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CRUZEIRO 2 X 2 ATLÉTICO – PITIS SELVAGENS.

Um clássico jogado sob as vistas de uma torcida que protagonizou cenas da mais animalesca selvageria.

Ônibus do Galo apedrejado, policial ferido, brigas entre facções, tiros de copos d’água ao alvo (neste caso, o juiz), etc etc.

Enfim, um clima de guerra civil no Independência e fora dele. As boas regras de civilidade foram rasgadas e jogadas no lixo em nome do desespero suicida que a campanha do Atlético lhes provoca.

Estão em 8º lugar na tabela quando deveriam, com o time que possuem, estar na zona de rebaixamento. E, ao invés de comemorarem, se unham e se imolam em praça pública. Freud estudou profundamente a histeria e certamente teria a explicação na ponta da língua, se vivo fosse. Porém, como analisar pitis e rasgações de camisolas não é o nosso papel, vamos ao jogo:

Desde o primeiro toque na bola, via-se claramente que ambos os times estavam pilhados em campo. O Galo tentando suplantar o rival na técnica e o cruzeiro compensando suas limitações com muita correria.

Mesmo após o gol do cruzeiro, a sensação do atleticano era de que o gol de empate surgiria a qualquer momento, pois a equipe em campo não se abalou. A cada minuto que passava, o time melhorava.

Quando o intervalo veio com o empate assegurado, a virada era apenas uma questão de tempo. Só não sabíamos que teríamos 2 jogadores expulsos antes de acontecer. Bernard, se fosse mais experiente, não teria entrado na provocação. Em contrapartida, as faltas de Pierre foram necessárias.

E aí, com nove em campo, Ronaldinho Gaucho arrancou do meio de campo e fez um dos gols mais bonitos de sua carreira já recheada de gols antológicos. Naquele momento, a virada era fato!

Os 3 pontos estariam na sacolinha, não fosse um erro crasso do juiz, ao não marcar falta claríssima de Montillo em Guilherme. No prosseguimento da jogada, o cruzeiro empatou quando tínhamos apenas 8 jogadores no gramado. Júnior César estava sendo atendido fora de campo.

Um empate com gosto amargo de ressaca, pois era um jogo ganho com direito a firulas, mesmo com um jogador a menos.

Num ambiente hostil, com tudo contra, o Galo mostrou personalidade e atitude. Em termos físicos, deu tudo o que tinha pra dar. Foi em cada bola com apetite de forte candidato ao título e perdeu 2 pontos por uma fatalidade.

Fatalidade esta provocada por um juiz fraco, que se omitiu em lance importante e influiu diretamente no placar. Mas não seja por isso, seguiremos na jornada como líderes e donos do terreiro.

E quanto às constrangedoras cenas que fariam corar até o capeta, espero que o cruzeiro seja punido com uns 10 jogos sem torcida ou sem mando de campo. Nesse caso, terá valido a pena perdermos os 2 pontos em troca de uma ida segura da barquinha azul para a segundona.

Uma troca razoável!

(As fotos do post de hoje são uma homenagem à iniciativa da torcida atleticana em levar seu apoio ao time na porta do CT da Cidade do Galo, já que não podia entrar no Independência. São atitudes de extremado amor que nos emocionam e nos estufam o peito de orgulho. Esta é a nossa torcida, companheiro!)

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TEMOS QUE APRENDER A PENSAR GRANDE, DE NOVO.

Há algumas semanas, quando o Galo venceu o Santos e tivemos dois gols a menos registrados no placar final por falhas da arbitragem, o jornalista Juca Kfouri disse, no seu blog, que o Galo tinha que se habituar a vencer tudo, inclusive os erros de arbitragem, ao invés de ficar de “chororô”, se quiser ser campeão.

Recebeu de vários atleticanos uma saraivada de críticas. De maneira geral, voltadas para o fato de que, no nosso caso, não é chororô, nós não podemos simplesmente nos conformar com erros de arbitragem porque, contra o Galo, o buraco é sempre mais embaixo.

Mesmo sujeito a críticas idênticas, eu concordo com o jornalista. Não por mero conformismo com a imperfeição humana. Explico:

Nós demos muito azar, historicamente.

Tínhamos o melhor time em 77, disparado, mas chegamos à final contra o São Paulo e “sofremos” um estranhíssimo julgamento do Reinaldo às vésperas da final, por uma expulsão no início do campeonato. Resultado:  o Rei, que tinha marcado em todos os jogos, fora da final, e um vice-campeonato invicto, nos pênaltis, que tem sabor amargo até hoje. Azar nosso que o São Paulo mandava mais ou conhecia melhor os caminhos da burocracia.

Tínhamos um timaço em 80 e 81, e disputávamos tudo com outro timaço, o Flamengo de Zico e companhia. Azar nosso que a Rede Globo precisava de uma bandeira futebolística para alienar o povo em época de ditadura e escolheu o time de maior apelo popular do Rio, onde a emissora estava sediada. Perdemos o Brasileiro de 80, com arbitragem contestada, e saímos da Libertadores de 81 no jogo de arbitragem mais estranha que eu já vi.

Foi muito para um período de quatro anos. O suficiente para uma geração de atleticanos ficar marcada a ferro quente com um complexo que acho que não sai nunca mais. Para comparar: fomos rebaixados há quase sete anos, certo? Não parece que foi ontem? Pois é. Quem apanha não esquece; quem bate, sim. Num período de quatro anos, duas derrotas em final de Brasileiro como aquelas, e uma aula de parcialidade do Sr. José Roberto Wright foi demais. Quem viveu, não vai esquecer.

Depois disso, tudo de ruim que acontece tem um primeiro culpado imediato, a arbitragem. No Galo, o enredo do filme tem sempre três mordomos, vestidos de preto, ou amarelo, ou verde, conforme a ocasião. Trinta anos depois da final de 77, Tchô sofreu pênalti no final do jogo com o Botafogo pela Copa do Brasil, e Simon não marcou. Neste ou em qualquer erro de arbitragem, voltam todas as lembranças de uma vez, as feridas se abrem imediatamente e parece que alguém joga álcool. Dói.

O problema é que isso se tornou uma parte relevante da cultura do atleticano. O ódio pela arbitragem se tornou um subproduto do nosso amor pelo Galo, e isso vem sendo passado de geração para geração. A maior parte dos que vão a campo hoje não viveram os fatos que foram comentados acima, mas seus pais, tios, irmãos mais velhos, sim. E eles aprenderam a detestar e culpar os mordomos, antes de qualquer outro.

Mais recentemente, sinal dos tempos, esse ódio foi refinado e se transformou em ojeriza pelo establishment. Nós, atleticanos, temos raiva do sistema, em todas as suas expressões, do auxiliar que está ao alcance do radinho (não jogue, por favor, que o time perde o mando de campo) até o moço-que-pega-medalhas que preside a CBF.

Neste Brasileirão, a CBF acendeu de novo o ódio do atleticano. Primeiro, ao atrasar descaradamente em duas semanas a estréia de Ronaldinho diante da massa. Segundo, ao adiar ridiculamente o jogo do Galo na 14ª rodada, de novo com o Flamengo. Eu vi gente jurando que, de novo, seríamos roubados, nos tirariam o que é nosso por direito.

Não é o caso. A justificativa é, provavelmente, tão mesquinha e pequena quanto isso, mas não acho que ninguém quis nos roubar. Quiseram, isso sim, nos dois casos, dar uma mãozinha para um “brother” carioca que está em dificuldades. Somos coadjuvantes nas duas estórias, e ironicamente, porque estamos no caminho inverso e colhendo os frutos de uma administração bem-feita, que nos permitiu contratar Ronaldinho e montar um time de meter medo.

Fatos como este são a prova, apenas, da pequenez de algumas pessoas em cargos maiores do que elas. Não deveriam estar ali, mas estão. Não deveriam ter poder de mando, mas têm. E, sinceramente, não acredito que, mesmo querendo, consigam fazer muito estrago, em um campeonato de 38 rodadas que dura meses. Algum dano, pode ser, mas nós temos que ser maiores do que isso. Não sei se foi a isso que se referiu o Juca Kfouri, mas é nestes termos que eu concordo com ele.

Vão errar contra nós, como foi no caso do Palmeiras e do Santos, e vão errar a nosso favor também. Mas, a menos que José Roberto Wright volte a campo com um apito na mão, prefiro acreditar que fatos assim são falhas da visão ou audição dos seres humanos envolvidos, não de seu caráter. Me preocupa muito mais a imprensa marrom tentando plantar crise no clube, como fizeram antes do jogo com o Vasco, do que o Sr. juiz ali dentro do campo. Até prova em contrário, claro.

O importante é que nós voltemos a pensar do tamanho do nosso time e da nossa torcida. Somos líderes do campeonato mais disputado do mundo e nenhum time, desde que o campeonato se tornou por pontos corridos, fez o que estamos fazendo. Lembra 1987, quando ganhamos os dois turnos atropelando todo mundo, ou até 1977, só que não tem um jogo final para ser armado. A torcida, semana passada, quebrou a alma do time do Vasco quando cantou o hino a plenos pulmões depois do gol. Esse é nosso presente, tem que ser nosso futuro também. Viver odiando a arbitragem, a CBF, ou o sistema só combina com um passado remoto que temos que deixar para trás.

O Galo é imenso, sua história é incontestável, a torcida é INIGUALÁVEL. Mas, para que possamos estar em harmonia com o que queremos do futuro, que ele seja grande e venha rápido, temos que pensar grande. Vai ser uma libertação, acredite, poder torcer só para o time, e não contra o sistema.

O sistema que se exploda. Aqui é Galo! Caiu aqui, tá morto!

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ATLÉTICO-GO 1 X 1 ATLÉTICO – PERDEMOS 2 OU GANHAMOS 1?

Na jornada de um aspirante a campeão, não se pode desprezar um empate fora de casa, ainda mais quando se atua em um campo de grandes dimensões, grama alta e fofa, cujo dono conhece todos os atalhos.

Entretanto, jogando contra 10 desde os 20 minutos do primeiro tempo, deduz-se que algo faltou ao Galo.

O time só dominou o jogo a partir da expulsão de Joilson, é bom que se diga. Creio _ e posso estar errado _ que faltou aquele sangue no olho que sobrou em outras partidas.

Não sei se os jogadores, por jogarem contra o lanterna, permitiram que se instalasse em seus subconscientes _ involuntariamente _ a idéia marota de que o jogo seria fácil.

Assistindo à partida, tive a impressão que a equipe trabalhou com a hipótese de o gol sair a qualquer momento, sem muito esforço. Penteava a bola no meio, não imprimia aquela velha velocidade e não partia para dentro do adversário.

A expulsão do jogador goiano pode ter vindo para o bem ou para o mal. Depois do fato, o Atlético-GO situou os 10 jogadores atrás da linha da bola o tempo inteiro. Congestionou o seu campo defensivo e com isso, reduziu drasticamente os espaços.

Mesmo assim, o Galo mandou 3 bolas na trave e perdeu inúmeros gols, o que está se tornando uma rotina preocupante. Podem fazer muita falta lá na frente, assim como fez ontem.

A falta que Danilinho faz é gigantesca. A sua ausência modifica o modo de jogar do time alvinegro. Como Guilherme não tem a mesma característica _ e não consegue recompor a lateral _ Cuca deslocou Pierre para a cobertura de Marcos Rocha. Com isso, concede mais espaços no meio e sobrecarrega Leandro Donizeti. E a proteção à zaga fica comprometida.

Pela primeira vez no campeonato, um time entrou em nossa área até com certa facilidade. Quase sofremos o 2º gol após uma tabela simples de destruir. E que não destruímos.

A principal virtude da equipe atleticana neste campeonato, além da técnica e do entrosamento, é a gana de vencer e atropelar a quem surgir pela frente. E é justamente o que vem fazendo a diferença até agora em relação à concorrência.

Enfim, foi um empate, que em situação normal, seria comemorado. Mas também não devemos criticar excessivamente. Afinal, mantém o Galo na ponta da tabela e tendo o céu como limite. O horizonte permanece o mesmo.

O apoio e a confiança da torcida estão intactos. Não há motivo para o contrário, longe disso. Acredito que O FOCO NO TÍTULO não será abandonado de forma alguma. Mas tem de ser exercitado, na prática, jogo a jogo. Batalha a batalha.

Mesmo que seja contra o lanterna do campeonato!

Fica a dúvida: perdemos 2 pontos ou ganhamos 1? Você sabe dizer?

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ATLÉTICO 1 X 0 VASCO. MAIS UMA GOLEADA!

Antigamente, quando íamos ao Mineirão ver o Galo jogar, a pergunta que nos fazíamos era: de quanto vamos ganhar? Não havia em nossas mentes nenhuma dúvida sobre a vitória líquida e certa.

Grandes esquadrões que nos orgulharam no campo de jogo. Grandes jogadores que defenderam esta camisa como se defende uma mãe ou um pai.

Pois a mística desse manto tantas vezes reverenciada por aqueles antigos atletas ressurgiu, incólume, entranhada no coração de Victor, Marcos Rocha, Leonardo Silva, Réver, Rafael Marques, Júnior César, Pierre, Leandro Donizeti, Guilherme, Danilinho, Ronaldinho Gaucho, Jô, Bernard, Escudero, Giovani, Serginho e todo o elenco. Um time aguerrido, um time de luta, que parte para cima do adversário com bravura, com a mesma alma alvinegra presente nas arquibancadas.

O furor alucinante da equipe, ao enfrentar mais uma rodada, é como bradar ao mundo esportivo do país, ainda assustado com o que vê: AQUI É GALO, PÔ!

E a certeza da vitória é, novamente, parte de nosso cotidiano. Não sabemos qual será o placar, mas que vamos vencer… ah, isso é líquido e certo. Como disse Ronaldinho Gaucho, semanas atrás: não vai ser fácil derrotar o Atlético!

E não vai ser mesmo. Ontem o Vasco conseguiu, por méritos, dar um chute a gol. Repito: o vice-líder do campeonato brasileiro logrou dar UM chute a gol durante 90 minutos de partida!

Pela primeira vez, Ronaldinho Gaucho fez uma partida fantástica. Marcos Rocha, Réver, Leonardo Silva e Leandro Donizeti se destacaram, mas em todas as linhas o Galo se impôs com qualidade e força. O jogo foi 1 a 0 como poderia ser de 3 ou 4. O Atlético atropelou o Vasco, essa que é a verdade. Foi uma goleada em termos de volume de jogo.

A não ser por aquele chute do Carlos Alberto (na única finalização do Vasco), quase não fomos incomodados. O sistema defensivo do Galo, protegido por Pierre (um monstro) e Leandro Donizeti, se torna cada vez mais inexpugnável. Isso porque, além dos volantes, os ponteiros também recompõem. E os atacantes combatem os volantes.

Esse time do Galo é uma MÁQUINA DE GUERRA! Defensiva e ofensivamente falando. Não negocia rendições, nem tampouco reconhece bandeira branca!

Joga feio quando precisa, articula seus setores de forma inteligente e não perde, em nenhum momento, a velocidade. Velocidade esta que só é possível com muito treino, com muito conjunto.

Times lentos são aqueles que não possuem suas peças azeitadas para trabalharem sincronizadas, uma vez que os atletas precisam de um segundo a mais para localizar o companheiro. Ao contrário do grupo atleticano, que quando um jogador recebe a bola, já antevê a movimentação do outro. Ele sabe, ele sente. Daí vem a rapidez que a equipe apresenta.

Que nossos jogadores não sofram influências externas, capitaneadas por clubes, CBF e imprensa do eixo RJ/SP. E pior, abonadas pela mídia mineira que não quer ser campeã, sabe-se lá porque!

Os acontecimentos banais de um CT são potencializados e elevados à categoria de escândalos. Neste momento, todo cuidado é pouco no sentido de blindar uma equipe guerreira, que não deixa pedra sobre pedra por onde passa.

NADA VAI ALTERAR O RITMO DESSA JORNADA! Absolutamente nada! Estamos atentos e fechados com o time até na tampa!

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Assistam a seguir o vídeo de Eduardo Rodrigues, colunista do L&N. É um desabafo de um atleticano revoltado com as seguidas tentativas de desestabilização do ambiente da equipe, através de fofocas e invenções da mídia. NÃO PERCA!

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O RETORNO DE DOM DIEGO TARDELLI

Aumentaram as especulações acerca do retorno de Diego Tardelli ao Atlético.

O próprio Tardelli se incumbe de alimentar o boato ao postar no twitter frases que sugerem um breve retorno.

O presidente Kalil e Eduardo Maluf se apressam em desmentir, sob a alegação de  que Anzhi (Rússia) e Tardelli pedem valores absurdos, impossíveis de serem bancados.

O ex-centroavante atleticano não seguirá jogando no Anzhi. Não consegue atuar bem e não é relacionado para as partidas.

Diante do que afirma todos os dias no twitter, a vontade de Dom Diego é retornar ao Galo. E eu acredito nisso, embora saiba que, como profissional que é, o dinheiro é que definirá o seu destino.

A torcida espera por ele, eu sei. Mas, objetivamente, levanto uma hipótese: se o time de 2011 tivesse feito uma excelente campanha, a aspiração da nação seria a mesma?

Em outras palavras, se Kalil, de forma competente _ o que é quase impossível com Maluf do lado _ tivesse substituído Tardelli à altura, teríamos nós a mesma ansiedade em tê-lo de volta?

Embora eu já tenha me decidido a apoiar o retorno do artilheiro, me pergunto se isso está mais escorado nas frustrações da era pós-Tardelli do que propriamente na consistência do “ídolo” que ele foi… ou é.

E Tardelli foi efetivamente ídolo do Galo? Eu não saberia responder a essa questão, pois sou muito exigente em relação ao conceito.

Entretanto, ídolo ou não, eu não posso negar que seria um baita reforço nas atuais circunstâncias. Pelo menos, é um cara identificado com o DNA do Clube Atlético Mineiro, ao contrário da maioria dos contratados neste ano.

Ao mesmo tempo, qual seria a resposta do Kalil à seguinte pergunta: você, que pagou os tubos no Guilherme (que joga um futebol bem chinfrim), está disposto a investir no Tardelli, que custa menos, mas vale muito mais?

Politicamente, no meu ponto de vista, Alexandre Kalil está numa sinuca de bico perante a torcida atleticana. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come!

E para acirrar a discussão, tem ainda a insegurança da direção do Atlético quanto a permanência na série A.

Você fecharia com Tardelli para garantir o negócio ou aguardaria a definição do nosso destino no campeonato brasileiro? Lembre-se que, na escolha da última hipótese, tem Catar, Turquia, Palmeiras, Vasco e Grêmio interessados.

E aí? Disposto a discutir a melhor solução?

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TIMEZINHO RIDÍCULO!

Vários adjetivos me vêm à cabeça para definir o desempenho do Atlético ontem: pífio, ridículo, apático, vergonhoso, covarde, constrangedor…

Na dúvida, fico com todos eles.

Se o Alexandre Kalil considera a torcida bipolar, quero dizer que bipolar é este time contratado a peso de ouro e que, depois de uma partida cheia de raça contra o Santos, apresenta esse futebolzinho que ridiculariza a nação atleticana.

Bastava um empate mixuruca para igualar o número de pontos do cruzeiro. Se ganhasse, deixaria a zona de rebaixamente para trás. Apesar de saber disso, a postura foi de uma apatia inigualável.

Ontem, eu senti vergonha de torcer por essa turma de covardes!

O Vasco, formado por muitos reservas, atropelou o Atlético. O Vasco não jogou, o Vasco treinou!

Foi um rachão pré-jogo. Não aplicou uma sonora goleada sabe-se lá por quais motivos.

No segundo tempo, quando o Atlético esboçava uma tímida reação, Serginho foi novamente expulso. OUTRA VEZ!

E aí qualquer esperança de mudança no placar foi por água abaixo.

O time é de uma fragilidade impressionante. Qualquer pessoa que entenda um mínimo de futebol, teria contratado melhor que Kalil e Maluf.

E não teria torrado a metade do dinheiro que os dois torraram!

E não me venham dizer que o time estava desfalcado. O Vasco estava muito mais! Além disso, deveria haver atletas com capacidade para entrar e resolver a parada.

Tem hora que dá vontade de se afastar do futebol e deixar esse amontoado de vagabundos pra lá!

Se tomar como base o jogo de ontem, preparem o lombo e o coração!

Vamos comer o pão que o diabo amassou neste restante de campeonato!

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UM AEROPORTO, UMA LIVRARIA E… DIEGO SOUZA.

Texto de Jurandir Júnior, amigo do Coruja, leitor assíduo do L&N e atleticano exilado no Rio de Janeiro.

Sábado, 24/09, Aeroporto Santos Dumont, Rio, 08:00hs, véspera de cruzeiro X Vasco, na Arena do Jacaré.

Estava eu na livraria da sala de embarque quase vazia, quando vi uns “elementos” com camisas do Vasco. Olhando direito, vi meu xará, Juninho (chamado por aqui de “Reizinho da Colina”) pagando no caixa.

Continuei lendo o livro que eu estava “filando” sem querer gastar.

Aí, entraram mais três com uniformes do Vasco. Um jogador, que não sei o nome, um auxiliar de alguma coisa e… o Diego Souza.

Os três brincavam com uma revista _ acho que a Placar _ que tinha o Dedé, zagueiro deles e da seleção (bom zagueiro) na capa, quando o Diego Souza falou: “Olha, eu trabalho com outro tipo de revista.”

E foi pegando umas duas tipo Playboy, Sexy. O outro boleiro falou: “Pô, Diego, vai levar estas revistas pro quarto? Amanhã, precisamos de você, veja lá…”

E o Diego Souza: “Então, me deixa solto, pô!”

Fiquei ali ouvindo… não mais que ouvindo. Quando vejo esses caras, por uns minutos, fico é querendo ser um deles. Querendo muito. Às vezes, ainda acho que vim a este mundo pra jogar bola. O resto é só o que faço pra esquecer…

Então, fui falar com o Diego Souza: “Diego, parabéns pela convocação. Eu, como atleticano, preferia que você tivesse ficado no Galo”. Ele: “Pô, valeu, obrigado. Pois é, também queria que tivesse dado certo lá. O Clube é muito bom, muita gente boa lá. Mas nem sempre acontece como a gente quer…”

No dia seguinte… vocês sabem… estava lá o próprio, destruindo os smurffs e fazendo aquela linda comemoração em homenagem ao Galo.

Na verdade, fiquei puto da vida com o Diego Souza quando ele custou a entrar em forma (e nunca entrou) no Galo. Mas lembro-me de bons jogos dele (por exemplo, uma vitória sobre o Goiás, no Serra Dourada), e realmente não gostei quando ele saiu.

Acho que faltou inteligência ao Sr. Quem-Vai-Armar-Dorival (uma lástima de “treineiro”!), porque estou cada vez mais convencido de que o único benefício que um treinador pode fazer a um time é incutir vontade nos sujeitos.

E, pra isso, é preciso dominar a arte que pendula entre o prender e o “deixar solto”.

Abraços e saudações alvinegras,

Jurandir Júnior

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É UMA PENA, MAS SABEMOS QUE NÃO DEU CERTO.

Diego Souza foi mesmo para o Vasco.

O grande jogador do Palmeiras em 2009, quando foi considerado pela crítica especializada o craque do Brasileirão, não teve paciência para recuperar a forma antes de jogar, como era o desejo de Dorival Junior.

O atleta que seguiu para o Vasco não é o de 2009 e sim o de 2010, aquele que matava bolas de canela e que, por muitas vezes, se omitiu em campo.

Com toda sinceridade, não me lembro de nenhum jogo em que ele tenha se destacado.

Apesar disso, grande parte da torcida se mostrou contra a sua saída.

Não pelo que ele jogou ou deixou de jogar, mas pelo que poderia render daqui pra frente.

Algo assim como: “Eu não vi esse cara jogar nada aqui, mas sei que ele é bom porque produziu muito em 2009 e ninguém perde o jeito”.

Pode ser que sim, pode ser que não. O fato é que ninguém se disporia a  colocar a mão no fogo e garantir que ele arrebentaria neste ano de 2011.

E nem que NÃO o faria.

Na dúvida, Alexandre Kalil preferiu reduzir a folha salarial em uma quantia bastante significativa, recuperar o valor empenhado (sem lucros, porém, sem prejuízos), talvez investir em posições carentes e se livrar de uma “estrela” que, mais cedo ou mais tarde, comprometeria o ambiente.

É uma grande pena, e sobretudo, uma grandiosa decepção para os que, como eu, botaram tanta fé no moço.

Mas fazer o que? Que vá e seja feliz.

O Galo, tão grande quanto antes de Diego Souza, continuará a sua caminhada.

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VASCO 1 X 1 ATLÉTICO.

Um empate catastrófico contra um time ruim desfalcado de seus principais jogadores, Carlos Alberto, Felipe e Zé Roberto.

Em outra situação, até que não seria um mau negócio, porém, devido às circunstâncias, foi um péssimo resultado.

Pois o Galo ainda permanece na zona de rebaixamento, somando apenas um raquítico ponto à sua vexatória campanha.

Vanderlei Luxemburgo optou pelo 3-5-2 sem tê-lo treinado. Treinou o 4-4-2.

Mas, como aconteceu muitas vezes nesse campeonato, entrou em campo com um time improvisado de última hora sem nenhum sentido de conjunto e foi, como deveria ser,  castigado por sua insensatez.

Sem meio de campo, sem meia de ligação, sem troca de passes, o Galo foi, no primeiro tempo, uma caricatura de equipe.

As bolas passavam pelo meio há 20 metros de altura. Jogadas trabalhadas, triangulações, 2-1, tabelas… ah, meu amigo, isso não existiu nem a quilômetros de distância.

Aliás, não houve, na primeira etapa, nada que desse ao atleticano a esperança de um destino melhor.

Por incrível que pareça, a defesa se comportou muito bem, apesar do gol que levou. Pois era para ter levado mais, uma vez que o Vasco dominava todas as ações no meio de campo e conquistava a grande maioria dos rebotes.

Com um time sem qualidade, o Vasco conseguiu superar o Atlético de grandes nomes, mas que jogava como um time de várzea.

No segundo tempo, o Galo melhorou substancialmente. As entradas de Ricardinho, Mendez e Berola deram novo ritmo ao maior de Minas.

A bola ficou mais redonda, as jogadas rápidas se sucederam  e o Vasco se retraiu.

Mas não vou creditar a mudança à “genialidade” de Vanderlei Luxemburgo.

Afinal, TODOS os atleticanos clamavam  por esta formação antes de começar o jogo, mesmo sem ganhar os milhões que o propalado treinador ganha.

E numa jogada de Daniel Carvalho, que jogou muito bem, o juiz marcou um penalti indiscutível.

Empatamos um jogo que poderíamos ter vencido, não fosse a escalação equivocada do primeiro tempo.

A entrada de Mendez também foi promissora. Gostei do equatoriano hoje. Está retomando a forma e correndo muito mais. Ele tem uma vantagem, como volante, que outros não têm.

Lança como poucos e não é previsível, com aquelas jogadinhas ridículas de encostar a bola para os lados.

Mendez tem a virtude de escolher a jogada mais difícil e na maioria das vezes, acerta. Pelo menos, foi assim hoje.

Esquecer Ricardinho num banco de reservas é um crime imperdoável. Em países de primeiro mundo, o cara que assim procede encerraria seus dias numa cadeia de alta segurança, com direito a 2 horas de sol por dia.

Não que Ricardinho seja o supra sumo da “craqueza”. Mas sim porque, do jeito que o time está tão quadrado, não tem ninguém melhor do que ele para arredondá-lo.

E Berola erra passes, se enrola com a bola, não levanta a cabeça, porém sou muito mais ele do que qualquer outro no ataque.

Isto porque ele não desiste. Parte pra cima do zagueiro e não quer nem saber se o cara é filho de mamãe ou de papai, se é rico ou se é pobre.

Berola é a exata personificação do atrevimento, um adorável mal educado que desconhece a palavra “respeito”. Ele quer mais é provocar confusão na área adversária, independente das pancadas que leva.

Se eu fosse Luxemburgo, não abriria mão de seus serviços nem por decreto.

Mas Luxemburgo é intocável, é onipresente, infalível e acima de qualquer suspeita.

E por isso, temos de conviver com as suas invenções, com as suas escalações estapafúrdias.

Como hoje.

Não teria sido muito mais produtivo ter escalado o time do segundo tempo no primeiro tempo, para arrebentar o Vasco desde os instantes iniciais?

Será que foi pelo simples “prazer” masoquista de sofrer 45 minutos?

Para nós, atleticanos, foi como se fossem 45 anos! Amargos 45 anos!

No entanto, lembre-se, Vanderlei Luxemburgo, nós NÃO perdoamos aqueles que nos têm ofendido!

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ATLÉTICO 2 X 1 VASCO. HÁ MOTIVOS PARA PREOCUPAÇÃO?

Confesso que não senti a firmeza de um campeão ontem, no Mineirão.

O resultado foi excelente, mas aquele time que deveria encostar o Vasco no paredão e acabar com ele sem piedade em seu próprio terreiro, eu não vi.

O Galo fez um primeiro tempo de ataques e contra-ataques rápidos com Tardelli e Muriqui sendo acionados muito bem por Ricardinho e Correa. E dessa forma sairam os dois gols, como poderiam ter surgido mais, não fossem a furada de Muriqui e outras oportunidades perdidas. Se convertidas, teriam matado o jogo naquele instante.

O Galo necessita urgentemente de acertar o pé nas finalizações, caso contrário, irá nos custar muito caro, anotem o que eu digo!

Ainda no primeiro tempo, o meio de campo, compactado, não permitiu que o Vasco se criasse, mas a defesa voltou a dar sinais de instabilidade.

Quem se destacou de forma razoável foi Jairo CAMpos. Os outros defensores estão apenas se esforçando muito, porém, sem a consistência que se espera deles.

Talvez um 4-3-3 com Cáceres e Benitez ao lado de Jairo CAMpos seja uma boa solução para formar uma barreira alí atrás. Não sou contra Werley, mas ele está caindo de produção a cada jogo que passa, principalmente nas bolas aéreas. Ele não desgruda do chão!

Na segunda etapa, o Galo simplesmente desapareceu. O Vasco tomou as rédeas da partida e só não empatou por obra e graça de nosso Pai Celeste.

O meio de campo se abriu de vez e por ali o time carioca deitou e rolou. Muriqui e Tardelli ficaram isolados na frente e só recebiam chutões como lançamentos. Impossível jogar assim.

E Aranha voltou a demonstrar insegurança nas saídas de bola. Ele só espalmou no susto aquela bola do lance de gol do Vasco porque antes tinha saído para interceptá-la no tempo errado.

Teve de voltar para debaixo do gol e aí a cabeçada o pegou sem equilíbrio. Soltou-a nos pés do atacante deles e deu no que deu. Gol do Vasco.

Afora outras saídas equivocadas que estabeleceram um pandemônio em nossa área. O que houve com Aranha? Esqueceu tudo que tinha aprendido nesses últimos jogos?

Coelho voltou mal, Werley não sobe no cabeceio e Leandro também não produziu nada de especial para o time.

Zé Luis e Correa, para mim, foram os únicos que mantiveram a mesma pegada nos dois tempos. Correa, então, está cada dia melhor.

Fabiano não entrou em campo ontem. Foi uma peça nula na marcação, na armação e no ataque. Está na hora do genrão virar um espectador privilegiado ali ao lado do campo, sentado entre os reservas.

Ricardinho jogou uma etapa só, como a maioria. E Tardelli e Muriqui, quando tiveram a posse de bola, foram rápidos e eficientes. Mas sem bola nenhum atacante  joga e foi o que aconteceu na última etapa da partida.

Junior e Evandro entraram depois, mas não foram capazes de alterar o panorama. Evandro até piorou tudo, pois está lento e sem ritmo, além do obstáculo intransponível de suas próprias limitações.

Enfim, por pouco não atiramos um jogo ganho no ralo!

Pode ser o cansaço da jornada pesada das duas últimas semanas. Os jogadores não tiveram tempo de descansar, oprimidos por jogos, viagens e treinamentos. Temos de reconhecer que é perfeitamente possível.

Agora terão uma semana pela frente, sem o frenesi de duas competições paralelas… por enquanto. Porque vem aí a Sul-Americana, desta vez com vaga para a Libertadores.

Por este motivo, o plantel precisa ser reforçado, pois serão duas batalhas  simultâneas disputadas com o grupo principal. Não há como evitar.

Ganhamos os 3 pontos, foi ótimo e tal, porém, não há que se fazer vista grossa para as nossas falhas no campo de jogo.

Se quisermos ser campeões de uma competição tão difícil _ talvez a mais difícil do mundo _ , temos de melhorar significativamente.

E temos todas as condições para isso… espero.

E você, o que acha? Temos motivos para preocupações?

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O PRIMEIRO AMOR SEMPRE FICA!!

Como uma bela e charmosa mulher, a taça do campeonato brasileiro bate à nossa porta, nos olha com olhos apaixonados e murmura sensualmente: _ Vem, me conquiste, me tome em seus braços e me leve pra casa! Quero ser sua outra vez!

Há 39 anos ela nos espera, sôfrega e excitada. Nesse período, flertou e dormiu com muitos, enquanto não provávamos a nossa capacidade de chegar e assumí-la de vez. A taça, tal qual algumas pessoas, também é volúvel.

Mas ninguém esquece o primeiro amor, aquele que a conquistou com um maravilhoso gol de falta de Oldair contra o São Paulo e outro de Dario no Maracanã, contra o Botafogo.

O primeiro amor sempre fica, como diz o ditado popular, não exatamente com essas palavras. Ela sempre há de se lembrar do carinho tateante com que a possuímos e jamais esquecerá o extase da descoberta.

No  mundo animal, a fêmea espera que o macho comprove, nas contendas com os outros machos, que é o que carrega o gene mais poderoso e só aí ela se entrega, lânguida e pronta.

Pois é assim que queremos conquistá-la e levá-la para o aconchego da Cidade do Galo. Vamos medir forças contra o que há de melhor no futebol brasileiro, ainda mais quando os patrocínios cresceram este ano e por isso, existem clubes com plantéis muito mais fortes do que em anos anteriores.

Para cinco ou seis equipes, as condições de conquista estão equiparadas. Dentre elas, a do Galo.

A equipe já está em um nível muito bom e ainda será reforçada consistente e significativamente. E temos um técnico capacitado para nos levar de forma segura até o topo.

O Vasco é o primeiro desafio. Daqui a algumas horas, o Atlético estréia as suas armas de combate na arena dos que lutam pelo amor da princesa. Daquela que nos entregou a sua primeira noite de amor e que não nos esqueceu jamais.

O Luxemburgo sabe da importância de se começar bem a jornada. Os jogadores conhecem a responsabilidade. Não há segredos. O time é praticamente o mesmo da derrocada contra o Santos, mas também o mesmo da vitória aqui no Mineirão.

Eu tenho a mais absoluta certeza da vitória. O jogo contra o Santos foi um acidente que acontece nas melhores famílias.

Que o Vasco abra o olho se não quiser levar uma  goleada.

Pois a moça linda, aquela que não nos esqueceu, nos espera ansiosa!

E a nossa saudade é tanta que, desta vez, ninguém nos segura!

Que venha o campeonato brasileiro com todos os seus obstáculos. Vamos atropelar a tudo e a todos!

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