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O CLÁSSICO, A TORCIDA E O FUTURO.

Não existe clássico em que, no final, as partes concordem: “Foi um jogo ruim, os times jogaram mal”. Atlético e Cruzeiro param Belo Horizonte, mexem com as duas maiores agremiações da cidade, além de uma torcida (do Galo) e um aglomerado de purpurina. E domingo não foi diferente. Mais um jogaço, típico da tradição que ele carrega, que terminou com um empate, péssimo para o melhor time e comemorado como um título pelos acostumados a celebrar o fato de nos tirar pontos. Aliás, eles já podem festejar a Tríplice Coroa esse ano. Uma Superliga de Vôlei e dois empates “heroicos e mortais” quando tudo parecia perdido. A nossa chateação vale mais do que uma goleada para eles. Nem o Bahia comemorou tanto assim o empate no Independência.

A mediocridade do lado de lá foi provada mais uma vez nesse clássico. Dois times que estavam jogando futebol (feio, mas futebol) e, quando a torcida viu que o cerco estava fechando, apelaram e começaram a jogar coisas no gramado. O que, inclusive, deve prejudicá-los bastante para a sequência do Brasileiro. É bem provável que veremos o time do Roth jogando algumas partidas no Sapatão, em Uberlândia, ou no raio que os parta, não interessa. Quem gosta de falar do rival são eles. Vamos focar no Galo. O time arrumado que estamos acostumados a ver, mas um pouco diferente do habitual, com Bernard, a princípio, centralizado, e o Ronaldinho na esquerda, talvez querendo aproveitar o lado direito desfalcado deles. Não deu certo. Tomamos um gol bobo do Wallyson, mas empatamos no final. Um golaço do Léo Silva. Mais um golaço do Léo Silva, diga-se de passagem.

Tirando o piti proveniente das arquibancadas vaidosas, não aconteceu nada durante quase todo o segundo tempo. Até que apareceu o Ronaldinho, que deu uma de Ronaldinho. Humilhou a zaga dos caras e fez um gol que vai entrar para a história do Independência, do clássico e do futebol mineiro. Merece placa! Viramos, festejamos e vimos os descontos do juiz, provenientes do showzinho das arquibancadas. Oito minutos além dos acréscimos, que somaram mais quatro. Ou seja, um jogo de 45 minutos que durou 56. Uma zona generalizada. No final, eles foram descabelados para o ataque e conseguiram um gol, que quase destruiu nosso estádio, tamanha a felicidade em não perder. A lamentar, a falta que não foi marcada no lance em cima do Guilherme, e a perda dos pontos, já que o Flu encostou, ao vencer o morto time do Vasco.

Vamos às imparcialidades. Semana passada, o Corinthians perdeu para o Santos com um gol irregular do André, e o juiz do jogo foi execrado pela mídia, o que resultou uma revolução e demissões na comissão de arbitragem. Hoje, em um clássico disputadíssimo, os dois saíram reclamando dos caras de amarelo. Eles reclamam de faltinhas do Jô na fraca zaga deles, que não aguentava dar combate no nosso tanque, e um pênalti não marcado em um lance. Nós reclamamos dos acréscimos exageradíssimos, do espetáculo ridículo dado pelos adeptos do time ciano, e a falta no nosso atacante quando do gol de empate, no último lance. Aliás, juizão, na próxima levante uma placa “Até o Cruzeiro empatar”, ao invés de 12 minutos de acréscimos. Vamos ver o que mídia e chefes dessas comissões farão. Em um bolão comigo mesmo, eu aposto: nada.

E a torcida do Galo, hein? Até quando o clássico é de só com a torcida do Cruzeiro, a gente dá show. Milhares de torcedores foram até Vespasiano empurrar o time, mostrar, mais uma vez, que estamos juntos nessa caminhada vitoriosa. Quando a fase era ruim, a gente já apoiava incondicionalmente. Agora que estamos nessa maré de surrar todo mundo, o show da nossa parte tende só a aumentar. Preparem-se, adversários. O Independência continuará sendo um terror para quem vier aqui ousar algo contra nosso Galo.

Os torcedores azuis de ocasião voltarão essa semana. Vamos aguentar, mais uma vez, aquele papo chato deles de taças conquistadas há 15 anos, falando que não podemos falar de futebol, e tudo mais. Estamos acostumados com isso. Faz parte do desespero dos caras, que sabem que o time está entrando em um abismo do qual estamos começando a sair. Deixem eles se apegarem a esse passado e focar apenas em empurrar nosso Galo a essa conquista, que há tanto tempo sonhamos. Continuando nessa toada, o final da história tem tudo para ser feliz para nós, que tanto sofremos nos últimos anos.

Para o futuro, nada de desespero. Apesar de termos empatado três contra times medíocres e retranqueiros (Bahia, Atlético-GO e Smurfs), vamos com calma. Mas isso já pode parar, tá, Galo? Vamos tirar pontos de times que estão mais em cima. Chega de empatar com gente que não tem pretensão no campeonato. A torcida vai continuar fazendo sua parte. O atleticano sempre foi movido pelo amor ao time e pela fé em dias melhores. Parece que esse ano é o ano de acabar essa botafoguisse de nunca ganhar nada. Ou, pelo menos, o indício de um futuro bom para nós.

Ponte Preta, sinto muito. É um time simpaticozinho que até goza de certo prestígio conosco, já que deram uma lenhada dos vaidosos na nossa casa. Mas sabe como é, né? Perdemos dois pontos, isso é muita coisa. Precisamos continuar atropelando e aproveitar que o Fluminense vai pegar uma pedreira sem tamanho (Corinthians, lá em SP). Então, vai sobrar para vocês. Com a massa do lado, vai ficar feia a coisa. Vamos seguir fortes e com fé. Assim, no final, seremos premiados.

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ATLÉTICO 2 X 0 SANTOS – COM ESSE TIME NÃO SE BRINCA!

Com direito a uma recepção de arrepiar até o mais frio dos mortais, a equipe do Galo soube, desde sua chegada ao Independência, que o apoio da Massa seria avassalador.

O infernal tsunami alvinegro voltou em grande estilo para manter viva a chama da esperança e mostrar que aquela fidelidade incondicional é eterna.

E foi assim que os jogadores, contagiados pelo espírito vibrante que receberam da torcida lá fora, transformaram-no, dentro do gramado, em energia para lutar em busca de mais uma vitória.

Porém, não foi uma vitória tranquila. O Santos, apesar de desfalcado de 7 jogadores, demonstrou que a Vila Belmiro é uma fábrica de bons jogadores. E atuou muito bem, essa que é a verdade.

Mas enfrentar o Atlético hoje em dia não é uma tarefa das mais fáceis. Além de jogar em toques de primeira, lançamentos inesperados, triangulações em todos os setores, o Galo combate o oponente com uma gana inigualável.

Só para ilustrar: O Atlético, com a bola, tem dois pontas direitas (Danilinho e Marcos Rocha). Sem a bola, tem dois laterais direitos! Ou seja, o espaço para o adversário jogar fica muito reduzido, pois no meio e na esquerda ocorrem a mesma coisa.

Equilíbrio e iniciativa são as marcas dessa equipe que eu reputo, neste momento, um verdadeiro timaço. Vai jogar bonito assim lá longe! E jogam feio quando é preciso.

Ontem, Victor assistiu ao jogo, mas quando o jogador santista deu aquela cabeçada fulminante, lá estava ele para realizar monumental defesa. Goleiro bom é para essas horas!

Na minha opinião, todos jogaram muito bem. Entretanto, eu seria injusto se não citasse a espetacular partida que Marcos Rocha fez. Autor de 2 assistências, o garoto mostrou que está em grande forma. No mesmo nível, Danilinho e Ronaldinho Gaucho sobressaíram com um trabalho incansavelmente coletivo.

O bom no Galo é que ninguém fica penteando a bola procurando aparecer mais do que os outros. Ali dentro das 4 linhas, qualquer espectador enxerga só seriedade. E, exatamente por ser assim, vê COMPETÊNCIA EM SUA FORMA MAIS PURA!

Competência para vencer os 11 adversários e mais o trio de árbitros, que fizeram de tudo para mudar o resultado do jogo. Marcamos 4 gols para valerem 2. No próximo post, o Eduardo Rodrigues falará a respeito, por isso, evitarei aprofundar-me no assunto.

Mas a verdade é que forças ocultas _ como eu tinha previsto _ já estão se organizando para jogarem água na nossa fervura. Ontem foi uma palhaçada explícita em pleno Independência, na fuça de 20 mil torcedores! Precisamos nos unir contra o esse apito assaltante que altera, na maior cara de pau, os resultados de todo o trabalho de um clube.

Estão tentando fazer do campeonato brasileiro um campeonato espanhol, onde só existem 2 times, Barcelona e Real Madrid. Aqui seriam Corinthians e Flamengo. E o resto que se dane!

Enfim, com juiz ou sem juiz, acondicionamos mais 3 pontos na sacolinha e somos o time com melhor aproveitamento nas 12 primeiras rodadas na era dos pontos corridos.

E se o Fluminense não abrir o olho, vai levar uma tamancada em pleno Engenhão. Com esse time NÃO SE BRINCA, meu amigo!

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Assistam aos melhores momentos:

O NECESSÁRIO RESGATE DE UMA HISTÓRIA DE GLÓRIAS.

Esta é a mais nova seção do Lances&Nuances, honradamente inaugurada por José Gama Jr., advogado militante na área empresarial com atuação em todo o Brasil e residente em Belo Horizonte.

Bendita a internet que deu asas à imaginação de blogueiros, bendito o twitter que permite que tantos falem tanto em tão pouco espaço, e que mesmo assim sejam ouvidos por muitos. Enfim, bendita a tecnologia que permite que hoje você esteja lendo este texto, e permite que não fiquemos todos à mercê de poucos que se julgam donos do direito de informar e que lutam, ainda, por um pretenso monopólio das informações e das opiniões. Como se as opiniões pudessem ser aprisionadas e direcionadas.

Enfim, digo isso porque nunca dantes li tantos textos de tão boa qualidade sobre o momento do Galo, e a grande maioria desses textos não é da chamada grande mídia. São blogueiros, são atleticanos apaixonados.  São pessoas normais, que vivem, amam, torcem e sentem. E emitem suas opiniões.

Nada contra, e demonstro aqui todo o meu respeito a todos os jornalistas que honram suas profissões, que são independentes e que ousam perguntar, informar, emitir opiniões sem ter preocupações em agradar ou desagradar alguém.  Mas sinto que no atual momento do Galo, o papel  cumprido pelos blogueiros e por todos esses “desconhecidos” que assinam seus textos e publicam na internet, dando a cara para muitas vezes tomar muita porrada, é muito mais nobre do que grande parte da imprensa esportiva mineira. Imprensa esta que em sua maioria não ousa criticar os atuais mandatários, que não põe o dedo na ferida, que parece crer que o “sobrenatural” é o culpado pela atual situação do Galo. E que tenta de todo modo fazer com que o atleticano acredite nesse “sobrenatural”.

Exceções existem, claro, e não posso cometer a injustiça de não ressalvar alguns jornalistas abnegados que, muitas vezes até usando a própria internet (já que alijados da grande mídia), ainda honram seus diplomas e enfrentam os poderosos dirigentes, informando e emitindo suas opiniões com isenção e destemor.

A controvérsia causada por recentes textos que afirmam que o Galo já não é mais um time grande, é salutar. E necessária. E foi bom que foi feita por jornalistas do chamado “eixo RJ-SP”. Até porque raramente veríamos algo parecido ser feito pela imprensa daqui.

Acompanhando o Galo de bem perto desde 1980 (quando também se deu o início de um sem-número de erros de arbitragem, propositais ou não, que nos custaram vários títulos), sinto no ar um certo desânimo por parte do torcedor do Atlético. Um ar de que realmente nos apequenamos, de que não somos mais o melhor time das Minas Gerais e nem um dos melhores e maiores do Brasil e do mundo.

Se é certo que nessa década a sucessão de trapalhadas de administrações que primam pela incompetência nos fazem hoje comemorar permanência na primeira divisão (mesma Série A da qual o Galo foi líder do ranking elaborado pela CBF durante tantos anos), muito mais certo é que nossa história, nem tão longínqua assim, ainda é de glórias. E tais glórias não podem ser apagadas. Não podem ser esquecidas.

Se nosso próprio presidente vem a público (na sua última entrevista ao programa Bastidores, Rádio Itatiaia) dizer que a última vez que o Galo teve time foi em 1980,  _ quando, por coincidência, o seu digníssimo pai era o Presidente _ certo é que a história do Galo merece ser resgatada. O que dizer então das participações do Galo nos brasileirões de 83, 85, 86, 87, 90, 91, 94, 97, 99, 2001? Isso para não aprofundar muito a pesquisa e para não falar de outras competições.

Para que os atleticanos de hoje olhem para seu clube e vejam a dimensão que essa nação alvinegra tem no mundo todo, a história do Galo precisa ser contada (aos mais novos recomendo o livro do Ricardo Galupo, Raça e Amor, dentre tantas outras publicações sobre o Galo). E bem contada. Um clube centenário não vive só de presente. Vive de passado, de presente e principalmente de futuro.

Não, não somos pequenos. Sim, ainda somos uma das maiores forças do futebol nacional. E mundial.

Se recentemente não vieram títulos de expressão, é bom lembrar que o próprio Santos também amargou mais de quarenta anos sem títulos expressivos. Alguém ousou, por isso, chamar o Santos (outrora de Pelé e cia) de time pequeno? E o que dizer do nosso rival, que foi o último dos grandes times (os chamados times do extinto clube dos 13) a ganhar um brasileirão (não me venham com essa de Taça Brasil, por favor)? Ou do Palmeiras, que assim como o Corinthians, também amargou décadas na fila sem ganhar nem um simples título paulista? Eram clubes pequenos nessa época? Lógico que não.

Não, não somos pequenos. Sim, temos sofrido com administrações pequenas. Administrações tacanhas, que acham que inventaram o Clube Atlético Mineiro, que desprezam a história do Galo, que são indignas de nossa grandeza, que não representam nosso amor ao Galo. Amor esse que não tem medidas.

Aos profissionais historiadores e atleticanos, fica a missão: vamos mostrar aos atleticanos mais jovens o quão grande é e sempre foi (e sempre será) o nosso Galo.

Aos dirigentes, atuais e futuros, fica o pedido: respeitem a grandeza do Clube Atlético Mineiro!

José Gama Jr.

Nota do blogueiro: Para os que se interessarem em escrever nesta seção, enviem seus textos para o email roberto.cfilho@globo.com , que serão analisados com toda atenção que merecem.

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ATLÉTICO 2 X 1 SANTOS. REAÇÃO OU FOGO DE PALHA?

Uma vitória suada e sofrida, como sempre são as vitórias do Clube Atlético Mineiro.

Quando teremos um bom resultado sem botar os bofes pra fora e ver o coração sair quicando pela sala?

A partida de ontem foi vencida na base da raça e muita correria. Para alguns, um jogo feio. Para mim, uma clara evolução da equipe em termos de ocupação de espaços e retomada de bola.

Eu não sei se o Atlético vai ou não escapar da degola. Mas depois deste jogo, quando constatei uma importante mudança de postura da equipe, a esperança de permanência na 1ª divisão retorna.

Devagarinho e com uma certa timidez, é verdade, mas retorna.

Entretanto, há um caminho muito difícil pela frente. Daqui em diante, não podemos abdicar nem um segundo do jogo coletivo e da raça demonstrados ontem. Se isso não acontecer, o caldo entorna de vez.

Mas vejo sintomas positivos que permitem acreditar numa continuidade.

RÉVER voltou a jogar aquele futebol vistoso de outrora, além de incutir garra e disposição no restante da equipe. Contra o Santos, sua presença foi fundamental. Os 26 mil reais gastos no fretamento do avião (no retorno do México) valeram cada tostão.

PIERRE é um verdadeiro cão de guarda à frente da zaga, e ninguém se cria por ali, pois o pau canta bonito no ritmo do rap atrevido do Alcino Neto. Encaixou-se como uma luva no esquema e principalmente no espírito do Clube Atlético Mineiro. Dá a impressão de estar aqui desde garoto.

CARLOS CÉSAR chegou num dia e jogou no outro. Não necessitou de 2 meses para entrar em forma. E, a cada dia que passa, se firma na problemática lateral direita do Galo. Aproveitando a cobertura de Pierre e Fillipe Soutto, se deslocou por todos os lados do campo, dinamizando e fazendo fluir jogadas que não existiam antes.

Lembro-me das cornetadas (algumas cruéis) que pintaram no twitter quando Carlos César chegou, certamente porque ninguém o conhecia. Tem muitos torcedores que só aplaudem contratações de grandes nomes.

Assim como grandes nomes são André e Guilherme. Não jogaram sequer um centavo de futebol decente em comparação com a fortuna investida em suas contratações. Até agora, dinheiro jogado no lixo, sem retorno algum!

Enfim, foi uma vitória justa e sadia. Outros se destacaram, como FILIPPE SOUTO e BERNARD, que ainda se tornarão ídolos do Galo, se não sairem muito cedo.

O Atlético se tornou uma equipe mais consistente do meio para trás. Porém, continuamos com aquele ponto nevrálgico pulsando e incomodando. E essa dor chama-se ataque inoperante, que erra quase tudo que tenta.

Para terminar, pergunto-me a todo momento: não seria conveniente convidar novamente o Marques para estar junto ao time?

Teria sido o Messias uma das causas dessa mudança tão significativa na postura da equipe?

E, a cada vez que penso nisso, mais me convenço que o baixinho difundiu partículas de caráter, honradez e amor ao clube ali pelos lados de Vespasiano. Será?

O que você acha disso, caro amigo do L&N?

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O DESTINO TAMBÉM ESTÁ NAS MÃOS DA MASSA!

Três jogos em casa. Por mais que eu ache que o destino do Atlético no campeonato já está selado há muito, o time tem agora a oportunidade real de decidir o que será de 2012.

Dois confrontos contra adversários diretos: Ceará e América e um contra um dos melhores times do país, porém com a cabeça cada vez mais em Tokyo do que aqui. 7 pontos. E nada menos que isso. Essa deve ser a projeção para estes 3 jogos. O Atlético tem 3 opções nas partidas contra Ceará e América: Ganhar, vencer ou sair vitorioso. Qualquer outro resultado diferente disso será o carimbo que falta no passaporte pra Série B.

Mas para isso, um fator deve ser resgatado, e o time – por pior que seja – vai precisar e muito dele: O APOIO DO TORCEDOR. Pode-se dizer que o papo é chato, repetitivo, mas não vejo outra saída a não ser essa. O torcedor que for a Arena tem que ter a consciência de que por mais doloroso que seja, Serginhos, Guilhermes, Werleys e Berolas são o Atlético neste momento.

E ir lá com o único intuito de vaiar no primeiro passe errado, com a consciência de que “apoio não leva a nada”, vai contribuir para o aumento da bola de neve que o time/clube vive nos últimos tempos.

Atualmente, qualquer jogador adversário já sabe que, se cozinhar o jogo 10 minutos, a torcida passa a jogar contra. A torcida do Atlético se volta contra o Atlético. A única preocupação do cara que vai ao campo é cornetar, é vaiar, xingar e descontar todas as frustrações da sua vida ali.

Como disse o Fael, do Cam1sa Do2e, “criticar os jogadores atleticanos passou a ser mais importante que deixar o adversário irritado”. Ou João Carlos Albuquerque, da ESPN Brasil: “Esse tipo de torcedor deveria ir aos jogos do time adversário. Assim xingava, esbravejava contra todo mundo e não prejudicava seu time”. Concordo com ele.

Se o apoio não ajuda, enumere onde a cornetação desenfreada ajuda! O que salvou o Atlético muitas vezes em sua história certamente não foi a segunda opção.

O torcedor tem todo o direito de protestar, afinal ele paga por ingresso, paga pra ir ver o time jogar e o mínimo que ele merece é alguma resposta, mas vaiar DURANTE o jogo não vai ajudar. Sou completamente a favor do protesto do torcedor. Lembra do protesto feito depois do jogo contra o América no qual o time saiu vitorioso? Mais do que válido. Apoiar o time DENTRO de campo não significa ser conivente com os erros fora dele.

Não vejo a cobrança exagerada como solução para nada. O jogador que já entra em campo vaiado, o time que com 10 minutos sem gols já tem uma torcida toda a favor do adversário, que não ouve uma palavra sequer de incentivo durante a partida, o medo de errar e a obrigação descomunal de acerto, só produz uma ansiedade que fatalmente culmina em erros.

A fuga do rebaixamento em 2010, passou por vitórias simplesmente inimagináveis, como aquele 2 x 1 sobre o Corinthians, de virada onde até Werley marcou. E naquele jogo a torcida, bastante elogiada por Dorival Jr., foi um dos diferenciais da noite. Foi assim também em diversos outros jogos dali pra frente.

Repito: Apoiar o time DENTRO de campo não significa ser conivente com os erros fora dele. Ir ao estádio pra vaiar com 10 minutos de jogo só piora. Que seja resgatada então a essência daquela “Massa”, pelo menos se quiserem ver o time disputando a Série A no ano que vem.

Pois se algo diferente acontecer, ao menos o torcedor terá a consciência tranqüila de dizer: “a minha parte eu fiz!”.

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Assista agora o vídeo de apresentação do movimento “DE OLHO NO APITO” e os motivos (em imagens) que levaram atleticanos a criá-lo.

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ATLÉTICO 2 X 2 SANTOS. UM EMPATE CATASTRÓFICO!

No momento em que mais necessitamos somar pontos, de 9 obtivemos somente 2 nas últimas 3 partidas.

Está difícil demais a jornada.

O time patina, patina e não sai do lugar. É como se tivesse despencado para dentro de um poço profundo de areia movediça.

Eu nem posso dizer que o time jogou mal ontem. Não, seria injustiça.

Tampouco posso concluir que faltou empenho, pois não faltou.

O que falta à equipe do Galo é atitude de time vencedor!

Para alguns jogadores falta técnica, para outros preparo físico, mas nota-se que todos se esforçam em busca do resultado.

Contudo, aquela alma vencedora que atropela e machuca o adversário, passou longe da Cidade do Galo.

Pois não basta dominar o jogo e nem ter maior posse de bola, como ontem.

O objetivo do futebol é botar a bola para dentro das redes sem tremer e não ficar ciscando e trocando passes estéreis.

Ainda mais quando se sabe que a qualquer momento podemos tomar um gol bobo, assim como se morre um passarinho. Basta um sopro de nada!

O nosso sistema defensivo é de uma fragilidade absurdamente inacreditável!

Qualquer ataque do oponente, por mais desorganizado que seja, nos deixa desarvorados e batendo cabeças.

E ontem à noite, por mal dos pecados, Renan Ribeiro, o goleiro que vinha se constituindo na tecla “delete” dos erros da retaguarda alvinegra, também teve o seu dia de Fábio Costa.

Porém, o garoto tem um crédito enorme. Tomara que aprenda com a falha bisonha que cometeu. Aquela bola nem precisava ser socada, bastava encaixar e sair jogando com o lateral. Mais nada.

Cá entre nós _ e que ninguém nos ouça _ é difícil acreditar em sucesso quando se tem de recorrer a Ricardo Bueno para vencer um jogo.

É bizarro e assustador, além de escancarar as nossas limitações!

Afinal, Neto Berola, com uma perna amarrada, joga muito mais do que o pseudo-centroavante. Ricardo Bueno é digno de risos sarcásticos… ou de choro e ranger de dentes.

Enfim, o que está feito está feito. Resta-nos orar, como eu disse na última crônica e pelo jeito, serei obrigado a continuar repetindo até o fim do campeonato.

Os destaques positivos de ontem foram Réver (como sempre), Serginho e Tardelli.

Tardelli, em especial, finalmente resolveu incorporar o espírito guerreiro de 2009. Além de produzir muito para a equipe, se doou em campo. Espero que não se resuma a somente uma partida.

Os destaques negativos foram RAFAEL CRUZ (a sua ruindade chega a doer na gente), Leandro, RICARDO BUENO (cruzes!), Diego Souza e Obina (apesar do gol).

Agora vamos torcer para que os outros ameaçados percam no dia de hoje.

A que ponto chegamos!

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SANTOS 2 X 0 ATLÉTICO. MAIS UMA DERROTA E TUDO CONTINUA BEM?

Vamos morrer abraçados com um mito que a própria torcida do Galo criou?

Ou está na hora de mudar definitivamente?

Cara, meu amigo, meu irmão, confesso que eu cansei de comentar derrotas!

Eu cansei de ver adversários passearem em nosso meio de campo como se fossem turistas ocasionais.

Estou cansado de ver adversários limitados dançarem em nosso meio de campo como se fossem bailarinos argentinos encenando os tangos de Gardel.

Estou cansado de tantas derrotas seguidas e sempre com as mesmas desculpas que trazem à socapa um tom de verdades absolutas, mas que contêm a mentira deslavada da mais pura incompetência.

Amigas e amigos, eu me cansei de verdade!

Eu nunca tinha visto uma campanha mais pífia com os melhores jogadores que o clube poderia contratar.

Se fosse com Bilu, Mexerica, Rodrigo Fabri, Edson, Juninho, Marinho, Jorge Luis, eu até entenderia, juro.

Mas com os jogadores que temos hoje é simplesmente uma pantomina, uma comédia de horrores que somos obrigados, como atleticanos, a deglutir como se tudo fosse a coisa mais natural do mundo.

Ora, bolas! CHEGA de tantas derrotas!

Jogando bem ou jogando mal, eu quero mais é vencer, como o nosso hino canta.

Podem me dizer que o Galo jogou o primeiro tempo de uma forma razoável, mas cá entre nós… ganhou?

Podem até tentar me convencer que o Galo fez um segundo tempo bom a partir dos 20 minutos, mas eu pergunto: venceu?

Independente da roubalheira do juiz, que deu um penalti só porque o defensor não arrancou o braço (pois só assim evitaria o penalti), quem, em sã consciência, diria que o Galo merecia vencer hoje?

Ora, façam-me o favor! É tempo demais que o Kalil dá a um técnico que só veio aqui para exercitar a sua empáfia, mais nada!

Com jogadores qualificados, a equipe não é uma equipe. Ainda continua jogando como um bando em campo, sem qualquer organização.

Não tem jogadas ensaiadas, não tem aproximação, não se ajusta em nenhum setor.

E a culpa é de quem? Deixo para vocês a resposta!

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SANTOS 3 X 1 ATLÉTICO. E MAIS UM ADEUS…

Com toda sinceridade do mundo, eu vou confessar.

É duro para este blogueiro escrever sobre uma derrota que não estava nos planos. A tristeza apodrece o raciocínio e sabota a força de vontade. Mas, apesar disso, vamos ao batente.

Para mim, foi uma desclassificação inesperada, pois eu botava fé que o Galo repetiria na Vila as atuações anteriores.

Mas não foi assim. Surpreendentemente, o time sentiu a pressão do ambiente. Estranho, porque a equipe não é feita de garotinhos. É um grupo experiente, que já deveria ter alcançado um patamar de imunidade às pressões em terrenos adversários.

O Galo, no primeiro tempo, parecia nervoso com o peso da decisão e não conseguiu encaixar a marcação no meio e nem concatenar jogadas de ataque ininterruptamente, como fez muitas vezes em outros jogos.

A dinâmica imposta do primeiro ao último minuto não aconteceu desta vez. A consistência não se repetiu em nenhum setor do campo.

Alguns jogadores, como Ricardinho, por exemplo, pareciam perdidos em campo. Até Zé Luis jogou mal, pasmem os senhores.

Tardelli e Muriqui não foram municiados  e acabaram se distanciando demais um do outro.

Às vezes, notava-se um crescimento de triangulações e trocas de passes objetivos de toda a equipe. Mas só durava um átimo. Os passes errados logo voltavam a caracterizar o time que eu vi jogar ontem.

O primeiro gol do Santos aconteceu em um lance irregular duas vezes. Houve falta em Carlos Alberto e depois Neimar estava impedido.

E cedo demais, como sempre. Se o nosso adversário necessita de fazer determinado placar, ele o alcança logo no princípio do jogo. Já foi assim em inúmeras partidas no passado, principalmente contra Botafogo, Flamengo e agora contra o Santos.

É uma sina, só pode! Juro que vou checar se Nostradamus profetizou algo a respeito!

No meu entendimento, o Santos mereceu ganhar. Quando fez o terceiro gol, o Galo não reagiu de forma incisiva e não partiu para cima dos santistas. Ali eu comecei a vislumbrar o pior.

Pois o Santos estava mais perto do quarto gol do que o Galo do segundo!

A nossa defesa se mostrou insegura a maior parte do tempo. E eu senti saudades do esquema 3-5-2, confesso. Não só para povoar a nossa área, mas também porque libera os alas para atacarem pelos flancos.

Talvez ontem fosse a melhor estratégia para enfrentar um time que, flagrantemente, tem peças de extremo talento e possui um conjunto sólido.

Mas, enfim, não é o fim do mundo. O fim do mundo são esses foguetes pipocando durante toda a madrugada e no dia de hoje.

Tem simpatizantes que não têm um time para torcer de verdade. Todavia, gastam uma grana em foguetes para torcer contra.

É o supremo orgasmo da imbecilidade! É se apequenar demais!

Ainda teremos muitas oportunidades de conquistas este ano. A sul americana reservará vaga na Libertadores ao campeão. O Brasileirão já está batendo à nossa porta.

O time será muito reforçado e certamente, com o comando firme do Luxemburgo, fará uma excelente campanha.

Não há tempo para lamentações. Algo mais glorioso nos aguarda!

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ATLÉTICO 3 X 2 SANTOS. POR POUCO NÃO NOS CLASSIFICAMOS NO MINEIRÃO.

O Galo venceu o melhor time do Brasil.

Essa equipe do Santos ainda vai dar o que falar neste ano.

Mas o Galo também vai dar o que falar. Escrevam e me cobrem depois.

Ganhando ou perdendo em Santos na segunda partida, eu estarei satisfeito. É bom demais ver o Galo defender esse escudo sagrado com honra e com dignidade.

Foi um jogaço. Coisa de enviar corações fracos para o Incor. Pau que dava em Francisco por aqui, dava também em Chico por ali.

O Santos parecia dominar o jogo, mas quem oferecia perigo de verdade era o Galo. Aliás, o Atlético está se especializando nisso. Parece subjugado e de repente, parte pra cima de uma forma rápida e incisiva. Foi o time que mais criou chances de gols no primeiro tempo.

Na minha opinião, o Galo fez uma partida muito boa. Tivemos menor posse de bola, mas temos de reconhecer que o Santos tem como característica principal ter o domínio da bola, embora o seu predomínio tenha sido mais no meio, na troca de passes.

Eles ensebam a bola. Bola pra cá, bola pra lá, toques aqui, toques acolá, o time paulista é enjoado até não mais poder.

Mas o Galo jogou muito. A pegada do time foi excepcional no meio e na defesa, com estocadas rápidas para o ataque.

Foi assim que fizemos 3 gols. Pegando a defesa do Santos meio dormindo, meio cochilando.

E novamente perdemos gols, mas não tantos quanto nos últimos jogos.

O Luxemburgo está de parabéns. Armou o time na exata medida de se enfrentar a molecada do Santos.

Só acho que, no momento em que decidiu colocar Renan Oliveira no lugar do Fabiano, nós passamos a jogar com 10. E aí levamos o segundo.

Sei que vou ser acusado pelos renanoliveiristas, que parecem torcer mais por ele do que pro Galo, mas não posso, por uma questão de consciência, deixar de falar o seguinte: o cara não tem a mínima condição de jogar no Atlético!

Ele entrou como se fosse atuar em uma partida entre amigos num clube de veraneio. Enquanto seus companheiros comiam grama, ele passeou em campo. Só faltou fazer pose para fotos.

Muitos podem achar que persigo o cara, que vivo cornetando o sujeito, mas eu não suporto sangue de barata no meio de muita raça e muita luta. Renan Oliveira é o maior chupa-sangue que eu vi nos últimos tempos. É pior que o chupa-cabra de Varginha!

Uma substituição é feita para incendiar o time e enriquecer a dinâmica de jogo.

Mas quando se coloca Renan Oliveira para jogar, é como jogar um balde de gelo na equipe. Depois que ele entrou, nós perdemos o meio de campo completamente.

A partir daí, além de levarmos o segundo gol, quase sofremos o empate. Porque Renan Oliveira é um amador de fins de semana, disposto a se divertir sem compromissos com o resultado.

Vocês, que o defendem de forma insana, são capazes de me citarem uma só  jogada em que ele fez a diferença? Apontem uma só e eu juro que passarei a defendê-lo em todos os post’s futuros!!!

A meu ver, foi o único erro de Luxemburgo. No mais, foi perfeito.

A equipe se portou como o Clube Atlético Mineiro deve se portar diante de sua torcida. Tocou a bola, lançou, deu combate no meio e até no ataque, foi bem por cima e por baixo. Teve lá seus problemas, mas foi se superando na base da raça e da extrema vontade de vencer.

Eu destaco 4 jogadores que fizeram uma excelente partida, embora todos os outros (menos R. Oliveira) tenham jogado bem:

Aranha: Está se tornando, a cada dia que passa, o Aranha da Ponte Preta.

Zé Luis: Muitos duvidavam de seu futebol. Mas ele está jogando uma barbaridade!

Tardelli: Além de 3 gols maravilhosos, ainda ajudou a combater nas laterais. Estava com tanta fome de bola, que se deixassem, ele ajudaria o Aranha debaixo das traves.

Junior: O bom velhinho está com todos os neurônios em ordem, correndo muito e dando aqueles passes que parecem feitos com a mão.

E a torcida do Galo? Que espetáculo. Assisti o jogo arrepiado com o time dentro de campo e a torcida fora dele. Os cânticos alvinegros embalaram a equipe. Posso dizer que a torcida mais fanática do mundo abraçou o time e respirou o mesmo oxigênio, numa sintonia emocionante.

Enfim, temos todas as chances de nos classificarmos em plena Vila Belmiro.

O segundo gol do Santos complicou um pouco a nossa vida, mas vamos nos classificar assim mesmo. Por pouco não encerrávamos a partida com 2 gols de diferença e aí seria duro para o Peixe buscar.

E o melhor:  Nós que, até então, não tínhamos parâmetro para medir a quantas andávamos em termos de equipe, podemos dizer agora:

_ O Galo está em um nível acima da grande maioria dos times brasileiros. Vai dar um trabalho-monstro no campeonato brasileiro.

E vamos partir para as cabeças. Hoje podemos dizer, com o peito inflado, que o Atlético já é, de novo, o Galo Forte Vingador que todos nós conhecemos!

FINALMENTE!!!

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DAQUI A POUCO, ATLÉTICO X SANTOS. E VAMOS VENCER!

Está chegando a hora da decisão na Copa do Brasil.

É agora que vai se estabelecer a diferença entre meninos e homens. Entre puberdade e maturidade. Entre brincadeira lúdica e seriedade.

Se a onça está com sede, ela vai beber água é agora. Pois não há mais tempo de pensar em nada que não seja atropelar o Santos nesta quarta-feira com o jogo bem jogado das últimas partidas e seguir para o confronto na vila Belmiro com um polpudo saldo na poupança.

O Santos não é imbatível. Se você botar os nomes dos jogadores  do Peixe no papel, não dá para acreditar que estão fazendo esse sucesso todo.

Do meio para trás, o time paulista é apenas razoável. Nada que salte aos olhos ou acelere os batimentos cardíacos.

Do meio para frente, ao contrário, é uma equipe de respeito e há de se tomar todos os cuidados em todos os minutos, todos os segundos, todos os décimos e centésimos de segundos.

Pois são realmente ensaboados. Ou por outra, são encardidos até na medula. O Santos é hoje, o time com o melhor aproveitamento de chances de gol dentro de um jogo.

Então, toda atenção é pouca. A equipe atleticana precisa, neste jogo, de muito mais concentração do que técnica. Porque técnica é algo natural e inerente aos habilidosos, mas concentração mental é característica dos vencedores.

O nosso time já melhorou, da água para o vinho, o conjunto e a dinâmica de jogo. Luxemburgo também já deu um jeito na compactação do meio de campo e no posicionamento dos defensores.

E o ataque também está funcionando, pois está criando incontáveis chances de gol durante as partidas.

O que está faltando, _ e que é a minha principal preocupação _ é botar as bolas para dentro da casinha. Estamos perdendo gols inacreditáveis.

Se os gols que perdemos contra Sport e Ipatinga entrarem contra o Santos, iremos para a Vila Belmiro só para administrar os 90 minutos, tenham a certeza disso.

Nós temos um trunfo a nosso favor quase inigualável. É o nosso treinador, Luxemburgo. Ninguém conhece mais o adversário do que ele e se existe  alguém capaz de dar um nó de marinheiro nas pernas dos meninos da Vila, este alguém chama-se Vanderlei Luxemburgo.

E eu acredito nisso, uma vez que o nosso time tem uma característica bastante alentadora: além de muito técnico, é raçudo. Não entrega a rapadura sem luta.

Hoje, Junior deu a seguinte declaração: “Será o confronto da experiência contra a juventude. Que vença a experiência!”

Sendo assim, que os alevinos (pois filhote de peixe é alevino) tremam em um  Mineirão com mais de 40.000 torcedores atleticanos ecoando o grito de Galoooooo durante todo o embate.

Eu já vi times muito mais experientes amarelarem que nem camaleão no Minera. Pois não duvido nada que aconteça novamente. Afinal, esses garotos não são ET’s vindos de outro planeta como nos filmes de George Lucas.

Quero ver a massa travar a respiração dos alevinos e transformar seus joelhos em gelatina!!!

Só para complementar, Luxemburgo relacionou os seguintes jogadores para a escaramuça:

Goleiros: Aranha e Carini
Laterais: Carlos Alberto, Júnior e Leandro
Zagueiros: Benítez, Cáceres, Jairo Campos e Werley
Volantes: Correa, Fabiano, Jonílson e Zé Luís
Meias: Evandro, Giovanni, Ricardinho e Renan Oliveira
Atacantes: Diego Tardelli, Marques e Muriqui

Convenhamos, não dá para este blogueiro dar um “chute” na escalação, porque Luxemburgo surpreende a todos nós, repetidamente.

Mas os comentaristas deste L&N podem fazer as suas apostas.

Qual será o time que entrará em campo para mais uma batalha da Copa do Brasil neste ano de 2010? Vamos encarar o Santos no 4-4-2 ou no 3-5-2?

Arrá! Peguei todo mundo agora, né??

Uma sugestão: Vamos gritar o nome do ZÉ LUIS antes de todos os outros. O cara perdeu o pai ontem e mesmo assim, se apresentou para a guerra. Não é para qualquer um. É só para quem tem sangue no olho!!

Vamos pra cima deles, meu Galo querido!

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KALIL: TIME GRANDE NÃO TEME TIME GRANDE

Fala-se muito que o Santos é imbatível.

Pois eu lhes digo, nem o Santos de Pelé, que foi o melhor conjunto de futebol que já vi jogar na vida, era imbatível!

O Santos de hoje tem problemas nas laterais, principalmente na esquerda (Leo vai, mas não volta), e irregularidades na zaga, que tem pouca recuperação. Se batidos no primeiro lance, não conseguem dar novo bote. E a proteção à zaga é deficiente.

Como diz José Luiz Gontijo, grande jornalista mineiro, os meninos da vila, que foram catapultados à condição de deuses do futebol atual, são só 3. Ganso, Robinho e Neymar.

E 3 jogadores jamais serão capazes de carregar os outros 8 nas costas em nenhum time do mundo.

O que faz a diferença no Santos são estes 3. Mas eles não são 11.

E vão encarar um time experiente e com moral depois da vitória contra o Sport, que é um time forte jogando em seus domínios.

Não me digam que o Sport é um time inferior. Em 2008 também era chamado assim e, no entanto,  meteu os ferros em todas as equipes ditas “superiores” no Recife.

Acreditem, vencer qualquer time pernambucano em seu campo não é tarefa para qualquer um. É por isso que estou valorizando tanto a vitória de quarta-feira passada.

Voltando ao assunto Santos, da mesma forma que a juventude do time é fator positivo por causa da velocidade e do fôlego infindável, também constitui um grande ponto de interrogação.

Quem poderá dizer que, na reta de chegada da Copa do Brasil e enfrentando um grande time em um mineirão lotado, essa inexperiência não vai fazer de suas pernas uma geléia?

Portanto, razão tem o presidente Kalil, quando diz:

“O Santos é mais um adversário. Vem como a sensação do futebol brasileiro, mas sabemos exatamente o tamanho do Atlético e o Santos também sabe. Não tememos o Santos. Acho que time grande não teme time grande”.

Pois é, moçada. O Galo não teme o Santos e nem ninguém. Aqueles que estão com receio de uma fragorosa derrota, podem jogar esse sentimento na lixeira. Delete-o imediatamente.

Se o Santos vir para Minas pensando que vai degustar um saboroso mamão-com-açúcar, os alevinos nem crescerão para virar peixes.

Pois, para mim, filhote de peixe é alevino.

E se passarmos pelo Santos, podem preparar a festa!!!

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