Arquivo da tag: Zé Luis

JOÃO 4 X 3 MARIA… JÁ ESTÁ VIRANDO SADISMO!

Os cruzeirenses já estão se acostumando com as derrotas frente ao Galo. A freguesia fiel só não compra fiado em nossa bodega porque não permitimos.

Não se vende fiado para quem não pode pagar.

Eles, a cada dia que passa, se curvam à verdadeira realidade dos dias de hoje.

Talvez porque o Atlético seja a equipe que mais venceu o cruzeiro em toda a sua constrangedora existência  pontuada por mudanças de nomes (Ypiranga, Palestra Itália e sei lá quantos mais) a cada falência.

Falia com um nome, inventava-se outro e vida que segue.

Não adianta apedrejar ônibus alvinegro, nem jogar, durante a partida, uma carreta de objetos para dentro do campo. E nem dar piti ou rasgar camisolas, que é um costume enraizado entre os azuis.

Muito menos fazer pressão. Pressão de menos de 10.000 pessoas em um estádio com capacidade para mais de 18.000 é café pequeno para jogadores que convivem com a grande Massa atleticana, infinitamente mais presente do que meros simpatizantes que se esforçam para, um dia, virar uma torcida razoavelmente decente.

A pseudo-pressão azul foi tão insuportável, mas tão insuportável que, mais uma vez, o Atlético foi lá e aplicou uma sonora traulitada nas moleiras de cabeças metidas a bestas do outro lado da lagoa.

Foi como uma inquisição atleticana em pleno século XXI. O ápice de sadismo dessa tortura medieval foi destruir o inimigo ante sua própria horda de simpatizantes.

Simpatizantes estes que eu vi, ao final do jogo, apesar da derrota acachapante, sorrirem  e se confraternizarem.

Venha me dizer que um atleticano sorri e se confraterniza após uma derrota do Galo  e eu lhe chamarei de mentiroso na bucha e na lata!

No jogo, bem que o cruzeiro tentou sair vencedor. Ao marcar o primeiro gol da partida, os azuis acreditaram que tudo estava escrito e sacramentado.

Só que se esqueceram que hoje o time alvinegro é um batalhão de xiitas dispostos a tudo pela vitória. Os olhos de cada jogador são injetados de sangue. E o sangue de cada um é vitaminado de raça e fome de vitórias.

Em dois minutos, a virada veio como um raio. O Galo não estava mal quando estava perdendo o jogo e ao virar o placar, a confiança se consolidou.

Não posso dizer que foi uma partida perfeita. Não posso dizer isso.

Ainda há muito que aperfeiçoar nesta equipe, embora a vontade demonstrada por todos já seja meio caminho andado.

Contudo, ninguém pode negar que a equipe de hoje é mais disposta a compartilhar responsabilidades em todos os setores do campo.

Responsabilidades e suor.

A entrada de Jackson na lateral foi uma grata surpresa, assim como as defesas de Renan Ribeiro foram determinantes para a vitória.

Leonardo Silva se afirmou, categoricamente, como companheiro do capitão Réver e Ricardinho, outra vez, deu uma aula de como atuar como meia de ligação.

Zé Luis não pode ser reserva nem aqui nem na China. Dorival Junior terá de se virar para arrumar um lugar para o Zé do Galo, pois não se bota no banco um valor tão grandioso.

No lugar de quem? Dorival que se vire. Você acredita mesmo que eu vá duvidar de um técnico que, num passe de mágica, acha um lateral como o Jackson no apagar das luzes? E se ele fez isso, não pode arrumar um lugar pro Zé?

Sou louco, meu amigo, mas não sou burro!

Tardelli voltou a ser Tardelli e Berola mudou a história da partida com o seu desrespeito total a uma coisa chamada defesa adversária.

E o melhor da tarde/noite: Wellington Paulista ficou revoltado com Diego Tardelli porque este, aos seus olhos, imitou um cruzeirense se maquiando.

Entendeu que foi uma humilhação à sua torcida. Em suma, vestiu a carapuça sem ninguém ter pedido.

Será que terão ataques histéricos toda vez que forem imitados?

Se for assim, Wellington Paulista terá de mudar de time, pois a preferência obsessiva em levar de 4 nos últimos jogos contra o Galo é, no mínimo, suspeita!

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> robertoclfilho

Anúncios

EXERCITANDO A FUTUROLOGIA COM O PLANTEL DO GALO – PARTE 1.

Como havia prometido, vamos partir para um exercício de futurologia em relação ao plantel do Galo para 2011.

Vamos dividir em 2 post’s para que um não fique demasiadamente longo.

Sendo assim, vamos lá:

1 – OS QUE SEGUIRÃO NO GALO:

Renan Ribeiro: Foi a salvação da lavoura este ano. E isto diz tudo sobre o seu valor.

Réver: Indubitavelmente, a melhor contratação do Galo em 2010.

Werley: Se não aparecer um time europeu para comprá-lo, segue confortavelmente.

Lima: Foi muito útil na temporada. Sempre deu conta do recado quando foi chamado.

Sidimar: Uma das revelações das categorias de base. Não tem boa altura e é lento. Mas permanecerá.

Leandro: Será um bom reserva ano que vem.

Eron: Prata da casa, o garoto seguirá no plantel de profissionais. Não está descartada uma venda para o exterior, mas nada de concreto, por enquanto. (Obs: Fiquei sabendo hoje que Eron entrou na justiça contra o Atlético. Não se sabe o que o motivou a tomar esta atitude).

Serginho: Não fez uma temporada das melhores, mas é patrimônio valioso do clube.

Zé Luis: Um dos mais importantes jogadores este ano, seguirá firme como titular.

Rafael Jataí: É cria da casa e deve receber oportunidades.

Mendez: Tem contrato até final de 2012 e, embora não tenha apresentado nada por estar fora de forma, pode perfeitamente  se recuperar neste tempo que terá pela frente.

Ricardinho: Pelas informações que tenho, é um líder positivo, daqueles que tanto dentro como fora de campo, conseguem levantar o moral do grupo. Tem contrato até final de 2012 e dificilmente será rescindido.

Renan Oliveira: O garoto entrou nos eixos do jeito que a Massa queria. Se valorizou muito como patrimônio do Galo.

Diego Souza: Não há dúvidas quanto a sua permanência. E deve melhorar muito o seu rendimento.

Daniel Carvalho: Constantemente no Departamento Médico por várias contusões, tem contrato até o fim de 2011. Difícil sair.

Wendell: Permanece, mas vai ter de aprender a jogar coletivamente. Do contrário, pode entrar para o time dos emprestados.

Neto Berola: Alternou boas e más apresentações, mas é um trunfo fundamental para o esquema de Dorival Junior. 2011 pode ser o ano de sua afirmação no cenário nacional.

Tardelli: Se não pintar nenhuma proposta que balance o presidente Kalil, terá a oportunidade de fazer uma campanha vitoriosa no time que o tirou do quase ostracismo no Flamengo.

Obina: O homem-gol foi decisivo quando mais precisamos dele, principalmente contra o cruzeiro, em Uberlândia. Não há chances de ficarmos sem o folclórico artilheiro.

2 – OS QUE ESTÃO NA BERLINDA:

Cáceres: Não foi feliz em seu retorno. Lento física e mentalmente, não foi nem de longe o xerifão que conhecíamos. Não se sabe se fica ou se sai. Tem contrato longo.

Jairo Campos: O grande zagueiro que vimos jogar quando chegou sumiu e ninguém viu. É outro que está na berlinda.

Rafael Cruz: Conta com uma certa simpatia de Dorival Junior. Pode ser que fique no elenco, mas está sub-judice.

Fábio Costa: Tem contrato até o fim de 2011 e dificilmente o Santos o receberá de volta antes do encerramento. Há chances de permanecer no plantel ganhando mensalmente um dinheiro fácil, como aconteceu este ano depois da promoção de Renan Ribeiro.

No próximo post, debateremos OS QUE PODEM SER EMPRESTADOS OU DISPENSADOS E AS PROVÁVEIS CONTRATAÇÕES.

Aguardo a sua participação, caro (a) amigo (a). Concordando ou discordando, dê a sua opinião, por favor.

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> robertoclfilho

ANALISANDO DESEMPENHOS DO ÚLTIMO JOGO…

Vamos à análise do desempenho de cada jogador no último jogo:

Renan Ribeiro: O primeiro gol do Atlético-GO foi uma pedrada indefensável. Mas o jovem goleiro deveria saber que o batedor goiano só cobra as faltas daquele jeito. Então, poderia ter armado a barreira de forma a fechar o meio e não o ângulo esquerdo. Questão de experiência, que ele não tem ainda. No segundo gol, demorou a sair no abafa. Mas se comportou bem no restante do jogo. Nota 7.

Diego Macedo: A melhor partida com a camisa do Galo. Do primeiro ao nonagésimo minuto, correu muito. Era a válvula de escape que o Galo tinha para contra-atacar ou sair jogando. Talvez tenha sido, por isso, o jogador que mais pegou na bola. Dentre as dezenas de passes que deu, só errou um. Nota 8.

Réver: Algumas falhas de posicionamento ou de perda de tempo de bola, mas mesmo assim, jogou bem. Marcou um golaço, um dos mais bonitos do campeonato. Por isso, nota 8.

Werley: Tem uma vantagem sobre os outros zagueiros do elenco. É o mais rápido, não se pode negar. Os seus grandes problemas são a falta de impulsão para o cabeceio e a péssima saída de bola. Prefere rifar uma bola dominada do que dar o passe no pé. Entre falhas e acertos, nota 7.

Coutto: Não comprometeu em uma posição estranha para ele. E não foi culpado no segundo gol do adversário. Ele não alcançaria o atacante nem que tivesse um motor no pé. Mas se limitou a guardar posição e não serviu de opção ao ataque em nenhum momento. Nota 6.

Fernandinho: Não fez nada de melhor do que Coutto faria. Está sem noção de tempo e espaço por causa do longo tempo de inatividade. Porém, é mais incisivo no ataque. Nota 5.

Zé Luis: Está errando muitos passes, embora a sua presença na cabeça de área seja um alento para os zagueiros. Destrói bem, mas entrega mal. Está, gradualmente, aperfeiçoando a sua parceria com Alê. Nota 7.

Alê: Tem um jogo muito parecido com o de Zé Luis, com uma qualidade de passe bastante razoável. Jogou sempre com muita raça, procurando fechar a zona do agrião. Nota 7,5.

Renan Oliveira: Entrou sem ritmo no lugar de Alê, mas mesmo assim conseguiu chegar na bola antes do goleiro e entregá-la _ com açucar e com afeto _ ao Ricardo Bueno para a feitura do gol da vitória. Só por isso, nota 8.

Serginho: Ainda não se encontrou nesta temporada. Levou um cartão amarelo absolutamente desnecessário, além de não acertar passes de 5 metros. Pior, perde a bola constantemente e compromete todo o sistema defensivo. Tem potencial, mas não está demonstrando. Nota 4,5.

Ricardinho: Na atual circunstância, Ricardinho é fundamental para a equipe. Ele tranquiliza ali no meio porque tem clarividência, sabe aonde enfiar a bola. E não se limita a trocar passes laterais. Além disso, está correndo que nem um garoto. Parece que conseguiu escapar da caixa de areia do Mello. Nota 8,5.

Diego Souza: A exemplo de Diego Macedo, fez a sua melhor partida pelo Atlético. Muito mais vibrante que em outras oportunidades, fez um gol e deu o passe magistral para Renan Oliveira fazer a jogada do terceiro. E ainda recompôs o meio. Que melhore cada dia mais. Nota 8.

Obina: Correu muito, procurou se desmarcar, lutou pela bola como se fosse um prato de comida, mas nada que fez deu certo. Não está recebendo a bola entre os zagueiros, em progressão, daquele jeito que todo atacante rompedor gosta. Mas sempre vale pela luta. Nota 6,5.

Ricardo Bueno: Substituiu Obina e talvez tenha participado mais das tramas de ataque porque é leve e se desloca com uma facilidade maior. Mas precisa melhorar muito para se tornar um atacante letal. Fez o gol da vitória e por isso, recebe uma nota 7,5.

Dorival Junior: Escalou muito bem o time para o início de jogo e fez as substituições corretas no decorrer da partida. Mesmo que tivesse perdido, era o que ele tinha em mãos para mudar algo. Tem uma leitura de jogo muito mais apurada do que o “moleque”, que chegou aqui com a fama de ser o bambambam neste quesito e só fez besteira. Nota 9.

Pronto. A partir de agora, eu gostaria de ler os comentários dos leitores do L&N e verificar se as suas análises e notas são parecidas _ ou não _  com as minhas.

Galo sempre!

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> @robertoclfilho

E O DM VAI FICANDO VAZIO…

Pouco a pouco, o Departamento Médico do Galo vai esvaziando.

Daniel Carvalho já foi liberado para recondicionamento físico, embora ainda não esteja à disposição do técnico. Se estiver entre os relacionados contra o São Paulo, será uma agradável surpresa.

Não sei qual a opinião de vocês a respeito, mas eu entendo que o gaúcho foi um dos que mais fizeram falta à equipe.

É extremamente técnico e inteligente. Seus lançamentos são milimétricos.

Tomara que não se lesione mais e possa encarar o restante o Brasileiro sem percalços.

Zé Luis também já está treinando, porém, à parte do grupo. O primeiro volante faz falta principalmente por causa das más atuações de Serginho e da pouca combatividade do meio de campo.

Leandro foi liberado e treina junto ao grupo. Talvez seja hoje o 2º reserva. À sua frente, na minha modesta opinião, encontram-se Fernandinho (que ainda está em tratamento) e Eron.

Jairo Campos treinou hoje. Mas ainda está sob observação.

Mendez teve uma semana só pra recuperação física, embora ainda não seja o Mendez bem preparado da LDU. Mas, se não jogar, não se recuperará técnicamente. Por ser um jogador diferenciado, vale a pena investir e Vanderlei Luxemburgo sabe disso.

Fernandinho: Permanece firme e forte no DM.

Torço para que os jogadores citados recuperem, o mais urgente possível, a plenitude de suas condições físicas.

Porque com eles, as nossas metas ficarão muito mais factíveis.

Obs: Agradecimentos ao Bira Marinho, jornalista atleticano, e ao Aender, autor do blog Galo é Meu Amor, ambos amigos diletos, por me munirem de informações a respeito da turma recém-saída do DM.

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> robertoclfilho

ANALISANDO JOGADORES E SETORES DO GALO – PARTE LL

Prosseguindo na análise individual de nossos jogadores e setores da equipe, hoje vamos dissecar, em conjunto com os leitores e amigos do L&N, o meio de campo do Galo.

MEIO-DE-CAMPO.

ZÉ LUIS: É o único volante de contenção que temos. É o solitário cão de guarda à frente do nosso portão. Sobre ele recai a maior responsabilidade de destruir no setor de meio de campo. E, dentro de suas possibilidades, o tem feito muito bem. E tem demonstrado uma surpreendente garra, tanto que, apesar da tremenda carga sobre seus ombros, ainda encontra forças para atacar em muitos instantes dos jogos.

FABIANO: Teve um início muito bom. Mas se perdeu no decorrer do tempo. Hoje não marca, não ataca e não é incisivo (como era) na área adversária. Fabiano hoje, como 2º volante, é um bom genro do Luxemburgo. Apenas capaz de um desempenho feijão-com-arroz. A sua melhor partida nos últimos tempos foi a última, contra o Avaí, quando entrou no 2º tempo e deu um sangue danado. Ajudou muito.

JOÃO PEDRO: Recém-promovido dos juniores, é uma das poucas pratas da casa do plantel. Luxemburgo tem apostado nele e na verdade, não tem decepcionado de todo. Mas, enquanto não amadurece, ainda tem que comer muito feijão para se tornar um jogador importante para o time. Nos juniores, costumava jogar um pouco mais à frente. No profissional, mais atrás. Por enquanto, ainda é uma incógnita.

SERGINHO: Com toda a certeza deste mundo, posso dizer que Serginho é uma das grandes esperanças não só do Galo, mas da seleção brasileira. Se não voltar a se lesionar seriamente, será um dos grandes jogadores deste país. É um volante rápido, que sabe sair jogando e é extremamente criativo no ataque. Tem de se aperfeiçoar na marcação e caprichar um pouco mais em seu posicionamento defensivo. Devido às suas limitações físicas (retornando de lesão), não tem sido ainda o Serginho que conhecemos. Mas o será brevemente.

EDISON MENDEZ: Ainda não jogou, mas sabemos de sua capacidade técnica. É um jogador multi-função. Joga como 2º volante, como meia avançado e até como 1º volante de contenção. O seu chute de fora da área é uma arma mortal, além de ter um fôlego privilegiado. Quando atua mais à frente, volta para marcar com uma velocidade espantosa. É uma das nossas grandes esperanças para a retomada.

DIEGO SOUZA: Por ter ficado tanto tempo parado, à espera da definição de seu destino, este jogador ainda luta com seu próprio corpo. A rapidez de raciocínio é evidente, mas as pernas ainda não conseguem acompanhar as ordens que vêm do cérebro. Mesmo assim, não tem comprometido. Na área, é um perigo. Na medida em que for se recuperando, mais e mais produzirá. Se jogar no Galo o que jogou no Palmeiras e Grêmio (e tem tudo para jogar ainda mais), a massa só vai correr pro abraço, feliz da vida.

JATAÍ: Naquela partida contra o Grêmio, antes da Copa do Mundo, ele jogou bem. Seu estilo se assemelha muito ao de Zé Luis. Talvez seja ainda um potencial escondido dentro do grupo atleticano, mas a sua simples manutenção significa que o treinador vê nele qualidades que ainda não afloraram para o grande público. Vamos esperar. Quem sabe a sua hora de explodir não esteja perto?

RICARDINHO: Quando Ricardinho foi contratado, a massa vibrou muito porque sabia do grande potencial do tetra-campeão do mundo. Mas, de certa forma, se decepcionou em 2009. A atuação de Ricardinho, visivelmente, deixava o time lento, meio que engessado. Mas este ano, principalmente nos jogos do brasileiro, o paranaense vem se comportando bem. Está fazendo a bola correr e enfiando aquelas bolas nas quais é mestre. Pouco a pouco, está melhorando.

ANÁLISE DO CONJUNTO MEIO-CAMPISTA: Como você certamente notou, o nosso meio de campo, INDIVIDUALMENTE, não é fraco. Muito antes pelo contrário, as peças são fortes e capazes de organizar a equipe no setor mais importante de qualquer time deste planeta.

No papel, é um dos meios-de-campo mais fortes do país, sem dúvida. O problema é que, na prática, lá onde a onça bebe água, a performance ainda está muito aquém do que poderíamos esperar.

Muito porque Diego Souza ainda não está em forma, Edison Mendez ainda não estreou e Serginho vem se recuperando jogando.

O fato é que nosso meio deixa muitos espaços, não tem pegada, não funga no cangote e desguarnece a defesa a todo momento.

Só ocupar espaços não basta. Há de se dar o bote na hora que o jogador adversário encostar o pé na bola. Ou se antecipar, de preferência.

Eu tive a honra de ter sido jogador de um técnico (alguns mais antigos devem se lembrar dele, chamado Jorge Abraão, do América-MG, divisões de base), que em todos os jogos repetia insistemente para os que, como eu, jogavam no meio de campo:

_ Eu não quero ver jogador deles dominar a bola no meio. Na hora que eles “triscarem” na bola, eu quero ver o pé de vocês TAMPANDO O DELES. No meio, o pega é pra capar! É chegar junto!

E essas palavras, há tanto tempo ditas e nunca esquecidas, me fazem pensar que o meio de campo do Galo é a exata materialização do contrário que Jorge Abraão instruía.

Tomara que Luxemburgo, indubitavelmente o principal responsável pelo equivocado posicionamento e pela pouca atitude naquele setor, refaça os seus planos e conceitos. Já está na hora da nossa meia-cancha ajudar em algo, pois até agora, só tem assistido o adversário jogar!!

Aguardo seus comentários e opiniões, combinado? Vamos trocando idéias.

Amanhã, vamos dissecar o ataque.

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> @robertoclfilho

UM JOGADOR, UM VOLANTE, UM HOMEM DE RESPEITO!

Era de se esperar que este post fosse em homenagem ao Tardelli, que fez 3 golaços contra o Santos.

Ou em homenagem ao Jairo CAMpos, que chegou por aqui sem ser conhecido e está arrebentando com a bola no Galo.

Ou até mesmo a Muriqui, que readquiriu a forma e vem produzindo muito novamente.

Muitos jogadores do Atlético merecem, mas desta vez, o L&N homenageará um volante que chegou meio desacreditado, vindo da reserva do São Paulo e praticamente descartado do plantel de Ricardo Gomes, técnico daquele clube.

O jogador a quem me refiro é Zé Luis, que ao vestir o manto sagrado, se metamorfoseou em um monstro dentro de campo.

Zé Luis não só protege a cabeça de área e as laterais, mas também sai jogando com uma tranquilidade que muitas vezes quase aniquila os nervos dos torcedores nervosos e febris. Mas o faz de forma consciente, com uma tremenda auto-confiança em seu próprio taco.

O bom Zé é, fora de campo, um doce de pessoa. Educado, fala mansa e calma, atende a todos com muita simpatia.

Mas dentro das quatro linhas é um guerreiro vibrante, de sangue no olho, que corre por dois e não tem medo de cara feia.

Do primeiro ao último minuto, enverga a camisa do Galo com a mesma raça que muitos ídolos a defenderam no passado.

A amada camisa preta e branca, que é a segunda pele da imensa nação  atleticana, caiu como uma luva no Zé Luis. E parece que, por osmose, atingiu o seu coração.

Pois ninguém joga com a raça e com a fúria com que Zé Luis joga se não amar a camisa que veste.

Ninguém se entrega de forma tão intensa em todos os cantos do gramado e em todas as divididas,  se não estiver apaixonado.

Zé Luis não faz pose de craque e não complica nada dentro de campo. Joga o básico e é com este básico que vem se transformando em uma das peças mais importantes do elenco.

Ali no meio de campo, naquele negão alto e ágil, encontramos sangue e coração. Ali tem alma, vibração e honra!!

Brio no caráter tem Zé Luis. Pois não é qualquer um que perde o pai em um dia e dois dias depois entra em campo para defender o manto sagrado contra o Santos.

Perder o pai é como perder a referência, o alicerce sobre o qual foi construída a sua personalidade. O simples som da voz de um pai representa a segurança e a proteção que se recebe desde que se nasce.

Zé Luis pranteou o ídolo, enterrou-o com respeito infinito e no dia seguinte, se apresentou ao quartel para mais uma batalha.

Pois sabia que a equipe precisava dele, peça importante que é. Então não se omitiu em um momento crucial para o clube. E bem que poderia fazê-lo. Ninguém o criticaria por isso.

Mas se recusou a fazê-lo.

E na quarta-feira passada, entrou em campo para ser um dos melhores do confronto. Jogou por si, pelo pai e pela nação alvinegra, que gritou seu nome como nunca antes havia gritado. Por gratidão, a massa ovacionou um homem digno, um homem de respeito.

Nem sempre os ídolos são craques. Nem sempre os craques são ídolos.

Mas sempre os que defendem a nossa camisa com unhas e dentes, com o coração na ponta da chuteira… ah, meus amigos, estes têm um lugar especial no coração da massa.

Eu não sei se Zé Luis se transformará em um ídolo atleticano. Talvez sim, talvez não.

Mas eu, particularmente, por seu gesto de extrema grandiosidade e por todo o seu comovente esforço em campo, já o considero um ídolo meu.

Que um dia Zé Luis possa ser um ídolo de todos!

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE -> @robertoclfilho

ATLÉTICO 3 X 2 TUPI. EVOLUÇÃO?

Eu vi um Atlético no primeiro tempo e outro no segundo.

O do primeiro andou em campo. De vez em quando, uma corridinha básica.

O do segundo tempo realmente correu muito em busca da vitória. Este Galo é o que eu quero ver jogar sempre.

Analisando de forma geral, o Atlético mostrou uma relativa evolução em seu jogo.

Mas o meio de campo continua dando espaços demais para as tramas adversárias. Ontem foi o Tupi, que não aproveitou. E se fosse um time da primeira linha do futebol nacional? O resultado teria sido o mesmo?

Ontem eu assisti a alguns jogos do campeonato paulista. Apesar de terem começado a temporada na mesma data que o Galo, estão mordendo em todos os lugares do campo. A pegada está afiada.

Então, esse marasmo na marcação só pode ser um vício deixado pelo antigo técnico e uma bactéria virulenta que se instalou em nosso time.

É bom o Luxa providenciar logo um antídoto eficiente para eliminá-la de uma vez por todas.

Fabiano, surpreendentemente, jogou muito adiantado, separado demais de Correa, que, sobrecarregado, teve de correr o que nunca correu na vida.

Ricardinho, já com o preparo físico um pouco melhor, começa a dar sinais de vida. E jogou numa linha mais defensiva que Fabiano.

Evandro ainda não. Quando saiu, o time melhorou muito. Continuo afirmando pela enésima vez: Evandro paralisa  as nossas ações ofensivas. Ele desenvolve o jogo em câmera lenta porque precisa de tempo para pensar a jogada. Não é instantâneo.

Tardelli tem muito crédito ainda, mas está variando jogadas excelentes com lances fracos demais para a sua categoria. Mas já foi melhor que no jogo contra o América. Sinal de evolução.

Carini não teve culpa nos gols e continuo preferindo-o em relação à Aranha.

Por incrível que pareça, um dos melhores em campo foi Werley. E ainda deu a assistência para o terceiro gol de Muriqui, este cada dia melhor.

Gostei também de Marques, outra vez. O maior ídolo da massa está se esforçando muito para ser útil e está sendo.

E que obra prima Coelho assinou!! Um golaço digno de Nelinho. Lá onde a coruja dorme.

Mas o melhor da partida foi o técnico. Mudou tudo no segundo tempo. Botou o time para a frente, quando tirou Evandro e Fabiano e colocou Marques e Renan Oliveira.

Fora a correção de posicionamento de vários jogadores, o que gerou um volume de jogo que envolveu o Tupi completamente. Há de se reconhecer: o homem enxerga o jogo como ninguém.

A equipe chegou a ter momentos fantásticos, como aquele, ao final do jogo, quando em toques de primeira de 5 ou 6 jogadores, a defesa do Tupi ficou na roda. E Junior na cara do gol. Pena que chutou meio sem equilíbrio.

Pouco a pouco, estamos evoluindo. O time, timidamente, começa a mudar a cara. Continuo preocupado com a falta de pegada, mas tenho certeza que Luxemburgo está projetando correções.

Com a chegada de Cáceres, o time terá mais consistência defensiva. E Zé Luis é um bom ladrão de bola.

Ah, para não dizer que não falei da torcida, a evolução também chegou às arquibancadas. A querida massa atleticana, apesar de alguns ensaios, não vaiou ninguém. Pelo contrário. Que bacana!

As coisas irão se encaixar em todos os níveis. Tenho certeza disso.

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE NO GALO À DIREITA DA PÁGINA.