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UBERABA 0 X 3 ATLETICO. SINCERIDADE?

É grande a vontade de elogiar a equipe do Galo e dizer que daqui pra frente tudo será diferente.

Que vontade eu tenho! Não me lembro da última vez que a elogiei e a crítica contumaz é amarga e sempre desagradável. É gostoso elogiar o Galo. É triste criticá-lo.

Se eu fosse alheio ao destino do Clube Atlético Mineiro, ficaria mais simples despejar um monte de palavras bonitas por aqui, enaltecer a grandiosidade da torcida em tom contrito, emocionado e emocionante e aumentar ainda mais os acessos do L&N. Que bacana!

Como um atleticano eterno _ pois não acredito que a morte seja capaz de mudar essa condição  _ eu me importo visceralmente com o destino do Atlético. E é exatamente por isso que prefiro criticar agora do que ver o Galo nos mesmos constrangedores patamares de 2010 e 2011.

E o L&N, de novo (depois daquela parada de agosto/2011), é um dos mais visitados nesse mundo virtual. Já foi, por muitas vezes _ neste 2012, inclusive _ o mais acessado blog esportivo do WordPress no Brasil em dias específicos (ou posts pontuais). Sempre que acontece, eu demonstro com links e tudo mais no twitter. E estes números são resultado de pura credibilidade, pois nem bonito o L&N é.

Ele se escora inteiramente no conteúdo e não na aparência. Portanto, abro mão de obter mais acessos às custas de demagogia e enganações em relação à real situação da equipe atleticana. O L&N não precisa disso.

Todo esse rodeio para REPETIR _ com as explicações que os leitores merecem _ aquilo que venho dizendo há tempos: O Clube Atlético Mineiro, a persistir nessa toada, tem o script pronto para UTILIZAR O ANO DE 2012 FUGINDO DA SEGUNDA DIVISÃO! E ler estas palavras não é nada agradável, sei disso.

É uma equipe que, a cada dia que passa, piora mais. Por isso, os 100% de aproveitamento não me iludem nem um pouco. Jogando desse jeito, nem se eu quisesse ser enganado, eu conseguiria.

Quando vejo um Uberaba pela frente, analiso como se estivesse medindo forças com Fluminense, São Paulo, Internacional, etc. e aí, meu amigo, não há como esconder a fragilidade do nosso time, ainda mais quando ele é alterado em todos os jogos. E em alguns casos, sem motivo aparente.

O campeonato mineiro não altera em nada o dia de amanhã, esta que é a verdade. Aqui sempre seremos bambambam, mas no Brasileirão, a coisa muda de figura. Lá, o buraco é mais embaixo.

Ver o primeiro tempo hoje foi de dar arrepios na espinha. No segundo, melhorou razoavelmente, sobretudo com as entradas de Mancini e Filippe Soutto. A bola ficou mais redonda e conseguiu deslizar no gramado horroroso do Uberabão. Tanto que o domínio exercido a partir de então foi acachapante.

Apesar de todos os erros de posionamento, de passes e visível falta de conjunto (até hoje?), uma evolução foi flagrante: Guilherme vem subindo de produção. Marcou um gol e ainda deu uma assistência milimétrica para Mancini. Bom que seja assim.

Mas a falta de reforços naquelas posições que sempre clamamos por aqui ainda será causa de grande tristeza entre a nação atleticana.

Alexandre Kalil e Eduardo Maluf estão brincando com fogo, ao se omitirem nesse aspecto. A torcida do Galo mudou o perfil e não é mais aquela figura inerte que entrava muda e saía calada. Hoje adquiriu voz e personalidade para questionar e protestar contra a ineficácia.

Há urgência urgentíssima para se contratar! Até um cego “vê”, pois está escancarado em som e imagem.

Só não sei se a diretoria terá a sensibilidade de entender, agir e gravar seus nomes para sempre na história alvinegra!

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ATLÉTICO 1 X 1 UBERABA.

Apesar do empate amargo contra um Uberaba na rabeira da tabela de classificação, eu enxerguei progressos _ do meio para trás _ na performance da equipe alvinegra, se a compararmos ao domingo passado.

Neste setor, o time atuou mais compactado e não cedeu ao adversário aquela tradicional avenida pelo meio de campo. A zaga _ com o crescimento técnico de Leonardo Silva _ se mostrou mais estável, embora Réver, mais uma vez, tenha pecado por excesso de auto-confiança.

A escalação de Richarlyson na lateral esquerda, no momento, é a melhor opção que temos, mesmo que haja necessidade de muitos treinamentos para aprimorar os cruzamentos.

Na lateral direita, Bernard pode não ter feito um primor de partida, mas tem personalidade. E jogou improvisado. O garoto tem futuro, na minha opinião.

Renan Ribeiro está se posicionando melhor e evitou um gol certo só com a boa colocação.

Os quatro do meio de campo atuaram mais perto um do outro. Serginho fez uma boa partida e Toró, embora ainda fora de forma, não se acomoda em nenhum instante.

Os nossos problemas no jogo contra o Uberaba residiram na transição de bola da defesa para o ataque.

Ricardinho não foi o mesmo de outros jogos. Sem inspiração, não conseguiu enfiar aquelas bolas que o transformaram no maestro da equipe.

Renan Oliveira também não acertou sequer uma jogada ofensiva e acabou não municiando os homens de frente como deveria.

Ricardo Bueno tem uma dificuldade imensa de dar prosseguimento a uma tabela ou mesmo a uma simples condução de bola. O gol que marcou foi novamente pelo alto. Se Bueno tem uma virtude, a técnica de cabeceio é a que domina melhor.

Sobe com muita impulsão e sabe gerar velocidade na testada. Mas peca repetidamente em outros fundamentos, engessando a equipe naquele setor.

Jobson correu, se doou em campo, mas sem um companheiro que o auxilie, fica difícil demais.

Enfim, o Galo, do meio para a frente, não conseguiu ser contundente. E por isso mesmo, pouquíssimas oportunidades efetivas de gol surgiram.

Porque perder gols é uma coisa, mas não criar situações para marcar é muito mais grave. E é exatamente aí onde mora o perigo!

O congestionamento de defensores uberabenses na área impediu, até com certa facilidade, as tramas ofensivas do Atlético.

Trocas de passes inúteis, passes errados aos montes, cruzamentos ridículos e alçadas de bolas no vazio constituiram-se na principal característica da armação e do ataque alvinegros.

Depois daquele primeiro tempo primoroso contra o Guarani de Divinópolis, a impressão que se tem é que o time esqueceu a receita em casa.

E não consegue mais achá-la!

A valorização do conjunto _ com o reforço das jogadas individuais e não o contrário  _ é a impressão digital do técnico Dorival Júnior nas equipes que comanda.

Porém, não se sabe porque, ele não está conseguindo implantar no Galo o que já fez, durante anos, em outros clubes.

Vai entender!

Seria aquela cabeça de burro enterrada na Cidade do Galo?

E você, caro leitor e amigo, tem a resposta para isso?

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