Arquivo da tag: Serginho

NÃO TEMOS DE JOGAR BEM, TEMOS DE VENCER!

Nos próximos jogos, o Galo precisa atropelar quem aparecer pela frente. E não me custa nada dizer isso, porque não serei eu a entrar em campo para tornar essas palavras uma realidade.

Dentro de campo, o buraco é mais embaixo, como diria Nenem Prancha.

E retomar aquele futebol envolvente que encantou o país no primeiro turno é quase impossível nesta altura do campeonato. Os jogadores perderam o fio da meada em algum momento. Algo aconteceu na Cidade do Galo para afetar tanto a produção da equipe, pois não foi simplesmente uma perda parcial de performance.

O time que joga atualmente não lembra nem de longe aquele de antes, essa que é a verdade.

Mas, mesmo assim, repito: o Galo precisa atropelar os próximos adversários, seja no Independência ou fora dele.

Como fazer isso, se o time está mal? Ora, o Fluminense vem jogando como time pequeno, vem vencendo todo mundo e está na liderança à base de um futebol mais pobre do que a Etiópia. Mas tem os dois extremos mais importantes: goleiro bom e centroavante que faz gols e decide.

Nós temos goleiro, mas nos falta jogador que meta a bola na casinha. O Galo desperdiça chances na mesma proporção que as cria.

Então, é fazer como o Fluminense faz. Marcar um gol e se refugiar na defesa, passando a jogar nos contra-ataques. Já ganhamos jogos assim neste ano. Contra o Grêmio, no Olímpico, foi desse jeito.

Melhor jogar mal e botar 3 pontos na sacolinha. Só que, para isso, aquele sangue no olho tem de voltar e substituir a técnica que escafedeu-se sabe-se lá porque.

A ausência de Pierre por 15 dias foi extremamente inoportuna justo quando mais precisamos dele. Provavelmente será substituído por Richarlyson, um fabricante de faltas perto da nossa área. Fará dupla com Serginho, que marca melhor que Felippe Soutto. Aliás, qualquer um marca melhor que Felippe Soutto. Este passeia em campo e, para defendê-lo, se usa o argumento de que ele tem um ótimo passe.  Pois não vi nenhum ótimo passe no jogo contra a Portuguesa. E se ele só tem isso de bom, que se adapte em outra posição que não a de volante.

Enfim, não temos de jogar bem. Temos de vencer! Pragmatismo no futebol também faz bem. E se for para ser campeão ou obter vaga na Libertadores, o Galo tem de mudar a atitude.

Daqui para frente, tem de ser na mais pura raça!

SIGA ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER clicando aqui

Anúncios

ATLÉTICO 5 X 1 NÁUTICO – QUE ESSA LUTA SEJA ETERNA!

Alguns dirão que foi uma goleada construída sobre um adversário fraco, candidato em potencial a cair para a segunda divisão.

Pois eu digo que em futebol não existe isso. O Bahia veio aqui e arrancou dois pontos do Galo. Ontem, a Portuguesa ganhou do mesmo São Paulo que havia nos vencido.

Portanto, pontuo a goleada sobre o Náutico _ que não é fraco _ com o mesmo valor de qualquer outra vitória, seja contra os mais fortes, seja contra os chamados “fracos”.

Diante de uma torcida impaciente e louca para disparar o botão da vaia, o Galo jogou mal os primeiros 28 minutos. Porque exatamente 28 minutos? Porque tinha em campo um Richarlyson mais preocupado em levantar a bola em lançamentos malucos, do que em mantê-la na grama, que é onde ela gosta de ficar. Afinal, como dizia um técnico antigo, a bola é feita de couro de vaca e vaca gosta é de grama.

A coragem de Cuca em trocá-lo ainda na primeira etapa é digna de elogios, pois a partir da substituição, a história da partida tomou novos rumos e impôs ao Náutico o enfrentamento da verdadeira equipe do Atlético e não aquela contra quem media forças até então. Louve-se a capacidade de leitura de jogo do treinador.

E, a partir daí, consolidar a goleada foi apenas questão de tempo. Para quem foi ao Independência para ver Ronaldinho Gaúcho, viu o futebol atrevido do melhor em campo: Bernard. O garoto, após a perda de 2 gols feitos contra o São Paulo, não se abateu e buscou brio para se superar. Isso é para poucos. Chama-se personalidade e vergonha na cara! Fez ontem a sua melhor partida pelo Atlético.

Jô, apesar de não marcar, deu um trabalho incrível aos zagueiros timbus. Além disso, ainda cavou um penalti que não existiu, a bem da verdade. Se não fôssemos tão garfados no decorrer dos jogos, eu lamentaria. Mas sabemos que o retrospecto é muito diferente.

Também merece destaque especial o Serginho que ontem não foi Serginho. E por não sê-lo, acertou todos os passes, lançamentos, cabeçadas, ganhou todas as divididas e ainda arrumou tempo para quase marcar um gol de placa. Posso dizer que, não fosse Serginho entrar no lugar de Richarlyson, o resultado não seria o mesmo. Ele acertou a equipe em questão de minutos. A César o que é de César.

Embora o time se ressinta da presença de um grande goleiro, creio que Cuca está no caminho certo. Vê-se claramente que o conjunto de jogadores tem padrão de jogo, consciência para compactar-se, recomposição rápida sem a bola. Mas ainda peca nos contra-ataques, quando surpreende o adversário com o calção na mão. Falta precisão no penúltimo ou no último passe.

Não posso esquecer de destacar a atuação de Leandro Donizeti, um verdadeiro buldogue na proteção à zaga, mas que também sai jogando com qualidade. Donizeti na reserva de Richarlyson é uma piada que se conta para rir, mas que provoca prantos desesperados. No meu entender, Pierre e Donizeti formam uma das melhores duplas de volantes deste país. E, até aqui, Cuca não usufrui de seus serviços. Não dá para entender.

Um Júnior César vibrante, raçudo e participativo só reforça o acerto de sua contratação. Parece que foi criado dentro da Cidade do Galo, tal a sua identificação com a camisa alvinegra.

Enfim, 3 pontos se acomodaram na sacolinha. Estamos na vice-liderança de um campeonato longo e desgastante, porém, se o Atlético permanecer lutando por cada bola como se fosse a última, a esperança de grandes conquistas se manterá viva.

O Galo está encarando o início deste brasileirão com muita seriedade e dedicação, como se estivesse na reta final. Como disse Ronaldinho Gaúcho, ao final do jogo: “Vai ser difícil parar a gente!” Que esse espírito não se perca no decorrer da jornada!

Ainda falta muito chão pela frente! Que sigamos unidos pelo Galo!

SIGA ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER clicando aqui

Assista aos melhores momentos:

TIMEZINHO RIDÍCULO!

Vários adjetivos me vêm à cabeça para definir o desempenho do Atlético ontem: pífio, ridículo, apático, vergonhoso, covarde, constrangedor…

Na dúvida, fico com todos eles.

Se o Alexandre Kalil considera a torcida bipolar, quero dizer que bipolar é este time contratado a peso de ouro e que, depois de uma partida cheia de raça contra o Santos, apresenta esse futebolzinho que ridiculariza a nação atleticana.

Bastava um empate mixuruca para igualar o número de pontos do cruzeiro. Se ganhasse, deixaria a zona de rebaixamente para trás. Apesar de saber disso, a postura foi de uma apatia inigualável.

Ontem, eu senti vergonha de torcer por essa turma de covardes!

O Vasco, formado por muitos reservas, atropelou o Atlético. O Vasco não jogou, o Vasco treinou!

Foi um rachão pré-jogo. Não aplicou uma sonora goleada sabe-se lá por quais motivos.

No segundo tempo, quando o Atlético esboçava uma tímida reação, Serginho foi novamente expulso. OUTRA VEZ!

E aí qualquer esperança de mudança no placar foi por água abaixo.

O time é de uma fragilidade impressionante. Qualquer pessoa que entenda um mínimo de futebol, teria contratado melhor que Kalil e Maluf.

E não teria torrado a metade do dinheiro que os dois torraram!

E não me venham dizer que o time estava desfalcado. O Vasco estava muito mais! Além disso, deveria haver atletas com capacidade para entrar e resolver a parada.

Tem hora que dá vontade de se afastar do futebol e deixar esse amontoado de vagabundos pra lá!

Se tomar como base o jogo de ontem, preparem o lombo e o coração!

Vamos comer o pão que o diabo amassou neste restante de campeonato!

Siga este blogueiro no twitter clicando aqui

UM GANDULA DAS ARÁBIAS.

Crônica escrita por mim após o jogo Atlético X Coritiba, em 2009, e publicada no Terreirão do Galo, na Globo.com.

Quando fiz 15 anos, meu pai inscreveu-me no quadro de gandulas do Mineirão para aumentar a renda lá de casa. Alegre com a perspectiva de ver os jogadores do Galo de pertinho, eu recebi as instruções do pessoal da Ademg:

O gandula não pode influir no desempenho da partida. Não pode torcer de jeito nenhum. Tem de ficar quietinho em seu canto, que é definido antecipadamente pelo coordenador. Não pode atrasar a reposição de bola e tem de ficar calado, porque em boca fechada não entra mosquito.

Semanas depois, fui chamado para trabalhar no jogo do Galo contra o Coritiba e meu pai entregou-me ao coordenador. Troquei de roupa e me enfiei no uniforme mais bonito que eu já tinha visto depois da camisa preta e branca do Atlético.

Chegou a hora. Eu tremia que nem vara verde, meus joelhos pareciam uma geléia, mas firmei o corpo e junto com os outros gandulas, entrei correndo em campo. A massa estava bem à minha frente e eu fui incapaz de deixar de admirá-la. Fiquei plantado no meio de campo, só olhando e babando. Não tinha tanta gente como em outros jogos, mas o pouco que tinha fazia um barulho danado.

Quando o time pisou o gramado, o canto de Galooo ecoou tão forte que até no Nepal devem ter escutado.Tardelli passou bem pertinho de mim. Puxa vida, eu estava feliz demais! Jogadores batendo bola e eu ali me segurando pra não entrar na brincadeira. O coordenador me olhou furioso e com um aceno de cabeça obrigou-me a ir para o meu lugar. Eu fui, mas fui muito puto da vida.

O jogo começou e no primeiro ataque o Coritiba quase marcou. Quase tive um troço. Tanto que logo depois, ainda não refeito do susto, vi o Tardelli pegar uma bola fora do campo que era minha obrigação ter pegado.

Mas aí o Galo foi lá e meteu dois gols aos 14 e aos 15 minutos. Não me contive e soltei um Gaalooo de todo o tamanho. A encarada do quarto árbitro me obrigou a fingir de morto. Um morto totalmente imparcial, diga-se de passagem. Assoviei uma musiquinha para melhorar o disfarce.

Uma goleada se desenhava? Ledo engano, pois aos 20 minutos, veio o gol do Coritiba. Meu Deus do céu, será possível que a gente não tem nem o direito de ganhar um jogo em paz, sem ser incomodado?

Comecei a atrasar a reposição de bola para o Coritiba. Mas não exagerei, pois senti que o quarto árbitro não tirava olho de mim, o desgraçado. Mas isso não me impediu de xingar o Marcelinho Paraíba de “loira burra”, quando ele correu e puxou a bola da minha mão.

O Atlético concedia espaços e o Coritiba aproveitava. Todavia, o tempo foi passando e o primeiro tempo acabou. Ufa!

Na segunda etapa, o Galo tomou conta do jogo. O Serginho jogava o fino da bola. Num momento em que devolvia a bola pra ele, aproveitei pra dizer, assim meio entre dentes: _ Cai pra direita, Serginho, o lateral-esquerdo deles é uma baba! Ele sorriu e disse: _ Volta pro seu lugar, garoto.

Nisso, o tal lateral já reclamava com o juiz: _ Olha o gandula aqui, professor! Imediatamente, eu já era novamente um morto imparcial, olhando para o céu, inocente de dar dó.

Foi um massacre sem gols. A bola não entrava de jeito nenhum. O Edson Bastos fazia milagres, até que num contra-ataque, o Leozinho avançou pela esquerda e detonou o Aranha. Silêncio no Mineirão. 2 a 2 no placar!

A partir daí, fui tomado de uma pressa danada. Bola que caia na minha área era devolvida na bucha. Teve uma hora que nem bem a bola saiu e eu já a entregava pro lateral-esquerdo curitibano. Ele deu um sorrisinho vingativo, como quem diz: _ Agora está com pressa, não é? Na minha mente, eu amaldiçoei até o último de seus descendentes!

Eis que Renan Oliveira marca o terceiro gol no finalzinho do jogo. Do mesmo jeito que a massa explodiu de alegria lá em cima, eu explodi cá embaixo. Saí gritando e pulando que nem cabrito e só não entrei em campo para abraçar o Renan porque aí também já seria demais. Eu fiquei feliz demais, minha Nossa Senhora!

Agora devo informar aos amigos que estou suspenso pelos próximos 30 dias. Acho que não gostaram do meu primeiro dia de trabalho. Disseram _ embora eu não concorde _ que eu infringi todas as regras e que sou o gandula mais indisciplinado que o Mineirão já viu.

Mas eu digo que antes de ser gandula, eu sou atleticano até na alma. Vou tentar me controlar só pra segurar o emprego… mas, não garanto nada!

Siga este blogueiro no twitter clicando aqui

ATLÉTICO 2 X 0 BAHIA. E OS PÉS PERMANECEM GRUDADOS NO CHÃO.

Não quero supervalorizar a vitória e muito menos desmerecer a sua importância.

Afinal, por causa disso, saímos da zona de rebaixamento. Pelo menos, momentaneamente. Mas nada nos garante que o time tenha engrenado definitivamente.

Não sabemos o que acontecerá no próximo jogo, contra o Atlético-GO fora de casa. Apostar em uma vitória do Galo em Goiânia é como jogar na sena e se endividar até no talo com a certeza de se tornar milionário.

A não ser pelos 3 pontos guardados zelosamente na sacolinha, não foi uma partida que nos inspire a ovacionar a equipe daqui para a frente.

Alguns jogadores ainda permanecem atuando dentro daquilo que os boleiros (aqueles que jogam ou jogaram de forma séria) definem como “jogando pedrinha”.

No presente caso, Mancini e Serginho.

Mancini, especialmente, teve a chance de se redimir no segundo tempo, quando assumiu a lateral direita. Naquele espaço de campo, não comprometeu, pois decidiu jogar apenas o feijão com arroz. Já não é capaz de produzir mais do que isso.

Só não incluo Renan Ribeiro nesta lista porque o jovem goleiro da base não foi exigido em nenhum momento do jogo.

E se a bola não vai nele, não tem como falhar.

Jogar sem goleiro é uma tragédia digna dos grandes dramas gregos! Dureza, viu!

No mais, o Galo se cuidou muito nos combates no meio de campo e eu não vi a zaga desguarnecida em nenhum momento.

Werley colou no Reinaldo e Triguinho cobriu seu lugar, sem falhas durante todo o jogo.

Daniel Carvalho soube distribuir as jogadas enquanto teve fôlego. O lançamento que fez para o segundo gol de Magno Alves pagou o ingresso.

Daniel Carvalho tem um potencial tão grande que nem ele mesmo sabe. E, por conta disso, não se valoriza.

Pelos dois gols marcados, um deles em um penalti que na hora achei que não existiu _ mas que, depois confirmei sua legalidade por VT _ Magno Alves foi o nome do jogo.

Além de jogadas agudas em direção ao gol. E quando estava crescendo ainda mais, foi retirado da partida pelo treinador. Vai entender.

Pierre também foi destaque. Das bolas que disputou, não perdeu uma sequer.

A realidade é que o Atlético atuou de forma consistente do meio para trás. E de forma improvisada e insegura do meio para o ataque.

A bem da verdade, o primeiro lance efetivo de gol aconteceu aos 45 minutos do primeiro tempo, quando o penalti foi marcado. Nada mais além disso.

Muito pouco para quem jogava em casa, com o apoio da torcida.

As chances se multiplicaram no segundo tempo, quando o Bahia se lançou ao ataque em busca do empate e foi surpreendido pelo primoroso lançamento de Daniel Carvalho, que encontrou Magno Alves livre para fazer o segundo gol.

E, logo depois, Bernard _ que deu muito mais velocidade às tramas de ataque _ perdeu uma chance de ouro, cara a cara com Thiago.

Essa vitória não me tira a certeza de que vamos brigar todo o tempo na parte de baixo da tabela, disputando com os times pequenos as migalhas que sobrarem.

Não temos equipe para mais do que isso, infelizmente.

Futebol é imprevisível, mas quando a incompetência da diretoria é exagerada e beira as raias da irresponsabilidade, é fácil fazer previsões seguras.

O que anseio é apenas escapar da segunda divisão. Não tenho mais nenhuma pretensão, pois não primo pela loucura.

Tomara que eu esteja enganado. E você, amigo leitor do L&N, qual a sua opinião?

Para seguir este blogueiro no twitter, clique >>> @robertoclfilho

VOCÊ PENSA QUE É SÓ HOMEM QUE ENTENDE DE FUTEBOL?

O Galo que vimos em campo domingo é bem diferente de algumas partidas atrás. Confesso que não gostei da dispensas de Ricardinho e Zé Luiz. O armador do Galo era meu queridinho, pela qualidade técnica e pelos lindíssimos passes com que servia seus companheiros.

O volante Zé Luiz, pelos clássicos que fez, praticamente anulando Montillo, e também por ter sido muito profissional na semana da morte de seu pai, honrando a camisa que vestia.

Mas preciso fazer justiça ao meio de campo do novo Galo. Esta turma da base entrou em campo sabendo exatamente quem era seu adversário. Criados no CT do Galo, os meninos sabem o que é enfrentar o Cruzeiro. E entraram com fome de bola.

Giovanni parece ter chegado para assumir de vez a camisa 10. Vem fazendo ótimas apresentações e foi peça importantíssima para o time. Mancine que o diga, pois foi justamente a segurança de Giovanni na armação que desobrigou-o de fazer aquele papel de voltar lá no meio de campo para buscar a bola. Com isso, foi mais produtivo.

Bernard, por sua vez, se ainda pode melhorar a parte técnica, não se pode reclamar da força de vontade, que fez muita diferença, sim senhores.

O lateral Patric, mesmo tendo feito o gol da vitória, não fez boa partida. Perdeu a grandissíssima maioria das bolas que lhe chegaram aos pés, procurou sempre os caminhos mais difíceis, e, além disso, foi péssimo marcador. O gol azul surgiu de uma bola que ele perdeu bisonhamente, propiciando contra-ataque fatal.

Na minha humilde opinião, Dorival deveria inverter as coisas: domingo, o lateral esquerdo Guilherme jogou mais preso e Patric jogou mais solto. Como parece ter mais fôlego para subir e voltar, talvez Guilherme devesse ser mais acionado na subida ao ataque e Patric devesse ficar mais fixo. Patric teve a sorte de ter Réver jogando muito bem, consertando várias lambanças que ele fez.

E Réver, por sua vez, teve a felicidade de contar com um Léo Silva muito bem na partida. Boa dupla de zaga, grazadeus! Vale também destacar a ótima fase de Felipe Soutto. Com ele no elenco, não vejo lugar para outro primeiro volante.

Serginho também jogou bem, marcou bem e saiu para o jogo apenas nos momentos mais seguros. No gol do cruzeiro, curiosamente estava fora de posição. Montillo driblou Soutto e abriu para Wallysson marcar para o timeco de estrelinhas.

Termino minha análise falando sobre a paupérrima participação de Daniel Carvalho. Ele, jogando como jogou, é o novo Diego Sousa: sonolento, barrigudo, foge do jogo, deixa buracos, não apóia o ataque, muito menos ajuda na marcação. A diferença de garra é abissal!

Enfim, foi uma boa apresentação, mas ainda não há nada definido. A não ser o que as evidências indicam: o freguês voltou e parece que agora é para ficar.

Vai pra cima deles, Galo!

NOTA DO BLOGUEIRO: O título desta crônica foi criado por mim porque fiquei fascinado pelo entendimento que a Ana tem de futebol. Portanto, não a considerem “metida”! O culpado é o blogueiro!! 🙂 🙂

PARA SEGUIR A COLUNISTA NO TWITTER, CLIQUE >>> @anacrisgontijo

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> robertoclfilho

ATLÉTICO 2 X 1 AMÉRICA. GAROTOS SE TORNANDO HOMENS!

O Galo com a escalação atual, se analisado com realismo e imparcialidade, não é um time forte, sejamos francos.

Mas gradualmente vai pegando confiança, que é o dopping mais poderoso que um jogador de futebol pode injetar nas veias… ou na mente.

E eu já vi muitíssimos times medianos que, numa sequência de vitórias, vão se inflando de auto-estima a ponto de brigar na ponta da tabela.

Vide o Borussia Dortmund, na Alemanha, que hoje se sagrou campeão alemão com um time feito de garotos extremamente inexperientes.

Vide a equipe do Galo de 1977, mesclada de mais juniores do que veteranos, que foi vice-campeã brasileira com 10 pontos à frente do campeão.

Não estou sendo ufanista e nem otimista demais. Estou depositando apenas um voto de esperança em um time de garotos que vai se firmando a cada dia que passa.

Pois ninguém pode negar que até a pouco tempo atrás, com jogadores rodados (como Zé Luis e Ricardinho), a meia cancha era a verdadeira avenida Afonso Pena com pouco trânsito.

Por ali passeavam os adversários como se estivessem em um footing de fim de semana. Um local para o lazer, assim como a Praça da Liberdade.

E os zagueiros, coitados, eram largados à própria sorte.

Mas nesta tarde-noite, o meio de campo alvinegro congestionou de verdade a frente da zaga e não permitiu que o América se criasse no primeiro tempo, quando eram onze contra onze.

E distribuiu o jogo com dinamismo e rapidez nos contra-ataques, em todos os lados do campo, com toques de primeira e em direção ao gol.

No segundo tempo, com a expulsão de Richarlyson no primeiro minuto, a equipe sentiu exageradamente e o América tomou conta da partida.

Não entendi porque se deixou dominar tão facilmente. Afinal, já cansei de ver times atuarem com dez contra onze e nem sempre a superioridade é tão flagrante.

O conjunto atleticano se encolheu demais e sofreu uma pressão inadmissível para quem tem apenas um jogador a menos.

Curiosamente _ e devemos agradecer ao América por isso _ foi o adversário que nos acordou com um gol que foi mais falha do Guilherme Santos do que mérito deles.

A partir daí, o Galo se recompôs e jogou como se estivesse com o mesmo número de atletas, que é o que deveria ter feito desde a estranhíssima expulsão do Richarlyson.

Os volantes se projetaram e encararam a defesa pernalonga. E com Magno Alves _ que vem queimando a língua dos fundamentalistas insanos _ empatou o jogo. Era o que bastava para a classificação.

Mas ainda viria uma surpresa dos pés de Serginho, que como um centroavante daqueles que fungam no cangote do beque, invadiu a área como um bólido e deu fim às esperanças americanas.

Em suma, um primeiro tempo e metade do segundo excelentes. Gostei do que vi e já não duvido que esta equipe esteja se ajustando de forma consolidada.

Os grandes destaques de hoje foram:

Serginho, que a exemplo do jogo passado, se fez onipresente em todos os quadriláteros das quatro linhas. E ainda marcou um golaço. E não errou UM passe sequer durante toda a partida!! Parece um sonho? Não, é o Serginho que vem ressuscitando seu futebol! Foi o melhor em campo disparado.

Fillipe Souto, que nunca jogou nos juniores o que está jogando no profissional. Perfeito na marcação, rápido na saída de bola e dono de uma categoria para poucos. Ele sabe o que fazer com a bola e, na maioria das vezes, não executa o óbvio. Dificilmente perderá a posição daqui para frente.

Réver, que está voltando à sua costumeira forma. Desarmou, gritou, impôs moral como o grande capitão que é, e não praticou nenhuma falta que pudesse tirá-lo da final. O velho Réver está de volta!

O destaque negativo foi o juiz Abade, que durante toda a partida tentou intimidar a equipe atleticana, como sempre fez em outros jogos.

Peço encarecidamente àquele atleticano safado que paquerou _ com evidente sucesso _ a mulher do Abade, que se identifique neste blog. Afinal, fomos prejudicados por sua causa, seu sacana!

Se o time repetir o futebol do primeiro tempo nos 180 minutos que teremos pela frente, não tenho nenhuma previsão pessimista contra o cruzeiro, o Barcelona tupiniquim eleito pela tendenciosa imprensa mineira.

Que venga las vulpejas azules!!!

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> robertoclfilho

AMÉRICA 1 X 3 ATLÉTICO. PODERIA TER SIDO DE MAIS!

O Atlético assistiu ao mediano time do América jogar até os 33 minutos do primeiro tempo, quando, coincidentemente, Ricardo Bueno foi substituído.

Isso quer dizer que Ricardo Bueno é culpado pelo deprimente desempenho da equipe nesta fase do jogo?

Não se pode culpar um atacante quando o zagueiro fura uma bola ou o lateral erra passes em cima de passes. Seria muita injustiça, pois futebol é um esporte coletivo.

Mas o fato é que Ricardo Bueno, por não se posicionar como referência na área e não conseguir sequer dominar uma bola fora dela, implode completamente o desenho tático que o técnico tenta implantar.

E quando ele mata de canela ou tropeça na bola lá na frente, o quadrado do meio de campo e a defesa ficam totalmente expostos ao perigo, sem reação, tal e qual uma marca de batom na cueca enterra de vez qualquer chance de defesa.

Foi isso o que ocorreu enquanto Ricardo Bueno esteve em campo.

A partir do momento em que Dorival Júnior o substituiu por Berola, as coisas se ajustaram principalmente nos contra-ataques, que tornaram-se muito mais incisivos, muito mais mortais em trocas rápidas de passes de primeira.

Dorival percebeu o que ocorreu e gostou do que viu. Por isso, no segundo tempo, situou a equipe mais atrás para explorar justamente os velozes contra-ataques comandados, às vezes por Renan Oliveira, em outras por Giovanni.

Além de propiciar espaços para as arrancadas de Berola e Mancini.

E jogando assim, o Galo poderia ter aplicado uma sonora goleada no América hoje. Porém, com a entrada de Daniel Carvalho, a equipe tornou-se lenta e inoperante. Ele cadenciou demais o que antes era veloz.

Que o América considere como presente de páscoa uma diferença de apenas 2 gols, pois tinha caixa para mais uns 3, no mínimo.

Não que o conjunto atleticano seja uma maravilha. Está há anos-luz dessa condição.

A equipe tem deficiências monumentais. Para ser sincero, reconheço que este time, da forma como está, não briga por nada este ano!

Pode ser forte perante um América Mineiro, mas será fraco diante dos grandes deste país.

Repito o que venho dizendo: Sem reforços de qualidade, vamos sofrer que nem cachorro sem dono.

Os destaques de hoje, sob o ponto de vista deste modesto blogueiro, são:

Berola, que apesar de não ter enchido os olhos da Massa (como já fez outras vezes), mudou a história da partida. Marcou um, deu a assistência para o outro e ainda infernizou a defesa americana com as suas estrepolias. Pode ter os seus defeitos, mas é tão atrevido que beira a insanidade.

Serginho permanece errando passes de 2 metros, mas desta vez desandou uma correria em campo que contagiou os companheiros. Se multiplicou e deu a impressão de ter sido clonado e se tornado onipresente. E foi, merecidamente, premiado com um gol importantíssimo.

Não vou citar destaques negativos. Todos sabem quem foi. O cara já está sendo tão achincalhado pelos alvinegros que eu me recuso a apedrejá-lo publicamente. Não há mais razões para isso.

Dorival Júnior, a partir de agora, tem de preservar o rapaz de mais humilhações.

Em suma, foi um jogo que começou de uma maneira que sinalizava um desastre e acabou com um belo resultado.

Antes assim!

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> robertoclfilho

IPATINGA 2 X 2 ATLÉTICO. QUANDO O TIME TITULAR DO GALO ENTRARÁ EM CAMPO?

Eu gostaria muito de saber quando é que o time principal do Atlético vai entrar em campo!

Pois não é possível que Dorival Júnior pense que o time que entrou em campo neste domingo é o titular.

O nosso treinador está mantendo jogadores _ mesmo sem jogarem bem _ como donos absolutos da posição, quando temos um elenco pronto para atuar.

Eu já fui jogador de futebol e sei que nada desmotiva mais um atleta do que ser esquecido na prateleira em prol de um outro que joga muito menos do que você.

Nesta equipe do Galo, no mínimo 50% do banco merece ser titular. No mínimo, 50% do time titular merece ser reserva!

E só na cabeça do Dorival Junior é que não entra essa constatação.

O nosso treinador se convenceu que o time que encerrou o ano passado _  de triste memória _ é a equipe titularíssima. E cada um tem lugar cativo!

O cara pode jogar mal, ser o pior em campo, chutar bola de canela, de tornozelo, matar bola de nariz, mas o lugar está garantido. E o resto do elenco que se estrepe em verde-amarelo!

O mestre Dorival Junior ignora todas as contratações. As dondoquinhas dele são estes que estão jogando e fim de papo.

Ora, façam-me o favor!

Muito mais importante do que treinadores teimosos é o Clube Atlético Mineiro.

Sou super a favor da manutenção do Dorival Júnior por 5 anos. Não estou detonando o técnico e nem iniciando nenhuma campanha para derrubá-lo.

Mas me reservo o direito de criticar quando entendo que as suas teimosias estão prejudicando o desempenho do Galo.

A escalação de Ricardo Bueno chega a ser patética! O técnico resolveu se arvorar de único entendido de futebol no mundo, quando todos sabem que esse jogador é uma aposta perdida.

A manutenção de Werley como titular em detrimento de Leonardo Silva é uma sacanagem explícita, feita para arrotar poder: “Aqui mando eu”!

Me digam: qual treinador ou torcedor em Minas Gerais faria esta escolha?

Só um louco varrido!

Fora isso, Wesley, Mancini ou qualquer outro do banco de reservas  merece a titularidade no lugar de Renan Oliveira, pois Renan Oliveira depois de elogiado é um perigo.

Enquanto é criticado, ele se esforça. Mas quando tem o trabalho reconhecido, ele amolece e se julga a bala que matou o Kennedy.

E Renan Ribeiro? Só porque vem da base e foi um dos que salvaram o time no ano passado, virou figura intocável?

Porra nenhuma! Vem falhando repetidamente nos últimos jogos! E hoje ele, mais uma vez, foi inseguro durante o jogo inteiro. Repito: durante o jogo inteiro!!

Eu nunca dei mamadeira para o Renan Ribeiro e nem forneci as suas papinhas no infantil, juvenil e júnior. Portanto, não me sinto obrigado a elogiá-lo para agradar aos que idolatram jogadores só porque vieram das categorias de base.

Para mim, um atleta que vem da base tem de ter um rendimento igual ou superior aos que vêm de fora. Abaixo disso, tem de comer banco ou nem isso.

Hoje, Renan Ribeiro deveria ter ido na bola para espalmá-la para córner, mas resolveu encaixá-la. Aí se deu mal.  Está fazendo escolhas erradas já há algum tempo.

Reconheço o seu valor, porém, acho que a hora do Giovani chegou. Mas sei que o Dorival Júnior vai mantê-lo como titular, pois ele mantém seus amigos como titulares sempre.

Joguem mal ou joguem bem. Sabe-se lá porque!

Isso é um “incentivo” espetacular para o grupo. Afinal, o que adianta se esforçar em busca da titularidade se você sabe que fulano tem título de propriedade da posição?

Hoje o Jobson jogou muito melhor do que Ricardo Bueno. Querem apostar que no próximo jogo Dorival Júnior vem com essa conversa fiada que o Ricardo Bueno treina muito bem e vai se recuperar com a torcida?

Ora, é o único cara no mundo que vê algo de bom nesse cara, pô!

Tanto o Jobson quanto o Magno Alves são milhões de vezes melhores!

Devido a qualidade do adversário, no qual tínhamos a obrigação de aplicar uma humilhante goleada _ mas que, ao contrário, fomos humilhantemente dominados no primeiro tempo _ nem vou comentar o jogo em seus detalhes.

Mas faço questão de deixar aqui o meu protesto pela teimosia de um técnico que tem tudo para fazer um excepcional trabalho, mas que vem, de forma surpreendente, metendo os pés pelas mãos.

Como é que pode um cara escolher um fusca 1.3, batido e lanternado, ao invés de uma Ferrari nova em folha?

Se isso não for burrice, eu não sei mais o que é…

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> robertoclfilho

JOÃO 4 X 3 MARIA… JÁ ESTÁ VIRANDO SADISMO!

Os cruzeirenses já estão se acostumando com as derrotas frente ao Galo. A freguesia fiel só não compra fiado em nossa bodega porque não permitimos.

Não se vende fiado para quem não pode pagar.

Eles, a cada dia que passa, se curvam à verdadeira realidade dos dias de hoje.

Talvez porque o Atlético seja a equipe que mais venceu o cruzeiro em toda a sua constrangedora existência  pontuada por mudanças de nomes (Ypiranga, Palestra Itália e sei lá quantos mais) a cada falência.

Falia com um nome, inventava-se outro e vida que segue.

Não adianta apedrejar ônibus alvinegro, nem jogar, durante a partida, uma carreta de objetos para dentro do campo. E nem dar piti ou rasgar camisolas, que é um costume enraizado entre os azuis.

Muito menos fazer pressão. Pressão de menos de 10.000 pessoas em um estádio com capacidade para mais de 18.000 é café pequeno para jogadores que convivem com a grande Massa atleticana, infinitamente mais presente do que meros simpatizantes que se esforçam para, um dia, virar uma torcida razoavelmente decente.

A pseudo-pressão azul foi tão insuportável, mas tão insuportável que, mais uma vez, o Atlético foi lá e aplicou uma sonora traulitada nas moleiras de cabeças metidas a bestas do outro lado da lagoa.

Foi como uma inquisição atleticana em pleno século XXI. O ápice de sadismo dessa tortura medieval foi destruir o inimigo ante sua própria horda de simpatizantes.

Simpatizantes estes que eu vi, ao final do jogo, apesar da derrota acachapante, sorrirem  e se confraternizarem.

Venha me dizer que um atleticano sorri e se confraterniza após uma derrota do Galo  e eu lhe chamarei de mentiroso na bucha e na lata!

No jogo, bem que o cruzeiro tentou sair vencedor. Ao marcar o primeiro gol da partida, os azuis acreditaram que tudo estava escrito e sacramentado.

Só que se esqueceram que hoje o time alvinegro é um batalhão de xiitas dispostos a tudo pela vitória. Os olhos de cada jogador são injetados de sangue. E o sangue de cada um é vitaminado de raça e fome de vitórias.

Em dois minutos, a virada veio como um raio. O Galo não estava mal quando estava perdendo o jogo e ao virar o placar, a confiança se consolidou.

Não posso dizer que foi uma partida perfeita. Não posso dizer isso.

Ainda há muito que aperfeiçoar nesta equipe, embora a vontade demonstrada por todos já seja meio caminho andado.

Contudo, ninguém pode negar que a equipe de hoje é mais disposta a compartilhar responsabilidades em todos os setores do campo.

Responsabilidades e suor.

A entrada de Jackson na lateral foi uma grata surpresa, assim como as defesas de Renan Ribeiro foram determinantes para a vitória.

Leonardo Silva se afirmou, categoricamente, como companheiro do capitão Réver e Ricardinho, outra vez, deu uma aula de como atuar como meia de ligação.

Zé Luis não pode ser reserva nem aqui nem na China. Dorival Junior terá de se virar para arrumar um lugar para o Zé do Galo, pois não se bota no banco um valor tão grandioso.

No lugar de quem? Dorival que se vire. Você acredita mesmo que eu vá duvidar de um técnico que, num passe de mágica, acha um lateral como o Jackson no apagar das luzes? E se ele fez isso, não pode arrumar um lugar pro Zé?

Sou louco, meu amigo, mas não sou burro!

Tardelli voltou a ser Tardelli e Berola mudou a história da partida com o seu desrespeito total a uma coisa chamada defesa adversária.

E o melhor da tarde/noite: Wellington Paulista ficou revoltado com Diego Tardelli porque este, aos seus olhos, imitou um cruzeirense se maquiando.

Entendeu que foi uma humilhação à sua torcida. Em suma, vestiu a carapuça sem ninguém ter pedido.

Será que terão ataques histéricos toda vez que forem imitados?

Se for assim, Wellington Paulista terá de mudar de time, pois a preferência obsessiva em levar de 4 nos últimos jogos contra o Galo é, no mínimo, suspeita!

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> robertoclfilho

SERGINHO, VOCÊ ESTÁ ESPERANDO O QUE?

Serginho disse em entrevista que “deseja permanecer como volante, na posição em que se destacou no futebol brasileiro. E que, se for no decorrer das partidas, aceita atuar na lateral (!?)”.

Ok, se destacou em alguns momentos, logo quando foi lançado no time.

Aí se lesionou e ficou 1 ano parado.

Depois voltou jogando razoavelmente em 2009.

Novamente se machucou e tome mais um ano de estaleiro.

Retornou em 2010, foi mantido como titular por um maldito moleque irresponsável e na sequência, por um técnico de verdade.

Ambos lhe garantiram um lugar cativo na equipe principal.

Sinal de que algo de bom Serginho deve ter. Mas se destacar como ele considera ter se destacado, eu não concordo de jeito nenhum.

Pois em 2010, não fez sequer duas partidas boas jogando como volante.

Serginho corre muito em campo, se doa 100% e honra a camisa que veste. Ninguém pode negar. Mas não consegue aprimorar a roubada de bola e muito menos os passes, causas de infartos e ranger de dentes nas arquibancadas.

Acaba se esforçando inutilmente, pois as raras bolas que rouba aqui entrega ali. E lá vai o Serginho disparar uma correria louca _ outra vez! _ para tomar uma bola que ele mesmo perdeu.

Assim ninguém aguenta! É uma verdadeira roda viva!

Mas como lateral direito, ele foi primoroso contra o Corinthians. E nas vezes em que foi deslocado para aquela posição durante os jogos, ele produziu mais do que no meio de campo.

Serginho tem o biotipo de lateral e capacidade aeróbica perfeitos para desempenhar de forma destacada as funções de atacar, defender e cobrir a diagonal dos zagueiros ou dos volantes.

E só ele não sabe disso!!

Talvez por entender que seria um retrocesso em sua carreira _ ou perda de status quo _ aceitar uma mudança para a lateral, o que não se configura na realidade.

Pois muitos jogadores que iniciaram suas carreiras no meio foram deslocados para a lateral. E muitos destes chegaram à seleção brasileira!

Mas como volante, da forma como vem atuando, Serginho tem o banco de reservas mais perto de si do que se tornar um dos melhores do país jogando pelos flancos.

Então, Serginho, refaça o seu plano de carreira!

Você está esperando o que para se tornar um dos melhores?

E você, caro amigo e leitor? Qual a sua opinião a respeito?

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> robertoclfilho

PALMEIRAS 2 X 0 ATLÉTICO.

Longe de mim criticar Dorival Junior nessa altura do campeonato.

Afinal, se teve alguém que deu algo parecido com um sistema tático à equipe neste ano foi ele.

E foi ele, inclusive, que escalou contra o Palmeiras um time raçudo e bem distribuído em campo.

Levamos o primeiro gol por acidente de trabalho, embora esses acidentes estejam se repetindo com uma frequência absurda contra o Galo.

Gostei de ver que a pegada da equipe melhorou muito em eficácia. A compactação do meio funcionou e tivemos oportunidades de sair na frente no placar.

Aquela bola do Ricardo Bueno, no primeiro tempo, merecia entrar. E se entrasse, a história do jogo seria outra.

Mas porque iniciei esta crônica falando de Dorival Junior?

Porque o mesmo Dorival que formatou a boa equipe que iniciou o jogo foi o mesmo Dorival que se incumbiu de desmontá-la!

Ora, até os vinte e poucos minutos da segunda etapa, o Galo estava mais perto do empate do que o Palmeiras do segundo gol.

Alê dava boa proteção à zaga. Renan Ribeiro se tornou um espectador privilegiado. O Atlético tramava muito bem no meio e Neto Berola se encarregava de enlouquecer a zaga palmeirense.

O que tinha de errado nisso?

Mas Dorival entendeu que faltava ofensividade. Tudo bem, eu entendo. Mas no momento que tirou Alê, o único volante de contenção em campo, ele entregou o jogo ao Palmeiras.

Porque Serginho entrou mal demais. Porque Nikão entrou mal demais.

Se Serginho tivesse entrado no lugar do Diego Macedo, eu entenderia. Mas deslocar Mendez para a lateral direita e lançar Nikão, meia ofensivo que não marca nada, cá entre nós, foi o fim da picada.

De repente, a zaga atleticana, que aos trancos e barrancos vinha se comportando bem, foi vendida aos piratas. À sua frente, se abriu um corredor maior que o oceano Atlântico, sem sinais e sem faróis.

E a sorte do jogo mudou de lado. A partir daquele momento, o Galo se perdeu em campo. Não houve mais nenhuma jogada aguda em direção ao gol, troca de passes, nem nada. Absolutamente nada.

O time murchou. E o Palmeiras, a partir daí, retomou as rédeas de uma partida que até então vínhamos comandando e certamente, a qualquer momento, empataríamos.

Quando Ricardo Bueno perdeu a bola que concedeu o segundo gol ao Palmeiras, auxiliado pela preguiça de Jairo Campos de ir com vontade no atacante, a esperança foi trucidada. O que poderia ser uma vitória ou um empate heróicos, virou uma derrota frustrante.

A entrada de Tardelli, um pouco antes, só fez desarticular ainda mais o esquema proposto.

Pois Tardelli não jogou absolutamente nada. Fabiano, por mais inseguro que estivesse em campo,  produziu muito mais que ele.

Valeu a tentativa? Claro, há de se tentar ganhar um jogo. Mas, valha-me Deus, mexer em 3 peças e errar em todas, é 0% de aproveitamento!

E isso me assusta sobremaneira, embora não me faça desesperar e nem mudar o meu conceito a respeito do nosso bom comandante.

Afinal, para quem assistiu, pasmo e boquiaberto, as monumentais asneiras de um moleque irresponsável por 8 longos meses, isso é café pequeno!

Dorival Junior vem trabalhando bem, não se pode negar. A mudança de esquema, o posicionamento e a atitude da equipe mudaram da água para o vinho, reconheço.

Nada a reclamar quanto a isso. O que me preocupa são as substituições. Estas sim, me dão calafrios!

Destaques positivos: Renan Ribeiro e Neto Berola.

Destaques negativos: Fernandinho (horrível), Jairo Campos, Serginho e Nikão. 

Perdemos, mas foi um jogo jogado com a raça que caracteriza a esquadra alvinegra.

E só por isso vou dormir em paz!

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> robertoclfilho

ATLÉTICO 2 X 0 INDEPENDIENTE DE SANTA FÉ

Dorival é um excelente treinador, mas não é santo milagreiro!

Sabendo disso, temos de nos manter preparados psicologicamente para a instabilidade da equipe dentro de campo.

E bota instabilidade nisso.

O Galo alterna momentos bons e ruins de minuto em minuto. Embora já se identifique o dedo do treinador em relação ao posicionamento e ao deslocamento tático, há instantes em que nada dá certo.

Mesmo assim, no primeiro tempo, o Atlético dominou o jogo, o que não poderia ser diferente em razão das limitações técnicas da equipe de Santa Fé.

Os vestiários da Arena do Jacaré, no intervalo, já deveriam ter recebido o time com uns 3 gols de vantagem.

No princípio do 2º tempo, surpreendentemente, foi o Independiente que tomou a bola para si. Não fosse o incrível reflexo de Renan Ribeiro e a vaca teria ido para o brejo.

Aliás, na hora da defesa, eu pensei: _ Se fosse Fábio Costa, pesado e sem mobilidade, esta teria entrado!

O Galo só foi retomar o comando das ações por volta dos 12 minutos. E aí a coisa fluiu, principalmente por causa da entrada de Berola no lugar do invisível e improdutivo Ricardo Bueno.

Se fosse treinador do Galo, eu não escalaria Bueno nem no time reserva em treinos. Ele é um cemitério de jogadas. Não tem domínio de bola, não sabe fazer tabelas e conclui a gol _ quando conclui _ de forma estabanada e sem direção.

Serginho voltou ao que era antes daquela maravilhosa atuação contra o Corinthians. Dispersivo, errando passes de 3 metros, correndo muito sem necessidade, perdendo bolas e concedendo contra-ataques…

Enfim, ainda existem muitos ajustes a fazer, mas gradualmente a equipe vai tomando forma de time de futebol.

Perdemos gols demais com Rafael Cruz (o último toque para o gol, de tão displicente, foi ridículo), com Obina, com Berola _ que é rápido, tem suas virtudes, mas precisa treinar conclusões a gol com urgência _ e com Diego Souza.

Este último fez um bom jogo e cada vez mais vai readquirindo a velha forma. Foi só ver o Antônio Mello pelas costas que o seu preparo físico melhorou. E com melhor condicionamento, a técnica mais apurada já começa a dar as caras.

A estréia de Diney foi péssima. A entrada de Jheimy no lugar de Obina, cansado, deu mais mobilidade ao ataque. O garoto é melhor que Ricardo Bueno, sem dúvida. Se bem que esta comparação não diz muita coisa a seu favor.

Ao final do jogo, restou um gostinho de frustração pelos inúmeros gols perdidos.

Poderiam fazer a diferença em Bogotá, uma cidade com 2.640 metros acima do nível do mar, a terceira maior altitude do mundo (atrás apenas de La Paz e Quito).

Por causa dessa elevada altitude, era importantíssimo aplicar uma goleada ontem para levar uma gordura para o 2º jogo.

Pois defender uma vantagem de apenas 2 gols em 90 minutos procurando sofregamente oxigênio para se manter de pé, não vai ser mole não!

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> @robertoclfilho

ATLÉTICO 2 X 1 CORINTHIANS. UMA NOITE DE PURA RAÇA!

Quando o juiz apitou o fim do primeiro tempo _ apesar do placar desfavorável _ eu suspirei de alívio.

Pois o Corinthians poderia ter metido 3 ou 4 gols de vantagem, não fossem as incríveis defesas de Renan Ribeiro. Podemos dizer que, finalmente, nós temos goleiro?

Uma certeza eu tenho: hoje nós temos treinador. Não mais um moleque irresponsável que brincava de ser técnico e afundava cada vez mais o glorioso Clube Atlético Mineiro.

Dorival Junior arrumou o time no vestiário, ao deslocar Serginho para a lateral direita e, ousadamente, lançar Obina ao lado de Ricardo Bueno.

Foi assim que no segundo tempo, depois dos 10 minutos iniciais, o Galo virou Galo!

Passou a disputar cada bola como se fosse caviar em liquidação! Os jovens valores, especialmente, comeram grama em busca da vitória.

São aqueles que nasceram na Cidade do Galo com o manto agarrado ao corpo!

Ontem eu vi, pela segunda vez neste campeonato, sangue no olho de cada atleta. Foi de arrepiar!

Após o gol do Werley, a equipe descobriu que podia sim ganhar do Corinthians.

A marcação melhorou no meio, os espaços minguaram para a equipe paulista, a defesa não dormiu e o ataque agrediu muito mais a defesa adversária.

Após o gol de Zé Luis, outro monstro em campo, poderíamos ter matado o jogo com Eron.

E cada bola era disputada como se fosse a última da carreira. Eu vi o Serginho dar carrinho na grande área adversária e segundos depois tomar a bola em nossa linha de escanteio.

Na opinião deste blogueiro, Serginho fez a sua melhor partida neste ano. Foi o melhor em campo, disparado.

Onipresente, deu duas assistências para os gols e ainda colocou o coração na ponta da chuteira em todos os lances.

Se o jogo não tivesse acabado, Serginho estaria correndo até agora, com uma garra de emocionar qualquer um!

Alguns jogadores, cada um no seu estilo, fizeram ontem uma partida redentora.

Werley mereceu o gol, pois vinha muito bem.

Diego Souza está começando a demonstrar o acerto de sua contratação. Depois da saída do moleque irresponsável, mudou da água para o vinho. Está lutando do início ao fim.

Até Renan Oliveira, pasmem os senhores, andou tomando bola na lateral do campo defensivo!!! Se é com este espírito que ele voltou, a minha renantite finalmente será curada.

Se, tecnicamente, o Galo não fez uma bela partida, louve-se a raça de todos os jogadores, sem excessão!

É com essa raça que vamos sair do buraco.

Claro que ainda temos defeitos. Muitos, por sinal. Mas agora sabemos que os problemas que enxergamos daqui, o Dorival Junior também os enxerga de lá.

E tenta corrigí-los com trabalho, não com o gogó!

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> @robertoclfilho

VASCO 1 X 1 ATLÉTICO.

Um empate catastrófico contra um time ruim desfalcado de seus principais jogadores, Carlos Alberto, Felipe e Zé Roberto.

Em outra situação, até que não seria um mau negócio, porém, devido às circunstâncias, foi um péssimo resultado.

Pois o Galo ainda permanece na zona de rebaixamento, somando apenas um raquítico ponto à sua vexatória campanha.

Vanderlei Luxemburgo optou pelo 3-5-2 sem tê-lo treinado. Treinou o 4-4-2.

Mas, como aconteceu muitas vezes nesse campeonato, entrou em campo com um time improvisado de última hora sem nenhum sentido de conjunto e foi, como deveria ser,  castigado por sua insensatez.

Sem meio de campo, sem meia de ligação, sem troca de passes, o Galo foi, no primeiro tempo, uma caricatura de equipe.

As bolas passavam pelo meio há 20 metros de altura. Jogadas trabalhadas, triangulações, 2-1, tabelas… ah, meu amigo, isso não existiu nem a quilômetros de distância.

Aliás, não houve, na primeira etapa, nada que desse ao atleticano a esperança de um destino melhor.

Por incrível que pareça, a defesa se comportou muito bem, apesar do gol que levou. Pois era para ter levado mais, uma vez que o Vasco dominava todas as ações no meio de campo e conquistava a grande maioria dos rebotes.

Com um time sem qualidade, o Vasco conseguiu superar o Atlético de grandes nomes, mas que jogava como um time de várzea.

No segundo tempo, o Galo melhorou substancialmente. As entradas de Ricardinho, Mendez e Berola deram novo ritmo ao maior de Minas.

A bola ficou mais redonda, as jogadas rápidas se sucederam  e o Vasco se retraiu.

Mas não vou creditar a mudança à “genialidade” de Vanderlei Luxemburgo.

Afinal, TODOS os atleticanos clamavam  por esta formação antes de começar o jogo, mesmo sem ganhar os milhões que o propalado treinador ganha.

E numa jogada de Daniel Carvalho, que jogou muito bem, o juiz marcou um penalti indiscutível.

Empatamos um jogo que poderíamos ter vencido, não fosse a escalação equivocada do primeiro tempo.

A entrada de Mendez também foi promissora. Gostei do equatoriano hoje. Está retomando a forma e correndo muito mais. Ele tem uma vantagem, como volante, que outros não têm.

Lança como poucos e não é previsível, com aquelas jogadinhas ridículas de encostar a bola para os lados.

Mendez tem a virtude de escolher a jogada mais difícil e na maioria das vezes, acerta. Pelo menos, foi assim hoje.

Esquecer Ricardinho num banco de reservas é um crime imperdoável. Em países de primeiro mundo, o cara que assim procede encerraria seus dias numa cadeia de alta segurança, com direito a 2 horas de sol por dia.

Não que Ricardinho seja o supra sumo da “craqueza”. Mas sim porque, do jeito que o time está tão quadrado, não tem ninguém melhor do que ele para arredondá-lo.

E Berola erra passes, se enrola com a bola, não levanta a cabeça, porém sou muito mais ele do que qualquer outro no ataque.

Isto porque ele não desiste. Parte pra cima do zagueiro e não quer nem saber se o cara é filho de mamãe ou de papai, se é rico ou se é pobre.

Berola é a exata personificação do atrevimento, um adorável mal educado que desconhece a palavra “respeito”. Ele quer mais é provocar confusão na área adversária, independente das pancadas que leva.

Se eu fosse Luxemburgo, não abriria mão de seus serviços nem por decreto.

Mas Luxemburgo é intocável, é onipresente, infalível e acima de qualquer suspeita.

E por isso, temos de conviver com as suas invenções, com as suas escalações estapafúrdias.

Como hoje.

Não teria sido muito mais produtivo ter escalado o time do segundo tempo no primeiro tempo, para arrebentar o Vasco desde os instantes iniciais?

Será que foi pelo simples “prazer” masoquista de sofrer 45 minutos?

Para nós, atleticanos, foi como se fossem 45 anos! Amargos 45 anos!

No entanto, lembre-se, Vanderlei Luxemburgo, nós NÃO perdoamos aqueles que nos têm ofendido!

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> robertoclfilho

DAQUI A POUCO, O ATLÉTICO ENFRENTA O BOTAFOGO NO RIO.

O jogo do Galo tem tudo pra dar errado, mas pode ser a vitória da superação que precisamos para que as coisas comecem a caminhar bem.

Esta frase não é minha, mas eu a adotei por causa do enorme significado que trás em seu bojo. Foram palavras ditas hoje, no twitter, pelo @lindsonbrum, um atleticano que respira em preto e branco 24 horas por dia.

Se o Galo, neste sábado, demonstrar a atitude que até agora não demonstrou em campo, poderá significar a reação que todos nós sonhamos.

Eu poderia falar novamente sobre o meio de campo, que não marca ninguém. Mas confesso que não tenho mais paciência. O Atlético já tem um treinador que recebe milhões de reais por ano para resolver, entre outros,  um problema que até um guaxinim vê.

E que insiste em fazer de Serginho um volante de contenção à frente da zaga, quando sabemos de cor e salteado que ali não é o lugar onde ele rende mais. Tanto que nas últimas partidas, desapareceu em campo.

Mas se Luxemburgo equacionar esse setor de uma forma inteligente, podemos sim esperar que o Galo saia vencedor deste jogo.

Pois o Botafogo também está se formando aos poucos. Muitos de seu plantel, tanto quanto os do Atlético, estão se cumprimentando pela primeira vez de manhã e jogando juntos à tarde.

Mesmo sem Daniel Carvalho (lesionado), Berola (suspenso), Jairo Campos (lesionado) e Rever (no aguardo da documentação da Alemanha), temos condições de vencer o Botafogo em sua casa.

Volto a afirmar, isso só não se concretizará se não mudarmos de atitude. Pois se a nossa equipe repetir o jogo que fez contra o Avaí, no segundo tempo, quando estava apenas com 9 jogadores, o Botafogo se verá em maus lençóis.

E, cá entre nós, já passou da hora de buscarmos pontos fora de casa!

Aliás, é difícil, quase impossível, apontarmos algo no Galo que não seja urgente.  Devido à incômoda situação na tabela, tudo é pra ontem!

Então, superação não pode ser apenas uma palavrinha bonita que o técnico berra em suas preleções.

Superação agora tem de ser sentida, tem de ser carregada para dentro do campo e usada em cada disputa seja lá em qual parte do gramado for!

Neste momento, superação tem de ser injetada no sangue que vem de cada batida do coração!

Então, vamos para cima deles, meu Galo querido!

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> @robertoclfilho

GRÊMIO PRUDENTE 0 X 0 ATLÉTICO.

Antes, considerávamos que tínhamos time e não tínhamos goleiro.

Podemos dizer agora que temos goleiro e não temos time?

Talvez sim, talvez não. O que eu sei é que, apesar do empate fora de casa, o time continua não transmitindo confiança.

Quando digo confiança, quero dizer que eu, muitas vezes na vida, fui ao Mineirão para assistir a uma vitória do Galo.

Não ia lá para passar cagaço, nem acelerar os meus batimentos cardíacos e nem aumentar a minha pressão arterial.

Nada disso. Eu ia para assistir a uma vitória do meu Galo. Simples assim. Em algum momento do jogo, o time ia lá e resolvia a parada. E eu e meus amigos voltávamos para casa felizes da vida porque era para isso que a gente tinha ido ao jogo.

PARA SERMOS FELIZES, pois nós tínhamos tanta CONFIANÇA de que íamos vencer que não admitíamos  a derrota nem como mera hipótese.

Para você que duvida, pergunte a um amigo mais velho, das felizes gerações que viram o Galo vencedor. Ele vai lhe confirmar a minha história.

Dito isso, eu quero comentar que, apesar do inegável bom resultado fora de casa, o Galo não é nem sombra do time que projetamos para este ano.

Melhorou em algo que nos permita um mínimo de esperança? Na minha opinião, nada vezes nada. E admito opiniões em contrário, por questões democráticas, evidentemente.

Só empatou porque o Grêmio Prudente é muito limitado e que, apesar de algumas chances incríveis, não conseguiu marcar.

Para se ter uma idéia mais realista, o nosso melhor jogador foi o Fábio Costa.

Fez defesas incríveis e evitou que saíssemos de Presidente Prudente amargando mais uma derrota, o que está se tornando uma rotina vergonhosa nesta triste era Luxemburgo.

Atualmente, se perde de uma forma tão natural que custo a acreditar que o principal motivo que nos faz entrar em campo é a busca da vitória, como ressalta o nosso hino imortal: vencer… vencer… vencer…

E a falta de uma jornada vitoriosa nos incita a valorizar um empate contra o Grêmio Barueri, aonde quer que seja. Triste sina a nossa!

Com jogadores tão habilidosos e competentes, infelizmente não temos time! Temos um bando em campo, essa é que é a verdade. Culpa de quem?

Quem não consegue dar um fiapo de organização a esta verdadeira equipe de estrelas?

Quem não consegue tirar desses jogadores o que eles têm de melhor? E porque esse time me parece tão desligado em campo? Só eu que vejo assim ou algum amigo do L&N comunga da mesma opinião?

A impressão que me passa é que entram em campo com um certo enfado, de saco cheio de estarem ali, apesar de estarem com o bolso cheio do salário que receberam no dia anterior, religiosamente pontual. Perdoem-me o erro, não recebem em dia não, recebem de forma ADIANTADA!!!

Além de Fábio Costa, destacaram-se Diego Macedo (tenho de lhe fazer justiça), Fernandinho, Ricardinho (apesar do pouco tempo que jogou), o Cáceres do segundo tempo (porque o da primeira etapa foi um zero a esquerda), e João Pedro, que pode não ter feito muita coisa, mas correu como se estivesse em uma maratona em Atenas.

Diego Tardelli a cada dia que passa só confirma que está ligado em tudo, menos na defesa desta camisa alvinegra. Inoperante, incompetente e omisso no jogo de hoje e nos de “ontem”.

Diego Souza ainda não pode ser cobrado. Está jogando claramente no sacrifício. Idem Daniel Carvalho, que se lesionou e só Deus sabe o tempo que vai ficar no estaleiro. Mais um!

Enfim, não foi uma boa partida. Mais uma!

Esperemos que, na base do milagre e da sorte, a qual na maioria das vezes não nos sorri, possamos encarar o Botafogo no Rio de forma digna.

Pois se dependermos de Luxemburgo, estaremos fritos!

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >> @robertoclfilho

ANALISANDO JOGADORES E SETORES DO GALO – PARTE LL

Prosseguindo na análise individual de nossos jogadores e setores da equipe, hoje vamos dissecar, em conjunto com os leitores e amigos do L&N, o meio de campo do Galo.

MEIO-DE-CAMPO.

ZÉ LUIS: É o único volante de contenção que temos. É o solitário cão de guarda à frente do nosso portão. Sobre ele recai a maior responsabilidade de destruir no setor de meio de campo. E, dentro de suas possibilidades, o tem feito muito bem. E tem demonstrado uma surpreendente garra, tanto que, apesar da tremenda carga sobre seus ombros, ainda encontra forças para atacar em muitos instantes dos jogos.

FABIANO: Teve um início muito bom. Mas se perdeu no decorrer do tempo. Hoje não marca, não ataca e não é incisivo (como era) na área adversária. Fabiano hoje, como 2º volante, é um bom genro do Luxemburgo. Apenas capaz de um desempenho feijão-com-arroz. A sua melhor partida nos últimos tempos foi a última, contra o Avaí, quando entrou no 2º tempo e deu um sangue danado. Ajudou muito.

JOÃO PEDRO: Recém-promovido dos juniores, é uma das poucas pratas da casa do plantel. Luxemburgo tem apostado nele e na verdade, não tem decepcionado de todo. Mas, enquanto não amadurece, ainda tem que comer muito feijão para se tornar um jogador importante para o time. Nos juniores, costumava jogar um pouco mais à frente. No profissional, mais atrás. Por enquanto, ainda é uma incógnita.

SERGINHO: Com toda a certeza deste mundo, posso dizer que Serginho é uma das grandes esperanças não só do Galo, mas da seleção brasileira. Se não voltar a se lesionar seriamente, será um dos grandes jogadores deste país. É um volante rápido, que sabe sair jogando e é extremamente criativo no ataque. Tem de se aperfeiçoar na marcação e caprichar um pouco mais em seu posicionamento defensivo. Devido às suas limitações físicas (retornando de lesão), não tem sido ainda o Serginho que conhecemos. Mas o será brevemente.

EDISON MENDEZ: Ainda não jogou, mas sabemos de sua capacidade técnica. É um jogador multi-função. Joga como 2º volante, como meia avançado e até como 1º volante de contenção. O seu chute de fora da área é uma arma mortal, além de ter um fôlego privilegiado. Quando atua mais à frente, volta para marcar com uma velocidade espantosa. É uma das nossas grandes esperanças para a retomada.

DIEGO SOUZA: Por ter ficado tanto tempo parado, à espera da definição de seu destino, este jogador ainda luta com seu próprio corpo. A rapidez de raciocínio é evidente, mas as pernas ainda não conseguem acompanhar as ordens que vêm do cérebro. Mesmo assim, não tem comprometido. Na área, é um perigo. Na medida em que for se recuperando, mais e mais produzirá. Se jogar no Galo o que jogou no Palmeiras e Grêmio (e tem tudo para jogar ainda mais), a massa só vai correr pro abraço, feliz da vida.

JATAÍ: Naquela partida contra o Grêmio, antes da Copa do Mundo, ele jogou bem. Seu estilo se assemelha muito ao de Zé Luis. Talvez seja ainda um potencial escondido dentro do grupo atleticano, mas a sua simples manutenção significa que o treinador vê nele qualidades que ainda não afloraram para o grande público. Vamos esperar. Quem sabe a sua hora de explodir não esteja perto?

RICARDINHO: Quando Ricardinho foi contratado, a massa vibrou muito porque sabia do grande potencial do tetra-campeão do mundo. Mas, de certa forma, se decepcionou em 2009. A atuação de Ricardinho, visivelmente, deixava o time lento, meio que engessado. Mas este ano, principalmente nos jogos do brasileiro, o paranaense vem se comportando bem. Está fazendo a bola correr e enfiando aquelas bolas nas quais é mestre. Pouco a pouco, está melhorando.

ANÁLISE DO CONJUNTO MEIO-CAMPISTA: Como você certamente notou, o nosso meio de campo, INDIVIDUALMENTE, não é fraco. Muito antes pelo contrário, as peças são fortes e capazes de organizar a equipe no setor mais importante de qualquer time deste planeta.

No papel, é um dos meios-de-campo mais fortes do país, sem dúvida. O problema é que, na prática, lá onde a onça bebe água, a performance ainda está muito aquém do que poderíamos esperar.

Muito porque Diego Souza ainda não está em forma, Edison Mendez ainda não estreou e Serginho vem se recuperando jogando.

O fato é que nosso meio deixa muitos espaços, não tem pegada, não funga no cangote e desguarnece a defesa a todo momento.

Só ocupar espaços não basta. Há de se dar o bote na hora que o jogador adversário encostar o pé na bola. Ou se antecipar, de preferência.

Eu tive a honra de ter sido jogador de um técnico (alguns mais antigos devem se lembrar dele, chamado Jorge Abraão, do América-MG, divisões de base), que em todos os jogos repetia insistemente para os que, como eu, jogavam no meio de campo:

_ Eu não quero ver jogador deles dominar a bola no meio. Na hora que eles “triscarem” na bola, eu quero ver o pé de vocês TAMPANDO O DELES. No meio, o pega é pra capar! É chegar junto!

E essas palavras, há tanto tempo ditas e nunca esquecidas, me fazem pensar que o meio de campo do Galo é a exata materialização do contrário que Jorge Abraão instruía.

Tomara que Luxemburgo, indubitavelmente o principal responsável pelo equivocado posicionamento e pela pouca atitude naquele setor, refaça os seus planos e conceitos. Já está na hora da nossa meia-cancha ajudar em algo, pois até agora, só tem assistido o adversário jogar!!

Aguardo seus comentários e opiniões, combinado? Vamos trocando idéias.

Amanhã, vamos dissecar o ataque.

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> @robertoclfilho