menos óbvias do que o título.

Falo, obviamente, do clássico. Não é um campeonato à parte, mas tem um gosto diferente, é uma singularidade na tabela do campeonato, verdadeiro buraco negro  concentrador de energia, positiva ou negativa, conforme se ganhe ou se perca.

Para nós, ganhar ou perder o clássico poderá representar pouco ou muito na tabela, porque tudo depende, também, dos resultados dos outros clássicos, especialmente Vasco x Flu, no Rio, e Inter x Grêmio no Sul. A rodada retrasada, aliás, em que empatamos com os falsos goianienses com um roteiro escrito por Alfred Hitchcock, deu a todos uma lição de física aplicada ao futebol, foi a inércia levada às últimas consequências na tabela do campeonato.

O clássico, entretanto, está longe de se resumir a pontos na tabela. É uma chance de coroar uma campanha que, até aqui, só merece elogios, embora alguns imbecis se esqueçam disso quando um jogador erra um passe ou perde uma bola. Que o digam Serginho, Marcos Rocha, Guilherme, monstros em campo, seja pela técnica ou pela raça, mas alvos preferenciais dessa subespécie que eu opto por chamar de Cornetas de Neanderthal, seres para os quais a evolução e o perfeito uso da massa encefálica ainda é uma possibilidade, mas não uma realidade.

Se ganharmos o clássico, teremos dado mais um passo, pequeno para o campeonato, mas grande para a campanha de recuperação de auto-estima que o Galo está prestes a concretizar de vez.

Se não ganharmos, não será o fim do mundo, mas domingo eu vou ser o melhor amigo de tudo quanto é santo, anjo da guarda e entidade, fazer tudo que puder, mandinga, superstição ou oração, para tentar ajudar à distância.

Eu vejo na atitude do time a consciência da grandeza do feito que eles estão por realizar. Neste final de semana, em especial, espero que os jogadores e o técnico saibam que, aqui de fora, tem um tsunami alvinegro apoiando e que cada bola é a bola do jogo.

O buraco, domingo, é um pouquinho mais embaixo!

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SEM MEDO DE SER FELIZ

Por José Gama Jr. –  Advogado de profissão e atleticano de coração

Em 1977 houve quem dissesse que nunca mais voltaria ao Mineirão para ver o Galo depois daquela terrível disputa de pênaltis que nos custou o campeonato brasileiro.

Jogamos hoje em um estádio que é o caldeirão do Galo. Fizemos da Arena Independência o nosso terreiro. Lá temos a força de uma fanática torcida e um aproveitamento recorde.

Em 1980, ainda menino, vi um time de craques como Reinaldo, Éder, Cerezo, João Leite, parar nos pés de um Flamengo igualmente recheado de craques, mas favorecido por uma arbitragem tendenciosa e inescrupulosa.

Hoje continuamos sendo mais prejudicados que auxiliados pela arbitragem. Mas com a televisão em todos os jogos e uma diretoria mais atuante (méritos para o Presidente Alexandre Kalil, tão criticado em outras temporadas por ser aguerrido e até radical em suas posições) já não há tanta brecha para manipulações no apito.

Tantas vezes paramos no meio do caminho, chegamos quase lá, mas não fomos campeões.  Eram campeonatos que pareciam mais copas, com disputas em mata-mata em que em dois jogos todo o trabalho de um ano podia ser jogado fora. Chegamos ao absurdo de perder o título de campeão brasileiro invictos, fruto de regulamentos confusos e injustos.

Em um campeonato por pontos corridos como o atual Brasileirão, a melhor equipe, salvo raríssimas exceções, é a campeã. O acaso pode beneficiar algum time que cresça em determinado ponto e arranque para o título, mas em quase dez anos nesse regulamento o que se viu foi que o melhor trabalho, o melhor plantel, a melhor equipe é que leva a taça.

Temos hoje um centro de treinamento que é considerado o melhor do Brasil. Temos uma comissão técnica de altíssimo nível. Temos craques como Ronaldinho Gaúcho jogando ao lado de revelações como Bernard. Temos um banco de reservas que seria titular na maioria dos times do campeonato.  E o trabalho vem dando resultados. O Galo é líder, mesmo com um jogo (estranhamente adiado) a menos.

É hora de ousar. De querer ser campeão mais do que qualquer outra coisa. De afastar todos os obstáculos internos, de passar por cima de todos os problemas, de criar uma união dentro e fora do gramado. Da torcida mais uma vez empurrar o Galo para as vitórias.

É hora de ter espírito de vencedor. Para chegar e ficar no topo, onde é o nosso lugar. Com trabalho, com suor, com mérito e com alegria. Com a alegria de campeão. É hora de ser mais uma vez campeão brasileiro, Galo!

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NO OLHO DO FURACÃO!

O Galo jogou bem o primeiro tempo, mas o Botafogo atuou melhor.

Mas, na segunda etapa o Galo tomou conta do confronto de uma forma acachapante. Contando com Ronaldinho Gaucho _ o melhor em campo _  em mais um dia inspirado, o Atlético cravou a bandeira no Independência e berrou: aqui quem manda somos nós!

Porém, após a virada, a equipe deitou sobre os louros. O penalti foi um castigo grande demais para um time  que não merecia empatar, mas que agiu como se já tivesse vencido.

E aí surgiu a imprevisibilidade de Neto Berola, que voltava após 108 dias afastado. Depois de defender chutes rasteiros de Bernard e Jô, Jefferson nunca esperaria uma bola cavada. Mas, foi o que Neto Berola fez, com o sangue frio de um matador ou a insanidade de um louco, bendito louco que é!

O maravilhoso gol de Berola nos deu o simbólico “título” de campeões do primeiro turno, com 82,4% de aproveitamento. O número, por si só, já estampa o quanto é fantástica a jornada. Nunca houve campanha mais espetacular na história do campeonato brasileiro.E dos 9 últimos brasileirões, 7 campeões do 1º turno abiscoitaram a taça ao final.

A mídia nacional está petrificada. Ao Galo é dedicado o maior tempo nos programas esportivos de TV e rádio e aí petrificados ficamos nós, pouco acostumados com isso.

A ficha caiu para aqueles que analisavam com desdém o início avassalador do Atlético, pois o tempo foi passando, as vitórias se repetindo e o equilíbrio do time se consolidando cada vez mais. Línguas foram queimadas e mentes retrógradas expandidas a forceps.

O Galo já passou por todas as situações. Já saiu perdendo e virou. Saiu vencendo e manteve. Já levou gol de empate ao final da partida e mesmo assim, ganhou…

A verdade é que a equipe está iluminada! Iluminada sim, mas ainda não é campeã de nada! Estatísticas não nos fazem campeões e nem nos garantem campanha parecida no 2º turno. Podem sinalizar tendências, mas só se transformarão em realidade dentro de campo, no calor da pegada, no sangue nos olhos e no brio de cada jogador.

O que os jogadores têm de fazer? Precisam trazer para o segundo turno toda a experiência e adrenalina acumuladas no primeiro e recomeçar como se o placar marcasse zero a zero. Manter a humildade e respeitar todos os adversários. Respeitá-los é uma coisa, temê-los é outra.

É preciso que os nossos jogadores se blindem psicologicamente contra os elogios intermináveis da imprensa. Tem hora que um elogio pode ser infinitamente mais destrutivo do que uma crítica pesada.

Não se iludam, jogadores do Galo! O CLUBE ATLÉTICO MINEIRO ESTÁ NO OLHO DO FURACÃO! E, por causa disso, armadilhas das mais variadas versões e disfarces  podem estar sendo armadas ardilosamente.

Se vocês, atentos, não perderem o foco e permanecerem com a faca afiada entre os dentes, nada será capaz de nos tirar o verdadeiro título de campeão nacional.

E aí, meus amigos, estaremos juntos em dezembro para pararmos Belo Horizonte por 3 ou 30 dias numa festa que o Brasil nunca assistiu na vida. E os que não são atleticanos sequer podem imaginar!

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A CRISE SÓ EXISTE PRA QUEM ACREDITA NELA

O último jogo do Galo foi decepcionante para toda a torcida. Empatar com o até então lanterna do campeonato depois de sair atrás no marcador, não é script para o LÍDER ISOLADO do Brasileirão. E fiz questão de escrever LÍDER ISOLADO em letras maiúsculas pensando unicamente nos “cornetas de plantão”, que pensam que “o campeonato acabou”.

Claro que não foi o melhor resultado, e como qualquer atleticano que se preze, não fiquei satisfeito com o resultado. Mas aqui segue uma informação importante para estes mesmos “cornetas”: é impossível o Galo vencer todos os jogos do Campeonato Brasileiro. Numa competição deste nível nenhum time terá 100% de aproveitamento. Entenderam?

A quantidade de gente que “chiou” pelo Twitter depois do jogo dava a entender que o Galo estava novamente lutando contra o rebaixamento. Será que a Massa, a torcida mais apaixonada do mundo todo, se esqueceu da nossa situação? Pra quem esqueceu, quem tem a “memória curta”, mesmo com o empate, o Atlético continua LÍDER ISOLADO do Brasileirão. E mais: temos o melhor ataque, a melhor defesa e estamos 3 pontos à frente do segundo colocado, mesmo com um jogo a menos.

Ninguém se lembrou dos 39 pontos, 12 vitórias, 3 empates e apenas 1 derrota. Também ninguém lembrou de olhar os demais resultados da rodada: Fluminense também empatou, Grêmio perdeu, São Paulo perdeu, Flamengo perdeu, Internacional perdeu e o Vasco empatou. Então ficou tudo como antes, do mesmo jeitinho. Se faltou sorte ou competência dentro de campo, a sorte ajudou bastante. E todo campeão precisa de um pouco de sorte também (não que contaremos sempre com ela).

Vi até gente pedindo a saída do Cuca. E não precisam me lembrar que eu também pedi a saída dele, só que no final do ano passado. Naquela época a situação era outra, mas enfim, Cuca tem demonstrado que pode comandar o Galo. Os números dele este ano comprovam isso. E admito: a manutenção dele deu estabilidade ao time e é um dos fatores que nos colocam onde estamos hoje.

O próprio Cuca disse numa entrevista que ele queria ver o comportamento da torcida quando “o resultado não aparecer”. Ele próprio, comissão técnica e jogadores, têm plena consciência de que é impossível vencer todos os jogos. E que quanto mais o Galo vencer mais fechados os oponentes entrarão contra nós. Foi exatamente isso que o Atlético-GO fez. Entrou fechado, já que jogaria desfalcado contra o líder.

De novo para aqueles de “memória curta”, pois os fatos aconteceram a menos de 10 dias, a imprensa – aí leia-se torcedor maria “travestido” de jornalista – está tentando inventar uma crise no Galo já não é de hoje. Festinhas na casa do Ronaldinho Gaúcho e briga dele com o Kalil são apenas alguns exemplos. São apenas a “ponta do iceberg”. E podemos esperar que ainda vem mais por aí. A bicharada, na situação que estão, já deixaram o “timinho” delas de lado pra se ocupar do Galo.

Na entrevista do Celso Roth após o jogo com o Fluminense, um repórter perguntou “se a mariada não estava mais preocupada com o sucesso do Galo do que com o desempenho delas”. Roth foi evasivo na resposta, porque jamais poderia confirmar isso em rede nacional. E quem cala consente: “as marias estão descontroladas”! Não suportam sequer a possibilidade do Galo levantar o caneco. Daí vem o desespero de tentar inventar uma crise.

Mas voltando à realidade, temos de focar no próximo jogo, amanhã, em casa, contra o Botafogo. Que o time entre em campo com a mesma vontade, com o mesmo compromisso, com a mesma raça que a torcida viu nos outros jogos do Brasileirão. O jogo com o Atlético-GO já terminou.

A crise existe? Sim, mas do “lado homoafetivo” da lagoa, onde moram os simpatizantes da vaidade. Então vamos deixar a mariada se afundar na crise delas e nos prepararmos para “sapecar” o Botafogo, como aperitivo, para depois “traçarmos o prato principal”: as smurfetes! E mais: prefiro ganhar dos grandes e empatar com os pequenos.

As derrotas nós deixaremos para o “lado refrigerado” da lagoa.

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ATLÉTICO-GO 1 X 1 ATLÉTICO – PERDEMOS 2 OU GANHAMOS 1?

Na jornada de um aspirante a campeão, não se pode desprezar um empate fora de casa, ainda mais quando se atua em um campo de grandes dimensões, grama alta e fofa, cujo dono conhece todos os atalhos.

Entretanto, jogando contra 10 desde os 20 minutos do primeiro tempo, deduz-se que algo faltou ao Galo.

O time só dominou o jogo a partir da expulsão de Joilson, é bom que se diga. Creio _ e posso estar errado _ que faltou aquele sangue no olho que sobrou em outras partidas.

Não sei se os jogadores, por jogarem contra o lanterna, permitiram que se instalasse em seus subconscientes _ involuntariamente _ a idéia marota de que o jogo seria fácil.

Assistindo à partida, tive a impressão que a equipe trabalhou com a hipótese de o gol sair a qualquer momento, sem muito esforço. Penteava a bola no meio, não imprimia aquela velha velocidade e não partia para dentro do adversário.

A expulsão do jogador goiano pode ter vindo para o bem ou para o mal. Depois do fato, o Atlético-GO situou os 10 jogadores atrás da linha da bola o tempo inteiro. Congestionou o seu campo defensivo e com isso, reduziu drasticamente os espaços.

Mesmo assim, o Galo mandou 3 bolas na trave e perdeu inúmeros gols, o que está se tornando uma rotina preocupante. Podem fazer muita falta lá na frente, assim como fez ontem.

A falta que Danilinho faz é gigantesca. A sua ausência modifica o modo de jogar do time alvinegro. Como Guilherme não tem a mesma característica _ e não consegue recompor a lateral _ Cuca deslocou Pierre para a cobertura de Marcos Rocha. Com isso, concede mais espaços no meio e sobrecarrega Leandro Donizeti. E a proteção à zaga fica comprometida.

Pela primeira vez no campeonato, um time entrou em nossa área até com certa facilidade. Quase sofremos o 2º gol após uma tabela simples de destruir. E que não destruímos.

A principal virtude da equipe atleticana neste campeonato, além da técnica e do entrosamento, é a gana de vencer e atropelar a quem surgir pela frente. E é justamente o que vem fazendo a diferença até agora em relação à concorrência.

Enfim, foi um empate, que em situação normal, seria comemorado. Mas também não devemos criticar excessivamente. Afinal, mantém o Galo na ponta da tabela e tendo o céu como limite. O horizonte permanece o mesmo.

O apoio e a confiança da torcida estão intactos. Não há motivo para o contrário, longe disso. Acredito que O FOCO NO TÍTULO não será abandonado de forma alguma. Mas tem de ser exercitado, na prática, jogo a jogo. Batalha a batalha.

Mesmo que seja contra o lanterna do campeonato!

Fica a dúvida: perdemos 2 pontos ou ganhamos 1? Você sabe dizer?

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ATLÉTICO 1 X 0 VASCO. MAIS UMA GOLEADA!

Antigamente, quando íamos ao Mineirão ver o Galo jogar, a pergunta que nos fazíamos era: de quanto vamos ganhar? Não havia em nossas mentes nenhuma dúvida sobre a vitória líquida e certa.

Grandes esquadrões que nos orgulharam no campo de jogo. Grandes jogadores que defenderam esta camisa como se defende uma mãe ou um pai.

Pois a mística desse manto tantas vezes reverenciada por aqueles antigos atletas ressurgiu, incólume, entranhada no coração de Victor, Marcos Rocha, Leonardo Silva, Réver, Rafael Marques, Júnior César, Pierre, Leandro Donizeti, Guilherme, Danilinho, Ronaldinho Gaucho, Jô, Bernard, Escudero, Giovani, Serginho e todo o elenco. Um time aguerrido, um time de luta, que parte para cima do adversário com bravura, com a mesma alma alvinegra presente nas arquibancadas.

O furor alucinante da equipe, ao enfrentar mais uma rodada, é como bradar ao mundo esportivo do país, ainda assustado com o que vê: AQUI É GALO, PÔ!

E a certeza da vitória é, novamente, parte de nosso cotidiano. Não sabemos qual será o placar, mas que vamos vencer… ah, isso é líquido e certo. Como disse Ronaldinho Gaucho, semanas atrás: não vai ser fácil derrotar o Atlético!

E não vai ser mesmo. Ontem o Vasco conseguiu, por méritos, dar um chute a gol. Repito: o vice-líder do campeonato brasileiro logrou dar UM chute a gol durante 90 minutos de partida!

Pela primeira vez, Ronaldinho Gaucho fez uma partida fantástica. Marcos Rocha, Réver, Leonardo Silva e Leandro Donizeti se destacaram, mas em todas as linhas o Galo se impôs com qualidade e força. O jogo foi 1 a 0 como poderia ser de 3 ou 4. O Atlético atropelou o Vasco, essa que é a verdade. Foi uma goleada em termos de volume de jogo.

A não ser por aquele chute do Carlos Alberto (na única finalização do Vasco), quase não fomos incomodados. O sistema defensivo do Galo, protegido por Pierre (um monstro) e Leandro Donizeti, se torna cada vez mais inexpugnável. Isso porque, além dos volantes, os ponteiros também recompõem. E os atacantes combatem os volantes.

Esse time do Galo é uma MÁQUINA DE GUERRA! Defensiva e ofensivamente falando. Não negocia rendições, nem tampouco reconhece bandeira branca!

Joga feio quando precisa, articula seus setores de forma inteligente e não perde, em nenhum momento, a velocidade. Velocidade esta que só é possível com muito treino, com muito conjunto.

Times lentos são aqueles que não possuem suas peças azeitadas para trabalharem sincronizadas, uma vez que os atletas precisam de um segundo a mais para localizar o companheiro. Ao contrário do grupo atleticano, que quando um jogador recebe a bola, já antevê a movimentação do outro. Ele sabe, ele sente. Daí vem a rapidez que a equipe apresenta.

Que nossos jogadores não sofram influências externas, capitaneadas por clubes, CBF e imprensa do eixo RJ/SP. E pior, abonadas pela mídia mineira que não quer ser campeã, sabe-se lá porque!

Os acontecimentos banais de um CT são potencializados e elevados à categoria de escândalos. Neste momento, todo cuidado é pouco no sentido de blindar uma equipe guerreira, que não deixa pedra sobre pedra por onde passa.

NADA VAI ALTERAR O RITMO DESSA JORNADA! Absolutamente nada! Estamos atentos e fechados com o time até na tampa!

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Assistam a seguir o vídeo de Eduardo Rodrigues, colunista do L&N. É um desabafo de um atleticano revoltado com as seguidas tentativas de desestabilização do ambiente da equipe, através de fofocas e invenções da mídia. NÃO PERCA!

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JUIZES, ESTAMOS VIGIANDO VOCÊS!

A camuflagem dos fatos tirando os méritos de um líder incontestável.

Os dois últimos jogos do Galo deixam claro o quanto teremos que lutar contra tudo e contra todos para chegar ao título. Já sabíamos? Sim. Mas nem por isso iremos apanhar calados, sem expressar nossa indignação.

Erros acontecem e sempre irão acontecer. Mas porque eles, em sua grande maioria, são contra o Galo?

Vamos iniciar no jogo contra o Santos, na última quinta feira, onde a qualidade e a raça do time, superou os “erros” da arbitragem.

A arbitragem da partida foi de Antônio Denival de Morais (PR), auxiliado por Roberto Braatz (Fifa/PR) e José Carlos Dias Passos (PR).

O Sr. Denival de Morais segurou a partida com inversão de faltas e deixando de aplicar cartões, o que tem sido corriqueiro.

Mas o que mais chamou atenção foi o 1° impedimento da partida, quando o jogo ainda estava 0 x 0, e o auxiliar José Carlos Dias marca um impedimento em uma lançamento do R49 para Jô, onde o mesmo tinha, no mínimo, 1 metro de condição.

Os outros dois lances são na mesma linha. Um gol de Bernard anulado pelo auxiliar Roberto Braatz, que estava na mesma linha em sua visão. O outro, em mais um lançamento de R49 para Jô, que sai no meio de dois zagueiros e o mesmo Roberto Braatz marca novamente o impedimento. Nesse lance Jô não chega a concluir, mas estava cara a cara com o goleiro, a metros de distancia do último zagueiro.

O que intriga nos lances de mesma linha é o porque de, na dúvida, anular (vejam no video abaixo, os três lances citados com tira teima, bem como os lances printados).

Link vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=YNXehFdzF1s&feature=context-gau

Pois bem, passada a terrível arbitragem do jogo contra o Santos, já estávamos preparados para o que poderia vir no jogo de 9 pontos (essa seria nossa diferença em caso de vitória) contra o Fluminense.

Esse jogo eu faço questão de destrinchar, e desmascarar toda essa onda que está sendo criada, dizendo que o Galo foi beneficiado.

Pois bem, o GALO foi PREJUDICADO e 3 pontos eram o correto ontem. Vejam abaixo:

1° – Logo aos dois minutos de jogo, Bernard sofre falta maldosa de Walace, que já tenta intimida-lo, dando uma cotovelada por trás, em um lance no meio campo. O arbitro, Sr. Rodrigo Braguetto (SP), marca apenas falta.

2° – Aos 6:50min do 1° tempo, falta inventada pelo auxiliar Carlos Berkenbrock (SP), onde Welington Nem se joga, na lateral do ataque do Fluminense, e o arbitro “entende” que houve carga por trás. Essa falta foi uma dos agravantes para o cartão que alguns minutos depois, Jr. César receberia.

3° – 10:30min do 1° tempo, cartão para Jr. César por falta seguida e por trás em Welington Nem. Atentem não para o cartão, mas para um detalhe importante, que será comparado a um lance capital do jogo. O Fluminense tenta bater essa falta rapidamente e o juiz manda voltar, pois ESTAVA ANOTANDO O CARTÃO QUE HAVIA DADO EM JR. CÉSAR.

4° – Aos 13:35min do 1° tempo, Gum corta um lançamento com a mão, onde a bola iria sobrar para Jô e Bernard, sozinhos, na entrada da área. O Sr. Rodrigo Braguetto marca apenas falta. Este cartão deixaria o zagueiro do Fluminense pendurado por todo o jogo, sem poder matar jogadas com faltas, como o fez em algumas oportunidades. (veja no vídeo abaixo.)

Link vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=JOS1f51MzBI&feature=context-gau

5° – 15:40min do 1° tempo, Walace comete falta por trás em Marcos Rocha, fora do lance de bola e leva cartão amarelo.

6° – Deco, aos 16:35min do 1° tempo, entra de forma maldosa, pisando no tornozelo de Pierre, na intermediária do ataque do Galo. Falta que, dependendo da interpretação do juiz, poderia ser expulsão. Mais uma vez, o Sr. Rodrigo Braguetto contemporizou e marcou apenas falta.

7° – Aos 22:29min do 1° tempo, Walace dá um rapa por trás em Bernard, quase na grande lua, do lado direito de ataque do Galo. O juiz dá a vantagem e, no fim do lance, não adverte Walace com o 2° cartão amarelo.

8° – O PENALTI: 24:26min do 1° tempo, em lance pela esquerda, Jr. César cruza a bola para área a meia altura, a bola resvala na coxa de Walace, que continua com o movimento do corpo para frente e deixa o braço para interceptar a bola, dentro da área. Além do penalti, mais um lance de cartão amarelo para Walace, que seria expulso. O comentarista André Lofredo teve a mesma opinião no momento, porém o lance caiu no esquecimento e não foi mais comentado na transmissão. Na Globo Minas, Marcio Rezende de Freitas não quis voltar atrás em sua 1° opinião, e permanece informando que nada houve. (Veja o lance no vídeo abaixo.)

Link vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=FGrgU8c6lzk&feature=context-gau

9° – 34:27min do 1° tempo, Deco mais uma vez, comete falta dura. Dessa vez, na beira do campo, Jr. César saindo em velocidade, Deco lhe dá um pontapé. Juiz marca falta e mais uma vez não aplica cartão amarelo, pois seria expulsão.

10° – O Sr. Marcio Rezende de Freitas, comentarista de arbitragem, tenta justificar no progama MG Esporte Clube, sua opinião a respeito do penalti cometido por Walace, comparando-o com um lance de Danilinho, que aconteceu aos 14:35min do 2° tempo, onde à queima roupa, o mesmo toma uma bolada dentro da área, a bola batendo em sua barriga e no braço, que está junto ao corpo, sem tempo de movimentar para trás.

11° – Aos 17:10min do 2° tempo, Walace chega de sola atingindo a coxa de Bernard (as câmeras flagram a marca deixada), e o juiz sequer marca falta. Mais um lance de amarelo, que prorrogou a permanência de Walace em campo.

12° – O LANCE DO BENEFÍCIO AO GALO – Já aos 42:07min do 2° tempo, Pierre comete falta em contra ataque do Fluminense e é advertido com cartão amarelo. O Fluminense bate a falta rapidamente, com o juiz ainda com cartão na mão para anotação. Ele guarda o cartão e deixa o lance seguir, quando é marcado impedimento errôneo pelo auxiliar e o gol de Fred é anulado.

Pois bem, voltem ao 3° tópico do texto, onde digo que aquele lance da falta de Jr. César seria capital para interpretação desse lance de gol anulado do Fluminense. Sim, ele usou outro critério e NÃO mandou voltar a falta para anotar no cartão (conforme havia feito no 1° tempo) e conforme está nas Regras do Jogo e Diretório para Árbitro (regra 12), pág 88, que pode ser lida no http://www.cbf.com.br/media/58890/regras%20de%20futebol%202012-internet-ok.pdf

No vídeo abaixo, que eu mesmo gravei no VT que foi exibido no canal PFC, o lance está completo, e nota-se claramente o juiz guardando o cartão, sem nenhuma anotação, e correndo em direção ao lance. Nos melhores momentos, editado pela Globo/Sportv, o lance inicia no passe dado para o Fred, e esconde que o LANCE ERA IRREGULAR.

Link vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=MNrusiL1GHg&feature=g-upl

E agora, será que a imprensa tem coragem de falar sobre tudo que coloquei acima?

Ainda teremos Atleticanos dizendo que fomos beneficiados? Para quem duvidar da veracidade do que escrevi acima, basta ver o VT COMPLETO da partida.

No jogo contra o São Paulo, fiz uma análise, e disse que a diretoria e a torcida têm que tomar uma atitude agora, enquanto há tempo.

Esse jogo com o Fluminense deve ser desmascarado e essa onda de “beneficiado” tem que parar.

Contra tudo e contra todos? Essa frase é pouco perto da guerra que estamos enfrentando.

Com fé e humildade, vamos em frente, e de olhos abertos!!!

COM O GALO VOCÊS NÃO BRINCAM MAIS!!

Abraços!

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ATLÉTICO 2 X 0 SANTOS – COM ESSE TIME NÃO SE BRINCA!

Com direito a uma recepção de arrepiar até o mais frio dos mortais, a equipe do Galo soube, desde sua chegada ao Independência, que o apoio da Massa seria avassalador.

O infernal tsunami alvinegro voltou em grande estilo para manter viva a chama da esperança e mostrar que aquela fidelidade incondicional é eterna.

E foi assim que os jogadores, contagiados pelo espírito vibrante que receberam da torcida lá fora, transformaram-no, dentro do gramado, em energia para lutar em busca de mais uma vitória.

Porém, não foi uma vitória tranquila. O Santos, apesar de desfalcado de 7 jogadores, demonstrou que a Vila Belmiro é uma fábrica de bons jogadores. E atuou muito bem, essa que é a verdade.

Mas enfrentar o Atlético hoje em dia não é uma tarefa das mais fáceis. Além de jogar em toques de primeira, lançamentos inesperados, triangulações em todos os setores, o Galo combate o oponente com uma gana inigualável.

Só para ilustrar: O Atlético, com a bola, tem dois pontas direitas (Danilinho e Marcos Rocha). Sem a bola, tem dois laterais direitos! Ou seja, o espaço para o adversário jogar fica muito reduzido, pois no meio e na esquerda ocorrem a mesma coisa.

Equilíbrio e iniciativa são as marcas dessa equipe que eu reputo, neste momento, um verdadeiro timaço. Vai jogar bonito assim lá longe! E jogam feio quando é preciso.

Ontem, Victor assistiu ao jogo, mas quando o jogador santista deu aquela cabeçada fulminante, lá estava ele para realizar monumental defesa. Goleiro bom é para essas horas!

Na minha opinião, todos jogaram muito bem. Entretanto, eu seria injusto se não citasse a espetacular partida que Marcos Rocha fez. Autor de 2 assistências, o garoto mostrou que está em grande forma. No mesmo nível, Danilinho e Ronaldinho Gaucho sobressaíram com um trabalho incansavelmente coletivo.

O bom no Galo é que ninguém fica penteando a bola procurando aparecer mais do que os outros. Ali dentro das 4 linhas, qualquer espectador enxerga só seriedade. E, exatamente por ser assim, vê COMPETÊNCIA EM SUA FORMA MAIS PURA!

Competência para vencer os 11 adversários e mais o trio de árbitros, que fizeram de tudo para mudar o resultado do jogo. Marcamos 4 gols para valerem 2. No próximo post, o Eduardo Rodrigues falará a respeito, por isso, evitarei aprofundar-me no assunto.

Mas a verdade é que forças ocultas _ como eu tinha previsto _ já estão se organizando para jogarem água na nossa fervura. Ontem foi uma palhaçada explícita em pleno Independência, na fuça de 20 mil torcedores! Precisamos nos unir contra o esse apito assaltante que altera, na maior cara de pau, os resultados de todo o trabalho de um clube.

Estão tentando fazer do campeonato brasileiro um campeonato espanhol, onde só existem 2 times, Barcelona e Real Madrid. Aqui seriam Corinthians e Flamengo. E o resto que se dane!

Enfim, com juiz ou sem juiz, acondicionamos mais 3 pontos na sacolinha e somos o time com melhor aproveitamento nas 12 primeiras rodadas na era dos pontos corridos.

E se o Fluminense não abrir o olho, vai levar uma tamancada em pleno Engenhão. Com esse time NÃO SE BRINCA, meu amigo!

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Assistam aos melhores momentos:

SPORT 1 X 4 ATLÉTICO – BERNARD NELES!

Nem chuva, nem campo ruim, nem torcida contra são capazes de frear a tenacidade de um time que não teme ninguém.

Nem por um momento, mesmo quando perdia por 1 a 0, eu duvidei da vitória. Isso não é arrogância ridícula de líder não. Isso é CONFIANÇA na solidez do esquema e na entrega desmedida de cada jogador que veste hoje esta camisa.

O segundo tempo do Atlético foi primoroso, no mesmo nível daquela monumental apresentação contra o Internacional. O que não encaixou na primeira etapa entrou nos eixos na segunda. A partir daí, o time tomou conta do jogo, deu uma banana pra torcida rubro-negra e partiu para uma goleada histórica.

O Galo jogou como se estivesse em casa. Atuou com absoluta autoridade e sobrou nas quatro linhas. Não respeitou o terreno adversário, assim como Bernard, um garoto de 19 anos, não respeita os mais velhos.

Bernard foi atrevido, guerreiro, inteligente e merece todos os demais adjetivos elogiosos que restarem. Um espetáculo à parte, cujo ingresso deveria ser cobrado separadamente. Participou dos 3 gols e encerrou o show de gala com um golaço que qualquer craque consagrado assinaria.

E o garoto, pouco a pouco, num plantel recheado de grandes nomes, vai se tornando  um ídolo autêntico da Massa atleticana. Sugiro ao Kalil, como ação preventiva, reajustar o seu contrato de forma a multiplicar o valor da multa rescisória. Prevenir não machuca ninguém.

Mas Bernard não jogou sozinho. Ronaldinho Gaucho, apesar de muito marcado, também se destacou. Gradualmente vai aprendendo a achar os companheiros em campo. E me encanta o entusiamo dele ao comemorar cada gol. Havia tempos que eu não o via assim, com gosto de jogar futebol. No meu entender, o gaúcho reencontrou a alegria de correr atrás de uma bola.

Elogiar Pierre, Réver e Leandro Donizeti é chover no molhado. São incrivelmente regulares. Por mais estranho que pareça, Leonardo Silva não marcou o seu gol. Victor não teve culpa naquela bola cruzada e mesmo que tivesse, pouco me importaria. A segurança que ele trouxe ao sistema defensivo é qualquer coisa de gigantesca. Além do mais, o primeiro gol foi fruto de uma saída rápida de bola que partiu de suas mãos para Júnior César, que acionou Bernard, que por sua vez lançou Ronaldinho Gaucho que dividiu e sobrou para Danilinho. Pegou a defesa do Sport de calças na mão.

Marcos Rocha vem crescendo muito de produção. Ontem, o lateral esteve à altura dos melhores em campo. Jô e Danilinho são importantes demais nesta equipe, não se enganem. Danilinho, que é o jogador mais criticado por aqueles que não leem as entrelinhas do futebol, ironicamente é o artilheiro do time no campeonato nacional.

Enquanto o Galo atropela os adversários, alguns secam, mesmo porque é a única coisa que lhes resta fazer. Fred, centroavante do Fluminense e cruzeirense assumido (faz tempo que saiu do armário), disse antes do jogo que ia torcer dobrado contra o Atlético. A Denize Barros Abreu, apaixonada atleticana exilada nos States, tem uma boa resposta para ele: PRAGA DE MARIA VELHA NÃO MATA GALO GORDO!

Enfim, foi mais uma vitória de uma equipe que, não tenho dúvidas, segue em busca do título nacional. E se permanecer com os pés no chão, sem se empolgar demasiadamente e não abandonar a pegada, tem tudo para, ao final do ano, lotar os hospitais de atleticanos com os corações implodidos no peito!

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ATLÉTICO 3 X 1 INTERNACIONAL – UM VAREIO DE BOLA!

Nos primeiros minutos, o Internacional até que tentou alcançar algo parecido com equilíbrio de forças. Porém, depois daquele início, o que se viu no Independência lotado foi o Galo tomar conta do jogo de uma maneira que poucas vezes eu assisti nos últimos anos.

E não me digam que foi por causa da expulsão de D’Alessandro, porque não foi. O argentino saiu de campo aos 38 minutos da primeira etapa. No transcorrer de todo o primeiro tempo (e não só depois de sua exclusão), o Atlético efetuou 272 passes contra 114 do Inter. Finalizou 6 vezes contra 0, teve 11 dribles contra 5 e desarmou 18 vezes contra 10 (números gentilmente cedidos pelo jornalista Mário Marra).

Foi um domínio absurdo sobre um clube de tradição e que tem um dos melhores plantéis deste campeonato. O Internacional levou um verdadeiro vareio de bola nos 45 minutos iniciais, essa é que é a verdade! Não viram a cor da bola, não conseguiram dar sequer UM chute a gol.

Na segunda etapa, depois do gol de Leonardo Silva, o Galo se desconcentrou e levou o gol. A partir daí, as trocas de passes rasteiros _ a principal tônica do primeiro tempo _ foram esquecidas e o jogo se tornou equilibrado… por uns 10 minutos. Pois, logo depois, o conjunto se refez, compactou-se como antes e retomou as rédeas de um jogo que pode ser considerado a sua melhor performance em 2012.

E a vitória, além de representar mais 3 pontos na sacolinha, implodiu um tabu de 10 anos sem vencer o colorado gaúcho. Neste ano, o Atlético vem estraçalhando tabus um atrás do outro. Tomara que consiga superar o mais antigo, o mais ansiado por todos nós, aquele que representa mais de 40 anos sem acontecer.

Na minha concepção, os destaques positivos foram todos os jogadores. Se eu os nomeasse, poderia cometer injustiças. Até que eu tentei, mas apaguei logo em seguida porque seria obrigado a relacionar o time completo. Uns mais, outros menos. Mas, mesmo assim, resultaria num post longo demais para ser publicado aqui.

Reverencio novamente a raça com que a equipe encara cada jogo. Cada bola é disputada como se fosse o salário do fim do mês. Você vê um jogador adversário com a bola e 3 ou 4 atleticanos dando combate ao mesmo tempo. O cara nem tem tempo de raciocinar.

Que bom que está sendo assim. O atleticano está feliz e sobretudo, orgulhoso. Agora vamos ao Recife para mais uma jornada vitoriosa.

Que o Sport seja a nova vítima de um time valente e com sangue nos olhos!

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Assista aos melhores momentos:

FIGUEIRENSE 3 X 4 ATLÉTICO – A CANÇÃO DO GALO!

Quando o placar de 3 a 1 para o Figueirense iluminou o estádio Orlando Scarpelli, eu quase desliguei a televisão. Naquele momento, a equipe atleticana estava tão perdida em campo _ sobretudo a defesa _ que o destino da partida tendia mais para o quarto gol do Figueira do que para o segundo do Galo.

Bem acostumado com as vitórias seguidas neste ano, eu olhava a tela estupefato com mais uma bola inimiga estufando as nossas redes.

Foi bom enquanto durou, pensei, dentro do espírito trágico e pessimista que é da natureza do atleticano. Depois de tantos anos amargurando o coração com campanhas medíocres, o amor pelo clube permanece inacreditavelmente intacto. Mas a confiança nos diversos times montados nesses anos foi pro beleléu.

E justo quando um plantel reconquista a fé da torcida, eu o vejo ali, inerte e alquebrado ante um adversário apenas razoável, mas que já enfeitava jogadas para inflamar ainda mais a torcida. O Galo estava abatido e sem reação.

Sem reação? Ledo engano. Glorioso engano! Numa bola alçada por Ronaldinho Gaucho, Leonardo Silva sobe, cabeceia e inicia o verdadeiro canto do Galo. Uma canção que dignifica a raça, a verdadeira entrega, aquilo que se denomina “o coração na ponta da chuteira”. Uma melodia alvinegra cantada pela alma e pelos pés.

E os acordes se estenderam maravilhosamente afinados no cruzamento de Jô para a cabeçada redentora de Bernard, o baixinho com a maior estatura que eu já vi na vida. Um 3 a 3 inimaginável! Um empate obtido pela férrea recusa de aceitar a derrota.

Mas não foi só. Não bastava um empate para confortar a imensa nação atleticana de unhas roídas e de olho comprido na telinha. O time se mandou para o ataque, enquanto o time do Figueirense, tal como eu nos 3 a 1, queria desligar a televisão a todo custo.

Mas não deu tempo. Guilherme recebeu a bola na frente da área, levantou a cabeça, não tinha jogada, mas vislumbrou um lançamento para Serginho. Reparem no VT que a bola de Guilherme passou milimetricamente entre dois defensores do Figueira antes de chegar à Serginho. Este foi à linha de fundo e rolou para o mesmo Guilherme decretar o que seria a virada mais sensacional deste campeonato brasileiro.

Vitória maiúscula da garra, da raça, da reconstrução da verdadeira identidade do Clube Atlético Mineiro, cuja história foi feita de conquistas épicas alcançadas com muito suor e valentia!

Este é o Galo que eu conheci quando cheguei a Belo Horizonte com 7 anos de idade. Foi por este Galo que eu me apaixonei e, por causa dele, perdi empregos, namoradas e quase afundei casamentos. E outras “cositas mas”.

Este é o NOSSO Atlético. Independentemente de quem jogou mal ou bem, louvo a  fé inabalável na virada quase impossível. Homenageio os que honraram esta sagrada camisa e nos orgulharam como um bom filho orgulha o pai!

O líder permanece mais líder do que nunca… e não será qualquer um que nos derrubará! Tenham a certeza disso.

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GRÊMIO 0 X 1 ATLÉTICO – NA BOLA E NA RAÇA!

A repetição de jogos sempre com uma enorme gana e a mesma obediência tática começam a consolidar um sentimento de segurança na mente do atleticano.

A Massa está voltando, pouco a pouco, a acreditar que é possível. E esse clima de confiança mútua é que dará a liga necessária para a equipe deslanchar de vez, tenho certeza.

Não ganhamos absolutamente nada ainda. Estamos apenas na 7ª rodada de um dos campeonatos mais difíceis do mundo. Mas se avaliarmos com justiça a doação coletiva do time em busca de um mesmo objetivo, nós temos de abraçar a mesma causa e seguirmos, time e torcida, por um só caminho, ao som glorioso de um só hino. E que, a partir de agora, se decrete o fim das vaias, PELO AMOR DE DEUS!

Ontem foi na bola e na raça! O Grêmio, no início, se lançou ao ataque como sempre faz no Olímpico. O Galo se retraiu demasiadamente e a impressão que se tinha era que o time sulista marcaria a qualquer momento.

Entretanto, o Atlético foi encaixando seu jogo de acordo com o que ia conhecendo de seu adversário. Em bloco defensivo sólido, contentava-se apenas com os contra-ataques, mas estes eram rápidos e agudos.

Num destes, depois de escanteio, Bernard alcançou uma bola perdida, aplicou dois lençóis em dois gremistas e serviu com afeto e com açucar a Jô, que estufou as redes de voleio. Um golaço que merece uma placa no Olímpico!

A partir daí, o Atlético se fechou ainda mais e apostou todas as suas fichas nos contra golpes. E foi assim até o final da partida. Sobretudo no 2º tempo, parecia que o Grêmio sufocava o Galo em seu campo. Mera ilusão. Enquanto o tricolor gaúcho atacava, o Atlético perdia gols. Mais um ataque do Grêmio, mais um gol perdido pelo Galo.

Uma palavra define bem o comportamento tático da equipe: CIRÚRGICO!

Enquanto a torcida gremista vaiava Ronaldinho Gaucho, Bernard partia como um bólido pela esquerda. Só a jogada do gol pagaria qualquer ingresso, seja VIP ou popular. Na minha opinião, foi novamente o melhor em campo. Outro destaque foi Danilinho. O sacrifício de seu próprio estilo em favor do trabalho coletivo, atuando entre os volantes e na cobertura do lateral-direito, além de encontrar forças para estar na área adversária, é digno de admiração de quem entende de futebol.

E na esquerda, Bernard fez o mesmo. Ouso dizer que Bernard e Danilinho hoje são o esteio do esquema do Galo, embora Bernard tenha um papel mais ofensivo que Danilinho. Sinceramente, com tanto esforço físico, receio pelas condições dos dois até o fim da temporada.

Destacar Pierre e Donizeti está virando lugar-comum. Ambos são um terror para qualquer oponente. Zé Roberto que o diga. O máximo que conseguiu foi simular faltas a toda hora e trocar passes laterais. A cada dia que passa, fica mais difícil suplantar a dupla de buldogues na proteção à zaga. Um completa o outro como azeite e salada.

Embora Bernard tenha sido o melhor da partida, sou obrigado a dar destaque especial  à hombridade de Giovanni. Entrou em campo sabendo que no próximo jogo estará na reserva de Victor. No entanto, honrou a camisa e agiu com personalidade ímpar. E, acabou fazendo a sua melhor partida pelo Atlético. Ontem, Giovanni defendeu até pensamento. Será uma peça importante na campanha deste ano, não tenha dúvidas.

Não há destaques negativos. TODOS deixaram no gramado do Olímpico o suor da raça atleticana.

Uma bela vitória que encheu a nação alvinegra de orgulho e de esperança!

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ATLÉTICO 5 X 1 NÁUTICO – QUE ESSA LUTA SEJA ETERNA!

Alguns dirão que foi uma goleada construída sobre um adversário fraco, candidato em potencial a cair para a segunda divisão.

Pois eu digo que em futebol não existe isso. O Bahia veio aqui e arrancou dois pontos do Galo. Ontem, a Portuguesa ganhou do mesmo São Paulo que havia nos vencido.

Portanto, pontuo a goleada sobre o Náutico _ que não é fraco _ com o mesmo valor de qualquer outra vitória, seja contra os mais fortes, seja contra os chamados “fracos”.

Diante de uma torcida impaciente e louca para disparar o botão da vaia, o Galo jogou mal os primeiros 28 minutos. Porque exatamente 28 minutos? Porque tinha em campo um Richarlyson mais preocupado em levantar a bola em lançamentos malucos, do que em mantê-la na grama, que é onde ela gosta de ficar. Afinal, como dizia um técnico antigo, a bola é feita de couro de vaca e vaca gosta é de grama.

A coragem de Cuca em trocá-lo ainda na primeira etapa é digna de elogios, pois a partir da substituição, a história da partida tomou novos rumos e impôs ao Náutico o enfrentamento da verdadeira equipe do Atlético e não aquela contra quem media forças até então. Louve-se a capacidade de leitura de jogo do treinador.

E, a partir daí, consolidar a goleada foi apenas questão de tempo. Para quem foi ao Independência para ver Ronaldinho Gaúcho, viu o futebol atrevido do melhor em campo: Bernard. O garoto, após a perda de 2 gols feitos contra o São Paulo, não se abateu e buscou brio para se superar. Isso é para poucos. Chama-se personalidade e vergonha na cara! Fez ontem a sua melhor partida pelo Atlético.

Jô, apesar de não marcar, deu um trabalho incrível aos zagueiros timbus. Além disso, ainda cavou um penalti que não existiu, a bem da verdade. Se não fôssemos tão garfados no decorrer dos jogos, eu lamentaria. Mas sabemos que o retrospecto é muito diferente.

Também merece destaque especial o Serginho que ontem não foi Serginho. E por não sê-lo, acertou todos os passes, lançamentos, cabeçadas, ganhou todas as divididas e ainda arrumou tempo para quase marcar um gol de placa. Posso dizer que, não fosse Serginho entrar no lugar de Richarlyson, o resultado não seria o mesmo. Ele acertou a equipe em questão de minutos. A César o que é de César.

Embora o time se ressinta da presença de um grande goleiro, creio que Cuca está no caminho certo. Vê-se claramente que o conjunto de jogadores tem padrão de jogo, consciência para compactar-se, recomposição rápida sem a bola. Mas ainda peca nos contra-ataques, quando surpreende o adversário com o calção na mão. Falta precisão no penúltimo ou no último passe.

Não posso esquecer de destacar a atuação de Leandro Donizeti, um verdadeiro buldogue na proteção à zaga, mas que também sai jogando com qualidade. Donizeti na reserva de Richarlyson é uma piada que se conta para rir, mas que provoca prantos desesperados. No meu entender, Pierre e Donizeti formam uma das melhores duplas de volantes deste país. E, até aqui, Cuca não usufrui de seus serviços. Não dá para entender.

Um Júnior César vibrante, raçudo e participativo só reforça o acerto de sua contratação. Parece que foi criado dentro da Cidade do Galo, tal a sua identificação com a camisa alvinegra.

Enfim, 3 pontos se acomodaram na sacolinha. Estamos na vice-liderança de um campeonato longo e desgastante, porém, se o Atlético permanecer lutando por cada bola como se fosse a última, a esperança de grandes conquistas se manterá viva.

O Galo está encarando o início deste brasileirão com muita seriedade e dedicação, como se estivesse na reta final. Como disse Ronaldinho Gaúcho, ao final do jogo: “Vai ser difícil parar a gente!” Que esse espírito não se perca no decorrer da jornada!

Ainda falta muito chão pela frente! Que sigamos unidos pelo Galo!

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Assista aos melhores momentos:

SÃO PAULO 1 X 0 ATLÉTICO – NÃO PRECISAMOS SACRIFICAR NINGUÉM!

Não vi o Galo ser dominado no Morumbi e nem se acovardar como em recentes épocas.

Vi um time confiante em sua força enfrentar um dos melhores elencos do Brasil e jogar de igual para igual. E em alguns momentos do 2º tempo, até empurrar o São Paulo para o seu campo.

Perdeu, ok, mas nem tanto ao céu nem tanto ao inferno. Uma derrota não significa eternamente choro e ranger de dentes.

Não vou aqui procurar culpados. Alguns jogaram mal e outros bem. Danilinho não repetiu a performance do jogo passado, Jô não se destacou porque a bola não chegou nele, Ronaldinho Gaucho foi peça nula no meio, Carlos César nos deu a certeza de que a posição é do Marcos Rocha e Giovanni, embora venha crescendo, tomou um gol defensável.

Bernard, com apenas 19 anos, tem muito ainda a aprender. Se para aprender, tem de ficar no banco, que fique. Mas não foi culpado sozinho da derrota e nem pode assumir a culpa por isso. A sua culpa é relativa na mesma proporção dos outros. Já demonstrou enorme caráter ao sofrer pelos gols perdidos, pois tem plena consciência do que isso significou para o resultado da partida.

Pelo que sinto, Bernard, com apenas 19 anos, não precisa ser instado a corrigir deficiências. Ele tem a exata noção de onde falha e, pelo que deduzi de sua entrevista, se cobra muito. É meio caminho andado para o sucesso e uma lição para marmanjos mais velhos que não estão nem aí para uma derrota.

Não estou defendendo o jogador por ele vir da base. Os que me conhecem ou frequentam o L&N sabem que eu não faço isso. Defendo-o porque, quer queiram quer não, é peça importante no esquema que o Atlético adotou. Ele é rápido, incisivo, parte pra cima e ainda tem fôlego para recompor o lado esquerdo e cobrir o lateral.

Bernard pode ser criticado, mas jamais sacrificado pela torcida. A vaia, nesse momento, só agravará o problema. Eu, como ex-jogador, sei que o bom futebol está na força mental do atleta. E não existe nada pior do que a auto confiança abalada. Pensem nisso antes de vaiá-lo contra o Náutico.

Para finalizar, apenas dois registros:

1 – Já passou da hora de Leandro Donizeti retornar ao time. Um Pierre é bom, mas melhor ainda são dois Pierres.

2 – De uma forma sutil e malandra, estamos sendo roubados nesse campeonato brasileiro. Aquelas faltas não marcadas no meio de campo, impedimentos não existentes, vista grossa para uma 2ª infração de amarelo (que geraria o vermelho), agressão pra vermelho sendo punida com amarelo… e por aí vai.

Como eu tenho dito sempre, o ano de 2012 será de luta contra tudo e contra todos. Se não nos unirmos e botarmos a boca no trombone, o caldo vai engrossar pro nosso lado!

Acreditem!

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Assistam aos melhores momentos:

PALMEIRAS 0 X 1 ATLÉTICO – NEM JUIZ, NEM CBF

Onde está aquele time sem garra, que passeava em campo, que não se importava com o número de gols que tomava?

Onde se encontra a equipe que errava passes de 3 metros, que não se recompunha sem a posse de bola e o meio de campo era uma verdadeira avenida por onde os adversários desfilavam?

Se você sabe a resposta, não me diga. Eu não quero saber. Quero é que aquele estado de espírito _ que nunca foi atleticano _ nunca mais passe perto da Cidade do Galo.

O que eu e todos nós ansiamos é ver a equipe que vimos ontem. Esta sim, encara um Palmeiras dentro de São Paulo e, com um jogo coletivo e de personalidade, domina a partida e vence adversário, juiz e CBF num pacote só.

Vencemos, mas fomos garfados descaradamente. Fizemos 3 gols legais para valer um. Não houve falta no gol do Jô (depois de monumental lançamento de Ronaldinho Gaúcho) assim como não existiu impedimento no gol de Rafael Marques. Fora as seguidas faltas inventadas perto de nossa área com a nítida intenção de oferecer  _ numa bandeja de ouro _ o empate ao Palmeiras.

Depois da contratação de RG49, as forças malignas escondidas nas sombras se juntaram para uma vingança à luz do dia. A atuação do árbitro ontem foi escancaradamente tendenciosa. Parecia instruído por superiores, não fazendo a mínima questão de ser sutil. Não havia nele nenhum temor de punição.

Há de se tomar medidas severas agora para não chorar depois. O presidente Alexandre Kalil tem de protestar formalmente  (mesmo na vitória) e divulgar o mais que puder esse roubo descarado. Não pode se limitar apenas aos poucos caracteres do tweet de ontem à noite.

Após a partida contra o Bahia, eu me manifestei no twitter. Preocupado, eu convocava a torcida atleticana de diversas correntes de pensamento para se juntar. Inclusive, desbloqueei todos aqueles com os quais, por um motivo ou outro, me desentendi. Penso que nenhum desentendimento é superior ao nosso amor pelo Atlético. Se queremos realizar os nossos velhos sonhos, temos de criar um ambiente de união para nos tornarmos fortes. Uma união acima de pessoas ou pontos de vista.

SEM ISSO, O GALO SERÁ PREJUDICADO SEM COMPAIXÃO, TENHAM A CERTEZA!

Quanto ao jogo contra o Palmeiras, o Atlético, apesar de um início claudicante, gradualmente foi tomando conta das ações e se impondo. Com uma defesa segura e protegida por Pierre e Richarlyson, além da recomposição de Danilinho e Bernard, o Palmeiras não encontrou espaços para as suas tramas.

Com uma dinâmica de jogo coletivo em todos os setores e com a raça dos grandes esquadrões atleticanos, cada bola foi recuperada como se fosse um território em disputa numa guerra.

Ronaldinho estreou em grande estilo. Livre para transitar em todos os lados, distribuiu o jogo, cadenciando e dinamizando de acordo com o que a partida pedia. Enfiou bolas entre a zaga, e ainda, colaborou na marcação ao ocupar espaços sem a bola.

E quero fazer justiça ao Danilinho. Ontem eu entendi muito bem porque Cuca não o tira do time: hoje Danilinho é o jogador mais tático do Atlético. Ouso dizer que, sem ele, até a liberdade de atuação de Ronaldinho Gaucho estaria comprometida. Isso porque ele cobre o lado direito de campo, do meio de campo e em alguns momentos, até os zagueiros. E esse nunca foi o seu papel anteriormente. Está jogando em uma posição onde não aparece para a torcida _ e daí a insatisfação _ mas que é fundamental para a compactação da equipe.

Pierre novamente mostrou para Felipão o que ele perdeu. Foi um monstro em campo! O “baixinho” Pierre ganha até bolas de cabeça disputadas com jogadores muito mais altos do que ele. A vontade de vencer é tanta que dota seus pés de molas e multiplica sua impulsão!

Destaco também a dupla de zaga, Réver e Rafael Marques, que estão se convertendo numa verdadeira muralha ali atrás. Não será fácil para os adversários marcarem gols no Galo. Assim como não será fácil para as defesas impedirem Jô de marcá-los. Foi, no final das contas, uma ótima contratação.

Enfim, todos os atletas, independentemente de terem atuado bem ou mal, deixaram sangue e suor no gramado.

Vitória maiúscula, do tamanho do nosso orgulho!

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Veja os melhores momentos:

GLOBO X RONALDINHO: QUEM PERDE É O JORNALISMO.

Durante a maior parte de sua carreira, Ronaldinho Gaúcho foi ovacionado onde quer que passasse. Se parte da imprensa especializada o criticava, era sempre com certo pudor. Ninguém ousava cravar que ele tinha chegado ao fim da linha. Talvez ele tenha acreditado que poderia sempre fazer o que quisesse, depois bastava um sorriso e uma promessa e tudo estaria bem. Mas, de aprontar em aprontar, o atleta acabou conquistando a desconfiança de quase todos, em cada esquina do mundo.

Sou torcedora do Clube Atlético Mineiro. Torço para que a vinda do Ronaldinho dê certo, mas já vi que minha esperança tem muitos limites. Prefiro evitar a euforia. Por isso, foi com muita calma que andei lendo as opiniões de muitos jornalistas, quase unânimes quanto ao tamanho do risco dessa contratação. Tudo bem, o risco é grande, o cara não vinha jogando, não estava se comportando, não cumpriu bem sua parte nos últimos contratos, tudo isso eu entendi.

O que eu não entendi é por que o editor do globoesporte.com e alguns responsáveis pela pauta dos programas esportivos da Globo estão com tanto ódio do jogador. Quando o profissional comenta os fatos de forma desapaixonada e sóbria, isso é jornalismo, independente de a opinião me agradar ou não. Mas, quando aparecem quatro, cinco, seis textos na página inicial do site, todos focando somente um lado da história, isso é panfletagem.

Quando um veículo de comunicação faz sua opção editorial pelo grotesco, pela fofoca, e disponibiliza imagens de câmeras de hotel para seu público, isso é jornalismo, ainda que de péssima qualidade. Mas, quando coloca na primeira página de seu website um vídeo ensinando o ex-torcedor a apagar o nome do jogador de sua camisa, isso é baixaria e ressentimento.

Muito pior do que o jornalismo assumidamente grotesco e popularesco, é o jornalismo que finge de sério, mas ignora as grandes regras da ética profissional. Definitivamente, nessa campanha de demonização do jogador Ronaldinho Gaúcho (que não é nenhum exemplo de boa conduta, eu sei), as armas estão muito baixas, e quem mais perde é o jornalismo.

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NOTA DO BLOGUEIRO: Em flagrante retaliação contra Ronaldinho Gaucho, a federação carioca de futebol, pressionada pelo Flamengo, não enviou a documentação do jogador para que fosse regularizada no BID da CBF, embora estivesse tudo ok. Por consequência, Ronaldinho não poderá estrear contra o Bahia. VOLTAMOS AO CORONELISMO! Isso só vem reforçar a verdade contida no texto da Ana Cris.

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