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ATLÉTICO-GO 1 X 1 ATLÉTICO – PERDEMOS 2 OU GANHAMOS 1?

Na jornada de um aspirante a campeão, não se pode desprezar um empate fora de casa, ainda mais quando se atua em um campo de grandes dimensões, grama alta e fofa, cujo dono conhece todos os atalhos.

Entretanto, jogando contra 10 desde os 20 minutos do primeiro tempo, deduz-se que algo faltou ao Galo.

O time só dominou o jogo a partir da expulsão de Joilson, é bom que se diga. Creio _ e posso estar errado _ que faltou aquele sangue no olho que sobrou em outras partidas.

Não sei se os jogadores, por jogarem contra o lanterna, permitiram que se instalasse em seus subconscientes _ involuntariamente _ a idéia marota de que o jogo seria fácil.

Assistindo à partida, tive a impressão que a equipe trabalhou com a hipótese de o gol sair a qualquer momento, sem muito esforço. Penteava a bola no meio, não imprimia aquela velha velocidade e não partia para dentro do adversário.

A expulsão do jogador goiano pode ter vindo para o bem ou para o mal. Depois do fato, o Atlético-GO situou os 10 jogadores atrás da linha da bola o tempo inteiro. Congestionou o seu campo defensivo e com isso, reduziu drasticamente os espaços.

Mesmo assim, o Galo mandou 3 bolas na trave e perdeu inúmeros gols, o que está se tornando uma rotina preocupante. Podem fazer muita falta lá na frente, assim como fez ontem.

A falta que Danilinho faz é gigantesca. A sua ausência modifica o modo de jogar do time alvinegro. Como Guilherme não tem a mesma característica _ e não consegue recompor a lateral _ Cuca deslocou Pierre para a cobertura de Marcos Rocha. Com isso, concede mais espaços no meio e sobrecarrega Leandro Donizeti. E a proteção à zaga fica comprometida.

Pela primeira vez no campeonato, um time entrou em nossa área até com certa facilidade. Quase sofremos o 2º gol após uma tabela simples de destruir. E que não destruímos.

A principal virtude da equipe atleticana neste campeonato, além da técnica e do entrosamento, é a gana de vencer e atropelar a quem surgir pela frente. E é justamente o que vem fazendo a diferença até agora em relação à concorrência.

Enfim, foi um empate, que em situação normal, seria comemorado. Mas também não devemos criticar excessivamente. Afinal, mantém o Galo na ponta da tabela e tendo o céu como limite. O horizonte permanece o mesmo.

O apoio e a confiança da torcida estão intactos. Não há motivo para o contrário, longe disso. Acredito que O FOCO NO TÍTULO não será abandonado de forma alguma. Mas tem de ser exercitado, na prática, jogo a jogo. Batalha a batalha.

Mesmo que seja contra o lanterna do campeonato!

Fica a dúvida: perdemos 2 pontos ou ganhamos 1? Você sabe dizer?

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ATLÉTICO-GO 2 X 3 ATLÉTICO.

Eu confesso que este não é o melhor momento para escrever esta crônica.

Talvez fosse mais racional  dormir algumas horas e conceder o tempo que a adrenalina exige para se tornar menos traiçoeira nas palavras do ser humano.

Mas eu não consigo, meus amigos!

Comentar uma vitória do Galo é o mesmo que um orgasmo simultâneo de um casal apaixonado, pois fazer amor com amor é milhões de vezes melhor que o sexo casual.

Entretanto, nem a adrenalina da alegria pode me tirar a consciência de nossas limitações, embora eu tenha enxergado uma nítida melhora no desempenho da equipe.

Melhoramos sim, na troca de passes, nas triangulações, na aproximação, nas tabelas, no 1-2, na paciência e na humildade de recomeçar a jogada quando algo não dava tão certo assim…

Certamente essa melhora se deve à conversa do Dorival Junior ao pé do ouvido de cada um. Pois treino que é bom, ele não teve tempo de ministrar.

Mas a facilidade com que o sistema defensivo do Galo insiste em tomar gols é preocupante. É como se fosse uma espada apontada permanentemente sobre as nossas cabeças ou uma bomba da Al-Qaeda prestes a explodir na nossa sala.

E o pior: ela sempre acaba explodindo na nossa cara!

Na verdade, o Galo, em nenhum momento do jogo foi pior que o Atlético-GO.

Perdeu os costumeiros rebotes? Sim, perdeu.

Roubou poucas bolas? Sim, poucas foram roubadas.

Porém, tivemos um fator positivo que não tínhamos em outros jogos: em termos defensivos, uma relativa melhora na pegada no meio de campo, embora a defesa tenha de treinar exaustivamente um posicionamento melhor.

Nada que nos faça entusiasmar, mas que nos leva à uma reflexão importante: Seria o Dorival Junior um mágico para amenizar um defeito que o “moleque” não conseguiu identificar em 9 longos meses?

Não, Dorival não fez mágica nenhuma. É que o “moleque” achava que bastava levantar os braços e dizer “abracadabra” que tudo se realizava. Trabalho e repetição, promotores da transformação dos sonhos em realidade no futebol, não existiam.

Tá bom, o time ainda tem muito o que melhorar, eu concordo. E bota muito nisso. Há muito o que se fazer nos próximos dias.

Mas, mesmo assim, foi gratificante ver que Diego Souza correu muito mais que em outros jogos, que o Réver marcou um golaço de bicicleta e que Renan Oliveira fez a jogada do terceiro gol aos 47 minutos do segundo tempo, depois de excelente assistência de Diego Souza.

Muitos acham que a minha renantite aguda é gratuita e prima pela pura pirraça.

Pois eu esclareço: Não é não! É fruto apenas da somatória de atuações ridículas de Renan Oliveira com a camisa do Galo.

Mas nesta noite, ele foi o cara que contribuiu com a vitória diretamente. E por isso, eu louvo a sua volta e o elogio. Que seja feliz desta vez.

Enfim, jogando bem ou jogando mal, mesmo que seja contra um time de pouco poderio técnico como o Atlético-GO, valeu a vitória. Ah, como valeu!

Não vou estender as críticas à performance do time, pois estou muito satisfeito com mais 3 pontos na sacolinha, embora mantenha a preocupação quanto à queda.

Porém, não é saudável sofrer por antecipação.

Torçamos para que Deus seja, no fundo, um atleticano. Masoquista pra caramba, mas atleticano!

Galo sempre!

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